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12 Anos Online
Alvorecer
Arco 04
Ano 16 DG
Inverno
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
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[Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato - Publicado Ter 1 Fev - 0:34

Quest de Profissão
O Ferreiro
de Sunagakure
— Puta merda! Quantos pedidos! O que está acontecendo que precisam de tantas armas de uma hora para a outra? Merda, vamos precisar de ajuda para entregar tudo dentro do prazo. Ham? Fala mais alto! — Um dos trabalhadores da forja de Sunagakure discutia com seu colega de trabalho, ensurdecido pelo som das chamas e dos martelos no aço. — Um ninja? Mai num vai me chamar um moleque, pede um dos bons! — Gritou mis uma vez, retornando ao trabalho e mandando chamarem um bom ninja para ajudar.

De uma longa aventura dentro do deserto de Sunagakure no Sato, do grande oásis das raposas, do sumiço do perigoso caçador Kira, para o centro do Vilarejo da Areia. O cotidiano não podia ser mais repetitivo do que estava sendo dias após sua ida ao deserto, ainda que houvesse muito o que explorar sobre sua recente conquista. O Meio-Uzumaki, após seu longo dia, receberia um convite durante o fim da tarde, um convite escrito em longos papeis improvisados, com manchas de fuligem, suor, mas principalmente o grandioso símbolo de uma bigorna, um martelo, e o aço incandescente representados em um carimbo de cera. O conteúdo do convite era simples ''— Prezado, devido a grande demanda de armamentos, estamos solicitando sua ajuda no trabalho da forja. Todo material e treinamento será fornecido no local. Att, Nattsu. —'' Bastava o Chunin se preparar e partir para a forja pela manhã.

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Re: [Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato - Publicado Ter 1 Fev - 8:34

Arco I, capítulo VIII — O Ferreiro de Sunagakure

A rotina de um shinobi, apesar de cansativa, não era difícil para mim. Desde criança, eu estava acostumado a ajudar aqueles que precisassem, não importa o tipo de problema que aparecesse em meu caminho. O ato de ajudar, ao meu ver, era uma recompensa maior do que qualquer coisa, e esse ideal permeava o meu esforço para me tornar um super-herói, alguém que salvará todo mundo mesmo à custa da sua própria vida. Quando bem jovem, lembro de ajudar os vizinhos com algumas obrigações básicas de suas casas, e sempre era bem recebido com olhares e sorrisos calorosos. Alguns me diziam que esta era a minha natureza: de ajudar o próximo, de se doar em nome dos outros. Contudo, por mais que eu gostasse dessa condição, por vezes eu ainda me perguntava: seria essa uma maneira saudável de viver, de existir? Sempre que este questionamento envolvia os meus pensamentos, eu me esforçava para esquecê-lo. “Eu não deveria pensar nisso”, dizia, “deveria me concentrar na minha maior obrigação”, que é exercer o ideal outrora resignado por Kiritsugu Emiya, meu pai.

Mais uma vez, a manhã em Sunagakure foi de muita turbulência. Como um shinobi, deram-me alguns encargos para serem feitos ao longo do dia. Entre eles, eu deveria reformar algumas construções na área central do vilarejo; limpar e lapidar certos calçamentos nas ruas e nas áreas de lazer; patrulhar na área próxima ao grande portão, acima dos cânions; e até mesmo cuidar de alguns cachorros que se perderam de seu dono. Todas elas foram realizadas com gosto e com eficiência de minha parte, embora eu achasse que elas deviam ter sido entregues para ninjas de patente mais baixa, quiçá estudantes. Mesmo assim, não me foi desagradável; eu já estava acostumado. No fim da tarde, logo quando voltaria para casa em busca de algumas horas de relaxamento, um vulto irrompe aos meus olhos. Minha visão imediatamente busca encontrar a origem da sombra e depara-se com um homem à alguns passos de mim. Trajava as vestes habituais dos ninjas de Sunagakure, com um colete marrom e vestimentas negras, além de um objeto na cabeça para refrear os raios intensos do sol. — Alto lá. — Disse ele, voz grossa e imponente. Arregalei os olhos e esperei, em silêncio. Com prontidão, o shinobi retirou de um de sua centena de bolsos uma pequena carta, papel um pouco sujo de carvão e poeira. Ao me aproximar, tomei o papel e li-o sem demora, percebendo que era uma convocação para ajudar numa forja. — Esteja lá amanhã bem cedo. Até mais ver! — O mensageiro não esperou por maiores interações, voltou a tornar-se um vulto e sumiu de meu raio de visão.

No que seguiu, voltei a andar em direção à minha casa. Lembrava da vez que havia ajudado um senhor a trabalhar numa forja, e lembrava de como ele me ajudou a controlar o metal de minha própria linhagem. Isso já fazia alguns meses, e eu já havia evoluído muito desde aquela fatídica ocasião. Então, prontamente, ao chegar em casa tomei um bom banho e descansei, esperando o cair da noite. Um pouco cansado, deitei na cama cedo e dormi em pouco tempo. Não sonhei, e talvez por isso eu tenha acordado bem. A luz do sol penetrante sob meus olhos despertou-me, e meus instintos como de costume me avisaram de minhas obrigações. Rápido como um gato, aprontei-me com minha habitual indumentária, penteei os cabelos sem nenhuma pretensão, e deixei minha moradia em direção à forjaria, tomando a carta como referência para onde eu deveria ir. Não demoraria muito. Em breve eu estaria lá.

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Re: [Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato - Publicado Ter 1 Fev - 11:51

Quest de Profissão
O Ferreiro
de Sunagakure
O calor da forja era algo impressionante, admirável, mas ao mesmo tempo muito comentado pela vizinhança do local, que reclamava sempre que passavam pelo local. — Tinham que colocar isso logo aqui? Já faz um calorão no vilarejo... — Comentava uma senhora de certa idade, apontando sua bengala de madeira para os ferreiros que trabalhavam no dia. Mas a opinião era contraria durante a noite, alguns sentiam falta daquele calor intenso que saia das fornalhas. Quando o Chunin se aproximou, um dos ferreiros saiu de seu  banquinho, completamente coberto pela fuligem do carvão, deixando a vista somente a cor de seus olhos por trás da montanha de cabelos, barba e sujeira. — Você, foi você quem chamaram não é mesmo? Ai! O menino chegou! Ta pronto ai as laminas? — O ferreiro não se apresentou, tamanha a pressa que estavam para terminar o pedido. Com as mãos nas costas do Meio-Uzumaki, o grandalhão foi empurrando-o até o fundo da forja, fora da área onde a fornalha era mais quente, diretamente para a montagem dos armamentos, onde tudo seria juntado para posteriormente ir até a finalização. Um homem mais magro e mais limpo o aguardava, estendendo a mão para cumprimenta-lo. — Kaiba, prazer. Não deixe que os homens da forja te assustem, são maravilhosos com o aço, mas péssimos com educação. — Comentou com um sorriso.

Na mesa de Kaiba estava disponível laminas prontas, ainda com a afiação por finalizar, cabos das espadas, adornos, bainhas. Kaiba tinha outras funções, como talhar detalhes a mão para clientes especiais, e estava lotado até as cabeças com tarefas. — Vou te mostrar o que deve ser feito por enquanto, assim que pegar o jeito pode ir tentar fazer mais rápido. Primeiro iremos encaixar a lamina no cabo, ela deve ser inteiriça para não rachar quando forem usar. Mesmo que não tenha afiação ainda, tome bastante cuidado com a lamina em si. — O homem demonstrou como deveria ser feito a conexão do cabo, da lamina e do guarda-mãos. O Chunin passaria uma boa parte do dia montando-as e separando para levar até a afiação.
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Re: [Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato - Publicado Ter 1 Fev - 22:44

O costumeiro clima de Sunagakure parecia ficar cada vez mais feroz à medida que me aproximava da grande forja. O sol no ápice, altivo com seus raios de luz; o vento forte, prensando as folhas das árvores e carregando as poucas nuvens no céu; a terra e a areia fofa, queimando as solas dos calçados; tudo isso se tornava agressivo ao chegar mais perto da forjaria. Era como se uma aura intensa cobrisse o lugar. Mesmo de longe, à quase uma quadra de distância, eu já conseguia sentir o calor irradiando. Seria o inferno? Eu estava prestes a descobrir, embora eu já conhecesse a verdadeira face do abismo. Desde então, a cada passo direcionado ao encontro do meu destino, conseguia escutar as incessantes batidas metálicas e o barulho ardente das brasas, tal como se borbulhassem na atmosfera,  ecoarem nos meus ouvidos. Quando cheguei ainda mais perto, avivavam os sons das vozes, de gritos trovejantes e até mesmo da respiração alta e ofegante dos trabalhadores. Parte disso me era um cenário que eu já havia conhecido alguns meses atrás, mas ainda me era algo magnífico de se ver e presenciar. Forjar é, de fato, uma arte, e ela deve ser apreciada como tal.

Minha entrada no estabelecimento veio junto à uma grande nuvem de fuligem que cobriu o meu rosto. Após imediatamente fechar os olhos e tossir um bocado, fui surpreendido por uma voz rouca e um aperto em minhas costas, um toque enérgico de uma mão áspera e forte. Ao recobrar o sentido da visão, vi um ferreiro completamente coberto pelo pó negro do carvão, tanto que apenas era possível visualizar em seu rosto os seus pequeninos olhos, os fios grandes de seus cabelos, e a sua espessa barba desgrenhada. Mesmo ocultado pela fuligem, dava para ver que ele era um homem experiente no seu ofício, e era ainda mais perceptível que ele era um sujeito que se dedicava por inteiro à forja. Não estava preocupado com aparências, com vestimentas, e nem mesmo com futilidades. Certamente, ele parecia um ferreiro preocupado no que iria produzir com o aço, em qual arma que iria confeccionar e de que forma ele a faria. Ver esse homem de perto me fazia querer ter essa mesma convicção: eu deveria me dedicar naquele ofício inteiramente, independente de tudo.

A palma do ferreiro me guiou até outra sala além da passagem inicial da forja, um empurrão que me levou até o encontro de outro indivíduo. Era um sujeito magro e com sua pele e vestes limpas, o que era inacreditável para alguém que trabalhasse com aquele ofício. Mesmo estranhando, dei de ombros e ergui meu braço direito em um saudoso cumprimento ao homem que se nomeava Kaiba. — É um prazer, Kaiba. Me chamo Shirou. Emiya Shirou. Fique tranquilo, eu entendo perfeitamente. — Me apresentei e respondi, reagindo também com um simpático sorriso. Meus olhos seguiram para o encontro da mesa em que Kaiba estava sentado. Nela haviam lâminas, cabos, guarda-mãos, bainhas, e outros adereços comuns às espadas e facas curtas. As lâminas, por sua vez, não pareciam totalmente afiadas, o que era algo que eu deveria me atentar ao manuseá-las. Então, Kaiba prontamente me indicou o que eu deveria fazer e me fez uma demonstração de como as lâminas deveriam ser encaixadas. Prestando bastante atenção, eu assenti com a cabeça e iniciei o meu trabalho. — Certo, entendido. — Disse.

Cuidadosamente, minha mão esquerda tomou um dos cabos sob a mesa ao mesmo tempo que minha mão dominante pegava a lâmina pela chapa, onde não há fio do corte. Em seguida, aplicando certa força e pressão, tentava encaixar a lâmina no cabo, e finalizava ao alocar o guarda mão na região certa da arma, um pouco acima do limite do cabo e da lâmina. Não era um trabalho difícil, eu apenas deveria tomar cuidado com a força que eu segurasse a lâmina para que ela não quebrasse ou ficasse em um formato diferente da entrada que havia no cabo. Apesar disso, as condições em que eu estava já me eram um pouco complicadas: ali naquela oficina, no fundo da forja, o calor era ainda mais intenso do que na outra sala em que entrei, o que me fazia suar pouco a pouco por todo o meu corpo. Porém, brevemente eu estaria completando a montagem de todos os cabos, lâminas e guarda-mãos que estavam à minha disposição.

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Re: [Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato - Publicado Qua 2 Fev - 11:15

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O Ferreiro
de Sunagakure
Kaiba retornava após uma hora de trabalho para observar o avanço e quantas armas o jovem já havia conseguido montar. Para sua surpresa, a quantidade era muito superior ao o que estava esperando de um iniciante na forja. O Meio-Uzumaki possuía uma coordenação e entendimentos superiores a muitos aprendizes que já pisaram naquele local. — Impressionante, Emiya. Você conseguiu terminar uma boa parte delas, isso já me ganhou muito tempo de trabalho. Venha comigo, tem mais um que gostaria de te conhecer. — Kaiba sorria e sinalizava com sua destra para o garoto segui-lo por dentro da forja. Saiam da parte mais ''limpa'', retornando para perto das fornalhas, onde as labaredas se erguiam, o calor desafiava até mesmo o deserto, o pó escuro de carvão sobrevoava o ar e irritava a garganta, sujava o rosto e deixava a respiração em algo custoso.

— Esse é o Senhor Gin. Você o viu quando chegou aqui. Ele é nosso Metre de Forja, ele cuida de manipular esse precioso aço que temos. Ele vai te ensinar tudo o que precisa para ajuda-lo. — Kaiba deixou a nova dupla a sós e retornou para a montagem. Gin, o barbudo sujo de carvão, estava sentado em um banco de frente para a bigorna, segurando uma barra de aço indecente com uma pinça de aço, esta já escura pela temperatura do trabalho. Os pequenos olhos do ferreiro julgavam a ''carcaça'' do Chunin. — Este é um trabalho de resistência, garoto. Mas não se trata de força, trata-se de sentir o aço, de molda-lo, deixar resistente. Venha, tente você. — Com cuidado, o homem deixou o cabo da pinça e do martelo para o Chunin. — Sinta o aço, sinta no martelo, e tenha a visão do que vai forjar. Tente uma adaga, você viu muitas delas com o Kaiba. — O ferreiro se afastou, aguardando para ver a primeira tentativa do menino.

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Re: [Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato - Publicado Qua 2 Fev - 21:19

A hora passou rápido, o que não era o esperado por mim. Ao decorrer do período, meus movimentos – que antes eram lentos e cuidadosos – foram ficando cada vez mais rápidos à medida que eu unia as lâminas com os cabos. Até mesmo colocar os guarda-mãos e os pomos não foram difíceis e se tornaram muito práticos. Sim, esse é o termo correto: eu adquiri prática no ofício. Assim, a produção progrediu com velocidade, e mesmo com o suor pingando pela minha testa, com os barulhos tumultuosos que tiravam a concentração e com a temperatura que parecia superar até mesmo o calor do deserto, eu consegui completar a minha tarefa. De repente, a voz de Kaiba surgiu por trás de meus ombros no instante em que finalizei todas as armas, e eu me virei para me deparar com seu singelo sorriso. — Acho que eu levo jeito para isso. É algo natural para mim trabalhar com lâminas. — Disse, demonstrando um pouco de timidez. De fato, quando eu era pequeno, um velho vidente me disse que meu corpo era feito de espadas, e me contou um poema que, mesmo hoje, eu acredito que não passe de uma narrativa abstrata e insignificante. Depois de desconversar com um aceno, segui-o enquanto ele me levava para outro espaço do estabelecimento, me preparando mentalmente para a próxima tarefa.

Os sons metálicos se intensificaram, e meus ouvidos demoraram alguns bons minutos para se acostumarem com as batidas nas bigornas e com os sopros fortes dos foles. Pelo incrível que pudesse parecer, ali, perto das fornalhas, o calor era ainda maior, o que me fez arregalar os olhos e rezar em busca de alguma clemência divina, embora eu soubesse que ela não viria. Logo, Kaiba me levou até o encontro do mesmo senhor que encontrei ao chegar na forjaria, o mesmo ferreiro coberto de fuligem que aparentava ser um mestre no seu ofício. E, de fato, ele era, tendo em vista a sua apresentação pelas palavras de Kaiba. — Então o senhor é o mestre da forja? Que legal! É um prazer, me chamo Emiya Shirou! — Me apresentei e não tentei esconder o meu entusiasmo. Ver alguém produzindo armas era incrível, mas seria ainda melhor ver um mestre trabalhar de perto. No instante seguinte, Kaiba se afastou e nos deixou à sós, e eu recebi as instruções de Gin com atenção. Ele queria que eu fabricasse uma adaga como aquelas que estavam na mesa da oficina; porém, eu tinha uma ideia melhor.

— Se me permite, senhor... — Falei, respirando profundamente. Com os olhos fechados, me concentrando, viajei por entre as memórias em busca de uma inspiração, uma “musa” que me ajudasse na obra que eu faria. O chakra se acumulou na palma de minha mão direita, e o metal surgiu como uma bruma, um suave brilho azul que se expandiu em um mísero segundo. Nela, projetou-se uma adaga feita inteiramente de metal, um aço negro difícil de ser visto nas melhores forjas, quiçá impossível. A adaga era um produto de minha própria linhagem, ou melhor, dos treinamentos incessantes que culminaram em um estilo de luta singular. A arma, por sua vez, era levemente parecida com aquelas que haviam na mesa de Kaiba, exceto pela sua cor escura e por ser inteiramente metálica, incluindo o cabo. Agora, eu não precisava buscar na memória uma imagem; bastava eu olhar para o lado e encarar a projeção.

Sem demora, sentei-me no local indicado e tomei a pinça e o martelo do mestre Gin. Com meus músculos tencionados, apertei firme o cabo duplo da pinça de forma que a peça ficasse fixa na bigorna, e em seguida, com minha mão dominante, comecei a desferir diversas batidas nas laterais do material para tentar moldar apenas a lâmina do que futuramente viria a ser uma adaga. Por vezes, olhava para o lado para ver a minha projeção e ver as dimensões da arma, me auxiliando bastante no processo, já que eu não precisava ter que vasculhar em minha mente ou depender somente de meus instintos. Focado no ofício, o suor começou a pingar cada vez mais, e o calor aumentou com a ação de meu corpo. Contudo, apesar disso, eu não parei em momento algum. Da mesma forma que o mestre Gin havia dito, este era um trabalho de resistência e eu deveria sentir o aço, abdicando um pouco da força para tentar aperfeiçoar meus movimentos e, assim, a minha prática.

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Re: [Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato - Publicado Qui 3 Fev - 10:52

Quest de Profissão
O Ferreiro
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Em todos os seus anos de experiência, Gin jamais teria imaginado que alguém era capaz de realizar algo tão majestoso como aquilo. Das mãos nuas do garoto, uma das mais belas adagas que já havia visto surgia. O aço escuro lhe chamava a atenção, mas não conseguia dizer sequer uma palavra, caindo sentado em seu banco enquanto seus pequenos olhos se tornavam enormes globos de admiração. — Pelas barbas... — Gaguejou o mestre de forja. Assim, o garoto retirava de seu próprio corpo a referencia para o próximo passo. Gin o observou ainda sem acreditar, mas tentando se concentrar para avaliar, desde a pegada na pinça, ao ângulo das batidas do martelo. O mestre se levantou e foi ao lado da bigorna, não se importava mais com o calor, com as faíscas que pulavam em seu rosto, estava tão acostumado que não sabia como viver sem aquilo. — Cuidado, está colocando força demais, vai rachar o aço. Pronto, pronto, não de muitas batidas, se deixar que esfrie muito vai acabar perdendo a peça. Volte a fornalha e espere aquecer um pouco. — Cruzou os braços se concentrando na arte.

Assim que o aço estivesse na espessura adequada, no formato correto para ser manipulado, um grande balde d'agua o aguardaria para o resfriamento, tornando a peça manipulável com as mãos. — Muito bem garoto, deixe ai do lado. E faça mais algumas, vou preparar outra coisa para você fazer depois. Ali está o aço que vai derreter pra fazer as outras. — Gin sorriu e apontou. Levantou, indo até os fundos da forja onde um som áspero era bastante presente. O esmeril de pedra ecoava, as faíscas saiam pelos cantos da lamina. Ainda faziam a moda antiga, mantendo a tradição dos ferreiros. — Garoto, venha aqui! — Gritou depois de pelo menos uma hora e meia. Algumas laminas montadas pelo Meio-Uzumaki e por Kaiba já estavam prontas para serem afiadas, e essa era a nova tarefa do Chunin. — Aqui você precisa ter cuidado com o ângulo da lamina, deve passar por toda ela se for uma adaga, se for uma espada, apenas no lado do fio, bem aqui. Boa sorte!— Pegou uma katana para exemplificar, apontando onde era o fio da arma. O uso do esmeril era simples, mas acertar o ângulo da lamina era o maior desafio. Um ângulo incorreto poderia lascar toda a arma, rachar, gerar prejuízo para a forja. A exaustiva rotina dos ferreiros começava a cansar no fim da tarde.

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Re: [Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato - Publicado Qui 3 Fev - 23:12

Com o martelo na mão direita, a pinça na mão esquerda, e a peça apoiada na bigorna, eu aplicava os golpes necessários para moldar o metal. Os sons eram retumbantes, ruídos que começavam limpos e agudos e repercutiam no estabelecimento como um poderoso trovão. As faíscas saltitavam através de minha pele, e graças à dor eu me mantinha atento na execução. E o calor, como sempre, se mostrava como um obstáculo, um percalço que era impossível de superar, mas que era possível de aturar. Por vezes, o mestre Gin levantava sua voz e o som abafado se misturava às batidas metálicas. Logo, ele me alertava acerca da força que eu estava aplicando nos meus movimentos e sobre a necessidade de devolver o material para a fornalha. Isso me levava a acreditar que eu deveria ser mais gracioso e mais gentil com o metal. — Tudo bem! Dessa forma está bom, senhor? — Perguntava em uma tentativa de aprender as formas corretas de dominar aquela arte, enfraquecendo a tensão sob meus punhos, mantendo controlado o martelo, e por fim, levando a peça para o calor do braseiro nos intervalos necessários. Parecia que eu levava jeito com aquilo; e o melhor: eu estava gostando.

O tempo passou, e o metal mudou no ínterim. Ele se tornou mais consistente, mais firme; dava para sentir ao tocá-lo com a pinça. Segundo o mestre Gin, ele estava pronto para ser manuseado, desde que adequadamente resfriado em água. Imediatamente, coloquei a peça no balde cheio pelo líquido e vi o vapor subir como uma cortina de fumaça que em pouco se dissipou. O chiado da vaporização sumiu junto à cacofonia, e logo deixei que um sorriso se formasse em meu rosto, que certamente estava coberto pelo pó negro do carvão. — Acho que peguei o jeito, mestre Gin! — Manifestei a minha felicidade por ter forjado aquela pequena lâmina. A exclamação veio acompanhada por novos pedidos do artesão, que dizia que eu deveria repetir o processo e fazer mais algumas cópias daquela lâmina. Por alguma razão, eu me sentia bem em fazer outras réplicas. Seria esta uma particularidade minha? Seria eu um copiador nato? A dúvida sondava em meus pensamentos. Enfim, após a minha antiga adaga de inspiração dissipar-se em uma luz azul, tornei a fazer uma igual àquela, reproduzindo e deixando ao meu lado. A destra novamente tomou o cabo do martelo, e a canhota tomou a pinça. Levantei de meu banquinho, fui até o local indicado pelo mestre, e peguei as peças que consegui, levando-as à fornalha – uma a uma. Aplicaria os ensinamentos de Gin acerca da força, do controle e do resfriamento e aquecimento do metal, para então fabricar novas lâminas que seriam levadas ao balde d’água em suas etapas finais.

E as horas voltaram a correr. Ao longo de todo o período, sentia que já estava me acostumando ao calor, aos barulhos do local, às faíscas, ao mal cheiro e, inclusive, ao meu corpo ensopado de suor. Para dizer a verdade, acho que eu estava mais concentrado, com o olhar vidrado no que havia diante de mim, tal como se eu estivesse entrado em uma área oculta em minha mente, uma zona. Meus movimentos ficaram cada vez mais rápidos, e as batidas se tornaram mais precisas. A minha coordenação também pareceu melhorar, manipulando as peças com a pinça de uma maneira exímia. Eu estava fascinado com a arte da forja, e eu queria fazê-la para sempre. De súbito, a voz do mestre Gin retirou-me de meu momento de introspecção e eu virei-me para vê-lo.

Fui ao seu encontro, deixando de lado o meu trabalho anterior, e vi as lâminas que outrora eu havia preparado, todas elas arranjadas com seus devidos cabos e guarda-mãos. Contudo, era perceptível que não estavam afiadas, e essa seria a minha nova tarefa. Gin fez uma breve demonstração com uma espada, e eu aprendi a forma como deveria ser feito. — Acho que entendi, senhor. Espero que eu atenda às suas expectativas. — Disse com um leve balanço de cabeça. Tomei uma das adagas e olhei para ela, em seguida virando o olhar para a roda giratória do esmeril. — Aqui vou eu. — Falei, aproximando a peça. No instante em que a lâmina tocou na superfície, o objeto foi repelido e meu pulso foi jogado para trás. Com sorte, segurei firme na arma para ela não voar pelos ares, o que poderia acarretar em um acidente. Suando frio, tentei mais uma vez, e segurei mais firme e na angulação outrora demonstrada pelo mestre Gin. Era um trabalho simples, mas isso não quer dizer que não requeria atenção. Faíscas saltaram através do contato feroz entre lâmina e esmeril, e o zumbido agudo se misturou aos demais barulhos que corriam ao longo da forja. Depois de afiar totalmente a primeira adaga – os seus dois gumes –, parti para outra arma que estava próximo, me mantendo no ritmo durante um bom tempo, até, por fim, findar com todas elas. — Acabei, senhor. — Avisei ao mestre, um pouco ofegante e levemente cansado.

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HP: 425/425 CH: 575/675 ST: 2/5
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Re: [Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato - Publicado Sex 4 Fev - 10:59

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O Ferreiro
de Sunagakure
Em todos os anos em que passou na profissão, Gin jamais viu alguém aprender tão rápido quanto o Chunin. Sua maestria com o aço e familiaridade com o material poderia vir da estranha habilidade que utilizou para materializar a adaga de laminas negras, e por isso aquela arte se tornava mais fácil em suas mãos. Gin se impressionou, haviam poucos erros, apenas alguns ajustes na posição da lamina no esmeril. O dia já estava chegando ao fim, e a presença do garoto na forja adiantou, em muito, o prazo de entrega das armas. Conseguiriam atender a demanda nos dias seguintes sem a presença do mesmo, e por isso estavam extremamente gratos. Gin e Kaiba se reuniram para avaliar tudo o que havia sido feito, e no fim, mal podiam reconhecer quais armas haviam sido feitas pelo garoto ou por eles mesmos, tamanha a qualidade dos produtos finais. A experiência que havia adquirido com os mestres de Sunagakure era suficiente para que o Meio-Uzumaki pudesse ser chamado de Ferreiro. — Olhe bem, Kaiba! Esse garoto vai longe! — Gin comentou quando o Chunin deixasse a forja, observando seus passos iluminados pelo luar.

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Re: [Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato - Publicado Sex 4 Fev - 20:55

E no fim, após o cansaço me consumir, meu trabalho acabou. Kaiba e Gin se aproximaram de mim e me agradeceram pelo serviço, e logo disseram que meu período ali havia terminado. Deixei um longo suspiro escapar pelos meus lábios e olhei para o semblante dos artesãos. Ambos pareciam surpresos com a forma como eu trabalhei; talvez pelo meu jeito de manipular o aço, talvez pela minha velocidade, ou até mesmo pelo meu olhar artístico que eu tinha para com as peças que apareciam sob a minha vista. De todo modo, era de enorme satisfação para mim poder ter ajudado aquela forja, e mais do que tudo, era satisfatório receber as felicitações de Kaiba e Gin. — Não foi nada, mestre Gin e Kaiba-san. Hoje foi um dia muito divertido e de bastante aprendizado. — Fiz uma leve pausa, me levantando do banco em que estava, onde fazia a afiação com o esmeril, e em seguida me coloquei em uma reverência demorada, curvando meu corpo enquanto mantinha o rosto virado inteiramente para o chão. — Obrigado por tudo! — Exclamei, e após alguns segundos retomei a minha postura habitual, esboçando um brilhante sorriso no canto dos lábios.

Pelas pequenas janelas localizadas nos cantos da forjaria, eu conseguia ver o sol esmorecer. A noite estava chegando, e eu deveria estar em casa o quanto antes. No que se seguiu, repeti mais alguns agradecimentos e deixei um recado para meus novos companheiros de forja: — Espero encontra-los em breve. Eu gostei de ser um ferreiro, talvez eu abra uma oficina em algum canto da vila. Por favor, venham me visitar caso consigam algum tempo livre. Até mais! — E então, deixei o estabelecimento, saltitante como uma criança que havia acabado de ganhar um brinquedo. Na verdade, eu havia ganhado algo ainda melhor: o conhecimento para forjar minhas próprias armas, meus próprios itens, e assim, criar um arsenal. No fundo, eu sentia que uma parcela da profecia do velho hierofante que conheci na minha infância estava se concretizando. Todo o meu corpo parecia se afeiçoar com lâminas; quando forjava, cada parcela de meu ser estava em sintonia com a execução de minha arte. — Quem sabe o meu corpo seja realmente feito de espadas... — O monólogo cortou o ar como os ventos finos da noite que caía, palavras rápidas que referenciavam aquela relés elegia. Assim, prossegui em direção à minha casa, preparado para tomar um bom banho para retirar o carvão que cobria todo o meu corpo. Em seguida, após colocar minhs vestimentas para lavar, descansaria na minha cama em uma boa soneca, para então acordar bem tarde pela manhã.

Considerações:
Descrições:

HP: 425/425 CH: 575/675 ST: 2/5
[Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato VNYra6x

AKCL
Nukenin A
AKCL
Vilarejo Atual
[Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato VNYra6x

Re: [Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato - Publicado Sab 5 Fev - 0:52

Situação: Aprovado
Recompensas: Profissão Ferreiro
Considerações: Excelente desenvolvimento das atividades. Como sempre, parabéns.
Conteúdo patrocinado
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Re: [Cena] — O Ferreiro de Sunagakure no Sato - Publicado