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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

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Vilarejo Atual

filler nota 1 - Qui 26 Set 2019, 15:56

Abafou a fumaça e a chama do cigarro aceso com a palma da mão, se esgueirando pela escuridão de becos sob o olhar vigilante da lua em forma de foice — estava envolvido demais para que fosse descoberto agora. A noite caia como um véu sobre as ruínas da cidade, lançando sombras circulares ao redor das estruturas, tornando ainda mais fantasmagórico aquele culto que se reunia no centro de uma praça, ocultos sobre mantos tingidos de preto, com linhas douradas de costura que cingiam a cintura, dividindo ao meio o abdômen, subindo e se separando para formar a gola. O capuz puxado sobre a cabeça, esse sem detalhes, todos eram fantasmas. Shizuke enfim apagou o cigarro, pressionando a ponta acesa na palma da mão e guardando o que sobrara do filtro num de seus bolsos — não seria prudente deixar uma evidência de sua estadia, mesmo que breve e anônima. Saltou do prédio cadavérico para um outro, que se situava mais abaixo, embora ainda estivesse uns bons três andares acima do nível da rua, o nível onde acontecia o culto. Os pés pairaram um instante no ar e então se chocaram com o solo duro, produzindo um som abafado quando as sandálias encontraram o cimento. Os joelhos guincharam um pouco no impacto, não era mais tão jovem. No centro da praça, num círculo dourado pintado sobre o solo, uma luz cegante desapareceu tão logo surgiu. O círculo se reduziu a um único homem; os demais, todos reduzidos ao pó. Manchas nos olhos. Haviam manchas em seus olhos, como aquelas que surgem quando se olha muito tempo para o sol. Esfregou com o dorso da mão, mas nada de saírem, fechou os olhos e esfregou as têmporas; nada. Quando abriu os olhos novamente, tudo desaparecera. O culto, o círculo, os fantasmas. A luz. A cidade voltou a ficar silenciosa, ausentes agora os cânticos entoados naquele período de adoração, a ode à luz. Com o tempo — pouco tempo, embora lhe tenha sido uma eternidade— , as manchas desapareceram. Começava a ficar preocupado quando veio o alívio; quem sabe não poderia ele ter sido marcado também, mas não, a mancha sumiu, tudo estava bem agora. Acendeu outro cigarro, agora sem se preocupar em esconder sua fumaça e a chama. Deu um salto longo e aterrissou no centro da praça. O cheiro trazido pelo vento noturno lhe arrebatou instantaneamente, odores de carne queimada, como na cratera. “Que culto sádico é esse? Pessoas reunidas para virarem pó.” Mas a imagem que tinha diante dos olhos era um tanto diferente, o poder utilizado ali era muito mais preciso, como se os corpos houvessem sido desintegrados de maneira cirúrgica, o calor dirigido à eles e somente à eles. A paisagem ao redor intacta, os pilares ainda de pé sem sequer uma linha de fumaça ou marcas de fuligem, a mais perfeita execução de um massacre que já tinha presenciado. Os esquadrões de assassinato teriam inveja da cena. Ele se abaixou e tocou o solo onde agora havia montes de cinza diminutos no lugar de cultuadores da luz. Cheirou, apenas para confirmação. O cheiro de carne queimada, vinha realmente dos montes de cinza e em intensidade muito maior do que os próprios montes, como se não bastasse o horror fascinante da cena em si. O solo seguia perfeitamente nivelado, sem a depressão que encontrara no País do Vento. Mas quais eram as diferenças? Seria a diferença entre os feitos de um Deus e os de seu seguidores? Pois lhe parecia que somente a coisa tinha acesso ao poder. “Mas o homem… ou mulher, que fosse, que ficou de pé ao fim da cerimônia, intocado pela luz”, aí estava o que precisava, pensou. Algo o fez sobreviver ao rito macabro. Precisava encontrá-lo e, más notícias, não poderia fazê-lo só; insensível ao chakra, teria de recorrer a algum sensor que estivesse colocando seus serviços a venda. Por sorte conhecia um.

[...]

“Pago adiantado, pode cobrar quanto lhe for conveniente. Mas não sei quanto tempo durará o serviço. Quer um cigarro?” Shizuke afundou ambas as mãos nos bolsos e por fim achou a caixinha com fósforos, aproximando-a de Karasu, que recusou prontamente.

“Não é o dinheiro. Não sei no que estou me metendo e você não me conta. Você tem uma tendência a encontrar confusão onde não é chamado, Sr. Yoshimura. E não quer morrer, também.” Concluiu, rindo amargamente.

“Mais velho do que eu, não te resta muito o que viver. O mundo é sempre a mesma coisa numa repetição infinita, só mudam-se os atores.”

“E dessa vez você tem o papel principal? Tsc. Posso te indicar alguém, o alcance é menor, o valor é menor, mas a lealdade é a mesma.” Ele coçou o nariz, passou o dedo debaixo de ambos os olhos e umedeceu os lábios. “Não trabalho sozinho mais, tenho agora alguns… associados?”

“Tem que ser você.” Shizuke disse, incisivo.

“Não dá pra se aproximar muito, heh? Isso é morte certa, meu amigo. Você não muda, não muda mesmo. Acho que faz mal pra pessoa viver tanto tempo, pior ainda quando ela não tem noção do que é ser mortal. Você sabe o que é isso, Shizuke, sabe? Mortalidade? Você ainda é uma criatura estranha, mesmo que tenha parado com a coisa do canibalismo. Não falo isso pra te ofender, é que você não parece entender a parte que é uma benção, só a maldição que você herdou. Não pode morrer, mas eu posso.”

“O que você tiver em mente, eu pago o dobro. Trabalho rápido. Tudo que posso lhe dizer é que precisa identificar uma pessoa, depois disso, você está livre.”

“Sim, livre. Livre deste mundo, livre deste corpo. Morto. Eu passo, desista disso.”

“Não posso. Já faço a tanto tempo que é natural pra mim. Enfim, encontro outro. O associado que ia me oferecer, onde encontro ele?” Perguntou, sem dar muito crédito à própria pergunta, como se explorasse ainda outras alternativas.

“Não encontra. Vou mandar ele até você. Vai ficar por aqui um tempo ainda?”

“Sim, tenho um quarto alugado perto da floricultura. Mande ele, mas amanhã, preciso dormir um pouco.”

Info:
Continuação desse filler. Parte 2 de 4.
1014 palavras.
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Ange
Administradora
Ange
Vilarejo Atual
Ícone : filler nota 1 HKIv36V

Re: filler nota 1 - Sab 28 Set 2019, 02:56

@Nota 2.
PS.: Dei uma lida rápida no seu filler anterior para me situar direitinho neste e agora estou curiosa pelo restante da história.

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filler nota 1 Scre1755
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