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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 10:
RemanescentesAno: 69DG
Hanatarō olha para a vila do topo do prédio do Departamento de Pesquisa. Há dois anos era uma salinha no fim do laboratório geral da vila, agora tinha seu próprio prédio tão alto quanto o próprio escritório do Kazekage. Hanatarō sorri vendo as pessoas andando felizes na nova vila construída graças aos avanços científicos realizados com a inteligência de Takura, sua mentora. Antes, ele só via uma vila pobre, com construções de areia frágeis, com um horizonte desértico, dependendo de outras vilas, inclusive de Konoha, para conseguir sobreviver, mas agora... Sunagakure estava grandiosa novamente e tinha comprado sua independência. As construções ainda tinham porções de areia, mas eram forjadas em metais nobres, em ouro, em prata, criando grandes casas e prédios. As lojas estavam cheias de especiarias únicas, pois o trabalho de encontrar certos ingredientes se tornou muito mais prático desde que a vegetação voltou a florescer nos arredores da vila; onde antes era só deserto agora possuía vielas de relva, florestas, rios e uma fauna cheia de roedores, mamíferos e carnívoros.
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[Solo - Capitulo] A forja do esquecimento - em 15/6/2020, 19:58

HP: 1175/1175 // CK: 1075/1075 // ST: 04/05

Kuri havia acabado de acordar, seu corpo todo dolorido era a constante lembrança de seus feitos e percas de sua mais recente missão de graduação. Ainda se mantinha deitado coberto com seus lençóis olhando para o teto mergulhando cada vez mais em seus pensamentos, ”eu não vou mesmo usar meu sangue”. Se levantava indo rapidamente se banhar e tomar seu café da manhã, era seu dia de folga depois de tanto tempo. Voltava cantarolando para seu quarto depois de meia hora andando de um canto da casa ao outro, se trajava devidamente com roupas arejadas e bem leves.

Se dirigia ao seu quintal para começar a praticar sua manipulação de raios, precisaria de algo tão bom quanto seu sangue para que recorresse de forma instintiva assim como fazia com sua espada. ”Uma espada de raiton, isso me parece bem útil”, concluiu olhando para sua mão dominante que começava a se energizar. Ainda me mantinha concentrado, estalos elétricos voavam para todos os lados. Mordia o lábio inferior e liberava os raios da mão, eram tão rápidos que o menino sequer conseguia manter o elemento contido, era algo muito indomável.

— Tem que ser mais maleável, mais fluido… como sangue! — dizia em voz alta com a emoção de um cientista que tivesse descoberto algo novo, porém logo se lembrava que o propósito do que fazia era justamente não usar seu sangue — eu to literalmente fazendo esse treino pra não usar sangue e me esqueço até disso, sou muito burro.

Voltava a tentar controlar novamente o raiton, mas ele sempre corria livre uma vez que saia de seu corpo. ”Tive uma ideia”, andava até seu quarto buscando seus armamentos ninjas. Novamente em seu quintal, Kuri segurava uma kunai em sua mão. Sentia o peso da arma e a manuseava fazendo dois cortes no ar como se estivesse segurando uma espada. ”Vou sentir saudades de usar a espada de sangue, mas que eu esqueça sobre ela logo”, ponderava vendo que nunca teria uma espada como a de sempre.

Repetia o processo de manipulação do raiton, a energia corria pelo seu corpo chegando em seu braço e passando para a kunai com uma única diferença. O raios ao invés de saírem dispersos para a mesma direção, agora saiam todos da ponta da kunai. Kuri aumentavam a intensidade do raio que saia até que ouviu algo trincar, parava na mesma hora vendo o que havia trincado.

— Essa não, pior que não estou com dinheiro para comprar uma kunai nova.

Dizia para si aflito, ”Já sei, eu mesmo vou reparar essa kunai”, pensava totalmente focado e se esquecendo sobre partes da sua missão de graduação.


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Re: [Solo - Capitulo] A forja do esquecimento - em 16/6/2020, 04:00

HP: 1175/1175 // CK: 1075/1075 // ST: 05/05

O menino partiu diretamente para fora de sua casa já com suas sandálias trajadas. Com a kunai em uma mão e um mapa na outra com pontos anotados como casa, loja de armas, biblioteca. Kuri não pretendia perder tempo, queria aproveitar cada momento da sua folga. ”Certo, eu só preciso virar à direita na loja de doces e depois seguir reto toda a vida para chegar na loja de armas”. As ruas da vila pareciam estranhas na visão do jovem, desde a última chuva que pintou aquele solo seco da pedra.

Poucas pessoas passavam pelas ruas, parecia um dia morto na vila. ”Será que aconteceu algo e eu me esqueci?”, se questionava com os olhos atentos no mapa em suas mãos. Virava a direita na loja de doces como havia projetado no mapa e agora andava sem se preocupar com viradas ou caminhos estranho, tudo que precisava fazer era seguir reto, seguir em frente. Ao longe já conseguia ver a loja que sempre frequentou da Sashyama, ”Armas e armadilhas da Sashyama”. Aquela placa negra com as letras em vermelho lhe traziam algumas memórias como a primeira vez que comprou uma kunai, mas o menino não se lembra de como era a kunai ou o que fez com ela.

Respirava fundo depois da boa caminhada feita e de seu corpo aquecido, abria a porta logo dizendo:

— Olá Sashy, quanto tempo, não?

A princípio não havia ninguém na loja e estava tudo quieto, sequer cliente tinha no estabelecimento. ”Será que ela esqueceu a loja aberta”, se questionava andando e direção ao balcão. Da porta dos fundos alguem surgia, uma moça com madeixas pretas, lisas presas em um rabo de cavalo com brincos vermelhos de dragão.

— Oi Kuri, o que deseja dessa vez?

— Teria a possibilidade da senhora aceitar a devolução dessa kunai e dar uma novinha? — mostrava o armamento para a moça que arqueava as sobrancelhas assim que ouvia a palavra senhora — ela só trincou do nada, sabe?

— Isso é estranho, nunca vi uma arma feita por ele trincar assim. O que você tava fazendo pra isso acontecer? Eu já digo que não aceitarei devolução, é impossível isso ter ocorrido naturalmente. Se quiser me devolver isso precisa provar que foi natural a quem fez esta kunai.

Kuri consentiu com a cabeça pegando a arma de volta e seguindo para a sala de testes da loja — você vai ver só, não fiz nada que um ninja não faria com a kunai — agora dentro da sala feita de concreto altamente resistente, o ninja apontava a arma e a energisa fazendo tudo sair pela ponta da arma depois de correr todo seu corpo.

— Essa kunai deveria aguentar uma manipulação ou outra, acho bom você levar isso para o ferreiro mesmo.

Ela entregava um mapa já com tudo anotado sobre a localização da forja, pois a mesma já sabia do problema de memória de Kuri. O jovem pegava o novo mapa e partia logo depois de se despedir da vendedora.


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>Manipulações narradas até então são todas rank E, puramente narrativas.

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Re: [Solo - Capitulo] A forja do esquecimento - em 16/6/2020, 06:08

HP: 1175/1175 // CK: 1075/1075 // ST: 05/05

O caminho do mapa era bem explicado, a forja não parecia tão longe. O adolescente parava para pegar uma água no meio do caminho. Andava de forma despretensiosa passando pela porta que era bem nova e limpa, algo bem diferente do que imaginava. ”Esse piso novo, essas paredes limpas e sequer faz calor aqui. Isso mais parece uma casa”. Olhava para os cantos bebendo sua água a espera de ser atendido por alguém. A única coisa corriqueira era o som metálico do martelo que batia em algo, mas de forma súbita o som parava e um homem aparecia de onde o som se originava.

A cara de frustração do homem era clara assim como uma possível irritação. Kuri se mantinha silencioso analisando a situação a sua frente, não sabia como chamar ele e irritá-lo ainda mais. O ferreiro notava que tinha alguém ali, pegava uma faca rapidamente e dizia:

— Que porra é essa, o que você está fazendo na minha casa?

— O que?! — respondia assustado e agora percebendo que aquilo realmente parecia uma casa — desculpe, Sashyama me mandou aqui, pois tive um problema com a minha kunai e parece que o senhor fez ela.

O forjador gargalhava de forma estridente e irônica, debochava na cara do menino que não entendia nada — minhas armas são perfeitas, elas não quebram. Onde está essa kunai ?

O chunin da pedra entregava o armamento nas mãos calejadas do homem. O mesmo balançava a arma, cheirava e até mesmo lambia o local que havia trincado:

— Que técnica você usou para trincar a kunai e ela não quebrou, meça suas palavras na hora de falar sobre o trabalho de alguém. Dá pra ver aqui que foi uma técnica de raiton ou katon, tem uma pequena parte chamuscada no início do trinco, isso pode ter ocorrido se alguma sujeira se misturou com o metal na sua confecção.

O tom da voz do homem era quase a de um professor ensinando seu aluno, o ferreiro adorava falar sobre armas e armaduras. Kuri ouvia tudo aquilo com certo fascínio. ”Nossa, ele entende tanto sobre isso, que demais”.

— Então, como ocorreu um erro na hora sua fabricação, teria como você me dar uma kunai nova? — sorria no fim tentando ser o mais simpático possível e aumentar suas chances de receber um sim, mas o ferreiro negava na hora falando algo sobre não ser responsabilidade sua. O ninja terminava — eu não tenho dinheiro para comprar outra, se eu sair em missão poderei me dar mal se não tiver armamentos bons.

— Pois faremos uma kunai para você, o que acha? Assim você me ajuda no dia de hoje e ganha uma kunai como pagamento.



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Re: [Solo - Capitulo] A forja do esquecimento - em 17/6/2020, 20:59

HP: 1175/1175 // CK: 1050/1075 // ST: 05/05

As falas do ferreiro para Kuri soavam inusitadas aos seus ouvidos, ”eu vou ter que trabalhar o dia todo para receber só uma kunai”. O jovem parecia se indignar em sua própria mente, mas rapidamente ponderava da necessidade de ter boas armas em missões e não precisar depender de sua espada de sangue.

— Então okay, aceitarei te ajudar hoje. Por onde começamos?

— Me acompanhe, garoto. Seu nome? — questionava enquanto partia a andar de volta para sua forja esperando que o menino o acompanhasse — eu tenho que terminar de fazer um grande machado de guerra para um cliente. Preciso terminar de polir o cabo e finalizar a lâmina do machado.

— Me chamo Kuri, sou um chunin da pedra — assim que chegava na parte do fundos da casa, o ninja via aquela grande cena. Uma bigorna em seu centro, um forno de tijolos e com uma chama tão alta e tão quente que só de olhar aquilo o garoto já começava a transpirar, haviam alguns baldes com alguns líquidos estranhos que claramente não eram água.

Mesmo com alguns aglomerados de pó de metal jogados no chão, o ambiente se encontrava limpo. O ferreiro se sentava pegando um bastão de ferro oco e o colocava sobre a bigorna a sua frente e junto disso trazia um maquinário estranho cheio de fios ligados a uma coisa.

— Vou polir esse bastão e preciso de energia.

— Pode deixar comigo, isso não será um problema — depois de ser rapidamente instruído, Kuri pegava os dois fios desencapados segurando um com cada mão. Seus braços se enchiam de energia. O maquinário começava a girar e ganhar vida junto de um som estridente.

— Ei ei, muita energia. Diminua isso ai, tenha um maior controle sobre seu ninjutsu.

”O que ele sabe sobre ninjutsu, é apenas um ferreiro”, diminuía um pouco a corrente. O homem então começava a polir o material com movimentos fortes, mas ainda sim pareciam suaves, o metal não parecia resistir. ”Que incrível, nunca pensei que pudesse usar meu ninjutsu para algo assim”, observava atentamente.

O bastão antes velho e enferrujado agora se encontrava brilhante e digno de ser uma empunhadura de um grande martelo de guerra. A primeira lição era dada, ninjutsu não é apenas algo voltado para lutas e sim um estilo de vida. Seria essa uma luz no fim do túnel para a vida de ninja que Kuri hesitava em seguir, questionamentos e mais questionamentos estavam para surgir na mente fragmentada do garoto.



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Ninjutsu:
Raiton
Descrição: Liberação do Relâmpago (雷遁, Raiton) é uma das cinco técnicas elementares de transformação da natureza elementar que permite ao usuário gerar raios aumentando as vibrações de alta frequência de seus chakras, permitindo danos penetrantes e movimentos rápidos. A eletricidade paralisa o alvo de modo que eles são incapazes de se mover e os deixa vulneráveis ​​a um ataque final. Embora incomum, o raio pode ser infundido em armas brancas de uma maneira similar à Liberação do Vento através do fluxo de chakra para aumentar o poder de perfuração através de vibrações, com o efeito adicional de induzir dormência. Quando a técnica é liberada de seus corpos e, portanto, não requer contato físico, ela não se move tão rápido quanto um relâmpago verdadeiro. Em vez disso, devido ao controle que o usuário tem que exercer sobre ele, ele se move muito mais devagar, o que pode dar aos oponentes tempo para reagir. Relâmpago é comum ao ninja de Kumogakure.

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Re: [Solo - Capitulo] A forja do esquecimento - em 18/6/2020, 01:41

HP: 1175/1175 // CK: 1025/1075 // ST: 05/05

As faíscas voavam para todos os lados, Kuri com uma reação lógica tentava se afastar ou desviar. O garoto notava que o ferreiro não piscava o olho, seus foco era total na ação que estava fazendo. Um questionamento surgiu com a voz um pouco retraída de medo por atrapalhá-lo:

— Senhor, por que está tão focado? — se aproximava vendo que as fagulhas não estavam mais indo na sua direção — não é só passar essa máquina aí em cima e pronto?

Suas mãos ainda carregavam o equipamento que dava uma engasgada, mas ainda sim continuava a trabalhar. O ferreiro parava quase que de súbito com seu olhar carregado de raiva:

— Que isso, não ouse engasgar o modular muito seu chakra. Onde já se viu um ninja que não sabe usar ninjutsu direito, essa vila está em decadência mesmo. Ninjutsu não é apenas força bruta, é precisão assim como na forja — chamava o menino para olhar de forma mais atenta — mantenha o fluxo e veja.

Kuri agora mais próximo via que aquela máquina não estava apenas tirando a ferrugem, mas sim a nivelando levemente. ”Uau, faz o torto fica reto. Grande coisa”, mantinha-se sério vendo que o ferreiro não estava para brincadeiras:

— Ela tá tirando a ferrugem, não?

O homem balançava a cabeça em negação — você está vendo, não está observando — com um suave movimento de suas mãos, o ferreiro deixava uma das partes com uma textura diferente para que o garoto captasse com seus olhos.

— Achei, ali está diferente — apontava para a parte onde a estava com a textura diferente.

— Isso é o que acontece quando você não controla seu chakra direito, seja sempre preciso aonde for. Pode ser manipulado ou técnicas mesmo e até mesmo para carregar um equipamento para o ferreiro — terminava de polir e arrumava a parte onde a textura havia ficado diferente — tudo que é feito para fazer uma arma a estressar, se estressa-la muito acaba quebrando. Pense como em um relacionamento, sabe, precisa ser suave e preciso.

”Como esse cara sabe tanto sobre chakra, ninjutsu e é um ferreiro?” Se questionava com o tanto de informação que era jogado na sua cara:

— Não exatamente, mas acho que entendi o que quis dizer. Como você sabe tanto sobre ninjutsu e chakra.

O ferreiro levantava uma de suas mãos e raios dançavam por entre seus dedos com um sorriso que o ferreiro dava.

— Eu tenho uma habilidade inata em ninjutsu e uso isso para meu trabalho. Como você acha que carregava esse armamento antes de você chegar?


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Ninjutsu:
Raiton
Descrição: Liberação do Relâmpago (雷遁, Raiton) é uma das cinco técnicas elementares de transformação da natureza elementar que permite ao usuário gerar raios aumentando as vibrações de alta frequência de seus chakras, permitindo danos penetrantes e movimentos rápidos. A eletricidade paralisa o alvo de modo que eles são incapazes de se mover e os deixa vulneráveis ​​a um ataque final. Embora incomum, o raio pode ser infundido em armas brancas de uma maneira similar à Liberação do Vento através do fluxo de chakra para aumentar o poder de perfuração através de vibrações, com o efeito adicional de induzir dormência. Quando a técnica é liberada de seus corpos e, portanto, não requer contato físico, ela não se move tão rápido quanto um relâmpago verdadeiro. Em vez disso, devido ao controle que o usuário tem que exercer sobre ele, ele se move muito mais devagar, o que pode dar aos oponentes tempo para reagir. Relâmpago é comum ao ninja de Kumogakure.

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Re: [Solo - Capitulo] A forja do esquecimento - em 19/6/2020, 10:22

HP: 1175/1175 // CK: 1025/1075 // ST: 05/05

O forno brilhava em tons de vermelho com o carvão que se incendiava lá dentro de forma tão rápida que podia falar que era algo espontâneo. O homem pegava o bastão totalmente polido e o colocava de canto, batia as mãos eufórico às esfregando logo em seguida:

— Chegou a hora garoto, estava esperando a manhã toda para o forno ter esquentado o metal a temperatura ideal para molde. Todo material é único e você deve tratá-lo devidamente, não se esqueça

Kuri limpava sua testa suada com o antebraço enquanto consentiu com a cabeça e olhava atentamente aos próximos passos. ”Agora sim vai ser um ferreiro mesmo, vai usar um martelo”, se imaginava batendo no metal. Jogava o os fios que ainda carregava chão, se manteve tanto tempo manipulando seu chakra e ninjutsu para aquela finalidade que sequer parecia ser algo que devia dedicar totalmente sua atenção. Se aproximava do forno ao lado do ferreiro que trajava uma grande luva fofa e uma pinça feita totalmente de metal, suas pontas eram bem grandes e achatadas. ”Está bem, vamos observar. Essas pontas mais achatadas e grandes são para qual finalidade. É para não fazer tanta força no metal e dobrá-lo de uma forma indesejada ou ainda pior, perfurar o metal com a pinça”, a temperatura elevada ali forçava o jovem piscar tanto que as imagens que via aparentavam estar um pouco travadas.

— Se afaste — pegava um grande pedaço de metal de dentro do forno. O brilho que o material faziam era tão mágico que sequer podia ser algo real. O homem colocava sobre a bigorna e começava rapidamente a martelar uma vez atrás da outra, era algo rápido e impensado aos olhos de Kuri — Venha ver aqui menino — falava pausadamente entre as marteladas que dava.

O ninja se aproximava e via que aquela massa brilhante começava a tomar forma. ”O machado vai ser grande mesmo”, a cabeça tinha a extensão do braço do jovem aberto, era um tamanho anormal. Em uma das marteladas fazia com que raios saíssem do martelo e corressem por todo o machado. Pequenos fragmentos de um material que Kuri não entendia brilhavam em um tom mais amarelado, se destacavam parecendo uma grande constelação.

— O raio ressoa com os materiais em menor concentração, a partir disso eu posso tomar duas decisões. Incorporá-la ou rejeitá-la.

— Como você sabe quando fazer um ou outro, tem algo que observa que não observo?


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Re: [Solo - Capitulo] A forja do esquecimento - em 20/6/2020, 01:21

HP: 1175/1175 // CK: 1000/1075 // ST: 05/05

— Intuição — respondia Kuri de forma simples e sem pestanejar — um bom ferreiro sabe quando incorporar algo ou retirar, tudo se resume a sua intuição.

O menino via o trabalhador martelar e martelar sem para e sem falar nada depois de explicar um pouco sobre as técnicas de um ferreiro. Com o passar dos minutos aquele brilho incandescente começava a se apagar, metade do machado já tinha uma forma bem regular, ele pegava a pinça e devolvia o material para o forno.

— Vai ser um metal bem grande, né?

Perguntava de forma a descontrair um pouco todo aquele momento de silêncio e tensão. O ferreiro se afastava e voltava com um pedaço de madeira bruta que já tinha uma forma de um bloco retangular. Kuri pegava o item assim que era oferecido e voltava a olhar para o ferreiro que começava a falar:

— Vamos começar a parte prática, vem senta aqui logo — apontava para o banco do lado da bigorna — pense que dentro de bloco tem sua kunai, você vai ter que fazer ela por meio de marteladas. Essa é uma madeira especial que tem as mesmas propriedades que metal, pelo que me lembro sua rigidez ainda era um pouco maior. Assim como qualquer material da natureza, ele é impuro. Use seus raios e seu ninjutsu para te guiar nessa forja.

O chunin via o ferreiro cruzando os braços e se mantendo quieto, ”bem que ele podia ter explicado mais, porque eu meio que não vejo uma kunai aqui dentro e sim um pedaço de madeira”. O garoto mexia na madeira mudando sua perspectiva para tentar ver a kunai ali dentro. ”isso não vai se formar sozinho”, pegava o martelo que de uma forma estranha não era nada pesado.

Posicionava o material em cima da bigorna, com sua mão dominante armada com o martelo, Kuri levantava o braço focando no ponto que batería. Assim como seu mestre, em um único movimento ele batia a arma amassando o ponto que queria, foi algo fugaz. Um sensação libertadora corria seu corpo, ele começava a bater fazendo o lado direito superior da lâmina.

— Não se esqueça de usar aqui que te ensinei, ele é sua linha guia.

Energiza sua mão em raio que rapidamente se acumulavam no martelo, mas logo escapavam. ”Não é assim, ele energiza de forma mais rápida”, pensava batendo outra vez, mas agora energiza tudo um pouco antes do martelo chegar na madeira.


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Re: [Solo - Capitulo] A forja do esquecimento - em 21/6/2020, 09:12

HP: 1175/1175 // CK: 975/1075 // ST: 05/05

O martelo se chocava contra a madeira, os raios corriam por todos os cantos queimando as pontas da madeira. Num ato totalmente feito por reflexo, Kuri recuava hesitando em dar outro golpe na madeira. Olhava para o ferreiro ao seu lado que apenas observava, ”está bem, se ele não falou nada quer dizer que não fiz algo errado”. Respirava profundamente se ajeitando na cadeira, segurava o martelo de forma mais firme sem comprometer o movimento de seu braço.

Agora martelava o outro lado da madeira que começava a tomar um aspecto negro, a madeira ficava cada vez mais queimada. O ninja percebia que mesmo assim o item não perdia sua resistência, era como se ele estivesse condensando aqui por pura força bruta. Suas bordas ainda eram um pouco irregulares, a empunhadura era apenas um pedaço para fora nada confortável para segurar. O garoto não sabia quanto tempo tinha passado ali martelando, passava ali focado em apenas uma simples ação. Pegava a arma e mostrava para o ferreiro:

— Sei que não está perfeito, mas estou contente.

Mesmo com seu foco não sendo treinar seu ninjutsu, ele sentia que isso estava mais forte no seu corpo. Seus raios se mostraram um grande companheiro nessa caminhada ao esquecimento do mundo exterior. O homem pegava a arma das mãos do jovem e a movimentava vendo se estava balanceada devidamente, o único problema ali era a lâmina que não estava afiada o suficiente.

— Para uma primeira forja está bem boa mesmo, meus parabéns garoto.

— Isso é tão legal, quero fazer de novo.

O sorriso sincero na face de Kuri era o claro sinal que um vez depois de tanto tempo vivendo essa vida de ninja nada tinha lhe deixado tão feliz quando forja uma simples kunai de madeira errada. ”Será mesmo que devo ser um ninja”, pensava ouvindo o carvão do forno estalando. Pegava a arma de madeira e guardava em sua bolsa ninja.

— Vamos acabar logo com esse grande machado — pegava o material que estava na fornalha e voltava martelar de forma mais rápida. Era tamanha velocidade que até mesmo surpreendia um civil ser tão rápido.

Um movimento diferente era feito, o homem martelava o centro também. O motivo a principio era desconhecido, porém depois de observar um pouco o ninja da pedra descobria. ”Ele ta fazendo isso para endireitar tudo, pois se você bate na ponte você encurva todo o resto. É preciso de equilíbrio quando se faz armas tão grandes assim”



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Re: [Solo - Capitulo] A forja do esquecimento - em 21/6/2020, 11:57

HP: 1175/1175 // CK: 975/1075 // ST: 05/05

A cabeça do machado estava pronta, o metal ainda estava quente e o último passo se iniciava. O ferreiro pegava a pinça novamente levantando o mais nova lâmina forjada e jogava em um líquido estranho. ”Não tem como isso ser água, tem um cheiro estranho. O que será que pode ser?” Os questionamentos eram vários, não tinha sentido jogar um metal recém forjado em água ou faz:

— Por que você jogou o metal ai?

O ferreiro vendo aquele líquido borbulhar e evaporar por conta da grande quantidade de calor que era passado para ele. Era como se estivesse em um transe contemplativo de seu trabalho. Piscava rapidamente e voltava sua atenção para o menino:

— Isso é água com bicarbonato de sódio. Esse líquido vai ajudar na preservação do item, pois uma arma enferrujada é uma arma que não deve ser usada.

Dizia com certo tom de ironia voltando a olhar para o metal que esfriava. Kuri por sua vez ficava boquiaberto com tamanha quantidade de informação que tinha ganho nas últimas horas. A noite já estava quase em seu pico quando o ferreiro tirou a cabeça do machado da água.

— Vamos para o último passo, pega o bastão pra mim.

O ninja prontamente ia correndo atrás do bastão que poliram mais cedo.


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Re: [Solo - Capitulo] A forja do esquecimento - em 21/6/2020, 15:25

HP: 1175/1175 // CK: 975/1075 // ST: 05/05

O ninja chegava com o bastão sem entender muito bem, estavam mais afastados da fornalha. Seu corpo parecia ter se acalmado com aquela brisa que entrava por uma das janelas da forja. Estendia os braços e dizia:

— Está bem, o que faremos agora?

— Iremos juntar o bastão a lâmina fazendo um grande machado, mas para isso precisamos fazer uma cola forte o suficiente para juntar os dois e que aguente choques mecânicos depois de secar — ele pegava um saco de arroz e dois tubos com químicos de nomes estranhos e continuava — a pessoa que me ensinou a fazer armas sempre usou essa cola de pasta de arroz. A cola mais equilibrada e sem muitas desvantagens.

Em um pequeno pote ele colocava um pouco de arroz e começava a macerá-lo com movimentos circulares seguidos de algumas batidas. Com o passar do tempo aquele arroz virava um pó branco, o ferreiro adicionava um pouco de cada químico naqueles frascos fazendo a solução ter um tom mais acinzentado. Passa aquela massa na ponta do bastão que se juntaria ao machado. Com Kuri de um lado e o ferreiro de outro, ambos juntavam a arma. Por fim o homem dizia depois de encará-la por um tempo:

— Akai ito, está batizada. A arma que corta os laços que ligam as pessoas.

— Acho que já vou indo, está tarde.

— Tudo bem, sua kunai está aí. A kunai de madeira é seu pagamento.

O ninja saia do local com a mente limpa e calma, um dia de aprendizado era tudo que precisava. Sua vida não precisava girar apenas entorno de ser ninja, a vida é complexa e cheia de caminhos.



Obs:
08/08 posts com 400 palavras
02/02 posts com 200 palavras
> Palavras do post: 275
>Quest ferreiro com hab em ninjutsu 2
>Tenho prodígio
>Solo de rank B: 2 horas de intervalo
>Aparência do NPC: Aqui (clicável)
Ninjutsu:
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Re: [Solo - Capitulo] A forja do esquecimento - em 21/6/2020, 17:32

hahHHAHAHAH ja tinha lido a sua missão a muito tempo hsaushausahs

@ aprovado

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Que se inicie o caos pois a rocha continuara firme!
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Re: [Solo - Capitulo] A forja do esquecimento -

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