>
Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 10:
RemanescentesAno: 70DG
Hanatarō olha para a vila do topo do prédio do Departamento de Pesquisa. Há dois anos era uma salinha no fim do laboratório geral da vila, agora tinha seu próprio prédio tão alto quanto o próprio escritório do Kazekage. Hanatarō sorri vendo as pessoas andando felizes na nova vila construída graças aos avanços científicos realizados com a inteligência de Takura, sua mentora. Antes, ele só via uma vila pobre, com construções de areia frágeis, com um horizonte desértico, dependendo de outras vilas, inclusive de Konoha, para conseguir sobreviver, mas agora... Sunagakure estava grandiosa novamente e tinha comprado sua independência. As construções ainda tinham porções de areia, mas eram forjadas em metais nobres, em ouro, em prata, criando grandes casas e prédios. As lojas estavam cheias de especiarias únicas, pois o trabalho de encontrar certos ingredientes se tornou muito mais prático desde que a vegetação voltou a florescer nos arredores da vila; onde antes era só deserto agora possuía vielas de relva, florestas, rios e uma fauna cheia de roedores, mamíferos e carnívoros.
Sumário
Mapa
Staff
Discord
Facebook
Contos
Estação: Outono
Últimos assuntos

Tsuki Murashida
Tokubetsu Jonin
Tsuki Murashida
Vilarejo Atual
Ícone : [Filler - Troca de CLã] Tsuki Murashida Icon

https://www.narutorpgakatsuki.net/t70007-fp-tsuki-murashida https://www.narutorpgakatsuki.net/f170-gestao-da-ficha

[Filler - Troca de CLã] Tsuki Murashida - em Ter 18 Fev 2020 - 18:05



O sol poente do deserto era o cenário de fundo da atual cena. Meus pés faziam um som áspero ao esmagarem os cristais da fina areia uns contras os outros enquanto  eu andava.
-O Sol está se pondo , talvez seja melhor pararmos. Disse enquanto levantava as mãos fazendo um sinal para que o camelo que me seguia a alguns metros atrás parasse e junto com ele a carruagem que ele puxava parasse também. -Falta muito até os limites do país da areia?  Disse uma voz rouca e doce que  vinha de dentro da carruagem enquanto a porta se abria. -Não muito, amanhã antes do meio do dia você estará em segurança do outro lado da fronteira com seus colegas  para continuar seus estudos longe dos shinobis que estão atrás de você.  Disse observando o homem magro de roupas brancas descer da carruagem. Aquele era Kobuki, um cientista do país da areia que  havia pago pela missão. Estávamos a alguns dias na estrada e em breve estaríamos na fronteira onde eu o deixaria com um outro grupo contratado por ele. A carruagem não era valiosa, carregava apenas tubos de ensaio e amostras de plantas ou animais. O real motivo de eu estar ali era apenas pelo intelecto de Kobuki. Ele estudava maneiras de tornar jutsus médicos mais efetivos e também a criação de fórmulas químicas que reagem ao chakra de formas diferentes no corpo.  Esse tipo de pesquisa em mãos erradas poderia se tornar uma arma poderosa, o que nosso mundo atual quer dizer que é valiosa. Logo, aqui estava eu escoltando esse homem até seu destino.

-Tem certeza que não quer tentar dormir na carruagem também? Ofereceu o homem. -Noite passada eu dormi o bastante , não pretendo dormir hoje. Disse desamarrando algumas sacolas da lateral do camelo e pegando os suprimentos necessário para que Kibuki preparasse algo para comer. Não demorou muito até que tivéssemos nos alimentado e para que a noite caísse sobre o deserto, trazendo com ela o frio. Mesmo sendo verão as noites no deserto eram bem frias o que fez com que o cientista fosse se deitar mais cedo do que o de costume. Sentado em uma pedra próxima eu vigiaria os arredores. Sentado ali parado vi uma ótima oportunidade de tentar novamente sentir a energia natural e sentado ali de guarda repeti os passos que aprendi no meu treinamento.  Claro que a minha sessão de treino não duraria muito. Saquei da minha kunai em minha bolsa ninja e a atirei no ar fazendo com que ela atingisse a areia no chão.

-Se o que você quer é ficar escondido você e seus colegas deveriam se mover mais devagar. Disse olhando para a kunai enquanto a areia se movia revelando silhuetas que outrora encontravam-se submersas. -Geralmente eu evito confrontos desnecessários então e vou ser a pessoa melhor aqui e pedir educadamente para cada um de vocês ir embora. Nenhuma recompensa que vocês buscam aqui vale a morte de vocês certo?  Disse finalizando a frase com o som da minha espada laser surgindo em minhas mãos. Eu podia soar convencido mas era bem o contrário. Eram três adversários e por mais que estivesse firme e forte em minha posição eu sabia que aquela não seria uma luta fácil.

Obviamente meu blefe foi ignorado e sem nenhum tipo de hesitação um dos homens cobertos de mantos cor de areia pulou em minha direção. Saltei no ar também em sua direção enquanto com uma das mãos realizava os selos necessários. -Suiton, Suiben.  Disse  movendo a minha mão na direção do adversário enquanto uma camada de água surgia em torno dos meu braço livre da espada e tomava a forma de um chicote que envolveu o corpo do inimigo. Com uma movimentação de corpo eu girei no ar e o lancei na direção de seus companheiros enquanto usando a corrente de água como condutor eu o eletrocutava em pleno ar. O corpo girou em parafuso e atingiu a areia. Os outros dois shinobi saltaram se esquivando. Ao tocarmos o chão um deles decidiu me atacar e seus movimentos foram rápidos porém previsíveis e quando ele tentou se mover na direção do meu flanco meu corpo se lembrou automaticamente de todo árduo treino de Hirume e quase como um reflexo meus braços se moveram quase como uma dança e eu pude sentir minha lâmina realizando um corte enquanto a cabeça no shinobi girava no ar. O alvo que havia recebido meu ataque nesse momento corria outra vez em minha direção enquanto o terceiro alvo ainda mantinha distância. Eu me preparei novamente para um ataque corpo o corpo mas de dentro de seus mantos ele atirou diversas  agulhas em minha direção. -Raigeki no Yoroi. Disse usando o Jutsu e usando o aumento da velocidade para me esquivar dos golpes. O inimigo usava essa distração para se aproximar novamente e em sua mão eu podia ver uma lâmina surgindo. O ataque era lento o suficiente para que eu pudesse bloquear com minha espada e assim o fiz, porém mesmo vendo a lâmina do inimigo imóvel e bloqueada pela minha, eu senti uma forte dor na região das costelas acompanhada de um jorro de sangue. Sem saber o que havia acontecido me desvencilhei do adversário e saltei para trás e para minha surpresa pude ver quem havia me ferido. Lado a lado estavam os dois inimigos, um deles sem cabeça e logo atrás o terceiro se mantinha imóvel. Sem a cabeça para segurar parte das vestes, os panos começaram a se soltar e logo tudo fez sentido.

-Seus marionetes são muito bons, o que é isso? Veneno? Disse recuperando o fôlego e sentindo um ardor forte na região do corte. -Exatamente, é uma questão de tempo até que seu corpo para de se mexer e eu possa levar o Kibuki sem interrupções.  Disse o homem. Eu acho bem difícil eu deixar você levar ele daqui. Respondi com dificuldade. Eu sentia meu corpo ficando mais pesado e logo percebi que não era um blefe. Aproveitando da  minha distração causada pelo veneno o inimigo fez um movimento com as mãos e os marionetes dispararam na direção da carruagem enquanto eu podia ver Kibuki na janela completamente aterrorizado. Eu poderia atacar o condutor dos marionetes mas isso poderia colocar a vida de Kibuki em risco. Ainda usando a velocidade do meu jutsu disparei rapidamente e consegui me posicionar entre os bonecose a carruagem bloqueando a movimentação de um deles com a minha espada, enquanto o outro perfurou minha perna com suas lâminas. Eu sentia mais do veneno correndo em minha corrente sanguínea, mas eu eu havia prometido ao cientista que o protegeria e como shinobi eu daria o meu melhor.  

Saltando para trás fiz o selo correspondente ao Kage Bushin  e enviei duas cópias de mim que se agarraram aos bonecos os mantendo imóveis e abrissem caminho até o único shinobi de carne e osso ali. Usando tudo o resta das minhas forças eu corri em sua direção com a minha velocidade em seu máximo enquanto me aproximava saltei no ar enquanto ouvia o som dos meu bushin que seguravam as marionetes sendo destruídos. Ele planejava usar os bonecos como escudo e já os puxava pelos seus fios em alta velocidade. Eu não iria perder em velocidade mesmo com o corpo ferido e envenenado. Ainda no ar três novos clones surgiram ao meu lado. Dois deles serviram de alavanca, atirando a mim e a mais um dos clones contra o alvo. Como duas balas de canhão cruzamos a distância. O primeiro golpe foi o do meu clone que com um chute abriu a guarda do inimigo. Em seguida minha lâmina laser imbuída também com chakra suiton atravessou o tronco do inimigo dividindo-o em dois. Os marionetes pararam de se mover e caíram também derrotados. Antes que eu pudesse comemorar senti o veneno entorpecendo meus sentidos e meu corpo paralisando-se. Assim como meus adversários, meu corpo também jazia imóvel. -Murashida como você está? Pude ouvir a voz de Kibuki enquanto ele tentava me ajudar. Eu não conseguia falar e minha visão turva não identificava muito bem as coisas. A última coisa que vi foi Kibuki administrando uma injeção em meu pescoço. Meus olhos se fecharam e eu senti minha consciência deixando meu corpo enquanto as voz abafada do cientista tornava-se abafada e sumia. -Você é um verdadeiro herói rapaz. Você está em boas mãos.  Foi a última coisa que ouvir antes de fechar os olhos e sonhar.

O que acontece em seguida torna-se  quase desconexo com a realidade, como se tudo fosse parte de um grande sonho. Vejo-me flutuando pelo vazio completo rodeado apenas por silêncio. Abro meus olhos e me vejo dentro da carruagem de Kibuki e escuto-o dizendo a alguém que eu havia morrido. Será que eu estava morto? Meus olhos pesaram e se fecharam novamente , dessa o vazio que eu flutuava era diferente, era frio e molhado. Eu abri meus olhos novamente e vi Kibuki. Ele me olhava com um olhar diferente, quase doentio, mas eu não o via bem, via apenas sua forma turva como se eu estivesse envolto em água. Novamente com os olhos pesados eu flutuei novamente na sala vazia, porém dessa vez meu despertar não foi suave, e sim rápido e brutal. Meus olhos se abriram enquanto uma dor forte invadia meu corpo e eu gritava.-Então você finalmente acordou? Ouvi a voz do cientista. Não havia como respondê-lo pois eu estava dentro de um tanque de água flutuando e podia sentir um tubo de ar atravessando minha traqueia me mantendo vivo.  -Eu esperava que você fosse continuar em coma durante todo o processo. É uma pena, você realmente me salvou de uma barra dias atrás e eu queria mesmo que você não sentisse a dor do processo. Disse ele acariciando o tanque.-Mas você é um shinobi, você aguenta. E não só isso você consegue sentir a energia natural.  Eu acabara de perceber que aquilo não era um tanque de cura e tentei me debater. Ora , por que esse olhar surpreso? Só porque eu sou um cientista eu não posso entender de energia natural? Eu senti você treinando naquela noite. Eu continuei me mexendo, eu precisava sair dalí. Eu sentia desespero, mas ao mesmo aquelas palavras do cientista despertavam um forte fúria. Eu havia lutado por ele, eu quase dei minha vida pra salva-lo e isso só me trouxe pra esse lugar.-Não me olha com essa cara tá, eu juro que gosto de você. Não era meu plano te capturar, mas a quantos anos eu busco uma cobaia que possua uma kekkei genkai e que sinta a energia natural não é? Você luta pelas pessoas, você tem que entender que seu sacrifício vai ser pra salvar todos. Mas, chega de papo, ninguém consegue criar uma biju no laboratório batendo papo com a cobaia ha ha ha, vamos começar a transformar você em um belo Shukakinho.

Em seguida as máquinas se iniciaram e eu pude ver o fundo do meu tanque de água sendo preenchido com uma espécie de areia. Eu não ia me entregar e tentei usar meu chakra para quebrar aquele vidro. O chakra elétrico surgiu em meu corpo, mas ao entrar em contato com a areia ele foi completamente isolado. Tentei manipular a água para  escapar mas a areia a absorvia me deixando sem  opções. Lutei até o fim mas foi uma questão de segundos até que eu pudesse sentir a areia cobrindo meu corpo. Meu grito podia ser ouvido pelo tubo de oxigênio enquanto eu sentia cada grão daquela areia penetrar meus poros, olhos e ouvidos. Toda aquela areia parecia isolar completamente meu chakra elétrico. Eu não sei explicar a sensação mas por um momento eu senti que eu jamais poderia usar aquelas naturezas novamente. O experimento durou por severos minutos enquanto eu passava por tudo aquilo em dor agonizante. Por um breve minuto houve silêncio e em seguida o som da areia sendo drenada. Respirei fundo buscando me livrar da dor e pude apenas sentir mais ainda dela conforme o ar entrava e saia dos meus pulmões. Kibuki me olhava pelo outro lado do vidro com um olhar de decepção. -É , parece que eu ainda não cheguei lá. Sente algo diferente rapaz? Uma vontade de se tornar gigante e de ser selado em alguém ou algo do tipo.  Dizia ele com um sorriso. Cada palavra dita por aquele homem entravam pelo meu ouvido e despertavam uma fúria que eu jamais havia sentido. -Você bem que podia ter se esforçado heim? Tudo bem, um novo dia, uma nova cobaia e um novo experimento. Foi bom conhecer você rapaz eu vou indo nessa. Você foi uma ótima cobaia e eu vou matar você sem você sofrer mu… Seus olhos cruzaram com o meu e ele parou no meio da frase. Meus olhos dilatadas tremiam com tanta raiva. Aquele maldito homem havia traído a minha confiança, desdenhado do meu sacrifício. Minhas mãos tremiam e o vidro também. A pouca areia que ainda estava no chão do tubo tremulava e todas as outros tubos cheios de areia no laboratório também. Kibuki parecia assustado e intrigado, mas seu sentimentos não importava. Sentindo meu corpo queimar em ódio eu gritei. Nesse momento a areia dentro dos tubos explodiu de dentro do recipiente envolvendo completamente o cientista que foi pego de surpresa. A areia de dentro do tubo onde eu estava se movia agressivamente  o suficiente para rachá-lo e me libertar. Retirei o tubo que impedia minha fala enquanto sentia a areia se mover ao meu comando. -Como você se sente sendo você preso ai? Disse respirando olhando pro rosto de Kibuki que era a única coisa projetada para fora da areia. Antes que ele pudesse me responder movi meus dedos e a areia cobriu também sua boca. -Eu não quero ouvir. A areia não tinha libertado apenas meu corpo do seu cárcere. Ela também havia liberado um sentimento, talvez não a areia mas a frustração e traição. Peguei alguns trajes que estavam sob a mesa e cobri meu corpo nu. Na mesma mesa encontrei meus equipamentos. Sem trocar nenhuma outra palavra com o ciêntisca caminhei em direção a porta enquanto espalhava tarjas explosivas pelo caminho.  Dei uma ultima olhada para trás e  pude ver seus olhos repletos de desespero. Acenei um sorriso amigável e parti. Enquanto caminhava pelo corredor o único som que ouvi foi o grito de Kibuki enquanto a areia amassava seus órgãos e o comprimia Eu saí e me vi novamente no deserto. Tentei criar em minhas mãos uma espada mas eu já não sentia mais o chakra Ranton. Sentia meu corpo mais fraco e incapaz de usar uma espada, porém agora as areias do deserto respondiam ao meu comando. Uma grande explosão aconteceu e diversos destroços voaram no céu e começaram a cair. A areia me protegia dos que poderiam me atingir. Olhei em volta e vi um tubo de ensaio que estava intacto. Estendi a mão enquanto a areia trazia a peça até mim. A guardei em minha bolsa e segui meu caminho de volta rumo a Iwa sem saber quanto tempo havia passado.

Considerações:


Número de palavras: 2583

_______________________

[Filler - Troca de CLã] Tsuki Murashida Assinatura
-
Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

Re: [Filler - Troca de CLã] Tsuki Murashida - em Qua 19 Fev 2020 - 11:59

Aprovo.
-


Layout com edições de Halloween feito por @Akeido Themes e Senko.