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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Melhorias]Eryth - 16/6/2016, 01:01


Conforme as folhas alaranjadas pereciam e se jogavam contra o solo, outras folhas nasciam em seu lugar, tomando seus lugares uma vez que o ciclo se encerrava. O processo de evolução, embora as vezes lento, é um ciclo belo e infinito, renovando não só as coisas, como também as pessoas. Para me tornar alguém melhor, deveria começar a evoluir para algo melhor, uma vez que não poderia deixar as coisas continuarem como estão – um fraco como eu não poderia defender ninguém, sequer a mim mesmo.

Conforme o exame chunin se desenrolava, não haviam muitos rostos conhecidos pelos arredores – rostos estes que por sinal, eram pouquíssimos. Tudo que me restava nesse período, talvez fosse treinar e me tornar forte o bastante para participar do próximo evento, então decidi tomar um dia para sair do bar para fazê-lo.

Então você acordou ? Que milagre! Sequer precisei ir chamá-lo — Baltra estava animado logo cedo, como de costume. Cozinhar certamente era a primeira coisa que fazia todos os dias — pelo menos todos os dias que eu estive por perto — para nós. Ele parecia saber sempre quando eu estaria acordado ou não, já que apenas cozinha o necessário.

Sim. Hoje eu vou sair para fazer algo por aí, então não me espere — Prato limpo, simplesmente uma refeição digna do paraíso. Com um sorriso no rosto, levantei-me e parti para o desconhecido, acenando e deixando o bar.

Andei por algum tempo pela vila, pensando em como poderia fazer um treinamento elaborado, algo capaz de me tornar mais forte, mas pensar em algo seria em vão. Caminhei até o campo de treino que frequentava, uma vegetação cobrindo todos os cantos que os olhos poderiam enxergar, uma vista e tanto. Logo de cara, fui capaz de avistar a pedra em que me sentava quando vinha descansar, ela não sofria qualquer tipo de erosão, mesmo com tanto tempo se passando.

Não havia preparado nada para o treino, então apenas me sentei sobre a rocha em profunda lamentação. Um falso sorriso tentava esconder minha indignação em fracassar novamente, o que talvez fosse meu maior talento. Mantive meus olhos nos céus, admirando as nuvens se movendo para todos os lados, mantendo uma velocidade padrão e movimentos sutis — Hmm...mas que droga. — Sussurrei à mim mesmo, que provavelmente era a única pessoa por ali — talvez não por muito tempo.

Alguém se aproximou, aproveitando-se de minha desatenção, cobrindo meus olhos com suas frias mãos. Um choque térmico fez com que me contorcesse de imediato, levantando da rocha que até então era um local de descanso, para visualizar a figura que atormentava meu silêncio. Uma pequena garota, com cabelos não muito diferentes dos meus — talvez um pouco mais claros — e olhos certamente diferentes, ela não possuía qualquer característica marcante, mas sua presença era certamente algo marcante por si só. Com notável indignação, perguntei o motivo de sua brincadeira infantil.

Quem é você garota ? O tá fazendo por aqui ? — Não queria ser rude, mas acabei sendo sem sequer notar. Meus olhos semicerrados expressavam toda minha dúvida, sendo aquele ser à minha frente um verdadeiro mistério.

Eu sou Veronica, muito prazer! Embora eu ainda não saiba seu nome — Sua voz não passava qualquer impressão se não "inocência", ela de fato parecia ser alguém bem jovem.

Eu sou Meliodas. Muito prazer, a propósito. — Falei educadamente, embora minhas pálpebras baixassem uma vez mais, cobrindo grande parte de meus olhos — Você ainda não me disse o que está fazendo aqui.

Eu moro aqui, embora provavelmente não possa dizer o mesmo de você. Nunca o vi por aqui, o que você faz deitado sobre essa pedra ? — Ela me pegou, de fato era uma excelente pergunta.

Eu ? Eu estou tentando achar um meio de treinar para ficar mais forte. — Fui sincero com ela, embora talvez ela não tivesse qualquer conselho para me ajudar.

Ficar mais forte ? Que tal uma luta com meu irmão ? Ele é bem forte, com certeza ela pode ser um desafio e tanto — Ela tinha forte convicção em seu irmão, mas era de fato uma boa ideia, nem que fosse apenas para passar o tempo. Um desafio aceitável, eu diria, acenei com a cabeça indicando minha vontade de fazê-lo.

Tudo bem, eu farei isso. Obrigado pela dica, pode ir chamá-lo. — Coloquei minha mão sobre sua cabeça em forma de agradecimento, alisando seu liso cabelo de forma rápida, mas de forma a não bagunçá-lo.

Ela se foi, em direção de um velho casebre não muito longe dali. Pude vê-la abrindo a porta e sequer precisou fechá-la, já que em pouco tempo saiu novamente, levando consigo um gigante. Talvez seu irmão tivesse três vezes minha altura, talvez até mais. Agora eu sabia o motivo pelo qual ele era invencível, quem conseguiria vencer alguém assim tão grande ? Ela chegou então, com seu irmão ao lado, alguém que provavelmente seria responsável por alguns severos ferimentos em meu corpo. Ele se apresentou, colocando sua mão direita próxima à testa, semelhante aos treinadores táticos que vi uma vez pelo bar, indicando que talvez ele possuísse um preparo tão bom quanto aos ninjas de elite da vila.

Eer...Boa Tarde. Sou Meliodas, qual seu nome ? — Não poderia de forma alguma faltar com respeito com esse sujeito, ele talvez fosse capaz de arrancar meus ossos pela boca ou coisa pior.

Sou Griamore, minha irmã me disse que quer lutar comigo. Isso é verdade ? — Ei, ei, ei, eu nunca havia dito isso. Minha expressão permanecia alegre entretanto, indicando minha empolgação para enfrentá-lo.

Isso mesmo, o que me diz ? — Esperei uma resposta, embora talvez ele visse as coisas de uma forma diferente.

Com um chute rápido, porém não rápido o bastante, ele me disparou alguns metros para trás, talvez não fosse exagero dizer que ele me fez voar como uma bala. Mesmo com meus braços perdendo no quesito músculos, fui capaz de impedir que seu chute atingisse meu tronco, cruzando-os para parar o chute. Ele se aproximou como uma bala, correndo tão rápido que meus olhos quase não podiam acompanhá-lo, me obrigando a agir por instinto; apoiando minhas mãos no chão, coloquei meu corpo em suspensão no ar, desviando-me de seu chute baixo, que provavelmente almejava minhas pernas.

Ele era rápido, então não havia como bolar uma estratégia conforme a luta fosse se desenrolando, era agora ou nunca. Com seu punho se aproximando de meu rosto, segurei seu pulso com a mão esquerda, me aproveitando do impulso para girar meu corpo e me apoiar sobre seu braço, pulando com facilidade para suas costas, em seguida. Preso em suas costas, ele não poderia me atingir com seus punhos ou pés, embora ele pudesse adotar outra ofensiva que esqueci ser possível; ele pulou com força, atingindo uma enorme altitude, permanecendo com suas costas para o chão à todo momento. Se ele caísse em cima de mim, não seria nada agradável, então não poderia permitir que isso acontecesse.

Me preparei e esperei pelo momento certo, girando mais uma vez sobre seu corpo, aproveitando ao máximo meu tamanho pequeno para sair de suas costas e permanecer sobre seu tronco. Atingir o chão levantou uma enorme onda de poeira, impossibilitando qualquer um de nós de enxergar, talvez quem fosse capaz de recobrar a visão primeiro seria o vencedor, bastava apenas ao destino revelar quem seria o premiado. Conforme meus olhos começavam a se acostumar com a sensação de ardor, no momento em que havia me livrado dos ciscos, fui surpreendido pelo gigante, que me segurava com facilidade pelo pescoço, apertando-o com o que parecia ser apenas metade de sua força — embora fosse suficiente para quase parti-lo ao meio.

A falta de ar começou a fazer meus pulmões implorarem por ar, embora não conseguisse atender ao pedido até que me soltasse, algo que não seria fácil. Griamore pedia, não, implorava que eu me rendesse, ele queria que eu desistisse e declarasse-o vencedor — assim como todos os outros que ele enfrentou fizeram. Não havia condição alguma de vencê-lo no meu estado atual, não havia sequer como salvar a mim mesmo, talvez meu sonho de ser alguém capaz de ajudar a todos não pudesse nunca se realizar afinal. Com minha mão esquerda, já sem forças, toquei seu punho responsável pelo estrangulamento, enquanto meus olhos se fechavam lentamente e a respiração se enfraquecia, talvez não fosse a hora certa, ou talvez não houvesse hora melhor para o que estava por vir.

Com meus olhos abertos uma vez mais, soquei seu rosto com a força que me restava — ou talvez com o poder que vinha à tona no momento — fazendo com que ele fosse arremessado alguns metros para trás, enquanto se arrastava pelo chão, levantando uma leve nuvem de poeira e terra. Meus olhos esmeralda se encontravam negros, assim como eram as marcas que cobriam meu lado direito, desde a testa até a ponta dos braços e  barriga. Em um piscar de olhos do adversário, um soco baixo o vez voar contra os céus, jogando-o vários metros altura acima, apenas para recepcioná-lo com mais uma sequência de golpes quando atingisse o solo.

Não fazia aquilo por vingança ou desejo de sangue, mas um demônio como eu não se pode dar ao luxo de morrer para qualquer inimigo que enfrentar. Então com uma cabeçada, coloquei aquele sujeito para dormir, enquanto de sua boca vazava uma quantidade razoável de sangue, também sendo possível notar a ausência de alguns dentes. Griamore havia finalmente sido derrotado, por alguém menos e mais "fraco" do que ele, embora talvez a luta não houvesse sido justa.

Acordei talvez várias luas após o feito, dormindo sobre minha cama, no bar — Que estranho, o que será que aconteceu ? — Me indaguei, embora tudo que me restasse era descansar, já que aquela luta havia me drenado completamente. Talvez um dia eu me tornasse mais forte, mas não é preciso ter pressa.

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Última edição por Akihito em 12/6/2017, 16:06, editado 3 vez(es)
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Re: [Melhorias]Eryth - 16/6/2016, 10:43

Originalidade: 10/20
Gramática: 15/20
Fluidez: 15/20
Interpretação: 10/20
Treinamento: 20/20
Total: 70/100

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彼らはそれを魔法と呼ぶ
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Re: [Melhorias]Eryth - 7/7/2016, 11:03


ANO I - THE FIRST JOB

Desde pequena, me ensinavam que a vida não era justa com ninguém, embora eu duvidasse um pouco do assunto; imaginava que os ricos deveriam ter algum tipo de parceria com "a vida", afinal tudo para eles é fácil de se conseguir. Em um mundo onde pobreza é algo normal, nós ninjas devemos servir ao nosso vilarejo, sem questionar sua ordens, em troca de uma quantia miserável de dinheiro, algo que já estava farta de aturar.

Com teor de ganância, fui atrás de um contrabandista conhecido pelas más línguas, alguém influente e poderoso no vilarejo, alguém que embora perigoso, não era visto como alvo ou ameaça. Conseguir uma reunião não havia sido moleza, afinal acabar com a raça de alguns grandalhões as vezes pode ser bem cansativo, mas acho que fui persuasiva o suficiente para que eles entendessem o recado e o repassassem para o chefe.

Com um dia de chuva, como todos os outros dias da minha vida — ou ao menos daqueles que ainda conseguia recordar — saí de casa em busca de riqueza. A água escorrendo por minha máscara e molhando minha roupa me incomodava, mas a dor de cabeça era mais intensa à ponto de me fazer cambalear, a tontura não me impedir de conseguir continuar andando em linha reta, rumo à meu objetivo. Mas eu parecia ter chegado cedo, afinal não havia ninguém no local marcado, ninguém à não ser uma sombra negra, isolada e silenciosa, infelizmente era eu mesma.

Com certo alvoroço, eles chegaram com grande estilo, devo admitir; uma entrada triunfal, digna do uso de uma bomba de fumaça. A aparição do senhor de barba grisalha me fez ficar agitada, já que era ele quem eu buscava todo esse tempo. Com algum silêncio prévio, comecei o diálogo, enquanto alguns de seus capangas começavam a rodeá-lo, formando um semi-círculo.

Eu soube que está contratando. Que tal uma tentativa ? — Falei com voz abafada e monótona, cortesia da máscara que cobria meu rosto.

O senhor não tardou à dar sua resposta — Claro, por que não ? — Direto e claro, entregou-me um pedaço de papel em branco, ou talvez ele parecesse estar em branco, já que só havia uma coisa escrita em letras miúdas — "Shimi Gurashi". Meu primeiro trabalho me parecia ser um assassinato, algo que não me pareceu tão difícil; com uma reverência, me virei e parti.

—X—

De longe, avistando uma ponte quase vazia, era possível avistar um velho senhor portando uma estranha katana de cor azul. Acontece que eu fiz meu dever de casa, o senhor era meu alvo, o velho Shimi foi um grande ninja no seu passado, sendo incrivelmente conhecido por seus feitos e sua habilidade, seu trabalho esforçado fez dele um herói de nosso vilarejo, mas agora ele não passava de uma parede entre mim e algo mais valioso do que qualquer coisa que ele pudesse possuir, então sem pressa alguma, o segui pela vila até começar a entardecer, já que precisaríamos estar sozinhos para que não fosse descoberto.

Não sendo nenhum tapado, Shimi se virou assim que percebeu minha movimentação, seu olhar de reprovação era evidente, um senhor de idade avançada fitando uma criança maculada pela escuridão, sem piscar ou reagir sequer um segundo, demonstrando respeito para com seu assassino. Os arredores se tornaram silenciosos, conforme os civis se retiravam do local aos poucos, deixando-me sozinha com meu adversário, mas ele fez o primeiro movimento, surpreendendo-me.

O bote de sua espada era parecida com a de uma serpente, seus olhos petrificaram meu corpo, tornando-me imóvel por alguns segundos; ele de fato tinha intenção de me eliminar. Seu golpe parou alguns segundos de meu pescoço, enquanto sua espada era jogada ao chão, ele pôde perceber sua sombra se entrelaçando com a minha, um sinal de mãos deixava claro o que havia acontecido — Um Nara...que tipo de assassino mais peculiar — Resmungou o velho, enquanto já pensava em quais seriam suas últimas palavras, mas com um senso de justiça como o meu, insisti em saber algo antes de terminar o serviço.

— Por que alguém como Shimi Gurashi desperta ódio e tem cabeça desejava pela sociedade das sombras ? — Indaguei, talvez desejando ouvir seu lado da história, devia haver alguma razão pela qual Shimi deveria ser morto e eu gostaria de saber esse motivo.

A ligação entre nossas sombras se desfazia devagar, ele percebeu que minha curiosidade havia se expressado e resolveu relaxar enquanto se sentava sobre o chão. Com sua mão direita esfregando sua barba, ele fechou seus olhos e começou a falar.

Eu cometi alguns erros no passado, embora isso possa ter zangado algumas pessoas. Meu irmão foi quem mais sofreu com minhas escolhas, então ele deve ter motivos para querer se vingar. — Terminou calmamente, sendo então fácil sacar o que estava acontecendo — Meu irmão, Shura, deve ser o líder da Sociedade das Sombras, alguém com tanto poder como ele seria capaz de algo do gênero.

Não era algo inesperado, visto que um pedido de assassinato muitas vezes pode ser movido por vingança ou ódio. Uma indecisão tomou minha mente, embora dinheiro fosse algo extremamente bom, não seria sensato tirar sua vida por algo do gênero, então talvez pudesse me arrepender mais tarde, mas não poderia ceder à ganância — Tudo bem, eu entendi... — Me virei de costas para Shimi, desaparecendo nas sombras.

—X—

Com o desabrochar da flor negra, surgi em meio aos escombros da fábrica abandonada; sede da Sociedade das Sombras. Com uma rápida olhada ao redor, percebi estar sozinha, ou talvez não tão sozinha quanto imaginava. Com diversos vagabundos surgindo dos cantos, o velho de barba grisalha apareceu mais uma vez, com um semblante sádico e risonho, enquanto saboreava precocemente o sabor da vingança — Terminou o serviço ? Eu pedirei por provas, se não se importa... — Resmungou, não parecia tão feliz quanto antes.

O serviço ainda não está completo...mas acho que estamos falando de serviços diferentes. — Não era um simples capacho que ele poderia manipular, com arrogância demonstrei minha rebelião. Uma kunai disparada contra seu pescoço foi aparada por uma espada, haviam muitos homens ali para protegê-lo afinal — É incrível o que o dinheiro faz pelas pessoas. Como por exemplo, salvar a vida de um porco como você... — Já estava irritada, não me restavam muitas opções se não acabar com seus capangas antes de acabar com ele.

Com todos os capangas vindo de uma só vez, não tive problemas em desviar de seus golpes, já que eles pareciam mais lentos do que caracóis, além de cair facilmente após receber alguns socos. Sem esforço algum, todos haviam sido nocauteados, dando tempo para o desgraçado fugir.

—X—

Um velho correndo pela rua era algo chamativo para as pessoas, ainda mais quando ele corre enquanto grita pedindo por socorro. Uma shuriken certeira prende sua manga sobre uma superfície próxima, uma parede de que o material não pude reconhecer no momento. Um porco aprisionado, agora era hora de terminar meu serviço, matá-lo me daria acesso à toda sua fortuna, então mal podia esperar para acabar com ele, mas algo chamava minha atenção para outro lado; uma sombra tomava forma humana, uma figura encapuzada vestindo minha máscara. Uma cópia de mim se apresentava, ela implorava que não fizesse mal ao pobre homem, mesmo que suas mãos estivessem tão manchadas de sangue quanto um campo de batalha. Com um rápido olhar em seus olhos, não tive outra vontade que não matá-lo imediatamente, mas meu soco havia sido parado por uma figura recém chegada.

Shimi veio depressa, aparecendo rapidamente para socorrer seu irmão. Com ódio no olhar, observei sua expressão, entrando em choque ao notar suas lágrimas e ódio misturados em algo indescritível. Com um sorriso ligeiro, ele pediu que me afastasse, deixando o resto para ele, então não havia nada à fazer que não deixar o resto do trabalho para o velho, afinal aquilo era claramente um negócio de família.

—X—

Com dor no cabeça e uma forte náusea, sentei sobre minha cama, enquanto refletia sobre o que havia me ocorrido. Um corvo negro repousava sobre a cabeceira, cuspindo grosserias e ofensas para mim, como se minha auto-crítica já não fosse o bastante para me punir. Afugentar os maus pensamentos e dormir um pouco me faria bem, afinal ainda teria muita coisa pela frente, já que a minha história está apenas começando.


Ps: Filler do Primeiro Ano Pós Timeskip, Não Avalia Ainda.
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Re: [Melhorias]Eryth - 7/7/2016, 17:36


ANO II - THE BLOODY MURDER

Muito tempo havia se passado desde aquilo, talvez sete ou oito meses, embora isso já nos colocasse em outro ano, não é verdade ? As dores de cabeça não paravam, não importava quanto o tempo passasse, mas já me acostumei com a sensação, de certa forma ela me lembrava que eu estava viva.

Depois de algum tempo, não sentia mais remorso algum em matar alguém, embora não pudesse sair por ai matando à esquerda e à direita, deveria tomar cuidado para não ser descoberta. Conforme você mata, você começa a pegar o jeito, como dizem, tudo fica mais fácil à medida que você continua praticando, isso é a mais pura verdade. Passei algum tempo vagando pela vila, sem rumo, embora os trabalhos vindos de contrabandistas ou líderes de organizações criminosas fossem sempre bem vindos, já que precisava obter dinheiro de alguma forma, mas talvez eu estivesse extrapolado um pouco a linha tênue entre ser uma arma ou um ser humano, já que estava sendo facilmente manipulada.

Conforme mais pensava nisso, mais pensava que talvez devesse parar com essa ganância, embora ficasse endividada de largasse tudo agora, então dúvidas e mais dúvidas corrompiam minha cabeça conforme caminhava pela aldeia, apenas para respirar um pouco de ar. Quase que como um milagre, estava sem minha máscara, vestindo apenas moletons — embora fossem da típica com preta — que demonstravam o quão descontraída eu estava.

Com minha atenção sequer focado por onde caminhava, não pude evitar de trombar com um garoto, embora nenhum de nós tenha de fato se incomodado muito com o que ocorreu, uma troca rápida de olhares foi suficiente para que nos desculpássemos um com o outro e partíssemos, mas algo naquele idiota me parecia familiar, se não incrivelmente nostálgica. Talvez o conhecesse de algum lugar, mas talvez fosse apenas um déjà vu ou coisa do gênero. Continuei caminhando até ser abordada por alguns homens, ambos mascarados e trajando negro. Com um piscar de olhos, partiram deixando apenas um aviso, um papel indicando uma nova missão.

Como de costume, fui até minha casa para me preparar para o serviço, segurando minha máscara com ambas as mãos, me perguntava se aquilo era certo, enquanto a máscara tomava vida, falando comigo sobre minhas decisões — Você não se arrepende ? Você acha que ganhará algo fazendo isso, além de um pedaço velho de papel ? Está na hora de acordar. — embora sua oratória fosse interrompida por um badalar na janela; um deles havia chegado para me indicar o caminho, a hora havia chegado.

Uma mansão grande, muitos guardas, era uma fortaleza de apenas uma entrada, uma invasão que talvez levasse à minha morte. Com alguns movimentos velozes o bastante para não ser detectada, atirei contra os guardar uma bomba de fumaça, tornando minha kunai e papel bomba indetectáveis, nocauteando boa parte da segurança, mesmo que à custo de meu elemento surpresa. Conforme grande parte da segurança se movia para a porta da frente, me movi pelos lados, indo em direção do salão principal, que talvez seria onde meu alvo estava, embora tenha encontrado alguém que não queria por lá.

O mesmo garoto estava por lá, era coincidência demais o fato de termos que nos enfrentarmos. Ele me pegou de surpresa com um sorriso, o fato de estar tão seguro com uma batalha assim era admirável, talvez sua força fosse demais para mim, mas não poderia me dar por vencida. Com uma sequência de golpes físicos, passamos um bom tempo nos golpeando; socos bem sucedidos; socos aparados ou desviados, tudo parecia estar à favor dele, embora ainda tivesse um trunfo na manga — Você é forte, embora não possa me deixar vencer aqui. — Com uma distração rápida, o capturei com meu Kagemane no Jutsu, deixando-o aparentemente parado por algum tempo — É só isso que sabe fazer ? Você não está nem tentando acabar comigo. — ele não era esperto o bastante para percebeu que sequer era o verdadeiro alvo, já que não ganharia nada acabando com ele, decidi recuar, indo em direção do verdadeiro prêmio.

Uma bomba de fumaça disparada no ponto certo, fez com que ele se bobeasse e me perdesse de vista, permitindo que eu fosse ao encontro da verdadeira presa dessa caçada. Com a porta de seu quarto arrombada à chutes, não havia mais nada em meu caminho além de alguns guardas inexperientes, que foram derrubados em segundos. Seu suor era claramente visível, inundando suas cobertas conforme me aproximava, demonstrando que ele já sabia o que vinha em seguida. Saquei uma kunai, enquanto me preparava para tirar sua vida fui surpreendido mais uma vez — Espere! Você não tem que fazer isso! — não acreditei, ele havia chegado cedo demais, com a única saída bloqueada não teria como fugir do quarto, mas se me rendesse talvez passasse o resto da vida na prisão.

Você é realmente uma pedra no meu sapato. — Resmunguei, era evidente que ele havia me atrapalhado demais para um dia só, mas algo na frase dele era verdade, "eu não precisava fazer isso". Para me atormentar ainda mais, vi uma sombra tomando uma forma encapuzada, que embora parecesse a representação da morte em pessoa, tomou o lado do garoto, implorando que o ouvisse. Não havia outra forma de terminar, guardei minha arma e caminhei para fora do quarto, lentamente. O caminho estava livre, já que a missão dele não era acabar comigo, apenas impedir a morte do velho.

Como meu primeiro trabalho fracassado, acabei perdendo credibilidade, o que fez com que os mercenários parassem de me procurar; embora os poucos que ainda viessem me contatar tivessem apenas perdido tempo. Como há muito tempo, havia me tornado alguém que eu não era, acabei mudando minha forma de pensar mais uma vez, me tornando alguém mais ciente do que é certo e errado, talvez alguém interessado em realmente viver e não apenas existir.
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Última edição por Eryth em 8/7/2016, 13:04, editado 1 vez(es)
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Re: [Melhorias]Eryth - 8/7/2016, 19:55

Originalidade: 8/10
Gramática: 6/10
Fluidez: 7/10
Interpretação: 8/10
Treinamento: 3/10
Total: 30/50 (arredondado)
Atributo: Obtido.
Aprendizado: Não teve.

Já vi algumas histórias com o assassino frio que mata por dinheiro e não se importa com ninguém, blábláblá. Teve uns erros de concordância e palavras erradas em ambos os posts, dava pra concertar fazendo uma revisão. Você usa poucos pontos finais, o que deixa a leitura sem pausas e um pouco cansativa. Não teve treinamento mas eu dei três pontos extras por conta de ser o timeskip.
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Re: [Melhorias]Eryth - 20/7/2016, 10:21


SEIJATACHI

Esperar muito tempo para comer nos torna algo que não somos. Alguém como eu, não consigo me manter são sem me alimentar adequadamente — mas quem dera fosse apenas preciso de um pão ou um pouco de suco.

Minha mãe estava morta e meu pai jamais havia me ajudado em nada. A estrada fria, tão fria quanto a brisa que tentava roubar meu cachecol, esfriavam meus pés, assim como meu corpo e alma. Sem ninguém para cuidar de mim, a não ser eu mesmo, não tinha escolha se não sair em busca de comida, já que sequer ganhava salário ou alguma forma de pagamento — afinal, uma mãe morta e um garoto abandonado não é motivo o bastante para desembolsar alguma grana.

Vivendo como um animal na floresta, matando animais e morando em galhos de árvore, não era uma vida digna. Não era incomum ver gente andando pela floresta, procurando por mim, ou talvez por algum animal selvagem para matarem e mostrarem o quão selvagens eles mesmos são.

Não importava quanta comida eu ingerisse, minha barriga parecia roncar e roncar cada vez mais alto, mesmo que eu não soubesse o motivo. Talvez eu não pudesse sobreviver apenas comendo animais ou plantas, então deveria fazer o impensável.

Alguns dias se passaram, os caçadores retornaram mais uma vez, trazendo algumas armas e armadilhas. Não eram tão altos, mas também não eram magros, alguns pareciam levar uma vida extremamente boa. Conforme o tempo se passou e o sol começou a querer se esconder, a maioria deles já havia ido embora, restando não mais do que dois ou três.

A saliva escorrendo de minha boca acabou tomando um rumo que não deveria, caindo do galho, acidentalmente acertando um dos caçadores, chamando sua atenção para a árvore. Com certo hábito, me joguei contra outra árvore no momento ideal, evitando ser achado e mantendo um bom ângulo para observá-los.

Pouco mais do que três segundos, era o tempo que eu teria para matar um deles, antes que o resto pudesse notar. Talvez não fosse um bom plano, mas se pudesse acabar com o único deles portando uma arma de fogo, minhas chances com o resto seriam maiores — então não me restavam dúvidas.

Escorreguei sorrateiramente da árvore, pulando contra o sujeito mais cheio, quebrando sua arma com um soco, enquanto segurava seu pescoço contra o chão, com a outra mão. Acabei não percebendo no calor do momento, mas acabei quebrando seu pescoço, impedindo que ele chamasse a atenção dos demais. Eu mesmo acabei avisando-os, fazendo com que tomassem uma posição defensiva, por minhas costas. Eles sabiam que eu era perigoso, mas não tinham medo de mim. Uma flecha foi disparado em meu tornozelo, fazendo-me urrar de dor, enquanto sentia meu músculo ser completamente penetrado pelo projétil.

Eles não sabiam com quem estavam lidando. Me apoiei na outra perna, a dor em meu tornozelo não poderia me fazer morrer agora. Um pulo na direção do desgraçado que me fez isso, devolvi a flecha que ele havia me dado, acertando-o com um chute na cabeça, tirando a flecha de meu tornozelo. O outro sujeito se aproximava, não tinha mais forças para nada, então talvez o rapaz do meu lado pudesse me dar uma mãozinha.

Retirei a manga dele, mordendo seu braço com força, arrancando então um pedaço. Depois de tanto tempo sem comer algo do tipo, acabei me desacostumando com o sabor. Meu olho direito havia se transformado, assustando o caçador restante. O ferimento de meu tornozelo se curou em segundos, deixando-o ainda mais assustado. Poderia acabar com ele em segundos, mas isso não seria necessário. Fiz um sinal, expulsando-o dali, enquanto pedi que nunca mais voltasse. Ele se foi, talvez tivesse borrado suas calças, mas esperava que nunca mais viesse me ver — ou quem sabe esperasse, já que a comida é escassa nessa época do ano.
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Re: [Melhorias]Eryth - 20/7/2016, 10:40

Originalidade: 6/10 (arma de fogo no universo Naruto?)
Gramática: 7/10 (alguns errinhos bobos)
Fluidez: 9/10
Interpretação: 3/10 (tu é do clã dos canibais, pelo que vi, mas tem o defeito "Molenga"... não sei como interpretar isso sendo que tu atacou os caras, quebrou pescoço e tal sem nem se importar, mesmo com fome deveria desenvolver um pouco mais essa questão)
Treinamento: 0/10 (não houve)
Total: 25/50 (arredondado)

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Re: [Melhorias]Eryth -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.