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12 Anos Online
A Noite Mais Escura
Arco 03
Ano 14 DG
Outono
Diante da queda de Moira O'Deorain e a morte de Chisaki Overhaul, todos os olhos dos ninjas presentes em Kiri se voltaram para o Capuz Vermelho, que se revelou uma cópia exata do lendário Sarutobi Shion. Graças a Hyuuga Angell, o mercenário foi capturado, levando a prisão junto com Moira. Tudo aquilo favoreceu um entendimento entre as vilas que lutaram entre si em Oto, fazendo com que eles voltassem a neutralidade. Enquanto Iwa e Suna elegem novos Kages, em Konoha, Sarutobi Kaden se prepara para passar o seu cargo para um ninja mais jovem, ao mesmo tempo em que um novo Senhor Feudal assume em Kumo e o Daimyou de Kiri tenta impedir os ataques dos opositores de Jyu. Com a revelação de Chisaki Overhaul sobre a HYDRA, as ações da empresa acabam sofrendo uma grande queda, gerando indícios de uma enorme crise nas grandes nações. Diante do caos, diversos vilarejos pequenos são varridos do mapa quando uma onda de assassinatos em massa se inicia, ao mesmo tempo em que um grupo de fieis ao Jashinismo começa a se erguer, trazendo uma mensagem de esperança para os corações afligidos pelo sofrimento.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
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Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
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Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
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Futuramente teremos.
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[Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 18/1/2022, 01:16

Quest de Invocação
O Chamado
das Raposas
A quietude da Vila Oculta da Areia predominava na calma e moderadamente gelada madrugada que caia. Distante das muralhas de Iwagakure, a brisa carregava pequenas folhagens verdes, flores, areia, todas guiadas para um grande deserto rochoso. Uma pequena fresta na base de um morro recebia a luz da lua. A passagem agraciada pelo tom azulado do luar dava passagem para as flores, e do outro lado uma divina e singela floresta, onde um único e minúsculo lago parecia suportar toda uma flora atípica da região, um berço para a sobrevivência daquelas espécies que, por sua vez, não suportariam minutos no seco deserto de pedras.

Quem vislumbrasse aquele verdadeiro oásis, seria carregado com uma pureza nunca antes vista. Pequenos e leves risos ecoavam pela flora que cercava o lago, os risos transpassavam a fissura das rochas, subiam para o deserto, assovios que eram carregados pelo vento seco até Sunakagure no Sato. O mesmo vento atravessava as muralhas, as casas, e por fim atingiria o ouvido do detentor do Ferro. A atenção do Uzumaki era requisitada, os assobios pareciam vir do fundo de sua mente, mas tinham direção e estranhamente lhe chamavam mais atenção do que quaisquer ruído. Incomodo, não sumia por mais que buscasse, apenas se tornava mais e mais distante. O que era?

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 18/1/2022, 21:15

Arco I, capítulo VII — O Chamado das Raposas

Ouvi os sons do vento, e fechei os olhos. O frescor atingiu meu rosto suavemente, fez balançar os meus cabelos e, em seguida, me relaxou. Era isso que eu precisava: relaxar, descansar depois de tudo o que eu havia feito nos últimos meses. Eu nunca havia reclamado das minhas obrigações como shinobi. Pelo contrário, estes eram passos que eu deveria dar para galgar até o posto de herói, o meu maior sonho. No entanto, a rotina tem se tornado incessante, impetuosa, com treinos sucessivos treinos diários e os demais desafios e incumbências que surgem no meu dia-a-dia. Tempos atrás, fui o responsável pela prisão de um criminoso internacional que traficava raposas-do-deserto; depois, tive que lidar com um estudante que perdeu o controle de suas habilidades; e por fim, tive que escoltar um senhor escrivão até outro país, atravessando o deserto enquanto ouvia-o tagarelar sem parar. Foram eventos marcantes, é claro, mas que aconteceram em um espaço de tempo contínuo, ininterrupto. Hoje, quando acordei, eu senti que algo estava faltando em mim, como se a chama em meu peito estivesse extinguindo. Eu estava murcho, e por isso, precisava dar um tempo. Pela manhã bem cedo, fui ao quartel-general e aproveitei para explicar a situação aos meus superiores, e ao fazê-lo, pedi um dia para repousar. Pela minha surpresa, minha solicitação foi aceita, ainda com algumas reclamações. Logo após, comecei a caminhar pelo vilarejo sem qualquer rumo.

Acabei em uma praça vazia, solitário tal qual a árvore que nela havia. Era uma árvore grande, com o tronco profuso e uma copa de folhas lustrosas. Era regada de gramíneas verdes nos seus contornos e algumas pequenas flores de cores diversas: vermelhas, amarelas, rosas e azuis. No fundo do cenário, o sol erguia-se poderoso, invencível dentre o céu incrivelmente azul coberto de grandes nuvens. Síncronas às lufadas do vento forte, as revoadas de aves adejavam na abóbada com manobras arriscadas, emitindo gorjeios que, ainda que estivesse à distância, eu podia escutar nitidamente. Percebi-me vislumbrando a luz daquele cenário durante um bom tempo, até eu finalmente escalar aquela árvore e sumir em meio ao mar verde de folhas. E o vento soprou e soprou; ora forte, ora fraco. Eu relaxei naquele canto, perdido em meus pensamentos, aproveitando a minha própria presença. Com os olhos fechados, imerso no meu mundo interior, eu tentei aquecer o meu peito com a chama que me faltava. A chama que foi passada por meu pai pouco antes de morrer, a chama que, no futuro, faria eu me tornar um herói da justiça. Eu tinha a motivação, mas me faltava o poder. Sim, era isso que estava me faltando: poder.

O chakra alastrou-se em um átimo, e senti ele cobrindo o meu corpo. As, minhas veias pulsando, com a respiração calma e cadenciada, mantive o controle das minhas emoções, de olhos fechados como se eu estivesse dormindo. A energia ao meu redor não se expandiu; longe disso, ela permaneceu rente ao meu corpo, como uma pequena capa que me velava. Ainda que eu não pudesse ver, conseguia notar a tênue aura amarela estimular pequenos formigamentos, como se pequeninos insetos andassem sob minha pele. E, sobretudo, eu relaxava profundamente, uma vez que sentia um aconchegante aperto na região da nuca e, por vezes, sentia os meus ombros esmaecerem. Por mais que toda essa atmosfera incitasse o meu sono, eu não podia pô-lo em prática. Precisava continuar a manter a camada de chakra no meu corpo, acordado, mas relaxando em intensa meditação. Continuava a mergulhar em minha própria psiquê sem notar o passar do tempo. Os segundos rapidamente viraram minutos, e depois minutos viraram horas e, por fim, o sol sumiu. Despertei atemorizado com uma pequena coruja ao meu lado, com seus dois grandes globos oculares me encarando profundamente. — O...olá... — Disse ao animal enquanto me afastava lentamente até um galho mais em baixo para, em seguida, saltar em direção ao solo em um único movimento.

Assim como outrora, a praça em que me encontrava estava tranquila. Ou melhor, enquanto andava pelas ruas, galgando sem rumo pelo vilarejo, sentia que Sunagakure estava completamente tranquila. Deveria ser bem tarde da noite, quiçá pela madrugada, dado os ventos que traziam o frio característico do deserto e a completa ausência de transeuntes. A lua no seu ápice iluminava todo o vilarejo, enquanto poucas lamparinas distribuíam-se por entre as avenidas para me orientar naquele ermo que parecia sem fim. Eu tinha passado o dia todo meditando, e eu estava relaxado. Contudo, ainda não queria ir para casa, queria aproveitar um pouco mais antes de voltar para a rotina de um shinobi. Meus passos lentamente me guiaram até o cânion que levava ao portão do vilarejo, e depois de alcançá-lo, parei para olhar o opulento monumento, admirando-o. Acostei-me em uma pedra nas laterais e permaneci observando, aos silvos do vento que, por vezes, pareciam assovios. Ou de fatos eram assovios? Era como um cântico melódico, entonado em um tom bonito, mas um pouco soturno. — Essa música... — Falei e, quando me dei conta, meus músculos já me moviam em uma certa direção, como se algo me puxasse. Os ventos que pareciam assovios tornaram-se cada vez mais fortes e rápidos, e não paravam mesmo que eu tentasse focalizar minha atenção em outra coisa: afinal, apenas aquilo podia ser ouvido no vasto e longínquo deserto. Prosseguia em minha marcha, saindo do vilarejo enquanto era atraído por algo, ou por alguém. Ou eu apenas estava ficando louco?

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 19/1/2022, 08:21

Quest de Invocação
O Chamado
das Raposas
O perigoso deserto de Sunagakure era o motivo do vilarejo ser tão bem protegido de invasores. Atravessá-lo e sobreviver a suas adversidades era algo que poucos conseguiam com facilidade. Apenas aqueles treinados no próprio Vilarejo da Areia possuíam um dom natural de ler suas facetas, de sentir o que os ventos diziam, interpretar as dunas e resistir a alta temperatura do dia, e a gélida noite. Histórias corriam por cada grão existente, viajantes contavam sobre os raros oásis, sobre os templos nos horizontes que sumiam ao se aproximar. Outros contavam sobre monstros grotescos e gigantes, escorpiões, minhocas, cobras. Conhecer a realidade destas histórias dependia do que cada um acreditava, mas apenas os sábios não duvidavam dos contos.

Os assovios melódicos atraiam o Uzumaki pela madrugada no deserto, a temperatura era gelada, mas nada que se comparasse ao ápice da noite. Por conta do amanhecer se aproximar, a temperatura subia gradativamente, de meia em meia hora era possível notar a alta. Os guardas nos portões pareciam distraídos, possibilitando que o mesmo saísse do vilarejo sem ser questionado, obra daquele que o chamava. Quando notasse, teria andado o suficiente para dar de encontro com a base de uma enorme rocha, onde a fissura, suficiente para ser atravessada com certa dificuldade, era o ponto final dos assovios.

Para os claustrofóbicos, aquele seria um pesadelo. Se atravessasse, a difícil e estreita passagem o levaria ao pequeno oásis, onde o límpido lago aguardava, junto da flora atípica de espécies extremamente raras, irreconhecível até mesmo para especialistas. Algo corria nas sombras dos arbustos ali dentro.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 19/1/2022, 16:54

Deserto adentro eu seguia. Meus passos alastravam-se pela areia, pegadas serpeando na trilha daquela planície sem fim, onde os meus olhos sequer conseguiam alcançar o final. No auge da madrugada, cercado pelos ventos fortes e frios, a luz da lua propagava-se sem nenhum pudor pelo vasto deserto, embelezando aquele lugar repleto de perigos. Como um habitante de Sunagakure, eu conhecia as ameaças que o lugar poderia oferecer. Animais selvagens, plantas venenosas, armadilhas de areia e até mesmo beduínos assassinos de viajantes. A região possuía muitos riscos, e por isso precisava-se ter cautela para cruzar sua extensão. Enquanto andava, mesmo que guiado por uma vontade misteriosa, eu tomava cuidado com o que acontecia ao meu redor. No passar das horas, atravessei um grande desfiladeiro, camuflado entre as pedras que haviam nas laterais, e fui capaz de despistar um solitário chacal que rondava pelas bandas. Depois, após escutar algumas palavras estranhas ecoando nas proximidades, mudei o rumo de meus passos, indo um pouco mais à leste da trilha. Provavelmente eram nômades que buscavam roubar e matar pessoas perdidas no deserto. Ainda assim, eu acompanhava a vontade ditada pelo estranho assovio, o melódico som que, mesmo durante horas, insistiu em ressoar nos meus ouvidos.

De pouco em pouco, a temperatura que outrora era fria tornava-se quente. Mesmo calçado com minhas habituais sandálias, conseguia sentir o calor subir pela sola de meus pés em um suave comichar. A lua também vagarosamente desaparecia detrás das amplas cordilheiras no horizonte e, após algumas horas, as trevas noturnas dariam lugar ao alvorecer diurno, um clarão alaranjado que cobriu toda a abóbada do céu. O mormaço dominou a atmosfera, e em seguida veio o calor infernal característico do deserto. Apesar disso, eu prossegui na marcha até, finalmente, sentir o assovio ecoar ainda mais alto, me guiando até uma certa rocha. Era um grande monumento natural, uma pedra enorme que possuía uma longa fissura em sua base. Ao me aproximar do buraco, conseguia notar que uma brisa amena corria pelo seu interior, assim como o assovio parecia estar vindo de lá. — Eu tenho que entrar aqui. — Monologuei de forma decidida, me agachando. Lentamente projetei meus joelhos na areia quente e, engatinhando como um animal selvagem, tentei trespassar o caminho. Para minha sorte, a passagem era exatamente do meu tamanho. Se eu fosse alguns centímetros maior, ou um pouco mais cheio, certamente eu não conseguiria fazê-lo. Logo, sem demora, impulsionei meu corpo com as mãos buraco adentro, e a brisa começou a refrescar meu corpo. Felizmente eu não tinha medo de ambientes fechados, o que tornou fácil a travessia.

O assovio repentinamente parou no instante em que minha cabeça cruzou o buraco. Então, avistei o que estava escondido: um esplêndido oásis, um paraíso no meio do ermo desértico. Arregalei os olhos, surpreso, e agilizei meus movimentos para meu corpo superar o restante do buraco, e quando o fiz, levantei-me do chão de areia a limpei minhas vestes com algumas batidas, ainda com a visão firmada no ecossistema ao meu redor. Árvores com folhas de estranhos formatos, plantas luminosas envoltas de pequenos insetos amarelos, flores de inúmeras cores e, além de tudo, um exuberante lago, com águas cristalinas por onde flutuavam algumas criaturas que eu não conseguia identificar. O oásis era, certamente, um completo oposto do deserto que o cercava. Meus olhos brilhavam intensamente ao ver aquele cenário. Sem sombra de dúvidas, o lugar mais bonito e mais exótico que eu vi em toda a minha vida. — É incrível... — Falei baixinho, atônito. Naquele lugar, eu era um completo estranho, uma figura desconhecida pela flora e pela fauna, e por isso eu precisava tomar um pouco de cuidado. Enquanto pensava no que fazer em seguida, um barulho surgiu à frente de meus pés. Abaixei a cabeça para observar adiante e vi alguns arbustos se mexendo freneticamente. Curioso, tentei me aproximar em passos lentos, me agachando para ver o que havia ali. Por alguma razão, por mais que isso não fosse sinal de cautela, algo me dizia que eu deveria ir e verificar aquele mar de folhas.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 19/1/2022, 20:17

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O Chamado
das Raposas
O esperado de um shinobi de Sunagakure. A naturalidade que utilizava para cruzar o deserto desafiador impressionava. Sabia ler os movimentos dos grãos de areia abaixo de seus pés, reconhecia os animais peçonhentos que lhe atrasariam, as motivações dos predadores naturais ao seu redor, dos gatunos que vagavam em busca de tesouros e riquezas alheias. Nem mesmo o intenso calor for capaz de neutralizar sua curiosidade por aquele chamativo estranhamente tentador. O assovio ia se tornando cada vez mais agudo conforme se aproximou, até o ponto da estreira fissura ser atravessada.

O vislumbrar daquele paraíso dentro do deserto, era uma recompensa que somente o Uzumaki teria. A cor chamativa das flores amareladas, violetas, das rosas brancas. O frescor do perfume que a natureza emanava, o som dos animais no lago. Tudo servia como um abraço receptivo em meio a tantas dificuldades antes ultrapassadas. A pequena sombra na flora dava um rapido solto, com um riso amigável e gentil deixando seus lábios. A pequena raposa rodopiava antes de tocar o lago com suas patas, mantendo-as por cima da água como os ninjas faziam. Ela se aproximava do garoto exibindo suas cores, até sentar-se sobre umas das vitórias que flutuava no lago.

Encarando o Uzumaki, a raposa demorou alguns segundos para observar. Os assovios haviam cessado e uma voz surgia dentro da mente do jovem. — Demorou demais, humano. Foi difícil te chamar la de longe, hm hm... na próxima venha mais rápido — Com um tom brincalhão, ela saltou até a cabeça dele, bagunçado seu cabelo ao descer até seu ombro direito, onde sentou-se para observar seu próprio lago. — Se veio até aqui, eu não posso ter me enganado. Eu preciso de ajuda, humano... — Preocupada, o chakra da raposa se projetou no lago, onde o reflexo de um vilarejo nas dunas de areia surgiu. Uma construção rústica e improvisada, cercada por estacas afiadas de madeira, tendas de couro e animais de carga. Alguns homens mascarados e com trajes para sobreviver ao deserto afiavam suas armas nas pedras. Apenas um não trajava máscaras, mas cobria sua boca com a bandana de Sunagakure, riscada ao meio. Em seu pescoço, adornos de... pele de raposa. — Este homem... está caçando. Pude sentir seu coração puro de longe... e não sou de me enganar! — Saltou novamente ao lago, fazendo o reflexo sumir. — Vai me ajudar?! Não pode deixar que ele consiga o quer — Parecia preocupada demais com a situação, talvez, por algum motivo, suas habilidades não fossem suficientes.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 19/1/2022, 23:58

A tensão pairava no ar conforme eu me aproximava dos arbustos que estremeciam. O que havia ali? Era apenas o vento, ou era algum animal selvagem pronto para me atacar? Minha curiosidade me levou a tocar as folhas, e assim, tentei alcançar o que ali havia. Minha mão direita entranhou-se em meio aos galhos como se buscasse um tesouro, e no átimo, os arbustos sacudiram ainda mais forte e emitiram um longo chiado, semelhante a uma risada. Um vulto repentinamente emergiu por entre o verde, e eu prontamente atirei-me para trás, temeroso, e caí sentado no chão com os olhos arregalados. A discrição, que antes eu tentei manter em meus movimentos, foi abruptamente deixada de lado com o barulho de meu corpo, que ainda foi capaz de levantar uma cortina de folhas ao meu redor. A silhueta, pequenina e graciosa, tomou a forma de uma raposa: pelos amarelos e brancos, grandes orelhas vermelhas estiradas para o alto, olhos fechados como os de um monge, contornados em preto e rosa. A criatura felpuda, que se erguia apenas em duas patas, terminou a sua manobra aérea ao colocar-se sob as águas do lago, permanecendo de pé sob a superfície, certamente manipulando chakra sob as suas pantufinhas. A pequena não tardou para se aproximar lentamente em minha direção, até sentar-se sob uma grande vitória-régia situada nas proximidades da margem do lago.

Com a aproximação, percebi que seus olhos, que antes pareciam fechados, estavam abertos, me fitando; dois miúdos círculos negros. Logo depois, por mais que eu tenha ficado surpreso ao ver a raposa controlar o chakra para manter-se sob as águas, a surpresa maior veio quando uma voz surgiu em minha mente, ecoando da mesma forma como fazia o assovio de outrora. Boquiaberto, escutei as palavras que, supostamente, estavam sendo emitidas pela raposa, palavras brincalhonas que de início criaram em mim uma leve confusão mental. — E... espera aí! Você fala? Uma raposa está falando comigo? — Ainda no chão, tentei piscar os olhos com força, na eminência de despertar meus sentidos e voltar à realidade. Entretanto, a raposa deu de ombros e continuou a falar, e todo o meu desespero aumentou. Uma raposa estava, de fato, falando comigo em meus pensamentos. Ao passo que tentava me reestabelecer e me adequar à novidade, ouvia atentamente as palavras enunciadas pelo animal, até mesmo o seu pedido de ajuda. — Que ajuda você precisa? — Perguntei, e a resposta veio com um espetáculo imagético, uma energia que cobriu o reflexo do lago e revelou o cenário de um vilarejo em meio ao deserto.

Havia um edifício grosseiro cercado por pontudas estacas de madeira, além de tendas e animais de carga. Homens mascarados, trajados com vestes como as de beduínos, afiavam suas armas nas pedras, presumivelmente se preparando para um combate futuro. Contudo, o que aquela tremulante energia destacava era um único homem, provavelmente o líder do bando, que revelava seu rosto protegido apenas por sua bandana. Nela, o símbolo de Sunagakure se encontrava riscado, o que indicava ser um renegado, um pária da aldeia. Além disso, o pescoço do sujeito parecia adornado por pele de algum animal. Quem sabe... de raposas. ”Esse homem é um contrabandista?” Ponderei, gravando o semblante do indivíduo enquanto me lembrava de Zigrin, o anão que contrabandeava fenecos, raposas-do-deserto, em Sunagakure. Seria esse homem um amigo daquele anão? Ou então um seguidor? Eu pretendia descobrir. O espetáculo criado pela raposinha telepática repentinamente desapareceu tremulante no ar, e ela voltou a ressoar em minha cabeça, dizendo que aquele era um caçador. Ela perguntou se eu tinha a vontade de ajudar, e eu não tardei em responder. — Sim, é claro que vou ajudar! — Exclamei vigorosamente, me levantando do chão e me aproximando da raposa. A voz em minha cabeça já havia se tornado mais natural, e eu já havia aceitado o fato de conversar com um animal selvagem. — Espera um pouco... Como assim sentiu o meu coração de longe? É um poder seu? A propósito, me chamo Shirou. Emiya Shirou. Qual o seu nome, pequenina? — Perguntei, cumprimentando-a como se estivesse falando com uma pessoa comum, e não com uma criatura.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 20/1/2022, 11:08

Quest de Invocação
O Chamado
das Raposas
A pequena Inari não deixou de observar as reações do Meio-Uzumaki por um segundo sequer, olhava diretamente em seu rosto enquanto sentia sua energia, precisa ter certeza de esse era o garoto que Kayō-sama havia escolhido. A imagem do renegado desapareceu e aquilo foi um alivio para a pequena raposa, que tinha suas pelugens douradas arrepiadas ao vê-lo. — Você tem muito para aprender ainda, pequeno humaninho. Eu sou Inari, e raposas falantes são mais comuns do que você imagina. — Ela rodopiou pela vitória-régia com uma leveza que sequer pesou sobre a planta, não havendo nenhuma perturbação na agua com seus passos. Ela se sentou novamente, abraçada pelo próprio rabo felpudo. — Kayō-sama vai ficar muito contente em saber que nos ajudará. O homem que iremos procurar se chama Kira... um caçador de recompensas. Parece que se cansou dos humanos... e agora caça animais... está atrás das ''raposas falantes''. — Brincou com a existência de sua espécie, saltando para os ombros do Chunin mais uma vez. Porem, dessa vez a pequena raposinha dourada contornou a nuca do jovem e se deitou confortavelmente ali, balançando sua cauda próximo do queixo do mesmo. — Vamos vamos.... eu vou te guiar pelo deserto. — Passou parte dos pelos felpudos pelo nariz de Emiya.

A única entrada e saída daquele oásis era a fissura pela pedra, porem, a estreita entrada era ainda pior para voltar, precisando refazer os movimentos ao contrario e qualquer contração a mais de músculos resultaria em arranhões pelas pedras pontiagudas das paredes. A Kitsune deslizou pela saída, aguardando o Chunin do outro lado. Quando o garoto saísse, voltaria aos ombros, sentindo o calor do sol em seus pelos. Já se havia se passado um bom tempo desde o amanhecer, o dourado das areias refletia todo o calor para cima, criando ondulações de temperatura no horizonte, bagunçando a visão, mas Inari era reconfortante, mesmo sua quantidade de pelos não aumentava o calor aonde se deitava. — As outras não podem nos ajudar no momento... seremos apenas eu e você nessa. O acampamento de Kira fica a bons quilômetros ao norte daqui, siga por este caminho. — Apontou com a cauda para o norte.

A viagem ao norte do deserto seria como todas as outras. A maior vilã, a temperatura, tinha sua grande aliada, a desidratação. Mesmo os habitantes de Sunagakure no Sato, acostumados ao calor e a seca, sofriam com a falta de agua se não tomassem os devidos cuidados para sobreviver naquele ambiente, afinal, dentro das muralhas havia o comodismo dos suprimentos estarem a disposição. Se o garoto conhecesse bem as plantas do deserto, poderia alçar uma fonte de agua, ou se fosse rápido o suficiente para pensar, encontraria uma fonte extremamente límpida com facilidade, bastava se hidratar e de alguma forma arrumar um recipiente para transportar um pouco mais. Ao fim de seu caminhar, a luz do sol baixaria sua intensidade e o acampamento poderia ser visto no horizonte. Haviam cestas cheias de comidas, carnes penduras curando ao sol, camelos de carga e muitos homens rondando a região, mas nenhum sinal de Kira. — É ali. — Apontou a raposinha com sua voz doce. Agora tudo estava nas mãos do ninja. Como se aproximaria? O que iria fazer?

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 20/1/2022, 17:52

— É um prazer conhecê-la, Inari-san. — Esbocei um leve sorriso com o canto dos lábios, um sorriso sincero e gentil. A raposa, por sua vez, abraçou seu longo rabo dourado e continuou a falar pelos cotovelos, se mostrando uma criaturinha tagarela. Ouvi-a atentamente, e suas palavras disseram mais a respeito do indivíduo na imagem de antes. Seu nome era Kira e, segundo Inari, ele era um caçador de recompensas que perseguia raposas falantes, assim como ela própria. Num instante, a raposinha saltou da vitória-régia e alcançou a minha cabeça em grande velocidade, se apoiando em meus ombros e se deitando na nuca, ao passo que sua longa cauda envolvia meu pescoço como um cachecol. Não tomei susto algum com a investida, mas fiquei um pouco surpreso com a receptividade da criaturinha. Ela era leve como uma pena, e não me oferecia nenhuma dificuldade para carrega-la. — Certo! Vamos indo! — Bradei, destemido, enquanto sentia o caloroso pelo da raposa acariciar o meu pescoço. Era uma sensação tão boa que eu podia senti-la para sempre. Contudo, por vezes sentia os fios roçarem em meu nariz, o que me causava uma leve vontade de espirrar, embora eu não o tenha feito.

— Antes de irmos, preciso me hidratar. A minha caminhada pelo deserto foi dura, sabia? — Disse para a raposa enquanto mirava a margem do lago próxima aos meus pés. Com cuidado, ajoelhei-me na relva úmida e movi os braços na direção da água cristalina, juntando as mãos em um formato de concha. Ao tocar na superfície fria como o mar no inverno, permiti que as palmas afundassem e, em seguida, retornassem, trazendo até minha boca um punhado do líquido puro, insípido e incolor. Deliciei-me e satisfiz a minha sede depois de vários goles, repetindo os movimentos sempre que achasse necessário. Por não ter me preparado para a viagem, não havia trazido nenhum recipiente que pudesse levar um pouco dessa água comigo; mas saciar-me naquele lugar já era o bastante para prosseguir e continuar vivo por mais algum tempo caminhando no vasto deserto amarelado. — Agora estou pronto, Inari-san. — Assenti firmemente com a cabeça, e a ferinha orelhuda me guiou até a saída do oásis mágico.

Novamente, era aquele mesmo buraco por onde eu havia entrado, o que significava que mais uma vez eu teria dificuldade em atravessá-lo. De forma atrevida, a raposa saltou de minha nuca ao encontro do chão e trespassou a passagem facilmente com o peito estufado, ainda que andasse de pé, bípede. — É fácil pra você, né? — Resmunguei, bufando, e ajoelhei-me no chão e coloquei a cabeça na fissura, ao passo que impulsionava meu corpo com os braços e as pernas para que conseguisse efetuar a passagem de maneira forçada. As lascas de pedra arranhavam minhas costas, o topo de minha cabeça, e meus ombros, o que me fez sentir a dor latejar. Cerrei os dentes e continuei a forçar a passagem, até que, depois de um tempo, finalmente consegui. — Ufa... — O alívio foi momentâneo, uma vez que o sol no seu ápice aparecia majestoso no céu, e o calor rapidamente me alcançava como uma maldição. Levantei-me da areia quente e com os olhos franzidos mirei o horizonte. Areia, areia e mais areia. Era tudo o que me esperava adiante. Por um segundo, quis voltar novamente para o interior daquele paraíso, longe do calor e dos perigos desérticos. Entretanto, o dever me chamava, e eu havia feito uma promessa àquela raposinha: eu iria ajuda-la. No que diz respeito à pequenina, assim que atravessei a fissura ela achegou-se novamente à minha nuca, de súbito, escalando o meu corpo pelas pernas para retornar novamente aos meus ombros. Surpreendentemente, os pelos da raposa não me aqueciam; pelo contrário, me ofereciam um certo conforto naquele calor infernal.

Inari logo informou que suas amigas não poderiam comparecer, e suas grandes orelhas se prostraram ante a minha visão, revelando o caminho que eu deveria seguir. Não demorei para iniciar minha marcha, passos cadenciados que contaminavam a areia amarela com pegadas que, em instantes, seriam apagadas pelo vento. O calor era intenso, ainda mais do que nas horas anteriores. Estava tão quente que, ao vislumbrar o horizonte, podia ver as montanhas e dunas de areia tremulantes no cenário. Prosseguindo no caminho, perguntava algumas coisas para a pequena Inari, algumas dúvidas que surgiram em minha mente após tê-la conhecido. — Então a sua espécie são de “raposas falantes”? Foi o que você falou, não é mesmo? Aliás, aquele caçador, Kira, ele já conseguiu pegar alguma de vocês? Espero que ele não tenha feito nada de ruim... Você não está com calor? Eu estou derretendo! — Essa última constatação soava mais como palavras de revolta, uma vez que a raposa parecia plena, intacta, acima de meus ombros, como se não se importasse com a temperatura. Por mais que outrora eu tenha bebido água no oásis, em breve eu precisaria me hidratar novamente caso eu quisesse ter minhas capacidades em cem por cento. Assim, ao identificar em meio ao deserto uma planta verde espinhenta coberta de flores rosas – um cacto –, aproximei e derrubei o seu caule com um único chute, fazendo jorrar água no seu interior. Minha mão direita foi até a bolsa em minha cintura e retirou uma faca kunai, o que me permitiu cortar os espinhos de uma fatia para, em seguida, sorver o líquido viscoso, mas limpo e saboroso. Era água pura, e seria o bastante para matar a sede naquela breve viagem.

A peregrinação continuou até, finalmente, eu e Inari nos depararmos com a aldeia que estávamos buscando. O calor havia diminuído um pouco, bem como a sensação térmica e as vibrações que se espalhavam na atmosfera. Era possível ver o complexo nitidamente, e era bastante semelhante à reprodução que Inari havia feito com seu chakra no lago daquele oásis de antes. Com meus olhos, consegui avistar alguns homens mascarados perambulando a região, provavelmente fazendo uma ronda, e vi camelos e os demais animais de carga nas proximidades, estacionados. Consegui identificar algumas cestas de comida e até mesmo carne penduradas em linhas, o que permitia ao vento trazer um cheiro característico até minhas narinas. A raposinha indicou que ali era a vila que estaria Kira, e eu suspirei profundamente. Ele não parecia estar ali fora, então provavelmente estava dentro da construção rústica no centro do aldeado, ou então havia saído para caçar. Abaixei-me próximo a uma duna de areia para me esconder de olhares alheios e virei minha cabeça ao alto do ombro para encarar Inari. — O que devemos fazer? Acha que consegue fazer aquilo que fez comigo, aqueles assovios? Se você chamar a atenção de alguns daqueles caras para longe, posso atravessar o caminho até aquela construção e verificar o paradeiro do Kira. Se ele não estiver lá, então vamos embora. — Esperei que a raposa respondesse, esperando alguma outra sugestão. — Se estiver de acordo, vamos. Mas tome cuidado, por favor, Inari-san.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 21/1/2022, 11:55

Quest de Invocação
O Chamado
das Raposas
Graças ao rápido raciocínio do Meio-Uzumaki, aquela fonte límpida de água presente no oásis fui suficiente para saciar sua sede e trazer frescor a todo seu corpo. O lago translucido era puro, melhor do que qualquer fonte de água que poderia se encontrar dentro de todo o deserto de Sunagakure no Sato. Esgueirar-se pela passagem foi a parte mais difícil até aquele momento. O conhecimento sobre o deserto fez ele repor mais uma vez sua hidratação durante o caminhar sobre as areias douradas, cortando com cuidado um cacto para absorver toda a abundancia em água que escorria pelos cortes feito da kunai. A raposa esperou o garoto se refrescar novamente para responde-lo. — Pode se dizer que sim, somos raposas falantes. Você vai ter a oportunidade de conhecer todas, um dia você vai. — A pequena Inari se ajeitou nos ombros do Chunin enquanto respondia. O caminho pela areia se estendeu até a dupla atingir uma distancia segura do acampamento dos caçadores. Cerca de cem metros separava o Meio-Uzumaki das estacas que rondavam e asseguravam os arredores do pequeno vilarejo. As opções para entrada não eram nada agradáveis ou furtivas, muito pelo contrario, os únicos pontos que davam um acesso real ao local eram as entradas sul e norte, vigiadas por dois homens ''gigantes'', vestindo roupas apropriadas para o deserto e de dois metros e meio de altura, portando porretes farpados. — Posso! Mas tome cuidado, Emiya! — Concordou com a estratégia do mesmo, saltando de seu pescoço até a areia. Saltitando e se camuflando com as pelugens douradas pelo deserto, a pequena raposa se distanciou do vilarejo e sua técnica foi propagada. Emiya não escutaria, mas veria com clareza que um guarda de cada entrada reagia ao assovio. — Hm? Vão ver o de onde vem isso e silenciem! — Uma voz ordenou de dentro das tendas.

Caminho Sul

Se a entrada sul fosse a escolha do Chunin, o sucesso de sua passagem lhe colocaria na área de preparo das armas do acampamento. Haviam barracas com enormes fornos, bigornas, pedaços de sucata espalhados por bancadas de madeira. Em outra tenda próxima, armas penduradas prontas para receber os últimos detalhes de afiação. Mais ao lado, o local onde as peles dos animais eram esticadas, curtidas, preparadas para fazer as peças de roupas e armaduras que seriam vendidas posteriormente no mercado negro. Poucos homens rondavam aquela área, reservada apenas para aqueles que entendiam de fato da arte da forja e pouco para a luta.

Caminho Norte

Se a entrada norte fosse a escolha do Chunin, o sucesso de sua passagem lhe colocaria na área de preparo dos suprimentos do acampamento. A maior das tendas era uma cozinha improvisadas. Fogão a lenha, ganchos para curtir as carnes ao sal e ao Sol, temperos, frutas e água fresca em cestos de madeira e jarros de argila. Diferente da forja, a área era mais visitada pelos caçadores, que iam e vinham em busca de petiscos, mas principalmente para encher seus jarros com a água fresca, um detalhe facilmente observado se escolhesse aquele caminho.

Cabia ao Chunin decidir seu caminho e o que faria ao ultrapassar as cercas. A forja ou a cozinha? Haviam opções para lidar com os homens em ambas as escolhas.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 21/1/2022, 23:18

A raposinha ligeiramente desceu de meus ombros em um único pulo, e o seu corpo delicado caiu na areia fofa de maneira elegante. A sua pelagem dourada, que reluzia à luz do sol, aparentava se camuflar em meio ao chão desértico, com suas orelhas pontudas balançando freneticamente e sua cauda acompanhando as passadas saltitantes, indo de um lado para outro. Embora Inari tenha se mostrado resoluta em suas palavras, acatando a minha sugestão de estratégia, eu não conseguia parar de pensar que algo ruim poderia acontecer com ela. Eu não suportaria ver ela se machucando, ou ainda ver algo pior acontecer... Eu faria de tudo para que isso não acontecesse! Logo, depois de assistir o afastamento da raposa, esperei alguns bons minutos analisando a situação que me esperava. Meu olhar percorreu toda a extensão até o pequeno vilarejo, e distingui que haviam duas entradas: uma ao sul, e outra ao norte; ambas elas protegidas por dois sentinelas gigantescos, brutamontes trajados com as características vestimentas do deserto. De fato, seria complicado eu chegar até lá sem me meter em um combate, o que tornava a missão mais difícil do que deveria. Enquanto pensava no que iria fazer, de súbito, dois guardas – um da entrada norte, e outro da entrada sul – levantaram seus pescoços rudemente, e começaram a se afastar dos lugares que tomavam guarda. Provavelmente, Inari estava atraindo-os com os seus assovios, mas ainda restava um guarda em cada passagem, o que reprimia a minha infiltração.

Uma ideia surgiu em um átimo, e meus pensamentos foram à mil. “E se eu me transformar em um daqueles caras?” Os dias e dias que passei na academia ninja exercitando o meu chakra para modificar a minha própria constituição física finalmente se provariam úteis. De fato, esta poderia ser uma tática cabível na situação; contudo, eu precisaria de um pouco de cautela: em quem eu me transformaria com o Henge no Jutsu? A imagem que Inari criou previamente me mostrou a figura de Kira; mas eu não sabia seu paradeiro; ele estava ali dentro da vila, ou então já havia saído. Esta era uma dúvida cabível. Além disso, Kira certamente era uma figura ilustre naquele aldeado, o que o fazia ser uma opção ruim, já que não sabia como se portar como ele. Outrossim, eu também poderia tentar virar um daqueles brutamontes, mas seria uma jogada arriscada, uma vez que, assim que conferissem os assovios de Inari metros à frente, eles retornariam até os seus colegas de trabalho, o que resultaria em um momento de confusão que denunciaria a minha invasão. Restava então...

Com grande velocidade, teci os selos de mãos como se meus dedos estivessem dançando, e o chakra me cobriu em uma tênue cortina de fumaça que aos poucos desapareceu no ar. Antes, um menino de porte médio, cabelos ruivos e olhos castanhos. Depois, um homem crescido, pele morena queimada pelo sol, cabelos pretos em tranças, vestido com as características roupas de beduínos. Além disso, o mais importante: o rosto coberto por uma máscara. Eis a minha transformação: um cara qualquer daquele vilarejo. Com a imagem outrora criada pela raposinha no oásis, fui apresentado, para além do meu alvo, à alguns homens, caras comuns que não tinham nenhuma excentricidade. Eram mascarados, vestidos com roupas adequadas para a sobrevivência no deserto; e eu decidi me transformar em um deles para que conseguisse me infiltrar naquela aldeia. No meu parecer, interpretar um sujeito genérico como um desses bandidos de máscara seria mais fácil do que tentar interpretar Kira, por exemplo. Prontamente, no momento que os brutamontes já estivessem longe o suficiente de seus devidos companheiros, deixaria meu esconderijo em direção à vila. Escolheria a entrada pelo sul, pois o sentinela restante parecia um pouco mais desatento, já que olhava repetidas vezes em direção ao colega que havia partido, tentando achar um perecer do que estava acontecendo.

Sorrateiramente, deixei para trás as estacas pontiagudas que permeavam a vila me esgueirando por entre elas e, com minhas vestimentas balançando ao vento, aproximei-me do guarda. Mirei para o seu rosto carrancudo e rezei para que ele me identificasse como um de seus iguais. — Opa. — Saudei o gigante, tentando não ser pretensioso em minhas palavras, tentando agir com naturalidade. — Vou ali dentro e já volto. O chefe me mandou ver o que era aquele barulho, mas antes eu vou ver as armas que deixei lá dentro. Um minuto! — Disse em improviso, olhando de relance para o interior e constatando que ali ficava uma área de armamentos, com fornos, bigornas e ferramentas de amolar. Assim, forcei a entrada para o interior do complexo, presumindo que a passagem seria concedida. Não sabia se a tática daria certo, o que me deixava sempre atento ao meu redor. Caso o brutamontes não reagisse bem com a minha chegada, eu estaria preparado para o que viesse.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 24/1/2022, 10:38

Quest de Invocação
O Chamado
das Raposas
Como esperado do Meio-Uzumaki, sua inteligência foi precisa, moldando a estratégia com maestria para atravessar a entrada sul do vilarejo inimigo. O brutamontes que guardava sua posição notava a aproximação de um de seus aliados nas caçadas e respondia seu cumprimento. Demorou alguns segundos para processar quem era, baseado no formato do rosto e cor da pele, já que muitos utilizavam os aparatos para proteger o rosto dos finos grãos de areia do deserto. — Vai lá... — O brutamontes respondeu voltando a olhar para o horizonte do deserto, aguardando o retorno de seu parceiro de vigia. Agora, o Chunin tinha um livre acesso por toda a forja do vilarejo, e devido a desculpa que usará, precisaria encontrar os armamentos dos quais foi buscar. Uma tenda guardava diversas armas reservas. Foices, espadas, adagas, bestas, enormes kunais, shurikens fuma, maças, bastões, lanças e boleadeiras.

Independente do que o Chunin fosse fazer naquele momento, uma voz tremula ecoava distante, saindo da barraca central. — K-Kira-sama, algum problema? — Um dos guardas perguntou tremulo com a saída do líder de seus aposentos. A pequena distração de Inari chegou a seus ouvidos e o preocupou, afinal, ele era o responsável por caçar as raposas falantes. — Quantos homens foram atrás do assovio? — Questionou, virando seus olhos para um dos capangas. — Dois, senhor... os um guarda do norte e o outro do sul... a-aquele... acho que é o Kin... ele ia também, voltou para pegar umas armas. — Contou o capanga, apontando para o Chunin em seu henge. Kira se aproximou, sua altura superava a transformação do ninja, por isso o olhava de cima para baixo. — Kin? Tem cara de novato... vamos ver se merece estar no bando. Você vem comigo caçar aquela maldita raposa. OS DEMAIS! Fiquem de olhos bem abertos e não deixem seus ouvidos serem enganados... estamos perto de pegar uma delas! — Ordenou para o bando, empurrando as costas do Chunin para frente. — Vamos. — Olhou de relance enquanto caminhavam para a saída norte. Ali, Kira abastecia seu cantil com água fresca e partia para o deserto.

Ouvindo os assovios, o líder caçador não deixou ser confundido pelos mesmos, observava com atenção os detalhes na areia, e por mais que os ventos fortes fossem propícios para camuflar as pegadas, sua expertise permitiu ler o movimento de Inari até mesmo naquela situação. Atento em seus arredores, chamou ''Kin'' para observar. — Esses animais são espertos, garoto... você precisa prestar atenção e não se deixar confundir com peras ilusões. Deve ser aquela pequena raposinha dourada... a pele dela vai me render muito dinheiro. — Orgulhoso, ensinou a caçar raposas. Cada passo de Kira se aproximava mais de Inari e a mesma o sentia se aproximando. Quando o Chunin notasse, eles haviam retornado para a fissura do oásis. Um pouco de pelugem dourada chamava a atenção do homem, observando a entrada. — Então é aqui... — Passou os dedos ásperos no pelo dourado.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 24/1/2022, 23:40

Uma gota de suor escorreu pela minha testa no instante em que o brutamontes concedeu a passagem. Ao ultrapassar o seu corpo gigante e cruzar o caminho, deixei para trás um leve suspiro de alívio, e meu coração, que antes palpitava freneticamente, se tranquilizou. Para falar a verdade, a minha preocupação foi desnecessária, uma vez que o sentinela pareceu não se importar efetivamente com minha presença; ele emitiu um rápido e simplório “vai lá” e manteve-se concentrado no além, fitando o deserto em busca de seu companheiro. Em meus pensamentos, rezava para que Inari não fosse apanhada por nenhum daqueles guardas e se ficasse segura em um lugar ao longe, se distanciando cada vez mais à medida que os batedores que se aproximavam. Pelo tempo que estive com ela, deu para perceber que ela era uma criaturinha esperta e muito ágil, então eu era capaz de confiar nela. Mesmo assim, calafrios corriam pela minha espinha ao me lembrar da figura da raposa, calafrios de preocupação. Mas, todavia, eu não podia deixar-me levar pela ansiedade. Por hora, eu tinha que fazer a minha parte naquela missão: interpretar como um dos mascarados que rondavam pela aldeia.

O que me esperava depois da passagem era um imenso arsenal. Com meus olhos atentos, consegui distinguir as barracas enormes contendo fornos e bigornas, e o barulho típico das forjarias era nítido no ar. O cheiro de ferro era forte, vide a sucata largada ao calor nas bancadas de madeira; e o ar, ainda que estivesse quente por causa da atmosfera desértica, era ainda mais abafado. No interior das tendas e penduradas ao longo do espaço, haviam espadas, lanças, facas especiais, e até mesmo bestas. Travestido como um daqueles mascarados que circulavam pela região, não perdi tempo para me movimentar. Eu tinha em mente que deveria atuar da maneira mais natural possível, como se conhecesse todo o lugar e conhecesse todos ali. Seria uma tarefa difícil, é claro, mas eu daria um jeito. Logo, meus passos me guiaram até uma das tendas, e por sorte, estava vazio. Mais suor escorreu pelo meu rosto, mas dei de ombros e tomei posse de uma das armas que estavam distribuídas em uma longa mesa: uma besta de mão única. Também peguei os virotes e aloquei cinco no gatilho da arma, deixando os restantes aljava que amarrei na cintura.

Com a besta nas costas, deixei a tenda vazia e ouvi uma voz ecoar ao longe. Minha visão focou na direção da fala e vi um guarda se aproximar de uma das maiores barracas, e na sua frente havia uma pessoa. Era alto, com a boca coberta por uma bandana de Sunagakure riscada, e cachecóis de pele reunidos no pescoço. Sua efígie já me era conhecida: aquele era Kira. Senti um leve arrepio nos meus ombros, mas consegui resistir e manter a postura. Eu deveria atuar como um dos mascarados, e então, me aproximei um pouco mais para escutar a conversa. O guarda que falava com Kira deu o seu relatório sobre a situação, e no fim, apontou para mim. Para minha felicidade, eu estava de máscara, o que deu para esconder a minha expressão de susto; ainda assim, eu assenti com a chamada e me apresentei para Kira. — Isso! Eu sou Kin. Agora já estou pronto para ir, senhor. — Disse com convicção enquanto apontava com os dedos para a besta em minhas costas e para a aljava repleta de virotes na cintura. Então, num instante, o chefão com adornos de animais se aproximou de mim. Mesmo que eu estivesse transformado, o sujeito superava a minha altura, e era necessário que eu erguesse um pouco o pescoço para olhá-lo nos olhos. Olhos brutos, como os de feras. Só de ver dava pra saber que ele era um indivíduo problemático. A voz grossa do homem soou para dentro dos meus tímpanos como um grito, e ele me indicou como um dos batedores que buscariam por Inari. — Tudo bem, senhor! Você não irá se arrepender por ter me escolhido! — Disse, mostrando ainda mais convicção. E, na verdade, era uma mentira descarada, porque ele certamente iria se arrepender por ter me escolhido.

Uma vez mais, o deserto seria a minha estrada. Contudo, antes disso, não deixei de pegar – ou melhor, furtar – um dos cantis de água que estavam jogados em uma das tendas e encher de água no mesmo lugar que Kira abasteceu o seu próprio. O caminho no deserto sempre é difícil, e a água sustentaria os meus sentidos para a batalha que estava se aproximando. Guiados pelos assovios que repercutiam nos ouvidos do chefe e dos demais caçadores, saímos pela passagem ao norte da aldeia. O vento estava forte, e o calor estava um pouco mais brando que no raiar da manhã; mas ainda assim, era penoso andar por muito tempo. Certo momento, Kin me chamou e abaixou-se, ficando próximo a areia. — O que foi, senhor? — Perguntei, e ele me explicou sobre as raposas falantes e mostrou o seu interesse financeiro na pele das mesmas. — Sim, elas são espertas! Mas vamos pegar essa raposa que o senhor falou, eu prometo! — Menti, e depois de nos erguermos, continuamos a andar pelo deserto. Em pouco tempo, senti que eu estava retornando para aquele mesmo oásis da outra vez, o que significava que Inari estava voltando ao seu esconderijo para, então, ficar encurralada, sem nenhuma escapatória. Seria esse o fim da linha? Eu me perguntava...

Depois de horas, aquela grande pedra novamente estava à minha frente junto à fissura que dava acesso ao paraíso. Kira se aproximou do buraco e agachou-se próximo, colocando os dedos na areia. Assim que eu ficasse mais perto, daria para ver alguns fios dourados em sua mão. “Inari está lá dentro”. Pensei, apreensivo. E agora, qual seria o passo daquele homem? Ele era alto e grande, não conseguiria passar por aquela fissura nem se quisesse. Contudo, e se ele usasse alguma técnica para explodir o lugar? Isso certamente poderia colocar em risco não somente Inari, mas toda a fauna e a flora que haviam no seu interior. — Senhor! Se me permite, eu posso criar uma abertura no lugar! — Menti enquanto uma ideia surgia em meus pensamentos. — Vamos pegar essa raposa, eu sei controlar a terra, e nenhuma pedra ficará em nosso caminho! — Completei, e caso o chefe dos caçadores em concedesse a permissão para agir, eu iria me preparar para executar o meu plano. Realizaria os selos de mãos, um a um, e pediria espaço para todos. Assim que Kira e os demais caçadores se reunissem em um canto, eu faria com que a areia a seus pés se transformasse em lama, engolindo-os até a região do ombro. — Doryū Taiga! — Exclamaria o nome da técnica. Ela certamente não iria mata-los, pois essa não era a minha intenção, mas era o suficiente para prendê-los na mistura de areia e lama que, segundo os meus conhecimentos, era capaz de cingir os movimentos independentemente da força que fizesse para escapar. Era um fenômeno chamado de areia movediça, ou algo de gênero.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 25/1/2022, 23:53

Quest de Invocação
O Chamado
das Raposas
O novato fedia a ansiedade, seu teatro vazava pelos poros de sua pele, mas o líder dos caçadores estava atento demais em seu alvo para questionar a personalidade do mesmo, deixando essa preocupação inferior para um outro momento, se ainda se recorda-se dos acontecidos. A memória do Uzumaki corroborava com a escolha de Inari. O pequeno oásis da raposa ainda estava na mente do Chunin, demonstrando que seu coração ardia pelo desejo de salvá-la, salvar as plantas e os animais daquele local que mal pode explorar com seu próprios olhos.

Kira seguiu ignorando a personalidade jovem do caçador ao seu lado, mesmo que alguns que os seguiam estivesse criando comentários a cerca do novato e sua besta. — Será que ele sabe mesmo utilizar aquilo nas costas? — Era um dos inúmeros comentários que surgiram a respeito do Uzumaki em sua transformação. Contudo, a surpresa vinha em sua fala mais forte. Era capaz de moldar a pedra, algo que, até então, estava reservado às habilidades ninjas de Kira, enquanto o restante dos membros do bando não demonstravam aptidões ninjas.

Interessado, o líder deu espaço para o novato e não pareceu nem um pouco surpreso quando foi pego em sua técnica. Mas todo o restante dos caçadores demonstrou um forte desespero. Antes que o equilíbrio de Kira fosse tirado, seu corpo se tornou escuro, molenga, muito parecido com a técnica que o Chunin lançava. Havia se tornado lama, caminhando como se fosse um só contra o lamaçal, saindo de seu alcance enquanto o corpo retornava a forma padrão. — Um traidor... um ninja? Como não pude perceber... o cheiro daquela maldita raposa deve ter me atrapalhado. Bom... não faz mal. Pele de Shinobi pode ter um bom preço também. Nesse caso... Doton! Goremu! — Kira, enfurecido, abaixou levemente sua bandana, cuspindo um montante de terra que em pouco tempo se transformou em um enorme golem. O enorme golem teria dois objetivos, o primeiro, a vinte metros do Chunin, era de atingi-lo com um potente soco, e o segundo, mesmo com a falha em seu ataque, era de destruir a rocha que guardava Inari.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 26/1/2022, 20:37

Para dizer a verdade, acho que Kira não ficou surpreso com a minha investida. Ele já sabia que algo viria de mim, ou foi isso que aparentou. Mesmo com o terreno repentinamente mudando aos seus pés, ele pensou rápido o suficiente para escapar após transformar todo o seu corpo em lama, o que o permitiu andar através de minha técnica como se o chão continuasse firme. Um segundo depois, longe do raio de ação de meu jutsu, seu corpo novamente voltou ao normal, e a substância marrom caiu de suas costas em direção à areia, murchando e se desfazendo em seguida. Os demais caçadores, provavelmente combatentes inexperientes, foram pegos no lamaçal e, conforme se debatiam, cada vez mais abalroariam contra a substância pegajosa e inflexível. Eles estavam fora do jogo, então, bastava lidar com o chefe do bando, o sujeito que estava alguns passos a minha frente e discursava contra a minha pessoa. — Eu não vou deixar você encostar naquela raposa! — Exclamei em resposta, ao mesmo tempo que via o caçador-mor abaixar o protetor de sua boca e cuspir uma gosma de argila que em instantes se condensou em um grande hominídeo.

“Agora ferrou”. Pensei, levemente boquiaberto com a figura que havia se formado. Erguendo um pouco o pescoço para ver a estatura daquela coisa, percebi que era enorme, até mesmo para os padrões humanos; parecia mais uma criatura imperfeita, uma monstruosidade. Logo, sem esperar, o colosso de pedra partiu em minha direção, com seus passos avançando e lançando a areia aos ares. Imediatamente, já em postura de combate, armei as minhas mãos no selo carneiro, canalizei meu chakra e, por fim, aguardei. No instante em que o golem estivesse à poucos metros de distância e preparasse para me atacar com um soco, efetivaria mais uma vez um jutsu que aprendi no prelúdio da academia ninja de Sunagakure, uma técnica que possibilitava aumentar a minha própria velocidade para percorrer grandes distâncias em instantes. — Shunshin no Jutsu! — Diria em alto tom, saltando em uma tentativa de esquiva e me movendo cinco metros para trás. Caso eu fosse rápido o suficiente e meu afastamento fosse efetivo, daria para ver o golem acertando a areia no chão e levantando-a como uma grande explosão, para depois se virar contra a pedra que resguardava o oásis e preparar mais um soco.

— Ei! — Gritei mais uma vez, avistando o colosso reorientar-se para a pedra ao seu lado. “Droga, ele vai derrubar tudo lá dentro.” Pensei, ao mesmo tempo que mais uma vez armava minhas mãos em uma série de selos e concentrava meu chakra no interior. Rangendo os dentes, a minha energia seria direcionada até a frente da rocha que dava acesso ao esconderijo de Inari, erguendo uma parede de pedra bruta que tentaria defender a ofensiva inimiga. Ainda assim, ao comparar o tamanho do golem com o tamanho do muro de pedra que criei, era claro que ela não sustentaria o golpe do titã; embora eu rezasse para que a defesa fosse o suficiente para aliviar um pouco os danos e, quiçá, evitar o desabamento da área interna do oásis. Enquanto eu me concentrava nas execuções de meus movimentos, subitamente o chakra que velava o meu corpo com a transformação do Henge se dissipou em uma suave cortina de fumaça, o que revelou a minha verdadeira aparência para quem prestasse atenção em seguida.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 27/1/2022, 10:56

Quest de Invocação
O Chamado
das Raposas
A agilidade do shinobi foi crucial para evitar o avanço do braço do golem de pedras invocado por Kira, mas mesmo que tivesse evitado ser pego pelo poderoso impacto que atingiu a areia, o golpe que viria após não seria impedido. Mesmo com o esforço de amenizar os danos causados na estrutura da fissura, a golpe do golem atravessava a estrutura da parede rochosa formada pela técnica do Meio-Uzumaki, e a fissura se alastrava por toda a extensão da entrada, aumentando diversas vezes. Naquele momento, a queda de toda a estrutura era inevitável, e o oásis protegido por Inari seria exposto... se não destruído com o rompimento da fissura.

As rachaduras ecoavam pelo deserto e todos pareciam parar para observar o que iria se revelar ali de dentro. Cada novo corte na pedra, cada nova lasca que se desprendia, cada estrondo deixava a curiosidade ainda maior. Em súbito, uma nuvem branca de fumaça explodia das fissuras, e uma enorme sombra saltou daquele local. Sua forma oculta tocava com graça na areia. A nevoa foi soprada pelo vento quente do deserto. Dez metros de altura formava o corpo daquela raposa, pelos cinzentos com seis enormes caudas. Seu rosto parecia ser coberto por uma mascara branca. Inari aparecia nas costas daquela nova raposa, alegre, como se estivesse rindo de Kira. — Agora você se ferrou!! — Gritou a pequena raposa dourada. — Calada, Inari! — A voz poderosa de Tamamo chamou a atenção da pequena.

O rosto de Kira estava tomado por admiração, nunca havia imaginado que uma raposa tão grande e bela pudesse assistir. Era um tesouro encontrado dentro do deserto de Suna. De imediato, Kira retirou sua mascara, suas roupas se rasgavam e sua mão tocou o chão. — Doton: Chidōkaku — A terra se ergueu sobre seus pés, tomando altura contra o trio. O golem avançava mais uma vez, porem, seu ultimo movimento foi se tentar se desfazer por cima do trio, esmaga-los enquanto seu mestre preparava outra técnica. Mas seus selos não pausaram nem um pouco. — Doton! Yomi Numa! — Gritou, formando um pântano de lama nos pés do trio. Sua intenção era afoga-los, mata-los, para enfim pegar suas peles.

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Zireael
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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 27/1/2022, 19:38

Para minha sorte, eu obtive êxito em minha esquiva. O colosso de pedra não foi rápido o suficiente para me alcançar, e o seu soco poderoso atingiu o ar e logo depois acertou o chão arenoso, erguendo a areia tal qual uma grande explosão. O que se seguiu foi o gigante preparando um novo murro, e dessa vez, direcionado para a pedra que resguardava o belo oásis. Após minhas mãos formarem selos numa rápida dança e erguerem uma barreira de rochas ante a passagem fissurada, assisti o impacto cataclísmico do golem reduzir a minha técnica à simples escombros; e não somente isso, acertar a rocha que eu protegia e, então, danifica-la inteiramente. A fissura, que antes era mínima, aos poucos começou a crescer, se alastrar pelo corpo do grande pedregulho. A cada segundo que passava, mais a rocha se fragmentava, trazendo uma densa cortina de pó que cobriu uma parte da região e emitindo ruídos carregados de intensidade. — Essa não... — Falei, ainda desacreditado na força daquela ser dantesco. Poeira, areia e pedras. Tudo isso surgiu à minha vista como se apenas aquilo restasse ao mundo. O campo de batalha, num instante, tornou-se um caos, e eu apenas podia assistir o que estava acontecendo.

De repente, meus olhos avistaram uma silhueta por trás da fumaça de cascalhos. A princípio, parecia apenas ser a sombra das pedras que caíam vagarosamente. Contudo, depois de uma súbita explosão de fumaça, ela começou a tomar novos contornos, ficar mais viva, eu diria. E então, emergindo por entre a cortina de poeira, mostrou-se uma fera. Era um bicho enorme, deveria ter quase dez metros de altura, e exibia seis longas caudas que balançavam às suas costas. Estas não eram as suas únicas características marcantes: ostentava uma pelagem acinzentada muito bonita, cintilante aos raios do sol, possuía longas orelhas e parecia vestir uma espécie de máscara branca que escondia o seu olhar. — Uma raposa? É uma raposa gigante! — Desvendaria a identidade da majestosa criatura depois de ver a pequena Inari agarrada nas suas costas. A raposinha, por sua vez, parecia valente em cima daquela maior, até então ser repreendida pela voz suave, mas poderosa. Sem me dar ao luxo de contemplar o grandioso animal por mais tempo, desviei meu olhar para Kira. Ele parecia ter tido a mesma reação que eu, impressionado com a espécime que surgiu em meio à destruição.

Subitamente, o chefe dos caçadores teve suas roupas rasgadas e rapidamente tocou a areia com a palma da mão. A areia em sua volta converteu-se em terra, que aumentou de tamanho em uma longa plataforma que ultrapassou, ainda, o tamanho da raposa gigante. No mesmo instante, o golem que antes estava parado, voltou a andar com suas pernas em movimentos robóticos, dando alguns passos na minha direção e das outras duas raposas. E, no fim, ele saltou olimpicamente. Com medo da investida, mais uma vez preparei o meu selo de mão no momento em que o golem saltava, agourando uma possível ofensiva avassaladora, e novamente saltei para trás com Shunshin, dessa vez, percorrendo por volta de cinquenta metros. Um, dois, três, quatro pulos. Todos eles extraindo a capacidade máxima dos meus tendões, embora eles já estivessem um tanto desgastados pela dura caminhada através do deserto e pelo combate que se desenrolava. Por trás do campo de batalha, eu conseguiria ver o palco e seus atores: a gigante raposa-cinzenta, Inari em meio à densa pelugem prateada, o colosso de pedra e Kira, postado na plataforma como fazem os estilitas. No ar, vi o gigante de rochas repentinamente se desfazer, e o seu corpo robusto tornou-se em pedregulhos que, certamente, poderiam esmagar qualquer pessoa. Mas, certamente, não aquela grande raposa...

As seis caudas da raposa-cinzenta ergueram-se exuberantes ao redor de sua cabeça e de suas costas em uma intenção clara de proteger seu rosto e, ainda, proteger a pequenina Inari; uma medida paliativa ao problema que decorria. Como uma auréola viva, a meia dúzia de apêndices chacoalharam-se de lá para cá, balançando em um confronto contra as rochas que despencavam pela ação da gravidade. Ao mesmo tempo, a raposa gigante tensionava suas imensas pernas e projetava as garras para, assim, mover-se para o lado em uma esquiva suave, tentando verdadeiramente escapar do soterramento de pedras. Areia voava para o lado oposto e, durante alguns segundos, não consegui contemplar o embate entre as pedras e a fera lendária. O que viria a seguir seria um grande salto da raposa, fazendo ainda mais força com suas pernas e se distanciando do perímetro em que se situava, se deslocando para trás. No átimo, a areia na região em que ela outrora estava assentada começaria a se fragmentar e, depois, adensar em uma piscina lamacenta, que cresceu, cresceu e cresceu. Por sorte, Kira não atingiu os seus companheiros, que ainda residiam presos em minha técnica e não seriam afogados por aquela nova camada de lama.

A raposa gigante pousaria próxima a mim, cerca de cinquenta metros de onde estava inicialmente. Daria para sentir um estrondo no momento em que suas quatro patas encostassem no solo. Embora fosse uma criatura de grande estatura, era perceptível que era muito forte; e ainda era extremamente ágil. — Essa raposa é incrível... — Pensei em voz alta, falando baixinho enquanto a olhava de relance. Num instante, a raposa projetou suas caudas para longe e as balançou novamente como tentáculos, e a sua efígie sob a luz do sol parecia como a de uma divindade antiga. — Humano tolo. — Diria ela encarando Kira em sua plataforma de pedra. Ainda que estivesse séria, e talvez um pouco irritada, sua voz continuava em um tom suave. Por fim, o pelo prateado da raposa gigante começaria, então, a brilhar com veemência, supostamente alguma técnica que ela estava lançando na direção de Kira. Neste ínterim, eu tentaria descansar e recuperar um pouco as minhas forças, pois minha respiração e meu corpo já começavam a falhar. Contudo, meus olhos continuariam atentos a tudo o que acontecia no campo de batalha.

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HP: 300/300 CH: 395/550 ST: 3/4
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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 28/1/2022, 10:30

Quest de Invocação
O Chamado
das Raposas
Os movimentos da equipe de Raposa e Humano se coordenavam como se fossem aliados de longa data. As técnicas de Kira, por mais fortes que fossem, demonstravam ser insuficientes para conter a força das lendárias Kitsunes. O líder do grupo de caçadores subestimou o poder de tais animais, subestimou até mesmo a ação dos ninjas de seu antigo vilarejo. Admirou-se com a velocidade com que agiam e evitavam ser pegos pelos restos do golem, até mesmo de sua mortal piscina de lama, que terminava até mesmo de consumir o bando que trazia consigo na caça. — Então é assim que vai ser... — Sussurrou para si mesmo. A lama endurecia na areia, deixando uma mancha escura de rocha solidificada.

Kira desceu de seu palco para enfim enfrentar mano a mano os animais lendários, ou assim pensou que iria fazer. Apesar de toda a sua admiração com a raposa, estava começando a temer pela própria vida, e isso valia mais do que qualquer pele. De sua cintura, duas pequenas foices cintilavam, refletindo o dourado solar de suas laminas polidas e afiadas. Sua pose de vilão não demorou para ser cortada ao meio, com o olhar penetrante de Tamamo atingindo a visão de Kira. O vislumbrar da queda da mascara que cobria o rosto da raposa fez o corpo do homem estremecer, sua mente não acreditava no que estava vendo. Estava preso em um sentimento de pura admiração, com a beleza colossal da raposa. Fora daquele mundo em que havia sido preso, seu corpo estava parado, imóvel, todo o perigo que representava sumia.

— Inari, é ele... posso sentir — Tamamo, com sua voz graciosa e calma, avisava a pequena raposa sobre a escolha ter sido correta. A raposa maior caminhou pela areia, seus passos eram tão leves que nenhum grão se soltava do solo. — Você se arriscou pela Inari, humano. — A raposa curvou levemente sua cabeça, e uma cortina de névoa surgiu entre ela e o Meio-Uzumaki. Um longo pergaminho se abriu para o garoto. — Isso é um contrato... de invocação. Podemos retribuir o favor quando precisar, basta assinar com sangue... se quiser. — A líder aguardou a resposta do Chunin.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 28/1/2022, 11:50

O pântano obscuro nos pés da plataforma erigida por Kira se prolongou pelo deserto, e a areia pouco a pouco foi consumida pela lama espessa e malcheirosa. Mesmo de longe, eu conseguia sentir o miasma daquela piscina pútrida, corroendo a terra e se expandindo cada vez mais. Os demais caçadores que outrora se encontravam presos em minha técnica de lama não escaparam do jugo de Kira. Em instantes, o pântano reforçou a prisão sob suas pernas, depois sob o tronco, e por fim, cobriu-lhe as cabeças até que não restasse um fio de seus cabelos. Logo, apenas bolhas de ar podiam ser vistas na superfície do lamaçal, estourando uma a uma. Certamente, eles morreram em pouco tempo, debatendo-se por debaixo do líquido espesso, sem nenhuma chance de escapar. Ainda que aqueles caçadores estivessem no lado errado da história, eles não mereciam a morte. Eram apenas seguidores de um líder perverso, que ousou arriscar a suas vidas em prol de derrotar a mim e as raposas. Portanto, Kira não era apenas mal. Ele era um verdadeiro demônio. E isso me enfurecia. No momento em que Kira desceu, saltando da plataforma enquanto a lama do pântano endurecia, eu antecipei meus movimentos. Cerrando os punhos como um verdadeiro lutador, eu comecei a trilhar o caminho em sua direção, determinado a colocar um fim nisso. — Seu maldito! — Exclamei, me preparando para derrotar o assassino.

As foices gêmeas em sua cintura brilhavam com resplendor, mas eu não estava preocupado com isso. Eu iria detê-lo com meus próprios punhos, e não havia necessidade de usar arma alguma. A poucos metros do meu combatente, eu parei meus passos e aguardei, esperando que ele iniciasse o combate. Contudo, o que aconteceu foi algo inesperado. Kira, de repente, estacionou seu corpo e permaneceu imóvel. Seu olhar vilanesco de outrora, pareceu se perder, e então me aproximei para verificar. Próximo de seu corpo, constatei que Kira estava sofrendo com algum tipo de distúrbio mental, talvez uma alucinação, ou quem sabe o efeito de uma técnica ilusória, tal qual foi-me ensinado na academia de Sunagakure. Isso me levou a crer que a raposa-cinzenta foi a responsável por isso. Seria ela, de fato, algum tipo de divindade? Provavelmente eu iria descobrir em breve. De súbito, a voz calma da criatura chamou a minha atenção, e me virei para vislumbrar a sua efígie mística. — Eu sou o escolhido? Como assim? — A dúvida se instalou em minha mente, e me lembrei que Inari já havia falado algo parecido no começo de nossa aventura.

O que se seguiu foi um agradecimento da grande raposa pelos meus esforços para cuidar de Inari, e eu apenas assenti com a cabeça um pouco sem jeito. Como um herói da justiça, eu deveria estar preparado para proteger qualquer um e ajudar os necessitados. Esta era a essência que Kiritsugu, meu pai, me ensinou desde bem cedo. Logo depois, junto a uma grande cortina de fumaça, apareceu perante mim um enorme pergaminho. A folha estava limpa, sem nenhum risco ou rasura, e haviam alguns círculos e um enorme logograma que indicava, supostamente, o nome da espécie daquelas criaturas. Não eram “raposas-falantes”, como Inari me contou anteriormente, mas sim “Kitsunes”, como os animais dos antigos folclores. — Kitsunes. Então, vocês são Kitsunes. Mas o que significa esse contrato de invocação? É como se vocês pudessem me chamar quando quiserem? E como isso funciona? Se vocês tiverem algum problema, podem me chamar! — Mais dúvidas apareciam nos meus pensamentos, e eu continuava a dizê-las para a dupla de raposas. Talvez eu estivesse sendo um pouco impertinente, mas era importante saber. Ainda assim, não deixei de morder a ponta de meu polegar da mão direita e agachar na areia. Aproximei meu braço do pergaminho no chão e, pressionando com força a ponta do ferimento no espaço indicado, vi o sangue jorrar e formar um pequeno ponto. — Lá vou eu. — Movimentando a mão, escrevi o meu nome no pergaminho emanado com um pouco de chakra.

Depois de tudo, levantaria do chão arenoso e faria alguns selos de mão para avivar uma réplica minha. O clone, já com as instruções em sua mente, partiria pelo deserto em direção à Sunagakure, e assim que encontrasse o primeiro guarda, avisaria sobre a existência de aldeia de caçadores ilegais e sobre a localização de Kira. Em pouco tempo, esperaria que as autoridades chegassem e se responsabilizassem pela prisão dos vilões.

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HP: 300/300 CH: 170/550 ST: 3/4
Clone HP: 00/00 CH: 170/170
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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 29/1/2022, 02:13

Quest de Invocação
O Chamado
das Raposas
Ao firmar do contrato, Tamamo balançou positivamente sua cabeça, deixando que o pergaminho sumisse em uma segunda cortina de nevoa. — Você pode nos chamar com a técnica de invocação. Mas não pense que faremos o que mandar, humano. Eu sou Tamamo, a líder das Kitsunes. Inari, precisa se despedir? — A líder se abaixou levemente para a pequena raposa dourada se despedir do humano. Ela foi rápida, balançando sua cauda no rosto do Meio-Uzumaki, voltando para as costas de sua líder novamente. Ao criar a replica que enviaria informação a Sunagakure no Sato, o Chunin notaria o sumiço de Kira, mesmo após um genjutsu tão poderoso ter afetado sua mente. Inari não podia mais senti-lo, Tamamo não conseguia rastreá-lo. Ele havia sumido como um sopro do deserto. Aquele era um sinal de que desistir não seria uma opção para o caçador, afinal, havia topado com o maior tesouro de sua carreira, a raposa gigante. Talvez fosse hora que voltar ao vilarejo antes que notassem a falta de um shinobi. — Adeus, Emiya. E obrigada mais uma vez. Tome cuidado... — Agradecida, a raposa desaparece, deixando o Uzumaki no meio do deserto para retornar sozinho.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 29/1/2022, 13:42

O pergaminho aos meus pés sumiu com o balanço do vento, e a voz calma e graciosa da raposa mascarada tornou a ecoar em meus ouvidos como uma canção. Olhando para cima para ver a completude de seu semblante, pude entender o significado daquele contrato de invocação. Ele permitia que eu chamasse as Kitsunes de qualquer lugar, a qualquer momento, desde que eu usasse os sinais correspondentes e aplicasse uma quantidade de chakra. Era uma técnica, assim como a mesma havia evidenciado. Aliás, a raposa cinzenta apresentou-se como a líder das Kitsunes, e seu nome era Tamamo. — Que nome bonito... Obrigado por tudo, Tamamo-sama. — Fiz uma reverência, abaixando um pouco o meu tronco e em seguida retornando para minha postura habitual. Ela havia nos salvado naquela batalha, e merecia todo o agradecimento de mim e de Inari. A propósito, a raposinha subiu em minhas costas assim como havia feito em nossa árdua caminhada pelo deserto, e senti novamente o pelo macio de sua longa cauda afagar o meu nariz. — Até mais, Inari-san. Espero que nos encontremos em outra oportunidade. — Falei enquanto esboçava um suave sorriso. Inari assentiu com a cabeça e logo voltou para as costas de sua chefe, rodopiante como sempre.

No instante em que meu clone foi criado, olhei para o lado em busca de Kira; mas ninguém estava lá. Apenas o deserto e a sua imensidão de areia situavam-se no além, com nenhuma vivalma. — Droga, ele fugiu! Conseguem rastreá-lo? — Perguntei para as Kitsunes, mas elas negaram. De fato, o líder dos caçadores havia escapado dessa situação, o que significava que, em um momento futuro, ele poderia buscar por Inari novamente, e até mesmo tentar capturar Tamamo; muito embora eu não achasse isso provável de acontecer, vide o seu poder. Em meio à situação desconfortante, a raposa cinzenta resolveu agir. Ela despediu-se rapidamente e, junto a uma grande torrente de fumaça que se expandiu em um mísero segundo, sumiu junto a Inari. — Adeus! — Sozinho novamente em meio ao deserto, bastava-me retornar para o vilarejo em mais uma difícil caminhada. Por sorte, eu havia me abastecido no acampamento de Kira, e era bom aproveitar para tomar água enquanto galgava as dunas e colinas de areia. Nesse intervalo, lembrava-me que eu tinha que voltar para a vila o quanto antes, pois eu tinha solicitado apenas um dia de licença para descansar. Por essa razão, para que não se levantassem suspeitas de para onde eu tinha ido, deixei na areia a besta e a aljava que havia recolhido no vilarejo dos caçadores e continuei em direção ao meu destino.

Embora o final da aventura não tenha acabado com a derrota definitiva de Kira, toda a trajetória valeu a pena, uma vez que eu havia conhecido as Kitsunes e havia criado uma relação com as mesmas. A partir de hoje, elas seriam minhas fiéis companheiras, que certamente me ajudariam a trilhar meu caminho para ser um herói da justiça. Depois de longas horas, o portão de Sunagakure em meio ao cânion apareceu à minha visão, e apressei-me para entrar na aldeia e seguir ao quartel-general.

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HP: 300/300 CH: 340/550 ST: 2/4
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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado 29/1/2022, 14:04

Situação: Aprovado
Recompensas: Invocação - Kitsunes & +1 em Ninjutsu
Observações: Narração excelente. Parabéns pela qualidade da escrita em todos os seus turnos, é a melhor que já vi.

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Re: [Cap] O Chamado das Raposas! - Publicado