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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Nero.
Jōnin
Nero.
Vilarejo Atual
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[Filler 3.0] Jiro - 27/6/2019, 11:23





Filler
TEMPORADA DE CAÇA



Sinta na pele, dia após dia, quem você realmente é







As cortinas se abrem.
  ── Jiro, levanta!
  A voz era da minha mãe. Não abri meus olhos, mas a claridade, quando chegou ao meu quarto, me perturbou. Cobri meu rosto com a coberta e rolei para o outro lado da cama, dando as costas para a luz. Eu realmente não estava nem um pouco a fim de acordar, mas eu sabia que aquele momento com a minha velha não havia acabado ainda. Senti as mãos dela me tocarem na costela. Ela agarrou com força o cobertor e o puxou de forma bruta, não sei o que ela fez com ele, eu permaneci com meus olhos fechado e me encolhi. Foi quando, então, meu corpo começou a ser chacoalhado.
  ── Levante de uma vez, mocinho! ── imperou. ── Seu pai está à mesa esperando por você!
  A última frase me despertou. Num movimento brusco, me virei e fiquei sentado, olhando minha mãe.
  ── O papai tá em casa?!
  ── Sim e ele quer conversar com você sobre alguma coisa.
  Ela virou de costas e foi apanhar a coberta que ela jogou longe. Eu a observava dobrando a roupa de cama, com um semblante que mais parecia uma grande interrogação. O que será que meu pai quer comigo? Mas, não fiquei me indagando por muito tempo, se o coroa estava em casa, era bom aproveitar esse momento raro. Fui correndo para o banheiro, apanhei a pasta e a escova de dentes e fui para o chuveiro. Banhei e escovei os dentes ao mesmo tempo para ganhar tempo. Nem cinco minutos fiquei em baixo d'água, já fui me secando e correndo para o armário, aonde pus minha camisa preta e minha bermuda branca e, por fim, apanhei minha bandana e a prendi em minha testa. Corri para a mesa do café, bastante apressado, como se algo não pudesse escapar - no caso, alguém.
  ── Mãe, to descendo!
  Avisei, já numa correria até a cozinha. Quando cheguei, meus olhos quase não acreditaram. Era verdade, meu pai estava lá! Ele e Asami estavam lá, ele de pé preparando café para ela e ela com um sorriso enorme. Não pude esconder a felicidade e estampei um sorriso de uma orelha à outra. Meus ombros foram tocados ao mesmo tempo e, logo em seguida, minha bochecha foi beijada. Olhei para o lado e era a mamãe, sorrindo feito boba.
  ── Você está a cara do seu pai com essa bandana. Está lindo!
  ── Ora, veja só quem acordou! ── disse o velho.
  ── Irmãozão! ── era a Asami, toda alegre. ── Senta com a gente!
  E como eu recusaria um convite daqueles? Minha mãe caminhou em direção ao meu pai, se cumprimentaram e logo ela estava sentada ao seu lado. Não tardei e logo sentei-me bem perto de Asami e esperava pelo prato que meu pai estava preparando. Era complicado de acreditar que o Hokage estava fazendo café da manhã para mim. Mas, enfim. Ele serviu-nos, um por um, um prato contendo dois pães, ovos mexidos e colocou um pote com manteiga ao centro. Eu não parava de pensar no que meu pai queria comigo, mas estava ocupado demais aproveitando aquele momento em família. Contudo, quando todos terminaram as refeições, eu não poderia ficar quieto.
  ── Pai ── disse. ── a mamãe falou que você queria conversar comigo. Sobre o que se trata?
  ── Bem lembrado! ── ele ia se esquecer. ── Tem um grupo que irá partir em uma missão hoje, são três genins e havia um Jōnin os liderando, mas ele precisará partir em outra missão a pedido pessoal do Hokage. Se você quiser ir no lugar dele, acho que seria uma experiência bem legal. O que me diz?
  ── Papai, como um Sarutobi, você deveria saber muito bem que não se pergunta a um macaco se ele aceita uma banana. ── debochei, com um enorme sorriso.
  ── Esse é o meu garoto! Então, vamos indo, certo?
  É um sonho, só pode ser! Sair para trabalhar com meu pai, ele em casa fazendo café da manhã. A ficha não queria cair, mas minha felicidade é imensa! Eu não pestanejei, nem pensei duas vezes. Ambos, eu e meu velho, nos despedimos da mamãe e da Asami e partimos. O deslocamento para a academia sozinho era meio chato, tedioso, mas estava acostumado. Durante a correria até o gabinete, eu não me continha e diversas vezes o olhava, admirado e para certificar-me de que não estava sonhando. Vez ou outra ele olhava também e sorria. Eu estava em outro mundo, só podia ser. Não trocamos uma palavra, mas era tão bom estar ali que a viagem até o gabinete foi bem rápida, ou pelo menos, pareceu ser.


Gabinete de Missões, 09:00 AM
  Chegamos ao escritório do papai. E lá, aparentemente, já estava o tal grupo que ele havia mencionado. Um cara com um colete verde, duas garotas, uma loira e uma com cabelo preto e olhos brancos, e tinha um garoto também, com o cabelo preto e preso. E todos se curvaram quando meu pai abriu a porta e entramos. Ele caminhou até sua mesa. Fiquei parado; quando estava mais próximo do grupo, apenas o olhei para meu velho, o observando.
  ── Hotaru, este é o Jōnin que eu havia lhe falado.
  ── Takumo-san, esse não é o seu filho?
  ── O próprio! ── ele sorriu.
  ── Ora, podia ter dito antes! ── pareceu empolgado. ── Tenho certeza de que o grupo estará em boas mãos.
  ── Certamente, sim. Agora, por favor, vamos detalhar a equipe e a missão para o novo líder.
  ── Oh, verdade! Bom, a equipe está bem diversificada! hehe
  A conversa fluia, pareciam ter esquecido dos genins. A menina do clã Yamanaka me olhava de um forma estranha, enquanto a Hyuuga parecia me encarar com um pouco de receio, porém. O Nara mal ligava para a minha presença ali. Na verdade, ele não parecia muito interessado em absolutamente nada por ali, parecia nem querer estar presente.
  ── Jiro. ── chamou-me a atenção o velho.
  ── Hai! ── respondi, prontamente.
  ── Deixe-me apresentar a equipe. Seus subordinados nesta missão serão serão Yamanaka Inoue, Hyuuga Hidemi e Nara Shikatarou.
  Eu olhei para todos e acenei, sorrindo singelamente. Inoue sorriu de volta, parecia empolgada; Hidemi corou, um pouco mais tímida; e Shikatarou bocejou. Apesar da diversidade na personalidade de todos ali, eu estava bem animado para começar logo a missão, embora não fizesse ideia do que se tratava, para necessitar de tantos shinobis, ainda que inexperientes, não deve ser uma tarefa lá tão simples.
  ── Quanto a missão de vocês, bem, Hotaru...
  ── Se me permite, senhor. ── curvou-se. ── A missão será capturar dois cervos na propriedade de um famoso médico para que ele possa tirar seus chifres para fazer remédios.
  Bom, não era uma tarefa lá muito complicada, mas aqueles animais são realmente grandes, então, talvez por isso precisem de tanta gente. Enfim, não tinha mais necessidade de estarmos ali. Meu pai havia me apresentado ao grupo, faltava só começarmos a agir. Então, liderados por mim (hehe), fomos os quatro guiados até as propriedades do doutor. O passo era acelerado, quanto antes chegássemos lá, melhor. Eu estava mostrando um semblante brando, mas por dentro estava era empolganto! Conhecer pessoas novas, sair em uma missão como o ninja mais experiente. O dia que começou bem, estava ficando cada vez melhor.
  O trajeto levou aproximadamente meia hora.
  Eram nove e meia da manhã quando chegamos a propriedade aonde iriamos iniciar a caçada aos cervos. O local era como uma fazenda, uma casa grande com um cercado e um pequeno gado, mas o que era impressionante era a vasta flora que se estendia a partir do lado de fora do cercado. Era tudo tão verde, árvores bastante altas e cheias de folhas, mal dava pra ver a luz do gramado sob elas. Ao mesmo tempo que era muito belo, era meio assustador. O desconhecido me dá frio na barriga, mas não chega a me assustar. Me intriga, me instiga, é mais um temor respeitoso. Pois bem, basta de meus devaneios. Caminhamos até a porta da morada e um senhor baixo, com as costas um pouco curvadas e apoiado à uma bengala nos recepcionou.
  ── Ora, entrem, por favor!
  A casa não era nada modesta e não era nada como eu havia imaginado. Aqueles caras viviam muito bem, com certeza! Não haviam ervas medicinais, jalecos brancos ou estetoscópios pela casa como eu imaginei. Muito pelo contrário, era tudo muito vaidoso. Uma poltrona de frente para uma lareira — apagada, no momento — com um tapete de pele de urso. A casa não tinha uma luz acesa e não pareciam usar a energia elétrica, mas havia muitas velas por lá, era bastante elegante o lugar. O senhor nos guiava por lá e eu não conseguia não me distrair com os belos detalhes. Ele falava algumas coisas comigo, mas eu nem fazia muita ideia do que se tratava, estava entrando por um ouvido e saindo por outro — informações irrelevantes. Quando dei por mim, estávamos sentados à uma mesa, os quatro, para conversar com o homem que parecia o dono da casa.
  ── Desculpe ter que incomodá-los. Normalmente meus filhos mesmos recolhem os chifres, mas os dois estão viajando com suas esposas... hohoh
  Respondi sorrindo, um pouco sem graça.
  ── Oh, mas quanta indelicadeza a minha! ── exclamou ── Eu me chamo Hikari Rin, mais conhecido como doutor Hikari.
  Admito que o nome não me é nada estranho.
  ── E vocês? Como se chamam?
  ── Bom, eu me chamo Sarutobi Jiro. Estes são Nara Shikatarou, Hyuuga Hidemi e Yamanaka Inoue.
  ── Sarutobi Jiro? ── espantou-se ── Ele não se parece muito com Sarutobi Takumo?
  ── Sim, doutor. Este jovem é o filho mais velho dele.
  ── Ora, mas que interessante! Acho que há uns vinte anos atrás o seu pai esteve aqui para ajudar meus filhos a pegarem esses cervos! hehe
  Começou, espero que não venha com comparações. Mas, admito que é bem interessante saber que meu pai já ajudou essas pessoas por aqui. Ouvir histórias sobre o passado do meu pai é algo que me interessa e muito. Ele não fala muito, minha mãe quem vez ou outra comenta. E eu e Asami sempre gostávamos de ouvir as histórias que mamãe tinha pra nos contar antes de dormir. Claro, que vindo dela sempre nos questionamos se era verdade. Mas todos reconhecem meu pai de tal forma que creio que ela nunca tenha mentido para nós.
  ── Eu não quero sugerir nada, mas o pai desse rapazinho quando esteve aqui esperou até o anoitecer para pegar os bixos. ── disse, sério.
  Nenhum de nós entendeu bem o porquê. A interrogação em nossas faces era nítida.
  ── Bom, os cervos se reúnem em grupos para comer à noite e escolhem as áreas mais claras, para evitarem ser surpreendidos por predadores. Takumo-san ficou aqui lendo sobre os hábitos deles para poder montar uma armadilha. Correr atrás deles seria uma besteira e tanto. hehehe
  ── Genial. ── murmurou o Nara.
  E não estava nem um pouco errado, era genial mesmo. Cervos são animas fortes e velozes, caçá-los sem uma estratégia é uma burrice óbvia. A atitude do coroa de estudar seus hábitos antes de sair atrás deles, aí que mora a genialidade. Não contive o sorriso orgulhoso que queria se desenhar em minha face, me alegrou bastante ouvir um pouco do passado do velho Takumo, contado por um senhor que eu jamais havia visto na vida. Eu, então, bati o martelo. Iriamos esperar até o anoitecer para, então, tentar capturar os chifrudos.


(...)




Fundos da morada do doutor Hikari, 07:30 PM
  A equipe estava crua. Passamos dez horas naquele lugar e durante as dez horas não interagimos muito. Shikatarou passou a maior parte do tempo dormindo, eu fiquei lendo alguns dos livros que eles tinha ali sobre os cervos, as meninas e o doutor Hikari conversaram bastante. No final nos reunimos para bolarmos a armadilha. Eu propus armarmos uma fogueira e cercá-la com capim, doutor Hikari riu e disse a mim que essa foi a mesma ideia que meu pai teve. Meio caminho andado, faltava um jeito para capturarmos os bichos. Sugeri que fizemos uso do Kagemane no Jutsu do Shikatarou e o Shintenshin no Jutsu de Inoue, assim iriamos conseguir fisgá-los sem muito esforço. Todos concordaram e, enfim, nosso plano estava armado.
  Todos nós fomos a campo nos posicionar. A fogueira havia sido montada e eu a monitorava de longe. Inoue estava escondida atrás de uma árvore e Shikatarou e Hidemi atrás de outra. Eu e a Hyuuga estávamos ambos com cordas e facões — que o doutor nos deu que para arrancar os chifres — em mãos. A chama iluminava a área e fazia um pouco de sombra, o suficiente para o Nara poder agir. Os montes de capim realmente atraiam os quadrupedes e a luz também. Cinco chegaram até ali para comer. Dois pares de chifres eram suficientes.
  Eu e o Nara trocamos olhares.
  Um tombar de cabeça de cada era o sinal.
  Hora de agir.
  Ele uniu suas mãos e fez uso da sombra que chamas da fogueira criaram em conjunto com o corpo dos próprios cervos. Sua técnica prendeu dois deles e foi quando eu e a Hyuuga partimos, buscando amarrar, primeiro, as patas traseiras. Inoue surgiu pela frente, com os braços estendidos, projetando seu Shintenshin no Jutsu em um dos animais, para diminuir o desgaste de Shikatarou. Desesperados, o três que não foram vítimas saíram, alvoroçados. Sequer ligaram para os outros dois — nós permitimos a fuga. Eu e Hidemi amarramos todas as patas dos animais com nós bem dados. Se meus companheiros fadassem, os animais não escapariam. Não tardei e apanhei o facão e assim também fez a Hyuuga. Com golpes bem dados, extraímos os dois pares solicitados. Missão quase cumprida. Ariscos, soltamos as patas dos pobres animais.
  ── Vamos! ── vociferei.
  Corremos numa sangria desatada. Todos partiram, inclusive os veados. Entregamos o que fora solicitado sem exigir muita cerimônia. Estava ficando tarde e todos tinham que retornar para suas casas. Da equipe, os quatro tinham de dar satisfação à alguém dentro de casa, com certeza. Não delongamos após a entrega, nos despedimos e agradecemos o doutor Hikari pela hospitalidade. Pelo horário, o o gabinete do velho já estaria fechado e ele já estaria em casa — pelo menos, assim eu espero. Assim que pudemos, já estávamos novamente com os pés na estrada para a correria de meia hora. Eu não estava ansioso para retornar pra casa, porém. Eu havia gostado e muito de passar o dia com aqueles caras, espero que não seja nossa única missão juntos. Eram personalidades totalmente diferentes, mas partilhávamos de um interesse comum: o sucesso da missão. Não sei se a sintonia foi momentânea ou se realmente a equipe estava sincronizada, só sei que foi fantástico. A satisfação era muito maior do que uma simples missão cumprida, eu sentia que agora era mais ninja do que antes.


HP: 1000/1000 // CH: 1300/1300 // ST: 00/07


BOLSA DE EQUIPAMENTOS:

  • Kunai (2)
  • Shuriken (5)
  • Kemudirama (1)
  • Hikaridama (1)
  • Senbons (6)
  • Fio de Aço (10m)
  • Kibaku Fuuda (2)
Jutsus Utilizados:
Considerações:
Total de 2.488 palavras.

_______________________

f // g.f // b // t // i // m.i
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Mokaccino
Game Master
Mokaccino
Vilarejo Atual
https://www.narutorpgakatsuki.net/t67013-f-mokarzel

Re: [Filler 3.0] Jiro - 27/6/2019, 13:19

Aprovado.
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.