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12 Anos Online
Alvorecer
Arco 04
Ano 16 DG
Inverno
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
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Angell
Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
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Indra
Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
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BisKath é jogador do NRPGA desde julho de 2020, tendo encontrado o RPG por meio de pesquisas e começado a jogar nele, sem pausas desde então. É jogador de RPG desde 2013, mas o Akatsuki foi o primeiro de Naruto em que se aventurou. Apenas começou como moderador em abril de 2022, se dedicando as funções da moderação até se tornar administrador em julho do mesmo ano, auxiliando também na avaliação da área de criações. Fora do fórum cursa desenho, pois tem interesse em artes de forma geral..
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[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM Eru143

staz blood
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[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM Eru143

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Seg 4 Jul - 4:42:22


HP: 2225/2225 - CH: 3700/3700 - ST: 00/07 - CJ: 400/400



EPIFANIA APOCALÍPTICA;
MONOLOGIUM

PARTE I

ㅤㅤInclinou a cabeça, e de sua cama conseguiu ver parte da cidadela, assim como o Deserto do Vento mais adiante. Estava na magnífica catedral jashinista no topo de Sarón, tratando dos ferimentos adquiridos no confronto com os fanáticos Descendentes Vermelhos. A lua de sangue continuava a resplandecer carmesim, inundando as areias de Kaze no Kuni e trazendo consigo um terror apocalíptico inexplicável.

ㅤㅤHá três dias havia chegado na cidadela, e a quatro os céus haviam sido tingidos de vermelho, de modo que conseguira notar os ânimos dos fieis da cidadela se inflamarem. Eles cantam e rezam com maior frequência pelas ruas, e cada vez mais alto. Até onde sabia, os jashinistas de Sarón era pacíficos em sua maioria, o que não queria dizer que não compactuassem dos anseios do Pastor. Hakkasha havia lhe dito que não confiava em Kenshin, julgando-o como alguém indigno e corrupto, mas até o sacerdote sabia que não podia conter uma insurreição dentro das muralhas da cidadela. Se decidissem partir em apoio ao Pastor, iriam, e Hakkasha nada poderia fazer para impedi-los.

ㅤㅤPuxou o O Cabala para perto, mais uma vez, valia dizer. Ele o lia assiduamente desde que chegara, e àquela altura considerava-se um iniciado, acreditando já dominar os conceitos basais da filosofia cabalística. Que as vezes parece mais do que uma filosofia... Não conseguia distinguir, ora encontrava no manuscrito trechos filosóficos, ora ocultistas, ora misteriosos.

ㅤㅤO esquema de Sefirot, conceito fundamental para o livro, para Eru era uma das partes mais fascinantes de toda a obra. Uma realidade erguida sob dez aspectos... Tentava formular aquela ideia mentalmente, mas não era simples. Não ensinaram isso na academia ninja.

ㅤㅤO símbolo presente na capa era muitíssimo particular. Uma estrela de oito pontos.

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM XjXChIC

ㅤㅤHavia sonhado com ele duas noites atrás. No sonho a estrela de oito pontos era uma estrela cadente, reluzindo num céu noturno, caindo e deixando para trás um rastro luminoso. Era brilhante a ponto de cegar quem quer que ousasse olha-la, menos ele. Ela brilhava vermelho no sonho, mas talvez tenha sido por influência da lua de sangue. Pensou, e aparentemente era uma explicação cabível.

ㅤㅤKala não sussurrava seus ardis desde então, quase como se tivesse desaparecido. Eru até mesmo verificou seu peitoral esquerdo, para se certificar se a marca maldita havia lhe deixado também. Não, infelizmente, ainda estava lá. Porém, fato era que a entidade não insidiara através dele desde que se aprofundara na leitura do O Cabala. Teria ligação...? Quis acreditar que sim.

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[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM Eru143

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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Seg 4 Jul - 17:21:22


HP: 2225/2225 - CH: 3700/3700 - ST: 00/07 - CJ: 400/400



EPIFANIA APOCALÍPTICA;
MONOLOGIUM

PARTE II


ㅤㅤEnquanto folheava as páginas, rememorou o dia em que conhecera Izuku e Yuji, ainda em Kirigakure. Parece que foi há tanto tempo... Naquela ocasião, Eru tomara o posto de líder do Valhala para si, que na época não passava de um grupo de jovens genins idealizando formas de organização social que fossem mais justas, igualitárias e seguras. A tão cobiçada paz. Eramos idiotas... Ele, o maior de todos. Izuku sempre lembrava-lhe o quanto almejava a paz, quão cara era para ele. Quase como se não fosse para mim também. Pensou irritado, o que não era incomum de acontecer quando o Lee estava em cena.

ㅤㅤSempre aplicara sua própria justiça, mas ela se restringia às coisas que estavam ao seu alcance. Não era próprio que agisse de uma hora para a outra como um arauto dela pelo mundo, aquele não era ele. Que Izuku aja assim, não eu. Se quer ser herói, que seja. Se quer os louros por salvar o mundo ou por morrer por ele, que o consiga.

ㅤㅤCoincidentemente ou não, O Cabala estava aberto numa página contendo a ilustração de uma máscara, nela era dita que todos os humanos usavam uma, conscientemente ou não. O que isso significa!? Indagar-se era sempre sua primeira reação instintiva, a outra era buscar entender.

ㅤㅤOuviu um bater na porta, e de imediato fechou o manuscrito e o colocou sob a cabeceira.

ㅤㅤEra um noviço da cidadela, imberbe, não tinha mais do que dez anos. Trazia consigo uma bandeja com pães e alguns legumes típicos do ambiente arenoso de Kaze no Kuni. Por detrás dele vinha Pernidas, com seu ar febril e decrépito, andando a passos arrastados. Parecia ter envelhecido um ano inteiro em apenas dois dias. Sob a luz da lua de sangue, o velho era uma visão ainda mais desconcertante do que quando não.

ㅤㅤ– Vejo que seus ferimentos se cicatrizam bem, jovem menino. – a voz do idoso era sempre um martírio de ser escutada, um lamurio de um animal rouco e à beira da morte.
ㅤㅤ– É... me sinto melhor. Onde está Hakkasha? – quis logo saber.
ㅤㅤ– Desceu até a base da cidadela, em uma tarefa...
ㅤㅤ– Que tarefa?
ㅤㅤ– Uma missão de paz, se é que cabe...De novo essa palavra? Mais uma coincidência inexplicável.
ㅤㅤ– Que tipo de paz, sacerdote? – ergueu a voz. Àquela altura Pernidas já conhecia o suficiente do temperamento imediatista e apressado de Kaguya Eru.
ㅤㅤ– A lua de sangue incitou em nossos irmãos anseios perigosos... Hakkasha foi até a base da cidade para tranquiliza-los. – deixando a voz insuportável do vetusto rapidamente de lado, o Kaguya havia pego todo o contexto da situação naquela breve fala. Temem que os fieis se revoltem e partam em direção ao Pastor...
ㅤㅤ– Quais as chances dele obter êxito nisso?
ㅤㅤ– É um homem escolhido por Jashin, adorado por toda a cidadela, deve ser sair bem. Precisa. – não sentiu tanta certeza nas palavras pesarosas do idoso.


Notas:
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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Ter 5 Jul - 3:21:41


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EPIFANIA APOCALÍPTICA;
MONOLOGIUM

PARTE III


ㅤㅤ– Se ele falhar, o que pretende fazer? – era claro que perguntaria. O velho sacerdote sinalizou para que o pequeno noviço deixasse o quarto, e ele o fez.
ㅤㅤ– Há uma saída secreta que leva da catedral até uma passagem subterrânea, já do lado de fora das muralhas, no Deserto do Vento. – contou em tom de segredo. – Hakkasha, deu-me instruções para levar você comigo caso isso aconteça.
ㅤㅤ– E as outras pessoas do templo, essa saída é suficiente para evacuar elas também? – precisava saber.
ㅤㅤ– Temo que não... – disse em um fio tênue de voz.
ㅤㅤ– E irá abandonar seus fieis para morrer? Isso não me parece algo digno de um homem santo. – provocou o Pontífice.
ㅤㅤ– Situações difíceis pedem medidas desesperadas. – teve a resposta na ponta da língua. – De que valeria morrer a todos?
ㅤㅤ– Do que valeria nos salvarmos? Diferimos em algo dos demais? – Eru sabia o que ouviria, mas curiosamente não ouviu, Pernidas nada disse. O homem mais inteligente da cidade não tem nada a dizer... o que está escondendo, velho?

ㅤㅤO idoso pôs os olhos no alto da cabeceira e encontrou o manuscrito de Eru. Usou-o de artificio para desviar do assunto indesejado.

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM 07

ㅤㅤ– Oh, vejo que mantém sua leitura sobre a Cabala. – observou. Eru sentiu um desconforto quando os dedos decrépitos do sacerdotes tocaram no livro.
ㅤㅤ– Sim.
ㅤㅤ– Tem achado a leitura enriquecedora?
ㅤㅤ– Tenho.
ㅤㅤ– E tem conseguido entende-lo?
ㅤㅤ– Sim, ele está em kanji comum.
ㅤㅤ– Não é esse tipo de entendimento a que me refiro. – os olhos do Kaguya fitaram a estrela de oito pontos na capa do livro.
ㅤㅤ– Sim, eu acho que sim. Mas há alguns termos e conceitos que ainda são de difícil compreensão. – admitiu, lembrando-se de algo muito importante. – A propósito, Hakkasha deve ter comentado sobre um pedido que fiz, sobre
ㅤㅤ– Sobre o maludivinorum, sim, ele comentou. – o vetusto levou suas sandálias até as persianas do quarto, encarando o horizonte carmesim e toda a cidadela abaixo dele. – Infelizmente não posso atende-lo. O vinho de Jashin é sagrado para nossa ordem, além de ser uma substância um tanto quanto rara. – Eru sentiu na frase a malícia, escondida por trás da santidade do sacerdote.
ㅤㅤ– O que preciso fazer para conseguir uma dose? – foi direto como uma flecha. No começo achou que o Pontífice fosse sentir-se ultrajado pela proposta, mas o longo e reflexivo silêncio do sumo-sacerdote de Sarón lhe fez mudar de ideia. Então tem algo...
ㅤㅤ– Quero que defenda o templo como fez contra os Descendentes Vermelhos. Tem poder para isso, vi com meus próprios olhos, então proteja nossa igreja, em troca lhe darei o que quer... – o sacerdote não se virou para defrontar Eru, em vez disso manteve-se a olhar para fora. A resposta era fácil de ser dada, mas o Kaguya demorou a da-la, e juntou a ela uma outra condição.
ㅤㅤ– Certo. E...preciso de mais de um frasco da substância.

ㅤㅤViu-o se virar intrigado.


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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Ter 5 Jul - 18:29:16


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EPIFANIA APOCALÍPTICA;
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PARTE IV


ㅤㅤ– O que pretende com o maludivinorum? Por curiosidade, é claro. – a fala arranhou à traqueia do vetusto. Num soslaio as pupilas do Kaguya se fixaram no O Cabala, teria algo sobrenatural acontecendo entre eles?
ㅤㅤ– Nada especial. Coisa minha. – viu quando uma lufada de vento esvoaçou os fios quebradiços e acinzentados do cabelo de Pernidas, leves como penas. Com a mão vacilante, o sacerdote tirou de um dos bolsos de sua túnica um dos frascos. Anda por ai com eles no bolso, sacerdote...? Notou àquela conveniência com maus olhos. O velho pôs o líquido sobre a cabeceira, ao lado do livro.
ㅤㅤ– É perigoso em altas dosagens. Você já o experimentou uma vez, mas eu e os outros Pontífices estávamos o administrando. Cuidado... – alertou-o enquanto arrastou o corpo velho até a porta, já estava de saída. – Enviarei os outros em breve. – quando a porta se fechou, Kaguya Eru estava a sós novamente.

ㅤㅤDa bandeja, deixada pelo imberbe servidor do templo, o menino dos ossos mordiscou apenas o que era verde, alguns pedaços de pêssego e um outro  de pão de trigo. Não percebera, mas estava mais magro, os músculos cada vez mais aparentes e o volume corporal diminuíra, a ponto de perceber que seus cintos precisavam de nós mais apertados para ficarem fixos.

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM Kanda.Yuu.full.252779

ㅤㅤO abdômen também tinha os gomos saltados e mais visíveis, além da pele mais fina, com a circunferência da cintura menor agora, sintomas de sua alimentação desregrada e os constantes tormentos que o assolavam. Mesmo assim, Kaguya Eru não perdera sua beleza, um traço sempre digno de nota, ainda que o mesmo não pudesse ser dito de seu vigor, que definhava durante aqueles tempos. Estava triste.

ㅤㅤCom o pêssego descendo pela garganta apanhou o manuscrito e voltou a lê-lo, havia ainda muito o que descobrir.

ㅤㅤO símbolo de Sefirot estava exposto, estampado na páginas com um esquema ao lado que, ao que tudo indicava objetivava ser didático, mas Eru não o compreendeu de primeiro relance. Parece familiar... Como poderia ser possível? Era a primeira vez que vira tal símbolo, e mesmo assim a impressão de já tê-lo visto era indubitavelmente real.

ㅤㅤPassou o resto de seu tempo acordado, persistindo no entendimento das doutrinas cabalísticas, mas era como esmurrar uma montanha com os punhos lisos, como tentar entrar num cofre sem as chaves. Eu tenho as chaves agora.

ㅤㅤO maludivinorum estava lá, bem ao alcance de sua mão, bastava apanha-lo. Contudo a experiência anterior com a substância havia sido bastante incômoda, e de certa indescritível, e não de uma maneira agradável. Não tinha controle do meu próprio corpo. Existia pesadelo mais aterrorizante do que esse? Deixou que às horas passassem enquanto reunia forças para tomar o vinho alucinógenos dos sacerdotes.


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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Qua 6 Jul - 1:07:42


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PARTE V


ㅤㅤEnfim tomou coragem, e num gole súbito entornou todo o líquido para dentro. O paladar sentiu o gosto agridoce, azedo e indescritível, ainda pior do que da última vez. Hakkasha havia pingado um pouco do seu sangue. Lembrou-se, e era verdade, ele não havia se atentado a esse detalhe. O que vai acontecer agora? À medida que passava o tempo o gosto do vinho suavizava, até um ponto que parecia mel, puro açúcar dançando nas papilas gustativas de Eru. Mágico.

ㅤㅤViu da janela à sua frente a lua, redonda como um pupila dilatada e vermelha como um rio de sangue. Forçou a vista para vê-la mais de perto, e percebeu que não era o luar o que observava e sim uma estrela, uma com oito pontos. O octograma... Idêntico ao gravado na capa do livro, e por falar nele... Onde ele está!? Remexeu-se à procura e nada, O Cabala havia desaparecido de suas mãos. Isso é um sonho...? Não era, mas ele não sabia, achou que fosse.

ㅤㅤNão tinha mais controle de sua realidade, e isso fez com que seus alarmes biológicos de perigo se ativassem, o coração então disparou. Vou desmaiar!? Vou morrer!? A taquicardia foi tanta que lhe faltou fôlego, ar para clarear as ideias.

ㅤㅤO mundo à sua volta era algo metamorfoseando-se para o carmesim, cada vez mais forte, cada vez mais homogêneo. Somente a estrela da Cabala continuava a se distinguir do ambiente, ela era única. Só ela importava. Temeu por sua vida, e amedrontado deitou a cabeça no travesseiro, suando frio como se estivesse à beira da morte. Desejou que alguém entrasse pela porta, para se certificar de que a realidade ainda existia. Ninguém entrou contudo.

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM ERU172

ㅤㅤKaguya Eru fechou os olhos, tentado adormecer, precisando adormecer. Sentiu o enjoou lhe subir o estômago, iria vomitar a qualquer momento. Não... Seus olhos azuis escuros foram perdendo luz. Aos poucos seus aposentos atenuavam o vermelho sangue, e o negro aterrador tomava vez, aproximando-se como um fim, um fim definitivo.


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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Qui 7 Jul - 0:04:19


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EPIFANIA APOCALÍPTICA;
MONOLOGIUM

PARTE VI


ㅤㅤEstava em terra firme, assentado sobre a areia da praia e iluminado pela estrela de oito pontos, a estrela da Cabala. À sua frente o mar, obscuro e imensurável, enfurecendo-se contra si mesmo em violentas ondas.

ㅤㅤSonhava, mas circunspecto.

ㅤㅤUma das figuras mais desoladoras de suas visões fez-se novamente; a quimera monstruosa, emergida do oceano. Tinha dez cabeças, mas não blasfemavam dessa vez como fora em outrora, eram diferentes agora. Dez. Dez Aspectos... ele pensou, e pela primeira vez, Kaguya Eru foi o agente elucidador de um de seus devaneios. "A mente abrirá e ele entenderá quem és..." Lembrou do que Hakkasha dissera antes de lhe oferecer pela primeira vez o maludivinorum. Continuou a observar.

ㅤㅤO dragão sobrevoou a criatura aterradora e deu-lhe poder, tal como já havia visto acontecer em outros sonhos. A cabeça do dragão era semelhante a maior cabeça da quimera, e então eram iguais. A terceira das cabeças ousou blasfemar em retumbante estrondo, como um trovão. A maior delas então, fez ressoar seu rugido por toda a terra, rachando o planeta e a existência que o continha. O que!?

ㅤㅤO lugar onde vislumbrava tais cena de repente transmutou-se em um rio, levando-o para longe, muito longe. O rio, de cor escura e terrosa, engrossou-se, estagnando-o, cessando seu vigor, prendendo-o na lama. Aos poucos tentava afoga-lo, tirar dele o último fôlego de vida... Não. Não...

ㅤㅤ– Tu já emergiste da terra, Ilúvatar, não deve teme-la...– a voz era a dele, mas falava como Kala.

ㅤㅤRelutou contra o rio de lama que o defrontava como igual, tamanha sua ambição. Espinhos de ossos colossais furaram o riacho lamacento aos milhares, furando, perfurando, penetrando, empalando... sobrepujando, e então... Teve de olhar para baixo de tão distante em que estava agora, um ponto marrom na imensidade esbranquiçada. Eu sei quem é você... Soube.

ㅤㅤ– O sangue, Ilúvatar, o sangue... – agora não tinha sido ele, nem Kala. Quem então?

ㅤㅤUma fenda estreita se abriu perante ele, ossos correndo por todos os seus lados, não carcaças ou esqueletos; ossos. A verdade... Sentiu-a o chamando.

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM Eru29

ㅤㅤDeu o primeiro passo, o único que realmente importava.


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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Sex 8 Jul - 12:38:05


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EPIFANIA APOCALÍPTICA;
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PARTE VII


ㅤㅤPisou pelos ossos, ouvindo sons de batalha. Uma guerra deflagava-se defronte a seus olhos.

ㅤㅤUm pequeno grupo de combatentes resistia frente a uma hoste armada e militar... Kirigakure... reconheceu os estandartes. Aos poucos o poderio da Névoa Oculta varria o diminuto grupo de combatentes, que se amontoavam em pilhas de corpos. Havia algo de familiar nos sobrepujados, o que fez Eru se concentrar um pouco mais.

ㅤㅤTinham marcas circulares e vermelhas próximo ao cenho, cabelos em penteados que ele nunca havia tido contato, mesmo assim o vislumbre fez sentir-se familiarizado novamente.

ㅤㅤ– O sinal de nobreza... – de novo sua própria voz, bradando coisas que não entendia. Antes fosse Kala.

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM 1

ㅤㅤViu o irmão, na forma que teria se não tivesse sido ceifado pela doença letífera. Os cabelos escuros como os dele, à semelhança o rosto, idêntico. As mesmas marcas que os combatentes na visão anterior possuíam, podiam ser vistas na face de seu igual, e a quimera estava às suas costas, como uma sombra projetada, extraordinariamente titânica. As dez cabeças agora eram máscaras, cada uma de forma diferente. A maior delas dividia escuridão e luz, e alicerçava todas as outras no corpo da terrível fera.

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM 17

ㅤㅤUm milhar de shinobis insurgiam em mais uma rebelião.

ㅤㅤEram tempos longínquos aqueles, muito antes dele. Os shinobis, tinham as mesmas marcas na testa que o irmão e os revoltosos nos vislumbres anteriores, e enfileiravam-se em formação ofensiva. A estrela de oito pontos estava lá, sempre, resplandecendo carmesim. Era o único fio que ligava uma visão à outra.

ㅤㅤQuando um dos revoltosos ergueu sua espada em riste, Kaguya Eru soube. Não é uma espada... é um osso. Esses soldados são... Kaguyas!? Todos eles são? Tudo levava a crer que sim.

ㅤㅤOs ossos colidiram com as espadas, e o aço sucumbiu. A despeito dos primeiros, esse havia vencido sua batalha. O líder deles veio a galope, num garanhão cinzento e revestido numa armadura negra que refletia cetrino. Tinha os cabelos longuíssimos e escuros, maiores até que os o dele. Estava para se virar e ser contemplado, mas nunca seria. Já havia sido.


Notas:
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Última edição por staz blood em Ter 9 Ago - 2:51:10, editado 1 vez(es)

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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Sex 8 Jul - 16:52:14


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EPIFANIA APOCALÍPTICA;
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PARTE VIII


ㅤㅤOs olhos abriram relutantes quando sentiu o safanão no braço direito, a cabeça latejando. Um dos noviços estava ao lado, olhando-o assustado.

ㅤㅤ– O que foi...? – a cabeça latejava enquanto se recompunha do sonho interrompido. Quem era o homem no garanhão? Todo o cenário à sua volta permanecia sob o vermelho nauseante da lua de Jashin. No sonho era a estrela da Cabala que brilhava, aqui é a de Jashin... observou.
ㅤㅤ– D-desculpe s-senhor, eu tentei acorda-lo outras vezes, mas não consegui... O senhor está bem?Outras vezes? Por quanto tempo dormi? Olhou o frasco do maludivinorum, um deles vazio, ao lado do O Cabala. A criança o fitava com as pupilas dilatas a feição preocupada.
ㅤㅤ– Há quantos dias a lua se tornou vermelha?
ㅤㅤ– Já estamos indo para o sexto dia, senhor. – respondeu-o. Quase um dia inteiro apagado? Outrora a depressão lhe fizera dormir entre dez e vinte hora, dessa vez porém era diferente. Foi o vinho obviamente, estava sob efeito dele. Reconheceu.
ㅤㅤ– Hakkasha retornou? – viu o pequeno assentir com a cabeça. – Chame-o. – deu a ordem assertivo, assustando a criança. – ...Por favor. – não disse a tempo de ser ouvido, o noviço já havia cruzado a porta.

ㅤㅤPôs-se de pé com esforço e foi até a janela.

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM Eru42

ㅤㅤA visão privilegiada lhe conferia uma vista panorâmica de Sarón e do Deserto do Vento. Seria ainda mais bonita se... Olhou para o plenilúnio que parecia ser eterno aquela altura.

ㅤㅤAbaixo dele os fieis da cidadela pareciam alvoroçados e desconfiados, e já imaginava o porquê. A fumaça das chaminés exalava-se aos montes, dando a urbe um aspecto pulsante; uma cidade a plenos pulmões. Por um segundo imaginou como seria governa um lugar tão grande quanto aquele, cheio de ruelas, pessoas e templos, cheio de sacerdotes, leis e burocracias, ritos e costumes. Trabalhoso eu diria. Em outros tempos teria rechaçado o pensamento no ato, dessa vez porém só contrariou-o. Algo digno de nota e objeto de vanglorio para Hakkasha e os outros Pontífices, era  de que em Sarón não existiam classes sociais apenas eclesiásticas, nem propriedades privadas, e tudo era de todos. "Somos o povo mais pacífico e igualitário de todo o País do Vento", o sacerdote de cabeça raspada vociferava em presunção. É por isso que você teve de sair às pressas para tranquiliza-los, sacerdote, temendo que se rebelassem... ironizou, enquanto aguardava por ele.

ㅤㅤQuando finalmente chegou ao quarto, a primeira coisa que notou ao olha-lo era que parecia frustrado, e até abatido. Já aguardou pelas notícias preocupantes.

ㅤㅤ– Jovem predestinado. – fazia questão de expor sua estima. – parece mais magro, Pernidas não está alimentando-o devidamente? Pedi para que lhe enviassem comidas vegetarianas, em acordo com seus hábitos alimentares. – observou de sobressalto, e de fato estava certo, Kaguya Eru estava mais magro.
ㅤㅤ– Não tenho fome. Como foi com seus fieis, convenceu-os a se acalmarem? – iniludível. O sacerdote desviou o olhar para cima e para fora, olhando para uma das três janelas retangulares, que não a que o Kaguya estava, antes de responder.
ㅤㅤ– Nossos irmãos lá embaixo tem grandes coisas a dizerem sobre você, sabem que foi você o responsável pela proteção da catedral durante o ataque dos Descendentes Vermelhos, e o receberão em louros... apoiam meu posicionamento de neutralidade para com Pastor, e de repulsa para com Kenshin, e se manterão firmes em Sarón.
ㅤㅤ– Mas...? – Kaguya Eru era iniludível.
ㅤㅤ– Nem todos. E esses são irredutíveis, inclusive, estão incitando publicamente suas facções a se voltarem contra nós, os Pontífices, e contra o grande templo. – as palavras de Hakkasha eram cada vez mais lamentosas, não se alegrava da situação caótica que batia às portas de sua estimada cidade, o que não significava que fosse ser complacente com os insurretos. – E como se isso tudo não bastasse, ainda há um grupo de peregrinos chegando aos portões, vindos de Suna. Dizem que Eforde brada em sua vanguarda, e tem a intenção de marchar em direção a Amegakure.
ㅤㅤ– Eforde? – não conhecia.
ㅤㅤ– Um pastor de rua sunense. Um bom homem, temente a Jashin e a fé, mas equivocado em alguns outros posicionamentos. Acredita que Sarón irá marchar em apoio ao Pastor, mas não irá. O problema é que...
ㅤㅤ– Os que querem marchar ficarão sabendo. – o Kaguya entendeu bem a gravidade da situação.
ㅤㅤ– Já sabem. – os dois se entreolharam. – É só uma questão de tempo agora. – o garoto dos ossos virou-se para a janela novamente, reflexivo. Pensou ter visto a estrela de oito pontos no lugar da lua, mas não passou de uma miragem fugaz.

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM Eru26

ㅤㅤ– Não irei atacar seus inimigos, Hakkasha. Defenderei a catedral, apenas, e só porque eu fiz um acordo com o velho... – fitou os frascos do maludivinorum. O silencio do sacerdote revelou sua ciência da tratativa feita anteriormente entre Eru e Pernidas.
ㅤㅤ– Os Soldados da Fé estão já de prontidão, defendendo as muralhas de Sarón e os portões. Ninguém entra nem sai, não arriscarei que Eforde se una aos rebeldes de dentro da cidadela. – foi duro.


Notas:
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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Sab 9 Jul - 0:59:51


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EPIFANIA APOCALÍPTICA;
MONOLOGIUM

PARTE IX


ㅤㅤAlguns outros assuntos ainda seriam brevemente discutidos entre os dois, mas um em especial recebeu a atenção do Kaguya.

ㅤㅤ– Irumi enviou uma mensagem. – tirou o pergaminho das mangas de sua éfode. – Tomei por bem lê-la, para certificar de que era de fato a escrita da mulher, e era. Você vai gostar de saber as coisas que ela descobriu, jovem predestinado... É sobre Senki.– Eru tinha ciência daquilo. O pôs sobre a mesa, ao lado do O Cabala. – Continua a se aprofundar nas palavra do manuscrito, jovem eleito? – falava com descrença, não acreditava plenamente nos ensinamento cabalísticos.
ㅤㅤ– Sim. Dia e noite.
ㅤㅤ– Muito focado, vejo.talvez até um pouco obcecado. Pensou.
ㅤㅤ– Tem me sido útil.

ㅤㅤUm noviço atalhou a conversa de ambos. Tinha um nome dessa vez, Eru percebeu quando Hakkasha se referiu a ele. Sirri. Era magro e um pouco mais alto do que os outros serviçais que o haviam visitado durante o tempo em que se recuperava, trazendo-lhe comida e água.

ㅤㅤQuando finalmente sozinho, a primeira coisa que trouxe a lembrança foi o sonho alucinógeno que teve. Lembrava-se de quase tudo, do irmão, dos Kaguyas do passado, e claro, da estrela da Cabala. Uma hesitação agnóstica quase o fez ignorar tudo o que vira, mas já havia presenciado tantas coisas... até para alguém cético como ele, tantas coincidências eram suspeitas. Deve ter algum significado. Tem de ter.

ㅤㅤO estômago protestou. Andou até uma das bandejas deixadas para ele à horas atrás e devorou nela tudo o que fosse verde. Havia rúcula, quiabos e cebolas roxas, com figos e tâmaras banhados em menta e limão, e por mais que o limão já os tivesse oxidado e até azedado, não se importou. Portanto que eu não os coloque para fora, me servem.

ㅤㅤPassaria os próximos dois dias tentando recuperar o apetite, e vendo escalada da tensão na cidadela, como um alpinista numa montanha. Neste caso, numa pirâmide.

ㅤㅤO motim longínquo que antes havia observado, e que agora sabia se tratar de Eforde e seus peregrinos, era já como uma mancha negra no deserto, a caminho dos portões de Sarón. Do lado de dentro das muralhas da cidade, os que ansiavam por eles se organizavam em segredo, enquanto os Soldados da Fé patrulhavam as ruas compenetrados, farejando qualquer indício de rebelião. Conseguia ver tudo e um pouco mais de seu quarto na ingente catedral, e indagou-se internamente se aquilo era bom ou ruim, mas tendeu a achar ruim.

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM 17_5

ㅤㅤColocando seus sentimentos de lado por um momento, a visão estratégica que tinha lhe proporcionava algumas noções interessantes. Pelo tamanho da horda de viajantes que se achegava aos portões, algo entre seiscentas e um milhar de pessoas deviam compor seu corpo. Já sobre os Soldados da Fé, ele inferiu haver entre quinhentos a oitocentos homens, e segundo Hakkasha, Sarón tinha entre quinze e vinte mil fieis. Se a metade dessas pessoas estiver contra ele... Haveria uma violenta guerra civil, potencialmente capaz de destruir a cidadela. Uma guerra santa.

ㅤㅤDez portões se espalhavam pela muralha base da cidadela, sendo três maiores e sete menores. O principal deles, que era chamado de Hyōketsu, ficava bem no ângulo em que a catedral havia sido construída, de forma que o menino dos ossos, do alto de seus aposentos, tinha visão privilegiada tanto do que acontecia do lado de fora do Hyōketsu, quanto do que acontecia em seu interior.

ㅤㅤContou entre noventa e cento e vinte Soldados da Fé protegendo a região interna do portão central. Então há bem menos homens para cuidar das outras partes da cidadela...

ㅤㅤQuando e enfadou-se de fazer seus levantamentos, se deitou. Ficou tentado a tomar o maludivinorum novamente, mas não tinha controle sob os efeitos que a substância lhe causavam, preferindo não arriscar.

ㅤㅤSonhou ainda assim.

Notas:
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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Sab 9 Jul - 19:48:16


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EPIFANIA APOCALÍPTICA;
MONOLOGIUM

PARTE X


ㅤㅤLuz e trevas dançavam ao seu lado. Estava no Deserto do Vento, a caminho da batalha de Otogakure, com os soldados civis da Névoa seguindo pelos flancos e as guarnições shinobi pelo centro. A frente, o exército de Kumogakure parecia infindável, uma nuvem gigantesca que enublava todo o cenário. Focou na dianteira dos inimigos e no mesmo instante lembrou-se de Kagaya Ubayashiki, voando, como fizera quando o humilhou em campo.Verme maldito, você está morto. Morto! A imagem do indicador de Kagaya apontada para sua cabeça jamais deixaria de assombra-lo. Entretanto no sonho, não era Kagaya que liderava as hostes inimigas, e sim Kazuha Uzumaki.

ㅤㅤNo lugar das trevas que havia sido o Ubayashiki, o Uzumaki era luz, mas luz cegante. Algo era familiar ali. Quando se deu conta estava sozinho, enjeitado por todo o exército da Névoa, por todos os seus. Os inimigos se aproximavam, tendo o jovem de cabelos alvos no comando da marcha, já Eru estava sozinho.

ㅤㅤDesesperançado, cogitou desistir e se render. Às suas costas a quimera colossal de dez cabeças emergiu, inebriando-o e fazendo seus adversários baterem em retirada, aterrorizados, mortificados.

ㅤㅤTambém mortificado estava quando Hakkasha lhe despertou no raiar do dia seguinte. Já aguardava pelo estopim iminente da rebelião, então não foi pego de surpresa. Levantou-se às pressas e recolheu suas coisas, enquanto o sacerdote lhe atualizava da atual situação da cidadela.

ㅤㅤ– Há três grandes grupos armados subindo para a catedral, jovem eleito.– começou enquanto furavam o ar pelos corredores, depressa. Não vamos defender a cidade!? Os tumultos e a desordem já podiam ser escutadas avançando em direção a catedral. Os Soldados da Fé estão a postos.
ㅤㅤ– Eles não vão ser suficientes. – sabia, pois havia analisado os contingentes de todos os envolvidos e supostos envolvidos na insurreição. – Serão massacrados, e sua igreja e cidade destruídas.
ㅤㅤ– Engano, jovem Eru. Os Soldados são capazes de defenderem nosso templo de traidores, são homens de Jashin. Agora vamos, precisamos pegar a rota de fuga por segurança, pois não sabemos quais serão os danos colaterais desse confronto. – o garoto dos ossos cessou os passos.
ㅤㅤ– Sacerdote. – a voz ríspida e imponente também fez Hakkasha cessar os dele. – Ficaremos. Nada acontecerá conosco, nem com o templo. – disse tão profundamente seguro, que o Pontífice maravilhou-se. Era a autoridade Dele.
ㅤㅤ– Entendo. Entendo... claro, ficaremos, jovem eleito. Ficaremos. – uniu os braços colocando-os dentro de suas mangas e desviou a rota. – Se permaneceremos, é prudente que ao menos os noviços, Pernidas e eu, achemos um local seguro.
ㅤㅤ– A câmara. Pegue todos os que puder e se tranquem lá. – pelo o que se lembrava o local era resguardado e protegido o suficiente para tal. – Irei para o lado de fora. – e então se separaram.

ㅤㅤCruzava os salões do templo com os prelúdios da guerra santa furando-lhe os tímpanos. Quanto mais próximo, mais depressa ia, maiores as algazarras e também as tensões. Sensações ruins subiram por sua espinha dorsal, semelhantes a que sentiu quando encontrou Kala a primeira, algo como um medo, mas não um propriamente dito. Um pressentimento ruim talvez.

ㅤㅤOs portões já estavam à sua vista quando a multidão em protesto nos portões da igreja pressionaram os soldados a retrocederem. As barricadas já não o segurariam. Droga. Aumentou o passo.

ㅤㅤ– ABRAM O PORTÃO! – ordenavam.
ㅤㅤ– NÓS IREMOS APOIAR O PASTOR! ABRAM O PORTÃO!
ㅤㅤ– AFASTEM-SE, NÃO QUEREMOS MACHUCA-LOS! – Eru reconheceu o brado, era Iriel, o leal soldado dos Pontífices. Ao que tudo indicava liderava a defesa da catedral. – AFASTEM-SE! – repetiu o aviso.

ㅤㅤQuando os revoltosos o viram, a primeira reação foi uma parada repentina na troca de provocações com os Soldados. A atenção estava nele.

ㅤㅤ– ERU-SAMA! – gritarem. – PEÇA PARA QUE ABRAM OS PORTÕES!
ㅤㅤ– MARCHE CONOSCO ERU-SAMA. O PASTOR E VOCÊ SERÃO NOSSOS LÍDERES! Não... só há espaço para um de nós. Rebateu com veemência, mas só em sua mente. Continuou em silêncio, dando apenas seu vislumbre para o populacho.

ㅤㅤA multidão continuava a encurtar o espaço até os portões do templo. Iriel mantinha-se em posição ofensiva, com sua lança de bronze empunhada em riste, pelo menos mais cem Soldados faziam o mesmo. Ele e Eru se olharam.

ㅤㅤQuando perceberam que Kaguya Eru não tinha a intenção de partilhar suas reivindicações, a amálgama protestou, e o pior dos seus cuspiu:

ㅤㅤ– FALSO PROFETA! – a ofensa atravessou todo o alvoroço até os ouvidos de Eru, e por mais que jamais tivesse se considerado sequer próximo daquela alcunha, sentiu-se furioso. Cerrou os punhos em contenção.

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM Eru19

ㅤㅤ– VOCÊ É UM FARSA, GAROTO! KENSHIN É O VERDADEIRO SANTO DE JASHIN! – mais um. Os outros os seguiram, com ofensas piores, envenenados pelos dois primeiros agitadores. Vai acontecer. Uma certeza agora, e não mais um pressentimento.

ㅤㅤCada vez mais enraivecidos, três saltaram pelo bloqueio na direção de Eru, e mais três quando os Soldados da Fé tentaram interceptar os outros três, e finalmente a rebelião.

ㅤㅤLanças de bronze cobriram os céus vermelhos de Sarón, e ceifaram a vida de pelo menos uma centena de revoltosos na primeira saraivada.

ㅤㅤO garoto dos ossos pisou e fez o chão da catedral rachar-se em seu entorno, erguendo seu trono de ossos, majestoso, com construtos calcificados chegando aos seis metros, na intenção de assustar os insurgentes.

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM TAROUTACHI

ㅤㅤ– ENTREM PARA DENTRO DO TEMPLO, SOLDADOS. – ordenou o Kaguya. – PROTEJAM O TEMPLO DE DENTRO!

ㅤㅤA insanidade do momento era tamanha, que os fieis ao Pastor escalavam seus ossos, sim os ossos do Shikotsumyaku, uma vez que destruí-los era impossível. O que? Virão mesmo me enfrentar!? Deixou que as marcas amaldiçoadas de Kala lhe tomassem o corpo.


Notas:
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[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM Eru143

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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Dom 10 Jul - 4:00:00


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EPIFANIA APOCALÍPTICA;
MONOLOGIUM

PARTE XI


ㅤㅤEm maior quantidade, vieram até ele sem temor, acreditando que o menino não seria páreo para todos juntos, e estavam certos. A cobertura feita pelo Ō no Kokkaku não passou de um breve obstáculo. Por sorte não ergueu o trono em 360° se não estaria encurralado em sua própria técnica.

ㅤㅤPrecisava ganhar tempo para que Iriel e os poucos soldados que se mantinham no solo entrassem para dentro da catedral. O teto do templo era o local mais estratégico para se estar, e era de lá que os Soldados da Fé arremessavam suas lanças de bronze, diminuindo o número de revoltosos a cada arremesso. Se aquilo era uma atitude correta ou não, ética ou não, Eru só saberia quando pudesse percebe-la, e não só nota-la, por ora tinha uma horda de beatos à sua volta roubando-lhe toda atenção.

ㅤㅤCaso quisesse ser efetivo precisaria de algo em maior escala, e esse não era o forte de seu arsenal. Apenas duas habilidades tinham real potencial em área, uma estava fora de questão. Não posso usar a Shōmetsu no Mai aqui, poderia destruir a cidade e matar a todos. Com a "Dança da Aniquilação" descartada, sobrava então o Sawarabi no Mai. Tenho que tentar...

ㅤㅤViu-se num dilema, se saísse do alcance da multidão, essa se direcionaria aos portões do templo de Jashin, se isso acontecesse era o fim. Terei que ser a isca então... Como conseguiria sobreviver com centenas de pessoas o agarrando.

ㅤㅤSaltou para as escadas a frente do templo, vendo-os correr em sua direção como famélicos animais. Pensou em todos os noviços de dentro da igreja, crianças órfãs que em nada tinham a ver com as decisões de Hakkasha, o Pastor ou Jashin. Faria aquilo por eles. Izuku... Seu parceiro musculoso e abobado foi a primeira pessoa a vir à sua mente naqueles segundos derradeiros, Akemi veio depois.

ㅤㅤUma avassaladora quantidade de chakra foi lançada para fora do corpo, e seus osteoblastos começaram a produzir aquilo que, possivelmente, era a habilidade mais poderosa de sua kekkei genkai. Izuku... estava guardando isso para você.

ㅤㅤDe tom negro, tão escuro quanto carvão, os ossos de Eru moldaram-se através de seu corpo em forma de uma armadura, escamada como a pele de um dragão.


[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM AnyConv.com__07_2


ㅤㅤA visão magnífica, atemorizou e maravilhou muitos dos Soldados no telhado da catedral, e fez outros tantos insurgentes desistirem da investida até ele. Se Hakkasha o visse, cairia aos joelhos. Parecia um deus de fato, revestido com sua armadura e munido dos mais nobres e elevados ideais. Quem poderia se opor a ele?

ㅤㅤ"Ilúvatar" A alcunha ressoou em seu íntimo.

ㅤㅤO elmo foi o último molde a se completar, e então estava pronto para o impacto. Antes que o primeiro se jogasse na direção dele, pensou ter visto a estrela de oito pontos no lugar da lua de sangue, um sinal talvez, mas era improvável.

ㅤㅤOs muitos corpos começaram a se amontoar em cima da carapaça, pressionando-o para baixo. Mas sua armadura era inquebrável, tal como o próprio. Se eu morrer, Izuku... Faça a Cabala por nós dois.

ㅤㅤAguentou de pé o quanto pôde, mas foi aos joelhos logo, e em seguida ao chão. Centenas e centenas de camponeses arriscavam suas vidas para o verem morto, aglutinando-se contra ele, esmagando, pisoteando e soterrando. Maldizendo-o como um ladrão, amaldiçoando-o como um verme. Queriam-no morto. O odiavam.

ㅤㅤE ali, dentro de sua sublime armadura, Kaguya Eru viu o mais primitivo dos sentimentos humanos; o medo.


Notas:
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[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM Eru143

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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Seg 11 Jul - 2:18:30


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EPIFANIA APOCALÍPTICA;
MONOLOGIUM

PARTE XII


ㅤㅤMesmo protegido pela armadura maciça feita de ossos, que impedia que o corpo chacoalhasse mais do que o suportável sob o peso descomunal dos fieis sobre ele, as ofensas, por outro lado, transpassavam o material calcificado, atingindo seus ouvidos, contristando seu âmago. Os olhos, fitavam o a parte interna do elmo da Kanzen no Mai, vazios, esforçando-se muito para não pensar em nada. Talvez se pensasse, chorasse, ou cometesse até um despautério.

ㅤㅤPermaneceu pisado e insultado enquanto os Soldados da Fé ganhavam tempo. Quando o último deles entrou na igreja, os outros já estavam a postos para fechar o gigantesco portal de entrada, e o fizeram em tempo recorde. Eru ouviu quando os dois portões foram enfim selados. Aquilo os daria tempo.

ㅤㅤUma manada estava sobre ele agora, aterrando-o sob milhares de pegadas, colocando a resistência de sua armadura no limite. Quantas toneladas seus ossos poderiam aguentar? Sentiu um calafrio percorrer a espinha quando pensou ter ouvido os ossos da couraça racharem. Não. Essa armadura é indestrutível. Negava-se a acreditar. Dessa vez o som da fissura foi mais audível, e imediatamente injetou chakra em seus osteoblastos, para reforçar sua condensada armadura. Agora eram duas, uma sob a outra.

ㅤㅤQuase sete minutos abaixo dos pés dos insurgentes e o oxigênio já começava a lhe faltar, havia deixado apenas pequenos orifícios espalhados pela armadura, e eles já não estavam mais sendo o bastante. O que eu faço!? Se desfizesse-a, morreria como um inseto, esmagado, se não a desfizesse, morreria asfixiado. Pensou em usar seu Shichi Tenkohō, que aumentava a capacidade de seus pulmões de armazenarem o ar, mas se não havia ar para ser armazenado de nada adiantaria. O que eu faço!? O que eu faço!? Seu sistema nervoso disparou novamente em alerta, com os mesmo sintomas que havia sentido quando alucinara com o maludivinorum se repetindo. Sentiu-se ainda mais sufocado. O que eu faço!? O que eu faço...!?

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM Df6efaba6acfe7e3dadd5901a34475ee

ㅤㅤ– ERU! ERU, SAIA DAÍ! – A voz de Iriel surgiu do lado de fora. – SAIA DAÍ!

ㅤㅤNum átimo de fôlego deixou que as marcas de Kala o assumissem por completo, e na sequência seu Shichi Tenkohō. Era tudo ou nada.

ㅤㅤCom a imensa injeção de força física acarretada pelas duas transformações, forçou o corpo contra o peso das pessoas sobre ele, fazendo-as desequilibrar e se chocar contra o peitoral da placa de ossos que o revestia, assim conseguindo erguer o torso. Mais um esforço, e conseguiu por os joelhos no chão.

ㅤㅤFoi ao limite de suas energias para conseguir posicionar os metatarsos de seu pé direito, de maneira que lhe permitissem impulsionar-se para fora dali, e quando o fez pulou, um impulso último de sobrevivência. A pressão do salto fez um cratera no solo de pedra, lançando vários dos revoltosos para a borda do círculo do impacto.

ㅤㅤVoou cinquenta metros para à esquerda, e foi em direção ao telhado de uma das inúmeras capelas que circundavam a catedral. Desfez o elmo de ambas as armaduras imediatamente, inspirando uma gigantesca quantidade de ar graças ao Shichi Tenkohō. Não desmaiou como temia.

ㅤㅤAtingiu e destruiu o cume da pequena capela, mergulhando no sacro lugar como um ímpio. Arfou e continuou a puxar o fôlego com intensidade, mas tirando sua quase asfixia, seguia incólume, o emocional porém, esfacelado.

ㅤㅤ– Ele entrou por aqui, tenho certeza!
ㅤㅤ– Eu também o vi cair aqui.

ㅤㅤSaíam... Me deixem em paz! Esbravejou no íntimo, exausto, os olhos a encher de lágrimas. Seriam de tristeza?


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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Ter 12 Jul - 1:30:41


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EPIFANIA APOCALÍPTICA;
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PARTE XIII


ㅤㅤForçaram a aldraba da capela e viram que estava trancada. Isso não os impediria obviamente. Ouviu quando romperam o cadeado aos trancos., estavam a caminho de encontra-lo. Escondeu-se detrás do púlpito de mármore, mas os destroços, tanto do telhado quanto do chão onde caíra, facilitavam que os revoltosos tivessem noção do perímetro em que estava.

ㅤㅤ– Ali! – um deles avisou, pelo menos vinte outros estavam com ele, com armas improvisadas, porretes e pedaços de ferro. Saiam, por favor! Saiam... Não imaginou que todo aquele ódio coletivo lhe afetaria assim, além disso manter a Kazen no Mai ativada exigia um intenso esforço energético e físico dele, contudo desfaze-la estava fora de questão.

ㅤㅤVendo-os se aproximar, eriçou seu úmero, rádio e ulna, e os forçou a se condensarem em uma amálgama de cálcio ao redor de seu membro direito, que logo se estabilizou numa broca acuminada e espiralada; lá estava sua Flor. Investiu contra a parede de arenito às suas costas num ímpeto e explodiu-a, criando uma saída de emergência, e rapidamente seguindo por ela. Com os destroços deixados para trás ganharia alguns segundos de vantagem, impulsionando-se aos ares mais uma vez, para aterrissar sobre o telhado da catedral de Jashin.

ㅤㅤOs Soldados da Fé continuavam a perfurar o bronze de suas lanças nos insurgentes, mas a quantidade de artilharia já estava minguando. Em contrapartida a assuada arremessava sobre os telhados da igreja tudo o que tinham disponíveis; pedras, pedaços de madeira, aço sucateado, e outros objetos de mesmo valor. O solo do templo aquela altura já era uma mistura asquerosa de sangue, suor e poeira. O cheiro da guerra... observou angustiado.

ㅤㅤ– Eru, você está bem!? – Iriel veio até ele aliviado, sabia que se Eru tivesse morrido, Hakkasha morreria em seguida.
ㅤㅤ– Sim. – forçou-se a parecer estável, controlando a respiração para não demonstrar-se ofegado. – Qual a situação? – a intensa balbúrdia dificultava a interlocução dos dois.
ㅤㅤ– Os portões são grossos, vão resistir um pouco mais, mas nossas lanças já estão chegando ao fim. – O líder dos Soldados precisou aumentar o tom para ser escutado. – Precisamos para-los, alguma ideia?

ㅤㅤVisualizou o cenário catastrófico em amplitude, e notou que toda a multidão estava contra a catedral, forçando os portões de fora para dentro na intentando derruba-los. Alguns Soldados abatiam e feriam os revoltosos que ficavam na borda, mas estavam longe de serem suficientes. É isso! Algo borbulhou em sua mente, e era algo que só ele podia fazer. E se eu fecha-los? Prensa-los entre os portões da igreja e o meu...

ㅤㅤ– Iriel, atraia a atenção deles para vocês, tive um plano. – Bradou ao jovem general. Tem que dar certo.

ㅤㅤPressionou o antepé na telha da catedral e voou num acesso de força, tão furiosamente veloz que conseguiu atravessar as varias dezenas de metros da rebelião, e se colocar detrás delas. Agora!

ㅤㅤLevou ambas as mãos ao chão e conjurou seu cemitério de ossos. Ossos de tamanhos variados emergiram do subsolo como brotos de samambaias, muralhando a multidão e fechando-a contra os portões da igreja. Havia controlado a criação descontrolada do jutsu com um intenso esforço e controle de chakra, e parecia ter tido êxito. Consegui!?

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM 08

ㅤㅤTornou-se um com o Sawarabi no Mai como nunca havia feito antes, fundido-se aos ossos. Não se lembrava que era capaz de tal façanha. Percorrendo pelos vários metros de uma das barricadas calcificadas, colocou-se para fora dela e viu os Soldados exultando. Abaixo os revoltosos se aglutinavam, presos aos ossos de Eru e os portões da igreja. Deu certo.


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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Qua 13 Jul - 2:42:10


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EPIFANIA APOCALÍPTICA;
MONOLOGIUM

PARTE FINAL


ㅤㅤCerceados por completo, o desespero veio átona em seguida, em forma de gritos e protestos. Não só isso, os corpos se espremendo e sufocando-se uns contra os outros também tornava insuportável a permanência naquela situação. Vão se render, não tem outra saída. Era uma questão de tempo, ele soube.

ㅤㅤLá de cima conseguia vê-los todos, e eram tão indistinguíveis que as vezes pareciam um só, e não vários. Observou os Soldados da Fé continuarem a arremessar suas lanças em direção a multidão, outrora suportara tais atos por acreditar que eram necessários, porém agora eram só cruéis.

ㅤㅤ– JÁ CHEGA, ELES JÁ ESTÃO PRESOS! – bradou com autoridade, envergonhando os carrascos. Iriel o olhou com temor, também não fizera nada para impedir aquela perversidade. Aos poucos os lançamentos foram cessando, enquanto os olhos de Eru os fitavam com furor. Vocês não são irmãos, seus desgraçados!?

ㅤㅤQuase vinte e cinco minutos enclausurados entre os ossos de Eru, e os revoltosos já imploravam por liberdade.

ㅤㅤ– SOLTEM-NOS!
ㅤㅤ– NÓS DESISTIMOS!
ㅤㅤ– POR FAVOR, SOLTEM-NOS!

ㅤㅤO ideal era que de fato estivessem falando sério, e o menino pudesse desfazer sua técnica e leva-los a justiça de Hakkasha. Mas e se for um blefe? Podem fugir aos montes e continuarem a apavorar a cidadela assim que eu os soltar. Se não os soltasse também, estaria infligindo a eles sensação semelhante a que sentiu enquanto asfixiado dentro de sua armadura, e não era o que queria.

ㅤㅤÀs suas costas escutou sons de cascos de cavalo ressoando, assim como um alarido que vinha se aproximando. Os Soldados detrás dele também ouviram, pareciam saber do que se tratava. Hum!?

ㅤㅤ– São os Filhos! – Iriel vociferou aos seus, e a maioria exultou. Filhos? Não recordou do nome, mas Pernidas já os havia mencionado durante o assalto dos Descendentes Vermelhos.

ㅤㅤConseguiu observa-los melhor quando cruzaram em marcha pela avenida principal da cidadela. Pelo menos uma centena de cavalos e camelos de guerra trotavam ligeiros na direção da catedral, montados neles, guerreiros mercenários com araques nas mãos e máscaras, e alguns com turbantes na cabeça.

ㅤㅤSe tentassem passar pela entrada principal da igreja de Jashin ficariam retidos pelas barricadas calcificadas do Sawarabi no Mai, e Eru não o desfaria até ter certeza de que era seguro. Seus cativos porém, continuavam a lamuriar em desespero.

ㅤㅤO assombro da cavalaria ao se deparar com a Dança das Samambaias não podia ser diferente, jamais tinham visto nada como aquilo. Ninguém vira.

ㅤㅤNum garanhão marrom escuro e de pelagem sedosa, um homem pôs-se a frente. Seu nome era Hivashi, e se enunciava como o líder dos Filhos do Sacrifício, e o Kaguya então se recordou de já o tê-lo ouvido, tanto o homem quanto os grupo. Com sua araque em riste, ele hesitou ao observar o menino dos ossos fundido com a monstruosa estrutura esbranquiçada, entendeu que se tratava de um ninja. Hivashi já havia escutado os rumores sobre Eru, e uniu os fatos em sua mente.

ㅤㅤ– Tu é Eru, garoto? Hakkasha-sama declara grandes coisas em teu nome.Me conhece!? Um questionamento ingênuo, todos ali o conheciam, direta ou indiretamente.
ㅤㅤ– Sim. – nem precisava te respondido, o líder dos Filhos já tinha certeza. – A situação está sob controle agora, vou precisar do apoio de vocês para conter os insurgentes presos atrás dessa parede de ossos. – disse na entonação mais aguda que conseguiu, já que os ruídos sonoros da multidão eram ensurdecedores.

ㅤㅤHivashi não contrariou a ordem, mas também não assentiu.

[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM Eru20

ㅤㅤBom, agora é a parte difícil... Precisava desfazer o Sawarabi de forma estratégica, a permitir que - os agora prisioneiros - saíssem em condições de serem presos e contidos pelos Soldados com apoio dos Filhos.

ㅤㅤArrazoou por um breve momento e decidiu manipular duas grandes barricadas calcificadas à direita da entrada principal do templo. Hivashi e seu bando rapidamente se direcionaram para a fenda, para que capturarem e contivessem os cativos. Igualmente os Soldados os acompanharam.

ㅤㅤViu atitudes cruéis novamente, dessa vez por parte dos Filhos, que cortaram a mão de um idoso e degolaram um outro, simplesmente porque tentaram escalar por entre os outros para serem os primeiros a saírem. Aquilo o feriu, injustiça lhe descia como uma pedra na garganta, mas o que ele poderia fazer? Os noviços, lembre dos noviços.

ㅤㅤAos poucos observou a situação sendo estabilizada, a multidão antes desgovernada era posta as correntes, e os demais Soldados espalhados pela cidadela chegavam em apoio. Esperaria até que as prisões massa terminassem, para só então encerrar seu gigantesco jutsu.

ㅤㅤO solo de Sarón havia se tornado vermelho agora, e não era pela lua de sangue...

Notas:
Habilidades/Jutsus usados:
Armas lendárias:

.
@mm

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[CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM Eru43

I hate to let you go, but if I don't
Then we both know
I'll bury us both, fed to the night
As ghosts




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Powder
Jōnin
Powder
Vilarejo Atual
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Re: [CAPÍTULO] EPIFANIA APOCALÍPTICA; MONOLOGIUM - Publicado Qui 14 Jul - 0:23:05

@ Solo aprovada
2 missões rank-A (recompensas máximas)
4 materiais básicos

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