>
Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
Sumário
Mapa
Staff
Discord
Facebook
Contos
Estação: Inverno

Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

[Fillers] ─ カオス - 17/8/2019, 23:31



Eu busquei por poder várias vezes. Desejei-o mais vezes ainda, e anelei-o duas ou três vezes mais. Eu pensei – e ainda penso, para ser sincero – que, uma vez que sua causa para adquirir poder seja justa, não estará errado em se comprometer em adquiri-lo. “Afinal”, eu pensava comigo, “de que adianta ter pessoas que ama se é incapaz de protegê-los?”. Por isso, essa é uma das primeiras histórias realmente interessantes que eu assomei em minha vida; este pequeno conto revela como eu realmente adquiri a habilidade que tantos almejavam em mim, fossem eles companheiros ou inimigos, locais ou forasteiros: O Kagura Shingan.

Como de costume, aquele dia havia se iniciado como qualquer outro: fora para academia ninja, havia dado adianto em meus estudos e tinha treinado, por conta própria, algumas técnicas que eu via como necessárias para meu desenvolvimento. Como tínhamos duas vezes a cada semana, eu e o restante da parte sacerdotal de meu clã nos reuníamos para estudar e para nos aprimorarmos. Não sei exatamente o porquê, mas eu gosto muito do local que utilizamos para as reuniões; talvez por transpassar um sentimento estranhamente confortável de estar entre pessoas que, em sua maioria, gostariam de me ver bem, somado à bela estrutura arquitetônica do local como um todo. Era similar a um castelo, grande e cinzento, porém rodeado de um arvoredo vibrante e cheio de vida, elementos convidativos aos meus olhos. Além do mais, agora que paro para pensar, provavelmente o aspecto mais especial além da atividade que lá fazíamos era ter uma atividade que compartilhava com minha mãe. Ao longo dos últimos anos, não fazíamos tantas coisas juntos, mas esta obrigação que cumpríamos mutuamente nos unia; dois dias por semana, todos os meses. Íamos e voltávamos conversando em noites agradáveis.

Ao longo da reunião, enquanto ouvia o que se era proferido, fui convocado por um dos anciãos. – Você tem feito muito progresso ultimamente, Haseo. – Proferiu um deles. Este era Yukimaru-sama, um dos ninjas mais sábios que conhecia. Diante de sua presença, era difícil manter contato visual ou esboçar alguma expressão que não fosse de concordância com suas palavras. Admirava-o muito, indubitavelmente. – Então, o corpo de anciãos decidiu que você está pronto para o seu próximo privilégio. – Desta vez, sim, consegui erguer meus olhos junto de minhas sobrancelhas, inquestionavelmente esboçando um misto de confusão e curiosidade em meu rosto. – Ah... tudo bem... – Concordei, não sabendo ao certo com o quê, apenas para afastar a possibilidade de um desconfortável silêncio de se instalar ali. O breve sorriso do sábio de cabelos alvos me sugeriu que eu não deveria realmente saber com o que estava concordando também. – No final da reunião, peça ao Shouheki-dono para que lhe entregue o pergaminho vermelho. Você saberá o que fazer então. – Interessante. Agora que me recordo deste diálogo, percebo que Yukimaru-sama estava provavelmente tirando uma com minha cara.

[...]

A viagem foi perigosa, interessante, amedrontadora e magnífica. Utilizando um documento escrito acompanhado por um mapa, ambos entregues à mim por Shouheki-sama naquela noite, viajava ao longo do País do Fogo. “Você possui o potencial para alocar um grande poder dentro de você, Haseo. Se você for digno, irá encontrar este lugar”, foram as exatas palavras de meu curador. Eram estas que martelavam em minha cabeça várias vezes enquanto eu pendia para um lado e para o outro na carroça. – Será que estamos longe? – Perguntei ao hábil condutor, fitando a estrada de terra em sua frente. – Já estamos no País dos Pássaros. Não vai demorar muito. – Tive sorte em trazer algumas de minhas estimadas porém escassas moedas de ouro junto comigo; se não fossem os serviços destes cavalos velozes, atrasaria mais alguns dias. Por sorte, para desanuviar meus pensamentos, lembrei-me de outro item importante que trouxe junto comigo. Alcançando minha mochila, esta que repousava ao lado de alguns sacos de feno ou algo similar, rebusquei em seu interior por meu livro. “Retórica e Lógica”, era o seu nome, e me foi dado por um de meus mestres. Não tinha um valor literário tão grande, mas o valor sentimental era o suficiente para me colocar a desvendar seu conteúdo.

Emergi de meus pensamentos com o parar da carroça. Imediatamente senti, em meu rosto, a anticlimática e suave brisa marítima; esta, por sua vez, anunciava minha chegada no local de destino antes de eu confirmar com meus próprios olhos as lindas águas do mar Mizumi. Com suas manzorras de lenhador, o condutor iniciava o processo de desconectar seus cavalos dos arreios, preparando-os para o que eu imaginei ser uma pequena caminhada para comer e beber. – Não sei o quanto vou demorar... – Reiterei ao meu único ouvinte, esboçando preocupação em minha voz. – Você pagou bem, moleque. Dou-te até o pôr do sol, sim? Vou estar por perto. – Foram palavras reconfortantes de se ouvir de um dono de carroça, devo admitir. O primeiro problema, que era chegar às beiradas do mar, havia sido solucionado. Com isto, o segundo – e maior – problema se mostrava: localizar o suposto multíscio dotado de grande poder.

Levei uns bons trinta e poucos minutos para identificar o local. “A boca que se abria diante do mar” não era exatamente a descrição mais literal possível para uma caverna entre árvores na praia. Provavelmente não teria cogitado a possibilidade de aquele ser o local também, não fossem duas portas de madeira envelhecida alinhadas na entrada do covil. Devo confessar que fiquei apreensivo com a escadaria soturna atrás das portas, mas já havia investido tempo o suficiente na empreitada para me deixar ser impedido por medo. Inalei uma respiração profunda enquanto fitava o abismo umbroso e me pus para descer as escadas.

O aspecto estarrecedor das portas crepitantes e das escadas pardacentas se manteve durante todo o longo percurso que realizei naquele lugar; as escadas me levaram para um longo corredor, adornado com nada além de tacos de pedregulho ornamentados e tochas nas paredes me dando a mínima visibilidade para não me desviar do trajeto correto em meio a todas aquelas entradas laterais na gruta. Por fim, a caverna chegou ao seu limite perimetral. Em passos apreensivos de emoção, mas lentos de cansaço, fitei os arredores para buscar uma resposta. Levei um sobressalto quando a parte central da caverna em que me encontrava, imersa em escuridão, recebeu luz com o estouro de várias tochas simultâneas entrando em combustão. Ainda com meu coração em rápidas batidas com o susto inicial, tracejei a parte agora visível com meus olhos. Não sabia descrever ao certo na época, mas talvez consiga melhor agora: Vários ossos compunham uma pequena escadaria, assim como também um grande trono feito dos mesmos materiais. Em torno do trono em questão, vários esqueletos de crânios de várias espécies adornavam o recanto da xamã. Uma mulher. Também me foi uma surpresa, mas rapidamente a superei. – Não é todo dia que temos um Yamanaka... e um Uzumaki ao mesmo tempo aqui. Nfufufu... – A senhora tomou a iniciativa, já que eu estava sobrecarregado demais para enunciar alguma palavra naquela hora diante de tantas informações complexas sendo processadas ao mesmo tempo. Hah. É fácil de compreender agora, mas a última coisa que eu esperava naquele momento era que Yotanwa-sama fosse ser uma das melhores tutoras que eu já tive, assim como uma segunda mãe para mim.

HP [500/500] | CH [500/500] | ST [0/7]

Considerações:
Mil duzentas e quatro palavras; duzentos pontos de status adquiridos.
-
Redhood'
Tokubetsu Jonin
Redhood'
Vilarejo Atual
Ícone : [Fillers] ─ カオス Tumblr_ot2ifclOid1rjqt15o2_400

https://www.narutorpgakatsuki.net/t68971-f-alphonsen-schatten#515080

Re: [Fillers] ─ カオス - 17/8/2019, 23:44

Foram 1216. Mas @.

_______________________

[Fillers] ─ カオス Tumblr_p2mus4AmIF1r1j2boo1_500
-


Edição de Aniversario por Shion e Senko.