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12 Anos Online
A Noite Mais Escura
Arco 03
Ano 14 DG
Outono
Diante da queda de Moira O'Deorain e a morte de Chisaki Overhaul, todos os olhos dos ninjas presentes em Kiri se voltaram para o Capuz Vermelho, que se revelou uma cópia exata do lendário Sarutobi Shion. Graças a Hyuuga Angell, o mercenário foi capturado, levando a prisão junto com Moira. Tudo aquilo favoreceu um entendimento entre as vilas que lutaram entre si em Oto, fazendo com que eles voltassem a neutralidade. Enquanto Iwa e Suna elegem novos Kages, em Konoha, Sarutobi Kaden se prepara para passar o seu cargo para um ninja mais jovem, ao mesmo tempo em que um novo Senhor Feudal assume em Kumo e o Daimyou de Kiri tenta impedir os ataques dos opositores de Jyu. Com a revelação de Chisaki Overhaul sobre a HYDRA, as ações da empresa acabam sofrendo uma grande queda, gerando indícios de uma enorme crise nas grandes nações. Diante do caos, diversos vilarejos pequenos são varridos do mapa quando uma onda de assassinatos em massa se inicia, ao mesmo tempo em que um grupo de fieis ao Jashinismo começa a se erguer, trazendo uma mensagem de esperança para os corações afligidos pelo sofrimento.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
Shion#7417
Angell
Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
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Oblivion
Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
Indra#6662
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Futuramente teremos.
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fire blacksmith

Zireael
Chūnin
Zireael
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fire blacksmith

[Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 4/4/2022, 23:37


[Forja] — Ferraria do Aço PzZ1e7t

Oficina

Aqueles que vagueiam por entre o pequeno mercado de Sunagakure podem se deparar com uma rústica e simplória construção. Ainda que seja um espaço grande para os padrões da feira na qual ela se encontra, a obra não possui nenhum atrativo em sua estrutura, à exceção de símbolos entalhados nas madeiras dos pilares de sustentação. Os símbolos, representados pelo ideograma hagane, manifestam o verdadeiro propósito de sua fundação: um lugar para o trabalho do aço e do metal, onde armas serão incessantemente fabricadas através da arte da forja. Aos curiosos que resolverem ir até o lugar, deparar-se-ão com uma organização simples e direta. É dividido em dois espaços: a área externa, reservada como um mostruário, uma vitrine; e a área interna, onde o trabalho do forjador acontece verdadeiramente.

No interior, aqueles que resolvem adentrar são abraçados pelo bafo tórrido da fornalha, instrumento este que toma uma das laterais do recinto. O chão de concreto é recheado por grãos de areia, pela poeira e por fuligem, que se acumulam facilmente dentre os utensílios da ferraria. Quantos aos utensílios: uma grande bigorna negra e polida; uma extensa bancada de trabalho, fabricada com uma resina que impede o avanço das chamas e fagulhas inflamáveis; baldes e recipientes de metal endurecido, que são periodicamente abastecidos com gusa, lenha, carvão e outros minérios menores, como tamahagane; e estantes que, em suas prateleiras, guardam inúmeros equipamentos como martelos, cinzéis, tenazes, pinças, pedras de polimento e outros diversos outros apetrechos que podem ser usados nos processos de fabricação de uma arma. Também distribuem-se alguns barris de água pelo salão, e eles são frequentemente trocados para evitar o mofo. Além de tudo, há um cofre no fundo da sala que pode ser usado para guardar as matérias-primas e diagramas particulares do ferreiro.

Armazém de Matérias Primas escreveu:Minérios Básicos: 3un.
Minérios Avançados: ──
Minérios Especiais: ──
Minérios Lendários: ──

Diagramas Fabricados:

Empório

Em um dia típico de feira, é comum de se escutar o brado dos vendedores se juntarem às ardentes batidas na bigorna, uma cacofonia infernal que estremece todo o mercado. Dessa maneira, enquanto os comerciantes tentam usar o poder da voz para divulgar suas mercadorias, o ferreiro anuncia o seu ofício com o som de seu próprio labor, com as batidas do martelo que repercutem pela região ora como um silvo agudo, ora como um trovão poderoso. Aos que resolverem seguir a fonte dos ruídos ou que demonstrarem algum outro interesse, podem ver na área externa da propriedade um organizado mostruário de armas às sombras de um véu de linho branco e encardido. Os itens encontram-se dispostos em uma mesa próximo da entrada da construção, uma bancada grande que pode agrupar várias armas. Caso não seja o bastante, outras armas podem ser vistas agrupadas em uma espécie de guardador de madeira, na qual a arma é colocada de maneira vertical, com a ponta da lâmina virada para baixo. Além de tudo, existem ainda uma bigorna negra e uma roda de polimentos ao canto, nas quais o ferreiro pode usá-las para fazer os ajustes finos em seus trabalhos e, ao mesmo tempo, chamar a atenção dos transeuntes dispersos na multidão. Representação visual.

Preço de Venda escreveu:Item fabricado com Minérios Básicos: 200.000 ryōs;
Item fabricado com Minérios Avançados: 320.000 ryōs;
Item fabricado com Minérios Especiais: 550.000 ryōs;
Item fabricado com Minérios Lendários: 820.000 ryōs.

Compra de Itens:

Regras & Links Importantes

Forja comandada pelo personagem Emiya Shirou (@Zireael). As compras devem ser feitas em OFF pelos jogadores do vilarejo, ou seja, não necessitam de uma narração prévia. Aos que desejarem fazer uma encomenda de arma, é necessário que seja feita uma interação com o ferreiro através deste mesmo tópico.

[1] Sistema de Oficinas & Lojas;
[2] Sistema de Matérias Primas;
[3] Sistema de Profissões;
[4] Criação de Itens.


Última edição por Zireael em 29/5/2022, 13:23, editado 11 vez(es)
fire blacksmith

Zireael
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fire blacksmith

Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 2/5/2022, 18:55





[Forja] — Ferraria do Aço OOSXxyb

O calor estava insuportável, tão quente ao ponto de minha visão tremular quando tentava ver o que se encontrava adiante. O dia estava limpo, sem nuvens, apenas a grande esfera amarelada no cume aparecia como uma coroa cintilante. As areias sob meus pés conseguiam esquentar com a luz do sol, e o mesmo acontecia com as ladrilhas de pedras que, devido ao albedo característico das grandes cidades, incendiava como se estivesse imerso num braseiro. Enquanto andava, passeando pelas ruas carregadas de transeuntes, tentava me esconder à sombra das vigas e das hastes das moradias, deslizando meu corpo como uma serpente pelo concreto frio. Algumas pessoas olhavam para mim assustadas com minha atitude, mas eu dava de ombros e seguia. Apesar de ser um morador nato de Sunagakure, eu preferia refrescar-me o quanto eu pudesse. Em pouco, logo alcancei o meu destino: o mercado do vilarejo. Ali, o lugar fervilhava não só pelo calor, mas também pelo falatório exagerado. Palavras lançadas de lá para cá; gritos sem rumo; pirraças de crianças e até mesmo barulhos de animais. Tudo isso conjugava em uma cacofonia sem fim, que parecia aumentar a cada segundo que passava. Sem demora, me movi pelas laterais do mercado e me esgueirei até uma barraca vazia, provavelmente um lugar abandonado por algum mercador. Permaneci ali, descansando, enquanto vislumbrava o cenário caótico do local.

De súbito, uma sombra maior tomou a minha frente. Meus olhos se estreitam quando ela se faz na forma de uma grande figura: um homem alto, com o rosto vedado por um turbante branco e por um protetor de testa metálico com o símbolo do vilarejo. Seu semblante era sério, fechado, e o seu corpo musculoso coberto por vestes negras denunciava uma árdua rotina de treinamentos. Engoli seco e me dei ao luxo de perguntar.
— Quer alguma coisa? — A princípio, a fala não era pra sair tão grosseira e desrespeitosa, mas foi o que aconteceu. O homem revirou as sobrancelhas numa expressão severa e se aproximou ainda mais. Sua boca se abriu, e sua voz grossa se fez presente. — Saudações, vim a mando da Kazekage-sama. Sua forja está pronta, já pode começar os seus trabalhos. — Ele disse, e eu fui pego de surpresa. A Kazekage havia confirmado que autorizaria a criação da forja, mas eu esperava que ela me chamasse para ajuda-la na construção, pelo menos eu seria uma mão de obra a mais. — Sério mesmo? Que bom! Parece que recebi um presente da Kazekage-sama. Haha. — Não deixei de esconder a minha felicidade, o que fez o shinobi olhar para mim com um certo ar de desaprovação. — Seja como for, acho melhor você ir até a forja pela noite. Está muito quente e caótico no mercado, e também temos que tirar os materiais da construção que restaram. Escolheu um péssimo lugar para criar a forja hein, garoto. Bom, até mais — Ele não esperou a minha resposta, e rapidamente a sua figura se desfez em uma cortina de fumaça. Eu respirei fundo e mais uma vez me senti imerso no caos da manhã do mercado. Encostei-me na viga da barraca que me encontrava e esperei ansiosamente pela noite.

Demorou, mas a noite veio. Quando a lua se fez no alto do céu, acompanhada por belíssimas estrelas e por algumas poucas nuvens escuras, eu saí do lugar onde me encontrava. Alguns mercadores ainda se encontravam no espaço, desarmando algumas tendas, retirando e limpando as lonas e tapetes da areia do chão, guiando os animais pelas calçadas. Mesmo assim, apesar disso, o silêncio passou a reinar. Não havia mais aquele barulho ensurdecedor, e nem mesmo o calor era tão forte quanto na manhã. Estava suportável, e até mesmo o vento podia ser sentido como uma gélida carícia aconchegante. Em passos rápidos que transpunham a minha ansiedade, movi-me por entre os esqueletos de madeira das barracas remanescentes e por entre os mercadores que ali haviam, trespassando-os como um espírito vagante. Meus olhos brilharam no escuro da noite a procura de onde seria o lugar de minha forja, até que, num piscar, uma grande construção apareceu no fundo do cenário. Para alguns, poderiam vê-la como uma edificação simples e trivial, sobretudo pelas suas fundações de madeira. Contudo, a cada passo que eu dava em sua direção, mais eu me encantava com que havia em seu interior. De início, no lado externo, supostamente o lugar para expor os itens fabricados, haviam uma grande mesa, um guardador de lâminas, uma grande bigorna negra e uma roda para polimentos.
— A Kazekage não poupou esforços. — Disse, surpreso. Após isso, adentrei no recinto.

A lua iluminava o interior por algumas pequenas frestas que haviam no teto, e eu conseguia ver o que me esperava ali. Havia uma grande fornalha, mais uma bigorna negra e uma longa bancada de trabalhos. Além disso, outros inúmeros instrumentos se distribuíam pelo local: baldes d’água, carvão, lenha e minérios menores em abundância, e outros equipamentos como martelos, pinças e pedras de polimento. No fundo da sala, havia um cofre suspenso na parede, um lugar propício para que eu pudesse guardar os meus minérios coletados em minhas aventuras. Sendo assim, me desloquei até ele e tomei a dezena de minérios que havia comigo e guardei no estoque, fechando o cofre com uma senha propícia. Em seguida, sentei-me na bancada e fiquei parado, apenas olhando aquele lugar com profunda admiração e gratidão.
— Obrigado, Kazekage-sama. — Disse, com um sorriso sincero no rosto. Em breve, seria pego pelo sono e eu dormiria ali mesmo. Pela manhã, esperava começar os meus trabalhos como um verdadeiro ferreiro de Sunagakure, pronto para servir em prol do vilarejo.

Considerações:
Descrições:

HP: 500/500 CH: 950/950 ST: 0/5
fire blacksmith

Zireael
Chūnin
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fire blacksmith

Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 9/5/2022, 13:41

O sol do deserto estava cruel e o calor estava tão intenso que o mercado de Sunagakure se assemelhava a uma grande estufa. Com a chegada do entardecer, o então céu azul transformou-se em uma pintura amarela e profunda, com as finas tiras de nuvens brancas entremeando-se de lá para cá. O disco solar, que antes se fazia em um dourado brilhante, adquiriu uma nuance vermelha e difusa. Ele, por sua vez, se afastava para o além, mas continuava a enviar sobre o deserto seus pulsantes e torturantes raios de calor. Quando me dei conta que não seria o ideal continuar em meio ao caos do mercado, cercado por comerciantes, transeuntes e animais, levantei-me de onde me encontrava e comecei a andar. Passo a passo, os sons cacófatos se embaralhavam e invadiam os meus ouvidos cada vez mais. Acho que ficarei surdo muito em breve. Constatei em meus pensamentos no exato instante que um mercador gritava aos ares vendendo as suas especiarias. Dei de ombros, e vi outro vendendo algumas ovelhas e cabras, e depois ouvi uma criança, ao fundo, chorando com força. Apesar de tudo, engoli seco e segui. Em breve, alcançaria meu destino: a minha forja.

Ultrapassei o mar de pessoas como uma flecha perdida, me desvencilhando da multidão e adentrando nos limites da forjaria. Sem demora, alcancei a área interna e instantaneamente fui invadido por uma sensação de conforto. Por incrível que possa parecer, a temperatura no interior da forja era menor do que no mercado, uma vez que não havia o calor humano da profusão de pessoas e também pela sua estrutura construída majoritariamente por pedras, à exceção das vigas que são feitas de madeira. Sendo assim, parte dos raios do sol são absorvidos pelas pedras e tornam o ambiente interior mais fresco. Suspirei rapidamente e em seguida fui até a mesa de trabalhos. Nos últimos dias, havia passado um bom tempo pensando em qual seria a primeira arma que eu construiria naquela forja. Pensando nisso, a ideia que tive foi fazer um arco. Desde a minha estada com Kiritsugu, adquiri certo apreço por este tipo de instrumento, tanto que passava dias aperfeiçoando a minha pontaria. Ainda que eu nunca tivesse tido um treinamento específico em kyūjutsu, essa arte me chama bastante atenção e me lembra daqueles momentos felizes que tive com meu pai.
— Sim... Farei um arco... — Disse para mim mesmo, me concentrando como se eu estivesse entrando em um confronto. Seria eu contra o aço.

A fornalha fez-se em uma torrente vermelha assim que o carvão se aqueceu. Ao passo que ela era abastecida, fumaça inundava o espaço, ao mesmo tempo que eu pegava uma pinça e segurava uma pequena chapa de ferro que estava disposta em uma das prateleiras. Coloquei o metal no fogo, aquecendo-o por alguns minutos, e em seguida lancei-o às águas do balde, fazendo o vapor subir. Logo, deixo tudo de lado e vou até o cofre da forja. Pego um dos minérios e o disponho na bancada, seguindo mais uma vez para as prateleiras e pegando algumas partes de madeiras, couro e outros materiais sintéticos que já se encontravam separados.
— Hm. Como será que eu devo construir esse arco? — Me pergunto com algumas dúvidas me rodeando. Em instantes, tenho uma ideia e começo a pôr a mão na massa. Pego em uma de minhas bolsas uma faca kunai e começo a manipular a madeira, cortando as extremidades e fazendo um molde de um arco. O trabalho custoso perdurou por horas, mas, no final, tomou forma de uma arma de aproximadamente dois metros de comprimento. Em seguida, aproveitando que o forno ainda se encontrava aquecido, pego com o tenaz o minério disposto na bancada e o aqueço por dez minutos, e depois esfrio-o no balde d’água. Com o choque térmico, o minério se tornou maleável e pôde ser facilmente associado às extremidades do arco, fazendo um contrapeso essencial que em seguida foi ajustado pelas chapas de aço que antes eu havia fabricado. Por fim, depois recortar algumas tiras de couro e náilon, ajusto os materiais para formar uma empunhadura confortável e um fio resistente, respectivamente.

— Está pronto. Um belo daikyū, eu diria. — Disse após fazer os retoques finais do arco. Satisfeito, se alguém pudesse me ver naquele momento certamente diria que meus olhos brilhavam de emoção. Aquela tinha sido a primeira arma de muitas que eu fabricaria naquela forja. Depois de me regozijar com meu próprio trabalho, ingresso na parte externa da forja e deixo a arma arranjada na mesa, aguardando algum comprador para ela. Certamente, muito em breve, alguém se interessaria por ela, de fato.

Considerações:
Descrições:

HP: 500/500 CH: 950/950 ST: 0/5
[Forja] — Ferraria do Aço 1d0d924d9f269a11ade0a55a3ad7fdd9

Bloodlad
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[Forja] — Ferraria do Aço 1d0d924d9f269a11ade0a55a3ad7fdd9

Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 10/5/2022, 16:47


Situação: Aprovado
Considerações:
Recompensa: Item Daikyū criado.
fire blacksmith

Zireael
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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 10/5/2022, 23:03

O sol já havia se posto quando comecei os meus trabalhos. Inspirado pela minha criação derradeira, um arco de espécie daikyū, retornei para a minha forja no dia seguinte. Dessa vez, o calor infernal de Sunagakure foi o bastante para que eu me afastasse dos limites do mercado da vila durante todo o dia, e apenas coloquei meus pés naquele espaço quando a temperatura já havia caído com a chegada da noite. Dessa forma, ingressei na área externa da forja e imediatamente segui para o seu interior, perpassando a mesa de trabalho, a fornalha, o armário e, logo, indo em direção ao cofre com meus preciosos pertences. A minha mão direita rapidamente é levada ao armazenamento e, após destravanca-lo com a senha adequada, tomo posse de um pequenino minério enegrecido. Seguindo a minha intuição prematura de ferreiro, aquilo seria o suficiente para que meu próximo trabalho se concluísse com êxito. Suspiro fundo e volto-me em direção à fornalha, acendendo depois de abastecê-la com alguns pedaços de carvão novíssimos, que provavelmente haviam sido fornecidos por funcionários da vila no começo do dia. As águas dos baldes também estavam limpas, e o chão, pelo incrível que pareça, não estava tão sujo, à exceção das arestas que seguiam cobertas de fuligem. Agradeci pela gentileza em meus pensamentos e voltei a me concentrar.

A minha nova criação seria uma aljava, uma yazutsu. Formulando a imagem do construto em meus pensamentos, vou em direção ao armário principal e pego alguns pedaços de madeira negra, provavelmente extraída de uma árvore ébano; ao passo que, com a mão oposta, tomo alguns pedaços de couro. Deixo tudo acima da bancada, separados. Logo, percebendo que a fornalha já se encontrava devidamente aquecida, seguro o minério negro com um tenaz e o mergulho no fogo, aguardando por cerca de dez minutos. Assim feito, retorno o material amolecido para a mesa de trabalho e, enfim, começo a preparar a estrutura da aljava. O estojo seria de tamanho médio, cerca de sessenta centímetros de altura e vinte de largura, o suficiente para agrupar um bocado de flechas. Então, depois de pegar um serrote no armário, coloco meus braços e punhos para trabalhar em um ritmo acelerado, serrando a madeira previamente separada na forma ideal. No silêncio da noite, os sons da serração se juntaram ao barulho das fagulhas que eram expelidas pela fornalha, ao mesmo tempo que a fumaça e os farelos de madeira comungavam dos ares na forja. Suor começava a escorrer pelo rosto, embora eu interceptasse as gotas de caírem na bancada ao utilizar as costas de minhas mãos. Depois de cerca de uma hora e meia de intenso trabalho, o esqueleto da aljava ficou em evidência.

Fez-se um estojo semelhante àquilo que eu havia idealizado nos pensamentos, incluindo as quatro separações para colocar as flechas. Agora, meu trabalho estava próximo de finalizar. Antes de utilizar do meu minério especial, mais uma vez levei-o com um tenaz ao fogo da fornalha para esquentá-lo novamente – dessa vez, apenas por cinco minutos. Em seguida, retornei-o para a bancada e, utilizando de uma pinça, modulei o metal amolecido de forma que ele se prendesse às bordas e à abertura da aljava; um trabalho difícil e que requeria muito de minha paciência. Após certo tempo e com o êxito em minha tarefa, pego o couro que eu havia separado e começo a cortá-lo metodicamente com uma faca kunai, separando-o em quatro tiras de tamanhos iguais. Por fim, assim feito, aloco as tiras nos espaços que eu havia feito previamente na forma de quatro alças com fivelas, e em seguida espero ansiosamente para que o minério esfriasse. Sento na mesa de trabalho, descansando, e o som vazio da noite é captado pelos meus ouvidos. O fogo da fornalha não estava mais tão forte, e agora eu conseguia ouvir o vento forte chacoalhar a areia do lado de fora.

Nos últimos dias, a noite parecia ter se tornado uma antagonista para os mercadores e viajantes, vide os boatos de ataques e saques que vinham ocorrendo a lojas e templos religiosos. Eu não sabia bem quem eram, mas parecia ser uma ameaça semelhante aos Orokamonus que eu outrora havia enfrentado. Ao me lembrar daquele grupo, o nome Jashin torna aos meus pensamentos. Esses novos ataques também estariam sendo orquestrados por fanáticos religiosos? Eu esperava que esse não fosse o caso. As horas se passaram, ou melhor, voaram com o meu momento reflexivo, mas logo meus olhos se encontraram com o metal opaco da aljava perfeitamente conectado às bordas e à abertura.
— Está perfeito! Incrível! — Exclamei, ficando alegre com a minha própria criação. Depois de apreciar o artefato por alguns minutos, girando-o de lá para cá e dando os retoques finais nas fivelas das tiras de couro, levo a aljava até o lado de fora e a coloco na mesa de exposição, deixando-a pronta para ser vendido para quem quer que fosse.

Considerações:
Descrições:

HP: 500/500 CH: 950/950 ST: 0/5
[Forja] — Ferraria do Aço TqHE5wX

ItsHalno
Tokubetsu Jonin
ItsHalno
Vilarejo Atual
[Forja] — Ferraria do Aço TqHE5wX

Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 10/5/2022, 23:26

Situação: Aprovado.
Considerações: Como sempre, ótimas narrações.
Recompensas: Item criado: Yazutsu

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⬧ Personagem: Nora Kumori
Ficha  ⬧ GestãoBanco  ⬧ Mod AGInventárioCJ

fire blacksmith

Zireael
Chūnin
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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 15/5/2022, 20:03

Quando eu passeava pelo grande mercado de Sunagakure, uma multidão de pessoas chamou-me a atenção. O aglomerado estava virado para um canto, atônitos com algo que ali acontecia. Tome cuidado! Dizia um. Mais para o lado! Dizia o outro. Os gritos estridentes me chamaram ainda mais atenção e provocaram o meu instinto de curiosidade, afinal, o que será que estava acontecendo ali? Eu precisava descobrir. Graças a minha baixa estatura, fui até o local e deslizei por entre as brechas deixadas entre as axilas das pessoas, forçando a passagem enquanto perpassava toda a multidão. Alguns homens ficaram incomodados com minha presença, mas apenas ignorei e segui adiante até, finalmente, encontrar o que queria. Em minha frente, rodeado por todos, estava um homem sentado em uma grande mesa. Ao ar livre, o cara se esforçava para formar uma grande pirâmide com cinquenta e duas cartas. A base da pirâmide já estava montada, e a primeira fileira também se encontrava completa. Agora, bastava ele finalizar a última fileira. Contudo, com a minha chegada abrupta, o homem pareceu se desconcentrar, e suas mãos realizaram o movimento errado. Em consequência, a estrutura piramidal se desfez de uma só vez, caindo na mesa enquanto as pessoas gritavam em desapontamento. O montador da pirâmide se virou para mim, furioso. — Ei, garoto, a culpa foi sua! — Disse ele, pegando um punhado de cartas e lançando em minha direção. — Desculpa, senhor! Não foi minha intenção! — Disse, deixando que elas atingissem os meus braços. Depois, a multidão se desfez com mais suspiros de decepção, e eu acompanhei o restante das pessoas com certo peso na consciência.

Logo que voltava a andar, senti algo estranho em meu corpo. Sentia uma suave ardência em meus antebraços, e quando revirei-os na direção de meus olhos, pude ver pequenos cortes na pele. Ainda que não houvesse sangue, aquelas cartas jogadas pelo homem foram eficientes em me causar ferimentos, um fato que me instigava bastante.
"E se eu criar uma arma como essas cartas? Cartas de metal?” Eu pensava, mentalizando o construto. Iluminado pela minha breve epifania, redirecionei meus passos novamente, dessa vez, em direção à minha forja. Atravessei o mar de pessoas e mercadores como de costume, para então ultrapassar o pórtico da forjaria e adentrar. — Mãos à obra! — Exclamei em um monólogo, tomando do cofre um minério cor-de-rosa que eu outrora havia adquirido e deixando-o na bancada principal. Em seguida, emanando o meu chakra, invoquei as propriedades de minha linhagem para criar uma grande placa de aço com cinquenta e dois espaços, fazendo-a surgir a partir da palma de minha mão e deixando-a no chão. Esse seria o molde para as cartas metálicas que eu estava planejando forjar. Com cuidado para não pisar na forma de aço, fui até a fornalha e a abasteci com o carvão remanescente, na iminência que, em breve, estaria pronta para ser usada. E assim foi feito. Dez minutos se passaram e eu pude finalmente conduzir com um tenaz o minério anteriormente selecionado até as chamas da fornalha, aquecendo-o por um bom tempo. Amolecido, deixei ele descansando novamente na bancada, para logo pegar alguns lingotes metálicos e armazena-los em um grande cadinho de fundição.

Com força, sustentei o peso do cadinho e lancei-o à fornalha, esperando que, em breve, todo aquele material derretesse. O fogo subiu, e depois a fumaça. Daqui a algumas horas, eu esperava que o metal estivesse finalmente derretido. E pela minha felicidade, isso aconteceu. Após duas horas, retirei o cadinho cuidadosamente da fornalha e pude ver que o metal já havia se fundido em uma grande pasta luminosa. Sem demora e com bastante cuidado, derramei o conteúdo no molde no chão, afastando meus pés para que nenhum resquício daquilo entrasse em contato com minha pele, um erro amador, mas fatal. Com todos os cinquenta e dois espaços preenchidos, peguei o minério amolecido que se encontrava na bancada e mergulhei-o em cada um deles, e cada vez que ele entrava em contato com o líquido viscoso e superaquecido, ele deixava parte de sua estrutura. Logo, feito tudo isso, seria a vez de esperar mais uma vez. Sentei-me na bancada e aguardei ansiosamente para que tudo aquilo esfriasse. Nesse ínterim, a noite veio, e a temperatura virou como de costume. Nos dias de hoje, as noites estavam cada vez mais perigosas, embora isso não signifique que eu deva ignorar o meu trabalho como ferreiro. Depois de algumas horas relaxando, o metal resfriou, e pude tirá-los facilmente de cada um dos espaços. Pela cor do minério utilizado, o metal adquiriu uma tonalidade rosácea muito bonita. Joguei-os por cima da bancada principal e, utilizando de uma pedra tamahagane, comecei a afiar as laterais do metal um por um. O trabalho era duro, mas não tardou para que as cinquenta duas peças – ou melhor, as cinquenta e duas cartas – se encontrassem em seu mais perfeito estado.
— Excelente. — Disse, sem mais cerimônias, enquanto ajuntei as cartas em um baralho e senti a textura com firmeza. Eram mais leves que kunais e shurikens, e possuíam o mesmo fio de corte. Após isso, fui até o lado exterior da forja e arranjei um espaço para expor as cartas, esperando que, no futuro, alguém as comprasse.

Considerações:
Descrições:

HP: 500/500 CH: 925/950 ST: 0/5
[Forja] — Ferraria do Aço 1d0d924d9f269a11ade0a55a3ad7fdd9

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[Forja] — Ferraria do Aço 1d0d924d9f269a11ade0a55a3ad7fdd9

Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 15/5/2022, 23:18


Situação: Aprovado
Considerações:
Recompensa: Criação do Item: Cards (E).
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Zireael
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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 21/5/2022, 16:30

No vasto deserto de Sunagakure, o egresso do verão e a chegada do outono me parecia tão repentina e desprezível que era quase impossível de se notar. O clima, como de costume, continuava a exteriorizar a aridez exaustiva das areias desérticas, enquanto a temperatura, por sua vez, decaía em alguns poucos graus, o bastante para que pudessem dizer que havia resfriado um pouco. Ainda assim, o calor era exagerado para os viajantes desacostumados, os quais se amontoavam ao redor do grande mercado do vilarejo na intenção de vender os seus produtos. Mais uma vez, me encontrava afogado em meio ao oceano de pessoas do bazar de Sunagakure, perambulando de cá para lá sem qualquer objetivo. No passo, o entardecer estava em seu auge, e o sol já se encontrava parcialmente coberto pelas nuvens alaranjadas que se faziam no alto do céu. Poupado dos raios solares, pude caminhar gentilmente pelas barracas, tendas e por entre os tapetes dos vendedores, estudando tudo aquilo que aparecia aos meus olhos. Vi temperos, especiarias, frutas exóticas, joias e pedras preciosas, animais engaiolados e até mesmo ferramentas shinobi, as quais supostamente estavam sendo comercializadas ilegalmente. Nesse caso, eram algumas armas estiradas em um tapete no chão – kunais, shurikens, espadas samurai e alguns punhais pouco convencionais.

— Punhais? — Me agachei e tomei um deles, segurando-o com firmeza. De fato, aquela era uma arma de baixa qualidade, mas a sua intenção de uso era boa. Diferentemente de uma kunai, que é principalmente usada em lançamentos, um punhal poderia ser empunhado em um combate corpo-a-corpo, vide os dois fios laminados e a sua extremidade pontiaguda. Enquanto refletia sobre a funcionalidade do apetrecho, um garoto se aproximou de mim e tomou a arma de minhas mãos. Olhei em seu rosto com um pouco de surpresa, e vi que ele não ficou contente com minha conduta. — Ei! Não toque se não for comprar! — Exclamou ele, exalando uma autoridade que contrastava com sua baixa estatura. — Tudo bem, tudo bem, pequenino. Até mais. — Ignorei-o, levantando do chão e deixando-o para trás. Com a ideia de confeccionar uma arma parecida com aquela – mas em melhores condições –, comecei a andar rapidamente em direção ao meu local de ofício: a forja do aço. O caos do mercado não me foi um obstáculo, uma vez que eu já estava mais acostumado a andar em meio ao mar de transeuntes e mercadores. Em pouco tempo, cheguei ao meu destino e ingressei no seu interior, indo até o cofre e retirando um minério negro que seria usado na convecção de meu punhal.

A fornalha se acendeu rapidamente com a minha vontade, tendo em vista que já se encontrava suficientemente abastecida. Logo após, com uma pinça apropriada, peguei um lingote de metal e deixei-o descansar ao calor do fogo, esperando um curto espaço de tempo. Em seguida, fiz o mesmo com o minério que eu havia pegado na tentativa de torna-lo mais maleável. E assim foi feito. Meia hora depois, ambos – o minério e o lingote – já poderiam ser trabalhados. Coloquei ambos na bigorna e, com um martelo, comecei a desferir inúmeros golpes poderosos. Faíscas voavam aos montes e acendiam os cantos escuros da forjaria. Ao mesmo tempo, ambos os materiais se amalgamavam em um só, uma massa amorfa que aos poucos se transformava e assumia os contornos de uma lâmina. Mais trinta minutos se passaram e, no fim, o ofício já estava praticamente acabado, tamanha era a facilidade de produzir aquela arma. Agora, bastava-se fazer um cabo que se adequasse ao metal laminado. Na mesa de trabalho, peguei uma madeira reforçada que já havia sido preparada e cortei-a em um filete de cinco centímetros de altura. Com uma kunai, comecei a separar as arestas e delinear seu formato, até que, no fim, o cabo já estava concluído. No fim, associei ambos – cabo e lâmina –, e em seguida comecei a afiar a lâmina em uma pedra específica. Logo, voltaria para o lado exterior da forja e deixaria a arma na mesa de amostras, dispondo-a para venda.


Considerações:
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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 21/5/2022, 16:45

Situação: Aprovado
Considerações: Vou ter que vir visitar a loja qualquer hora, comprar umas armas legais, trocar uns minérios... :)
Recompensa: Criação do Item: Ordinary Dagger (C).

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 22/5/2022, 11:59

Meus dedos tocavam gentilmente o corpo do lápis, ao mesmo tempo que a palma da mão oposta segurava o papel do diagrama acima da bancada principal. Estagnado quanto à ideia de que tipo de arma eu poderia fabricar, restou-me tentar deixar florescer a minha criatividade em uma folha, desenhando aquilo que viesse aos meus pensamentos. De início, a proposta criativa se mostrou um pouco falha, tendo em vista que me peguei fitando o teto da forjaria por horas, completamente paralisado. Entretanto, ainda assim, às vezes rompantes vinham à minha mente, ideias de espadas, de adagas, e de lâminas pontiagudas. — Quem sabe eu possa criar algo com esses termos. — Disse em um monólogo, exteriorizando o costume de trabalhar solitário naquele salão empoeirado. Logo, dedilhei os contornos de um desenho de uma espada fina, tão fina quanto às estruturas de uma estrela shuriken, e em seguida completei seu punho com algo semelhante a estacas, pequenos triângulos que se uniam para se alocarem em ambas as mãos dos seus usuários. À primeira vista, parecia funcional, bastava forjar aqueles utensílios e coloca-los em prática. Imediatamente, levantei-me da bancada principal e fui ao encontro do cofre, tomando um minério. Deixei-o de lado e acendi a fornalha em seguida, deixando-a aquecer com o calor que se expandia pouco a pouco.

A temperatura subiu, e junto a isso veio o suor momentâneo. Mesmo assim, dei de ombros e desloquei-me até a estante, pegando seis pequenos lingotes de aço e um grande toco de madeira. A madeira foi separada no balcão, enquanto o metal foi prontamente levado ao fogo para se tornar maleável. Segurando-os com uma pinça apropriada, precisei realizar um revezamento no aquecimento, o bastante para que, no final, todos os seis fragmentos estivessem em boas condições para serem levados à bigorna. E assim foi feito. Mais uma vez fui até a estante e empunhei um martelo. Com a destra, eu segurava a arma, e com a canhota eu conduzia a pinça com o lingote até a face da bigorna. Empregando a força necessária, desferi inúmeros golpes consecutivos no metal, liberando faíscas que saltitavam em uníssono aos barulhos estridentes. O primeiro dos lingotes demorou meia hora para ficar pronto e, assim, repeti o mesmo processo em todos os outros cinco lingotes restantes, até não sobrar mais nenhum. Depois de um bom tempo martelando, restava confeccionar a base das lâminas. Com uma faca kunai, desprendi o toco de madeira previamente separado em seis porções menores, que em seguida seriam delineadas rigorosamente no formato de triângulos, da mesma forma como previsto no meu desenho do diagrama. Diante disso, mais algumas horas se passaram com a tarefa, e aos poucos o entardecer se aproximava.


— Acho que está perfeito. — Disse em mais um monólogo, dessa vez, olhando para o resultado final do produto. Eram seis lâminas idênticas, onde três delas seriam alocadas nos dedos da mão destra, enquanto as outras três se fariam na mão canhota. Testando a arma, percebi que os encaixes estavam ajustados – e não frouxos – e a pegada estava boa o bastante para que a arma pudesse ser lançada ou, ainda, usada em combates à curta distância. Uma vez que as armas estavam concluídas, fui até a área externa da forjaria, deixando-as à mostra, para venda.

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 22/5/2022, 12:07

Situação: Aprovado.
Considerações: Como sempre, ótima narração. Continue assim!
Recompensa: Criação do Item: Black Keys (A)

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 28/5/2022, 10:00

[Forja] — Ferraria do Aço Fmz5zz2
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Através das pequenas janelas da forja, pude sentir o surgimento de uma sombra impetuosa. Meus olhos, que já haviam se acostumado às nuances outonais que tingiam o vilarejo arenoso, agora eram preenchidos por um vermelho opaco, uma cor carmesim que parecia manchar o céu de sangue. No mesmo instante em que a estranheza se fazia em meus sentidos, os sons penetrantes de gritos ecoavam pelas redondezas, atestando que algo estava acontecendo de fato. Imediatamente, levantei-me da bancada principal da forja e me movi apressado até a área externa, para então passar a vislumbrar um cenário assustador. Ao longo do grande mercado, inúmeras pessoas estavam estiradas no chão, tantas que meus olhos não conseguiam vislumbrar, e todas elas se contorcendo de dor e emitindo grunhidos e gritos de agonia. Ao cenário obscuro, as nuvens outonais que normalmente eram de um laranja profuso, agora pareciam carregadas em preto, escuras como se fosse chover muito em breve. Apesar de tudo, o que mais me chamava a atenção era o astro no alto do céu: um globo em vermelho vivo, como um olho de um ser eminente, uma maldade prescrita, natural e inabalável. — Mas que diabos... — Não pude deixar de balbuciar, com as palavras de incredulidade sendo entoadas ao mesmo tempo que meus olhos, atônitos, miravam aquela esfera no céu.

Depois do breve momento de susto e contemplação, engoli seco e resolvi atravessar a multidão caótica de pessoas. Os gritos aumentavam, e até mesmo os transeuntes que não haviam se machucado corriam assustados para longe, gritando e aumentando a desordem.
— Parem de correr! — Eu gritava, mas minha voz somente se juntava às outras, se perdendo em meio aos gritos de desespero. — Droga! — Disse, ao mesmo tempo que agachava perto de um dos feridos, um sujeito adulto, por volta de trinta e poucos anos, que se contorcia no chão coberto de areia. Mesmo sem ter nenhum conhecimento médico ou clínico, era nítido que aquele homem precisava de ajuda, assim como os muitos outros que permaneciam jogados no assoalho arenoso. — Aguente! Em breve os médicos irão chegar. — Exclamei para o homem com um lampejo de convicção, percebendo que sua pele irradiava uma cor vermelha, como se tivesse sofrido uma queimadura completa. Além disso, uma pequena cortina de fumaça era expelida pelas suas narinas, orelhas e globos oculares, o que chamava bastante a minha atenção. Em suma, era horrível o que acontecia com ele. Além disso, a cada segundo que eu olhava para o cara, mais eu ficava surpreendido com aquele cenário caótico, uma hecatombe que parecia não ter fim.

Levantei-me e me afastei do homem de antes, e mais uma vez me movi por entre o oceano de pessoas que corriam desembestadas pelo mercado. Fui até outra pessoa, uma mulher jovem, de vinte e cinco anos talvez. Ela tinha os mesmos sintomas: pele vermelha febril e uma fumaça que era expelida pelo corpo. Então, mais uma vez, me coloquei de pé. Para a sorte de todos os feridos, um grande grupo de médicos apareceu de repente na região do mercado. O semblante de todos mostrava certa angústia, mas parecia que eles estavam preparados para enfrentar a situação. Ninguém ali morreria, eu tinha certeza disso. Dessa maneira, deixei o mercado e retornei para a minha forja, ciente de que eu deveria me manter atento a qualquer movimentação estranha. Aquele lugar seria a minha fortaleza, e seria ali que eu passaria os meus dias enquanto imerso no cenário apocalíptico. Novamente, sentei-me na bancada solitário, pensando em qual trabalho eu poderia fazer, ao mesmo tempo que a luz da lua vermelha emanava pelo interior do estabelecimento. Em poucas horas, o calor do sol faria falta, e um frio arrepiante que eu nunca havia sentido se faria sobre a minha pele. Certamente, os dias vindouros seriam difíceis.


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Powder
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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 28/5/2022, 10:35

@ (apesar de que não precisa de aval.)

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Coca
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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 28/5/2022, 12:54


風の天才

Estava visitando Asuna quando o céu sombrio abraçou todos os moradores da Areia. Aqueles mais fervorosos gritavam como se o mundo estivesse para acabar e talvez tivesse mesmo. Alguns entraram no bar recentemente fechado com semblantes de preocupações estampados nos olhos. Outros, ao tentarem entrar, caíam sobre o solo amadeirado sem qualquer justificativa. Franzi o cenho com toda aquela situação e ao ver Asuna tentando ajudar os moradores, mimiquei os movimentos dela, indo na direção dos que estavam caídos sofrendo de algum mal estar.

A pele dos feridos irradiavam um tom avermelhado vivo, a dor angustiante era representada por incontáveis gritos, além de se contorcerem no chão. Olhei brevemente para Asuna, vendo ela perdida sem saber como cuidar ou ajudar as pessoas. Alguns outros sequer demonstravam os sintomas dos caídos e me aproximei deles para entender o que estava acontecendo dentro do vilarejo.

O homem do qual abordei apontou na direção do lado de fora do bar, além de me explicar brevemente o ocorrido. ‘’Então quer dizer que a lua mudou? Mesmo estando de dia, o breu tomou conta? Estranho, muito estranho…’’ Foi então que reparei nos pingentes que cada homem sobre o solo, sofrendo de dor, possuia. — Seguidores de Jashin. — sussurrei reconhecendo o pingente.

Os médicos não demoraram sequer dez minutos para chegarem, mostrando preocupação com os feridos e levando-os rapidamente para o Centro Médico da Areia. Eu e Asuna trocamos olhares, ela também havia reparado nos pingentes, mas preferimos não falar sobre para não levantar mais caos. — Fiquei de passar em uma Forja aqui próxima, me falaram que o ferreiro consegue criar armas impressionantes. Vou aproveitar pra ver como está o vilarejo em si. Tranque as portas do bar e fique segura, por favor. — expliquei a ela, passando a destra sobre seus fios enegrecidos e saindo do estabelecimento às pressas.

As ruas de Suna se mostraram um verdadeiro caos. Tive que me desvencilhar algumas vezes da multidão querendo ajuda. ‘’Não sou médico…’’ E mesmo que fosse, não ajudaria nenhum dos seguidores de jashin, ainda que isso significasse deixar uma boa parte da população morrer. — Talvez seja punição divina. — sussurrei ao ver mais alguns caídos.

Demorei um pouco mais do que o esperado para chegar na forja apontada por alguns moradores como sendo a melhor do vilarejo. Fitei de forma breve o local, vendo algumas peças no que parecia ser um mostruário. Vi um homem sozinho, sentado em uma bancada. Me aproximei cautelosamente. — Licença, queria falar com o dono da loja, ou algum atendente que possa me ajudar. — minha voz rouca tomou conta do ambiente, conforme o frio aumentava gradativamente, mesmo estando de dia, algo completamente irreal aos desertos da Areia.    

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 28/5/2022, 13:34

O ambiente adoecido pelo vermelho escuro tornou-se um incremento ao meu desânimo, um sentimento de letargia que parecia me consumir vagarosamente. O frio já havia tomado conta de todo o espaço interno da forja, o bastante para que meu pelos se eriçassem completamente, uma sensação tão estranha que poucas vezes eu havia vivenciado, tendo em vista o calor infernal que consumia Sunagakure durante todas as estações anuais. Sentado na bancada, imóvel como uma estátua, meus olhos assistiam pelas janelas o movimento das nuvens negras no céu, por vezes se acumulando em grandes porções pretas, e por vezes escondendo o astro vermelho estampado no horizonte. O globo carmesim, por sua vez, continuava imponente como uma criatura viva e indecifrável, ou talvez como um estigma sombrio tatuado no cenário, uma maldição que em breve se concretizaria. Enquanto a mim, a melancolia era tanta que eu me permitia bufar várias vezes, arfando aquele ar pesado enquanto minha mente tentava conceber ideias do que fazer. Espadas, arcos, escudos. Eu era um ferreiro e deveria pôr em prática o meu ofício. Mesmo que o mundo caísse em desgraça, eu ainda teria que continuar a arte da forja. Entretanto, apesar disso, ainda me faltavam ideias concretas.

Subitamente, um barulho no lado externo da forja chama a minha atenção. Imediatamente, reviro minha cabeça na direção do som e aguardo com certa desconfiança. Então, sem nenhum movimento brusco aparente, surge diante de mim a imagem de um homem. Era alto, bem maior do que eu, e tinha um bom porte físico, atlético, musculoso. Seus cabelos curtos eram de uma cor tão cinzenta quanto a poeira que se fazia acumulada nos cantos e nas juntas da forjaria, e seus olhos claros se tornavam evidentes em meio ao escuro provocado pela penumbra repentina que recaiu sobre o vilarejo. A voz enrouquecida do homem de repente se alastra pela sala, e eu me levanto da bancada para atendê-lo.
— Pois não, senhor. Está falando com o próprio. — Me viro para o homem com um sorriso, tentando me desvencilhar das amarras depressivas que antes me cingiam. — Sou o dono da loja e o mestre da forja. Me chamo Emiya Shirou. — Nesse instante, percebo o cabo de uma arma presa nas costas do sujeito, e tento me virar na direção para ver o corpo da lâmina. À princípio, parecia uma tantō comum, apesar de possuir um só gume, algo semelhante à um sabre curto, eu diria. — Então, no que posso ajudar? — Pergunto, desvirando o olhar do sabre em suas costas e fitando o seu semblante naturalmente sombrio.

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 28/5/2022, 13:57


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O homem de fios ruivos e curtos se apresentou como dono do local e, apesar de parecer consideravelmente mais novo, principalmente pela estrutura corporal, sequer desconfiei. O olhar analítico sobre o pequeno sabre disposto na minha costas mostrou o entendimento dele perante a arma. Sorri ao ver sua curiosidade. — Me chamo Kōga, um dos Tokubetsu Jōnin da Areia. Soube por alguns companheiros que você é um exime-o ferreiro, apesar de discreto. — talvez não soubesse de fato qual arma pedir para que Emiya confeccionasse, mas já estava na hora de largar aquele sabre que tanto me prendia ao passado e, consequentemente, ao fardo de não ter matado meu pai quando tive oportunidade. Retirei o sabre do clã com cautela, analisando o fio branco da arma. — Busco por uma arma que possa substituir essa aqui, talvez algo do mesmo tamanho ou um pouco menor, mas que consiga ser tão efetiva quanto, quando necessária. — suspirei tentando buscar alguma ideia em minha mente, entretanto, nada vinha. — Infelizmente não tenho uma ideia concreta do que quero, talvez você consiga me ajudar, não? — ditei, buscando um auxilio do ferreiro.

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 28/5/2022, 14:20

Kōga, eu acho que eu já havia ouvido esse nome. Não sabia bem de onde, mas eu tinha esse pressentimento. O Tokubetsu Jōnin sabia de minha atuação como ferreiro, o que significava que meu trabalho estava sendo reconhecido no vilarejo. Ponto para mim. Sem demora, o homem de cabelos cinzentos retirou das costas a espada que outrora eu analisava, segurando-a como se quisesse me mostrar. Logo depois, veio o seu pedido: ele queria uma arma semelhante àquela, isto é, algo melhor, ainda que das mesmas dimensões estruturais, ou talvez um pouco menor. O shinobi também não tinha nenhuma ideia quanto àquilo que poderia ser feito, então restava a mim para me esforçar para criar algo à altura do pedido. — Posso? — Solicitei à Kōga a posse da arma, na intenção de pegá-la nas mãos e sentir o seu fio. Se assim me fosse concedido, manearia cuidadosamente o sabre de lâmina esbranquiçada tentando compreender o seu balanço, ao mesmo tempo que tentaria decifrar a disposição do cabo e da guarda. Feito isso, devolveria a arma para o seu portador. — Sim, sou capaz fazer uma tantō nesses padrões, ou melhor, farei uma adaga, e ela será ainda melhor do que este seu sabre! — Demonstrei a minha confiança e exalei a minha momentânea epifania, estalando os dedos enquanto sorria mais uma vez. — Se não for um incômodo, volte aqui em algumas horas. O tempo urge, e me prepararei para forjar a arma em breve. — Disse, dispensando o sujeito. — Algo mais? — Esperava que Kōga saísse ou, talvez, fizesse outro pedido.

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 28/5/2022, 14:29


風の天才

O pedido para segurar o pequeno sabre veio de forma natural. — Claro, pegue. — soltei a relíquia na posse do ferreiro que maneou a arma algumas vezes. Não entendi muito bem o motivo, mas sendo um usuário dela, provavelmente estava sentindo o peso e a potencia de corte da lâmina. A resposta que veio após o teste, ao me devolver a pequena arma, tirou um sorriso de minha face. — Então faça duas, por favor. — por mais que minha intenção fosse perguntar o valor, ele mostrou o entusiasmo em criar uma nova arma, pedindo para que eu desse licença, em outras palavras, óbvio. — Certo. Vou dar uma passada na biblioteca e volta daqui umas três ou quatro horas, ok? Valeu pelo atendimento. — agradeci da minha maneira, deixando o local em seguida, imaginando no quão bom ficariam as duas adagas.

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 28/5/2022, 20:49

[Forja] — Ferraria do Aço PceoqZB
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No instante que Kōga desapareceu pelo átrio, concentrei-me profundamente através de um demorado e intenso suspiro. Meu semblante mudou, e tudo o que me cobria era uma vontade excessiva de cumprir o dever que havia me sido designado. Em um lampejo de meus instintos, estava na hora de colocar em prática as minhas habilidades como um verdadeiro ferreiro. A minha promessa feita à Kōga me lembrava dos meus dias passados, quando eu ajudava a todos da vizinhança sem qualquer receio e à custa de muito esforço. Essa era a manifestação do desejo não realizado de Kiritsugu e a cristalização de seus ideais como um herói da justiça. Isso me acompanhava desde a infância, e eu não deveria reclamar, tampouco me queixar do cansaço ou da falta de ideias. Nesse sentido, eu deveria me tornar uma máquina capaz de fabricar qualquer arma, um exímio mestre de forja. Banhado pela luz carmesim que emanava do céu insólito, fecho meus olhos e traço um plano em meus pensamentos. Eu deveria forjar uma arma exemplar, uma adaga melhor do que aquela tantō de lâmina esbranquiçada. Ela deveria ser o meu melhor trabalho, um utensílio único dentre os outros que eu outrora havia fabricado. Eu era capaz disso, eu tinha confiança; entretanto, eu precisava de um exemplo, um protótipo para que eu pudesse me basear.

— Projeção, iniciar. — As palavras saem de minha boca como um mantra e tomam conta da forja. Em meus pensamentos, vejo linhas retilíneas esverdeadas tomando forma em um grande circuito interligado, correntes que se lançavam em uma única direção. Eu fecho forte a minha mão, cerrando o punho, e sinto a energia emanar para além de meu corpo. Em minha mente, a imagem de uma adaga se forma: lâmina, cabo, punho, guarda. Tudo estava perfeitamente alinhado. E então, num segundo, eu relaxo. A matéria metálica é formada em um clarão cintilante, e no instante seguinte surge em minha mão direita a arma que eu havia pensado. Sua totalidade era composta de um aço negro brilhoso, e tinha as dimensões semelhantes às do sabre de Kōga. Mesmo assim, eu não gostei do resultado. Estava muito comum, sem criatividade eu diria. — Não está bom. Droga. — Minha voz rígida é emitida ao longo da sala, e eu largo o item no ar, deixando-o se desfazer em uma poeira azul brilhante. — Mais uma vez. Concentre-se, Shirou. — Eu dizia para mim mesmo, tentando ter mais ideias. Fecho meus olhos uma vez mais e os circuitos surgem em meus pensamentos e em seguida a imagem de uma faca de combate. Dessa vez, depois de muito me esforçar, algo estava diferente. O chakra do aço então é formado em minha mão esquerda, e logo surge o novo construto: uma adaga um pouco menor que a anterior e menor que o sabre branco de outrora. A sua lâmina era um pouco curvada e, abaixo da guarda havia um pequeno anel para se alocar um dos dedos e realizar manobras. — Perfeito. — Digo, exalando um pouco de felicidade, ainda que o trabalho com a forja não tenha sequer começado.

Após isso, deixo a adaga conjurada pelo meu estilo de luta acima da bancada, e seria ela o exemplar que me ajudaria a forjar as outras duas. Sigo imediatamente para a fornalha, abastecendo-a com carvão e depois acendendo-a, e em seguida vou até o cofre do estabelecimento e tomo posse de dois minérios acinzentados que nele haviam. Deixo um minério acima da mesa, e logo pego um tenaz na estante para segurar o outro, levando-o às chamas. Aqueço o minério por volta de trinta minutos, e em seguida desloco-o para o topo da bigorna, pegando um martelo e desferindo inúmeros golpes na tentativa de desfigurar o minério no formato de uma lâmina curvada. De tempos em tempos, eu revirava minha cabeça na direção da bancada para tomar como referência o meu exemplo conjurado. Portanto, de pouco a pouco, a lâmina da primeira adaga ficava pronta. Assim feito, depois de algumas horas de trabalho, utilizava de uma pedra tamahagane e de uma roda de polimentos para retirar as impurezas e dar um excelente fio ao metal, o bastante para se tornar praticamente inquebrável. No meio do processo, eu percebia que aquela arma estava, certamente, se tornando a melhor entre todas que eu havia forjado até então.

Depois que a lâmina estava finalmente acabada, bastava me atentar ao cabo, à guarda e ao característico anel para manobras. Com uma pinça, levo um pequeno lingote de bronze ao fogo da fornalha, deixando-o maleável o suficiente depois de alguns minutos descansando nas chamas. Feito isso, levo-o até a bigorna e mais uma vez desfiro golpes para achatar as suas laterais, fazendo a guarda. Logo após, pego um pouco de aço e coloco na fornalha para aquecer para ficar maleável. Feito isso, transfiro o aço para a bigorna e martelo com a força e pressão adequadas em um movimento circular. Aproveitando que o metal permanecia aquecido, tento unir os dois metais – a guarda e o anel – de forma que eles se associassem e permanecessem juntos. Felizmente, as ligas metálicas se juntaram com êxito. Por fim, bastava fazer o cabo, apanhando um pouco de couro reforçado para isso e remontando-o com o auxílio de uma faca kunai para fazer os seus contornos. No fim, o cabo era totalmente branco, exceto pela sua parte central, que era tingida em roxo com alguns losangos negros.

Agora, bastava encaixar a lâmina na guarda e, em seguida, encaixar o conjunto no cabo. Não era difícil, e demandou poucos segundos. E estava pronto. Era uma faca de combate sem igual, e o minério acinzentado utilizado tingia a lâmina em uma mistura preto e branca. Agora, restava fazer outra dela, e dessa vez eu não precisaria mais do protótipo conjurado pelo meu estilo de luta. Por isso, deixei-o se desfazer em poeira cintilante que iluminou brevemente o salão. Em meu momento de descanso, sento na bancada principal e relaxo por alguns minutos. Meus olhos mais uma vez se perdem nas janelas repletas de vermelho, e eu percebo que, dessa vez, as nuvens escuras pouco se moviam.
— Somente o vento será capaz de anunciar o fim desse caos. — Manifesto a minha breve reflexão, em seguida desviando meu olhar para a faca acima da bancada. — O vento, sim... O vento. Acho que Tachikaze é um bom nome, dada as circunstâncias. — “O vento que corta a terra”, este era o significado. E de fato, o vento precisava cortar muito mais do que somente a terra; ele precisaria rasgar todo o deserto para livrar Sunagakure deste cenário obscuro e maligno.

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ItsHalno
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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 29/5/2022, 08:47

Situação: Aprovado.
Considerações: Ótima interação, Ótima execução, Ótima narração. Tá de parabéns, eim... Queria ter um ferreiro em Kumo igual você 🥺
Itens comuns podem ser recriados infinitamente, então pode fazer agora o One-Post com 500 palavras pra criar a segunda cópia, se desejar.
Recompensa:
• Criação do Item: Tachikaze (S)

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⬧ Personagem: Nora Kumori
Ficha  ⬧ GestãoBanco  ⬧ Mod AGInventárioCJ

fire blacksmith

Zireael
Chūnin
Zireael
Vilarejo Atual
fire blacksmith

Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 29/5/2022, 12:08

Agora seria a vez de fabricar a outra adaga pedida por Kōga. Após o breve período de descanso, novamente eu levanto da bancada principal e tomo posse do minério acinzentado que outrora eu havia separado, deixando-o preso na ponta do tenaz e levando-o às chamas infindáveis da fornalha. O calor já havia subido, e o frio de antes não mais era um problema para mim. O minério esquentou e continuou a esquentar por vários minutos, e por volta de meia hora depois, eu finalmente retirei-o do repouso ardente e o levei ao topo da bigorna no fundo da sala. Mais uma vez, segurando o minério com o tenaz na mão canhota, a minha destra empunhou fortemente o cabo do martelo. E assim, foram feitos os golpes incessantes, um por um, controlados e na pressão necessária para que o minério aquecido se achatasse na forma de uma lâmina recurvada. Uma batida, duas, três, e continuaram por um bom tempo, até os calos na palma da minha mão começarem a doer. No fim, após uma hora inteira de intenso trabalho, a lâmina estava pronta para ser levada à roda de polimentos e, em seguida, refinada e apartada das impurezas graças à um pequeno seixo de tamahagane.

Pouco tempo depois, o fio da adaga já cintilava em meio ao escuro, e deixei que a lâmina resfriasse por cima da bancada principal. Por vezes, eu revirava meu olhar na direção da outra Tachikaze que já estava pronta, tomando-a como referência para a que estava sendo construída. Logo após, seria a vez de produzir a guarda. Mais uma vez, vou até a estante e pego um pequeno lingote de bronze, levando-o à fornalha que ainda se conservava abrasada. Pelo tamanho da barra, o metal se tornou maleável em poucos minutos, e foi o bastante para leva-lo para a face da bigorna e desferir inúmeras batidas com o martelo, mais uma vez. A forma do lingote se adensou em uma tira simples de coloração bronzeada, com um pequeno encaixe para que a lâmina e o cabo fossem alocados ao término. Imediatamente, aproveitei do calor da fornalha para aquecer um pequenino lingote de aço, que então seria o anel a ser unido à guarda. Feito isso, por fim, agora restava fazer o cabo. Novamente, retorno à estante no canto da forjaria e tomo um pequeno pacote de couro tingido de branco, um couro reforçado que sua parte central era ornado com uma tinta púrpura recheada de losangos negros. Com o auxílio de uma kunai, tento redimensionar os moldes do couro na forma de um cabo de exatos treze centímetros de comprimento, à exemplo da outra adaga que eu já havia confeccionado. E então, estava feito.

Prontamente, retorno à bancada principal e percebo que a lâmina e a guarda já se encontravam na temperatura corretas para serem unidos ao cabo. Com as mãos suadas e repletas de machucados pelo trabalho intensivo, junto as partes da adaga e termino o serviço, suspirando fundo depois de limpar o suor que escorria de minha testa com as costas da mão.
— Finalmente acabei, ufa. Agora é só esperar... — Disse, aliviado, sentando na bancada à espera de Kōga, ao mesmo tempo que maneava com cuidado as duas Tachikaze que foram forjadas.

Considerações:
Descrições:

HP: 500/500 CH: 850/950 ST: 1/5
[Forja] — Ferraria do Aço Ba3293b0d1e3d0e8dff4a8030bec76a2

Revouv
Tokubetsu Jonin
Revouv
Vilarejo Atual
[Forja] — Ferraria do Aço Ba3293b0d1e3d0e8dff4a8030bec76a2

Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 29/5/2022, 13:15

Player @Zireael.
Situação: Aprovado.
Consideração(s): -
Recompensa: Forja de arma.

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Yukikitsune Kaonashi


FICHA  |  GF  |  BANCO
[Forja] — Ferraria do Aço VNYra6x

Coca
Jōnin
Coca
Vilarejo Atual
[Forja] — Ferraria do Aço VNYra6x

Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 29/5/2022, 14:35


風の天才

O tempo marcado para voltar a Forja já havia passado, estava atrasado alguns minutos, inclusive. A leitura na biblioteca acabou por me tomar bastante tempo, fazendo-o passar como um piscar de olhos. O caminho de volta se deu de forma lenta, muito por conta da correria ainda presente no antro do vilarejo. O frio característico da noite me abraço mesmo no teoricamente dia. Um arrepio tomou conta de meu corpo de súbito, fazendo os pelos dos braços eriçar. — Merda de jashinistas. — e lógico, precisava culpar alguém por aquela lua de sangue e por quê não culpar os fazedores de merda de idealistas de um falso deus?

Continuei seguindo caminho em direção à forja. Antes de entrar, dei duas leves batidas. Não que precisasse, mas fiz. Ao término, abri a porta e caminhei de forma tranquila na direção do ruivo que manuseava ao que tudo indicava minhas armas. — Desculpa a demora, Emiya. — mostrei um sorriso sem graça em relação a demora.

HP: 1300/1300 CH: 2275/2275 ST: 0/8 CJ: 300/300

Considerações:
Jutsus Utilizados:
Itens:
fire blacksmith

Zireael
Chūnin
Zireael
Vilarejo Atual
fire blacksmith

Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 29/5/2022, 18:38

As batidas suaves na porta me foram um movimento inesperado. De fato, eu esperava a visita de Kōga, mas não podia presumir que ele apareceria minutos depois de completar a minha tarefa. Seria o destino? Então, como um fantasma que evadia das trevas, Kōga apareceu por entre a pequena porta que dava acesso ao interior da forja, emergindo à luz da fornalha que continuava acesa. O calor fora conservado durante todo o tempo, então podia ser uma temperatura acolhedora para o jovem Tokubetsu Jōnin, tendo em vista o frio que repentinamente havia caído sob Sunagakure. Olhei para seu semblante envergonhado e ouvi as suas tenras palavras. — Não esquenta com isso, terminei agora com a última adaga. Elas estão prontas. — Disse, me levantando da bancada enquanto tomava ambas com as mãos. — Veja como elas são lindas. É de seu agrado? — Entrego elas nas mãos do shinobi, com cuidado, é claro. — Eu as apelidei de Tachikaze, se não se importar. — Constatei, levando a destra à nuca. Agora, se ele estivesse satisfeito, restava à Kōga me pagar pelo trabalho realizado.

Considerações:
Descrições:

HP: 500/500 CH: 850/950 ST: 0/5
[Forja] — Ferraria do Aço VNYra6x

Coca
Jōnin
Coca
Vilarejo Atual
[Forja] — Ferraria do Aço VNYra6x

Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 29/5/2022, 23:01


風の天才

O brilho cintilante das adagas gêmeas chamavam minha atenção de imediato, além da mudança circunstancial da temperatura, muito por causa da grandiosa construção atrás do ruivo com o fogo dançando entre o breu. — Claro, ficaram perfeitas. Bateu e muito as minhas expectativas. — disse terminando de analisar, agora mais próximo, as duas armas. — Não poderiam se chamar diferente. — mostrei a aprovação com relação ao nome escolhido pelo ferreiro. — Sobre o pagamento, sabe me informar o número do seu banco para que eu possa fazer uma transferência saindo daqui? E claro, o valor das duas. — por mais que não soubesse se, com todo o caos instaurado no vilarejo o banco continuava funcionando, esse seria o único método que possuía para pagar.  

HP: 1300/1300 CH: 2275/2275 ST: 0/8 CJ: 300/300

Considerações:
Jutsus Utilizados:
Itens:
fire blacksmith

Zireael
Chūnin
Zireael
Vilarejo Atual
fire blacksmith

Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 30/5/2022, 10:10

— O número do banco? Certo, um momento. — Digo, pegando um pedaço de papel qualquer e escrevendo com um lápis os números correspondentes. Em seguida, finalmente entrego-o nas mãos de Kōga. — Quanto ao pagamento, ficará por quatrocentos mil ryōs. — Digo. Anteriormente, eu já havia estipulado o preço de meus produtos, logo, cada uma das adagas sairia pelo valor de duzentos mil. — Isso é tudo. — Finalizo, mirando o semblante de meu primeiro cliente. As adagas Tachikaze já se encontravam em suas mãos, agora restava ele concluir com a transação através do pagamento no banco.

Considerações:
Descrições:

HP: 500/500 CH: 850/950 ST: 0/5
[Forja] — Ferraria do Aço VNYra6x

Coca
Jōnin
Coca
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[Forja] — Ferraria do Aço VNYra6x

Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 30/5/2022, 13:35


風の天才

Ele me entregou o papel com as informações de seu banco. Sorri, agradecendo e colocando ambas as armas presas sobre dois coldres, um na parte lateral esquerda da cintura e outro, na outra lateral. — Vou passar no banco agora. Muito obrigado pelo serviço, ferreiro. Elas vão servir bem. — citei, virando as costas para ele e indo embora do estabelecimento.

HP: 1300/1300 CH: 2275/2275 ST: 0/8 CJ: 300/300

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado

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