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12 Anos Online
Alvorecer
Arco 04
Ano 16 DG
Inverno
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
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Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
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Kakyoin
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{Q} — Crimson Eyes, Part III. 2c0af07108d07136daca7ef1a4e00a0b

{Q} — Crimson Eyes, Part III. - Publicado Seg 4 Jul - 17:23:38

▸Uchiha Eileen.

Tarde - Sim, como sempre, mantinha meus horários. Costumava tirar boa parte da noite para cochilar, apenas para acordar cedo e me preparar para os desafios diários de um shinobi. Mas naquele dia em específico - Apenas dois após o treinamento intenso com minha irmã, decidi que era a hora de eu seguir o caminho que ele por tanto tempo temeu. O Caminho da discórdia e da desgraça, onde apenas eu teria que lidar com o pesado fardo de ser um detentor destes olhos amaldiçoados. O horário era fixo: 15hrs em ponto, onde comecei a me preparar. Arrumei a mochila com suprimentos e equipamentos básicos, que eu utilizaria em busca de conquistar o poder total de meu sharingan.

— "Não posso recuar. Eu já havia prometido a ela que não ousaria me desviar deste caminho, mesmo que custasse a minha vida." — Ditei, olhando a mim mesmo no espelho do quarto. — "Fui eu quem escolhi este destino, e agora devo arcar com as consequências disto. Heh...Irônico, não é? De qualquer forma, preciso me apressar. Se eu demorar demais, a troca de turno entre os guardas do portão irá acabar e eu não conseguirei deixar a vila a tempo." — Finalizei.

Em meio aos suspiros de nervosismo por pensar no que me aguardaria além das pacíficas fronteiras do vilarejo, rapidamente percebia que esta seria, talvez, uma jornada da qual eu jamais retornaria, mas isso não mais me importava. Concluindo os meus afazeres básicos e trajando o kimono negro com a bandana do vilarejo presa à minha prótese do braço esquerdo, dei passos lentos em direção a entrada de minha residência, onde era cumprimentado pelo aterrorizante luar carmesim, que tão bem se contrastava com os olhos malditos da linhagem Uchiha. Sabia que não seria um caminho fácil, mas era necessário, se eu quisesse cumprir a promessa há tanto tempo já feita.

— "Ela logo mais deve chegar até aqui..." — Pensei, em relação a Amelia. — "Só espero que isso não seja um adeus." — Concluí.

Na sequência, virei meu rosto em direção as ruas sem vida e arrumei a posição da mochila em minhas costas, disparando em direção aos portões do vilarejo. Eu possuía um único objetivo em mente: Explorar o mundo além da vila, e descobrir qual era o destino que aguardava. Abençoado ou amaldiçoado - No fim de tudo, era eu quem decidia como os dados seriam jogados. Me aproximei das grandes muralhas que resguardavam a integridade do vilarejo enevoado, percebendo que não haviam guardas naquele momento. Aproveite-me então para me esgueirar além do alcance dos vigias distantes que em breve assumiriam o turno central, e então, avancei rumo ao desconhecido. Não estava fugindo da vila - Apenas me ausentando para que eu pudesse encontrar um caminho até o topo.

Para muitos, soava como uma missão suicida. Eu não possuía conhecimentos quanto ao exterior de Kirigakure - Nem ao mundo além das fronteiras do país, mas tinha a intuição de que poderia encontrar respostas para tudo o que procurava se seguisse o meu coração. Com a brisa gélida da noite sangrenta que se punha acima de nós, procurei o norte. Direcionei meus passos em direção ao que julguei ser a direção norte de onde estava, para alcançar o mais alto entre os pontos de Kirigakure.  Talvez, além das montanhas, eu pudesse encontrar aquilo que por tanto tempo venho procurando. Mas se fosse em vão, então eu poderia me considerar um verdadeiro fracasso. Só desta forma, eu teria certeza de que não estava arriscando minha honra em vão. As crias do mal celebrariam acima de meu túmulo raso, e isso eu jamais aceitaria. Jurei exterminá-los - Um a um, para que jamais pudessem se levantar novamente. E se para isso eu tivesse que rasgar centenas de pescoços, então o faria.

O Fardo que devo carregar em minha alma e além das muralhas de Kirigakure não era o peso das vidas que seriam perdidas diante meus olhos - E sim o peso das vidas que eu mesmo ceifaria. Soava fúnebre, e de fato, era. Não havia caminho seguro a ser percorrido, e já não mais importava para que direção eu olhasse, apenas via morte e escuridão. Se eu hesitasse por sequer um único segundo, aquilo era o que me esperava. Eu sentia o aperto do fim cada vez mais forte ao redor de meu peito, e quando a hora chegasse, ao menos não teria arrependimentos do que fiz em vida.

— "Preciso encontrar um caminho para seguir além deste lugar. Com certeza existem outros pequenos vilarejos além do que meus olhos possam ver, e se eu não estiver equivocado, com certeza hei de haver algo além dos gélidos picos do norte. Existirão obstáculos no caminho, mas sinto que estou forte o suficiente para me sujeitar ao que o mundo me preparou." — Pensei. — "Apenas com o sofrimento extremo poderei alcançar o poder total destes olhos. Se assim que deve ser, então que venham, demônios. Tentem me pegar." — Concluí o pensamento, desafiando o próprio destino.

E então, continuei seguindo a trilha rumo ao norte. Na neblina quase cegante - Ainda que não muito pesada devido ter me acostumado com o ambiente tão inóspito, mal conseguia ver cinquenta metros a minha frente. Mesmo os pequenos detalhes a palmos de meus olhos eram imperceptíveis, e eu não utilizaria o sharingan para fins tão pífios. Era um poder dedicado a situações extremas, e portanto, apenas nelas eu ousaria demonstrar o seu verdadeiro poder. O que havia além das colinas do norte? Pouco sabia sobre tudo ao redor de Kirigakure, e sinceramente, era muito mais emocionante descobrir com meus próprios olhos. Sentia a adrenalina percorrer o meu corpo, e muito em breve, me juntaria às fileiras de poder do clã, ou talvez, as divinas, como um espírito.

Mas mesmo que eu estivesse temeroso quanto a minha própria integridade naquele ambiente desagradável, sabia a morte não viria tão cedo. Eu estava convicto  de que um longo caminho e épicas jornadas ainda me aguardavam, e portanto, não hesitei em continuar o caminho. Eu estava em tempo de reconsiderar este caminho, mas me recusava a olhar para trás. Sobreviver para contar a história, ou morrer solitário em meio à lama? Eu com certeza não aceitaria a segunda opção.


HP: 1125 / 1125 || CH: 2425 / 2425 || ST: 00 / 06

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Re: {Q} — Crimson Eyes, Part III. - Publicado Qua 6 Jul - 16:45:50

▸Uchiha Eileen.

Assim como anteriormente previsto - O Caminho seria tortuoso e pouco agradável. Não havia sequer um único motivo que pudesse levar uma pessoa sã a acreditar que aquela jornada era a correta a ser seguida, mas sinceramente, eu já não mais me importava com isso. Apenas aos suspiros e olhares fixos em direção ao horizonte infindável coberto pela névoa eterna que cobria todo o país, percebia que tomaria algum tempo até alcançar os ditos picos do norte, talvez uns três dias, a julgar pela distância de um ponto ao outro, além de eu não queria consumir tanta energia, para caso algum obstáculo se mostrasse em meio ao caminho que por mim era traçado.

E assim se desenrolara - Durante todo o restante do dia, a visão que teriam de mim era de um nômade que vagava sem parar em direção ao norte, tão focado em seu objetivo que mal virava sua cabeça para observar os arredores. Eu busquei limpar a minha própria mente a fim de evitar que a energia de meu corpo se esvaísse completamente em um curto período de tempo, mas hora ou outra eu me veria em uma situação de descanso obrigatório. E, ao cair da noite - Mais especificamente às 22:15 horas, me recostei sobre a copa de uma gigantesca árvore peculiar sob uma clareira, onde fiz meu local de descanso. A brisa noturna, tão gentil, acalmava-me com teu teor sagrado. Os olhos se fechavam, e um último suspiro poderia ser ouvido antes que eu cessasse todos os meus movimentos. Estava exausto, mais do que poderia imaginar. A tensão muscular era tamanha que impedia que eu sequer movesse um único dedo naquele momento. Se eu insistisse na caminhada, poderia até mesmo ter morrido por fadiga extrema.

— "Mesmo ao fechar meus olhos, minha mente ainda lhe desenha, Amelia..." — Ditei baixo para mim mesmo, em relação a minha irmã. — "Não te esquecereis por sequer um único instante, tenha certeza. Eu retornei ainda mais poderoso...Tudo o que fizera por mim não terá sido em vão. Deixe suas esperanças em minhas mãos, imploro-te. A única que me restou..." — Finalizei.

E então, caí em sono profundo. Seria uma situação ligeiramente agradável para os - Até então, não existentes ouvintes de meu monólogo, ainda que eu sentisse que algo sobrenatural estava por perto. Era indescritível, e sinceramente, pouco aparente...Mas havia algo naquele lugar que me incomodava, e muito. E ao despertar no meio da madrugada, tive a confirmação de que com certeza eu não era o único a dar passos frente a multidão de folhas secas ao chão. Animais? Silenciados pela madrugada carmesim - Sequer os grilos ousavam demonstrar sua proficiência em cantoria frente ao banho lunar de sangue. Apenas me levantei rapidamente e olhei para os lados, seguindo para o noroeste.

Havia algo fora do normal naquela região - Sabia, por meio de um mapa que há muitos anos vi, que ali costumava ser o local onde uma antiga e pequena vila se encontrava, aos pés de uma montanha gélida, agora desfeita pelo tempo e transformada em uma belíssima floresta fronteiriça.  Me perguntei por quanto mais tempo eu continuaria a dar passos através da mata, pois começava a se tornar insuportável. Tudo o que fiz até aqui foi por um sonho, e não seria naquele lugar que eu ousaria ficar travado. Franzi o cenho enquanto avançava rumo a escuridão desconhecida do noroeste, esperando que não fosse me deparar com nada além de vegetação natural ao invés de criações ridículas de minha cabeça. Porém, o desejo de que aquilo fosse apenas um pesadelo realmente me consumiu quando, por ventura, me deparei com um único corpo enforcado nos galhos de uma das grandes árvores - Posto há tanto tempo que sequer seus ossos estavam em bom estado.

— "Mas que porra é essa? Um corpo...Aqui? O que um cadáver está fazendo aqui? Não há nenhuma civilização por perto, e o sujeito parece ter sido morto há décadas. Mesmo assim, o cheiro da putrefação permanece intacto...Como se alguém ou algo acabasse de passar por este local. um marcador? Não...Tem algo por trás disso." — Pensei, fitando o cadáver.

A Imagem era perturbadora, e por isso, desviei os olhares e simplesmente segui na mesma direção, sabendo que me arrependeria. Mas, de qualquer forma, minha curiosidade atiçava meu espírito aventureiro, e portanto, eu já não mais poderia voltar atrás. E...Oh - Devo dizer que me arrependi? Ruínas! Sim - Intactas de uma civilização antiga! Boa parte delas se encontrava submersa sob um lago que se formara no local, mas outros edifícios resistiram ao tempo e se mantiveram de pé, além das águas, cruzando a vegetação para serem contemplados pelo luar carmesim de todos os dias.

Para um arqueólogo, aquela descoberta poderia ter um valor inestimável - Mas para mim, um shinobi, era sinal de um mau presságio. Hesitei em me aproximar do local, mas uma figura humanoide puxou a minha atenção. Cruzou o meu campo de visão velozmente, e desapareceu em meio às pedras que formavam os prédios arruinados, quase como se sua vontade fosse escapar de minha presença. Instintivamente, a persegui, sem saber que esta seria uma decisão que para sempre marcaria o meu destino.

— "Veloz, Muito veloz!" — Ditei em voz baixa. — "Quem era aquela? Percebi, ao longe, que se tratava de uma mulher, mas não parece ser muito velha. Um espírito esquecido que se mantém nos arredores deste lugar? Não...Era de carne e osso. Preciso saber o que diabos está acontecendo aqui...Eu não vim parar em um lugar desses por qualquer motivo!" — Refletia, convicto de que algo havia tramado contra mim.

Então, a perseguição continuara de maneira feroz - Onde um tentava superar a extrema velocidade do outro, mas eventualmente, a garota cessou seu passos e ajoelhou-se lentamente, colocando uma única margarida sobre um túmulo antigo e sem nome. Aberto - O Caixão era desprovido de qualquer corpo, então para quem ela estava prestando suas lástimas? Ao terminar o rito, ergueu seus olhares, antes de lentamente se virar para mim. Aqueles olhos vazios - Negros e sem vida, que rejeitavam a luz...Não me esquecerei tão cedo das coisas que  vi.

HP: 1125 / 1125 || CH: 2425 / 2425 || ST: 00 / 06

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Re: {Q} — Crimson Eyes, Part III. - Publicado Sex 8 Jul - 20:16:52

▸Uchiha Eileen.

Será que, àquela altura do campeonato, sequer havia um motivo para questionar o quão legítimas eram as ações ou devaneios daquela estranha mulher? Para falar a verdade, eu estava começando a me perguntar o motivo de eu estar parado naquele mesmo lugar, paralisado. Medo? Não - Era mais do que isso, pois eu sabia que a moça era anormal. Não como uma shinobi, mas em sua própria existência. Ela não agia como um ser humano convencional e era pálida como a neve, quase como se já estivesse morta. Quando enfim me libertei do transo que foi olhar no fundo de seus olhos negros, já havia sido tarde demais. Seduzido pelas sombras, percebi o ambiente ao meu redor tornar-se um poço de escuridão, quase como se tudo estivesse se desfazendo, pouco a pouco. Então, naquele estranho acontecimento, a mulher ergueu sua voz pela primeira vez.

— "Entendo, então você é aquele que venho esperando há tanto tempo, não é? Já se faz algum tempo desde que vi qualquer humano atravessar estas bandas, e você é uma grande exceção. Além disso, é dito como o portador de uma linhagem amaldiçoada destinada a trazer a escuridão para este mundo. Devo perguntar o seu nome, estranho? Prove-me que não és apenas mais um entre os milhares de corpos que tive que enterrar." — Ela ditou, em um tom monótono e desinteressado.

— "Meu nome é Uchiha Eileen, e espero que você não esteja pensando em nenhuma gracinha. Saiba que minhas lâminas foram feitas para matar. Então se crê que pode algo contra mim, é melhor que reveja teus próprios conceitos." — Disse, presenciando o silêncio após a fala. — "Perdeste as palavras, por acaso? Me atraiu até estas ruínas antigas somente para ditar tais baboseiras? Não acredito..." — Concluí, em um to mde deboche.

— "Uchiha..." — A Mulher ditou, dando uma longa pausa de cinco segundos. — "Estava certa, afinal. Você realmente veio, Eileen. Não se preocupe, eu vou apenas lhe presentar com algo que há muito tempo venho guardando. Creio que você me amaldiçoará para sempre, mas é a única maneira de me libertar deste inferno!" — Ela exclamou, erguendo o braço esquerdo.

Então, as luzes antigas dos postes das ruínas se acenderam, revelando uma armada de pessoas cobertas por mantos negros e facas douradas em mãos. Todos eles pareciam se comportar como cultistas de uma seita macabra que há muito tempo vinha se escondendo da realidade. Porém, ao contrário do que imaginei, aquelas pessoas não pareciam ter vontade própria. Seus olhos eram baixos, seus corpos desnutridos e a pele pálida. No entanto, com apenas um comando gestual da mulher misteriosa, avançaram em grupos pré-determinados, na intenção de alcançar a minha posição e testar do quanto eu era capaz. Cerrei os olhos enquanto rangia os dentes, enfurecido pelo fato de terem ousado me atacar naquele momento. Ainda ligeiramente cansado do dia de ontem, sequer precisei cogitar em utilizar o Sharingan - Apenas foquei-me do que estava a minha frente, inspirando uma grande quantidade de ar, apenas para o comprimir e o libertar como uma torrente de água extremamente poderosa que tinha como objetivo detonar no meio do grupo de assassinos, bem como afogá-los na poça criada pela manipulação complexa e dotada de um poder ofensivo fora do habitual.

Aquela ação havia sido feita sem que eu sequer tivesse sido obrigado a sair do lugar. Os olhos da garota permaneciam calmos, e sua expressão facial, inalterada. Os grupos de companheiros veemente controlados pela vontade da mulher avançavam, um a um, marchando para formar um cerco ao meu redor e assim, com sorte, aplicar golpes surpresa e fatais, uma vez que eu supostamente não teria meios de me defender de um avanço agressivo de tantos ao mesmo tempo. Porém, naquele mesmo instante, amassei o chakra no estômago, enquanto vinte guardiões avançaram em minha direção com suas adagas douradas em mãos, que refletiam a luz sombria do luar sangrento. Após comprimir o chakra, ele foi liberado pela boca como um feixe extremamente poderoso de água com propriedades perfurante/corantes que fora facilmente capaz de obliterar toda aquela armada que atentava contra a minha vida, exceto a mulher. Enquanto virava a cabeça para controlar a direção do jato comprimido, a jovem apenas saltou por cima da destrutiva técnica, com uma velocidade muito acima da média para qualquer pessoa.

— "...Água? Sei que os Uchiha possuem uma forte conexão com o fogo, é raridade que um de vocês tenha conseguido uma conexão tão peculiar com o Suiton. Me arrisco a dizer que raríssimo que um dos seus fuja do caminho das chamas. De qualquer forma, não é isso que irá salvar a sua vida, garoto. Ainda mal comecei!" — Ela ditou.

— "Sua tola imprudente! Se arrependerá de ter levantado suas armas contra o meu sangue!" — Respondi.

Ela simplesmente gargalhou, enquanto observava seus guardiões caírem - Um por um. Com isso, ela sacou uma foice prateada, e avançou em minha direção. Sua velocidade tremenda obrigou-me a concentrar o chakra nos olhos e assim ativar os olhos carmesim de duas tomoes, agora forçados ao limite pela extrema velocidade da garota. Porém, com auxílio de meus globos oculares, fui capaz de evitar boa parte dos ataques, bem como ganhar tempo ao me afastar. Todos os ataques da jovem possuíam intenção assassino, e isso eu conseguia perceber com extrema facilidade. Apenas quando utilizou-se de uma técnica em conjunto com a foice que me vi obrigado a concentrar o chakra em mãos, tocando o sol para criar uma gigantesca onda que simulava a forma de mil tubarões de grande porte, a fim de consumir por completo os esforços ofensivos da mulher, bem como também eliminá-la. A onda varreu dezenas de metros em sua frente, criando um oceano de cadáveres de chakra, mas acima de todos, ela se punha, sem nenhum ferimento visíveil.

— "Você é bastante forte, admito que esta sua última técnica poderia ter me causado danos consideráveis, se você fosse habilidoso o suficiente para isso. Venho buscando pessoas dignas há tantos anos, e a última das profecias apontava para um homem desolado de olhos carmesim. Será mesmo que tu és aquele que há tanto tempo busco, Eileen?" — Ela se questionava, fitando-me.

— "Corte suas asneiras, mulher. Eu não possuo tempo hábil para lidar com tipos como você. Não passa de uma patife, e agora que tentara contra a minha vida, não sairás daqui com vida! Lhe prometo que não terei piedade em minhas próximas investidas." — A Alertei, com uma expressão completamente séria no rosto.


HP: 1125 / 1125 || CH: 2325 / 2425 || ST: 01 / 06

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Re: {Q} — Crimson Eyes, Part III. - Publicado Seg 11 Jul - 22:22:55

▸Uchiha Eileen.

Não pude conter a raiva - Aquela mulher estava brincando com minha honra - O legado dos Uchiha, que carrego com dor, jamais poderia ser manchado pelas brincadeiras de mau gosto de uma bárbara nojenta. Não ditei sequer uma única palavra a mais frente às provocações da moça, que fitava-me, completamente estática. Se pondo sobre as ruínas inundadas pela técnicas dos tubarões elementais, parecia aguardar um novo espetáculo que eu com certeza a proporcionaria: Um espetáculo caótico, recheado por nada além de caos e morte.

Meu pé direito se forçou contra a terra batida, e a medida em que os músculos contraíam de maneira demasiadamente forçada - Foquei meus olhares ao ponto de fazer com que os olhos doessem, mas nada me impediria de continuar avançando. O Chakra, moldado em meu sistema circulatória, era concentrado através dos diversos pontos de meu corpo, preparando uma técnica especial que seria utilizada para pôr fim àquele maldito embate. Juntando as mãos para os selos manuais de dragão, disparei em velocidade máxima contra a mulher - Utilizando-me do Daibakufu no Jutsu. A torrente aquática extremamente violenta se criou para mais de dez metros acima de minha cabeça, criando um verdadeiro tsunami em forma de um vórtice potencialmente mortal para qualquer ser humano que ousasse tocá-lo. Movendo-se em extrema velocidade, a técnica colidira contra árvores e rochas sólidas - Presas ao terreno, mas de nada importava: Tudo era arrancado ou destruído pela técnica, e diante o poder, a mulher respondera à altura.

Batendo as mãos no chão, ergue um montante de três enormes muralhas de terra para absorver a força do impacto - O que se provou eficiente. Duas da barreiras caíram, mas com a terceira intacta, a desconhecida saltou para escalar a mesma até o topo, revestindo seus próprios pés com chakra não-elemental. Diante a tentativa da mesma de se reposicionar, moldei uma grande quantidade de água em meu estômago e a cuspi na forma de uma grande orbe que fora disparada contra a parede, causando uma grande explosão d'água que cobriu três metros de raio, além de criar uma pequena chuva local. Mas mesmo recebendo o ataque, a mulher não despencou - E ao invés disso, saltou de onde estava, criando um par de relâmpagos em suas mãos, que foram disparados contra mim. Imediatamente esquivei-me com um grande salto para trás, evitando a colisão direta com o ataque, que destruira uma pequena parte do terreno tocado pela voraz eletricidade.

"Isso é completamente insano...Você por acaso perdeu o juízo, sua desgraçada? Suas técnicas são inúteis frente ao meu poder - Entenda de uma vez! Esta batalha já acabou, é melhor que não prolongue tua própria incompetência por muito mais tempo. Eu serei misericordioso e lhe oferecerei meu perdão...Se você cooperar." — Ditei, de maneira sincera.

— "Seu perdão, é? Eu vou te mostrar o que é poder de verdade...Uchiha!" — Ela exclamava, gargalhando.

Havia sido nitidamente afetada por minhas palavras - Mas ao que tudo indicava, ela não parecia estar levando aquela situação completamente a sério, muito pelo contrário. Ao concentrar o seu chakra e deixá-lo vazar pelo seu corpo, uma grande aura roxa emanou da mesma, enquanto sua pele se tornava completamente parda. A garota então abria um largo sorriso de orelha a orelha, enquanto seu cabelo crescia e se tornava branco como a neve, com dois pares de chifres nas laterais da cabeça. Os olhos? - Negros como a noite, com pupilas amareladas visíveis. Os dentes eram afiados como os de um felino, sua pele possuía marcas como tatuagens tribais indecifráveis, além de garras no lugar das unhas e dedos tortos como os de um monstro. Quando a transformação se encerrou e o chakra fora suprimido, ela suspirou, fazendo com que uma longa cauda crescesse de suas nádegas, como uma verdadeira reptiliana. Ver aquilo foi completamente estarrecedor para mim. O que caralhos ela havia se tornado?

— "Mas o que diabos...? Que tipo de poder é esse? Afaste-se de mim, seu monstro!" — Ditei, realizando selos manuais.

Ela não respondeu. Ao contrário disso, apenas deixou com que uma fumaça na cor de seu chakra deixasse sua cavidade bucal a partir de um bufo violento, quando ela resolveu avançar de maneira completamente violenta, abandonando a postura delicada e doce de antes. Sua velocidade estava muito superior - Eu mal pude vê-la através de meu Sharingan com completa perfeição e nitidez. Arregalando os olhos, imediatamente levei ambas as mãos a frente, criando um enorme tubarão d'água que serviria como um escudo capaz de repelir as forças malignas que tentavam sobrepujar o meu domínio. Porém, ao contrário do que se esperava, a técnica do tubarão foi completamente massacrada pela força física da mulher.

Apenas com um golpe - Ela atravessou toda a extensão da técnica, e cravou três de suas unhas em meu peito, antes de aplicar um chute giratório que lançou-me a vários metros de distância, fazendo com que eu colidisse contra uma árvore. Ofegante e com o corpo tremulando por conta da dor, simplesmente comecei a tossir, levando a prótese até o peito antes de me levantar lentamente, em confusão. Porém, ao observar a minha palma destra, percebia o sangue de minha linhagem - Escorria entre meus dedos, manchando o chão da floresta com sua composição amaldiçoada. Rangi os dentes, sentindo que o ódio por mais uma vez me consumia por completo. Em um ato de total descontrole, rugi para os céus como um lobo, fazendo com que uma aura de chakra explodisse de meu corpo momentaneamente, enquanto o Sharingan evoluía novamente - Três tomoes, o nível máximo de minha linhagem. Franzi o cenho e cerrei os punhos, e quando o chakra fora suprimido pela minha própria vontade, não havia nada em minha mente além de uma vontade incontrolável de matar.

— "É isso...Me mostre a sua raiva, Eileen! Me mostre todo o seu poder, para que então eu possa concretizar o meu objetivo nestas terras distantes. Eu não sou uma guerreira de seu plano de vivência, mas tenha certeza de que no fim desta jornada, me agradecerá por tudo isso. Não se contenha...Não aceitarei que me decepcione por sequer um único segundo neste embate. O meu destino e o seu dependem deste momento." — Ela dizia, como se eu fosse uma espécie de escolhido ou messias de sua própria vontade. Enganada ela estava - Eu era, ao menos naquele momento, o próprio caos.


HP: 1125 / 1125 || CH: 2325  / 2425 || ST: 02 / 06

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Re: {Q} — Crimson Eyes, Part III. - Publicado