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12 Anos Online
A Noite Mais Escura
Arco 03
Ano 14 DG
Outono
Diante da queda de Moira O'Deorain e a morte de Chisaki Overhaul, todos os olhos dos ninjas presentes em Kiri se voltaram para o Capuz Vermelho, que se revelou uma cópia exata do lendário Sarutobi Shion. Graças a Hyuuga Angell, o mercenário foi capturado, levando a prisão junto com Moira. Tudo aquilo favoreceu um entendimento entre as vilas que lutaram entre si em Oto, fazendo com que eles voltassem a neutralidade. Enquanto Iwa e Suna elegem novos Kages, em Konoha, Sarutobi Kaden se prepara para passar o seu cargo para um ninja mais jovem, ao mesmo tempo em que um novo Senhor Feudal assume em Kumo e o Daimyou de Kiri tenta impedir os ataques dos opositores de Jyu. Com a revelação de Chisaki Overhaul sobre a HYDRA, as ações da empresa acabam sofrendo uma grande queda, gerando indícios de uma enorme crise nas grandes nações. Diante do caos, diversos vilarejos pequenos são varridos do mapa quando uma onda de assassinatos em massa se inicia, ao mesmo tempo em que um grupo de fieis ao Jashinismo começa a se erguer, trazendo uma mensagem de esperança para os corações afligidos pelo sofrimento.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
Shion#7417
Angell
Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
Angell#3815
Oblivion
Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
Indra#6662
XXXXX
Futuramente teremos.
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Zireael
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[Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 4/4/2022, 23:37

Relembrando a primeira mensagem :


[Forja] — Ferraria do Aço - Página 2 PzZ1e7t

Oficina

Aqueles que vagueiam por entre o pequeno mercado de Sunagakure podem se deparar com uma rústica e simplória construção. Ainda que seja um espaço grande para os padrões da feira na qual ela se encontra, a obra não possui nenhum atrativo em sua estrutura, à exceção de símbolos entalhados nas madeiras dos pilares de sustentação. Os símbolos, representados pelo ideograma hagane, manifestam o verdadeiro propósito de sua fundação: um lugar para o trabalho do aço e do metal, onde armas serão incessantemente fabricadas através da arte da forja. Aos curiosos que resolverem ir até o lugar, deparar-se-ão com uma organização simples e direta. É dividido em dois espaços: a área externa, reservada como um mostruário, uma vitrine; e a área interna, onde o trabalho do forjador acontece verdadeiramente.

No interior, aqueles que resolvem adentrar são abraçados pelo bafo tórrido da fornalha, instrumento este que toma uma das laterais do recinto. O chão de concreto é recheado por grãos de areia, pela poeira e por fuligem, que se acumulam facilmente dentre os utensílios da ferraria. Quantos aos utensílios: uma grande bigorna negra e polida; uma extensa bancada de trabalho, fabricada com uma resina que impede o avanço das chamas e fagulhas inflamáveis; baldes e recipientes de metal endurecido, que são periodicamente abastecidos com gusa, lenha, carvão e outros minérios menores, como tamahagane; e estantes que, em suas prateleiras, guardam inúmeros equipamentos como martelos, cinzéis, tenazes, pinças, pedras de polimento e outros diversos outros apetrechos que podem ser usados nos processos de fabricação de uma arma. Também distribuem-se alguns barris de água pelo salão, e eles são frequentemente trocados para evitar o mofo. Além de tudo, há um cofre no fundo da sala que pode ser usado para guardar as matérias-primas e diagramas particulares do ferreiro.

Armazém de Matérias Primas escreveu:Minérios Básicos: 3un.
Minérios Avançados: ──
Minérios Especiais: ──
Minérios Lendários: ──

Diagramas Fabricados:

Empório

Em um dia típico de feira, é comum de se escutar o brado dos vendedores se juntarem às ardentes batidas na bigorna, uma cacofonia infernal que estremece todo o mercado. Dessa maneira, enquanto os comerciantes tentam usar o poder da voz para divulgar suas mercadorias, o ferreiro anuncia o seu ofício com o som de seu próprio labor, com as batidas do martelo que repercutem pela região ora como um silvo agudo, ora como um trovão poderoso. Aos que resolverem seguir a fonte dos ruídos ou que demonstrarem algum outro interesse, podem ver na área externa da propriedade um organizado mostruário de armas às sombras de um véu de linho branco e encardido. Os itens encontram-se dispostos em uma mesa próximo da entrada da construção, uma bancada grande que pode agrupar várias armas. Caso não seja o bastante, outras armas podem ser vistas agrupadas em uma espécie de guardador de madeira, na qual a arma é colocada de maneira vertical, com a ponta da lâmina virada para baixo. Além de tudo, existem ainda uma bigorna negra e uma roda de polimentos ao canto, nas quais o ferreiro pode usá-las para fazer os ajustes finos em seus trabalhos e, ao mesmo tempo, chamar a atenção dos transeuntes dispersos na multidão. Representação visual.

Preço de Venda escreveu:Item fabricado com Minérios Básicos: 200.000 ryōs;
Item fabricado com Minérios Avançados: 320.000 ryōs;
Item fabricado com Minérios Especiais: 550.000 ryōs;
Item fabricado com Minérios Lendários: 820.000 ryōs.

Compra de Itens:

Regras & Links Importantes

Forja comandada pelo personagem Emiya Shirou (@Zireael). As compras devem ser feitas em OFF pelos jogadores do vilarejo, ou seja, não necessitam de uma narração prévia. Aos que desejarem fazer uma encomenda de arma, é necessário que seja feita uma interação com o ferreiro através deste mesmo tópico.

[1] Sistema de Oficinas & Lojas;
[2] Sistema de Matérias Primas;
[3] Sistema de Profissões;
[4] Criação de Itens.


Última edição por Zireael em 29/5/2022, 13:23, editado 11 vez(es)

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 30/5/2022, 14:05

Com a saída de Kōga, retorno novamente à mesa principal e começo a olhar mais uma vez ao fundo das janelas, observando o céu iluminado por aquela estranha lua vermelha e a passagem das nuvens escuras.

Considerações:
Descrições:

HP: 500/500 CH: 850/950 ST: 0/5
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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 4/6/2022, 17:29

[Forja] — Ferraria do Aço - Página 2 4LTBj3J
-
Imerso no oceano de pessoas que rodeavam as pequenas vielas por entre o mercado, meus olhos focaram naquilo que estava sendo transmitido ao longe, em um pequeno televisor debaixo de uma barraca que reunia mais de uma dúzia de cabeças curiosas. Apressei meus passos na medida que a voz masculina era emitida pelo aparelho, um som ruidoso e quase robótico, mas ainda assim suficientemente audível para mim. — Me deem licença, por favor. — Pedi para alguns transeuntes à minha frente, empurrando-os com meu ombro para o lado, e em seguida atravessando-os para finalmente me deparar com a imagem do monitor. Estava sendo transmitida a face de um homem, como havia suspeitado. Era jovem, tinha olhos cor de avelã refletidos por um par de óculos e cabelos lisos e claros que destoavam entre o cinza e o loiro. Todos ao meu redor permaneciam silenciosos, vidrados e aflitos, ouvindo atentamente as palavras do sujeito. Em suma, elas mais pareciam acusações sobre um tal de “Pastor”. De fato, eu nunca havia escutado esse nome, exceto por um outro que já me era familiar: Jashin. Enquanto ouvia, me lembrava de meu encontro com os Mentecaptos, um grupo de ladrões que cultuavam essa deidade. Eu achava que eles estavam mortos, mas pela denúncia daquele homem no televisor, isto não mais era uma certeza. — Imortalidade? Sacrifício? Genocídio! — Um dos homens resmungou ao meu lado, tremendo e alarmado pela situação. Nesse instante, notei que uma imensidão de pessoas estava ao redor da barraca, todas assistindo à transmissão.

No fim, todos continuaram parados por alguns segundos. Depois, a multidão se dispersou com grande temor, e eu acompanhei a movimentação e me distanciei da barraca. Agora, não havia nada mais a ser feito. Eu esperaria a minha convocação para a missão, e caso eu não fosse necessário, continuaria em minha forja, fabricando armas, pois era nítido que uma verdadeira guerra se aproximava. Sob a luz da lua escarlate, me distanciei ainda mais daquele lugar abarrotado de mercadores e transeuntes, e tão logo ingressei na minha casa: a forjaria. Fechei a porta e sentei-me na mesa principal, com as mãos rentes ao corpo e arfava pesadamente. Um sentimento ruim me corroía de cima a baixo, como se o medo tivesse se alastrado por toda a minha carne. Mas, talvez, não fosse o medo, mas sim a minha vontade latente de ajudar a todos que seriam sacrificados. Eu esperava ser chamado para a missão, esperava que um Jōnin viesse até mim e me chamasse para me juntar à Kazekage; mas no fundo, eu sabia que não seria chamado. Aquela não era uma situação que eu poderia lidar, nem mesmo com o máximo de minhas capacidades. Sim, talvez este fosse o verdadeiro sentimento: a real sensação de impotência.

De súbito, ainda imerso nos mais profundos e deprimentes pensamentos, uma batida forte soa pela porta. Seria o Jōnin que eu tanto suplicava? Como um felino, levantei-me e me esgueirei até a porta em grande velocidade, até abri-la com força e revelar a efígie de um velho conhecido. Antes que eu me pronunciasse, ele tomou a frente e se manifestou.
— Ei, garoto! Se lembra de mim? Haha! Que bela forja você tem aqui! — Disse ele. Meu rosto mudou; não era quem eu esperava, mas, ainda assim, era alguém querido para mim: Gin, um mestre ferreiro que eu havia trabalhado no passado, que me incentivou a me tornar um, assim como ele. — Mas é claro, mestre Gin! É claro que eu lembro do senhor! Venha, entre, é melhor não ficar no sereno aí fora. — Olhei para o alto do céu e vi as nuvens, que permaneciam negras mesmo após o passar das semanas. O ferreiro se adiantou e entrou na forja, sentando no lado oposto da bancada. Eu o acompanhei e voltei a me sentar também.

— Obrigado, jovem Emiya. Fiquei sabendo que a Kazekage construiu uma nova forja na aldeia e decidi tirar o dia para visita-la hoje. Tive uma surpresa quando te vi abrir a porta, não sabia que você era o dono dessa belezura! — Disse ele, sorrindo e abanando as mãos repletas de calos e pequenas manchas de queimaduras.
— Ah sim, sou muito grato à Kazekage-sama. Apesar de ser um espaço bem simples, consigo fazer os meus trabalhos com perfeição. Viu as armas em exposição lá fora? — Respondi, fixando meus olhos nos pequenos globos do mestre ferreiro.
— Haha, vi sim, garoto! É claro que vi! Gostei muito daquele arco e daquelas garras de aço, ao que pareciam ser. Você é bem criativo, sabia? — Ele diz, se remexendo na bancada e soltando mais uma gargalhada simpática.
— Ah, obrigado, senhor. Mas então, no que posso ajudar? — Fiz a pergunta, meio lisonjeado pelas palavras do mestre, mas indo direto ao ponto. O que ele continuava a fazer ali? Parecia que não estava somente visitando a forja; era como se quisesse tratar algo comigo também.
— Certo, certo... Então, jovem Emiya, você continua sabendo fazer aqueles truques com o metal? — Ele perguntou, abaixando o tom da voz e se debruçando na mesa para se aproximar de mim,
— Truques? — Pensei, colocando a mão no rosto. — Ah, sim, minha kekkei genkai! Sim, eu continuo sabendo manipular o aço. — Respondi, balançando a cabeça.
— Que ótimo! Sabe o que é... estive essa semana te procurando pelo vilarejo para pedir um favor, e acabou que encontrei você logo hoje, quando visitei a nova forja da vila. Quem diria que ela seria sua! É o destino! Enfim, queria saber se você poderia criar um novo martelo, assim como você criou aquelas armas naquele dia. O meu martelo se espatifou esses dias, e fiquei curioso se uma construção sua seria capaz de dar conta do trabalho. Em troca posso te dar algumas dicas, garoto!
— Ah, só isso, mestre? É pra já! — no instante, me levanto da bancada e fico de pé, de frente para Gin. Concentro meu chakra calmamente na palma de minhas mãos e, ao fechar os olhos, começo a moldar o formato desejado do martelo. Seria um utensílio padrão, útil para se trabalhar na maior parte das bigornas, e tanto o cabo quanto a cabeça seriam totalmente feitos de um aço negro profundo, fruto de minha linhagem sanguínea. Por fim, quando finalmente pude sentir a textura de metal em meus dedos, abri os olhos e entreguei o item para Gin.
— Aqui está, senhor. Ele deve ser bem resistente, mas pode ser que venha a quebrar em um futuro distante. — Avisei, esboçando um sorriso.
— Muito obrigado, jovem Emiya! Me parece um martelo muito bom, de fato! Como promessa é dívida, vou dar algumas dicas pra você. — Ele segurou o martelo, e seus antebraços poderosos se tonificaram na hora. Em seguida, imediatamente fui até a fornalha e a abasteci com carvão, e no momento em que me coloquei a acendê-la, vi Gin se distanciar, indo para a porta como se estivesse saindo.
— Ei, mestre Gin! Pensei que o senhor fosse me ajudar, me dar umas dicas. O que houve? — Perguntei, prestes a colocar a mão na massa.
— Eu já tinha me preparado e trouxe uns diagramas especiais pra você estudar. Deixei-os ali, encima da bancada. — Ele apontou para os papéis. — Tenho que ir, meu jovem, ouvi dizer que tem uma guerra se aproximando e precisam de armas. Até mais! — Despediu-se inopinadamente, batendo a porta e se afastando.

Mais uma vez, me encontrei solitário no escuro, imerso sob a luz da lua vermelha. Não pude deixar de dar uma pequena risada quanto à situação cômica que havia se desenrolado, e logo fui em direção aos diagramas deixados pelo mestre Gin.
— "Manual para um Ferreiro, de Gin." — Li o título. — "Instruções para a confecção de uma arma simplória." — Continuei. Nada daquilo era novidade para mim, eram todas etapas que empregava constantemente em meus construtos. Contudo, em algum dos papéis havia algo que eu poderia usufruir. O diagrama falava sobre armas com mecanismos especiais, com aparências exóticas que melhoravam a aerodinâmica de um corte, por exemplo, ou que se expandiam e alteravam sua estrutura de uma hora para outra. Para além da necessidade do ferreiro ser hábil em todas as lições anteriores da arte da forja, era necessário que o mesmo empregasse nesses construtos um tipo de minério especial, raro para os diais atuais. Segundo os escritos de Gin, ele havia poucas vezes trabalhado com esse material, pois ele focava em trabalhar com armas em massa, assim, com minérios simples. Contudo, saber fabricar esse tipo de objeto era imprescindível para que alguém se tornasse um mestre ferreiro, assim como o próprio Gin era nomeado. No fim, aqueles minérios especiais pediam por uma temperatura diferente na fornalha e uma pressão ainda maior quando levados à bigorna, e saber disso me incitava a querer trabalhar com tais materiais. Após o término da leitura, guardaria os diagramas na lateral do cofre da forja e voltaria a me sentar na bancada, descansando depois das horas de estudo.

Considerações:
Descrições:

HP: 500/500 CH: 850/950 ST: 1/5
[Forja] — Ferraria do Aço - Página 2 Ba3293b0d1e3d0e8dff4a8030bec76a2

Revouv
Tokubetsu Jonin
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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 4/6/2022, 20:57

Player: @Zireael.
Situação: Aprovado.
Consideração(s): -
Recompensa: Evolução da Profissão: Ferreiro.

_______________________


Yukikitsune Kaonashi


FICHA  |  GF  |  BANCO
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Zireael
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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 8/6/2022, 15:57

Depois de bastante tempo confinado na forjaria enquanto realizava meu ofício como um ferreiro, achei que estava na hora de sair um pouco, de descansar da cansativa rotina que flagelava meu corpo e minha mente dia após dia. Guardei no armário os martelos que estavam jogados pela bancada e limpei com um pano sujo e empoeirado o topo da bigorna que eu havia utilizado há pouco. Em seguida, organizei metodicamente meus materiais no mesmo armário e em seguida fiz o mesmo com o cofre localizado no fundo da sala, arrumando as matérias primas que ainda se encontravam disponíveis em minha reserva. Logo, atravessei o espaço e cruzei a entrada principal da forja, dando de cara com aquele cenário apocalíptico que persistia durante semanas. Mais uma vez, a esfera vermelha estampada no alto do céu era como uma imagem de um mundo repulsivo, coberto de arrogâncias e mágoas. As nuvens negras que se remexiam de lá para cada eram como um presságio de uma tormenta poderosa, um dilúvio de maldade que cairia muito em breve. Pensando sobre isso, dei de ombros e finalmente fui em direção ao mercado do vilarejo, esbarrando nas multidões de pessoas enquanto tentava me deslocar para fora dali, em direção à biblioteca de Sunagakure.

Considerações:
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HP: 500/500 CH: 950/950 ST: 0/5
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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 18/6/2022, 20:27

A noite sobreveio através de uma excessiva penumbra. A lua vermelha continuava impressa no zênite, uma piada de mal gosto que eu demoraria para me acostumar. As pessoas que antes ocupavam o longínquo mercado desértico do vilarejo aos poucos se retiravam para seus lares, carregando nas costas as lonas que montavam suas tendas, as bagagens, os sacos de panos com suas mercadorias, e os animais engaiolados. Quanto a mim, apenas me distanciei o bastante do tumulto para que pudesse respirar livremente, ao passo que sentia uma leve dor afligir a minha cabeça. Nos últimos dias, desde a minha descoberta como pertencente ao clã Uchiha – uma família que eu desconhecia totalmente –, essas dores constantes vinham se intensificando cada vez mais, embora eu esperasse que elas findassem em breve. Sem reclamar, ultrapassei as multidões e finalmente ingressei no meu lar, ou melhor, no lar de meu ofício. As armas arrojadas acima da mesa continuavam lá, e aproveitei para retirar um pouco do pó acumulado nos objetos que ali haviam com as palmas das mãos. Prontamente, me esgueirei para dentro do recinto, sentindo falta da habitual luminária que antes se acendia num único lampejo. Sentei na bancada e tentei descansar o corpo, olhando fixo para a luz que escapava do astro carmesim no céu. Pela manhã, eu esperava que eu pudesse retomar as minhas atividades, retornar à normalidade. No entanto, ainda que eu atuasse como um ferreiro, eu também era um shinobi de Sunagakure; e por isso, eu deveria estar disposto a agir como um caso fosse necessário.

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 19/6/2022, 18:31

Senti o peso do meu corpo quando finalmente pude descansar, tendo em vista que havia passado aquele dia inteiro arrumando e organizando toda a forja. Pela manhã, me destinei a ajeitar o armário de itens e limpar os cantos e quinas da forjaria com uma vassoura, retirando o acúmulo de poeira e algumas pequenas teias de aranhas repletas de pequenos insetos. Em seguida, com a chegada do entardecer, foi a vez de higienizar a bigorna e os demais instrumentos que há muito eu venho utilizando: o martelo, a pinça e o tenaz, principalmente. As pedras de polimento já estavam um pouco gastas, mas ainda assim poderiam ser utilizadas por mais algum tempo – e o mesmo valia para as tamahagane. Os barris de água foram retirados com a chegada da noite. Lançando-os em uma vala próxima da forjaria, retirei a água suja de cinzas de todos os recipientes, e em seguida me empenhei para os encher novamente com água limpa. Depois de um breve intervalo de tempo, reabasteci os reservatórios de carvão e lenha o bastante para que pudesse trabalhar por mais um mês inteiro, sendo esta uma tarefa bastante árdua que me fez suar bastante. — Ufa... — Disse, soltando um suspiro de alívio e limpando o suor da testa, ao mesmo tempo que organizava os últimos lingotes que previamente havia colocado sob a mesa principal, levando-os agora para as suas devidas prateleiras do armário. — Agora está ótimo. — Monologuei, fascinado com o resultado final da arrumação.

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 20/6/2022, 13:42

Esquentei o fogo da fornalha sem grandes pretensões do que eu iria fazer. As cinzas começaram a queimar e o calor aumentou num átimo, ao passo que uma tênue cortina de fumaça surgiu ao longo do recinto e lentamente se dirigiu para além das janelas. O fumo preto se atou aos fios de meus cabelos e à minha face, enegrecendo ambos com a fuligem. Simultaneamente, dei de ombros e me apressei para pegar dois lingotes de metal que eu previamente havia arrumado na prateleira, segurando-os com uma única pinça e levando-os às brasas da fornalha. Permaneceram estáticos por alguns bons minutos, aquecendo o suficiente para que, depois, fossem arranjados acima da bigorna. Agora, segurando firme a pinça com a canhota e um martelo com a destra, inúmeros golpes foram desferidos no metal, moldando-os, esculpindo-os na forma de facas kunai. Em seguida, ambos seriam novamente manuseados com a pinça, mas desta vez seriam lançados ao interior das águas de um dos baldes. O vapor alçou até o teto do estabelecimento num instante, e os lingotes, então, tornaram-se rígidos como pedra pelo choque térmico oferecido. Limpei o suor que escorria do rosto com as costas das mãos e depois contemplei o aço dos lingotes. Estava bom, mas ainda precisava afiá-lo. Logo, fui até o lado externo da forjaria e ativei a roda de amolar, cuidadosamente controlando os metais para que encostassem no instrumento. Os metais foram afiados um de cada vez, com inúmeras faíscas chispando ao contato violento entre ferro e aço. No fim, eu havia feito duas ótimas kunai, embora houvesse deixado o cabo de lado. Apesar disso, algumas pessoas que vagavam pelo mercado se impressionaram com meu ofício e se aproximaram; entre elas, dois shinobi de Suna resolveram comprar as armas por uma mixaria, mas eu aceitei como uma forma de divulgar o meu trabalho. — Até mais, volte sempre! — Exclamei para os sujeitos, novamente voltando para o interior da ferraria.

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 21/6/2022, 21:22

Os silvos agudos dos ventos foram o bastante para me despertar do meu breve cochilo. Meus olhos se abriram de supetão enquanto miravam a lua vermelha firmada no céu, onde havia um infinito negro repleto de pequeninas estrelas. Revirei meu olhar da imensidão rubro-negra e espreguicei com as mãos lançadas ao alto. Por consequência, senti um leve formigamento em minha lombar, uma sensação que não demorou para se transformar em uma dor suave, mas incômoda. As horas e horas em que eu me encontrava encurvado, utilizando da bigorna, da fornalha, ou ainda da roda de amolar, aos poucos estavam me causando lesões – isto era claro. Apesar disso, eu pouco me importava: todo o meu corpo deveria ser dedicado ao meu ofício, e as dores eram apenas um resultado do trabalho duro. Eu estava disposto a arriscar minha saúde em prol de meu trabalho; e eu confiava que isso me faria de um exímio ferreiro em um futuro distante. Sem demora, assim que a dor cessara, andei tranquilo para o lado externo da forjaria. Contemplei as armas em exposição – as minhas obras – e imediatamente tomei posse de uma adaga, o belo punhal que eu outrora havia projetado. Levei a arma até a roda de polimentos, me esforcei para ligar o mecanismo e, seguidamente, comecei a afiar o gume da faca. Faíscas começaram a surgir, sendo jogadas para o lado, e em poucos minutos eu pude concluir aquele pequeno ajuste. Com o fio completamente afiado, retornei o punhal para a mesa de exposição e voltei para o interior da forja, pronto para tirar mais um breve cochilo na bancada.

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Re: [Forja] — Ferraria do Aço - Publicado 22/6/2022, 19:50

— Olha mãe, aquele moço martelando! Que legal — Exclamou uma criança que, segurando nos braços de sua mãe, atravessava o grande mercado. — É verdade, meu filho. Aquele moço está trabalhando duro, não é verdade? — A voz da mulher ressoou em resposta, e o menino pareceu concordar. O diálogo entre os dois logo se perdeu em meio à cacofonia do bazar desértico, e eu prossegui em minha tarefa: no lado externo da forjaria, desferia incessantes golpes contra um lingote de metal, achatando o seu corpo e aos poucos moldando a forma de uma grande lâmina. Na realidade, eu apenas estava um pouco entediado, e esse tédio havia me levado a tentar aperfeiçoar minhas habilidades como ferreiro. Os sons de metal contra metal repercutiam nas proximidades e chamavam a atenção dos transeuntes; e eu, concentrado em minha tarefa, prosseguia sem me importar com nada. A mente vazia era um sinal claro de que todo o meu ser estava destinado àquele mísero momento, e eu não poderia desviar minha concentração por um segundo sequer. Era isto o que eu queria, na verdade. De súbito, uma dor avassaladora atingiu a minha cabeça, uma dor latejante que surgiu num átimo. Imediatamente, a mão que conduzia o martelo encheu-se de força, e a batida no lingote fez ele se despedaçar em dois pedaços. O som agudo do metal se partindo foi um desestimulante da minha plateia – cerca de uma dezena de pessoas que assistia a minha apresentação. Com um suspiro de angústia, todas elas se dispersaram por entre o mercado do vilarejo, emergindo na multidão e me deixando mais uma vez solitário naquele espaço. — Certo, certo. Vamos tentar isso outra hora. — Disse, me levantando e me espreguiçando brevemente.

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