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12 Anos Online
A Noite Mais Escura
Arco 03
Ano 14 DG
Outono
Diante da queda de Moira O'Deorain e a morte de Chisaki Overhaul, todos os olhos dos ninjas presentes em Kiri se voltaram para o Capuz Vermelho, que se revelou uma cópia exata do lendário Sarutobi Shion. Graças a Hyuuga Angell, o mercenário foi capturado, levando a prisão junto com Moira. Tudo aquilo favoreceu um entendimento entre as vilas que lutaram entre si em Oto, fazendo com que eles voltassem a neutralidade. Enquanto Iwa e Suna elegem novos Kages, em Konoha, Sarutobi Kaden se prepara para passar o seu cargo para um ninja mais jovem, ao mesmo tempo em que um novo Senhor Feudal assume em Kumo e o Daimyou de Kiri tenta impedir os ataques dos opositores de Jyu. Com a revelação de Chisaki Overhaul sobre a HYDRA, as ações da empresa acabam sofrendo uma grande queda, gerando indícios de uma enorme crise nas grandes nações. Diante do caos, diversos vilarejos pequenos são varridos do mapa quando uma onda de assassinatos em massa se inicia, ao mesmo tempo em que um grupo de fieis ao Jashinismo começa a se erguer, trazendo uma mensagem de esperança para os corações afligidos pelo sofrimento.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
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Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
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Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
Indra#6662
XXXXX
Futuramente teremos.
Discord#1234
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[Cena] ⬧ A Forja do Ferro TqHE5wX

ItsHalno
Tokubetsu Jonin
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[Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Sab 11 Dez - 23:39



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Post 01/08


O Koton era indubitavelmente uma Kekkei Genkai peculiar. Não se sabia se esta era advinda de um clã ou linhagem em particular, e não se sabia se existiam mestres ou conhecimentos sobre essa Natureza de Chakra.

Emiya Shirou estava sozinho na procura dos conhecimentos sobre suas próprias habilidades. Não havia ninguém que ele conhecia que sabia mais sobre essas informações, e quaisquer buscas em bibliotecas apenas cederiam anedotas e informações incertas.

Não havendo um recurso intelectual á seu alcance, Emiya deverá buscar uma outra maneira de conseguir se aprofundar nos conhecimentos sobre o Koton. Sendo assim, você deverá narrar o desejo que Emiya tem de se tornar um usuário melhor do Koton, seus problemas encontrando conhecimentos relevantes para isso, e exemplificar pelo menos um caminho a qual ele tentará melhorar seus conhecimentos sobre esse tipo de Liberação elemental.

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Zireael
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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Dom 12 Dez - 2:04


Arco I, capítulo II, parte I — A Forja do Ferro

Certa vez, um vidente disse que meu corpo era feito de espadas. Eu havia acabado de descobrir minha aptidão com o Kōton, um elemento único que se manifestou repentinamente em meus dedos e os tornou escuros e rígidos como aço. Na ocasião, eu me lembro dos olhos assustados de meu pai ao verem o aspecto escurecido da pele, o que o fez me levar para conhecer um antigo amigo de seus tempos de assassino profissional. O amigo era um velho hierofante, eu acho; era um profeta que, quando me viu, tranquilizou-me e recitou um longo poema, uma elegia confusa que, naquele instante, se firmou às profundezas de minha consciência. Seu corpo é feito de espadas. Seu sangue é de ferro, e seu coração, de vidro. Essa é a primeira parte da triste alegoria destinada à minha pessoa, um cântico que continua vivo em minhas lembranças mesmo após o passar dos anos.

A luz do luar caía sob o vilarejo e embelezava a noite, ao mesmo tempo que as brisas frescas resfriavam e tranquilizavam o inóspito ambiente desértico. Enquanto deslizava o olhar através das estrelas salientes no céu noturno, lembrava-me daquele dia de outrora. Lembro de, depois da visita com o velho, voltar para casa junto a Kiritsugu de mãos vazias, já que não aprendi nada novo sobre minha habilidade. Desde então, minha proficiência com o Kōton se resume em manipulações simples do aço, como reforçar minha pele ou construir pequenos objetos metálicos, ainda que o gasto de chakra se exceda pela minha falta de prática. Antes de morrer, Kiritsugu dizia para que eu buscasse o autoconhecimento, e sendo assim, eu sentia que precisava fortalecer o meu domínio sobre a minha própria natureza elemental. Infelizmente, essa não seria uma tarefa fácil, uma vez que não havia uma profusão de fontes que me levassem a isso, vide que, mesmo após buscas incessantes em livros sobre linhagens sanguíneas e conversando com antigos companheiros, meu pai não conseguiu rastrear as origens e as particularidades do Kōton. Provavelmente, eu era um dos únicos a ter essa kekkei genkai. Então, era claro que eu tinha que andar com minhas próprias pernas.

Ainda vidrado nas luzes emanantes das constelações, eu calmamente refletia sobre a minha linhagem. E se meu corpo fosse, de fato, feito de espadas? Deixando de lado o absurdo por trás dessas palavras e lendo-a como uma metáfora, meu corpo poderia ser afeiçoado com a produção de lâminas, talvez. Então, se eu me forçasse a produzir um grande número de armas, eu estaria desenvolvendo uma competência de abstração, onde seria praticada minha imaginação em prol da produção de um construto, modulando a energia metálica para criar um espelho do objeto que está sendo imaginado. Provavelmente, esse poderia ser um primeiro passo no treinamento.

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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Seg 13 Dez - 6:52



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Post 02/08


O garoto cujo corpo é feito de espadas. Pelo menos, foi assim como já foi chamado. Independente da veracidade de tal argumento, um fato era irrevocável: Você possuía uma afinidade íntima com o metal. Agora, só precisava decidir qual era o caminho que iria seguir na busca do entendimento de sua própria natureza.

Á sua volta, há a plenitude de Sunagakure e tudo aquilo que ela pode oferecer para você. Basta procurar, é bem possível que alguém, ou algo, seja capaz de te ajudar. Talvez, deva procurar não conhecimentos da sua própria linhagem, mais sim do que ela cria. Talvez os segredos que você busque estejam no próprio aço, na forja, no ferro.

E, caso nenhum desses caminhos te abrace, caso seus estudos não gerem fruto, você sempre pode confiar em si mesmo.

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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Seg 13 Dez - 20:29


De súbito, levantei-me do chão arenoso em um salto, animado pela minha momentânea epifania. Rapidamente, distribuí tapas em minhas vestes e retirei a areia que havia se acumulado aos flancos, ao mesmo tempo que meus olhos penetravam no horizonte e se acostumavam à escuridão daquela noite. Eu preciso buscar respostas. Eu preciso ficar mais forte. Eu preciso me tornar um herói. Essa vontade irradiava nos meus pensamentos; martelava e controlava os meus instintos.

Assim, o breu infindável não me impediria de agir, tamanha era minha vontade em melhorar o meu domínio com o elemento aço. Em passos rápidos, distanciei-me de minha casa e adentrei nas trevas, me guiando somente pelo luar e pelas suaves lamparinas distribuídas nas calçadas. O vento soprava com força e, mesmo atingido por discretos calafrios, eu seguia adiante, levando em minha mente somente a ideia de como poderia melhorar o meu conhecimento com o Kōton.

A arte da forja. Eu preciso entender como as armas são fabricadas. Pensei, ao passo que me direcionava ao centro do vilarejo. Era claro que, nesse horário da noite, poucas pessoas perambulavam pelas ruas do vilarejo, o que me permitia seguir rapidamente até meu destino sem qualquer intercorrência. Ou era isso que eu esperava. Esperava que a oficina de Sunagakure ainda estivesse aberta, para que lá eu aprendesse o básico sobre as formas de se produzir uma espada, um escudo, ou melhor dizendo, qualquer tipo de construto, sendo ele feito ou não para o combate. Todo esse estudo certamente seria relevante no processo de aprimorar o meu próprio controle do aço.

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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Ter 14 Dez - 3:51



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Post 03/08


Caminhando pelas ruas escurecidas de Suna, Emiya iria eventualmente chegar ao centro da vila, onde ficavam localizadas as oficinas e lojas da vila. Infelizmente, acabaria por se decepcionar, pois a forja principal já havia fechado nesse dia.

Escutaria, porém, á distância, o som de martelo contra a bigorna. O som era bem baixo, e só possível de escutar em um momento de silêncio completo. Seguindo o sons de aço contra aço, eventualmente chegaria ás portas de uma pequena oficina, construída no padrão de adobe e tijolos de arenito como era comum em Suna, nada mais que um quintessencial “buraco na parede”.

A porta estaria aberta – assim explicando a razão dos sons do martelo serem escutados de tão longe. Olhando dentro da pequena oficina viria um homem cuja feição estava encoberta por roupas pesadas de couro que lhe protegiam contra o calor de uma fornalha que queimava forte, sendo possível sentir o calor mesmo ali fora do edifício. O homem aparentava trabalhar em uma grande peça de metal, mas não era possível ainda ver do que se tratava aquela peça sem se aproximar.

Observando ao redor, poderia notar que havia uma espécie de plataforma elevada sobre a pequena forja deste homem, e uma janela entreaberta no andar superior que poderia ser utilizada para observar o local de cima, que lhe daria uma ótima visão do trabalho que o homem estava a realizar nesta noite.

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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Qua 15 Dez - 2:13


Para o meu azar, a oficina se encontrava fechada. Então, dei um longo suspiro e me conformei com a derrota, virando as costas e retornando em direção à casa. Talvez seja melhor eu voltar amanhã. Acordarei cedo e... No instante em que refletia sobre o que faria a seguir, um estridente barulho ecoou em meio ao silêncio. Girei minha cabeça instintivamente na direção do som e meus olhos invadiram as trevas. Avistaram, de longe, uma pequena centelha luminosa que se sobressaía entre o breu profundo. Surpreso, arregalei a vista e apressei meus passos na direção da luz, ao mesmo tempo que escutava as incessantes batidas que, pouco a pouco, aumentavam de intensidade.

Não demorou para que eu encontrasse um pequeno estabelecimento, que à primeira vista parecia ser uma oficina, provavelmente amadora ou que possuía uma função secundária para o vilarejo, dada a sua arquitetura simples, semelhantes às demais moradias que se distribuíam pelo vilarejo. Ainda assim, ignorei esse fator e golpeei a porta – que já se encontrava aberta – com duas rápidas batidas, revelando-me para quem quer que estivesse trabalhando ali dentro. — Com licença. — Disse, mas percebi que minha voz fraca se perdeu em meio aos barulhos metálicos. Então, dei de ombros e afastei-me um pouco do recinto, e logo me atentei à estrutura do edifício, notando, no alto, uma janela aberta que dava acesso ao andar superior.

Subitamente, acumulei chakra na sola de meus calçados e, em um salto, me agarrei à parede da oficina, tomando cuidado para não fazer ceder a construção e, ao mesmo tempo, não provocar nenhum ruído, muito embora nenhum barulho no lado de fora pudesse ser ouvido em meio àquela cacofonia de metal. Com movimentos lentos e controlados, me esgueirei até a janela e a atravessei, o que bastou para que eu acessasse o interior da oficina e pudesse ver, lá em baixo, o homem que estava trabalhando. Ele era, de fato, um ferreiro, um forjador afundado em meio ao calor de uma grande fornalha e às fagulhas que flagelavam uma volumosa peça de metal. Imerso em sua tarefa, fixei meus olhos nos movimentos fortes e precisos do sujeito, contemplando-o com um certo ar de admiração. Para mim, aquilo era, certamente, uma arte, algo que somente poderia ser desenvolvido com a reunião do trabalho duro com o dom natural. Era algo incrível de se ver, mesmo para um leigo como eu.

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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Qua 15 Dez - 3:25



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Post 04/08


O homem continuou a bater aço contra aço mesmo quando você adentrou no edifício pela janela, observando toda a oficina e o trabalho deste de um ponto de vantagem que garantia uma bela visão da pela que ele trabalhava, uma couraça de aço, ainda em seus primeiros estágios de desenvolvimento, com a forma ainda sendo trabalhada.

Sem parar ou interromper o seu trabalho, o homem virou o rosto pra você. A luz vermelha do fogo criava um bom contraste contra o fundo escuro, mostrando uma feição enrugada e castigada pelo sol, e uma grande barba branca, que mesmo a essa distância aparentava ser grossa e resistente como uma palha.

- “Se você veio me roubar, dê o seu melhor. Se você quer comprar, a loja abre amanhã. Se você quer olhar, feche a porta e me traga um copo de água.”

E tudo isso falou olhando pra você, não errando uma única martelada contra o aço, essas que eram feitas de forma precisa, moldando a chapa de aço no formato desejado. Voltou sua atenção para o metal, e logo, o metal começava a escurecer, não mais apresentando a cor avermelhada de um material superaquecido, e então o homem á colocou de volta nas chamas ardentes da fornalha, retirando outra peça de metal, esta que muito se assemelhava a uma espada.

Era um trabalho rítmico e preciso. Se você ficasse á observar por mais um tempo, iria observar que ele trocava de peça em aproximadamente cinco minutos por vez, trabalhando em uma até que essa esfrie e fique rígida demais para ser trabalhada, e então trocando por outra peça. Você era leigo quando se tratasse do trabalho de um ferreiro ou como uma forja funcionava, mas tinha conhecimento suficiente para saber que trabalhar em duas peças completamente diferentes de forma simultânea não era algo fácil, e o bom-senso te dizia que arruinar uma das peças seria muito fácil em uma situação como estas.

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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Qui 16 Dez - 1:58


Assim que meus olhos desceram em direção ao homem, me mantive em silêncio. Contemplava o trabalho que estava sendo realizado, ainda que respirasse com dificuldade em meio ao calor que se alastrava em direção ao teto da pequena oficina. Os sons do ferro contra ferro se intensificavam cada vez mais, progrediam em um baque rítmico e pareciam, quiçá, uma singela sinfonia. Depois de um certo tempo, embora eu tivesse me mantido calado desde que adentrei no espaço, fui abruptamente encontrado pelo olhar atento do homem, que virou sua cabeça para mim e, ao mesmo tempo, continuou a martelar a sua peça. Isso é inacreditável. Pensei, encantado com a maestria do sujeito. Ele provava-se um forjador experiente; suas habilidades certamente decorreriam de um intenso e exaustivo treinamento, junto a um controle inato que foi refinado por anos, talvez décadas.

De súbito, palavras altas foram lançadas em direção à minha pessoa, e só então pude reparar no aspecto físico do homem em contraste ao fogo quente que preenchia a escaldante fornalha. Ele era alto e forte devido ao seu ofício, com músculos aparentes e bem definidos. Não tinha cabelos, provavelmente atingido por uma calvície grave, mas possuía uma longa e grosseira barba branca, dando-lhe um semblante carrancudo. Dispunha de um rosto enrugado, envelhecido. Veias fortes saltavam de seus braços e das laterais da cabeça, à medida que o suor escorria de seu corpo e o deixava brilhoso, refletindo as línguas de fogo e as brasas vermelhas que escapavam do impacto do martelo com o ferro preso na bigorna. Então, uma vez que minha discrição não era mais necessária, levantei-me e arrumei a postura, descendo em direção ao homem em um salto leve e caindo no primeiro andar alguns passos à sua direita.

— Peço desculpas, senhor. Não quis atrapalhar seu serviço, se bem que acho que não o atrapalhei... Na verdade, estou apenas olhando seu trabalho. — Falei, fazendo uma pequena pausa para que meus pulmões se acostumassem ao ar quente e condensado pelo fogo impiedoso. — Se me permite o elogio, é uma coisa magnífica de se ver, senhor. Me chamo Shirou, Emiya Shirou. Caso seja possível, eu poderia ficar mais um tempo observando o senhor? — Perguntei com os olhos vidrados nos do homem, os quais já haviam se voltado novamente para a forja. Ao mesmo tempo que fazia minha pergunta, fechava a porta que se encontrava aberta e percorria o estabelecimento em busca de um lugar que eu pudesse buscar um copo d’água, obedecendo as palavras do sujeito. Assim que o fizesse, sentaria em um banco nas proximidades, mas não tão próximo para que o calor não fosse me fazer algum mal. Depois de certo tempo, o sujeito começaria a trabalhar em mais uma peça, totalizando duas ao mesmo tempo. Esse cara é um monstro. Nessa circunstância, ponderei, boquiaberto.

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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Qui 16 Dez - 6:29



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Post 05/08


O homem pareceu aceitar seus comentários, e respondeu á eles com um balançar da cabeça, indicando aprovação.
- “Que nem eu falei, Filho, puxe uma cadeira e me traga um copo de água e então você pode assistir o tempo que quiser.”
O homem iria vagamente gesticular para os fundos da oficina – você poderia deduzir que era lá onde o homem teria água, e caso fosse até lá, iria notar um grande galão de água com uma pequena torneira fixada no fundo, e alguns utensílios dispostos ao redor, além de vários implementos e peças metálicas incompletas. Alguns copos também poderiam ser encontrados ali, escondidos por trás da bagunça - esses não eram tão refinados, certamente pareciam ser trabalhos mais amadores, mas também eram feitos de metal. Se olhasse de perto, iria notar que ali todos os copos assim como todos os utensílios teriam um pequeno símbolo forjado: uma flor de sete petalas.
Quando voltasse, o homem ainda estaria martelando o aço, finalizando o formato da carapaça, e aquecendo a lâmina, já a deixando acessível para ser forjada em seguida.
- “Então você admira um bom trabalho com o aço, Filho? São poucos que apreciam, a maioria acha barulhento demais, difícil demais, quente demais, e é verdade. Me diga, por que você se interessou? Por que veio aqui hoje?”

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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Sex 17 Dez - 1:04


Os gestos simples do homem me guiaram até os fundos da oficina, onde lá pude encontrar um galão de água perfurado por uma torneira, além de diversos outros apetrechos metálicos que se distribuíam no chão e numa pequena bancada coberta de fuligem. Olhei por entre a bagunça e rapidamente encontrei o que estava procurando: um copo. Tomei-o em mãos e, com agilidade, abri a torneira e deixei a água escorrer para dentro do recipiente, preenchendo-o por inteiro em poucos segundos. Assim, virei-me de volta para o ferreiro, carregando o copo de metal com cuidado e deixando-o ao seu lado, perto da bigorna e de seus volumosos e musculosos braços. Depois, voltei-me para sentar em um banquinho, ouvindo as palavras do sujeito ao mesmo tempo que me concentrava no exercício de seu ofício.

— Sendo sincero, senhor, eu nunca tinha parado para prestar atenção em uma forja. — Disse, ainda um pouco inquieto por não saber o nome do sujeito, mas prossegui em minha fala. — Eu vim aqui em busca de respostas. Eu sou um shinobi, e eu consigo controlar o aço. Não é algo comum de se ver por aí, mas é algo que sei fazer e que eu procuro melhorar. Eu esperava encontrar as respostas para isso ao ver alguém produzindo armas, essa foi a ideia que tive. Foi por isso que vim até aqui. — Fiz uma pausa leve, bufando com o calor da fornalha, e continuei em seguida. — Contudo, ver você aqui, dedicando seu tempo e se esforçando ao máximo para fazer essas peças de metal, abriu ainda mais os meus olhos. Deixando de lado a minha dificuldade de evoluir a minha habilidade, percebi que forjar é realmente uma arte. Resistir ao calor, ao suor, ao cansaço e ao barulho me parece ser uma etapa importante para a fabricação de um bom produto. Ao meu ver, uma boa arma nasce das adversidades daquele que a forjou. — Não pude esconder o encanto em minhas palavras, ainda que eu fosse um completo ignorante no quesito de forjar. Eu estava, de fato, maravilhado com tudo aquilo que eu via, segundo após segundo.

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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Sex 17 Dez - 7:02



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Post 06/08


O homem aceitou a água que foi entregue a ele, e escutou calmamente ás palavras do garoto, acenando levemente com a cabeça. Enquanto o garoto falava, ele colocou a couraça de volta nas chamas, e então pegou a espada e a colocou sobre a bigorna.
- “Eu não poderia ter falado isso melhor, Filho. 'Uma boa arma nasce das adversidades de quem á forjou'. Essa eu vou guardar pra mim...”

O homem suspirou um pouco. Parou de martelar a espada, e virou o olhar para você.
- "Eu já fui um Shinobi também, muito tempo atrás. Não sei te dizer nada sobre controlar o aço com o chakra... Mas podemos tentar algo."

Falando isso, o homem despejou o restante do conteúdo do seu copo no meio da lâmina - instantaneamente escurecendo tal e criando uma nuvem de vapor. Pegou seu martelo, e o golpeou contra a lâmina, a qual se partiu no meio, arruinando a peça.
- "O que eu acabei de fazer não da pra desfazer. Mesmo se eu fundir os dois pedaços, a espada jamais vai ser tão resistente quanto ela seria antes."

Então, com um par de pinças, recolheu ambas as partes e as despejou em uma caixa contendo água. Aguardou as peças esfriarem, e então a colocou sobre a bigorna novamente.
- "Se você realmente é capaz de controlar o aço, fundir essas duas peças para que sejam uma única lâmina não vai ser nada difícil. Tente."

Com essa última frase, o homem iria tomar alguns passos para trás, deixando a bigorna com as duas partes da lâmina em sua frente. Cruzaria os braços e observaria com atenção quaisquer ações que você tomasse.

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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Sex 17 Dez - 14:28


A voz calma do ferreiro destoava completamente de seu físico rude, quase grosseiro, tamanha era sua dedicação para com a forja. As mãos calejadas; o corpo coberto de fissuras; a barba grossa; a pele escurecida; tudo isso evidenciava que aquele homem oferecia todo o seu ser para forjar as melhores peças de armas e armaduras. Um ato louvável, penso eu. De súbito, concomitante às palavras do ferreiro, vi-o jogar um pouco de água no metal que estava trabalhando, fazendo subir uma nuvem de vapor que cobriu a minha visão. Segundos depois, após um intenso som de uma batida metálica, percebi que o forjador havia quebrado, propositalmente, a lâmina que estava à sua frente, que se partiu em dois pedaços pela força do golpe. Ergui minhas sobrancelhas e esperei o parecer do homem, que não tardou para me explicar. Ele queria que, com minha habilidade, eu consertasse aquela espada.

Engoli seco e, então, me aproximei da peça de aço. Previamente, o ferreiro havia colocando o metal dentro de um recipiente de água, que fez alçar mais uma névoa de vapor que cobriu todo o ambiente. Após a nuvem ter baixado, fechei os olhos e concentrei-me nos meus próprios pensamentos, respirando fundo ao passo que conjurava meu chakra para que minha habilidade viesse à tona. Em questão de segundos, meu braço direito foi totalmente envolto por uma coloração negra, uma tonalidade profunda e brilhosa. Abri os olhos novamente e, com a mão escurecida, toquei simultaneamente nos dois pedaços metálicos apoiados na bigorna, sentindo um pequeno calor na palma da mão, mas ignorei por não estar me fazendo mal algum. Imediatamente, tentei mais uma vez evocar o meu chakra para criar uma ligação entre as duas partes e, assim, concertar a lâmina.

Entretanto, depois de dois minutos me esforçando para que os metais se juntassem, percebi que nada estava acontecendo. Logo, soltei os pedaços da arma e resmunguei, condenando a mim mesmo em meus pensamentos. — Não adianta. Eu não consigo... — Falei, virando-me para o ferreiro que eu ainda não sabia o nome.

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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Sex 17 Dez - 23:35



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Post 07/08


Cuidadosamente observando, o homem se manteu silencioso depois que você fez sua afirmação... com um olhar de decepção.
- “É so isso, Filho? Você já está desistindo?”

Ajustou sua postura um pouco, e colocou uma mas mãos sobre a mesa, se apoiando.
- "Uma boa espada não se faz em poucas horas. É um processo que leva dias, até semanas. Se eu desistisse de toda a espada que eu faço simplesmente por que não terminei após um dia de trabalho, eu nunca ia ter terminado sequer uma única."

Falando isso, o se aproximou e colocou uma mão sobre seu ombro - rudemente ajustando a sua postura. Costas retas, pernas ligeiramente afastadas, ombros retos e cabeça fixada na bigorna.
- "Tente novamente. Tente algo diferente. Tente algo estranho. Tente algo que ninguém jamais tentou. Mas nunca, jamais desista. Vamos, Filho, mãos á obra. Foque seu Chakra, flua ele na lâmina, alcance seus limites."

E ali o homem ficaria, por várias horas - até mesmo se o sol começasse a raiar novamente, mas ele estaria ali, observando de perto você tentar... E talvez, com um pouco de dedicação, você consiga.

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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Sab 18 Dez - 13:45


— Acho... acho que você tem razão, senhor. Tentarei mais, mais e mais, até que finalmente eu tenha conseguido! — Exclamei, entusiasmado com as palavras ditas pelo ferreiro. Esbocei um leve sorriso com o canto do rosto e percebi as mãos ásperas do homem repentinamente tocarem o meu ombro, o que fez arrumar a posição de minhas escápulas e ajeitar toda a minha postura. Suspirei fundo, sentindo o chakra fluir pelo meu âmago, e fechei os olhos, canalizando a energia na palma da mão direita. Então, abri os olhos em um átimo e mirei fixamente as duas partes de aço postadas sob a bigorna, e logo franzi o cenho em um semblante sério, concentrado no treinamento. A energia de meu braço rapidamente começou a correr em direção à lâmina quebrada, e a característica aura amarela de meu chakra manifestou-se em meio à poeira e à fuligem que se faziam naquela pequena oficina.

E então, passaram-se dez minutos. E os dez rapidamente transformaram-se em trinta, seguindo para cinquenta e completando uma hora. A hora não tardou para virar duas, três e, por fim, quatro horas inteiras. E eu, em todo o momento, mantive-me concentrado em minha tarefa, ignorando o suor, a fome e a sede, e vislumbrando apenas aquilo que estava diante de meus olhos: as duas partes quebradas da espada. Felizmente, todo o meu esforço não foi em vão. Depois de todo o tempo que decorreu, senti algo diferente materializar-se em minha mão. Uma massa tomou conta de minha palma e, em velocidade impressionante, aderiu as partes quebradas do aço e as atou em poucos segundos. Retirei minha mão em um susto e mirei, com os olhos lacrimejando pela brasa quente, a lâmina com sua estrutura em perfeitas condições, sem nenhum sinal de que outrora tinha sido quebrada.

— Eu consegui! — Não consegui esconder a minha animação, e dei um salto com os braços para cima. Nesse instante, a luz do sol raiando chocou-se contra meus olhos e me fez perceber que eu tinha passado muito tempo dentro da oficina e perdi a noção do tempo. Estava bem cedo, então eu deveria tomar cuidado para não falar muito alto. Olhei para o ferreiro e abaixei minha voz. — Quero dizer, eu acho que consegui. Eu, Shirou Emiya, estou em dívida com o senhor. Obrigado, por tudo. — Abri um longo sorriso, ajeitando meus braços para baixo e inclinando todo o meu tronco em uma longa reverência na direção do homem de barba branca.

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ItsHalno
Vilarejo Atual
[Cena] ⬧ A Forja do Ferro TqHE5wX

Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Sab 18 Dez - 16:20



⬧ A Forja do Ferro ⬧



Post 08/08


Apos muitas e muitas horas de tentativa e erro, o jovem mestiço havia finalmente conseguido fundir as duas peças. Partes que anteriormente estavam quentes ao toque agora estavam á mesma temperatura dos arredores. A chama da forja lentamente se diminui, visto que o velho ferreiro já não mantivera mais as chamas acesas. O ar da noite de Suna, como muitas outras, era fria. E você já se sentia absolutamente exausto.

- "Vamos ver o que temos aqui..."

O homem se levantou de onde sentava, observando o trabalho do garoto com atenção - em alguns momentos da noite, você até mesmo se esquecia que ele estava ali, tanto era o silêncio do homem.
Pegou a lâmina da bigorna, a examinou de perto. Na luz baixa era possível ver ligeiras marcas brilhantes onde antes a fissura se encontrava, de um aço novo que ainda não era manchado pela oxidação.
Sacou um dos martelos, apoiou a lâmina contra a bigorna. A golpeou. Uma... Duas... Três vezes.

Quando a Lâmina se partiu, não foi sobre a antiga fissura, mas uma quebra nova. Sua fissão de aço havia realmente fundido as duas partes com perfeição - não só juntando uma peça que anteriormente seria impossível de reparar, mas deixando-a tanto quanto, senão mais, resistente do que antes. Tal fato era óbvio até mesmo na feição do homem que te olhava com um pequeno sorriso, e um olhar perspicaz em seu rosto. Com uma curta risada, mas tão profunda quanto seu olhar, ele voltou a falar.

- "Em meus quarenta-e-sete anos como um ferreiro, eu jamais vi algo assim, Filho... Você certamente tem um grande caminho á frente, mas o seu potencial é inestimável."

Colocou uma mão calejada sobre seu ombro, apertando-o com firmeza.

- "Das lições que você aprendeu aqui hoje, apenas uma importa: Jamais se subestime."

Falando isso, o homem se voltou para sua forja novamente. Dessa vez, começou a organizar as peças e equipamentos que usava para fazer suas obras. A lâmina que novamente foi quebrada foi depositada em um pequeno balde com outros pedaços de aço, e a carapaça que esfriou sobre a forja foi depositada sobre uma das mesas.

- "Acho que ficamos tempo demais aqui hoje, não? Vá descansar, Filho, você merece."
Considerações:

iron blacksmith

Zireael
Chūnin
Zireael
Vilarejo Atual
iron blacksmith

Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Dom 19 Dez - 0:38


As palavras que o ferreiro disse conseguiram chegar até o meu coração. Ele acreditava no meu potencial e dizia para nunca me subestimar. Na essência, parecia um pouco com o meu pai, Kiritsugu, que sempre me encorajou e me incentivou a lutar para tornar o mundo um lugar melhor, longe de morte e destruição. — Pode ter certeza que vou guardar essa lição. Tenha uma boa noite, senhor, ou melhor, tenha um bom dia. — Falei enquanto fazia mais uma pequena reverência e continuava com meu sorriso estampado no rosto. — Passarei aqui para vê-lo mais vezes. Até mais. — Abri a porta e, ao passo que o sol escaldante atingia a minha visão e me cegava por um breve momento, sentia o calor do deserto aquecer o meu corpo. Excitado por finalmente ter conseguido um progresso no desenvolvimento de minha habilidade, saí do estabelecimento com passos descansados, calmos, que recuperavam a minha energia gasta durante todo o processo de concertar aquela lâmina de aço. Meu braço repentinamente tornou a coloração normal, abdicando da tonalidade enegrecida para ficar na habitual cor de minha pele. Enquanto galgava, perdido em meus próprios pensamentos, não pude deixar de lado o meu desejo por manifestar o meu novo poder. Assim, antes de retornar para casa, desviei o caminho na direção de meu centro de treinamento habitual. O sono, a sede a fome não me impediriam de treinar um pouco mais, tamanho era meu entusiasmo em testar os meus novos limites com aquele novo poder.

Dada as horas da manhã, as ruas de Sunagakure não estavam movimentadas. Então, demorei pouco para chegar no local. À minha frente, via um completo ermo, uma planície sem fim com vegetação escassa e rasteira, coberta pelo deserto amarelo. No centro, uma única grande árvore abraçava o lugar com suas folhas, um mar de galhos cobertos de verde que não faziam sentido estarem presentes em meio àquele ambiente hostil. Sem pressa, retirei minha camisa enquanto andava na direção da árvore, pendurando-a em um dos galhos da forma como já tinha feito outras vezes. Depois, estralei o pescoço e arrumei a postura na forma de combate, virando-me para o corpulento tronco da árvore com os punhos em riste, prontos para golpear. Antes que efetivasse o soco, fechei os olhos e concentrei meu chakra nas falanges dos dedos de ambas as mãos, conjurando a minha kekkei genkai para torná-las tão resistentes quanto aço. E então, eu golpeei. Um, dois, três socos contínuos atingiram o tronco da árvore, fazendo subir a areia acumulada nas sinuosidades da madeira. E depois, quatro, cinco, seis golpes. Enquanto acertava a árvore, contava mentalmente a quantidade de golpes e controlava minha respiração como outrora havia aprendido na academia e com meu pai. Continuava na postura ideal para o combate, protegendo as laterais de minha cabeça e com os ombros um pouco levantados. Os golpes, por sua vez, eram lançados em diferentes posições: uns seguiam na minha linha de visão, outros eram mais embaixo, e outros mais em cima. E, mesmo socando algo rígido, em nenhum momento eu aliviei a força nos meus punhos, tão resistente era o aço que cobria os meus dedos. Depois de meia hora praticando, resolvi descansar um pouco. Ao meu comando, o metal da kekkei genkai desvencilhou-se de minhas mãos e sentei na areia para me recuperar à sombra da copa da grande árvore.

Dez minutos se passaram e retornei para o treinamento. Dessa vez, fechei os olhos e manipulei a energia metálica para acoplar-se na região das tíbias de minhas pernas, reforçando-a no ato. Suspirei fundo e, ao sinal do silvo de uma débil ventania, comecei a chutar o tronco da árvore, dessa vez, priorizando a técnica, e não a força aplicada. Um, dois, três, quatro. Uma sequência de quatro chutes. O primeiro começava na linha da cintura, e os demais seguiam mais ao alto de forma progressiva, como o ponteiro de um relógio. Cinco, seis, sete, oito. Mais uma série. E então, avancei nesse treinamento por mais meia hora, utilizando todo o gás que eu tinha. Perto de finalizar a última série do treinamento, senti a visão ficar turva, e depois completamente negra. Impelido por uma força incontrolável, caí no chão completamente desacordado e desgastado. Sim, eu exagerei. Acordei horas depois por um guarda que fazia uma ronda no perímetro. Ele me deu alguns chutes e esperou que eu não reagisse, pois achava que eu estava morto. Abri os olhos de súbito e suspirei fundo, o que me fez recobrar a consciência. O guarda me ajudou a levantar e me deu um sermão para não dormir naquele lugar. Dei de ombros, mas agradeci o conselho. Então, peguei minha camisa que estava em um dos galhos, coloquei-a no ombro e comecei a andar em direção à casa, pronto para me banhar e descansar de verdade. Pois era isso que eu verdadeiramente merecia: um bom banho e um bom descanso.

Considerações:
Descrições:

HP: 275/275 CH: 440/525 ST: 3/4
[Cena] ⬧ A Forja do Ferro TqHE5wX

ItsHalno
Tokubetsu Jonin
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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado Dom 19 Dez - 1:48

@Zireael
Situação: Aprovado.
Considerações: ÓTIMA Narração, bem divertido de narrar com você. 💖
Recompensas: +1 Ponto em Taijutsu. Qualidade: Perito Elemental - Koton (02)
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Re: [Cena] ⬧ A Forja do Ferro - Publicado