:: Mundo Ninja :: Mapa Mundi :: Sunagakure no Sato :: Arredores
12 Anos Online
A Noite Mais Escura
Arco 03
Ano 14 DG
Outono
Diante da queda de Moira O'Deorain e a morte de Chisaki Overhaul, todos os olhos dos ninjas presentes em Kiri se voltaram para o Capuz Vermelho, que se revelou uma cópia exata do lendário Sarutobi Shion. Graças a Hyuuga Angell, o mercenário foi capturado, levando a prisão junto com Moira. Tudo aquilo favoreceu um entendimento entre as vilas que lutaram entre si em Oto, fazendo com que eles voltassem a neutralidade. Enquanto Iwa e Suna elegem novos Kages, em Konoha, Sarutobi Kaden se prepara para passar o seu cargo para um ninja mais jovem, ao mesmo tempo em que um novo Senhor Feudal assume em Kumo e o Daimyou de Kiri tenta impedir os ataques dos opositores de Jyu. Com a revelação de Chisaki Overhaul sobre a HYDRA, as ações da empresa acabam sofrendo uma grande queda, gerando indícios de uma enorme crise nas grandes nações. Diante do caos, diversos vilarejos pequenos são varridos do mapa quando uma onda de assassinatos em massa se inicia, ao mesmo tempo em que um grupo de fieis ao Jashinismo começa a se erguer, trazendo uma mensagem de esperança para os corações afligidos pelo sofrimento.
... clique aqui para saber mais informações
Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
Shion#7417
Angell
Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
Angell#3815
Oblivion
Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
Indra#6662
XXXXX
Futuramente teremos.
Discord#1234
XXXXX
XXXXX
Discord#1234

[CENA] A Boca do Coiote Tumblr_ofvns8lDpy1um42ooo4_500

Lan ShuiXian
Jōnin
Lan ShuiXian
Vilarejo Atual
[CENA] A Boca do Coiote Tumblr_ofvns8lDpy1um42ooo4_500

[CENA] A Boca do Coiote - Publicado 6/2/2022, 11:03


Narrador: Lan ShuiXian

@Zireael

Nos tempos de guerra a busca por matérias primas para a fabricação dos equipamentos que eram utilizados durante todos os conflitos era incansável. O que não veio a ser diferente com o País dos Ventos.

Nos tempos antigos das primeiras guerras ninjas várias minas acabaram por serem abertas para a procura e extração de minérios que viriam a se tornarem armas e equipamentos bélicos. Com os aos de paz e a escassez total dos lugares, eles foram interditados e fechados , muitos vindo a serem soterrados pelo movimento das areias pelo vento.

Ao gabinete do líder do vilarejo de Sunagakure no Sato uma nova solicitação foi chegada, uma criança enquanto estava fazendo uma peregrinação com os pais por um ponto no vasto deserto, a exatamente dois quilômetros da vila, foi sugada pelo chão, percebendo os parentes que uma antiga e desgastada placa tinha escrito o nome de uma das mais antigas e inativas minas de minério da região a Boca do Coiote, sendo chamada assim por sua entrada ser pelo que seria o teto da grande escavação.

Imediatamente os parentes da criança notificaram a vila e desesperados pediram socorro. De imediato, nos registros da vila um Chunin estava listado como livre e disponível. Com caráter de emergência um carteiro exasperado bateria a porta do shinobi e comunicaria as informações da missão.

- U-uma garota caiu... Lá, na Boca do Coiote. Dois quilômetros ao sul daqui, você vai conseguir ver, corra e resgate ela, são ordens! - Falaria entre puxadas de ar, logo partindo não dando tempo de uma resposta do outro.

O Chunin tinha exatamente que se deslocar ao local indicado, onde chegando lá se depararia com um buraco aberto no solo arenoso, restos do que deveria ser uma escada de madeira e uma escuridão grande que não lhe permitia enxergar mais que 2 metros a sua frente e só conseguir escutar o barulho do vento vindo de fora.

Considerações:
Post 1/5
iron blacksmith

Zireael
Chūnin
Zireael
Vilarejo Atual
iron blacksmith

Re: [CENA] A Boca do Coiote - Publicado 6/2/2022, 23:45

Arco I, capítulo IX — A Boca do Coiote

Meus olhos se abriram no instante em que escutei um barulho acolá, um forte solavanco que agitou as dobradiças da porta de minha casa e fez ranger as finas lascas de madeira. Deitado no sofá, largado ao ócio e à folga de minhas atividades, pensei em qual seria o motivo daquela intromissão. Movido pela curiosidade, levantei-me da minha posição de descanso e segui para a porta, abrindo-a gentilmente com um único puxão. No que se seguiu, um homem surgiu à minha presença: cabelos castanhos e curtos, barba rala e malcuidada e óculos finos que se agarravam ao nariz arrebitado. Trajava vestimentas comuns dos habitantes da areia, com uma camisa branca de linho e calças de cor bege, para além de um turbante que cobria uma parte de seu rosto e uma grande bolsa marrom que enlaçava seu pescoço por uma alça. O homem parecia ofegante, e gotículas de suor acumulavam-se em sua tez. — O que foi, senhor? Quer uma água? Venha, entre. — Perguntei imediatamente, antes que ele se pronunciasse. Contudo, o homem balançou a cabeça em uma negativa, e prontificou-se a me explicar a situação apressadamente. Palavras e mais palavras, e um presságio triste que se tornou no anúncio de uma emergência. — A Boca do Coiote... Entendi! Não se preocupe, avise a família da menina que eu vou salvá-la, nem que isso custe a minha vida! — Asseverei, com um sorriso cativante esboçado em meus lábios.

Depois de me agradecer, o homem afastou-se, desaparecendo em meio às ruas cobertas de areia. Novamente sozinho em minha morada, rapidamente me aprontei com o necessário, vestindo minha habitual indumentária e preparando os equipamentos em minha bolsa, ajeitando-a no lado direito de minha cintura. Enquanto o fazia, um questionamento pairava em meus pensamentos: o que exatamente seria a Boca do Coiote? Para a garota ter caído em seu interior, provavelmente seria um buraco, ou então uma grande fenda. Mas podia também ser um templo antigo, ou então o fundo de um cânion. Apostando nessas possibilidades, saí de casa em direção ao sul do vilarejo, correndo pelo vilarejo enquanto direcionava meus passos através de becos e travessas, a fim de tornar o meu caminho o mais curto possível. Como um herói da justiça, eu deveria chegar o quanto antes até aquele lugar, para assim poder salvar a menina e trazê-la de volta até sua família. — Por favor, espere por mim. — As palavras saíram acidentalmente de minha boca, um monólogo rápido que se perdeu em meio aos ventos fortes que me cercavam. Prontamente, depois de alcançar o portão sul do vilarejo, avisei aos guardas do motivo de minha saída e eles permitiram a minha passagem, e meus pés finalmente tocaram a areia fofa do deserto.

Calor, ventanias e dunas infindáveis. Um descampado coberto de areia, um ermo silencioso e o refúgio de inúmeros perigos. Este era o deserto que abraçava todo o País do Vento. Como um habitante de Sunagakure, eu sabia me adaptar àquelas circunstâncias, bem como evitar as adversidades que ansiosamente espervam por peregrinos descuidados e viajantes desorientados. Animais selvagens, plantas venenosas e beduínos sanguinários certamente não seriam um problema em minha jornada. Dessa maneira, prossegui em minha marcha; os passos rápidos que deixavam finas pegadas, as quais em pouco seriam apagadas pelas repentinas lufadas do vento. Areia voava ao redor de meu corpo graças à brisa forte, ocupando meus cabelos e aderindo à minha pele. O sol mantinha-se no alto do céu, com seus raios inevitavelmente caindo sob a pele. A temperatura aumentava mais e mais, e o suor corria pelo meu rosto na forma de gotas que aos poucos se acumulavam ao redor de meu pescoço. Mesmo assim, eu seguia firme. Não seria isso que me pararia. Em pouco tempo, depois de percorrer cerca de um quilômetro e meio, eu descansaria ante uma grande colina de areia. Ao longe, conseguiria ver uma abertura enorme no chão, um vão negro que preenchia uma parte daquela vasta extensão. — Com certeza é ali. — Disse baixinho, já voltando a me mover em direção à localidade. Poucos metros à frente, conseguiria ver uma placa desgastada com sinais de ser uma mina, provavelmente uma mina antiga e abandonada. Logo, concluía-se que a Boca do Coiote era um lugar de escavação, o que tornava o lugar ainda mais perigoso para uma menina ter caído. — Preciso me apressar.

De frente para o grande buraco, eu conseguia sentir a atmosfera se alterar. Algo parecia estranho naquele lugar; talvez pelo seu escuro profundo que engolia toda a minha visão, talvez pelos barulhos sinistros que corriam pelo seu interior, como se cada pequeno ruído de cascalho fizesse um enorme alarde, retumbando como um trovão, ou talvez pelo vento, que parecia estar mais calmo, mais soturno e enigmático. No fim, engoli seco e abandonei meus medos. Algo maior estava me esperando lá em baixo, alguém que eu precisava salvar. Rapidamente, meu olhar percorreu as bordas da grande fenda em busca de alguma coisa a que eu pudesse me agarrar, e encontrei somente os restos de uma escada de madeira, que provavelmente acabaria no térreo da mina. Contudo, eram apenas escombros de uma construção antiga, sendo assim, não ofereceria nenhuma segurança para mim. Logo, deveria recorrer ao que aprendi nos princípios de minha carreira como shinobi, na academia de Sunagakure. Imediatamente, uma tênue camada de chakra cobriu a sola de meus calçados, sentindo o solo de areia aderir-se com uma maior pressão. Então, esgueirei-me para dentro do buraco com cuidado, me apoiando na encosta íngreme primeiramente com meus pés, para em seguida apoiar-me com as mãos. A seguir, tentaria lentamente me locomover para baixo, realizando uma escalada reversa. A energia sob meus calçados me prenderia à parede do buraco, enquanto as minhas mãos, segurando na mesma, me resguardariam de algum imprevisto, seja ele qual for. Na descida, tentava arquear meu pescoço em direção ao chão, embora eu pouco pudesse ver o que estava adiante. A escuridão era imperiosa, e restava a mim confiar em meus instintos para enfrentar os perigos que existiam no final daquele enorme buraco.

Considerações:
Descrições:

HP: 450/450 CH: 725/725 ST: 0/5
[CENA] A Boca do Coiote Tumblr_ofvns8lDpy1um42ooo4_500

Lan ShuiXian
Jōnin
Lan ShuiXian
Vilarejo Atual
[CENA] A Boca do Coiote Tumblr_ofvns8lDpy1um42ooo4_500

Re: [CENA] A Boca do Coiote - Publicado 9/2/2022, 09:08


Narrador: Lan ShuiXian

@Zireael

A escuridão dominava toda a visão a cima de dois metros, o shinobi não podendo distinguir muita coisa a sua frente. O som que conseguia escutar era somente do vento da superficie, mas a medida que fosse adentrando a caverna deixaria de escutar o mesmo, sendo substituído por pequenos sons de movimento de areia, como se elas estivessem escorrendo. Depois de percorrer alguns metros, escutaria dois sons distintos: um fungar de nariz e uma respiração forte quase animalesca.

Depois de percorrer alguns metros, o Shinobi se depararia a sua frente com uma bifurcação para a direita e para a esquerda e escutaria dois sons distintos: um fungar de nariz e uma respiração forte quase animalesca. Após escolher qual dos caminhos tomar, mais a frente, em cerca de 5 metros, sendo difícil de se observar com precisão o que realmente era, o Chunin veria uma silhueta de cerca de um metro e vinte de altura mas não saberia afirmar o que realmente era.

Considerações:
Post 2/5
iron blacksmith

Zireael
Chūnin
Zireael
Vilarejo Atual
iron blacksmith

Re: [CENA] A Boca do Coiote - Publicado 9/2/2022, 23:22

E tudo se tornou breu. Ao aterrissar no chão, um solo rígido repleto de poeira, areia e pedras, olhei para o alto e pude ver a luz do sol entrar por aquele buraco. De onde estava, os raios solares não mais coincidiam à minha pele, se fazendo em feixes fracos que se perdiam no negror obtuso – completamente consumidos. Ao me voltar para o interior da mina, minha visão se unia ao negro. O abismo em minha frente parecia me encarar, as trevas enlaçando meu corpo como se estivesse submerso em um lago sombrio. O medo veio junto a um grande arrepio que percorreu pela minha espinha. Meus pelos eriçaram, e senti um calafrio atiçar a minha nuca. Não parecia ser um bom sinal. De súbito, fechei os olhos. Eu precisava me acalmar, precisava controlar os meus pensamentos e seguir em frente. A vida de uma menina dependia do meu esforço, e eu deveria salvá-la a qualquer custo. Prontamente, abri meus olhos com o fervor de um guerreiro e cerrei os punhos em sinal de minha determinação. Vamos lá! Ditei aos meus pensamentos em um incentivo para sair de minha própria inércia. Não havia espaço para se acovardar nessa missão, e eu sabia disso. Desse modo, os músculos de minha perna se estimularam e, em passos lentos, comecei a andar mais a fundo daquela mina.

Os sons do vento que antes eu conseguia ouvir aos poucos foram trocados pelo barulho de areia, como se sedimentos estivessem despencando de algum lugar ou fluindo de um ponto a outro. Tal ruído martelou os meus ouvidos por bons minutos durante o percurso ao interior do lugar, entretanto, depois de certo tempo, escutei algo diferente do habitual. A princípio, um som bem estranho, como se alguém estivesse fungando o nariz; depois, o som de uma respiração forte, primitiva como a de um animal. Meus ouvidos supostamente conseguiam captar ambos os sons porque eu estava me deslocando por um grande túnel ou numa galeria, o que permitiria a propagação do eco. Sendo assim, eu deveria tomar cuidado ao fazer algum barulho – deveria ser o mais discreto possível; apesar da urgência no resgate da jovem perdida. Logo, amenizava um pouco mais a força de meus passos e andava quase que na ponta do pé, e à medida que eu me deslocava para o núcleo daquela mina, mais os sons guturais se fortaleciam. De repente, depois de mais alguns minutos de caminhada, apareceram para mim duas bifurcações, ou seja, dois caminhos distintos que eu poderia seguir. No momento, minhas pupilas já haviam levemente se acostumado à escuridão, embora eu não fosse capaz de ver muito adiante, tamanho era o breu.

Eram nítidos os sons que emergiam dos buracos: do direito, conseguia ouvir o fungar de nariz; do esquerdo, a respiração feral. Em um pensamento rápido, tomei como decisão ir pela bifurcação direita, onde o nariz fungava; entretanto, eu precisava ter cautela no que iria fazer. Eu precisava de uma ajuda nessa situação e, por isso, lembrei-me do contrato que fiz semanas atrás com as raposas-falantes. Rememorando os sinais de mão e as aplicações de chakra que inscrevi no pergaminho de invocação, movi minhas mãos em uma dança e mordi a ponta de meu polegar direito, deixando sair uma gota de sangue, e em seguida coloquei a palma no chão cuidadosamente, privando a propagação sonora. Um círculo negro de inscrições se formou e manifestou uma pequena nuvem de fumaça, o que revelou, em seguida, uma pequena silhueta com grandes orelhas pontudas. Funcionou! Pensei e abri um sorriso ao ver a face da amiga, que também pareceu se animar com a minha chamada. — Como vai, Inari-san? — Disse baixinho, para que não se propagasse muito eco. A raposa achegou-se de meu corpo em um afago carinhoso. — Emiya, que surpresa! Qual o motivo da invocação? Está muito escuro... Talvez fosse melhor se tivesse chamado a Kitsunebi-san para iluminar isso aqui... — Respondeu, extrapolando um pouco o volume da voz. — Fale baixo, por favor, Inari-san. Estou em uma missão, preciso encontrar uma garota que se perdeu nesse lugar. Pode me ajudar? Você deve ser uma boa farejadora. — Alertei a raposa com o indicador a frente do nariz, e inteirei-a de minha empreitada. Em minha mente, permaneceu a dúvida de quem seria a tal Kitsunebi.

A raposinha girou a cabeça para um lado e balançou freneticamente as orelhas. — Não preciso farejar nada. Sou uma kitsune, esqueceu? Aliás, posso sentir o chakra. Ou seja, se a menina estiver aqui, eu vou achá-la. — As palavras de Inari ficaram mais baixas, e ao passo que falava, ela saltava para meu ombro assim como costumava sempre fazer; e sua cauda enlaçando meu pescoço como um cachecol. Em cima de mim, a pequenina pareceu acalmar seus movimentos, aparentando se concentrar na execução de uma técnica. Enquanto ela se concentrava, comecei a andar em direção à bifurcação escolhida – pela direita. O som do nariz fungando começava a se tornar cada vez mais forte, e atravessei a passagem com ainda mais atenção, em total alerta. De súbito, surgiu aos meus olhos uma silhueta de cerca de um metro, ou um pouco mais; embora eu não conseguisse distinguir seu real formato. Ainda que estivesse próximo da sombra, eu me mantive escondido nas trevas e esperei que a raposa em meus ombros pudesse dar a confirmação de que aquela era a garota que eu estava buscando. Eu esperava que as habilidades de Inari pudessem ser suficientes para essa tarefa.

Considerações:
Descrições:

HP: 450/450 CH: 700/725 ST: 0/5
Inari HP: 500/500 CH: 400/400 ST: 0/0
[CENA] A Boca do Coiote Tumblr_ofvns8lDpy1um42ooo4_500

Lan ShuiXian
Jōnin
Lan ShuiXian
Vilarejo Atual
[CENA] A Boca do Coiote Tumblr_ofvns8lDpy1um42ooo4_500

Re: [CENA] A Boca do Coiote - Publicado 10/2/2022, 01:34


Narrador: Lan ShuiXian

@Zireael

Devido a incrível habilidade da invocação da raposa, o shinobi conseguiu seguir o caminho certo em direção a um dos sons que foi escutado. O som do fungar de nariz o levaria a lugares incertos, mas a habilidade sensorial que a invocação tinha lhe concebido foi de muita ajuda.

Andaria cerca de cinco metros, onde o fungar mudaria para pequenos choramingos finos e contidos onde não precisaria ser nada mais que um leigo para saber que eram de uma criança indefesa e assustada, mas a sua visão ainda não captaria o alvo do resgate. O que o Chunin não perceberia é que a garota que viria a notar primeiro a sua proximidade e assustada e exasperada reagir a isso.

- Quem é que está aí? Saia agora mesmo! Apareça, pode vir eu matarei você com meu jutsu super poderoso de mata matador de crianças sozinhas num buraco escuro e cheios de bichos - A criança no começo de sua fala tentava mostrar firmeza e força, mas a medida que continuava seu monologo trava-lingua embargava a fala, finalizando com uma voz de choro.

O Shinobi estava agora a cinco metros de distancia da mesma, não conseguindo distinguir com exito sua aparencia, mas teria a certeza que era quem estava procurando. Tudo que conseguia escutar era somente o choramingar da garota, junto da sua respiração ofegante e o barulho que tanto acompanhava ele desde que chegou naquela mina abandonada: o deslizar de areia como se estivesse escorrendo de cima para baixo.

Considerações:
Post 3/5
iron blacksmith

Zireael
Chūnin
Zireael
Vilarejo Atual
iron blacksmith

Re: [CENA] A Boca do Coiote - Publicado 10/2/2022, 10:34

Enquanto andava, os sons do fungar de nariz se transformariam em um débil choramingar; em tom baixo, mas ainda audível em meio aos ecos que reverberavam pelo subterrâneo. Decerto que era o choro de uma criança, o lamento de alguém perdido, solitário, e que estava com medo de tudo à sua volta. Eu conhecia bem essa sensação, afinal, eu já havia passado por um inferno semelhante em minha infância. Contudo, eu preferia não retomar essas lembranças. No ínterim, Inari em meus ombros me indicava para onde deveria ir ao apontar suas grandes orelhas para a frente, se mostrando uma habilidade demasiadamente útil para esses fins. A escuridão, por sua vez, mantinha-se imperiosa, enterrando qualquer luz que caía na vasta extensão daquela mina. De súbito, enquanto andava cautelosamente, revelou-se o delinear de uma pequena silhueta. Com cerca de um metro, provavelmente aquela era a criança que eu estava buscando, e a dúvida foi sanada por uma voz fina, embolada e, sobretudo, chorosa. A jovem proferiu ordens numa tentativa de se manter firme e corajosa, mas era claro que apenas estava escondendo sua fragilidade em meio ao escuro insondável.

Aos términos das palavras da criança, ergui a minha postura. De onde eu estava, não conseguia ver claramente a figura da garota, o que me fez minhas ações hesitarem. Imediatamente, tomando a iniciativa, Inari em meus ombros saltou para o solo arenoso e se deslocou até a criança em saltos ágeis, o que me surpreendeu um pouco. O que está fazendo, Inari-san? Quis fazer essa pergunta, mas deixei ela em meus pensamentos. Confiei na raposinha, afinal, ela era uma criatura meiga e graciosa; possivelmente conseguiria encantar aquela menina e acalmá-la. Ao chegar ainda mais perto, a kitsune ficou à frente da sombra e pareceu abrir um sorriso, embora estivesse imersa na escuridão. Sua voz ressoou pelo passo – baixinha, mas reconhecível em meio aos barulhos da areia que deslizava de cima para baixo. — Oi, criança. Vim com meu amigo até aqui buscar você. Você quer nossa ajuda? — A raposa balançou a cauda freneticamente, chamando a atenção. Sua voz era meiga e dócil, sem nenhum traço de hostilidade. — Ele está esperando aqui, venha. — Inari prosseguiu em sua fala, virando-se em minha direção e tornando até mim. Esperava que a menina a seguisse e eu finalmente pudesse vê-la com meus olhos; para assim, pegá-la para que pudéssemos retornar à superfície o quanto antes. Ademais, por todo esse tempo, Inari pretendia continuar me avisando sobre os perigos que rondavam nas proximidades, uma vez que sua habilidade sensorial estava ativa e operante.

Considerações:
Descrições:

HP: 450/450 CH: 700/725 ST: 0/5
Inari HP: 500/500 CH: 400/400 ST: 0/0
[CENA] A Boca do Coiote Tumblr_ofvns8lDpy1um42ooo4_500

Lan ShuiXian
Jōnin
Lan ShuiXian
Vilarejo Atual
[CENA] A Boca do Coiote Tumblr_ofvns8lDpy1um42ooo4_500

Re: [CENA] A Boca do Coiote - Publicado 12/2/2022, 18:22


Narrador: Lan ShuiXian

@Zireael

A garota se sentiu encantada pela invocação, nunca tendo visto uma presencialmente. Pouco a pouco foi se sentindo confortável e aparecendo a vista do shinobi que conseguiria ver com clareza todas as descrições fisicas da mesma; um metro e vinte de altura, cabelos castanhos com pontas esverdeadas, olhos cor de esmeralda. Sua pele estava marcada com a poeira que acabou colando-se quando entrou em contato com o suor. Em seu rosto, um olhar temeroso e uma expressão de cansaço e desgaste era nitido.

- Você vai me ajudar? - Perguntou receosa. - Eu me perdi dos meus pais, caí aqui em baixo... Andei, andei e parei quando escutei os cachorros da areia... - A garota olhou para os lados. - Eles comem crianças, sabia? Eu sou uma - Falou baixo, inocente.

A menina remexeu uma pequena bolsa que estava carregando, procurando algo com afinco, retirando de lá dois pedaços de pedras que pareciam serem reconhecivel para o ferreiro.

- Eu te dou isso aqui que eu achei e você me leva para casa, por favorzinho senhor shinobi - Clamaria a garota.

Considerações:
Post 4/5
iron blacksmith

Zireael
Chūnin
Zireael
Vilarejo Atual
iron blacksmith

Re: [CENA] A Boca do Coiote - Publicado 12/2/2022, 19:56

Imersos no mar de sombras, meus olhos miravam fixos a pequena silhueta adiante. Os seus traçados repentinamente passaram a se mover em meio à escuridão, vagarosamente se aproximando em passos tímidos que não emitiam ruído algum. E então, depois de alguns segundos, a figura finalmente se revelou, o que me fez largar um leve suspiro de alívio. A criança era pequena, cerca de um metro e poucos centímetros, tinha cabelos castanhos com suas extremidades tingidas por verde, além de profundos e hipnotizantes olhos cor-de-esmeralda. A pobrezinha estava coberta de suor, suas roupas ensopadas e encardidas, além de estar repleta de poeira e areia, da cabeça aos pés. Sua respiração estava ofegante, o que indicava o seu estresse em vias de se manter escondida naquele ambiente inóspito. Sem demora, eu me aproximei da garota para que ela pudesse me ver claramente, e em seguida coloquei a mão em sua cabeça, um toque gentil e calmo. Esbocei um sorriso para tranquilizar a jovem e agachei-me para ficar próximo à sua altura. A partir de agora, tudo estaria bem.

— É claro que vou lhe ajudar. Me chamo Emiya Shirou, sou um shinobi de Sunagakure. Fui enviado até aqui para resgatar você. Está machucada? — Disse, ainda com a voz baixa, ao mesmo tempo que buscava algum sinal de fratura ou qualquer tipo de ferida na pequenina – felizmente, ela parecia estar bem. Os olhos da garota brilhavam em meio ao ambiente; um fio de luz verde em meio à obscuridade. — Cachorros da areia? Isso é um problema. Mas não se preocupe, vou proteger você, junto a essa raposa-falante aqui, é claro. — A garota claramente estava com medo, e estava certa em tê-lo; afinal, eu mesmo havia escutado barulhos estranhos ecoarem naquela mina. Contudo, eu e Inari poderíamos lidar com animais famintos; embora eu preferisse não o fazer e ir embora dali o quanto antes. Logo, voltei a falar. — Não se preocupe, criança, mas acho melhor irmos andando. Inari-san, venha. — A raposa subiu, mas desta vez ela dirigiu-se ao pescoço da garota, enrolando sua cauda como um cachecol felpudo. — A propósito, qual o seu nome, menina?

O que se seguiu foi a nossa tentativa de voltar até o início da mina, no lugar do buraco de onde eu havia entrado. Tentei caminhar o mais devagar possível, para que a menina não me perdesse de vista e, ao mesmo tempo, nossos ruídos não ecoassem através da mina e revelassem nossa localização para os supostos cães da areia. Não queria ter um embate com animais em meio à escuridão, o que certamente seria uma tarefa complicada. Para minha felicidade, a raposa continuaria a manter ativa a sua técnica sensorial, me avisando sobre qualquer sinal de aproximação das feras. Depois de um tempo de caminhada, se nada nos atrasasse no percurso, os murmúrios dos fragmentos de areia que escorriam do teto seriam acrescidos pelos silvos abafados dos ventos, e logo, a luz no teto poderia ser vista – irradiante e ofuscante. Meus olhos demorariam a se acostumar com a claridade, mas assim que isso se sucedesse, realizaria uma série de selos de mãos e invocaria a terra sob nossos pés, com a intenção de fazê-la se elevar como uma plataforma que nos levaria até a superfície; ou seja, de volta ao deserto.

Considerações:
Descrições:

HP: 450/450 CH: 600/725 ST: 1/5
Inari HP: 500/500 CH: 400/400 ST: 0/0
[CENA] A Boca do Coiote Tumblr_ofvns8lDpy1um42ooo4_500

Lan ShuiXian
Jōnin
Lan ShuiXian
Vilarejo Atual
[CENA] A Boca do Coiote Tumblr_ofvns8lDpy1um42ooo4_500

Re: [CENA] A Boca do Coiote - Publicado 14/2/2022, 11:49


Narrador: Lan ShuiXian

@Zireael

A volta para Sunagakure foi totalmente tranquila, somente tendo os ventos fortes no deserto para dar algum tipo de empecilho a criança e ao shinobi.

Em Suna, ao chegar ao gabinete, se depararia com um Jounin que estaria a sua espera e um casal que tinha uma visão muito aflita e ansiosa no rosto. Um sorriso iria adornar a expressão desse casal no momento em que vissem a sua filha, quando a mesma correria em direção a eles com lagrimas nos olhos e um sorriso enorme estampado.

Cabia ao shinobi no momento de confraternização da familia ir até o Jounin e relatar todo o ocorrido para o homem, como foi a busca da garota e o estado que a Mina se encontrava.

Após um tempo informando todas as informações da missão, a garota iria se encontrar ao lado do shinobi, puxando sua roupa para chamar sua atenção.

- Aqui moço, como eu prometi - A menina, fofamente, estenderia dois Minérios Básicos em direção ao Chunin e assim que o mesmo pegasse correria para os pais, partindo com eles e acenando em despedida.

Considerações:
Post 5/5
iron blacksmith

Zireael
Chūnin
Zireael
Vilarejo Atual
iron blacksmith

Re: [CENA] A Boca do Coiote - Publicado 14/2/2022, 20:02

Os raios do sol novamente voltaram a despencar sob a minha cabeça, se unindo aos ventos que conduziam a areia pelo deserto. A temperatura subiu, o suor veio e os passos ficaram pesados; mesmo assim, não dei importância. Estar ao ar livre era muito melhor do que estar encarcerado naquela mina, longe da luz e com os sentidos entorpecidos pela profundidade e pelo escuro; para além dos animais selvagens que lá haviam. Enquanto caminhava, a menina acompanhava os meus passos, calada, sem emitir palavra alguma, sem nem mesmo me dizer o seu nome. Provavelmente ela apenas estivesse um pouco tímida, ou talvez estivesse digerindo a situação que outrora ela se encontrava. Para sua felicidade, agora tudo havia acabado. Ela estava livre, longe do perigo. Ao passo que nos locomovíamos em direção ao vilarejo, Inari mantinha-se enrolada na garota, afagando o pescoço da pequena com sua volumosa cauda aveludada. Eu já havia experimentado essa sensação no passado e, por isso, eu sabia que seria reconfortante para a menina receber esse gesto de afeto da pequena raposa.

— Chegamos. — Avisei ao pararmos defronte ao grande cânion que dava acesso ao vilarejo. De prontidão, a raposinha saltou do pescoço da jovem e foi ao chão, o que a fez cair graciosamente na areia. Ela voltou o seu rosto para mim e pareceu sorrir com seus dentes pontiagudos. — Meu trabalho aqui está feito, Emiya. Se me permite, já estou indo. — Em seguida, ela virou-se para a garota e balançou as orelhas pontudas. — Fique bem, pequena. — Por sua vez, a menina acenou com o rosto estampado por um sorriso, então, a criatura desapareceu em uma fumaça branca que subiu num átimo. — Vamos andando. — Pedi, me voltando para a entrada do vilarejo enquanto era seguido pela jovem. Atravessamos o grande portão e avisei os guardas do sucesso em minha empreitada. Imediatamente, fui informado de que deveria ir até o gabinete, onde lá estaria o meu superior e os pais da criança. Ao ouvir isso, a menina ficou ainda mais contente, e seus passos ficaram mais rápidos, a ponto de eu ter que segui-la pelas ruas e avenidas de Sunagakure. — Tenha calma, menina! Me espere! — Eu gritava. No fim, chegamos ao nosso destino em poucos minutos.

Sem nenhuma obediência aos meus gritos, a jovem abriu as portas do gabinete com um empurrão, o que gerou um grande estrondo que assustou aqueles que trabalhavam no primeiro andar da repartição. Ali esperavam os pais da criança que imediatamente correram em direção à sua filha para abraçá-la, caindo aos prantos. Assim que eu finalmente chegasse ao local, buscaria pelo meu superior, me deslocando até ele para relatar os acontecimentos da missão. — Perdão pela demora, senhor. — Iniciei meu discurso, olhando fixo em seus olhos. — A missão foi um sucesso. A garota acabou caindo em um grande buraco, o que revelou ser uma mina antiga, abandonada já há muitos anos. Mas acho que você já sabe disso. — Fiz uma pausa. — A jovem conseguiu sobreviver a queda, provavelmente por ter caído na areia, e ela se escondeu nas profundezas da mina, amedrontada por cachorros da areia que estavam à sua cola. Por sorte, ela era uma menina esperta e conseguiu se ocultar nas sombras. — Mais uma pausa, e dessa vez, um longo suspiro. — No fim, eu cheguei até a mina e fui à sua busca, o que não demorou muito. Atravessei todo o complexo e no fim, achei ela depois de uma bifurcação. Estava muito escuro, mas com a ajuda de minha invocação isso não foi um problema. Depois, saímos de lá e aqui estamos. — Abri um sorriso, finalizando meu relato.

— Aliás, acho melhor você mandar alguém cuidar daquela mina. Precisam fechar aquilo o quanto antes, para que não aconteça uma tragédia. — Alertei ao meu superior, com a voz calma, mas em um tom bastante sério. De fato, aquele lugar precisava ser interditado. No fim, o jōnin assentiu e logo após se ausentou de minha presença, subindo a escadaria que provavelmente lhe levaria até a presença do líder do vilarejo. Então, voltei-me para o lado de fora do gabinete, onde a garota que eu salvei me esperava com prontidão. Ela veio até mim com as mãos nos bolsos, e em seguida me entregou uma sacola – a mesma que ela havia em prometido entregar. — Muito obrigado. Até mais, menina! E obedeça a seus pais. — Falei, e a garota correu até eles enquanto acenava em uma rápida despedida. Eu devolvi o aceno com a mão direita e vi-os desparecerem nas ruas arenosas de Sunagakure. Mais um suspiro, desta vez, de alívio. Segui para a minha casa, pretendendo me banhar o mais rápido possível e voltar ao meu cochilo de outrora. — Talvez essas pedrinhas possam ser usadas para forjar alguma coisa. — Pensei ao abrir a boca do saco e ver dois pequenos fragmentos cintilantes.

Considerações:
Descrições:

HP: 450/450 CH: 600/725 ST: 1/5
[CENA] A Boca do Coiote Tumblr_ofvns8lDpy1um42ooo4_500

Lan ShuiXian
Jōnin
Lan ShuiXian
Vilarejo Atual
[CENA] A Boca do Coiote Tumblr_ofvns8lDpy1um42ooo4_500

Re: [CENA] A Boca do Coiote - Publicado 15/2/2022, 01:54

Situação: Aprovado
Considerações: -
Recompensas: 1x Missão de Rank B e suas recompensas dobradas pelo Mês do Up; x2 Minérios Básicos
Conteúdo patrocinado
Vilarejo Atual

Re: [CENA] A Boca do Coiote - Publicado