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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Verão

Tenshin
Jonin | ANBU
Tenshin
Vilarejo Atual
Ícone : [Filler] Raining Blood 100x100

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[Filler] Raining Blood - em 17/6/2019, 17:31


HP: 1825/1825 | CH: 1825/1825 | ST: 00/06

Konohagakure no Sato, 29 DG
Sede do Clã Nara

O quimono de Atoshi deslizava pelos ladrilhos de madeira que adornavam o piso da mansão do Clã Nara. Seus cabelos estavam presos num longo rabo de cavalo, seus olhos vermelhos se fixavam em um único ponto, no fim da sala, recostado na parede: Burieru Nara, o líder do Clã. Em seu colo, uma manta vermelha e preta cobria uma pequena figura, uma figura que ainda não tinha um destino definido.

- Dê-me minha palavra que ele estará seguro.  

- Eu prometo. Em nome do meu Clã. Em meu nome. Ele estará seguro. Será treinado como um de nós. Receberá nosso sobrenome. Conhecerá nossas técnicas. Mas, com uma condição.

- Faço qualquer coisa. – Respondeu Atoshi, sem alternativas.

- Deverá abandonar as habilidades de origem. Deverá ser medicado para que sua Kekkei Genkai amaldiçoada não desperte. E jamais saberá de sua origem. Somente eu saberei.

Atoshi franziu o cenho. Era um preço caro a se pagar. Uma vida baseada em medo e mentiras. Seu filho nunca saberia disso, cresceria como um Nara.

Um trovão rugiu em algum lugar de Konohagakure. Atoshi olhou para trás, sabendo que logo aqueles que o perseguiam estariam ali, se não fosse rápido o suficiente.

- Certo. Faça do seu jeito. Mantenha-o a salvo. É só isso que importa.

Atoshi se aproximou e entregou Hakken ao líder do Clã Nara. Depois, desapareceu sem deixar rastros.

* * *

Arredores de Konohagakure no Sato, 66DG

O medicamento de Hakken tinha acabado. Já era noite e ele deveria ter tomado o medicamento, porém, sem perceber, tinha levado consigo um frasco quase vazio. Estava em sua terceira semana fora da Aldeia da Folha, em uma missão especial de patrulhamento.

Seu saco estava cheio, sua barriga roncava e a última coisa que precisava era que o seu medicamento acabasse. Nas poucas vezes que ficou mais de horas sem tomar as pílulas verdes, começou a sentir tontura, dor de cabeça e uma forte ardência nos olhos. Não sabia exatamente qual era sua doença, mas também nunca se interessou em saber.

Repensou por um momento e pensou na possibilidade de que ao adquirir a imortalidade do Jiongu, a doença poderia ter sido neutralizada. Mas, novamente, não tinha certeza disso. Assim, o que restava era esperar.

Certamente não havia chance de sair de seu posto. No topo daquela árvore, equilibrado em um punhado de galhos que se cruzavam, tinha que aguardar um sinal de seus companheiros para emitir outro sinal, aos demais ninjas que se escondiam na floresta. Se saísse dali, seria considerado um desertor. E era outro problema o qual não buscava.

Então ficou de sobreaviso, torcendo para que sua doença desconhecida não o atacasse.

Nos minutos que se seguiram, começou a pensar em como seria feito o tal medicamento. Quando perguntara isso ao líder do Clã Nara, recebeu a resposta de que era um segredo no qual apenas Iryo-nin e os anciãos do Clã poderiam ter acesso. Não sendo nem um, nem outro, nunca obteve a resposta. Seus conhecimentos sobre a medicina ninja eram limitados ao nome e função; de resto, não tinha ideia de qualquer assunto na matéria.

Na calada da noite, começou a ouvir passos na floresta. Galhos, folhas secas e troncos eram alvos da movimentação de três figuras mascaradas que ainda não tinham notado a presença do Jonin. Apressado, puxou do colete um pergaminho e realizou uma série de selos para revelar a técnica sinalizadora. Aquela era a hora certa.

Porém, enquanto realizava os selos e fazia seu chakra fluir perante a folha de papel, sua visão ficou rapidamente turva; a escuridão dominou seus olhos. Sentiu uma forte vertigem, o mundo girava na velocidade de um moinho. Seu equilíbrio estava comprometido.

O pergaminho deslizou de suas mãos e foi de encontro ao chão, revelando sua posição aos inimigos. Não tardou para que desvencilhasse de vez e acabasse pendendo para o chão também. Com o impacto e as dores tomando conta de seu cérebro, perdeu a consciência.

* * *

- Deveríamos matá-lo de uma vez! Se ele acordar, vai nos causar problemas!

- Já disse que não. Vamos interrogá-lo. Descobriremos a localização da Aldeia da Folha, suas defesas e e fraquezas, e então matamos. Não seja medíocre.

As vozes ecoavam através das barras de ferro e chegavam até o cômodo pútredo, sem janelas ou iluminação, na qual Hakken tinha sido jogado. Não carregava nenhum de seus itens que estavam consigo anteriormente, e não se lembrava muito bem de como fora parar ali. Uma coisa, porém, era certa: a dor excruciante.

Sentia seus olhos inchados, seu corpo pesado. Parecia que tinha tomado uma surra, mas, ao checar seu corpo, não possuia qualquer hematoma. Era a sua doença desconhecida.

Seus pensamentos e sentimentos foram substituidos pelo som de passos vindo pelo corredor banhado em sombras. Poderia executar o Kagemane, mas estava cansado demais até mesmo para mover seus dedos.

As grades foram arrastadas para o lado, um vulto envolveu o corpo de Hakken com os braços e o ergueu, levando-o para fora da cela. Aos poucos, conforme movimentavam-se pelo corredor, a luz fazia o Jonin voltar à realidade.

Seus olhos ainda doíam, e tudo naquele lugar tinha um tom bem avermelhado. Era até estranho, pois, por vários instantes, até mesmo a cor de pele do homem que o carregava era vermelha.

Por fim, seu captor o jogou silenciosamente em uma cadeira de madeira. Velas estavam postas em suportes nas paredes. Velas vermelhas, com chamas vermelhas, sobre um suporte vermelho, presas à uma parede vermelha.

- Seu nome e sua função. – Disse o homem. Era um brutamontes de quase dois metros de altura, vestia uma camiseta regata que deixava seus músculos saltados, uma calça de algodão presa por uma faixa preta. Estava descalço. Hakken não compreendera o questionamento, o que fez a palma do interrogador tornar sua bochecha direita também vermelha, após o forte tapa que levou.

Zonzo, murmurou.

- O-o que?

- Nome e função, comédia.

Num súbito de compreensão, respondeu:

- Hakken Nara. Jonin.

O homem riu.

- Uuuh, um Jonin? Você parece bem fraco para um Jonin. O que fazia na floresta? Quantos de vocês estavam lá? E... Meu deus. Que porra é essa com seus olhos?

Hakken não compreendeu a última parte, e não revelaria informações sobre a primeira. Era fiel à Konoha, e para protegê-la morreria. Como um sinal de negação, juntou suas poucas forças e cuspiu no chão.

- Kyo, olhe para esse filho da puta. Ele não tem força nem para falar. O que está acontecendo?

Outro homem surgiu da escuridão. Era pálido, magérrimo e possuia uma cabeça desproporcional com o resto do corpo. Sua careca brilhava sob a luz vermelha das chamas.

- Ele está mentindo. Ele não é um Nara. O Clã Nara não tem esses olhos. Puna-o.

O grandalhão desferiu um soco no abdomem de Hakken, que se contorceu de dor e perdeu o fôlego, arfando em desespero. Mas, aos poucos, recuperou o ar e, como estava livre de quaisquer amarras, fez o selo do tigre com as mãos, rugindo:

- Kagemane no Jutsu! – Mirava as sombras nos oponentes, porém, as sombras não se moveram um milímetro sequer. Ambos riram dessa vez.

- Realmente. Não é um Nara. – O gigante desferiu um chute na altura do tórax de Hakken capaz de impulsionar-lhe para trás, voando contra o chão e explodindo a cadeira em estilhaços e farpas de madeira. As dores pioravam cada vez mais. E, cada vez mais, Hakken sentia que não sairia dali vivo.

- Esse inútil provavelmente já estava morto quando caiu daquela árvore. Termine o serviço, você estava certo. Não vai servir para nada. – Disse o magrelo.

O maior dessa vez puxou uma lâmina que estava escondida atrás de sua cintura. Avançou até Hakken lentamente. A dor aumentava e aumentava. O Jonin tremia, suava frio e sentia o sangue escorrer pelo nariz e pelo canto da boca.

Conseguiu se colocar de joelhos. O grandalhão riu com sua persistência.

- Agora não quer morrer? Tarde demais. - Ele ergueu a lâmina, que refletiu as chamas rubras das velas vermelhas.

E então a dor parou.

Hakken abriu os olhos, de súbito. Era como se tudo tivesse parado; como se o tempo tivesse se tornado lento. Lançou seu corpo para cima e, com os joelhos dobrados, impulsionou sua cabeça contra o abdomem de seu captor.

A lâmina na mão do inimigo escapuliu e sua ponta afiada causou-lhe um pequeno corte no braço. Apesar de não estar mais se sentindo doente, a força de Hakken ainda era inferior à de seu oponente. De forma ágil, o adversário dominou o Jonin e arremessou-o contra a parede.

- Meu braço, seu merdinha! Você cortou o meu braço!

Foi quando Hakken viu o sangue. Vermelho. E quando notou que o homem não estava mais naquele tom, nem as paredes, nem os candelabros, nem as velas, nem as chamas, que eram amarelas, na verdade.

Hakken viu o sangue, viu seu oponente se aproximar com a lâmina novamente e, sem saber como, só desejou que ele morresse.

E, de uma hora para outra, o grandalhão explodiu em ossos, pele, sangue e tripas.
Seu aliado magricela estava boquiaberto. Coberto pelo sangue do outro, puxou um par de shurikens e fez como se fosse arremessar. Entretanto, ao entrar em contato com os olhos de Hakken, ficou paralisado.

O Jonin adentrava em sua mente, arrastando suas memórias, buscando seus medos, causando o caos, mas utilizando um Genjutsu o qual não conhecia exatamente. No fundo no fundo, não tinha ideia do que estava acontecendo.

O último de seus captores estribuchou no chão, os olhos vidrados, a mente destruída em um abismo de memórias e traumas.

* * *

Hakken retornou à Konohagakure sem dores ou qualquer sequela aparente. Ao reportar para o Quartel General, informou que os foras-da-lei que estavam sendo caçados foram mortos por ele, e explicou toda a situação. Foi rapidamente liberado.

Na mansão do Clã Nara, porém, teve uma surpresa. Burieru Nara, líder de seu Clã, o recebeu em fúria.

- Onde você esteve durante todo esse tempo? O que aconteceu com você? Tomou seus remédios?

Hakken explicou tudo. E, por fim, questionou a respeito dos remédios, da impossibilidade de realizar o Kagemane e das explosões de sangue. Foi quando notou, em um dos vitrais da mansão, um reflexo de si mesmo: seus olhos estavam vermelhos como sangue, com um risco branco horizontal dentro das pupílas enegrecidas.

- O que é isso? – Perguntou.

E Burieru contou a verdade.

- Você é membro do Clã Chinoike. Um dos últimos. Seu pai o deixou aqui antes de morrer. Seu clã foi exterminado. E eu o mantive vivo.

Carregando: nada.

Filler para a troca de Clã (Chinoike) comprada aqui https://www.narutorpgakatsuki.net/t62921-modificacoes-ag-yukino#494320.

Espero que seja compreensível o modo que escrevi.


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Re: [Filler] Raining Blood - em 17/6/2019, 21:02

foi compreensivo sim, gatinho.
tá aprovado.

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Edição de Natal por Loola e Senko.