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12 Anos Online
O Nascer do Sol
Arco 01
Ano 12 DG
Inverno
Após a cisão que uniu o mundo, a separação de espólios pós-guerra pareceu muito promissora, mas mais para uns do que para outros. Kumo tomou como parte de seu território uma terra pequena que para muitos não tinha nada, mas, após uma investigação minuciosa feita por ninjas enviados pelo próprio Daimyou do Fogo, foi descoberta a vantagem que Kumo tinha em mãos: estavam em posse, ainda com vitalidade, do corpo de Hashirama Senju, este que foi considerado o maior shinobi em sua época. O Fogo começou uma campanha pessoal para descobrir mais sobre isso, o que acabou culminando em uma grande reunião entre os Senhores Feudais. Mas, no fim, sem nenhum acordo que fosse bom para todos os lados, uma declaração de Guerra Mundial foi feita, e o campo de batalha escolhido foi Otogakure. Forças do mundo inteiro estão agora marchando para Oto para travar aquela batalha que pode destruir toda a paz que foi conquistada há 10 anos.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
Shion#7417
Angell
Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
Angell#3815
Oblivion
Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
Indra#6662
Salvatore
Salvatore é parte da comunidade de RPG narrativo desde meados de 2013. Conheceu o Akatsuki nessa época, mas começou a fazer parte como jogador ativamente em 2021, sempre com muita dedicação e compromisso com o fórum. Hoje, atua no fórum como narrador e administrador, focado nas partes administrativas do ON. Fora do fórum se considera um amante de futebol, adora cozinhar pratos exóticos e é estudante de Engenharia Civil.
Salvatore#1234
Sr. L
Sr.L apelido recebido pelos players do fórum, devido ao seu sobrenome Sinhorelli, joga em fóruns narrativos desde 2010. Encontrou o Akatsuki no final de 2020, mas manteve-se ativo no início de 2021. Desde então se empenhou como player e se sentiu na obrigação de ajudar os demais e hoje auxilia o fórum como Narrador, Moderador e Administrador. Fora do forum, trabalha e possui formações acadêmicas, voltadas a área de gestão de pessoas.
Sinhorelli#1549

[Filler] A verdade sobre meus olhos Xoj9u7k

Senko'
Godaime Mizukage
Senko'
Vilarejo Atual
[Filler] A verdade sobre meus olhos Xoj9u7k

[Filler] A verdade sobre meus olhos - Publicado 8/8/2020, 10:20

A verdade sobre meus olhos
HP: 1000 | 1000CH: 850 | 850ST: 0 | 5

Seguindo os acontecimentos em [Cena] Investigador Amador

Logo depois de sentir a pressão assassina de Ichiro, Senko desaba. O seu irmão ia lhe matar, mas por algum motivo não o fez. O jovem Matsuda estava jogado no chão, imóvel, paralisado pelo medo e pela dor de ver a pessoa que mais admirava nesse mundo esboçar um semblante frio, tencionando matar o próprio irmão. “Por que...?” titubeava sussurros de incerteza que não soavam mais alto do que um pensamento.

A sua inspiração, o seu irmão mais velho, a pessoa que tomou o papel de patriarca da família. Ichiro protegeu Senko quando ainda era uma criança indefesa durante o êxodo no País do Vento, ensinou ao caçula tudo o que sabia sobre as artes ninja e sempre demonstrou um amor incondicional. Ele deixava de comer para dar à mãe e ao irmão. E agora, jogou tudo fora. Saiu sem dizer nada a ninguém e desapareceu por quase duas semanas. O garoto não sabia, mas Ichiro havia desertado a vila. O menino ainda tinha esperanças de reencontrar o irmão em algum canto e trazê-lo de volta para casa, mas antes queria entender a motivação de tudo aquilo, ele não queria aceitar o que tinha acabado de vivenciar.

Depois de um longo tempo esgotando as lágrimas no chão de terra batida do vilarejo, o garoto estava quase caindo em hipotermia e os seus olhos coçavam e doíam. Ele voltou a se ajoelhar, olhando para o sangue que saía do corpo de Kyan e depois para o catarro nojento que havia deixado no chão após chorar pela traição de um assassino.

— Por que?! Por que!? ME DIZ! — o garoto socava o chão em negação, tentando se recompor.

Depois de um tempo tentando se acalmar, o caçula finalmente se levanta e vai correndo para casa. As suas mãos estavam machucadas pela tentativa de extravasar os seus sentimentos. A sua cara e seus olhos estavam inchados de tanto chorar. O garoto andava desorientado, como se a pressão sanguínea do seu corpo estivesse completamente desregulada, mas isso não o parou.

Quando chegou em casa abre a porta num estrondo e vai à procura da mãe. — MÃE! Eu encontrei o Ichiro! — berrou, passando pela sala, pela cozinha e chegando no quarto, onde a mãe estava tentando combater a sua insônia.

Assim que Harumi, a mãe dos dois irmãos, olhou para Senko, desatou a chorar desesperadamente, correndo para abraçar o filho. O Genin não entendia exatamente o porquê de ela reagir assim, o choro não parecia de felicidade, mas sim de angústia. Se ela já estava chorando assim antes dele contar a verdade sobre Ichiro, ele se assustou e ficou preocupado ao imaginar a reação da mãe quando finalmente soubesse tudo o que aconteceu.

— Não! NÃO! Ó CÉUS, POR QUÊ?! — chorava, gritava, segurando o filho com muita firmeza e amor — TÃO NOVO, NÃO! — a preocupação e desespero cresciam a cada palavra de negação que era proferida pela boca de Harumi.

Os batimentos cardíacos de Senko aumentavam cada vez mais, sem ainda entender o real motivo pelo desespero da mãe. — Mãe, calma! Ele não morreu, não fica assim, mãe, não chora! — disse, tentando acalmar a mãe. Os dois se sentam na cama e ela fita diretamente os olhos de Senko, colocando a mão sobre seu rosto. Ele podia ver as lágrimas que rolavam por aquele rosto cansado, cheio de olheiras e marcas. Harumi tinha 34 anos, foi mãe de Ichiro aos 17 anos e de Senko aos 26. Embora ainda fosse jovem, sua aparência estava muito além da sua idade. Parecia ser muitos anos mais velha do que realmente era. Depois da morte do seu marido, Hideki, na destruição de Suna, passou por muito estresse e teve que se sujeitar à muita humilhação. O peso dos anos de miséria caiu sobre sua aparência que uma vez fora jovial.

Depois de alguns segundos acariciando o rosto de seu filho, ela disse com pesar. — Filho... estou preocupada com o seu irmão, mas não penso que ele está morto, ele sabe se cuidar, mas... — ela tenta conter o choro, rangendo os dentes e cerrando os punhos. Senko percebe que sua mãe sente uma dor descomunal e, aparentemente, não é causada por nada físico. — Senko, eu preciso te contar uma coisa, meu filho. — ela segura envolve a mão do rapaz com suas duas mãos e mais uma lágrima escorre. — Mas promete pra mamãe que você vai tentar entender nossos motivos, ok?

— Mãe... como assim? — Senko franze a testa, super preocupado com o que estava acontecendo até ali. De raiva e tristeza pelo o que tinha acontecido até então, ele passa a ter uma preocupação até nociva. Seu corpo treme de ansiedade e dúvida.

Sua mãe se levanta e vai até a mesa de cabeceira e pega um espelho que usava para se pentear. Ela então volta a se sentar ao lado do filho e lhe entrega o espelho, enquanto começa a contar uma história.

— Filho, o que eu vou te contar aconteceu muito antes do seu nascimento. Quando eu ainda era jovem, por volta dos meus 15 anos, eu conheci seu pai. Seu pai era um dos garotos mais bonitos da vila... — ela sorri olhando para o vazio, lembrando do seu marido — quer dizer, O mais lindo... E, quando eu o conheci, tornamo-nos amigos rapidamente e ele dizia que gostava muito do meu jeito de ser. Um ano depois, ele me pediu em namoro e, com três meses de relacionamento, em casamento! Era uma grande paixão e foi tudo muito rápido. — Senko segurava o espelho na mão, ainda sem ter olhado diretamente para ele. O espelho refletia uma luz avermelhada, mas o garoto estava atento à história da mãe e não reparou.

— O tempo se passou e nós continuamos a nos amar. Eu queria muito ser mãe, mas, sempre que entrava nesse assunto com o seu pai, ele dizia que nunca teria um filho, no máximo adotaria um “pronto” e cuidaria quando o filho já tivesse idade para se limpar sozinho depois de ir ao banheiro. No começo, encarei como uma brincadeira e entendi que ainda éramos novos demais, mas depois percebi que ele ficava desconfortável demais quando tocávamos nesse assunto. Isso me entristecia demais e, numa dessas conversas, brigamos feio e cada um foi desestressar em um canto. — Harumi suspira, exibindo uma melancolia enquanto se preparava para continuar a história. — Eu fui beber com algumas amigas e, enquanto estava bêbada..., me envolvi com um outro rapaz. Nós... meio que nos deitamos juntos  

— VOCÊ TRAIU O PAPAI?! — indagou Senko. Queria chorar, mas não havia mais lágrimas para isso.

— Calma, meu anjo! Calma... eu não queria ter feito isso! — disse Harumi, chorando de arrependimento. — Mas aconteceu... Eu fiquei grávida do seu irmão nos fins dos meus 16 anos. No dia seguinte, eu e seu pai resolvemos os nossos problemas, bebemos bastante e nos deitamos juntos. Tentei acobertar meu pecado de alguma forma. — a cada frase, engolia o choro.

— Quando seu pai soube que eu estava grávida, pensou que era um filho dele por algum acidente que poderia ter ocorrido naquela noite em que estávamos bêbados. Ele ficou extremamente preocupado e tivemos uma conversa séria. Foi então que ele me contou a verdade que escondia de mim desde que nos tornamos amigos, namorados e, depois, marido e mulher.

— C-como assim...?

— Seu pai foi um Uchiha. Ele não queria ter filhos pois sabia que, a partir do momento em que um novo Uchiha nasce, está fadado à rejeição dos outros. As pessoas temem os membros deste clã, pois são pessoas muito amorosas, assim como seu pai era... Mas quando um amor é grande demais, pode sair do controle e virar um ódio que desperta olhos vermelhos e poderosos. Então os Uchihas são caçados, assassinados, todos cobiçam esses olhos.

— Este clã trouxe muitas coisas más para este mundo, mas... — ela sorri novamente, pressionando os lábios com muita força, tentando conter mais uma vez toda a angústia que sentia dentro de si. — Seu pai tentava ser diferente, ele dizia que era possível conter essa raiva e ir contra o destino traçado pelo sangue que corria em suas veias. Mas isso era muito difícil, ele não queria que nada parecido com o que ele sentia passasse para seus filhos. Então ele escondeu quem era de todos desde sempre, trocou seu nome e passou a viver de um modo simples.

— Então... era por isso que ele não queria filho nenhum... Então o Ichiro é um Uc...

— Não... seu irmão não é filho do seu pai. É meu filho, mas não é um Uchiha. — disse, observando o semblante nulo de seu filho, paralisado pelo enorme volume de informação que havia recebido. — Depois dele desabafar e contar seus segredos para mim, eu conversei com ele e contei toda a verdade. Ao mesmo tempo que ele sentiu raiva pela traição, sentiu-se aliviado por saber que o filho não iria nascer com a maldição que assombrava seu clã.

Enquanto ouve as palavras da mãe, o garoto lentamente olha para baixo fitando o espelho que tinha na mão. A luz que refletia era carmesim. Senko pode ver seu reflexo dos seus olhos e se assustou. Ele havia despertado o Sharingan.

—M-mamãe... eu

— Senko... anos mais tarde, descobri que estava grávida de novo, mas, dessa vez, eu e seu pai tínhamos certeza de quem era o filho. Entretanto, seu pai decidiu servir à vila durante o ataque de Okina, deixando a mim, seu irmão e você que ainda era um bebêzinho na barriga da mamãe junto do grupo de sobreviventes. Antes de partir, ele escolheu seu nome e disse que você e seu irmão defenderiam o seu legado. Defender aqueles que você ama e tentar mudar o destino imposto pela sua linhagem.

O garoto tenta digerir os fatos e raciocinar qualquer coisa para dizer para a mãe, mas não consegue formular sequer uma expressão de entendimento.  

— Desculpa, filho... me perdoa.

Considerações:

> 1635 palavras
> Objetivo: Filler de 1500 palavras para explicar como foi a troca de clã


Jutsus Utilizados:

Bolsas de Armas :

1ª Bolsa - 20/20
4 Kunais [4]
23 Kibaku Fuuda 5,75 de [6]
25m de Fio [5]
10 Senbon [5]

2ª Bolsa - 10/20
+5 Kemuridama [5]
+1 Zōketsugan 0,25 de [1]
+4 Hikaridama [4]

(c)
Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

Re: [Filler] A verdade sobre meus olhos - Publicado 8/8/2020, 10:47

@Senko, aprovado! Muito bom, por sinal.

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