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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Hanatarō olha para a vila do topo do prédio do Departamento de Pesquisa. Há dois anos era uma salinha no fim do laboratório geral da vila, agora tinha seu próprio prédio tão alto quanto o próprio escritório do Kazekage. Hanatarō sorri vendo as pessoas andando felizes na nova vila construída graças aos avanços científicos realizados com a inteligência de Takura, sua mentora. Antes, ele só via uma vila pobre, com construções de areia frágeis, com um horizonte desértico, dependendo de outras vilas, inclusive de Konoha, para conseguir sobreviver, mas agora... Sunagakure estava grandiosa novamente e tinha comprado sua independência. As construções ainda tinham porções de areia, mas eram forjadas em metais nobres, em ouro, em prata, criando grandes casas e prédios. As lojas estavam cheias de especiarias únicas, pois o trabalho de encontrar certos ingredientes se tornou muito mais prático desde que a vegetação voltou a florescer nos arredores da vila; onde antes era só deserto agora possuía vielas de relva, florestas, rios e uma fauna cheia de roedores, mamíferos e carnívoros.
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Vilarejo Atual
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Perdeu-se no caminho; [Fillers] - em 9/6/2018, 20:18

*Aquela eu muito mais nova vivia se escondendo, e se deparava com um limite que não poderia superar naquela idade. Com muita pouca idade e certeza nenhuma quanto ao ano ou dia do meu nascimento só entendia estar viva e que muitas coisas tendiam a se prender em mim.
O peso que algumas daquelas coisas possuíam, superavam o meu muitas das vezes. Armas ninjas que eram miradas contra mim, mesmo quando erradas procuravam me encontrar. E com pouco controle o que eu podia fazer? Era salva pelo acaso quase sempre, ou talvez fosse essa dadiva em ser prodígio que hoje sei que possuo.

Por ser seguida por grandes destroços de aço acabava por sempre ter meus esconderijos revelados. Mesmo quando cobertos de lodo pelo abandono os movimentos involuntários que a energia até então desconhecida por mim provocava acabavam por chamar atenção. Quando uma arma ultrapassava a primeira camada do que compunha algum daqueles objetivos outro lado das massas a impedia de avançar. Alguns desistiam, outros não, mas pela terra usando de uma placa de aço para cavar nunca encontrei dificuldades para fugir.

Saber onde eu estava pelo aço que cobria minha localização acima do solo nunca garantiu que alguém que tentasse conseguisse realmente remover aquilo da terra, fosse à força ou mesmo com explosões que ouvia enquanto cavava para me locomover por baixo do solo. Eu não tinha domínio sobre aquele poder, ele tinha sobre mim e por isso eu tinha de escapar pelo solo, os detritos que não alcançassem o túnel atrás de mim me acompanhavam sempre por cima da terra.

Alguns meses sobrevivendo assim não cogitava pensar que estava viva. Desconhecendo o conceito de inferno não cheguei a comparar enquanto vivia sob essas condições, mas hoje penso que talvez possa ser um castigo terminar a eternidade daquela maneira. Mesmo parecendo pouco tempo foi o suficiente para me acostumar com o peso que algumas vezes tinha de aguentar mesmo parada, e com mais algum tempo conseguia até mesmo mantê-los afastados.

Não distinguia o metal do aço, muitas vezes me assustava enquanto conseguia manter os “trecos” que me seguiam mais distante e saltando de uma árvore para o solo me deparava com algum detrito de metal. Até me dar conta que ele não viria para cima de mim o susto tirava minha concentração o suficiente para ser alcançada pelos pedaços de aço abandonados.

Em um segundo ano que aprendi a contar através das estações acompanhando o tempo ao meu redor já me abrigava do frio antes que ele me alcançasse. Como uma pequena habitante da floresta, fiz muitas amizades com animais que desapareciam rapidamente.
Sem muitas opções teria de ter paciência, das épocas mais difíceis da minha vida como uma das órfãs da floresta o inverno acompanhou todas, enquanto na primavera as árvores e flores guardavam uma fartura de insetos, no inverno todos desapareciam sobrando apenas às cascas das arvores que trocava na medida em que o frio conseguia penetrar as aberturas.

As roupas que usava quando saí de casa com o tempo não me cabiam mais, e mesmo passando por pequenos vilarejos faltava-me coragem para pedir ajuda. Ou talvez fosse apenas minha timidez. Pode ser que com uma família por perto não teria alcançado o ápice do meu poder, mesmo sem controle aquele ápice reduziu todo o aço que me perseguia por anos a pó. O lodo que cobria os destroços maiores não conseguia se prender naqueles grãos, e enquanto até mesmo as armas de aço que foram fincadas onde o lodo se prendeu também se desfez.

Não tinha mais aquela perturbação de ser perseguida por coisas perigosas, ao perder o controle que tinha de ter para manter os grãos longe da pele eles apenas se prendiam a mim. Comparada às dores que sofri anteriormente, quando grandes objetos com partes pontiagudas ou cortantes, chegava a ser relaxante, conseguia finalmente dormir.

Dias mais prósperos seguiram a partir daquele momento, como eu poderia imaginar isso quando ainda menina e morava na mata enquanto não atraía nada. Teria sido a razão de eu ter as memórias lavadas antes de ser abandonada? Este poder se encubou em mim antes de se libertar gradativamente, talvez de forma muito poderosa ou decepcionei realmente aqueles que me abandonaram.

Ali já não podia mais ter amigos, ou pensar em me abrigar em árvores, tive de me superar todas as vezes que a chuva alcançava a mata antes que eu pudesse encontrar uma caverna. O que não vinha das mãos, eu se quer sabia de onde vinha, mas eu assumia o controle através da insistência, com os punhos e olhos fechados procurava parte por parte em meu corpo até conseguir imaginação o suficiente para me cobrir.

Um azar era ter de ficar na mesma posição com a mente em claro para me manter a salvo da água da chuva que tornavam as menores brisas muito mais gélidas que eu poderia aguentar. Sentia-me mais cansada depois de pegar chuva, mas o tempo cura, e a água que vem do céu enchiam os rios onde eu me refrescava de todas as formas. Nada disso me tornaria mais fraca, pois eu me tornava mais resistente na medida em que os desafios surgiam.

Pobre de sentimentos continuava a sobreviver sem conhecer o que é vida. Entendia muito pouco aquele poder que residia em mim, imagine a complexidade que a vida realmente é. Tudo estava indo bem desde que eu me limitava a permanecer onde consegui encontrar uma caverna próxima do riacho, praticamente uma toca, mas muito concorrida. Se não fosse aquela área negra que me cercava o tempo todo teria perdido o meu abrigo da chuva. Passaria muito tempo residindo aquele buraco, mas percorreria todas as direções durante o dia, àquela curiosidade que despertou em mim quando conheci o sentimento de saudade ao perder companheiros animais para caçadores me guiava para longe e me trazia para a toca. Enquanto a segurança que provinha do pó de ferro me rodeando o tempo todo e crescendo mais e mais a cada dia estivesse comigo eu ficaria bem.

O treinamento que fora iniciado em um dos temporais de verão para fugir da chuva se estendeu pelo outono, e mesmo sem uma motivação natural tinha de estar pronta bem cedo. Antes mesmo de deixar a toca naquele primeiro dia tentei de braço estirado com a mão aberta em direção ao tornado de pó que rodeava o buraco faze-lo se abrir, mas foi uma tentativa em vão. Descobrir que não era da forma que estava tentando demorou muito tempo. Sem ajuda tive que entender através dos erros cometidos na prática como formar coisas pequenas mesmo sem conseguir parar aquele tornado.

Quando já fazia muito tempo que deixei de lutar contra aqueles grãos que me cercavam, pequenos moldes se formavam a partir dos pós que conseguia controlar. Sem saber o quanto mediam as formas também não sabia o tamanho dos meus pés e demorou mais um tempo até que eu conseguisse estender as modelagens para que ambos os meus pés se sentissem confortáveis sobre aquela nuvem de pouca forma. Na primeira vez de pé em cima de uma pequena nuvem de pó dentro do turbilhão acabei me desequilibrando.

Não conseguindo permanecer de pé por falta de equilíbrio estendi por três dias aquele treino até que a nuvem que eu conseguia produzir suportasse meu corpo, ao menos sentada. O tempo me concedeu domínio sobre o turbilhão de pó de ferro e uma família adotiva em konoha.*

Com o pó de ferro que dominava a ponto de manter este poder dentro de mim sem afetar ao meu redor poderia tirar um dia para treinar. A permissão de meus pais foi concedida logo no café da manhã, sem que eu precisasse pedir minha mãe me sugeriu que o fizesse.

Partimos de nossa casa para a mesma direção, enquanto eles partiram para a academia ninja onde trabalhavam em setores diferentes eu fui para o campo de treinamento que antecede a floresta da morte. Tantos foram os dias que precisei treinar sozinha sem conhecimento do fluxo de chakra que fluía pelo meu corpo. Não que tudo o que eu passei tenha sido em vão, mas que sem o treinamento que recebi na academia onde consegui ingressar através dos meus pais adotivos não chegaria ao nível de controle que cheguei. Não dominava o chakra como dominava a areia que se mantinha atraída pelo macacão que recebi de presente em meu primeiro aniversário quando já habitava em konohagakure.

Hp: 200/200
Ch: 200/200
St: 3/3

Considerações:
- Perícia de 2 pontos vai para 1 com a qualidade prodígio eee o/
- Esse filler inteiro além das quatrocentas palavras é o desenvolver da perícia na vida da personagem, perícia em satetsu.

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A vida vai te ensinar a ser forte antes de ser feliz
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Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

Re: Perdeu-se no caminho; [Fillers] - em 9/6/2018, 21:56

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