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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Treinamento de Sorte] Arclight. - 15/9/2019, 17:56

Ao redor, no terreno ainda plano, uma infinidade de grãos de poeira acumulados pelo tempo. Cinzas, também. Montanhas de cinzas que pareciam ter sido sopradas de um vulcão cuja atividade durou mil anos — ou como se existisse uma máquina capaz de transformar toda a matéria sólida em cinzas. Adiante, uma cratera. Parecia ter sido ali que tudo acontecera, pois no solo imediatamente ao redor enxergava-se manchas em movimento, que apontavam a partir do declive. A paisagem sequer lhe dava sensação de tristeza, não haviam ossos nem sangue, nem moribundos ainda implorando por misericórdia. O pó, o silêncio, aquilo era desolador. Aproximou-se e tocou um dos montes de pó e depois pegou um pouco na mão e soprou da mão. Embora houvesse ausência de matéria, sentia o cheiro de carne queimada pairando no ar, não soprando vento algum para varrer para longe o odor de morte. Caminhou então na direção da cratera, suas dimensões parecendo a olho nu perfeitamente simétricas, como se feitas sob medida por algum engenheiro. Daí passou sobre sua cabeça um bando de corvos e eles rumavam para sul da posição atual. Ouvindo o som das asas se chocando, Shizuke ergueu o rosto para vê-los passar. Depois voltou a deitar o olhar sobre o cenário ao redor, caminhando para longe dali, dez quilômetros da cratera. A vida prosperava pouco a pouco naquele pequeno vilarejo que, de alguma forma, conseguiu subsistir mesmo estando à beira do País do Vento, terra conhecida por ser árida e infértil. É que os viajantes não poderiam atravessar aquele pedacinho de terra banhado por um rio estreito sem dar com a placa que indicava a presença de civilização próxima. O bar era o ponto mais frequentado da aldeia, por ser amigável para com os viajantes e por ser conhecido também de habitar alguns homens que eram recorrentes por ali, de modo que conheciam de canto a canto do país como a palma da mão. Shizuke se aproximou do balcão e pediu um gole de água. Quando seu pedido chegou, bebeu de uma vez. “Agora um café”, disse, como se tivesse perdido suas maneiras no local do incidente. Ainda ruminando sobre a visão de vida desintegrada, bebeu seu café, esse com bebericadas a intervalos regulares. Depois acendeu um cigarro e ficou ali, pensando, os dois cotovelos sobre a tábua de madeira do balcão, uma mão abaixo do queixo e a outra com o cigarro entre os dedos. A fumaça subia em rodopios e ia se aglomerar numa nuvem de fumo que pairava próxima do teto, outros fumavam no canto sombrio mais ao fundo do estabelecimento. Um homem se aproximou e sentou ao seu lado, pedindo cerveja preta. “Você já foi à cratera?”, Shizuke perguntou sem rodeios. A resposta foi seca: “Não.” O Yoshimura emitiu um som de concordância e voltou o cigarro à boca. Teria de voltar ao local. Mas voltar e fazer o que? Varrer as cinzas? Tapar a cratera? Algo devia ser feito. Olhou por sobre os ombros. Todos pareciam ter muito com o que se importar e quem ligaria para uma cratera no meio do nada?, poderia bem ter sido um meteorito ou coisa do tipo, embora ele soubesse que não era. O homem ao seu lado se virou pra ele. “A luz desce e depois se vai. Mas quem é tocado por ela fica eternamente”, disse ele, com o caneco da cerveja na outra mão. Então bebeu tudo de uma vez, se levantou e saiu sem pagar. Shizuke disparou e, ainda que não fosse mais tão jovem, agora já beirando os quarenta anos, chegou num piscar de olhos à cratera. Não sabia exatamente porque fizera aquilo, mas tinha uma forte intuição ardendo dentro dele e ela lhe dizia para investigar a depressão de raio perfeitamente uniforme. Desceu com cuidado até o centro e olhou novamente para os borrões de cinza no chão. Pareciam figuras contorcidas agora que olhava uma segunda vez, não mais manchas negras. Eram quase como se fossem pessoas, mortas num instante, num piscar de olhos, num bater do coração. Sequer seu fogo poderia produzir um efeito tão mortal e em tão pouco tempo. Quando evocava as chamas elas precisavam vencer a carne rapidamente para incinerar um alvo, coisa que nunca acontecia em tempo menor que dois segundos. “O que quer que passou por aqui não é uma pessoa, talvez tenha sido algum dia, mas já não é mais”, pensou. O pensamento lhe trouxe calafrios. Ele não era reconhecido por ninguém que não ele mesmo — ao menos não mais, não nesses dias — , mas sabia da extensão de seu domínio sobre o fogo. Se ele pudesse sentir o calor das próprias chamas saberia que é o mesmo que beijar o deus Helio. Tocou numa das manchas. Ainda estava quente, embora quase morna. E havia também a luz diurna e o mormaço que vinha do deserto. Não poderia confiar naquela informação tão facilmente, pois existia a possibilidade de ser impossível de se mensurar o tempo passado desde o massacre. Nem mesmo o vento ou a chuva puderam macular a cena: os montes de cinza eram tão grande que apenas o que estava alojado na superfície se movia e o os borrões no solo não sairiam nem se esfregados por sete dias e sete noites. Então pensou em todas as falhas humanas, em toda evidência que até mesmo o mais competente dos homens deixaria como rastro — sua experiência de investigador andarilho já somava mais de uma centena de casos e nunca vira tal coisa, nunca ficara tão frustrado pois era como estar diante de um Deus, ainda que indiretamente, e esse Deus não o deixava vislumbrar detalhe algum do massacre senão o que jazia em evidência, na superfície. “Então, varrer a poeira somente?”, pensou consigo, usando um pouco de humor para tentar aliviar a tensão. Sem sucesso. Não conseguia esconder a frustração de ficar no escuro. Preferia morrer a não resolver o caso. “A luz desce e depois se vai. Mas quem é tocado por ela fica eternamente.” Foi isso que o homem no bar lhe havia dito. Que significava? No momento em que escutou não pareceu coisa alguma, mas agora isso voltava como que para assombrá-lo. “Certo, alguém foi tocado pela tal luz. Assim, queimou tudo a sua volta, deixou uma cratera no solo, incinerou pessoas e casas há trezentos metros de distância instantaneamente. Mas deixou só uma cratera, uma pequena como esta, desproporcional à destruição causada.” Acendeu outro cigarro e ficou olhando para ele. Enrolado em papel, o tabaco era seu receptáculo. Com fogo, produzia fumaça e aquele efeito de calmaria aérea na cabeça. “A cratera é o cigarro aceso, tudo além dela é fumaça.” Parecia um bom começo.

Spoiler:
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Re: [Treinamento de Sorte] Arclight. - 15/9/2019, 18:52

@, Avaliação de Sorte: 1

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Re: [Treinamento de Sorte] Arclight. - 15/9/2019, 19:14

@'Schrödinger porque 1 e não 2? e posso pedir reavaliação (vi um filler que teve reavaliação, inclusive sua)?
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Re: [Treinamento de Sorte] Arclight. - 15/9/2019, 19:52

- Na minha consideração, um filler é sim uma estória, que não aconteceu em eventos ON. Mas a história que tinha um inicio bom, talvez uma ida ao país do vento e socializar com os membros, desenvolver um plot mínimo, mas significativo, faria sentido e estaria apto para 2. Mas a história sobre a cratera não me convenceu, a história seria melhor se centralizasse no foco do filler, criar uma estória, que desenvolvesse o seu personagem, na minha noção, isso é que serviria um filler de sorte, algo que torne mais fácil o seu personagem se adaptar, e dois significa "Muito bom", literalmente excelente, e eu não considerei excelente. Pode ter sido perfeito para ti, mas não para mim. A reavaliação foi feita, porquê fillers de sorte, agora só podem ser avaliados por membros a que foi dada essa designação, considerando eu, como líder dos narradores. Foi um caso especial, foi feito um lapso, e eu corrigi o lapso.

- Na minha humilde opinião, está foi a razão pelo 1 de bom e não 2 de muito bom. Todo o filler diverge de avaliação e nunca irei comparar um filler com outro. Há um filler por semana, então, haverá outras avaliações, onde poderá melhorar, de acordo ao que por mim, foi especificado. Caso discorde do que foi aqui escrito, poderá fazer um filler próxima semana e pode requisitar a avaliação de outro narrador, não sendo a minha pessoa. Eu passarei o seu filler, para outra pessoa que tenha a autorização de avaliar.

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