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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[FILLER] O Kaguya e a Lua. - 17/8/2019, 17:19


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O Kaguya e a Lua

Já ouviram falar em injustiça? Garanto que sim. Já sentiram a perda de um ente querido? Garanto que sim mais uma vez. Já se sentiram obrigado a carregar o peso do mundo nas costas? Também garanto que sim. Todas essas coisas podem facilmente compor a realidade dos ninjas, independente da família, independente da aldeia que pertence, independentemente do cargo que possui como ninja, injustiça, perdas e fraquezas fazem parte do dia a dia daqueles que se dedicam a enfrentar quaisquer perigos por ordens daqueles que permanecem sentados em seus gabinetes. Jamais teria pensado em como tudo havia acontecido se não fosse pela fraqueza que sentia ao deitar a cabeça na cama e fechar os olhos, entrando em um mundo onde não possuía mais o controle da situação deixando que as lembranças invadissem os sonhos como flechas miradas o peito, causando dor e um sangramento incessável, que aos poucos tirava a vida do ser, entregando apenas o frio vazio da vida como uma realidade a ser aceita. Quando me deito, não consigo deixar de pensar nela, em seu sorriso e como cada fio de seu cabelo a fazia perfeita, estando em harmonia com sua mente e corpo, como se todos os problemas do mundo fossem repelidos ao se aproximar de sua aura de bondade, gentileza e sabedoria. Lembro-me de cada abraço, cada beijo dado em minha testa antes de dormir e de cada bronca que levei quando fiz algo de errado, mas nunca a decepcionei apesar dos erros infantis. Olhar para seus olhos era como admirar a Lua, sentindo o brilho confortar o corpo como se me abraçasse a distância, como se suas doces palavras me dissessem que tudo acabaria bem no final do dia e quando acordasse tudo estaria novo novamente, me esperando para novas descobertas e novos aprendizados. Ela era realmente única, incrível, perfeita, como nenhuma outra jamais será. Perde-la acabou com meu mundo, amassou meu ser reduzindo a uma bola de papel sem utilidade alguma, bastava encontrar um cesto e atirar como lixo, descartando sua existência. Contudo, até mesmo uma mera esfera usada de papel havia salvação, reciclando e transformando em algo completamente novo, não permitindo que seu estado físico impedisse de ser algo melhor, reaproveitado de um trauma extremo. Foi como me senti acordando naquele hospital, sem meu braço esquerdo e sem minha mãe eu era apenas uma bola de papel esperando o cesto de lixo, mas olhos gentis de um ninja da folha me mostrou outros caminhos, distanciando minha mente das coisas ruins e me preparando como um ninja, reciclando aquele papel para algo novo e muito melhor, de utilidades e possibilidades infinitas. Apesar de todo o esforço, a melhora era temporária e poderia ter diversos problemas se não fosse bem administrada e tratada, fazendo com que a criação pura e inocente se corrompesse em violência e egoísmo, agindo cada vez mais ao próprio bem estar, tornando-me um ninja individualista que não se importava com a dor alheia, a morte, a injustiça e a perda... afinal, não era disso que todos eram feitos? Um a mais ou um a menos não seria notado pela grande massa.

Quando, por um instante, tive controle do que acontecia em meus sonhos, um detalhe que estava sempre inquieto era ele, meu pai. Nunca presente, com uma gentileza que era totalmente inexistente em sua vida, deixando uma lacuna na história, principalmente naquele dia. Já deixei dias e mais dias serem perdidos por conta dele, por conta dos detalhes que me faziam delirar em desespero, por ter fugido de todos nós no dia da morte dela, no dia em que fomos atacados e deixados para a morte, salvo pela Folha quando meu corpo já se despedia do mundo material. Desde daquele acontecimento não o vi, não soube da sua existência, vivo, morto, jogado para os vermes comerem ou vivendo uma vida de riquezas, ninguém, nem mesmo os melhores da Folha conseguiram o encontrar, já me deixando alerta de suspeitas quanto a sua fidelidade a família, dizendo que nós vendeu para um bando de mercenários que caçavam as qualidades Kaguya. Muitas informações e poucas provas, o nome Maechyl nunca mais foi citado pela história. Demorou muito para alcançar o estado em que estou hoje, a força, a dedicação e a vontade de evoluir foram crescendo comigo como aliadas que nunca me deixariam na mão. Contudo, como um mal que equilibra a luz, a frieza, crueldade, individualidade e egoísmo vieram no outro lado da balança, trazendo para meu ser a verdadeira natureza dos Kaguya, como um guerreiro cruel que as histórias contavam, mas com a doçura, gentileza e amor adormecidos por camadas e camadas de ódio pela injustiça do mundo Ninja. Naquele dia, após a dificuldade em descansar o corpo e a mente, saltei pela janela até um dos pontos mais altos da aldeia da Folha, onde poderia me sentar e ficar em paz com a minha mente. Observei o dia inteiro ir embora, parado na mesma posição respirando lentamente deixando todo meu corpo trabalhar na concentração. A luz do Sol fraquejava, mudando seus tons amarelados para o alaranjado do entardecer e consequentemente para a escuridão completa que a noite proporcionava, iluminada pelas infinitas estrelas no céu e por ela, a grandiosa Lua, inabalável e única, minha inspiração para a vida, a representação da minha amada mãe no céu, observando e me mostrando o caminho até mesmo na escuridão, onde o Sol já não tocava e a vida era completamente diferente do foi durante o dia. Para não permitir que ficasse ali, parado até o início do próximo dia, onde o Sol voltaria a tona. Levantei, com certa dificuldade e negação, como se no fundo não quisesse ir embora mas era extremamente necessário. Sem a força de antes, fui lentamente descendo, chegando no telhado e nas ruas, atravessando os becos escuros me guiando pelo aroma do restaurante de lamen, desejando completar minha jornada pessoal e psicológica com a barriga cheia e algo atual como o Lamen. Assim, devoraria a tigela, tomando a sopa para aquecer, me tirando um sorriso entre aquelas ondas de memorias. Finalmente, voltaria para casa, me sentindo bem por tirar o dia para repensar na minha trajetória inteira, estranhamente me sentindo preparado para o futuro.

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Blackfeather'
Genin
Blackfeather'
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Re: [FILLER] O Kaguya e a Lua. - 18/8/2019, 09:21

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