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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

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Vilarejo Atual

time skip - 10/7/2016, 19:58

É constrangedor contar esta minha historia, mas ao mesmo tempo necessário. Dois anos, muito tempo para um andarilho, eu era apenas uma criança medíocre. Era como se minha existência não arranhasse a camada mais superficial da própria existência, tornando-se insignificante. Eu não influenciava a vida de ninguém, não afetava nenhuma memória. Era como se não existisse. Mas aos poucos isso mudou; eu conheci um grupo de viajantes que migrava de Kumogakure para Konoha. Decidi viajar com eles e assim tornei-me um Genin, o resto vocês sabem de histórias passadas.

Quando resolvi mudar de vida novamente, afinal, nunca contentei-me em uma zona de conforto. Tomei a decisão de viajar pelo mundo e conhecer novos lugares. Por coincidência, um dos garotos que imigrantes que viajara comigo na vez passada estava indo para o país da neve. Segui-o para o tal país da neve. Seu nome o precedia, havia apenas neve por todo lado. Passamos horas com dificuldades para andar, inundados por um mar branco até as canelas. Isso, por si só, era um árduo treinamento para as pernas, que esquentavam tanto com o sofrimento que pareciam que iam derreter o gelo a qualquer minuto. Isto, obviamente, não aconteceu. Fomos para um pequeno vilarejo, com pessoas novas para conversar, um povo gentil e agradável. Lá haviam seus próprios anciões, homens sábios que me disseram coisas valiosas sobre o inverno, e foi lá onde aprendi seu lema marcante: "O inverno está chegando..." dizia os velhos, curiosamente. Mas, se aquilo não era inverno para eles, como seria quando este chegasse deveria ser assustador.

Por mais que eu tivesse adorado a companhia dos habitantes, tivemos que partir assim que tínhamos força. No caminho para nosso destino, a vila principal, sofremos um terrível ataque. E ambos fomos derrotados em instantes, sem sequer ter uma chance de vitória perante uma força esmagadoramente melhor. Um espadachim, mil vezes superior a mim, derrotou-nos. E tudo que pude fazer foi observá-lo matar meu acompanhante, sem poder salvá-lo. Este é o momento em que começa... a febre, o sentimento de impotência, que transforma homens bons em cruéis. Desmaiei logo em seguida, mas acordei em uma estalagem, coberto por uma pele de animal, não tinha visão para identificar qual. Sentia que havia sido drogado, mas qualquer coisa era melhor do que estar morto. Um homem velho, cabelos grisalhos e cicatriz no rosto estava sentado ao meu lado, contando as gotas de um remédio qualquer. Me olhou de relance e notou que eu estava acordado. "Já estava na hora, pensei que teria que cuidar de você o verão todo" disse ele, de cara emburrada. Não tinha forças para falar ainda, mesmo que houvesse tentado, nada saía da minha boca. Diabos, não tinha forças nem para sentir dor. Era o fim.

O homem me assegurou, então. "Relaxa, garoto, meu trabalho é não deixar que pessoas como você morram" e uma mulher entrou pela porta, carregando os espólios da última caçada. Um veado morto em seu ombro. "E o meu é assegurar que vocês se tornem produtivos depois de voltarem dos mortos" disse ela, num tom mais meigo, coisa que deixou tudo apenas mais estranho. As perguntas surgiam na mente: Quem são estas pessoas? O que aconteceu? Onde está meu amigo? Como sobrevivi? O velho olhou a cara confusa que eu fazia apenas me disse "não precisa se preocupar com o que aconteceu, apenas com o que acontecerá" e puxou minha cabeça para derramar um remédio sem gosto na minha boca. "Isto é o antídoto para a paralisia que você está sofrendo, eu precisei dá-la pra que você não gritasse de dor todo santo dia" e ergueu-se. Desmaiei outra vez, talvez o remédio não fosse tão fraco como eu havia pensado.

Acordei dias depois, e me deram roupas, comida e minha antiga espada. Mas ela estava quebrada, infelizmente. "Poderá consertá-la quando for sair daqui, mas isso apenas depois que cumprir o contrato de sobrevivência. Eu te salvei, agora você irá trabalhar para mim durante 1 ano inteiro, depois está livre para ir para onde quiser, e eu conserto sua espada", justo, logo aceitei, não poderia confrontá-lo, afinal. Seja lá como ele era em luta, deve ser muito bom, os homens que me derrotaram era bem melhores que eu. Nos primeiros dias apenas me acostumava a voltar a andar, a me mover. Tinha passado três semanas parado, sendo alimentado apenas com o necessário para não morrer. Alimentar bocas improdutivas não parecia muito sábio para o homem, então ele economizava nesta área, e tinha razão. O país da neve é duro para todos igualmente, recursos escassos. Mas fui logo me acostumando, em poucos dias já conseguia ser o trabalhador mais produtivo. Cortava lenha pela manhã, caçava pela tarde e a noite jantávamos em uma grande sala. Eu, o velho, a mulher, e outros 5 homens, provavelmente das mesmas condições que eu.

Um dia, enquanto trabalhava, o velho aproximou-se e me perguntou "era lutador? Tem grande maestria com esse machado, e muita força também" e eu lhe disse "um espadachim, machados não são meu forte, mas uma espada é tudo que preciso para ganhar" e o velho riu, parecia uma piada ruim, mas eu não entendia o porque. Foi até um armário velho e tirou de la uma espada de bambu, entregou-a a mim e pegou outra para ele próprio. "Me mostre o que sabe então" e foi para fora, segui-o não entendendo a situação. "Ataque-me" disse ele e eu avancei, meio receioso por ele já ter uma idade avançada. Tentei um golpe meio desleixado na diagonal, e ele simplesmente desviou.  Ataquei-o denovo, e denovo, e denovo, todas ele desviava. Se não com o corpo, usava a espada de bambu. "Você é bom, admito, mas o que tem demais nisso?" eu lhe disse e ele apontou a espada para mim "Olhe para baixo de você" e quando olhei vi uma poça de suor enorme, voltei a olhar para ele e comecei a notar o que ele estava querendo me fazer entender. Ele simplesmente não havia soado, nem uma gota, e sua respiração era mais calma do que água parada, mesmo após lutar por dez minutos inteiros.

Minha expressão era apenas de surpresa, mas ele aprontou-se com a espada de bambu e disse "minha vez de atacar" e quando ergui a espada para fazer a postura, vi-a sendo jogada no chão. Nem entendi o que houve, mas senti uma dor forte nas mãos. "O que aconteceu?!" perguntei, surpreso. O velho tinha se aproximado mais, mas a postura era a mesma, e ele permanecia calmo. "Terá de entender sozinho se quiser progredir, mas talvez eu lhe ajude se não conseguir pensar direito" abaixei-me para pegar a espada e ela caiu de novo e minhas mãos voltaram a doer. Aos poucos, depois de calejar minha mão até arder como o inferno, entendi o que ele estava fazendo. Sempre que eu tentava manejar a espada, eu prestava mais atenção nela do que no meu oponente, e isso era meu erro. Aproveitando-se disso ele simplesmente me atacava com toda sua velocidade, tornando o golpe indesviável, já que eu sequer olhava direito para ele. Mas para usar sua velocidade toda assim, sem se cansar, devia haver uma técnica por trás ou seu fôlego era enorme mesmo. "Chega por hoje" ele disse, e foi embora. Eu havia perdido toda a água e estava a beira da desidratação, então corri para o rio para tomar um pouco de água e banho também, principalmente banho. Eu estava ensopado, afinal.

E nossa rotina de treinos continuou, sempre após o trabalho o velho lutava comigo, quieto e calmo, sem falar muito. Percebi que ele movia-se tanto quanto falava, fazia o esforço apenas estritamente necessário, diferente de mim. Era como se ele se ocultasse por vontade própria ao ficar completamente parado, enquanto eu parecia querer chamar atenção fazendo movimentos complicados e fintas desnecessárias para tentar apanhá-lo. E o resultado era óbvio, pouco depois eu ficava cansado e ele podia atacar o quanto quisesse que eu já nem podia mover-me para defender. "Aprenda a conservar sua energia e a fazer seu inimigo gastá-la rapidamente, provoque-o sem fazer nada, apenas fique quieto e ele virá até você" disse o velho para mim, e eu, quieto e estranhamente focado em suas palavras, ouvi. Depois que ele terminou sua explicação eu disse a mim mesmo "porque não?" e dessa vez fiquei na defensiva. O ancião notou, e pelo seu sorriso pareceu feliz com o aprendizado de seu pupilo, então decidiu atacar.

Golpes após golpe eu defendi, estava completamente focado na defesa e por isso não atacava, mas as vezes eu via "flashs" que mostravam brechas na postura do homem, e outra vez eu as vi, então brutalmente encaixei um golpe com a espada de bambu na costela do homem, fazendo-o recuar, arfante. Ele riu e disse "é engraçado como essa espada não mata mas dói bem mais" e foi embora, presumi que a aula havia acabado, e eu havia aprendido algo bem importante. "Amanhã lhe ensino um truque ou dois" e fomos dormir, fiquei ansioso e não consegui dormir direito, e isso acabou comigo no outro dia. Eu conservei energia no trabalho para ter energia suficiente no treino e por isso rendi menos. Ele notou, obviamente, e quando chegou a hora me disse "para lhe ensinar a focar primeiro em suas responsabilidades e não em sua ganância por poder, não lhe ensinarei nada hoje, e não ensinarei dia nenhum se não render o suficiente no trabalho" fiquei frustado, com raiva, mas compreendi o ensinamento.

No dia seguinte já tinha dormido o suficiente, e rendi até mais no trabalho, tudo para que ele me ensinasse, e ele me perguntou na hora então "sua dedicação é por aprendizado ou egoísmo?" e eu realmente não soube responder, parei e pensei por minutos longos, e ele me observou calado. Mas não achei uma resposta, ele me perguntou então: "por que queres aprender isto? Defesa própria ou vingança?" e eu menti "Defesa própria" pois sabia que ele não ensinaria-me caso soubesse que era vingança "resposta errado, a sinceridade e honestidade são as portas para o fortalecimento da alma e do caráter, e consequentimente de sua força" e então deu as costas. "Não lhe ensinarei nada hoje também" e naquela noite eu treinei sozinho. Aprendi que não podia depende apenas do velho e que nem sempre ele me guiaria, foi uma lição importante, talvez tivesse feito aquilo de propósito. O homem é cheio de segredos, afinal, e ele sabe de tudo, nunca descobri como ele faz esse tipo de coisa. Talvez seja um dom dos velhos.

Ele não me ensinou por um bom tempo, viu que eu estava treinando sozinho e decidiu que seria bom para meu amadurecimento poder conviver comigo mesmo apenas, apenas por um tempo. Quando retornou a treinar comigo, inseriu camadas de treino difíceis e que eu nunca havia visto. A maioria deles sequer era com espadas, mas eu usava lanças e bastões, mas usava-os para funções únicas e de maneiras únicas, ensinadas pelo próprio mestre. A lança eu usava com a única intenção de estocar algo, realizar estocadas perfeitas, segurava ela com uma única mão, e por seu comprimento e peso maior que os de uma espada, era consideralmente difícil manipulá-la com precisão. O bastão eu usava com as duas mãos firmes e bem juntas, segurando perto da extremidade, o que "aumentava" seu peso e dificultava seu manuseio. Com tempo eu notei diferenças absurdas, já não me importava com o peso de uma lança ou de um bastão, minhas estocadas eram perfeitas. E no último dia da semana ele veio a mim no treino e me disse "pegue sua espada" e eu obedeci "lute comigo" e o fiz. A luta estava incrivelmente mais fácil, embora eu não abrisse uma vantagem enorme, estava disputada mas comparado a antes era bem diferente, não era mais uma luta unilateral.

"Agora lhe ensinarei o Kakuran Taijutsu, me ataque" e eu ataquei, mas com movimentos incomuns ele desviava várias e várias vezes, com acrobacias e passos complicados que eu não conseguia prever. Tentei o mesmo mas não consegui, porém depois de vários e vários treinos, pude fazer as acrobacias com perfeição.

Era hora de retornar de meu exílio, cheguei para meu mestre e perguntei-lhe de minha liberdade, ele me apresentou outra vez minha espada, nova em folha, e inclusive bem mais forte. "Eu fiz algumas mudanças nela, rapaz, você vai aprender a medida que for utilizá-la, mas creio que gostará. Agora vá e conquiste o mundo" fiz uma reverência ao meu mestre, de maneira cordial, peguei minha espada e parti para casa, meu corpo estava bem fortalecido, assim como minha mente era completamente diferente.

Filler do timeskip, portanto avaliar todos os pontos. Técnica aprendida: Kakuran Taijutsu, ponto de atributo: Taijutsu.

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Última edição por Ainz em 11/7/2016, 16:37, editado 3 vez(es)
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Re: time skip - 10/7/2016, 20:09

Vou avaliar. Mas antes só quero confirmar com a staff se é possível aprender estilo de luta pelo timeskip.
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Re: time skip - 10/7/2016, 20:24

Sim, é. Tinha essa duvida e Zati me tirou ontem.
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Re: time skip - 10/7/2016, 20:39

Originalidade: 8/10
Gramática: 8/10
Fluidez: 10/10
Interpretação: 5/10
Treinamento: 8/10
Total: 35/50 (arredondado)
Atributo: Obtido.
Aprendizado: Iaido precisa de Perito em Kenjutsu, o que você não tem.
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Re: time skip - 10/7/2016, 21:37

Como foi barrado o Iado, irei trocar para "Hadan".
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Re: time skip - 11/7/2016, 11:19

Tá ligado que tem que editar o filler aprendendo o jutsu, né?
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Re: time skip - 11/7/2016, 11:26

Obviamente, já estou providenciando isso.
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Re: time skip - 11/7/2016, 11:34

Feito.
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Re: time skip - 11/7/2016, 11:43

Tá.
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Re: time skip -

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