Naruto RPG Akatsuki
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Verão
O fim da guerra trouxe a paz, junto com a oportunidade das vilas prosperarem e crescerem. O Nascer do Sol se aproxima trazendo uma nova leva de Kages que querem expandir seu território. A primeira reunião dos Senhores Feudais está marcada, onde irão debater o futuro de Otogakure, atual colônia de Kumogakure e palco da última Grande Guerra.
12 DG
ShionFundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
Shion#7417
AngellAngell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
Angell#3815
Sr.LSr.L apelido recebido pelos players do fórum, devido ao seu sobrenome Sinhorelli, joga em fóruns narrativos desde 2010. Encontrou o Akatsuki no final de 2020, mas manteve-se ativo no início de 2021. Desde então se empenhou como player e se sentiu na obrigação de ajudar os demais e hoje auxilia o fórum como Narrador, Moderador e Administrador. Fora do forum, trabalha e possui formações acadêmicas, voltadas a área de gestão de pessoas.
Sinhorelli#1549
OblivionOblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
Indra#6662
SalvatoreSalvatore é parte da comunidade de RPG narrativo desde meados de 2013. Conheceu o Akatsuki nessa época, mas começou a fazer parte como jogador ativamente em 2021, sempre com muita dedicação e compromisso com o fórum. Hoje, atua no fórum como narrador e administrador, focado nas partes administrativas do ON. Fora do fórum se considera um amante de futebol, adora cozinhar pratos exóticos e é estudante de Engenharia Civil.
Salvatore#1234

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Hikaro
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jyu viole grace

the show must go on!

⌠CH⌡ 500/500 ⌠HP⌡ 500/500⌠Stamina⌡ 000/004 Palavras: 4019





Os passos de Jyu Viole Grace eram lentos e ressonantes. O corredor parecia ainda maior do que a última vez que ele fora até ali, ainda sem saber exatamente o que ele buscava. Em sua mente, só conseguia relembrar todas as coisas que ocorreram até então, o quanto sua mente e seu próprio corpo haviam mudados.

O encontro com Hama, o treinamento que trouxera uma melhora significativa em sua utilização de chakra. A assinatura do pacto com as borboletas, as quais encontrara um novo mundo de opções e de surpresas. E, por fim, a sua primeira missão e a escolta do senhor Galahiro até sua fazenda. Tudo isso transformou o jovem garoto em algo bem diferente do que aquele primeiro dia.

Quando deu por si, estava novamente em frente a porta do Mizukage. Sentiu, novamente, o nervosismo de bater a porta, mas muito menor do que antes. Olhou diretamente para ela, enquanto batia com uma certa calma. Assim que a mesma se abriu, o garoto adentrou no recinto, desta vez olhando diretamente para os olhos do líder da vila.

Percebendo a mudança na postura do garoto, que apesar de mais maduro ainda sentia seu rosto queimar levemente, Squall deu um meio sorriso, voltando a seriedade do assunto pelo qual havia chamado o garoto.

[Squall]-Mais uma missão para você, garoto. – dizia, entregando um rolo de pergaminho para o gennin a sua frente.

Pegando o pergaminho, o garoto reconheceu o símbolo de cera que o lacrava. Aquilo parecia extremamente importante...

[Squall]- Há informações de uma trupe de terroristas que desejam destruir a apresentação da atriz Hinata Akari, que irá acontecer em três dias. – explicou – sua missão está detalhada no pergaminho, mas abrange a proteção da atriz durante o espetáculo na cidade de Reika, há dois dias ao sul daqui.

Fazendo uma leve reverência, o gennin saiu da sala. Ao sentir a porta se fechar as suas costas, o menino finalmente respirou. Levantou o pergaminho apenas o suficiente para que ficasse em sua linha de visão e sorriu, enquanto via sua mão tremer levemente. Finalmente, outra missão!

Ainda sentindo uma leve adrenalina, o menino correu pelo corredor, tentando segurar a emoção que sentia em sua mente. Ser enviado para uma missão de proteção de alguém tão importante parecia ser muito mais emocionante do que a escolta que fizera há poucos dias atrás.

Quando chegou em sua casa, já se sentia mais tranquilo. Iria demorar dois dias inteiros para chegar até o local da missão e, definitivamente, queria estar preparado para se apresentar para a atriz. Sem se preocupar tanto com a demora, pegou algumas coisas que julgou ser necessária, como uma muda de roupa e algumas frutas e um pouco de carne seca para que pudesse comer no caminho, afinal, dois dias inteiros de caminhada era algo que ele sabia que seria bem difícil.

Assim que se sentiu pronto, saiu, mas voltou rapidamente para pegar uma pequena garrafa de água que havia esquecido. Com tudo pronto, caminhou com uma certa felicidade transparecendo em seu rosto, em direção ao portão sul da vila. Estava sozinho, mas sentia-se, de certa forma, confortável com aquilo. Assim que passou o portal, começou a correr, sentindo brevemente a liberdade de poder seguir para fora daquele pequeno mundo chamado Uzushiogakure.

Não precisou correr muito para que o cenário aos poucos começasse a mudar. O sol começava a ganhar espaço, deixando o calor entrar em seu corpo, mas ainda assim mantendo a umidade típica da região. Por algum tempo, o garoto apenas aproveitou a sensação e a brisa umedecida no rosto. Quando finalmente o cansaço bateu, que Viole percebeu o quanto havia, de fato, percorrido.

Olhando para trás, não via mais nenhum sinal da vila, apenas o longo percurso de terra batida, com poucas árvores circundantes. Ingenuamente, o menino sorriu, se deitando brevemente na sombra de uma delas. Com cuidado, comeu uma maçã, olhando o cenário com uma certa satisfação. Lhe deu o benefício do descanso por pouco mais de uma hora, antes de começar o seu caminho de volta, começando com um leve caminhar, enquanto espantava a preguiça de seu corpo.

Não ter ninguém para conversar naquele momento deixou tudo um tanto quanto entediante. Apesar de não se dar bem em conversar com as pessoas, ele sentia que deixaria a viagem um pouco mais leve do que o silêncio constrangedor que dominava o ambiente naquele momento.

Tentando deixar essas coisas para trás, o menino voltou a correr, aproveitando um segundo de inspiração. E assim, tentando manter uma velocidade constante, continuou o seu caminho até o começo do anoitecer. Com fome e cansado, se deitou novamente por entre as raízes de uma árvore, sentindo o frio noturno congelar os seus ossos.

Apesar do frio, o gennin adormeceu devido o cansaço, em um sono pesado e reparador, apesar do desconforto proporcionado. Quando despertou, o sol nem ao menos havia despontado no horizonte. Seu corpo, frio, estava dolorido devido a posição nada convencional com que tinha adormecido. E, para piorar sua situação, sua roupa estava totalmente encharcada pelo sereno noturno.

Abrindo a sua mochila, procurou um pequeno pedaço de carne seca e comeu, sentindo os seus músculos doerem a cada mastigada. Tomou um pouco da água, apesar de achar que poderia até mesmo tomar a água de suas roupas, com o tanto de água que tinha.

Rindo de si mesmo, o garoto se levantou, alongando-se enquanto, aos poucos, o sol despontava no horizonte. Sabia que estava se aproximando, e que, se tudo corresse bem e tivesse sorte, chegaria na cidade da missão ainda na hora do almoço.

Tentando ignorar a dor, correu novamente, desta vez com menos intensidade que no dia anterior. As dores que sentia em seu corpo não era simples de fingir que não existiam, mas ele não iria desistir tão fácil assim.

Quando o sol terminou de despontar no horizonte, o garoto finalmente começou a sentir o seu corpo como deveria, assim como o cheiro horrível que o seu corpo emitia. Tentou não ligar para aquilo, e, por mais algum tempo, correu, até conseguir ver, ao longe, a cidade que era o seu destino: Reika.

Quando finalmente chegou a cidade, pode ver o quão diferente ela era da vila. Suas estruturas eram mais simples, mas possuíam um movimento comercial muito maior que Uzushio. Ainda deslumbrado com a cidade, procurou uma casa de banho para se livrar do cheiro infernal que vinha de seu corpo, assim como para comer alguma coisa substancial.

Quando acabou, já se encontrava no meio da tarde. Decidiu se dirigir, então, para o anfiteatro, na qual teve que superar a sua timidez para perguntar a alguns transeuntes. Seguiu as direções indicadas, para se deparar com o prédio mais bonito que já vira na vida.

Sua estrutura parecia feita inteiramente de um mármore branco, emoldurado com pequenos e elegantes detalhes dourados. O enorme portão a sua frente demonstrava uma imponência que ele nunca vira em nenhuma outra construção.  

Receoso, caminhou até lá, procurando alguém para lhe dar alguma informação. Encontrou somente um faxineiro, um tanto quanto idoso, que lhe indicou seguir o caminho dos fundos, para que pudesse, enfim, encontrar a sua cliente.

Do outro lado do teatro, as coisas já mudavam de figura. Enquanto a parte frontal era chamativa e ostentosa, os fundos do teatro eram deprimentes. Sua cor, outrora de um branco alvo e delicado, era um cinza depressivo e sujo. A porta que dava ao backstage era de um metal enferrujado, com alguns pontos esfarelando devido à falta de cuidado.

Receoso, bateu na porta, ouvindo um som metálico, rachado, enquanto a pequena porta parecia quase se desfazer a cada leve batida aplicada a ela. Um segundo depois, a mesma rangeu ao ser aberta, causando um leve desconforto ao menino.

[??]- Quem é você?

A sua frente, um homem extremamente musculoso apareceu. Seus braços eram tão grandes que eram quase do tamanho de ambas as coxas de Jyu juntas. Vestia o que parecia ser um terno negro, que emoldurava a sua pele morena do sol. Seus olhos estavam escondidos por um óculos de um preto tão escuro que fez o garoto pensar de que forma ele poderia enxergar com eles.

[Jyu]- Me cha-a-mo J-jyu Viole Grr-grace, senhor... – disse, estendendo o pergaminho recebido pelo Mizukage, revelando a cera ainda intacta com o símbolo da vila.

Assim que o homem abriu a porta o suficiente para que ele passasse, o gennin mais que depressa passou por aquela montanha de músculos, que olhou para o redor, a procura de algum movimento suspeito. Logo após, fechou a porta com um estrondo que o menino pensou que havia, pelo menos, rachado a parede externa.

Fazendo um sinal para que o menino o seguisse, eles entraram para o interior do teatro, em um verdadeiro labirinto de corredores e portas. O gennin calmamente foi memorizando os passos que fez, já que aquilo poderia significar a vida ou a morte de sua protegida.

Quando deu por si, finalmente pararam em frente a uma porta de madeira, branca, desgastada. No ponto mais alto dela, quase pegando o batente, uma estrela de um dourado quase desaparecendo era o foco, enquanto abaixo duas palavras em um cinza empoeirado emoldurava o nome de Hinata Akari.

Com uma delicadeza que Viole nunca esperava de um brutamonte daqueles, viu-o bater na porta de forma que quase não houve barulho da madeira. Indicando para o gennin aguardar, ele entrou, deixando Viole indeciso sobre o que fazer. A espera não demorou muito, até a porta se abrir e o shinobi entrar no camarim.

Ao entrar, a atenção do menino foi justamente para a parede de espelhos, iluminada por várias pequenas lâmpadas. A frente, passando maquiagem distraída em frente aos espelhos, a mulher mais bela que o menino já havia visto.

Sua feição leve e delicada, junto com sua pele alva, parecia brilhar na luz. Seus olhos de um castanho tão claro que lhe transmitia uma paz e tranquilidade que ele nunca sentiu ao olhar alguém. E sua boca... Vermelha de um batom tão vibrante que lhe inspirava desejo. Emoldurando todo o rosto, os cabelos negros tão sedosos e cacheados que pareciam provenientes das antigas lendas que apenas ouvira falar...

Quando seus olhares se cruzaram, o garoto sentiu seu rosto queimar. A vergonha e a visão de tão sublime beleza parecia deixar ele estarrecido, sentindo seu coração bater com uma velocidade impressionante.

[Hinata] – Jyu Viole Grace, não? – perguntou ela, parando a maquiagem para dar uma boa olhada no gennin a sua frente. Recebendo apenas um aceno confirmativo de cabeça do menino, ela o avaliou dos pés a cabeça.

[Hinata] – Esperava alguém mais... maduro – disse, se conformando com aquilo que ela julgou ser uma mera criança. – De qualquer forma, menino, espero que possa me proteger. Aprecio muito a minha vida.

[Jyu] – S-s-sim, mad-dame... – disse, fazendo uma leve reverência, enquanto a mulher a sua frente revirava os olhos.

[Hinata]- Acredito que já sabe o por que te chamei, não? – disse, tentando se controlar. Ainda não aceitava o fato de terem mandado um mero garoto para proteger alguém como ela. – A apresentação de amanhã é extremamente importante, contaremos a história sobre o passado negro dos shinobi.

Jyu estremeceu ao ouví-la falar aquilo. Passado sombrio dos shinobi? Do que ela estava falando?

Tentando lembrar das aulas de história da Academia Ninja, sabia que as Grandes Nações Ninja do passado se enfrentaram, criaram tempos difíceis entre si, mas isso, por si só, não deveria ser o suficiente para que ninguém ameaçasse uma mera apresentação de teatro, por mais que seja em uma cidade relativamente grande.

[Hinata] – Seu serviço vai começar, efetivamente, amanhã. Durante a apresentação, vai me proteger e proteger o elenco. – disse, se virando novamente para o espelho, voltando sua atenção, novamente, para a maquiagem. – Até lá, pode dormir em qualquer sala vazia do teatro. Te espero amanhã de manhã, aqui mesmo no meu camarim.

E, sem dizer mais nada, deu um sinal com a mão, fazendo com que o homem gigantesco se virasse para ele, indicando que saísse. Sabendo que não havia nada para se fazer e obedecendo as ordens de sua contratante, o garoto se retirou, tentando entender os motivos de uma mera peça de teatro ser ameaçada daquela forma.

Decidindo desvendar o mistério, caminhou por todo o teatro, decorando caminhos e rotas, antes de, já no cair da noite, decidir se retirar em um camarim que parecia vazio há alguns séculos, a julgar pelos itens quebrados e pela pequena camada de poeira presente nos móveis e em alguns lugares do chão.

Limpou um pequeno canto o melhor que pode, antes de conseguir adormecer. Relaxado, sentiu seu corpo se aconchegar ao chão duro melhor do que na raiz da árvore. Cansado, não soube, exatamente, quando adormeceu, mas teve uma noite reparadora e sem qualquer sonho.

O dia mal começava a dar sinal de vida quando o gennin despertou. Esperou a mulher na frente de seu camarim por mais de duas horas, quando ela finalmente apareceu. Diferente do dia anterior, que sua beleza o deixou levemente deslumbrado, havia sinais claros de cansaço conforme a mesma se aproximava da sala.

Sem se importar com o garoto parado a frente de seu camarim, a mulher entrou na sala e fechou a porta, sem deixar com que o menino entrasse ou dissesse qualquer coisa para ela. Pelo resto do dia, ficou parado em frente a porta, comendo apenas alguns poucos sanduíches que entregaram para ele e para a mulher no meio do dia.

Entretanto, quando a noite começava a ascender, a porta finalmente se abriu, revelando a mesma mulher que ele havia conhecido na noite anterior, com a maquiagem perfeita e um vestido justo, acentuando os seus dotes e suas belas pernas. Olhando para o gennin, ela acenou com a cabeça, indicando a direção do palco.

[Hinata] – Lembre-se de sua missão, tem que proteger a mim e ao elenco. Não me decepcione! – disse, caminhando esbelta para a coxia, à espera do começo do espetáculo.

Sem perder a mulher de vista, o gennin olhou para os lados, não encontrando ninguém que estivesse prestando atenção nele. Com um sorriso, executou o selo necessário e fez um dos poucos jutsus que aprendera desde que saíra da Academia.

[Jyu] – Kage Bushin no Jutsu!

Em meio a fumaça brancas, duas cópias idênticas a ele surgiram, cada qual subindo as paredes encardidas do teatro em direção do teto, usando a técnica do Ki Nobori. Suas duas cópias desapareceram em meio das luzes e dos mecanismos do teatro.
Com um leve sorriso, o gennin se dirigiu para a coxia, e, atrás das enormes cortinas vermelhas, utilizou o jutsu de camuflagem, o Kakuremino no Jutsu. De lá, seus olhos não despregaram nem por um segundo de Hinata, certo de que os seus dois clones observavam toda a movimentação, desde a plateia até a própria coxia e os atores.

Meia hora... Uma hora... Nada demais aconteceu. Pelo menos, até o clímax da apresentação, quando o vilão finalmente entra em cena. O mocinho, que contracenava com Hinata a defendia do vilão, um shinobi vindo do submundo para se vingar de seu coração partido, tentando matar a pobre mocinha.

[Vilão] – Morra, verme! – gritou, jogando uma shuriken na direção do homem, que a defendeu a tempo, mas que, por estar entretido no show, não viu que cinco fuuma shurikens vinha da plateia na direção dele e de Hinata.

[Bushin] – Wind Release – Air Bullets! – e disparou, rapidamente, balas de vento na direção das armas, que caíram sem perigo na beira do palco.

Apenas isso foi o suficiente para que um terror e pânico se passasse por todo o palco e plateia. O clone responsável pelo jutsu saltou das luzes para o palco, olhando diretamente para o local de onde as fumma shurikens vieram. Pegou uma kunai, enquanto um homem caminhava tranquilamente por meio das pessoas correndo em pânico.

O homem era grande e cheio de músculos. Sua face estava coberta por uma máscara negra, assim como uma roupa que cobria todo o seu corpo, deixando o menino apreensivo por um breve momento. Com um salto, o mesmo subiu ao palco, com uma kunai em sua mão, deixando os atores um tanto quanto apreensivos.

[Jyu]- Não saiam daqui! Não posso garantir a segurança de vocês se saírem de onde estão! – gritou, ainda olhando para o homem à sua frente. Não deixaria ele fazer o que quisesse. Não deixaria que ele estragasse a sua missão.

[??] – Parece que eu subestimei a sua capacidade, pivete... – disse, fazendo o gennin reconhecer a sua voz de imediato.

[Hinata]- Hiroshi... Por que você...?- sua voz transmitia uma certa tensão, ao descobrir que o inimigo que havia ameaçado sua arte era nada menos que o guarda costas que há tanto tempo  trabalhava com ela.

[Hiroshi]- Como se não soubesse, não é, princesinha?- disse, debochado, com um ódio tão carregado que o gennin quase podia senti-lo no ar. – Sempre disse que apresentar essa peça poderia ofender alguém, que possui sua história diretamente ligada a essa peça maldita, não disse?

Antes que Hinata pudesse fazer qualquer coisa, o homem saiu correndo, arremessando duas shurikens na direção do clone a sua frente, que, rapidamente, soltava a Kunai e executada selos para executar o mesmo jutsu de antes. Mesmo sendo rápido na execução de selos, sua velocidade de reação foi menor que a de seu inimigo.

Um soco direto na boca do estômago fez com que o clone se desfizesse em uma nuvem de fumaça, deixando todos, por um segundo, atônico com o que acontecia. Tanto Hiroshi quanto os atores, ficaram estáticos, enquanto inúmeras figuras negras se erguiam do chão, cercando o homem, que não pode refrear a sua fúria.

Gritando, o mesmo correu, atingindo o primeiro humano fantasma, proveniente do genjutsu Kasumi Jūsha no Jutsu, lançado pelo gennin ainda escondido na cortina. Saindo da segurança enquanto o brutamonte tentava compreender o que estava acontecendo, foi instruindo ator por ator a sair do palco, em direção a saída, guiados pelo seu clone, que vendo que o plano seguia, desceu do teto para os proteger até a saída.

Ao se virar para Hinata, um berro ecoou por todo o teatro. Percebendo se tratar de um truque o gennin, o homem havia quebrado um de seus dedos, para desfazer a ilusão que havia sido infundida em sua mente. Olhando com ódio para o gennin, não pode deixar de falar, enquanto salivava, dando uma aparência similar a de um cachorro raivoso.

[Hiroshi]- Você... vai MORRER!! – e, ainda imerso pela dor de quebrar o próprio dedo, começou a caminhar lentamente em sua direção, causando um certo calafrio em Hinata.

[Jyu]- Não mesmo, afinal... – semicerrou os seus olhos, dando um sorriso que parecia ser de outro mundo, enquanto o seu chakra circundava o seu corpo, dando a ele uma sensação aterrorizante.

A cor roxa de um escuro tão profundo fez o segurança parar por um momento. Aquele chakra o fez ter uma leve desconfiança de que algo estava muito, mas muito errado. Não era o chakra pertencente a alguém daquele mundo, era algo muito mais sombrio do que qualquer coisa que ele já havia visto.

[Jyu]- ... você já está morto! – e, mordendo o seu dedo forte o suficiente para que o sangue saísse, ele baixou, colocando sua mão no chão. Novamente, uma enorme fumaça se fez, trazendo do nada inúmeras borboletas brancas leitosas, que voavam ao redor do garoto com uma graciosidade ímpar, deixado a cena um tanto quanto fantasmagórica.

Se erguendo, olhou diretamente para os olhos de Hiroshi, com um sorriso tenebroso nos lábios. Deu um passo para frente, vendo-o dar um passo para trás. Apontando para ele, as borboletas fantasmas o cercaram, antes mesmo que ele pudesse ter alguma reação. Em poucos segundos, os gritos dele preencheram com profundo terror o palco, causando arrepios no jovem gennin e em sua protegida.

[Hinata] – Hiroshi! – gritou, preocupada, enquanto era segurada no pulso por Viole.

Olhando-a diretamente nos olhos, apesar de sua face enrubescida, fez que não com a cabeça.  Com um puxão, a fez correr com ele, na direção da saída do teatro. Não iria esperar o homem se recuperar. Muito menos se aproximar dele enquanto sua atenção deveria ser outra.

Passaram pelos corredores praticamente como um raio. Ao saírem pela porta caindo aos pedaços nos fundos do teatro, finalmente pararam de correr. Receoso, o gennin olhou para os lados, vendo com alívio que seu clone trouxera todos os atores em segurança.

Ao se virar para Hinata, a mulher olhava preocupada para a porta, agora fechada. Olhando-a com mais atenção, não havia medo ou receio em seus olhos, mas uma preocupação verdadeira com o homem que havia, há pouco tempo, tentado matá-la. De certa forma, isso deixou o gennin um tanto quanto envergonhado de sua atitude, apesar de não saber, exatamente, o motivo disso.

[Jyu] – Eu...

[Hinata] – Não precisa dizer nada, garoto... – disse, seca, mas sem desviar os olhos da porta. – A sua missão era proteger a mim e ao elenco, não havia nada que dissesse sobre proteger meu guarda costas.

O gennin engoliu em seco. Não esperava que ela dissesse aquilo. Por um instante, mesmo que ainda houvesse uma certa preocupação real no olhar da atriz, achava que ela lhe obrigaria a fazer aquilo que ele, até o momento, evitara o máximo em sua vida de fazer.

[Hinata] – Obrigada, garoto... – disse, se voltando para Jyu, que a olhou confuso. – Por mais que Hiroshi tenha tentado nos matar, você não o fez. Se focou apenas em nossa proteção, mesmo que isso signifique deixar um crápula desse vivo...

E, ao terminar de falar, se abaixou na altura do menino, dando um beijo em sua bochecha, deixando-o extremamente envergonhado. Antes que ele pudesse reagir a qualquer coisa, Hinata se virou para todo o elenco, olhando diretamente a eles, antes de começar a falar.

[Hinata] – Sei que todos se assustaram e temeram por suas vidas nestes últimos minutos. Mas, estamos vivos, e é por isso que... – ela fez uma pausa, como que criando coragem para dizer as palavras que estavam presas em sua garganta. - ... nunca mais apresentaremos esta peça. Perdi mais do que um guarda costas, perdi um companheiro e um amigo zeloso, apenas por causa de minha teimosia em querer mostrar apenas o lado ruim de algo que, aparentemente, possuía um significado para alguém...

Sentindo as lágrimas brotando em seus olhos, a mulher deixou-as cair, enquanto sem conseguir dizer mais nada, dispensava toda a sua equipe. Olhando-a com uma certa ternura, o gennin esqueceu por completo do oponente que ainda estava dentro do teatro.

Se ele estivesse um pouco mais atento ao redor e não nas palavras da mulher, poderia ter percebido que seu oponente estava há poucos metros acima de si, ouvindo tudo o que acontecia ali. Dando um certo sorriso, o homem desapareceu com alguma técnica de movimentação desconhecido pelo gennin, que agora tentava descobrir uma forma de fazer o choro da mulher parar.

Alheia ao fato de que ainda poderia ter morrido por causa da inocência do menino que fora enviado para lhe proteger, a mulher dispensara o menino, dando sua missão por encerrada. Ainda estático pela decisão da mulher a sua frente, o gennin apenas a olhara se distanciar, sem imaginar que aquela seria a última vez que a veria.

Muitas lendas sobre aquele dia percorreria a cidade de Reika. Uns diriam que a encarnação do Mal havia amaldiçoado e deixado louco o guarda costas de uma das maiores atrizes do mundo. Outros, diriam que um verdadeiro demônio havia trazido infortúnio ao teatro, que após aquele dia nunca mais abrira suas portas para nenhuma apresentação.

Mas, em um ponto, todos concordavam com uma única coisa: o que quer que tivesse acontecido naquele dia, havia deixado grandes marcas em Hinata, a famosa atriz que desaparecera após sair do teatro em conjunto com sua trupe. Dizem, ainda, que a peça foi amaldiçoada e que, pouco a pouco, todos que quiserem desbravar esses mistérios, seriam caçados e desapareceriam imersos a várias borboletas fantasmas, que ainda percorriam os corredores do teatro em busca de novas vítimas.

E alheio a tudo isso, o jovem gennin que ajudara a salvar todo um elenco voltou para sua casa, orgulhoso por ter realizado uma missão um tanto quanto difícil...


((The End))






OFF:
Não ficou lá aquelas coisas, mas está aí...
Segue abaixo os jutsus usados:







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Hikaro
Hikaro
Mizukage
Vilarejo Atual
Hey There!

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