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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Filler] Sob a luz da fogueira - em Dom 31 Mar 2019, 00:52



Senju 'Hatake' Kai (ライフコブラ)
O quartel-general da Aldeia da Folha não tinha lá um dos melhores odores que eu já havia sentido em minha vida: parecia que todos aqueles formulários, fichas e papéis já estavam todos tão envelhecidos que haviam impregnado o local com um cheiro muito semelhante ao do mofo, porém um pouco menos insuportável: decidi batizar aquele "perfume típico" como cheiro de velhice. Eu era realmente muito bom em rir das minhas próprias piadas. Mas o que diabos eu estava fazendo ali aquela hora da manhã? Mesmo com o puro desagrado de ser acordado cedo com uma carta remetente a mim, esforcei-me para levantar da cama e ir até onde havia sido requisitado. Ao que me parecia, uma missão de urgência seria repassada à minha pessoa.

O homem responsável pela recepção daquela vez era alto, sem quaisquer fio de cabelo em sua cabeça e uma bela bandagem branca enrolada sob seu olho esquerdo, indicando um provável ferimento recente. — Bom dia, senhor. Me enviaram um pedido por carta para comparecer aqui. Sou Senju Kai. — Apresentei-me enquanto andava calmamente na direção do balcão principal da sala, terminando aproximação com um rápido cumprimento de mão. — Ah, certo. Peço que aguarde um pouco, sua missão será realizada em dupla com outro shinobi. — Informou-me ele com sua voz grossa e rouca, quase amargurada. Apesar do certo timbre ameaçador, sentei-me em uma das cadeiras de madeira e aguardei a chegada do meu mais novo companheiro de trabalho.

Demoraram cerca de alguns minutos a mais até que uma nova pessoa adentrasse pela porta principal da sala: possuidora de cabelos negros curtos na altura do ombro, olhos azulados e corpo extremamente esguio, era minha companheiro de viagem que se proclamava pelo nome de Yukihime. Ao que tudo indicava, sua personalidade era um tanto fria ou ao menos ela tendia a ser mais isolada, evitando longos diálogos ou qualquer coisa do tipo, limitando-se a apenas me cumprimentar com um breve aceno de cabeça e se direcionando ao balcão logo em seguida para receber as informações da tal missão.  — Certo, agora que nós dois estamos aqui, qual é o nosso objetivo? — Indaguei ao caolho enquanto permanecia com ambas as mãos dentro dos bolsos: uma espécie de tique nervoso de minha parte.

Você devem estar se perguntando o porque da necessidade de duas pessoas para essa missão. — Disse o recepcionista enquanto se sentava do outro lado do balcão, entrelaçando os dedos um no outro. — A central da inteligência da vila reconhece a alta capacidade de ambos e por conta disso, estará os enviando em uma missão de espionagem. Desde que o País das Fontes Termais sofreu um ataque daquele monstro gigante que vocês chamam de Kinarra, o país tem se reerguido. — Até o dado momento, nenhuma informação parecia suspeita ou fora do comum, mas seu semblante permanecia sério. — No entanto, nunca mais estabelecemos contato com os responsáveis de lá, e por conta disso, estamos temendo que talvez o local tenha sido tomado por algum tipo de organização ou algo do tipo. Por conta disso, precisamos que vocês nos tragam o máximo de informações possíveis para organizarmos o que pode ser feito com relação a isso.

Terminado o monólogo de informações do velho recepcionista caolho, ele tratou de entregar para minha pessoa um velho pergaminho enrolado contendo um mapa e as principais rotas até o País das Ondas, incluindo aquelas mais seguras e as que eu e Yukihime deveríamos tomar cuidado ao passar por perto. Não se tinha nada extra a se acrescentar por ali, portanto, quanto antes partíssemos para a localidade solicitada, melhor seria, pois eu não gostaria de passar uma noite inteira no meio da floresta com uma desconhecida (mesmo que fosse da própria aldeia). Passaria em casa antes de seguir até o portão para coletar todos os equipamentos necessários, incluindo armamento, comida, mochila e garrafas d'água, pois seria uma longa viagem pela frente.

O portão de Konoha parecia nos convidar a sentar por ali e aproveitar a brisa gelada e aconchegante que a localização próxima das floresta proporcionava, porém, eu e Yukihime tínhamos uma missão a ser feita. Infelizmente, teríamos que deixar as sessões de relaxamento para outra ocasião mais propicia. Era cedo da manhã quando partimos, e até o anoitecer, quando fomos obrigados a parar e montar um acampamento, a mulher não pronunciou nenhuma palavra a mim, como se estivesse evitando qualquer tipo de contato social. Por natureza, me sentia na obrigação de fazer algo a respeito, pois pessoas daquele estilo normalmente costumavam carregar consigo os mais diversos tipos de traumas passados.

Nosso acampamento era composto por uma pequena fogueira feita com gravetos e alguns pedaços de lenha, dois sacos de dormir e alguns ramos de arbustos que usaríamos como espetos para cozinhar alguma coisa: de preferência marshmallows. — Yukihime-san, tudo bem se eu fizer a primeira vigília? Tô realmente sem sono. — A verdade era que o sono estava me corroendo por dentro, mas algo me dizia que aquela garota não recebia gentilezas de alguém a muito tempo, fato esse que me pareceu ainda mais verídico quando a mesma me agradeceu com um sincero sorriso. — A quanto tempo você está atuando como shinobi? — Tentei puxar papo enquanto procurava em meio as tralhas de dentro da minha mochila um pequeno saco com as guloseimas fofas conhecidas como marshmallows.

Acho que a praticamente seis anos. Comecei quando tinha dez. — Era a primeira vez que eu ouvia a sua voz, e de acordo com meus cálculos, ela era então, apenas um ano mais velha que eu. — E por que você decidiu se tornar uma ninja? — Perguntei a ela enquanto cravava algumas das guloseimas na ponta do espeto e colocava sob o fogo da fogueira. — Ah, meio que obrigação de família, sabe? Meu pai era ninja, meu avô era ninja, o avô do meu avô também. Não pude quebrar a tradição. E você? — Sua expressão, apesar de neutra, conseguia demonstrar um certo tom de melancolia: ter sua vida decidida por terceiros devia realmente ser um fardo e tanto a ser carregado.
HP: 1400 1400 CH: 2150 2150 ST: 00 06
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[Filler] Sob a luz da fogueira Nbf0RTh

"Eles são capazes de trapacear, roubar, bater na esposa, deixar morrer de fome a velha vovozinha ou matar a machadadas uma raposa pega numa armadilha. Por isso aos homens agrada inventar monstros e monstruosidades: sentem-se menos monstruosos.”
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Convidado
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Vilarejo Atual

Re: [Filler] Sob a luz da fogueira - em Dom 31 Mar 2019, 01:08

Ué, cabô do nada.

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Re: [Filler] Sob a luz da fogueira - em Dom 21 Abr 2019, 20:45



Senju 'Hatake' Kai (ライフコブラ)
Desde que a fera de Quatro Caudas atacou a vila, meu pai acabou desaparecido e eu e minha mão acabamos ficando sem nada com o que nos sustentar. Então a mamãe abriu um restaurante na aldeia e eu resolvi dar início aos meus estudos como ninja para ajudá-la. Essa foi minha motivação inicial, mas já faz um tempo que eu tenho buscado um objetivo maior nisso tudo. — Repousei o marshmallow que se encontrava na ponta do graveto sob minha língua e o degustei por alguns segundos enquanto observava a madeira ser consumida pelo fogo de pouco em pouco. — Tem muita gente sofrendo nesse mundo. Muita maldade, muita violência. Eu quero de alguma forma mudar isso. Conscientizar as pessoas de que é possível alcançarmos a paz se tivermos paciência uns com os outros, que não precisamos resolver as coisas através da violência ou de interesses próprios. Não é assim que o mundo evolui, é assim que ele sucumbe. — A cada dia que passava, eu me sentia com um propósito a cumprir em vida: de melhorar a situação do mundo e entrega-lo na mão das novas gerações, que prosseguiriam com o trabalho. A paz e a tolerância não seriam atingidas em um curto prazo, mas valeria a pena a espera.

Espero que um dia nós possamos viver em um mundo em que não é necessário matar. É inviável por enquanto, visto que muitas pessoas vem ao mundo com o único propósito de disseminar o negativo de forma que palavras não a trazem de forma alguma para a realidade. Para esses, mesmo que com pesar, lhes deve ser dada a morte. Mas cabe a quem julgar quem é bom ou mal? Esse é todo o cerne da questão, não é? — Repousei os cotovelos sob as pernas e mastiguei o último pedaço de marshmallow, jogando o graveto no chão durante o processo. — Isso é...muito bonito de se pensar, Kai. Mas o mundo não é tão simples, muito menos as pessoas. Mesmo assim, vejo possibilidade nos seus ideais. — E no fundo eu sabia que meu desejo era, em sua raíz, uma utopia inocente. Mas eu precisava concluir isso com meus próprios olhos, e não através de terceiros.

Farei a primeira vigília. Pode descansar, Yukihime-san. — Com uma expressão séria compondo minha face, levantei-me do tronco onde estava sentado e retirei de mochila algumas kunais e vários metros de fio de aço. Meu trabalho nos próximos minutos seria cercar a região com uma espécie de armadilha que me alertaria sobre qualquer coisa que adentrasse aquela área (e que tivesse encostado nos fios). Cerquei uma área grande de uns quarenta metros em formato retangular, com nosso acampamento posicionado exatamente no centro. O próximo passo para o resto da noite seria subir na árvore mais alta do local, repousar as costas e observar qualquer movimentação estranha pelas redondezas, fosse através de meus olhos ou através do alarme improvisado confeccionado por mim.

Ainda estávamos relativamente longe do País das Fontes Termais, então algum ataque surpresa provindo da suposta facção criminosa que havia se estabelecido lá parecia extremamente improvável, fato que eu admito que me fez perder um pouco a atenção com os arredores. Perdi um certo tempo de vigília observando o céu estrelado e limpo daquela noite: até mesmo realizei um pedido para uma estrela cadente. Algo bobo, eu sei, mas não era vergonha alguma em dar uma chance para a sorte. Cada umda das estrelas foram aos pouquinhos ficando cada vez mais embaçadas e perdendo a sua luz, até o momento em que tudo escureceu naturalmente.

Algo cutucava o centro da minha testa. Abri os olhos lentamente, deixando os fortes raios de sol penetrarem meus olhos e os machucarem por um curto período de tempo. — Tá na hora de a gente partir, Kai. — Era Yukihime com uma expressão de clara desaprovação para cima de mim. Ergui-me em postura ereta o mais rápido que pude, para então perceber que eu havia simplesmente caído no sono nos galhos da árvore mais alta da região. Que tipo de ninja de alto nível cometia um erro de nível tão básico assim? Desonra para mim, desonra para minha família, desonra para a minha vaca.

Por sorte, nenhum ninja renegado sortudo providenciou um ataque para cima da gente naquela noite. Desci da árvore com um único salto e recolhi todas as kunais e os metros de fio de linha distribuídos pela floresta, colocando-os novamente dentro da minha mochila. Yukihime já liderava o caminho, tomando à frente da caminhada em direção ao País das Fontes Termais sem pronunciar uma palavra sequer. — Droga... — Sussurrei para mim mesmo, completamente envergonhado de minhas atitudes.

Yukihime-san, escuta... — Acelerei o passo enquanto posicionava adequadamente a mochila nas costas, tentando alcança-la. — Me desculpe, foi uma irresponsabilidade gigantesca da minha parte ter caído no sono. Coloquei a missão e nossas vidas em risco fazendo isso. — Assumia meu erro sem abaixar a cabeça ou tentar inventar desculpas: sabia exatamente o que tinha feito e quais poderiam ter sido as consequências daquilo. — Não se preocupe, Kai-san. Não lhe culpo por nada, estávamos ambos cansados. Foi bem gentil de sua parte ter se oferecido para ficar de vigília. Se fosse eu, provavelmente teria passado pela mesma situação, hehehe. — Era a primeira vez que eu ouvia uma risada sair daquelas cordas vocais. Sorri para ela e passei a acompanha-la lado a lado. Não sabia ao certo se devia puxar assunto para melhorar o entrosamento de nossa pequena dupla ou me manter em silêncio, diminuindo a chance de sermos descobertos durante nosso trajeto.

Ainda tínhamos pelo menos mais oito horas de viagem até chegarmos na fronteira do País das Fontes Termais. No entanto, todo cuidado era pouco dali para frente, visto que nenhuma organização criminosa que se preze se limitaria a vigiar seu território somente a partir do início de suas aquisições geográficas: provavelmente encontraríamos conflito antes de finalmente por os pés em nosso destino. Do jeito que fosse, acreditava nas capacidades de combate de Yukihime, e parte de mim me dizia que todo meu tempo de treinamento já surtia um certo efeito.

Informações:
• Estou utilizando um Boost de status, portanto, recebo +200 ao invés de +100
HP: 1400 1400 CH: 2350 2350 ST: 00 06
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"Eles são capazes de trapacear, roubar, bater na esposa, deixar morrer de fome a velha vovozinha ou matar a machadadas uma raposa pega numa armadilha. Por isso aos homens agrada inventar monstros e monstruosidades: sentem-se menos monstruosos.”
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Re: [Filler] Sob a luz da fogueira - em Dom 21 Abr 2019, 21:07

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Re: [Filler] Sob a luz da fogueira -

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Edição de Natal por Loola e Senko.