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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Timeskip] — Midaëte - 29/1/2020, 12:30


A primeira noite, o primeiro sonho. A noite se levantava e, com ela, vinham os ventos. No conforto do gabinete, levantei-me da mesa e segui até as janelas, ouvindo os sibilos do zéfiro confrontarem as vidraças e as finas cortinas. Meus olhos abalroarem-se no exterior, e logo perderam-se no breu noturno, avistando focos de luzes que, aos poucos, se apagavam. Um silêncio inquietante surgia, e depois, a momentânea tranquilidade desvanecia. A ventania aumentou num rompante, do nada. Gritos irromperam no vilarejo, fazendo subir redemoinhos de poeira. Entrópicos, os turbilhões rodopiavam e avançavam irrefreáveis pelas avenidas numa forma tão fantasmagórica quanto haviam surgido. As copas das árvores eram varridas pela força da natureza, bem como os transeuntes que eram engolidos inteiramente por aquele fenômeno. Estatelaram-se com fragor as construções, e a destruição imperou no aldeado como um verdadeiro episódio apocalíptico. Depois de segundos, tudo acabara e nada pude fazer. E eu acordei...

Com o rosto encharcado de suor, levantei-me da cama arfando pesadamente. Um sonho. Pensei, fechando os olhos e tomando um longo suspiro, o suficiente para que me acalmasse levemente após aquele triste devaneio. Meus ouvidos pareciam chiar, mas ainda conseguiam escutar o mundo lá fora. Silêncio. Nem mesmo o canto dos pássaros podia ser ouvido. Nem sequer o barulho dos ventos. Por precaução, levantei-me da cama, ascendi as lamparinas e olhei pelas ventanas, vendo que tudo continuava igual à anteriormente. Nada havia sido destruído. Assim, venci a inquietação e, acalmada, coloquei a mão no peito e segui de volta para o aconchego do leito, me abrigando em meio às cobertas e me protegendo do frio daquele inverno interminável. Tornei aos braços de Morfeu, mas desta vez, para minha felicidade, não sonhei.
~

A segunda noite, o segundo sonho. O sol estava escaldante, e sua luz refletia sobre um grande lago coberto de uma bruma colorida. Tudo ao meu redor tremeluzia como uma substância opalescente, e no alto, levitando como um espectro, eu adejava por aquele vasto oceano e me deparava com um grande reino estampado ao fundo de um magnífico outeiro. Agraciados pela beleza do lugar, meus olhos passaram a fitar cada centímetro do castelo que ocupava as redondezas, ainda conseguindo fitar, de longe, as pessoas caminhando tranquilamente pelas avenidas ladrilhadas, as sentinelas vigiando no alto das muralhas, os diversos mercadinhos espalhados no lugarejo e até mesmo a acrópole onde, possivelmente, os cidadãos realizariam cultos de cunho religioso. Em poucos segundos, entendi que aquela era Camm, minha terra natal, o reino onde nasci; o reino de Uther, meu pai, que posteriormente foi tomado por minha irmã, Gwenhwyfar.

A beleza teve seu fim quando, subitamente, o oceano se agitou. A água sublevou-se na forma de ondas monstruosas, tomando parte no reino dos mares e, logo em seguida, no reino da terra. Irromperam contra as pedras, e depois contra a orla do reino, afastando embarcações e derrubando postes e demais construções. A maré aumentou profundamente, encharcando os civis e os levando para as profundezas. O céu escureceu com rapidez, e o horizonte, antes brilhando em uma aquarela de cores, escurecia ainda mais. O quebra-mar desapareceu, e espuma branca esguichava por todos os ladros, invadindo as ruelas e as avenidas com ímpeto. O barulho se intensificou, e logo, ficou escuro como se fosse noite. O vento já não mais silvava, parecia uivar como uma alcateia de lobos. Uma grande onda apareceu; um tsunami de proporções inacreditáveis. Ele cresceu sobre o reino, tomou forma e avassalou contra o castelo, fazendo-o ruir com um único baque. Um grande estrondo se levantou, um estrondo incessante. Camm viera à ruína, e mais uma vez, nada pude fazer. E eu acordei...

Mais uma vez, na calada da noite, eu fui afligida por um pesadelo. O rosto coberto de suor denunciava meu alarde, bem como meus olhos arregalados, mirando o vazio da escuridão notívaga. Levantei-me, colocando os pés descalços no soalho de madeira e sentindo um frio pacato subir pela espinha e findar no topo de minha cabeça. Um arrepio me cobriu, e nesse instante, o sonho de outrora ofuscou meus pensamentos, fazendo com que meus olhos se marejassem brevemente. Lembrei-me de minha irmã, bem como da vez em que me aventurei em Camm. Tentei me acalmar, mas era impossível tranquilizar-me totalmente. A calmaria nunca vinha após a tempestade. Perturbada, voltei aos domínios de minha cama e tentei concentrar-me no silêncio daquela noite, controlando a respiração e tentando desviar a mente das cenas ruins que eu havia visto naquele devaneio. Venci a inquietação e dormi depois de muito tempo, me chacoalhando na cama para tentar refrescar o meu corpo. Assim, entendi que o verão finalmente havia chegado.
~

A terceira noite, o terceiro sonho. A besta em meu interior grunhia, fitando os céus com seus olhos verde-água. Seus relinchos ecoavam naquele cenário devastado, um descampado de terra batida e relva morta. Não existia vida, apenas a morte. No alto, para onde a cinco-caudas olhava, postava-se um homem, ou, melhor dizendo, um deus travestido de homem. Ele exibia longos cabelos cor de mel e estava trajado em uma túnica longa e cinzenta. Sua expressão era sublime, com os dois olhos fechados e rosto empalidecido. A aparência era, de fato, serena, mas seu poder era magnânimo. Súbito, sua vista abriu-se, e o brilho de seu olhar subjugou-me, fazendo-me ajoelhar na terra. Inconscientemente, minha cabeça se abaixou e o medo tomou-me por inteiro. Minha fera-de-caudas fez o mesmo, sendo silenciada por aquela presença maligna. O silêncio, antes sepulcral, foi sucedido pela firme voz daquela deidade, que pronunciava uma antiga profecia.

—— ”Temei, pois eis que se aproxima o Destruidor das Nações. Que comprimirá com os pés vossas terras, dividindo-as em lotes. Vossas cidades serão destruídas e despovoadas. Morcegos, bufos-reais e corvos ocuparão vossas casas e serpentes farão nelas seus ninhos. Em verdade vos digo que se aproxima o Tempo da Espada e do Machado, a Época da Selvageria Lupina. Acerca-se o Tempo do Frio Branco e da Luz Branca, o Tempo da Loucura e o Tempo do Desprezo, Tedd Deireádh, o Tempo do Fim. O mundo morrerá congelado e renascerá com o novo sol."

A voz se perdeu no além, e o homem loiro brilhou ainda mais sobre a luz do sol. Ele veio até mim e tocou em minha cabeça com sua mão pálida, um toque débil, mas perverso. De repente, chamas me consumiram por inteiro. E eu acordei...

Levantei-me rapidamente da cama, sem ar, sufocada pelo pesadelo e pelas chamas do deus-do-mal. Resfolegando, me movi até o banheiro e postei-me defronte o espelho, notando que meu corpo continuava intacto. Tentei me controlar, suspirando lentamente e fechando os olhos, meditando. Kokuō, em meu âmago, nada disse, mas parecia preocupada com meu estado. Então, lavei meu rosto com água fria e tomei um banho rápido, me desvencilhando das amarras climáticas daquele começo de verão. Depois de algum tempo, venci a inquietação e voltei à cama, dormindo – embora ainda estivesse um tanto perturbada pelo devaneio.
~

O dia. Dessa vez, pela manhã, reservei-me à pôr fim aos pesadelos que me afligiam nas noites. Depois de buscar conselhos no vilarejo, decidi que deveria acalmar os meus pensamentos, pois apenas a calmaria poderia me trazer paz. Então, sentei-me no sofá da sala de estar e fechei os olhos, meditando sob a famosa posição de lótus. A respiração cadenciada, assim como os batimentos cardíacos, tranquilizava meu corpo; e a mente vaga, desprovida de qualquer trivialidade ou negatividade, tranquilizava meu espírito. Permaneci assim durante muito tempo, passando-se, minutos e horas como se fosse um piscar de olhos. Nesse tempo, nenhum barulho era captado pelos meus ouvidos, nem o tique do relógio, nem o canto dos pássaros. Terminei pela noite, quando a lua já se situava no topo da abóbada, e voltei a repetir esse exercício em outros dias deste começo de verão. Para minha felicidade, os pesadelos acabaram; contudo, as ameaças dos mesmos ainda eram verdadeiramente reais.

1310 palavras. Filler de passagem de tempo utilizado para aprender a qualidade treinável Calmaria (02). Link comprobatório.

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“– A fragmented memory of events yet to transpire...

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Vilarejo Atual

Re: [Timeskip] — Midaëte - 29/1/2020, 14:10

Aprovo.
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.