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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 10:
RemanescentesAno: 69DG
Hanatarō olha para a vila do topo do prédio do Departamento de Pesquisa. Há dois anos era uma salinha no fim do laboratório geral da vila, agora tinha seu próprio prédio tão alto quanto o próprio escritório do Kazekage. Hanatarō sorri vendo as pessoas andando felizes na nova vila construída graças aos avanços científicos realizados com a inteligência de Takura, sua mentora. Antes, ele só via uma vila pobre, com construções de areia frágeis, com um horizonte desértico, dependendo de outras vilas, inclusive de Konoha, para conseguir sobreviver, mas agora... Sunagakure estava grandiosa novamente e tinha comprado sua independência. As construções ainda tinham porções de areia, mas eram forjadas em metais nobres, em ouro, em prata, criando grandes casas e prédios. As lojas estavam cheias de especiarias únicas, pois o trabalho de encontrar certos ingredientes se tornou muito mais prático desde que a vegetação voltou a florescer nos arredores da vila; onde antes era só deserto agora possuía vielas de relva, florestas, rios e uma fauna cheia de roedores, mamíferos e carnívoros.
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Estação: Inverno

Hikaro
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[Solo] Em busca de uma resposta!! - em Seg 1 Jun - 22:45


Post 01/10

As palavras do Mizukage ainda ressoavam em seus ouvidos. Poder sem objetivo era apenas um abismo. Pelo que ele lutava? Por alguém? Por si mesmo? Que objetivo faria o garoto evoluir a cada instante? Por qual motivo ele perseguia com tanto afinco ficar mais forte?

Estas perguntas o fez ficar sem saber, efetivamente, para onde ir. Seus pés andaram a esmo, enquanto sua cabeça doía de tanto pensar. Aquela não era uma questão fácil de se responder, ainda mais para ele, que não tinha no que ou em quem se espelhar.

Quando se deu conta, a noite já havia caído e ele não se encontrava mais na vila. Seus pés o levaram para uma região um tanto quanto pantanosa, a qual não tinha ideia nenhuma de como chegara lá. Com frio e com fome, o garoto decidiu subir em uma das poucas árvores que conseguia discernir na escuridão da noite.

Tentando se aquecer somente com sua própria roupa, o garoto adormeceu entre os galhos retorcidos, sem se importar com o que fosse ocorrer com ele, afinal, mesmo que agora ele fosse um gennin, ainda não tinha ninguém na vila que se importava com ele, ou que sequer se lembrava de sua existência. Ou, ao menos, era o que o garoto sentia.

Dormiu com certa facilidade, quase sem se mexer durante a noite, tanto por causa do frio quanto pelo cansaço físico e mental que o dia anterior lhe afligira. Despertara assim que o sol se levantou, sentindo seu estômago doer. Estava com fome, fazia um certo tempo que não comia nada, mas resolveu deixar se preocupar com aquilo quando descobrisse onde estava, afinal, ele ainda conseguia se manter em pé por algum tempo, mesmo com a fome que sentia.

Com um salto, se jogou diretamente ao chão, espalhando a lama por todo o seu entorno. Sentiu com um certo prazer a terra molhada em sua roupa, já que, mesmo molhada, ela ainda lhe dava uma sensação de calor, talvez pelo fato de ainda sentir todos os seus músculos gelados pela noite que havia passado.

Tentando voltar a sentir seu corpo de maneira correta, o garoto fez alguns alongamentos, sentindo todo o seu corpo doer. Andando lentamente, ainda sentindo seu corpo amortecido pelo frio da noite, procurou seguir somente em frente. A curiosidade pelo lugar onde se encontrava era maior do que a sua necessidade de se aquecer ou de comer alguma coisa.

O sol já se encontrava no ponto mais alto do céu quando sentiu que seu corpo já estava voltando ao normal. Entretanto, agora sua situação era muito pior do que quando despertara. Sentia-se fraco, seu corpo parecia pesar mais do que dez dele e sua cabeça parecia rodar mais a cada instante. A desidratação, em conjunto com a fome, estava começando a afetar não apenas suas sensações, como também a sua coordenação motora.

Não se sabe quando, nem onde, tudo aconteceu. A única coisa que Jyu Viole Grace viu foi o mundo escurecer, enquanto seu corpo parecia desabar por sob a lama...  

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Re: [Solo] Em busca de uma resposta!! - em Ter 2 Jun - 13:10


Post 02/10

Aos poucos, a consciência de Jyu voltava. Ao longe, o garoto ouvia um leve crepitar de fogueira, com algumas vozes a sussurrar palavras praticamente inaudíveis. Com algum esforço, o garoto tentou abrir os seus olhos, mas logo tudo desapareceu novamente, o mergulhando em um mundo de escuridão e isolado de todo o mundo.

Sua consciência de tempos em tempos ia e voltava, o deixando em um estado de inércia. Perdeu as contas de quantas vezes isso aconteceu, sabendo só que despertara de vez quando a noite já ia alto. Tentou levantar o seu corpo, mas logo percebeu que estava mais fraco do que imaginava. Seu corpo parecia não querer obedecer os seus comandos.


[???] – Melhor não tentar se levantar, você acabou judiando demais desse corpo, garoto...

Jyu apenas ouviu a voz, gentil, mas carregada de experiências e um certo saudosismo... Esforçando para virar o seu corpo para o lado, percebeu um vulto sumindo do que se revelou um pequeno quarto, com a cama em que estava deitado e uma pequena cômoda, o suficiente apenas para acomodar poucas trocas de roupa.

Tentando absorver toda aquela nova informação, o gennin percebia com mais calma as coisas ao seu redor. A parede que emoldurava o quarto era da mesma textura da lama do pequeno pântano em que havia se descoberto. Provavelmente, toda a casa era naquele mesmo molde, não dando mais nenhuma pista sobre onde ele tinha se enfiado naquela vez.

Pouco tempo depois, uma velha senhora chegou perto dele novamente. Suas vestes eram simples, marrons e manchadas, de um tecido grosseiro e aparentemente velho. Seus cabelos esbranquiçados pareciam necessitar de um belo trato, parecendo uma palha dura e sem brilho, mas o que mais o impressionou foi os olhos daquela mulher.

Seus olhos azuis eram gentis, como ele nunca vira. Pareciam ver dentro dele aquilo que ele havia perdido há muito tempo, mesmo que ele não soubesse exatamente o que. Em conjunto com aqueles olhos hipnotizantes, seu sorriso, já quase sem dentes, lhe dava um certo calor, cheio de um carinho que o garoto, há muito, não sentia.


[???] – Tome, meu garoto... Tome um pouco desse remédio, vai te fazer bem... – dizia a velha senhora, pegando cuidadosamente em sua cabeça, colocando delicadamente um líquido malcheiroso em sua boca.

O cheiro do remédio lhe deu náuseas, mas o gosto... Quase lhe fez vomitar. Era terroso, mas amargo. Descia sua garganta queimando, mas sentia, ao mesmo tempo, o seu corpo se aquecer, recuperando brevemente os movimentos de seus braços.


[Jyu] – Ob-... Obrigado, senhora... – dizia, sentindo seu rosto corar ao perceber, após beber aquele líquido asqueroso, que se encontrava nu embaixo de uma pequena coberta. Provavelmente, foi cuidado e lavado pela mulher, já que não se via ou percebia qualquer movimento por perto.

[???] – Imagina, garoto... Agora durma mais um pouco, para que possa recuperar as suas forças... – dizia a mulher, com um sorriso gentil em sua face. Acomodando-o na cama de palha, a mulher se afastou, dando mais um sorriso para o jovem.

[???] – Tenha bons sonhos, garoto... – dissera, enquanto como em um passe de mágica, os olhos de Jyu pesavam mais uma vez, deixando-o, dessa vez, em um sono tranquilo e reparador...
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Re: [Solo] Em busca de uma resposta!! - em Ter 2 Jun - 17:19


Post 03/10

O som de um galo travessou as paredes de lama, fazendo com que Jyu acordasse. Não sabia exatamente quanto tempo avia adormecido, mas, diferentemente da outra vez em que havia encontrado a velha senhora, ele conseguia finalmente se mover. Fosse lá o que fosse aquele remédio de gosto amargo, havia dado um resultado incrível.

Ainda sentindo seu corpo fraco e dolorido, mas muito mais forte que antes, o garoto se levantou, observando novamente o quarto em que estava. Com um sorriso, viu as suas roupas e equipamentos em cima da pequena cômoda, o qual não pensou duas vezes em se vestir. Comparadas com quando ele despertara naquele pântano, elas estavam limpas, apesar de algumas manchas marrons, onde a lama do local impregnara, ainda se mantinha.

Com cuidado, evitando o máximo fazer barulho, decidiu sair do quarto, tentar descobrir onde, exatamente, ele se encontrava.  Ao abrir a porta do quarto, se deparou com uma pequena cozinha. O fogão a lenha era feito do mesmo material que as paredes da casa, coberto por uma lama escura e suja.

Além do fogão, havia uma pequena mesa de madeira rústica, parecendo inacabada, com duas cadeiras com um misto de madeira e lama. A frente, mexendo em um armário caindo aos pedaços, estava a velha senhora, que parecia não ter dado nenhum indício de ter ouvido o gennin levantar.

Meio incerto do que fazer, o garoto preferiu pigarrear, para dar um sinal de que a velha senhora não estava mais sozinha. Assustada, a mesma se virou para ele, mas logo dera o gentil sorriso que havia visto no dia anterior.


[???] – Finalmente decidira levantar, não? – dizia, sem parar de sorrir.

Com uma certa dificuldade, a mulher colocara na mão o que parecia ser um pão extremamente duro e dois copos de barro, repletos de uma água mal cheirosa, mas límpida. Com um aceno, a mulher lhe indicava que deveria sentar-se com ela a mesa, enquanto, com certa dificuldade, cortava o pão para lhe servir.


[???] – Sabe, é difícil vir gente nessas paragens... – dizia a mulher, ofegante pelo esforço – O que estava fazendo no pântano, garoto?

Aí estava algo que Jyu queria evitar. Conversas. Respirou fundo, sentindo um leve desconforto, mas ainda assim, sentia que devia a esta mulher algo muito maior que a sua saúde...


[Jyu] – Eu est-tava... procurando respostas... – dizia, baixo, sem olhar nos olhos da mulher até então desconhecida, mas que, por algum motivo, parecia inspirar uma certa confiança no garoto.

[???] – Respostas? Para quais perguntas? – perguntou, divertida, estendendo um dos pedaços que havia conseguido cortar para ele.

[Jyu] – Eu... han... – estava ficando nervoso, mas intimamente sentia que tinha devido isso a velha. Apertou os punhos, criando força para falar tudo de uma vez só, antes que perdesse a coragem.

[Jyu]  – Eu perguntei ao Mizukage o que era ser forte e ele me perguntou qual era meu objetivo. Só que eu... Eu não sei por que quero ser forte... – sentiu seu coração acelerar ao terminar de falar, enquanto sua face ficava levemente rosado. Não era fácil conversar com quem quer que fosse. Ele nunca teve que fazer algo do tipo por tanto tempo...

[???] – A força sem objetivo é igual a caça sem uma presa, garoto... Vai sempre perseguir um vazio sem fim... – dizia a velha, agora um pouco mais séria que antes.

[Jyu] – Como a senhora... – começou a perguntar, mas foi interrompido por ela.

[???] – Eu já fui uma kunoichi, sabia? – disse, sorrindo desta vez – Me chamo Hama e já fui uma kunoichi de Kirigakure no Sato.

Enquanto a voz da mulher expressava o orgulho de ter pertencido a uma das cinco grandes nações ninjas, a expressão de Jyu Viole Grace era de extrema surpresa. Como diabos ele deveria lidar com uma informação dessas?

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Re: [Solo] Em busca de uma resposta!! - em Ter 2 Jun - 20:29


Post 04/10

As palavras de Hama o atingiu em cheio, enquanto a velha embebia o pão na água mal cheirosa. Automaticamente imitando os movimentos da velha senhora, Jyu a observou com uma certa curiosidade excessiva. O fato de ela ser de Kirigakure indicava o quão velha a mulher era. Definitivamente, ela era abençoada com uma vida beeeeem longa...

[Hama] – Eu ainda não sei seu nome, garoto... – disse a mulher, de repente, antes de dar uma mordida generosa no pão. Engolindo em seco, o gennin colocou o pedaço de pão na boca do mesmo jeito que a velha, dando tempo para ele pensar no que falar.

No instante em que o gennin mordeu o pedaço de pão, a mágica aconteceu. Aquele pão seco e duro se tornou extremamente macio, se desmanchando na boca. O mal cheiro da água simplesmente desaparecera, assim como o tato e os receios do garoto. Alguém que cozinhava tal maravilha não poderia ser alguém ruim, certo?


[Jyu] – Eu me chamo Jyu Viole Grace – disse, timidamente, após conseguir resistir o impulso de colocar mais pedaço de pão na boca. Dessa vez, porém, ele sentia que suas inibições estavam, pouco a pouco, sendo liberadas.

[Hama]- Então, pequeno Jyu... Pode ficar tranquilo, está seguro aqui comigo... – e mais uma vez, sorriu para o gennin – Pode comer o quanto quiser, você passou por maus bocados estes últimos dias...[/color]

E, antes que ela dissesse mais alguma coisa, o garoto se serviu de mais um belo pedaço daquele delicioso pão. Enquanto comia, Hama a olhava docemente, enquanto se levantava calmamente e seguia para uma porta de madeira. Antes de abrir a mesma, a ex-kunoichi se virou para o menino, com seu costumeiro sorriso.


[Hama]- Se quiser, pode vir comigo depois... Acredito que queira dar uma esticada nas pernas também, não? – e, dizendo isso, abriu a porta, sumindo da vista de Jyu.

Mais que depressa, o menino terminou de comer o pão e saiu correndo, tamanha ansiedade para desvendar os lugares em que ele se encontrava. Assim que saiu pela porta, a luz do sol o cegou por alguns segundos. Tão logo sua visão voltou, o que ele viu o deixou vislumbrado.

O pântano, ali, era bem mais leve que de onde ele estava inicialmente. Apesar da lama cobrir todo o ambiente, ainda era possível ver alguns pequenos pedaços de terra seca. Algumas centenas de metros à frente, o cenário começava a mudar drasticamente, se mantendo mais seco do que no pântano.

Mas o que o deixou sem palavras, de uma forma que nunca ficara antes, foi Hama. Ela estava parada próxima ao final do pântano, fazendo movimentos leves e sincronizados, quase como em uma dança romântica. O que a deixava tão hipnotizante era o fato de que o seu chakra circundava todo o seu corpo, com uma coloração azul esverdeada clara de tamanha beleza que o fez sentir seus olhos lacrimejarem, desejosos.

Sem controlar seu corpo, esquecendo totalmente o seu modo de ser, o gennin se aproximou lentamente da mulher. Ainda estupefato pela beleza e força do chakra da mulher, ele gaguejou, sentindo que aquela era a melhor coisa para se fazer.


[Jyu] – H-hama... – respirou fundo, antes de continuar, sendo corajoso ao vencer a sua timidez ao falar com a ex-kunoichi.

[Jyu]- Por favor... Como... o seu chakra... Eu...

Hama apenas sorriu, entendendo o que o rapaz queria dizer. Sem interromper seus movimentos leves e fluídos, e sem sequer olhar para o gennin, disse, com uma voz tranquila.


[Hama]- Sabe, garoto... – seus olhos ficaram levemente encharcados, antes de se virarem para o gennin, que a olhava com uma certa admiração. - ... Em todos estes anos, vivi sozinha neste pântano. Adoraria um pouco de companhia, já que a minha vida está chegando ao fim...[/color]

E, sem que o garoto soubesse o que esperar naquele momento, ela o abraçou como ninguém, já havia feito. E assim ficaram, enquanto o sol banhava os seus corpos, tornando aquele o abraço mais afetivo que Jyu já tenha recebido...

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Re: [Solo] Em busca de uma resposta!! - em Qua 3 Jun - 22:45


Post 05/10

[Hama] –Deixe o movimento mais fluído, garoto... – corrigia, enquanto fazia os mesmos movimentos do garoto, de uma forma mais natural. – Controle o seu chakra de forma natural e não de uma forma forçada ou pensativa... Seu chakra faz parte de você, ele é sua essência e seu cerne, então, o faça ser parte integrante de seu corpo, e não algo que você encontrou em qualquer lugar!

O garoto assentia, imaginando o seu chakra como uma leve correnteza que circulava em todo o seu corpo, mas o suor em seu corpo e o cansaço que seu corpo sentia no nascer daquele terceiro dia na casa de Hama demonstrava o quão difícil aquele treinamento era.

Desde que acordara na residência da mulher, pedira o seu auxílio, para que a mesma o ensinasse a usar movimentos tão fluídos e belos quanto o que ela usara naquela manhã. Compreendera que aquele era o que ela considerava o segredo de sua idade tão avançada e ainda ter disposição para fazer todo o serviço braçal que aquela região exigia dela.

Aprendera a usar o seu chakra para agradecer ao mundo e ao universo pela benção da vida que recebera, por mais difícil e problemática que foi ou que ainda será. Só assim, poderia equilibrar e alinhar o seu espírito e alcançar a iluminação para o verdadeiro poder. Ou, ao menos, foi o que ela insistia em lhe dizer quando estava quase desistindo do extenso treinamento.

Aquele dia não foi muito diferente. Expelir o seu chakra de forma a circundar o seu corpo não era complicado no processo em si, mas a complexidade de todo o treinamento era moldar o mesmo em volta de suas roupas e de seu corpo, de forma que ficasse linear e extremamente fina, compactando o uso de seu poder de forma contínua e flexível.


[Hama] – Descanse por alguns minutos, depois inicie novamente. Não é hora de desistir só por que está cansado... – dizia, sorrindo para o garoto um sorriso de desdém, o qual ele aprendeu a achar mais engraçado do que debochador.

E, assim como pedido pela sua salvadora, Jyu parou, ofegante. Sem se importar muito com a limpeza de sua roupa, se jogou no chão, sentando-se com tudo na terra umedecida do final do pântano. Enxugou o suor que escorria de seu rosto, enquanto pensava sobre as palavras de Hama.

Entendia a ideia geral do que tinha que fazer, mas deixar o uso do chakra o mais natural possível era algo que ele não conseguia compreender corretamente. Colocando a sua mão para frente, envolveu-a com seu chakra, emitindo um doce tom roxo escuro, que parecia vibrar com a luz do sol.

Entretanto, a forma disforme e sem controle o deixava irritado. Por mais que se esforçasse, o seu chakra não parecia corresponder as suas vontades. Olhando fixamente para a sua mão, o gennin abriu a sua mão e, pouco a pouco, começou a diminuir a quantidade de chakra em volta de sua mão, fazendo com que o chakra oscilasse de uma forma menor, mas ainda assim de forma irregular.

Imaginou o mesmo se adaptando a sua mão, mas a forma ainda não o obedecia. E parecia que nem o iria obedecer. Estava cansado demais, física e psicologicamente, tentando entender o mistério por trás da habilidade de sua agora mestra.


“Por que diabos isso parece tão difícil?” – perguntou, irritado, deitando de súbito na terra, sentindo seu corpo resfriar pelo contato com o umedecido trazia em sua pele.

Fechou os seus olhos, sentindo a terra e o calor do sol penetrar a sua pele, enquanto tentava não pensar em nada a sua volta. Ao fazer isso, o gennin não percebeu o sorriso de Hama o observando da porta da cozinha, nem de duas estranhas borboletas negras sobrevoando a algumas centenas de metros de distância.

Ele só conseguia, naquele instante, pensar em como, pela primeira em muito tempo, ele finalmente se sentisse em casa, mesmo que isso significasse não entender direito o que a sua mais nova família queria dizer ao tentar lhe ensinar mais sobre o chakra.

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Re: [Solo] Em busca de uma resposta!! - em Sex 5 Jun - 21:06


Post 06/10

Uma leve brisa passou pelo corpo de Jyu, o fazendo estremecer levemente. Deitado, ignorava o fato de estar sendo observado por Hama e por duas estranhas borboletas. Sua mente divagava entre a lembrança do uso de chakra por aquela que o acolheu e as palavras que parecia não o ajudar de nenhuma forma a progredir naquele treinamento.

Um movimento fluído, como se fosse parte de seu corpo. Uma fina camada, tão fina quanto a espessura de um fio de cabelo. Um modo de agradecimento. Mas, agradecer o que, exatamente? Ser abençoado pela sua capacidade de controlar o chakra? Ou sua vida extremamente violenta e repleta de tristezas?

Abriu os olhos, levantando-se. Talvez, estivesse focando tão profundamente nas palavras que não conseguia entender, exatamente, o que ela queria dizer. Talvez, se tentasse simplificar as coisas, suas tentativas progrediriam de forma mais sutil.

Observou, por um instante, o céu. A suavidade em que as nuvens deslizavam por sob a extensão azul celeste o fez sorrir. Ainda com aquele sorriso em sua face, o garoto iniciou os movimentos de braços igual via Hama fazer todas aquelas manhãs. Entretanto, ele iniciou os movimentos sem qualquer pingo de utilização do chakra.

Naquela manhã, não fez nada mais que aquilo. Sentia o cansaço e o seu corpo reclamar por praticamente ficar nas mesmas posições por tanto tempo. Sentia o cheiro de suor que emanava de seu corpo, mas por um instante, ficou feliz consigo mesmo. Entendera naquelas poucas horas que o que estava deixando-o louco era o fato de que tentava se focar mais nos movimentos que na utilização do chakra, que acabava por ficar desbalanceado.

Ficar se movimentando por tanto tempo, sem ter que se concentrar, fez com que seus movimentos ficassem cada vez mais naturais, sem se importar com a qualidade de cada gesto. Se jogou no chão, rindo sozinho, enquanto a distância, observando orgulhosa o rapaz, Hama finalizava o almoço.

Enquanto recuperava o fôlego, viu a senhora se aproximar dele, sentando-se ao seu lado. Ficaram ambos em silêncio por algum tempo, enquanto o tempo passava, devagar. Quando Jyu menos esperava, Hama se virou para ele, séria.


[Hama] – Fiquei feliz com o progresso que você fez, garoto... – iniciou ela, deixando evidente que ele finalmente começava a entender o que ela queria dizer desde o começo – Não dá para compreender o seu chakra, ou mesmo controla-lo corretamente enquanto não compreende nem mesmo o seu próprio corpo...

Ela se levantou, dando uma leve sacudida em sua roupa, para retirar a poeira da mesma. Com um aceno, pediu para o gennin a seguir, enquanto se dirigiam para a cozinha. Lá, enquanto colocava o que parecia um mingau incrivelmente raso em um prato irregular de barro, ela continuou a sua lição.


[Hama] – Hoje a tarde, você vai fazer a mesma coisa, sem utilizar o seu chakra. Somente amanhã, quando seus movimentos estiverem automáticos, você vai se concentrar na liberação do mesmo, tudo bem? – sorria, orgulhosa de seu estudante, enquanto empurrava o mingau para o garoto.

[Hama] – Coma e descanse um pouco. Depois volte ao treinamento. – ordenou, indicando que a conversa acabava por ali.

Aquele dia passou incrivelmente rápido para Viole. A repetição dos movimentos, suaves e rítmicos ficaram mais e mais naturais, até que os mesmos saíam de uma forma automática, com uma gentileza quase igual à da ex-kunoichi. No final do dia, sentia todo o seu corpo gritar de dor. Naquela noite, ele nem havia deitado inteiramente na cama e já havia adormecido, em um sono estático e sem grandes movimentos ou sonhos.

Antes mesmo do sol nascer no dia seguinte, o garoto já estava de pé, no mesmo local em que estava treinando desde que chegara. Novamente, imitava os movimentos de taichi de Hama, mas dessa vez, seu foco estava em sua energia interna.

Prestava atenção a cada segmento de seu percurso. Analisava, com cuidado, como o mesmo se movia em seu corpo, como se locomoviam a cada respiração ou gesto. Apesar de sua concentração, seus movimentos continuavam flexíveis e com suavidade, assim como os movimentos de Hama o deixavam extasiado.

Quando o sol já despontava em seu ponto mais alto, ele achou que estava pronto para avançar no seu treinamento. Respirou profundamente, enquanto forçava, lentamente, o seu chakra a percorrer o seu corpo, saindo por cada um de seus tenketsus. Ao contrário dos movimentos dos dias iniciais do seu treinamento, a saída de seu chakra era gradual, como uma água morna percorrendo o seu corpo.


“Controlar a saída de chakra, enquanto controla o movimento de seu corpo e eleva o seu espírito...” – lembrou das palavras iniciais de Hama ao lhe explicar como ela controlava de uma forma tão leve e graciosa o seu chakra. Um sorriso de orgulho surgia em seu rosto quando sentiu todo o seu corpo estar mergulhado naquela água morna e aconchegante. A primeira parte daquele treinamento finalmente fora atingido...
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Re: [Solo] Em busca de uma resposta!! - em Sex 5 Jun - 23:13


Post 07/10

Fazendo o almoço, Hama olhou pelo pequeno espaço aberto na cozinha, que fazia as vezes de janela, mesmo que tendo somente um pequeno trapo de pano para cobri-la, mesmo nos períodos de maior frio. Dali, ela conseguia ver o garoto fazendo os seus movimentos conforme havia o ensinado alguns dias atrás. Entretanto, a simples visão do garoto imerso em seu chakra de um roxo tão escuro e intenso, a fez estremecer.

Apesar de saber do bom espírito e da personalidade agradável e tímida do garoto, o seu chakra a fazia sentir uma tristeza e uma violência profunda. Uma espécie diferente de maldade residia naquele chakra, que ela estava ajudando a desenvolver a uma coisa mais monstruosa ainda.

Engolindo em seco, tentou focar apenas no avanço do garoto, enquanto ainda cozinhava. Pensou, consigo mesma, que deveria conseguir aproveitar daquele garoto, que em sua alma devia ter algo escondido que trazia à tona uma existência que deveria ser proibida naquele mundo...

À alguns metros, sem saber dos verdadeiros pensamentos de Hama, Jyu Viole Grace continuava absorto em seu treinamento. Sentia o chakra por todo o corpo, mas seu verdadeiro teste apenas estava começando. Se cobrir com o chakra era um passo difícil e importante, mas mantê-lo daquela forma era o verdadeiro desafio ali.

Sua natureza livre era difícil de conter. Para manter o mesmo em uma única espessura, o gennin tinha que manter toda a sua concentração em todo o seu corpo, sem parar por um instante sequer. Por alguns minutos, foi possível manter esta estabilidade, mas esse foi o seu limite.

Com tamanho esforço, o garoto sentiu a primeira ondulação do chakra em sua testa, que começava a se elevar momentaneamente. Como uma tentativa de manter a estabilidade, tentou se concentrar naquele ponto, enquanto, aos poucos, outros pontos de instabilidade começara a perfazer em seu corpo.

Sem conseguir conter tudo aquilo, dispersou a sua tentativa. Ofegante, sentindo seus músculos mais cansados do que qualquer outro dia, desabou no chão. Respirava com uma certa dificuldade, além de sentir uma dor de cabeça tão grande que a mesma parecia que iria explodir.

Sem se aguentar, começou a gargalhar. Gargalhava como há muito tempo não fazia, sentindo todas as amarras e pesos de seu corpo o libertarem por um pequeno momento. Sem ar, começou a tossir, sentindo pequenas lágrimas provocadas pelo riso escorrerem por sua bochecha. Sentia que, de alguma forma, tinha conseguido um feito incrivelmente difícil e era difícil não ficar orgulhoso consigo mesmo.

Não sabe quanto tempo ficou ali, tentando se lembrar da sensação de leveza e do seu próprio chakra envolvendo o seu próprio corpo. Sabia que conseguiria repetir aquilo, mas o cansaço que seu corpo sentia não era tão simples. Talvez, acabou sendo muito otimista tentar envolver todo o seu corpo naquele processo.

Arranjando coragem e força sabe-se lá de onde, se ergueu, cambaleando até a cabana, onde sabia que em breve seu almoço estaria pronto. Não disse nada a Hama, mas pelo sorriso em sua face, sabia que ela tinha visto o seu progresso. Não se conteve e retribuiu, pela primeira vez desde que chegara, o sorriso que lhe era oferecido.

Caminhou até o seu quarto, desabando na cama, dormindo quase que imediatamente. Teve um sono reparador e sem sonhos, acordando somente quando o sol já havia ido embora. Em cima de sua cômoda, havia um mingau frio e endurecido, provavelmente sobras do almoço que nem sequer tocara.

Levantando-se para pegar o que seria o seu jantar, viu um pequeno bilhete em um papel carcomido por traças, mas que continha uma letra garranchosa, mas ainda assim legível.


Hama escreveu:“Jyu, querido

Estarei de volta ao amanhecer, não espere por mim. Coma e descanse bastante, apesar do seu progresso, descansar é importante!

Hama”


Dando de ombros, o garoto pegou o prato e, antes que conseguisse colocar uma única colher em sua boca, uma borboleta negra chamou a sua atenção. Olhando-a curioso, a viu voar delicadamente, como se estivesse deslizando no ar noturno, procurando o seu lugar de descanso.

[Jyu] – Ei, pequenina... Onde pensa que vai? – falava, com um pequeno sorriso em sua face. Esticou suavemente sua mão em sua direção, na intenção de que ela fosse até ele, mesmo sabendo ser praticamente impossível de isso acontecer.

Entretanto, contrariando qualquer pensamento de Jyu, a pequena borboleta pousou tranquilamente em seu dedo indicador, como se o estivesse cheirando, tentando reconhecer quem, de fato, era ele. Fungando de forma divertida, sentiu a probóscide da borboleta tocar o seu dedo.

Então, um dos fatos mais estranhos que ele nunca poderia imaginar aconteceu: uma voz fraca, mas totalmente reconhecível, ressoou em sua mente, como um eco, o que o fez sentir seu coração apertado. Uma única palavra foi proferida, mas não precisou de muito para descobrir que alguma coisa estava, definitivamente, errada naquela noite.



“Soc-c-corro!”


Levantou-se em um ímpeto, sabendo que alguma coisa de muito grave havia acontecido com Hama. Fechando o cenho e pegando o seu equipamento ninja na cômoda em que encontrava a sua comida,  sem saber o porquê, se dirigiu para aquela borboleta, ordenando com uma voz profunda e grave.

[Jyu] – Leve-me onde ela está! – e, enquanto ela alçava voo de seu dedo, prometeu a si mesmo resgatar a senhora e, assim, retribuir o que ela, um dia, fizera por ele...

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Re: [Solo] Em busca de uma resposta!! - em Sab 6 Jun - 19:55


Post 08/10

Assim que a borboleta alçou voo, Jyu a seguiu noite adentro. Seu coração batia rápido, repleto de uma angústia que ele não sabia explicar. Talvez, por ser a primeira pessoa com quem criou um círculo de afeto saber que Hama necessitava de ajuda, era algo que ele não conseguia lidar.

Ao sair da casa, ganhando finalmente terreno livre sob o céu noturno, o garoto correu o mais rápido que as suas pernas permitiam. Seus olhos focavam somente na pequena borboleta, com medo de perde-la de vista e nunca mais encontrar aquela que o salvara. Pegou uma de suas kunais, apertando-a firmemente, de forma a deixar a sua ansiedade e preocupação ficar apenas em sua pequena haste.

O garoto não conseguia precisar quanto tempo correu em meio ao lamaçal, seguindo aquele pequeno e frágil animal. Entretanto, quando finalmente a borboleta parou, ele estava encharcado de suor. Ofegante, observou o redor pela primeira vez desde que saíra da casa da ex-kunoichi.

O chão não era mais tão firme quanto na casa de Hama, tendo uma lama um pouco mais pegajosa e pesada. A sua volta, algumas poucas árvores já sem folhas em suas copas, deixando o ambiente um tanto quanto melancólico. E a poucos metros a sua frente, a única outra coisa que conseguia distinguir graças a pouca iluminação que tinha, era um pequeno casebre, talvez até mesmo em condições piores do que a casa em que ele estava vivendo nestes últimos dias.

Parecia que ele servia para um tipo de depósito, a julgar pelo seu tamanho. Vendo a mesma na escuridão, não devia ter mais de 15 ou 20 metros quadrados. A luz que saída dela era fraca, mal dava para ver os seus contornos. Jyu engoliu em seco. Aquele pequeno casebre de madeira não lhe dava as melhores sensações...

Olhou para onde a borboleta havia pousado, levando um pequeno susto. A pequena borboleta não estava mais lá. Será que a voz que ouvira e seguir aquele pequeno animal foi um erro, fruto de sua imaginação fértil depois de um dia extremamente puxado?

Um barulho abafado, seguido de um leve gemido, o fez acordar para a realidade. Aquela voz fora real. O pedido de socorro fora real. Ele tinha que estar ali, borboleta desaparecendo ou não. Se quisesse entender o que estava acontecendo, ele sabia que tinha que chegar mais perto, sem chamar atenção de quem quer que estivesse naquele lugar.

Analisou calmamente a distância, assim como o casebre. As madeiras que serviam como sua estrutura estavam em boas condições, o que impedia ele de entrar em qualquer nova abertura ou algo do tipo. Teria que ser cauteloso, se pretendia salvá-la.

Fez alguns selos rápidos, utilizando o shunshin no jutsu, correndo na direção da entrada. Parou a dois passos da mesma, ouvindo atentamente para ver se conseguia distinguir com o que estava lidando.

[1]– Ouviu isso?

[2]– São coisas da sua imaginação, seu medroso... – retrucou a segunda voz masculina, enquanto o barulho de algo seco e um pequeno gemido era ouvido.

[2]- Traga o pergaminho, Hama! – era possível distinguir o ódio em sua voz, que ele nunca conseguiu entender. Como resposta, apenas um sussurro ininteligível chegou aos ouvidos do gennin, seguido novamente de um soco.

Ele não conseguiu mais se segurar. Estava em um estado de fúria que não conseguia controlar. Em um salto, entrou no recinto, jogando sua kunai no homem que estava de frente para Hama e de costas para a entrada.

Tudo aconteceu muito rápido. O garoto ouviu o grito de dor do inimigo, enquanto o outro homem o olhava, surpreso. Aproveitando esta breve brecha, o gennin se utilizou do Henge no Jutsu, transformando a sua feição em um verdadeiro monstro. Sua feição lembrava muito o de um ogro, enquanto a sua altura aumentava gradativamente, juntamente com sua estatura física.

[Jyu] - Namomi ko hagetaka yo? – cantou em um sussurro grave, enquanto se aproximava dos dois homens a sua frente. Entretanto, nunca imaginou que as coisas se desenrolariam da forma com que se desenrolaram.

Em um ímpeto de medo e desespero, o homem que ainda não havia se ferido, arrancou a kunais das costas de seu parceiro e partiu para cima, enquanto o outro se jogou no chão, gritando de dor. Jyu ainda tentou desviar, mas o mesmo ainda o atingiu na altura de seu estômago, cortando o suficiente para sangue começar a escorrer do mesmo.

Tentando não desfazer o seu jutsu de forma a preservar a sua imagem, ele apenas conseguiu cambalear para trás, enquanto seu oponente tentava, mais uma vez, atingi-lo, dessa vez na altura do pescoço. Se não fosse por estar cambaleando devido a dor, ele provavelmente teria perdido a vida neste último ataque.

Antes que pudesse revidar o ataque, o oponente mais uma vez se dirigiu a ele com uma sede de sangue incrivelmente forte. Mas, assim que sua sede de sangue atingiu o garoto, o mesmo gritou apavorado. Inúmeras borboletas brancas começaram o rodear, enquanto ele tentava, inutilmente, atingi-las com a kunai. E breve o desespero tomou conta e, soltando a kunai, ele esfregava os olhos, aturdido.

Sem saber exatamente o que fazer, Jyu pegou outra kunai, atingindo-o diretamente na sua garganta. Recostando-se na parede, olhou para a direção do segundo homem, mas ele mal conseguia distinguir um palmo de mão a sua frente.

Escorregando parede abaixo, sentiu os seus sentidos, mais uma vez, começarem a fugir dele. Sentindo-se um inútil, o garoto apenas deixou este sentimento o levar desta para a melhor...

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Jutsus Usados:
Shunshin no Jutsu
Rank: D
Descrição: O Shunshin no Jutsu é uma técnica de movimento de alta velocidade, permitindo que um ninja possa se mover de curta para longas distâncias a uma velocidade quase indetectável. Para um observador, ele aparece como se o usuário tiver teletransportado. Uma bomba de fumaça é ocasionalmente usada para disfarçar os movimentos do usuário. É realizado o uso do chakra temporariamente para revitalizar o corpo para se mover em velocidades extremas. A quantidade de chakra necessária depende da distância total e elevação entre o utilizador e o destino pretendido. Tem havido alguma confusão em algumas traduções entre este e o Jikuukan Ninjutsu, mas estes são de fato diferentes técnicas, esta técnica não é teletransporte e sim apenas um movimento extremamente rápido.

Henge no Jutsu
Rank: E
Selos: Cachorro, Javali e Carneiro.
Descrição: Tendo em conta tudo o ninja missões são atribuídos a - coleta de inteligência, batalha, diversões - este é um ninjutsu de valor inestimável. Ele é geralmente usado para se transformar em outras pessoas do que a si mesmo, mas um também tem a capacidade de se transformar em animais, plantas e objetos inanimados, como até mesmo armas. Isto dá esta técnica uma grande quantidade de usos. A transformação de um shinobi habilidoso será exatamente como o artigo genuíno, por isso vai ser impossível dizer os dois separados. Por outro lado, a transformação realizada por uma pessoa inexperiente terá discrepâncias óbvias. A técnica de transformação é considerada entre as mais difíceis de rank E, uma vez que requer emissão constante de chakra enquanto mentalmente manutenção da forma. Em cima disso, o usuário seria, muito provavelmente, interagindo com o ambiente. Isso coloca pressão mental sobre um ninja inexperientes.
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Re: [Solo] Em busca de uma resposta!! - em Dom 7 Jun - 13:16


Post 09/10

Os olhos de Jyu se abrem pesadamente, piscando algumas vezes até seu olhar se acostumar com a luminosidade do lugar. Inconscientemente, o gennin olha para o lado, na altura da cômoda que sabia que estaria naquele lugar. De alguma forma, estava de volta para o seu quarto, como se a noite passada não tivesse passado de um mero sonho.

Tentou se levantar, mas a dor em seu abdômen fez com que se recordasse ainda mais vividamente da noite anterior. Não havia sido um sonho. Hama havia sido sequestrada, estava sofrendo nas mão daqueles homens. Como diabos ele chegara ali? Onde estava Hama? O que estava acontecendo naquele lugar?

Como que para responder suas perguntas, Hama apareceu, carregando um prato com o que parecia ser uma sopa, a julgar pelo cuidado que ela se aproximava e pela fumaça que o prato emitia. Ela se aproximou do menino, enquanto arrastava uma cadeira. Não disse uma palavra ao sentar ao seu lado, apenas o fez comer todo o prato, de forma silenciosa e quase maternal.


[Hama]- Sobre ontem a noite... - começou, enquanto colocava o prato de sopa insonso de lado, olhando diretamente para Jyu. - ... aquilo tudo não passou de um teste, garoto...

Por um instante, o garoto apenas a olhou como se não compreendesse o que estava sendo dito. Suas emoções eram conflitantes e ele não conseguia absorver o que ela queria dizer, exatamente. A olhou confuso, enquanto a mesma ficava apenas em silêncio.


[Jyu]– Como assim... Um teste?- perguntou, deixando claro que não aceitaria nenhuma resposta vaga. Por algum motivo, aquelas palavras o fez se sentir traído e cheio de dúvidas sobre tudo o que vivera naqueles últimos dias.

[Hama]- Desisti da vida shinobi apenas para cuidar desta pântano, garoto... Aqui – disse, se levantando, caminhando na direção da janela, deixando uma imagem gravada na mente daquele pequeno garoto. O modo com que ela olhava para o horizonte o fez ter certeza de que a conexão dela com o pântano era algo que ele nunca conseguiria entender. - Aqui vivem muitos animais raros, que são alvos de caçadores, colecionadores... E tudo o que faço é manter esses homens longe daqui, tentando preservar o mínimo da vida natural, sabe?

Com um suspiro, a mulher se voltou para ele novamente. Sentou-se ao seu lado, olhando-o diretamente nos olhos, deixando com que ele visse o quanto tudo aquilo era sério para ela.


[Hama]-  Precisava saber como você se saía contra esses homens, para saber se eu poderia confiar esta tarefa a você no futuro. Mas você ainda não está pronto, está totalmente cru...- dizia, olhando-o com uma certa piedade nos olhos. Vendo aquele olhar, o garoto ficou sem entender o que sentia.

Seu coração se apertou. De alguma forma, nestes poucos dias em que estava com aquela mulher, conheceu um sentimento que nunca tivera antes. Será que aquilo era o significado de ter uma família? Por que, de repente, surgiu aquela necessidade tremenda de ter a aprovação de Hama?


[Hama]- A ideia de usar um disfarce de Namahage foi inteligente, mas seria ainda melhor se o fizesse antes de ter entrado na sala, garoto. Você foi e ainda é muito ingênuo, diferentemente do que imaginei que seria, por conta de seu chakra.

Aquilo o atingiu forte. Sempre a cor de seu chakra o impediu de ter amigos, sofreu muito por conta daquilo. Sempre encontravam a maldade e sensações negativas vindas dele, sendo que ele mesmo, como pessoa, nunca tivera a chance de se aproximar de alguém. A primeira exceção em sua vida, fora Hama. O primeiro abraço que recebera dela foi como um pontinho de luz, quente, em uma vida imersa em preconceitos e bullying.


[Jyu]– E o que... o que vai acontecer comigo? – perguntou, receoso. Não queria perder aquela mulher de sua vida, mesmo sabendo que ela estivesse no fim de sua vida.

[Hama]- Por hora, você vai continuar o seu treinamento enquanto se recupera. Depois disso, infelizmente, terei que pedir que volte para a vila, garoto...- disse, enquanto seus olhos lacrimejavam levemente – Fique forte, mais forte do que qualquer um e depois volte para podermos rir juntos novamente, menino..- disse, se levantando e indo em direção da saída.

Por um instante, a mulher parou, como que pensando no que faria em seguida. Suspirou e olhou tristemente para o gennin a sua frente. Instintivamente, Jyu sabia que aqueles seriam os últimos dias juntos e que, provavelmente, quando ele fosse forte o bastante para se mudar ao lado dela, ela já não mais estaria ali.

Sem que dissesse uma única palavra, sentia o peso do teste em que ela havia lhe passado, e sentia, em seu íntimo, ter falhado com todas as expectativas dela. Ao mesmo tempo, sentia que finalmente encontrara a resposta para aquela pergunta feita pelo Mizukage, que parecia ter ocorrido séculos atrás.

Ele ficaria mais forte que todo o mundo, apenas para retomar ao seu lugar de direito. Ali. Naquela mesma cabana. E prosseguiria com a missão de vida de Hama, custasse o que custar.

E, depois dessa última conversa, três dias se passaram. Jyu, diariamente, continuava com o treinamento passado pela mulher, desta vez sem os movimentos de taichi, já que ainda sentia um leve desconforto com os movimentos de seu chakra.

Diferentemente dos dias anteriores, o uso de seu chakra estava muito mais racional. Já era quase natural encobrir o seu corpo com o próprio chakra, e aumentar e diminuir a quantidade demandada era quase como um passeio no parque. Mas esse avanço significava apenas que o dia de ir embora estava chegando.

E ele viria mais rápido que o esperado...


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Re: [Solo] Em busca de uma resposta!! - em Dom 7 Jun - 15:52


Post 10/10

Jyu não se deixou ficar pensando em quando ou como voltaria para casa. Apenas vivia cada dia, aproveitando o máximo de tempo possível com Hama e evoluindo em seu próprio treinamento. Entretanto, assim como já fora acordado entre os dois, o dia de ir embora finalmente havia chego.

Naquele dia, Hama entrou em seu quarto quando o sol mal havia despontado no horizonte. Sua feição estava cabisbaixa e, mesmo sem que ela lhe dissesse nada, Viole já sabia que o dia de ir embora finalmente havia chego. Olhou para a mulher, lhe dando um sorriso triste, mas ainda assim agradecido.

Levantando da cama, deu um abraço na mulher, a surpreendendo. Quem visse a cena agora, não imaginaria que nessa última semana, o garoto evoluiria de um mero gennin tímido para alguém tão caloroso com uma velha senhora desconhecida. Retribuindo o abraço do garoto, ela recostou o seu rosto no peito do garoto, aproveitando estes últimos momentos com ele.


[Hama]- Chegou o dia, garoto... - dizia a mulher, se afastando, visivelmente emocionada. Definitivamente, ela nunca esperou se apegar tanto aquele garoto que encontrara desacordado no pântano. - Mas, antes de ir embora, venha... Venha comer comigo uma última vez...

E, obediente, Jyu a seguiu para a cozinha, vendo que, depois de tanto tempo, haveria um banquete naquela casa. Uma espécie de ave assada estava pronta na mesa, juntamente com o estranho pão duro e chá mal cheiroso, com o qual já estava tão habituado. Com a boca salivando, sentou à mesa e, junto com Hama, desfrutou da melhor refeição que já havia provado em sua vida.

Após terminar de comer, Hama retirou a mesa, indicando com a cabeça para que ele a seguisse. Andaram por pouco mais de uma hora, até saírem do pântano, em uma região um tanto quanto desconhecida para o gennin.

Estavam em uma clareira, no meio do que parecia um pequeno bosque. No centro da clareira, uma pedra suportando um pergaminho de quase 50 centímetros de tamanho. Entretanto, diferente dos outros pergaminhos que ele vira nas aulas da academia, o mesmo possuía uma espécie de padrões coloridos, quase como se formassem pequenas asas. Asas de borboletas.


[Jyu]– O que estamos fazendo aqui?- perguntou, não conseguindo entender o motivo de estar ali, nem do que, exatamente, aquele pergaminho se encontrar em um lugar tão afastado assim de qualquer coisa viva...

[Hama]- Lembra da borboleta negra? Aquela, que te entregou meu pedido de socorro?- disse com um sorriso enigmático, recebendo um aceno afirmativo do garoto.

[Hama]- Guarde esta sequência, apenas o mostrarei uma vez, garoto.- disse, mordendo o seu dedo, fazendo-o sangrar.

Vendo a cena, o garoto ficou incomodado, sem entender o que estava acontecendo. Vendo a cara do garoto de confuso, Hama sorriu, começando a fazer os selos do javali, cão, pássaro, macaco e carneiro, de forma lenta, para que o garoto guardasse na memória a sequência do mesmo.

Em seguida, colocou a sua mão no chão, fazendo seu chakra circundar o chão, bem devagar. Não queria que seu protegido esquecesse a maneira de fazer aquilo, afinal, apesar de não ser uma técnica difícil, era algo novo e diferente.


[Hama]- Kuchiyose no Jutsu!- disse, fazendo com que um estranho símbolo surgisse no chão. Em um instante, como que por mágica, cerca de vinte ou trinta borboletas negras surgiram no céu, rodeando a mulher, enquanto o jovem gennin ficava boquiaberto.

[Hama]- Este jutsu é um ninjutsu de invocação.- explicou calmamente, enquanto as borboletas, aos poucos, começavam a desaparecer. - Existem inúmeros seres desconhecidos e mágicos neste mundo, cada qual com seu próprio reino e sua própria força. Essas borboletas são especiais e são minhas amigas e companheiras desde sempre! E eu quero que, sempre que as utilizar, se lembre de mim, garoto...

Sem deixar que ele falasse algo, a mulher caminhou na direção do pergaminho, estendendo-o ao menino. Sem saber exatamente o que era para fazer, abriu o pergaminho, vendo alguns nomes escritos em uma tinta vermelho-amarronzado, lembrando-o, momentaneamente, sangue seco.


[Hama]- Para que consiga chama-las com o jutsu que eu mostrei para você, só precisa assinar o seu nome com seu próprio sangue nesse pergaminho. Assim, você conseguirá usá-las, não somente para comunicação, mas até mesmo para ficar mais forte, garoto...- disse, em um tom misterioso, observando o menino.

Sem hesitar, Jyu mordeu o seu dedão da mão direita, fazendo um corte profundo, fazendo o sangue fluir quase livre. Com algumas “pinceladas”, escreveu o seu nome, se erguendo resoluto. Olhou para Hama, que estava com os olhos lacrimejados, cheios de orgulho.

Abraçando a velha senhora, o gennin não pode deixar de sentir seus olhos lacrimejarem, deixou-se ficar ali por alguns minutos. Sentindo que não aguentaria mais aquilo e que em breve teriam que se separar, o garoto se afastou.


[Jyu]– Obrigado, Hama, por tudo o que fez por mim...- começou, olhando-a direto nos olhos - Prometo me tornar um shinobi forte e te orgulhar, acima de qualquer coisa.

Sentindo que iria chorar, deu as costas e começou a correr. Aquele era um momento difícil, sentiu que estava deixando parte de si para trás, mas, ao mesmo tempo, se sentia fortalecido pelo novo objetivo que tinha pela frente.

Sabia que ir embora daquele jeito era complicado, mas aquele último abraço já tinha falado mais do que ele jamais falara em sua vida. E saber que, mesmo longe, estariam conectados para sempre por conta daquele contrato e daqueles dias vividos juntos, era mais que o suficiente para que ele nunca mais se sentisse tão sozinho quanto antes.

Quando se viu longe o bastante, o garoto parou em pleno pântano, caindo de joelhos. E ali, ele finalmente chorou. Perdeu a noção do tempo chorando, mas, ao finalizar, ele sabia que tinha que retribuir a confiança que ela havia depositado nele. Respirou profundamente, enquanto ele decidia o que fazer.


“Esta é por você, Hama...”- pensou, enquanto mordia novamente o seu dedo, fazendo os selos que ela havia lhe ensinado há pouco. Suspirou profundamente, e, colocando sua mão no chão, sussurrou, com um sorriso doce no rosto:

[Jyu]– Kuchiyose no Jutsu!

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Re: [Solo] Em busca de uma resposta!! - em Dom 7 Jun - 20:19

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