>
Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
Sumário
Mapa
Staff
Discord
Facebook
Contos
Estação: Inverno

Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

[Filler] - 11/12/2019, 20:57

“Para ser sincero, não sei o que quer dizer com isso.” Disse Take, sucinto, bebericando da xícara com café fumegante. Um par de olhos grandes e curiosos o encarou do outro lado da cerâmica, lançando um riso malicioso que subia no canto da boca. O homem parou e pensou alguns instantes, ponderando em silêncio aquela questão tão vital. Quanto tempo levava para rolar um grande barril do outro lado da rua até a porta dos fundos, levando em conta que se precisaria de um par de braços extras para abrir a porta e escancarar as folhas de madeira do armazém? Take bebericou de novo e levantou os olhos, agora para encarar a figura de postura ereta, resoluta, quase ameaçadora. Parecia muito mais uma imposição, o tipo de coisa que não poderia recusar.

“Acho que entendi agora. Mas não posso aceitar.” E bebericou de novo o líquido quente. Incrédulo, o homem levou sua mão até o queixo e alisou a pele livre de pelos, lisa. Parou fechando o punho sobre os lábios, novamente ponderando, mas agora com fogo ardendo nos olhos, não mais duas esferas brancas com pequenos pontos negros ao centro, mas pérolas negras como brasa e o crepitar se fazia audível, ainda que fosse meramente metafórico. Seu corpo se levantou de súbito, afastando a cadeira para trás com os quadris, pousando ambas as mãos, espalmadas, sobre o balcão de madeira, parado ao lado de Take, mas sem olhá-lo nos olhos, com aquela ameaça impessoal que só era apercebida no tom de voz hostil, grave.

“Se você não o fizer posso acusá-lo de conspirar para fazer, você não tem escolha mais.” A figura era do mesmo tamanho que Take, porém de pé ficava uma cabeça acima dele, que ainda não se levantara de seu banco de madeira.

“Isso é chantagem. É imoral. Não posso aceitar mesmo assim.” E levantou-se e saiu pela porta, sem demonstrar raiva, caminhando normalmente enquanto era acompanhado por olhares dos que estavam sentados nas mesas espalhadas pelo salão e também pelos que entravam e saíam. O lado de fora o recebeu com um sol que não passava de uma figura amarela no céu cinza, o frio imperava sobre os raios de luz, que nada faziam senão iluminar, sem calor. O inverno era cruel mas poderia ser pior; montanhas distantes ainda davam alguma proteção contra os ventos cortantes da altitude, porém era tudo. As baixas temperaturas permaneciam, mesmo por meses a fio quando o inverno já deveria ter partido. Isso não irritava a Take de forma alguma, mas outros não pareciam partilhar da mesma indiferença. Seu raciocínio sempre pendia ao que não era, ao invés do que era, e nesse caso, o inverno não era incômodo.

E aí a lâmina veio em seu encalço, beijando o topo do ombro como se fosse uma carícia, pois ele fora rápido o suficiente para sair da trajetória violenta da arma. O golpe desceu e se cravou no solo de terra batida, deixando um sulco onde atingiu. O coração aos saltos, take t tentou compreender a cena. Foi então que viu aquele mesmo rosto com olhos grandes e um sorriso de canto de boca, meio erguido na lateral, atrás de uma figura um pouco maior, aquela que segurava a espada. Sua lâmina não parecia oferecer metade do perigo do que o par de músculos que ele carregava. Tudo porque se recusara a participar de alguma operação ilegal de bebidas adulteradas? Pensou em acender um cigarro mas a linguagem corporal do brutamontes parecia tensa, rígida, pronta para o ataque. Deu um passo para trás e enfiou a mão numa pequena bolsa que carregava à coxa, tirando uma arma laminada, pequena como uma faca. Não parecia párea para uma espada, tampouco contra a força mortal à curta distância, mas era de que dispunha então.

Ao tentar dar outro passo para trás seu adversário o surpreendeu — só passou a ser adversário nesse momento, pois até então o atacara covardemente por trás somente — com um ímpeto rápido, deslocando muita terra atrás de si, levantando uma nuvem de poeira amarronzada. A espada veio caçando o ar e foi tudo que encontrou. Take deixou jorrar todo o potencial contido naquele corpo magro e, aparentemente, frágil. As pernas enrijeceram e subiram para acertar um chute na lateral da cabeça do algoz, mas o golpe pouco efeito teve. Ele cambaleou apenas e tomou alguns segundos para recuperar o equilíbrio. O suor empapou a camisa de algodão azulada, Take desabotoando alguns botões, deixando a parte superior do peito à mostra. Arregaçou as mangas até os cotovelos. Pensou em descartar a arma e utilizar somente das próprias mãos, ou talvez até mesmo de alguma técnica. O chakra, porém, bem sabia, era limitado, um recurso que poderia esgotar com alguma facilidade, mesmo agora que sua explosão de poder o dera um pouco mais.

A quantidade de poder com que transbordava seu corpo era quase demais para suportar, o dava tontura, ânsia de vômito. Ele oscilou em sua base, um pouco zonzo, mas logo recuperou o equilíbrio, atrelando sua recuperação da estabilidade com um avanço seco, quase cegante, deve-se imaginar, para aquele homem grande e lento, pesado. A arma subiu e tirou sangue do peito, rasgando a superfície da carne. Subiu também um guincho de dor. O algoz girou a mão para trás, tentando alcançar Take enquanto ele se recuperava do próprio avanço, mas os dedos somente roçaram na gola da camisa, sem alcançá-la de fato. Assim sendo, ele se aproveitou do ataque bem sucedido para intentar outro, levando sua arma agora contra o ponto central das costas largas do homem que, agora pós contra-ataque falho, se encontrava praticamente rendido, tendo as costas para seu oponente, Take que era conciso e objetivo — fosse quem fosse ele seu sofrimento de pouco valia, não dava prazer e muito menos era necessário. Pressionou a ponta da kunai contra pele; carne, músculos, um osso, dois, um grito de agonia e o fim. A mão se afundou até o punho ferida adentro, o sangue espirrando um bocado pelo rosto e peito, manchando a camisa, a calça, o chão e tudo ao redor.

Ao fundo, aquele par de olhos grandes se fechou, piscando, e depois sumiu.

1030 palavras, segundo Word/Google Docs.
-
Takane
Jōnin
Takane
Vilarejo Atual
Ícone : [Filler]  9cf60763dc0395bb6231cfada13244c8

https://www.narutorpgakatsuki.net/t68749-ficha-takane-guang?highlight=Takane+Guang#513285 https://www.narutorpgakatsuki.net/t68767-m-f-takane-guang

Re: [Filler] - 11/12/2019, 21:09

Aprovado

_______________________

[Filler]  Untitled-2
Que se inicie o caos pois a rocha continuara firme!
Template
-


Edição de Aniversario por Shion e Senko.