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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[filler] o renascer do lorde da calamidade - em 14/6/2019, 09:46

"Meu nome é Yamanaka Shigure. Tenho 16 anos. Minha casa fica na parte nordeste de Konoha, onde todas as casas ricas estão, e eu não sou casada, afinal, nem tenho idade para tal. Eu vivo minha vida como kunoichi e passo a grande maioria do dia treinando ou fazendo missões, chego em casa todos os dias às oito da noite, no máximo. Eu não fumo, mas ocasionalmente bebo. Estou na cama às 23 horas e me certifico de ter oito horas de sono, não importa o que aconteça. Depois de tomar um copo de leite morno e fazer cerca de vinte minutos de alongamentos antes de ir para a cama, geralmente não tenho problemas para dormir até de manhã. Assim como um bebê, eu acordo sem nenhum cansaço ou estresse pela manhã. Foi-me dito que não houve problemas com minha performance na academia e nem na graduação de Chuunin. Estou tentando explicar que sou uma pessoa que certamente sabe quem é ou o que faz. Eu cuido para não me incomodar com picuinhas, como ganhar e perder, isso me faria perder o sono à noite. É assim que eu lido com a sociedade e sei que é isso que me traz felicidade, ou algo próximo disso. Embora, se eu fosse lutar, não perderia para ninguém."

Mas hoje, o que restou de mim do passado e quem sou eu refletida pelo olhar? Esse intrépido anseio cresce descabível e não parece cessar nunca, mas eu sei que é justo quando olho para dentro de mim mesma e o que era antes — como relatei em um dos muitos trechos que escrevo. Aqui se encontram histórias loucas, tempos de animosidade e incessantes deveres que se perderam nesta mesma noite invernal. Destaco, ainda assim, que o principal dentre eles é o prazer, aquele que descobri há pouco tempo, mas que tentei cultivar sempre. Com ele, com essa força, podia sentir o poder da suposta felicidade plena, da genuinidade, da alma leve que somente com o tempo e maturidade eu poderia aprender a ter; mas acabou. Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma ideia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade ou obsessão , inclusive, vale também citar essa mania quase patológica que tenho de "stalkear" o primeiro gajo interessante que vislumbro. Me apetecia conhecer qualquer tipo de pessoa ao mais simples capricho, todavia, até que ponto estes caprichos eram verdadeiramente partes de mim e não só uma fabricação absurda provinda por "ele", é o que eu gostaria de saber. Gostaria de saber, não obstante além disso, o que faria acerca deste novo impulso que sentia: desconheço-o, mas ainda indago-me. Trata-se de saber se devo prosseguir com ele. E até que ponto posso controlá-lo.

Deverei continuar e proferir vingativo ímpeto sob àqueles que o merecem? Ou devo extinguir estes revoltantes ideais e escapar sem olhar para trás, perdida em meio às memórias que não sei se tive? Não sei, e reconheço o medo evidente que aparenta tomar conta desta minha figura descrente de si. E também tenho medo, ao contrário do que antes disse, de tornar-me demasiada veemente no que busco: eu perderia, ou já perdi, a base destes alicerces que constroem a minha existência atual. Preciso pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei. Às vezes, eu paro e fico pensando como é que eu gostaria de ter chegado até aqui, se os caminhos pelos quais eu segui foram os certos, se eu fui correta. Pergunto-me se as pessoas que passaram pela minha vida foram boas, marcantes e me fizeram crescer. Questiono-me o que aprendi, o que perdi e o perderei. E então tenho uma ansiedade penosa que consome brutalmente os poucos fios de sanidade que ainda me restam, desesperados em manterem-se atrelados aos poucos vislumbres que perpassam pela minha mente e logo mais desaparecerem para dar lugar ao que realmente deveriam ser. Estou me tornando em alguém despedaçada, que é incapaz de reaver com certidão sua identidade que outrora perdurava com extrema garantia.

E nesses devaneios é que me dou conta: sou mais vulnerável neste estado. E no mesmo instante que concluo fato tão óbvio, mais uma lacuna se forma em meu córtex e eu perco mais um dos momentos que vivi. Shizuke era seu nome, acredito eu.

O pior é que logo logo esta lacuna se preencherá, em dobro inclusive. Com fragmentos de uma vida que eu viso interromper-me de aceitar ao mesmo tempo dos fragmentados momentos que eu sei que vivi, mas que meu corpo, cérebro, e espírito gritam do fundo dos pulmões se tratar de uma mentira forjada pelo bloqueio mental que pouco a pouco vai se esvaindo. E na calada da noite, debruçada sob o pequeno bolsão de folhas e exposta ao luzo calorento da fogueira que mal me esforcei para acender — as labaredas simplesmente se ergueram da ponta de meus dedos — julgo que é hora de reunir o pouco de intelecto que possivelmente me resta para descrever o que me aconteceu. Mesmo que este mesmo intelecto esteja em desavenças consigo mesmo e só me permita fitar em seu obscuro abismo mental o espectro bruxuleante que me acometera nos confins da floresta que agora me encontrava.

O que posso concluir é a situação de início que nos leva até onde estou. Um ataque. Uma empreitada à mansão que antes vivia que culminou na perseguição do invasor por minha parte, ainda que aos esperneios de reprovação do homem de cabelos dourados e olhos de safira. Do pouco que me lembro isto é uma constante que não esvai: sua reprovação infinita que sempre buscou colocar-me para baixo. Não lembro de seu nome, porém, na imensidão de buracos que agora ocupam meu cerebellum, recordo-me de seu nome-alcunha: Artorius.

A causa de tudo isso. Suas conspirações cessaram no momento em que fui derrotada pelo invasor e submetida à quebra das amarras que invadiram minha vida há tanto tempo atrás, e nesse instante, através da maior dor que sentira na vida, percebi a traição de quem eu uma vez chamei de família. As mãos manchadas de sangue que era indubitavelmente o meu próprio, raptara-me e fez-me sua marionete por motivos que desconheço, e mesmo se soubesse, assentir-lhos era algo que eu certamente seria incapaz de fazer. Toda a vida que vivera até então não fora mais do que uma forja bem feita por Artorius e seu clã em seu esquema desumano: tirou a vida de meus pais e acolheu-me sem antes confinar meu verdadeiro eu com suas técnicas de controle mental, ah, a audácia! Até mesmo fez-me crer que era igual a ele ensinando-me as técnicas de seu clã e fingindo ser família. Não posso perdoá-lo, não posso perdoar seu clã, não posso perdoar Konoha por deixar  algo assim acontecer por debaixo dos panos, não posso perdoar-me por ainda questionar o que preciso fazer.

E enquanto o toque gélido da bruma invernal soprava ligeiramente mais forte, percebi que minha cabeça fazia mais sentido do que outrora. Fitei no fundo do abismo mental os cabelos vermelhos que postavam a ponta dos dedos ante minha testa, com o corpo estirado ao chão após ser derrotada; a encapuzada que quebrava as correntes do controle mental de Artorius. Deveria agradecê-la? Desconheço os motivos que a levaram a proferir ação tão benevolente e ao mesmo tempo contraditória, uma conspiração seria a resposta mais plausível, contudo, em meu estado de extrema exaustão era impossível juntar peças além das fragmentadas lembranças que se intercalavam umas com as outras, entre o  vivido e o real. No entanto, a cólera crescente das chamas de vingança ardiam com maior ímpeto dentro de meu coração, aquecendo-me até mesmo durante o sono que me forcei a ter.

Yamanaka Shigure morreu naquele dia e renasceu com a vida que deveria ter, em seu caminho somente calamidade a esperava.

[...]

O pequeno diário repousava sereno no mesmo lugar que fora escrito, em meio ao alvo da neve e granizo. Não mais se via seu autor, não que este se importasse com o que escrevera neste, quiçá um mero capricho de uma moribunda que buscou desesperadamente atrelar-se à vida, se é que a tivera pra começo de conversa. Era manhã, o astro solar se escondia por entre o cinzento céu, vergonhoso de mostrar-se aos humanos, e era possível encontrar uma pessoa notória a perpassar a multidão de mundanos que corriqueiramente passavam seus dias. Os cabelos prateados estavam mais longos do que o normal, contudo, era possível perceber certos traços que denunciavam sua antiga identidade: se é que não se perdiam nas gritantes diferenças que apresentava. Roupas humildes, extorquidas, o fitar frio e penetrante do carmesim de seus olhos. Quem a conhecesse não saberia, estava claro. Afinal.

Sua vida havia se rendido para que a minha pudesse começar.

Alguém acharia o diário, saberia pelo o que eu e ela havíamos passado, e diria ao pastor albino o que lhe acometeria. De pouca importância, ainda teria a retribuição merecida. A gaja movia-se serelepe em meio às praças cobertas, incapaz de vislumbrar o verdadeiro intuito que sua vila tivera para que sua felicidade pudesse prosperar. Tolos. Todos eles. Ainda que meu semblante egoísta revelasse o desprezo evidente que sentia, crédula era eu ao assentir do fundo de minha alma o quão fútil meus sentimentos eram. Todavia, ainda acreditava que estava na trilha certa. Só bastava não me perder naquela cruzada sangrenta.

As vestes de veludo que tocavam minha pele eram incômodas de primeira instância, porém quentes e confortáveis de uma maneira curiosa. Adentrei o estabelecimento de supetão, surpreendendo o lojista que parecia entediado durante o dia. Lançou um olhar de indagação, descrente de quem eu era, certamente, e atendeu-me simultaneamente. Nunca havia usado armas, era claro que não reconheceria-me, afinal, Yamanaka Shigure estava morta. Assassinada pela invasora misteriosa que alvejou a mansão nordeste do clã Yamanaka, seu corpo nunca encontrado, deixando para trás somente manchas de sangue e um diário escondido em um lugar que somente um homem poderia encontrar e encontrar seus segredos.

—— Perdão minha querida, mas acho que nunca vi você por aqui. As vendas andam meio paradas ultimamente, então se não for incomodar, qual é o seu nome? —— proferiu o gestor. O capuz de veludo escondia minhas feições de qualquer um que fosse, porém, não queria ser mal-educada ainda assim, então o respondi.

—— Meu nome é Velvet.
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Rocky
Shugonin Jūnishi
Rocky
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Re: [filler] o renascer do lorde da calamidade - em 14/6/2019, 15:19

Eaí, trocou de yamanaka para?

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Re: [filler] o renascer do lorde da calamidade - em 17/6/2019, 10:48

Jinton de pó
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Re: [filler] o renascer do lorde da calamidade - em 17/6/2019, 10:50

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Re: [filler] o renascer do lorde da calamidade -

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Edição de Natal por Loola e Senko.