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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Hanatarō olha para a vila do topo do prédio do Departamento de Pesquisa. Há dois anos era uma salinha no fim do laboratório geral da vila, agora tinha seu próprio prédio tão alto quanto o próprio escritório do Kazekage. Hanatarō sorri vendo as pessoas andando felizes na nova vila construída graças aos avanços científicos realizados com a inteligência de Takura, sua mentora. Antes, ele só via uma vila pobre, com construções de areia frágeis, com um horizonte desértico, dependendo de outras vilas, inclusive de Konoha, para conseguir sobreviver, mas agora... Sunagakure estava grandiosa novamente e tinha comprado sua independência. As construções ainda tinham porções de areia, mas eram forjadas em metais nobres, em ouro, em prata, criando grandes casas e prédios. As lojas estavam cheias de especiarias únicas, pois o trabalho de encontrar certos ingredientes se tornou muito mais prático desde que a vegetação voltou a florescer nos arredores da vila; onde antes era só deserto agora possuía vielas de relva, florestas, rios e uma fauna cheia de roedores, mamíferos e carnívoros.
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Estação: Inverno

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Tokubetsu Jonin
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[ EXTRA ] Levando Más Notícias - em 5/11/2020, 10:01


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Dar notícias ruins não era o forte de Ayako, nunca foi. Ele não encontrava as melhores palavras com facilidade, não tinha ideia de como seu corpo devia reagir, muito menos se, em coisas como mortes, devia chorar junto ou se manter firme como uma rocha inabalável. Na verdade, ele não sabia nem se era melhor usar o termo "morte" ou "falecimento". Importava contar detalhes, quando se sabia, ou deixar em termos abertos sobre cada último milésimo de vida da pessoa? As respostas não chegavam nunca ao seu cérebro, as dúvidas apenas se aglomeravam como uma multidão infestada por uma peste. Mas isso não era motivo para ele não ter de fazer o correto. Por isso, ele estava indo até a casa de seu professor; o homem que havia lhe ensinado tantas coisas. Hitsugi.

Quando ele conheceu o shinobi do clã Hattori, pensou nele como um lunático. Ainda que soubesse de sua linhagem, não aceitava-a inteiramente no momento em que tiveram o primeiro contato direto. Sendo chamado de príncipe (oji-sama) era uma coisa que ele não conseguia entender. Mesmo assim, com toda sua resistência e sua personalidade imatura e cheia de cinismo, Hitsugi o acolheu. Semelhante a como Yuki Fujimoto fazia no passado, ele o ensinou a usar os poderes de uma forma única e ainda mais eficaz, mas, diferente do pai adotivo, Hitsugi também lhe ensinou a ter carinho com pessoas próximas — trabalho este que Fujimoto sempre entregava a sua esposa, Shiro.

Nas noites onde o garoto choramingava se sentindo um inútil, Hitsugi conversava com ele para acalmá-lo. Lembrou de ensinar mais sobre a história do passado, e também a elogiá-lo sempre que conquistava alguma coisa. De alguma forma, ele era uma figura ainda mais paternal até do que seu próprio pai biológico, Shion, que tinha tomado essa postura com mais afinco para Angell, com quem tivera muito mais tempo para aproveitar. Ayako não se sentia deixado de lado, pelo menos não mais do que o necessário como uma pessoa inteligente e capaz de enxergar as entrelinhas. E, enquanto ia até a casa de Hitsugi, acalmando a tempestade interna, ele começava a entender que, em partes, isso acontecia porque ele tinha Hitsugi — e seus pais adotivos afastados do vilarejo principal.

Parado na frente da casa de Hitsugi, cercado pelas árvores e os raios frágeis de luz, ele hesitou. Cerrou os punhos, apertou o olho, conteve a vontade de derramar mais lágrimas. Precisaria explicar que o amor de Hitsugi estava morto, sacrificado para defender a vida de Angell. Ele entendia que era um dos trabalhos dos soldados Hattori, ele mesmo estava decidido a fazer o mesmo se fosse necessário, mas, ainda assim, ele entendia um pouco sobre a dor de perder alguém. Pouco, devia admitir, mas entendia. Ergueu o braço, prestes a bater na porta, e um vento um pouco mais forte assoprou seus cabelos pretos trazendo o cheiro da floresta até suas narinas junto do odor de carne assada, provavelmente uma das caças de Hitsugi.

Duas batidas depois, ele estava respirando fundo. O primeiro estalo na porta o fez firmar os ombros, colocando as mãos para trás como um verdadeiro soldado faria na infantaria. Ao ver o rosto de Hitsugi tão tranquilo, todas as suas forças se esvaíram. Os ombros perderam a postura firme, o peito estufado relaxou com o ar escapulindo por entre os lábios. Eu não posso agir assim, ele se corrigiu mentalmente, não com esse homem. — Está tudo bem? — Hitsugi lhe questionou, vincando as sobrancelhas.

Todas as dúvidas de como agir surgiram novamente. Onde deixar as mãos? Como se posicionar? Qual timbre de voz usar? Quais as palavras corretas? Ele devia ou não dar maiores detalhes? Jogaria a culpa em alguém ou tornaria apenas mais uma morte "pela causa"? Ele não tinha mais tempo para encontrar as melhores respostas. Hitsugi o encarava aumentando cada vez mais a linha de preocupação em seu rosto. O menino sabia que não era hora de ser um garoto; ele precisava se transformar em um homem.

— Sensei, é sobre o Light.

Hitsugi arregalou os olhos, ele sabia que tinha alguma coisa errada. Muito errada. Ayako se sentiu um pouco pior quando se deu conta de que a falta de pedidos imediatos era suficiente para fazê-lo desabar. Afinal de contas, ele sempre buscava o professor para treinar, estava sempre precisando de ajuda. Era mais do que óbvio que sua falta de necessidades faria toda a situação ficar ainda mais tensa, mas isso era tudo culpa sua e de seu egoísmo em busca de poder. Só que, naquele momento, ele não tinha o direito de continuar sendo egoísta e demonstrar o menor sinal de incômodo com aquilo. Precisava manter a calma, e foi isso o que ele fez.

— Ele... ele se foi. Eu sinto muito, Sensei. — disse, o tom de voz brando, tentando ser suave e gentil. Hitsugi encheu os olhos d'água, quebrando aquela postura inerte de sempre. Aquilo fez o garoto ter vontade de voltar no tempo e mudar tudo, mas ele não tinha os poderes de sua mãe, Hinka.
— Como? — Hitsugi questionou, abaixando a cabeça como se tentasse esconder as lágrimas que despencavam acertando o chão duro. — Como ele morreu?
— Defendendo a vida de Hattori Angell. — Ayako disse firme, mostrando ao professor que a vida de seu amado não tinha sido desperdiçada em vão. — Ele a salvou de Katsura... não, Shion citou alguma coisa como Lilith.

Hitsugi levantou o rosto rápido, a face manchada de choro. — Katsura? Não é possível, eu pensei que ela estivesse morta. Talvez..., é claro que é possível se for outra Katsura, a desse mundo. Mas por que ela estaria atacando? E quem é Lilith? — Hitsugi disparou as perguntas, o aluno via as engrenagens dele tentando encaixar para dar algum sentido àquilo.

— Eu não sei também — disse honestamente. — Mas ela era forte, ele derrotou Shion e forçou a Angell a quase se sacrificar para salvá-lo. Além disso, aparentemente, ela removeu uma espécie de maldição de cima de Shaka. — explicou da melhor maneira possível, tentando não soar estranho demais.

Hitsugi limpou as lágrimas, as linhas de seu rosto um pouco mais firmes do que segundos antes. Aquele era o professor de Ayako, sempre mantendo a compostura, mesmo com tudo desabando ao seu redor — mas o menino tinha medo do que aconteceria se ele engolisse tudo sozinho. O homem colocou as duas mãos nos ombros de Ayako e sustentou um olhar compenetrante. — Obrigado por vir me avisar, Oji-sama. Mas não temos tempo de ficarmos lamentando pelos mortos, precisamos encontrar meios de deter essa ameaça. Nós somos Hattoris, afinal de contas — ele disse tentando não mostrar a tristeza em sua voz.

— Então... qual o próximo passo, Sensei? — Ayako perguntou, deixando de lado toda a tristeza, toda a angústia. Querendo se focar no próximo passo, não naquele já dado. — Agora nós ficamos ainda mais fortes.

Hitsugi convidou o aluno para entrar. Ayako aceitou, para lembrar os velhos tempos, de quando viajavam juntos. O cheiro de carne assada era de um pequeno javali caçado. Sentados à mesa, os dois dividiram a comida e também bebidas, e por mais que Hitsugi não derramasse uma lágrima sequer, Ayako podia ver dentro dele que uma parte de seu coração havia se despedaçado.

Ele só não podia demonstrar.

Hattori Ayako: HP: 2300/2300 | CH: 2550/2475 | ST: 00/10 | V: 00ms/18ms | F: 00/03.
Gobi: CH: 3325/3500

Consid.:
Aparência: Yukio Okumura com essa roupa, curativo no olho esquerdo, bandana da vila na testa e esses brincos.
Roleplay: RP.

Bolsa de Armas escreveu:Hip-Pouch (Lado Direito) [18/20]
✲ Kunai: 07/07 [07]
✲ Fios de Aço: 04/04m. [01]
✲ Kibaku Fuda: 08/08 [02]
✲ Shuriken: 08/08 [08]

Hip-Pouch (Lado Esquerdo) [18/20]
✲ Kunai: 06/06 [06]
✲ Fios de Aço: 09/09m. [02]
✲ Kibaku Fuda: 12/12 [03]
✲ Shuriken: 07/07 [07]
Jutsus Usados:

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