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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 10:
RemanescentesAno: 70DG
Hanatarō olha para a vila do topo do prédio do Departamento de Pesquisa. Há dois anos era uma salinha no fim do laboratório geral da vila, agora tinha seu próprio prédio tão alto quanto o próprio escritório do Kazekage. Hanatarō sorri vendo as pessoas andando felizes na nova vila construída graças aos avanços científicos realizados com a inteligência de Takura, sua mentora. Antes, ele só via uma vila pobre, com construções de areia frágeis, com um horizonte desértico, dependendo de outras vilas, inclusive de Konoha, para conseguir sobreviver, mas agora... Sunagakure estava grandiosa novamente e tinha comprado sua independência. As construções ainda tinham porções de areia, mas eram forjadas em metais nobres, em ouro, em prata, criando grandes casas e prédios. As lojas estavam cheias de especiarias únicas, pois o trabalho de encontrar certos ingredientes se tornou muito mais prático desde que a vegetação voltou a florescer nos arredores da vila; onde antes era só deserto agora possuía vielas de relva, florestas, rios e uma fauna cheia de roedores, mamíferos e carnívoros.
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pupupu - em Ter 3 Dez - 17:49

A voz sussurrou como um fantasma em seu ouvido. Instintivamente, ele se virou, assustado. Tinha em mãos uma arma pontiaguda, a qual brandia contra o vento fantasmagórico, buscando seu algoz na escuridão. Um espirro. E ele virou pro outro lado, a arma ainda em punho, a lâmina em riste. A névoa se perdeu ao seu redor, subiu, desceu; por fim, se dissipou. Ele suspirou de alívio, deixando cair da mão a arma assim que afrouxou o aperto. Por sobre o ombro, as luzes da Pedra fulguravam, rasgavam a noite silenciosa do lado de fora e a noite engolia cada feixe de luz lunar antes que ele ousasse atingir o solo, como uma apanhadora apressada. Quando imaginou estar tudo bem, sentiu uma mão, dedos, ossos e cartilagens explodindo contra seu maxilar. O golpe, além de o pegar desprevenido, fez com que seu corpo se deslocasse num ângulo estranho, arremessado alguns metros na terra dura. Ele tentou abrir os olhos, mas tinha a visão enturvada pelo golpe, e se apoiou nas palmas das mãos para tentar ficar de pé uma outra vez. Quando viu o vulto chegar, seu corpo se enrijeceu com chakra e ele aparou o golpe com a dureza da pele agora amarronzada. Um guincho de dor ecoou através daquela névoa noturna de fúria inescrutável. A visão voltava aos poucos, ele esfregando os olhos, o coração batendo forte, seco no peito. Toda a saliva já tinha se esgotado na boca, secado até deixar um gosto amargo de nada em particular. O sangue escorreu no canto da boca e pingou do queixo, sujando a roupa intocada pela técnica de endurecimento. Finalmente, o algoz se revelou através do torpor, uma figura alta e magra, mas com dedos fortes e uma mão capaz de fazer sangrar, como já ficara provado. Take take take, seu nome se confundia com as batidas de um relógio e sua cabeça vibrava, latejando enquanto ele tentava se levantar. Tac tac tac. Take tac take. A figura, amarelada, azulada, de todas as cores e então de nenhuma, com estrelas nos cantos; pronto, agora sim, uma figura silenciosa, somente um corpo magro, sem as cores da tontura ou do golpe firme no queixo que o arrebatou momentaneamente. A luta chegava ao seu auge, mas era o auge patético de duas criaturas pequeninas, duas pessoas impotentes contra os próprios ímpetos, maiores que o corpo físico, sujeitos à vontade incontrolável de instintos violentos. Recuperado, o algoz voltou a avançar e fez chover socos que ecoavam o som de pancadas secas na pele de rocha, dividindo espaço com gemidos contidos no interior da boca. O abdômen maculado com o sangue que escorria das mãos feridas, Take se levantou, aproveitando o fôlego esvaído de seu oponente. A cabeça ainda tentava assimilar todo o cenário: como sua caminhada noturna o fizera topar com um criminoso ou que fosse ele.

O chakra, dentro do corpo, parecia mais agitado que o domador. Take impulsionou o corpo contra o algoz, as mãos abrindo e fechando ao redor da cintura ossuda e pesada que se prostrava em seu caminho, forçando ambos os corpos a tombarem para trás numa queda seca, um baque no solo de terra rachada. Envolveu seu braço em rocha e ameaçou um soco contra a figura deitada abaixo dele, agora que o tinha entre suas pernas, dominado numa posição com as costas para o chão. Quando a defesa foi contra o rosto, caindo na finta, Take desceu o punho envolvido de pedra contra os pulsos convergentes, ouvindo o som do osso estalar contra o peso da pedra. Uma gota de suor escorreu da testa e pingou no chão, bem ao lado do rosto do algoz. Mas o algoz, fazendo seu papel de bom algoz, de alguma forma se ergueu e atirou o ninja da Pedra para o solo. Sentiu-se impotente ao ser deslocado por aquela força, que nem mesmo contida abaixo dele podia ser parada. Um soco desceu, de cima para baixo contra seu crânio, e a mão revestida aparou, mas sentiu o peso que a atirou para baixo, fazendo as camadas de pedras estilhaçarem ao encontrarem o chão. Intenso, o suor começou a empapar as vestes; não era esforço físico era medo, seu corpo em pânico, confuso, ativando todos os sensores, enviando todos os sinais. E o cérebro que não pensava direito, claro que não, que cérebro pensa com medo. Take deu um salto para trás, ganhou alguns metros e respirou fundo. O corpo forçou seu coração a bater mais rápido e Take forçou o coração a bater mais devagar. Ofegou por uns instantes, encarado friamente pela figura prostrada contra o céu noturno, estrelado, pano de fundo para a lua minguante. Fitou os pedaços, meros cacos agora, da pedra que estivera ao redor de seu punho, repousando no chão aos pés do algoz. Não sorriu, guardando para si aquela piada secreta, enquanto teceu rápidos selos, o mais rápido que pôde ao menos. A lama tomou forma, forma viva, bruta e rápida; lobos, por mais clichê que o instinto predatório do momento, a lança de violência que emergia contra o flanco, pudesse ser. Um trio de criaturas, o máximo que seu chakra o deixou criar e todas avançando contra o homem desesperado, que não mais parecia homem, mas sim uma criança em desespero, grunhindo, gritando palavras ininteligíveis, tentado repelir com a voz criaturas irracionais, sem vida além da vida que fora dada pela dádiva do chakra. Que noite caótica. Seu corpo tremia, de frio, de medo, de tudo. Deitou no chão e dormiu, enquanto os lobos banqueteavam.

Hp: 225 Ck: 75

Spoiler:
Considerações: Treinamento para adquirir +1 em Ninjutsu e +1 em Inteligência. 921 palavras.
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Armas básicas cheias.
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Doton: Domu
Rank: B
Requerimentos: Chakra Flow.
Descrição: O usuário flui chakra Doton através de todas ou partes de seu corpo, fazendo com que ele se torne visivelmente mais escuro, enquanto aumenta seu poder defensivo para se tornar tão duro quanto o diamante. Como tal, isso permite que o usuário possa facilmente suportar a maioria dos ataques com pouco ou nenhum dano, com exceção do Ninjutsu de Raiton. Além disso, o poder destrutivo dos ataques físicos é aumentado, tornando-se uma ótima técnica para todas as finalidades.

Earth Release: Mud Wolves
Rank: B
Requerimentos: Nenhum.
Descrição: Uma técnica de armadilha que é ativada quando a pessoa entra em contato com o chakra do usuário. Ao fazer isso, a lama pré-existente se transformará em lobos e atacará. Apesar de estarem danificados, os lobos vão simplesmente se reformar, mantendo o inimigo ocupado enquanto o usuário faz uma fuga. A única desvantagem dessa técnica é que a configuração é demorada e pode permitir que o oponente o acompanhe.

Doton: Kengan no Jutsu
Rank: B
Requerimentos: Nenhum.
Descrição: Encaixando seu braço na rocha, o usuário pode dar um poderoso soco endurecido contra um oponente enquanto é protegido do contato direto com seu alvo. Se necessário, o peso da rocha pode ser aumentado com Doton: Kajūgan no Jutsu para aumentar ainda mais o poder destrutivo do soco.
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Tenshin
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Tenshin
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Re: pupupu - em Ter 3 Dez - 22:29

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Re: pupupu - em Dom 8 Dez - 11:19

Naquela manhã de domingo, foi ter com um homem muito respeitado na academia, o mesmo que o havia sido parte de seus exaustivos ensinamentos enquanto realizava o curso para iniciação da carreira ninja. O dia estava frio e a falta de proteção contra os ventos que morar no topo de uma montanha implicava fazia tudo pior. As roupas de Take eram apertadas contra o corpo, mas as mangas de suas camisas de algodão pouco faziam contra os ímpetos do inverno. Quem ele procurava vestia somente um colete sem mangas, com nada por baixo, e uma calça verde de coloração militar, descalço, sem nem mesmo sandálias nos pés. O frio não parecia arrebatá-lo da mesma forma que fazia com Take.

“Sente aí.” Disse ele, rapidamente após ver o antigo aluno entrar pelo salão do quartel general. Puxou uma cadeira e a fez deslizar pelas tábuas de madeira até parar diante do genin taciturno. Ele se sentou, ainda sem dizer palavra. O vento arrastou a porta e fez ela bater, fechando, lançando escuridão no aposento. O baque ecoou, ricocheteando pelos cantos, até findar por debaixo da porta, dissipado do lado de fora. Ko, o professor da academia, deu um peteleco num interruptor, nalgum lugar que Take não conseguiu enxergar, e inundou o lugar com luz. Ele puxou uma cadeira para si e sentou, diante de Take, olhando-o no olho. Sem mais palavras, ele pousou seu braço numa posição em V, no ar mesmo, como se fosse disputar uma queda de braço. Flexionou seus dedos e deixou somente médio e indicador de pé. A sala tremeu, as tábuas rangendo e tremendo debaixo dos pés. Aquilo era comunicação sem palavras, entre uma coisa que estava viva e outra que não estava.

Chakra.

A única coisa capaz de fala sem palavras. Para ser justo, os selos eram as palavras, mas palavras muito mais facilmente ditas. Ditas num flexionar de dedos, ou, a depender do conjurador, ditas sem a necessidade de as dizer. Incompreensível, por ora, para Take, sim. Por ora.

“Seu chakra é um rato num labirinto. Selos fazem ele encontrar a saída mais rápido, são suas técnicas.” A voz firme saia quase sem que a boca se movesse, com Take observando atentamente não a boca, mas as palavras no ar. Tentou imitar aquele movimento, curvando os dedos da mesma forma, enviando seu chakra sorrateiramente para o piso de madeira, tremelicando as tábuas somente, mas tão imperceptível que só ele o percebeu. Ko riu, mas logo relaxou os músculos do rosto, voltando a sua expressão gentil de quem lida com jovens e crianças como ganha-pão. “Treine mais, porém por hoje está bom. O importante é que você saiba. Entende?” Take assentiu. Ko se levantou, apagou a luz no interruptor e seguiu no breu até a porta, abrindo-a. Era quase meio dia agora, aparentemente, pois o sol martelava com ardor as costas dos transeuntes lá fora. Take se levantou, puxou a cadeira para trás e deu a volta nela, saindo sem dizer palavra. Não era rudeza dele e o mestre bem o sabia, apenas era seu jeito.

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Considerações: Treinamento para adquirir +1 em Selos. 511 palavras.
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Re: pupupu - em Dom 8 Dez - 11:41

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Re: pupupu - em Seg 9 Dez - 22:36

Os ventos ultrapassavam cortando a pele. No topo da montanha o barulho do ar batendo nos ouvidos era ensurdecedor. Do outro lado, seus caçadores, armados de espadas, lançadas. Sequer parecia real, mas aquele corte superficial no braço — só não fora maior pelo reflexo, isto é, a sorte — lhe dizia o contrário. O cheiro de cigarro vinha arrastado pela brisa, denunciando o hábito de seus caçadores. Take deixou deslizar do punho uma pequena arma laminada, até a pegar pelo cabo na ponta dos dedos, entre o polegar e o indicador. As mangas da camisa puxadas até os cotovelos se debatiam e essa a maior fonte de som ali acima, suas vestes contra o vento. Respirando fundo, ele se deixou cair, o corpo em queda livre mirando as rochas pontiagudas abaixo. Antes de morrer estatelado, girou o tronco, acertando a queda para que pousasse na horizontal, seus pés desafiando a gravidade ao se fixarem no paredão de calcário. Do outro lado, o grupo olhava com apreensão. Aquele pedaço de rocha íngreme de um lado, irregular do outro, cortava a Pedra como uma faca, criando um cenário que ao mesmo tempo era fantasmagórico e arrebatador. Deixou-se cair mais um pouco, segurando seu mergulho até parar a um palmo do chão, suspenso por cordas invisíveis, seus pés contra a parede de uma casa que se aventurava na sombra titânica daquele construto da natureza. Um acidente geológico, alguns diziam, os que estudavam mais a fundo a coisa.

Take pousou a nível do solo, seguido de perto pela comitiva sanguinária. A lâmina que vinha à frente tinha uma fina linha vermelha na ponta, da mesma cor que aquela que escorria no braço direito arranhado. O corpo pedia por um descanso mas era impossível parar ali — não só era impossível como também seria suicídio, abraçar o fim sem pestanejar, pois seria escolha e não acaso. Mais rápido. O corpo obedeceu. Apesar de correr como um civil comum, uma pessoa sem seu treinamento, sentia-se rápido. Projéteis passavam ao seu lado lambendo os ombros, deixando rasgos superficiais, como se o corpo respondesse por si próprio àquelas ofensivas. Ainda estava muito aquém do que desejava e podia ser, mas aquilo era suficiente por ora, a sobrevivência. A lâmina se aproximou e o encurralou num beco, veio pelo flanco, contra o abdômen; não atingiu nada e foi se cravar numa parede, tirou uma lasca. A noite veio tão rápida quanto a caçada. O grupo acuou, se detendo pelas sombras, estacando diante da luz dos postes de iluminação e dos grupos de vigias em ronda. Take respirou aliviado, as pernas doloridas pelo esforço, mas podendo sentir a mudança aflorando em seu físico. Ofegante, dirigiu-se apoiando nas vigas externas de uma moradia, arrastando-se nas paredes, oculto pela noite, evitando também a luz pois teria de explicar tudo e não estava com paciência para tal. Em suma, a noite o carregou e ele pôde deitar na cama e dormir.

Hp: 225 Ck: 225

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Considerações: Treinamento para adquirir +1 em Velocidade. 488 palavras.
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Armas básicas cheias.
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Re: pupupu - em Seg 9 Dez - 22:49

@ Aprovado

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Que se inicie o caos pois a rocha continuara firme!
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Re: pupupu -

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