Naruto RPG
Akatsuki
Não é o único, mas simplesmente o melhor!
Shaka retornou. O inimigo número um da humanidade num passado apagado da existência retornou ainda mais poderoso. Os fantasmas dos heróis que o aprisionaram no passado solicitaram a ajuda de guerreiros poderosos que estivessem dispostos a selá-lo na cadeia do tempo, porém, algo de errado ocorreu. Shaka não só conseguiu escapar dos inimigos como ainda corrompeu os fantasmas e roubou uma das três marcas sagradas do tempo. Enquanto isso, as vilas sofreram ataques massivos de seguidores da religião de Jashin, todos acreditando que Shaka é o verdadeiro deus da morte. Templos foram encontrados nos arredores de cada vilarejo e aos poucos foram derrubados. Mas o inimigo da humanidade não tinha apenas uma carta na manga; Kinarra, um demônio antigo, voltou do além buscando a destruição do mundo, entretanto, ao enfrentar os novos heróis da humanidade, acabou se aliando aos humanos até que Shaka reapareceu e a selou novamente mostrando todo o seu poder. O mundo se encaminha para uma era sombria ou de paz? Só o tempo dirá.
Ano: 66DG
15/03/19 - 05/04/19
06/04/19 - 27/04/19
28/04/19 - 19/05/19
20/05/19 - 11/06/19
17 / 03 – Estamos precisando de novos mestres, graças a alta demanda de novos jogadores o grupo de mestre necessita urgente de novas inscrição, leia mais informações clicando aqui.

07 / 03 Seja bem-vindo ao novo tema do Akatsuki 2019, após o período de 48 Horas de aplicação e testes ele finalmente está funcional, no entanto muitas mudanças, alterações e fixações de bugs ainda ocorrerão, fiquem ligados e quaisquer problemas ou dúvidas entrem em contato com DelRey e Akeido.

11 / 03 O novo sistema de NPCs Nukenins foi finalmente lançado, ele já estava sendo usado através dos RPs da organização “A Ordem” que você poderá conferir clicando aqui e agora finalmente foi implementado através de regra para a futura estreia oficial que ocorrerá através de um evento mundial. Para conferir a regra nova clique aqui.
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力;

力; em 16/12/2013, 12:34



Foi muito tempo atrás que este conto aconteceu, o menino na época tinha somente sete anos de idade; o bastardo Hattori. Este era o seu apelido. Um pouco cruel para uma criança, mas as pessoas pareciam ignorar os sentimentos da criança.

Ódio. Raiva. Sentimentos impuros que uma criança não deveria sentir, mas que o pequeno coitado já conhecia bem. Nunca recebeu o amor de uma mãe, seu pai não era tão caloroso; cresceu sem saber o que o amor paternal e materno podia fazer em seu corpo. Para piorar a situação todos que viviam nas florestas geladas (fortaleza dos Hattori) conheciam seu nome, mas não o chamavam por este, exceto por uma criança. Uma filha do irmão de Hanzo, Mei era seu nome, ela o chamava pelo nome todas às vezes.

Frágil. Pequeno. Sem amor.

Estas três palavras resumiam o garotinho que constantemente visitava as profundezas gélidas daquelas florestas atrás de paz. Buscava somente a exclusão total de todo sofrimento que tinha de sofrer por ser um bastardo. Foi quando ele conheceu os shinobis, na verdade os conheceu em meio a uma missão deles: espionar os Hattori.

Um grupo de shinobis de patente Jounnin viventes da névoa sangrenta (como era conhecida na época) estava vasculhando as florestas geladas tentando encontrar vestígios do tal aclamado clã; o menino conseguiu ouvir escondido entre as árvores algo sobre o assassinato do clã. Com passos leves, afundados na mais pura neve branca e fofa o garotinho correu para sua casa, queria avisar a todos o que estava para acontecer, mas seu pai não estava no dia, era claro os shinobis tinham pensado nisso. Buscando avisar qualquer autoridade dentro das familias, ou seja, os guerreiros mais fortes e velhos o rapaz recebeu somente desprezo de seus olhares, exceto de Mei.

A menina de cabelos loiros e longos acreditou em suas palavras, mas foi à única. O pobre garoto indefeso, sem poderes nenhum tentou levá-la para fora, mas os homens não o deixaram levar uma sangue puro para além dos limites do castelo. Irritado o garoto tentou convencer os guardas do perigo, mas de nada adiantara. Com raiva daquilo o garoto usou seus conhecimentos básicos de luta, arrancou o facão da cintura do homem e apontou para ele com os olhos cheios de lágrimas implorando que o deixassem sair.

Mei também implorou algo para o menino; que ele não machucasse ninguém. O rapaz assentiu o pedido da menina que era a única que o via diferente derrubando o facão ao chão, porém isso trouxe à tona o que o soldado queria. Com a mão direita o homem agarrou o menino pelo pescoço e o ameaçou, disse que o prenderia e o torturaria não só por tê-lo provocado sua fúria, mas sim por ser um bastardo inútil dentro do clã. Mei tentou salvar o garoto, mas o brutamonte usou seu enorme pé, que mais parecia uma pata, para chutar o estômago da criança a derrubando no chão fofo e branco. O jovem rapaz cerrou os olhos com ódio, uma chama floresceu de dentro de seu corpo; seus olhos tomaram uma nova forma: vermelho escarlate como o sangue com uma vírgula em cada globo.

“Olhos de Shinigami” exclamou o ignorante soldado soltando o rapaz em pé no chão. O menino agora com raiva franzindo a testa olhou o soldado se ajoelhar diante dele, pela primeira vez alguém sentiu medo do menino. Com seus olhos ele podia ver todo o fluxo de energia do homem.

Naquela situação o menino sorriu. Mas não era um sorriso de felicidade, era um sorriso insano e obscuro o qual ele nunca tinha esboçado em toda sua vida; fez até mesmo Mei trepidar de medo.

“Ouçam-me. Vocês morrerão se continuarem aqui.”

O rapaz dizia a todos que estavam cercando o acontecimento, mas as pessoas não conseguiam dar ouvidos totalmente ao menino estavam todas apavoradas demais com seus olhos escarlates. Ele não se abatia, estufava o peito e permanecia com um semblante sério e maligno; não lembrava em nada o garoto frágil de sete anos que era até então.

“Você está assustando a todos. Você está me assustando.”

Mei recitou aquilo e o rapaz a fitou por completa estava com as mãos entrelaçadas em frente ao peito e com lágrimas deslizando por suas bochechas rosadas. Os olhos do menino permaneceram rubros, frios, malignos. Seus lábios escuros por culpa do frio se moveram, sibilaram algumas palavras que mais pareciam um pedido de desculpas, mas foram somente para ela. Fitando todos ao seu redor com aqueles olhos cor de sangue o rapaz mais uma vez bradou.

“Se ficarem aqui irão morrer. Shinobis da névoa estão vindo para destruir o clã.”

Uma mulher apertou o filho de colo com seus braços enquanto derramava mais lágrimas de medo. A voz que sempre foi sussurrada nos ouvidos de todos como fraca e indefesa, agora estava uivando forte, raivosa.

“Kunais!”

Gritou um homem que estava nas costas do rapaz. Dos céus uma chuva metálica começou a se aproximar, os olhos do menino começaram a acompanhar as armas e com um movimento padrão ele se moveu na direção de Mei agarrando-a nos braços e desviando das armas metálicas da forma que podia; alguns cortes superficiais mancharam a neve por onde passava de vermelho, mas nenhum dano fatal. Por outro lado as pessoas da vila estavam deveras feridas, alguns jaziam mortos com seus filhos e filhas vivos debaixo de seus corpos.

“Eu avisei.”

O rapaz apenas falou isso. Seu corpo repleto de ferimentos nos ombros, pernas, braços e alguns arranhões no rosto; mas nenhum em Mei. Ele não sentia absolutamente nada pela morte daquelas pessoas, ou pelo menos nada de ruim como tristeza, ódio, depressão. Pelo contrário, aquelas pessoas não faziam a menor diferença para ele. Ele deixou a menina no chão e falou para ela esperar ali, não se mover, apenas esperá-lo que ele em breve estaria de volta.

“Não vai.” Sussurrou a menina assustada.

O rapaz passou a mão molhada de sangue quente nos cabelos dela e sorriu. Desta vez um sorriso gentil e falou.

“Vai ficar tudo bem, eu prometo.”

O menino deu as costas para ela e correu em direção aos portões onde três homens vestindo mortalhas entravam. Corajosamente o menino parou em frente aos três, seus olhos brilhando em um rubro único; algo incomum dentro do clã.

“Aquele não é o Sharingan?” um dos homens perguntou.

O rapaz não se moveu. Logo um grito ecoou em suas costas, era a voz de Mei com toda certeza; ele se virou e viu um homem a agarrando pelo pescoço e perfurando-lhe com uma espada no coração. O sangue jorrou com tamanha força que espirrou em dois metros na neve branca que mudou a cor para vermelho cintilante.

“Desgraçados” sussurrou o menino abaixando a cabeça.

O garoto começou a chorar, gotas d’água molharam a neve embaixo dele e os homens riram. Quando ele ergueu a cabeça os olhos pareciam mais mortais, mais fortes. Ao invés de somente uma vírgula em cada globo agora eram duas, alinhadas com perfeição e negras como os cabelos do jovem. Com um deslize de seu corpo pela neve o rapaz atacou o homem que matara sua melhor e única amiga, pelas costas sem piedade. Saltou e acertou um chute na cabeça do homem que caiu ao chão, o menino agarrou a espada ainda encravada no peito de Mei e arrancou dela vendo uma última vez o rosto ensanguentado dela; cortou em seguida a jugular do homem jorrando sangue contra seu rosto, diretamente em sua bochecha direita.

“Eu vou matar todos vocês”

Com essa frase o menino se virou para os outros três. As lágrimas limpavam o sangue em sua bochecha e lhe davam um ar de vingador nato, o ódio que percorria suas veias atingia sua cabeça como um martelo pesado que o obrigue a seguir em frente; suas pernas tremeram de excitação e seu semblante se tornou medonho como de um assassino sedento por sangue.



Sharingan Nível 1 e 2 com este treino. Sim não tem final.


Última edição por Y. Snow em 31/12/2013, 17:08, editado 2 vez(es)
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Re: 力; em 16/12/2013, 13:24

Aprovado; Duas tomões

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Re: 力; em 16/12/2013, 17:53


ネヴァーモア

“Mau presságio” pensava os homens quando viam um corvo.

Se soubessem o quão errados estavam em afirmar tal coisa talvez, digo meramente que talvez eles pudessem ter se tornado mais forte.

O jovem bastardo Snow não pensava assim dos animais mesmo com a criação que recebera; todos dentro dos castelos de gelo acreditavam e ensinavam suas crianças que os corvos traziam o mal. O que mudava nos pensamentos do jovem? Ele uma vez foi chamado de “Filho dos Corvos”. Aparentemente acreditavam que o sangue impuro do menino ia trazer a desgraça ao clã, talvez estivessem certos.

Coberto de sangue em suas roupas negras e em sua pele clara; coberto pelo pecado do homicídio em seus ombros. O menino caminhava sem rumo diante da imensidão branca, macia e fria chamada neve.

“Corvos?” pensou o menino ao ver um amontoado de bolas pretas mais a frente de seu caminho.

Curioso e exausto o rapaz forçou o corpo a andar até aquela massa negra e quando se aproximou perdeu as forças completamente caindo no meio das criaturas que bateram suas asas voando para sobre os galhos das árvores derrubando algumas penas negras, macias e esbeltas sobre o corpo do menino ofegante.

“O que o garoto fez?” uma voz pareceu ecoar na floresta.

Assustado o bastardo ergueu a cabeça e encarou em um galho derrubado ao chão branco um corvo preto de olhos vermelhos cintilantes, iguais aos olhos que o menino tinha antes de cair sem forças.

“Sou um assassino.” balbuciou sem forças.

“Matou por matar ou em prol de alguém?” aquela voz disse e por um segundo pareceu sair do corvo que fitou os olhos do menino.

“Em prol.” Assentiu o rapaz.

“Então qual motivo de sua tristeza?”

“Eu não fui forte o suficiente para protegê-la.” O menino respondeu e uma torrente de lágrimas começou a deslizar em suas bochechas pálidas e frias.

O corvo esticou bem seu pescoço negro e majestoso focando seus olhos vermelhos e maléficos nos negros e tristes do menino.

“Que tal fazer um contrato conosco?” a voz ecoou mais uma vez.

O menino não entendia direito, mas começou a lembrar de uma antiga história que ouvira quando era menor ainda. Um corvo que vinha das profundezas do inferno julgar as almas humanas buscando aqueles que podem se aliar a ele.

“Sim eu quero.” Respondeu sem titubear.

O corvo bateu as asas e pousou na cabeça do menino; uma fumaça branca pairou onde antes ele estava surgindo um pergaminho aberto, limpo.

“Seu nome em sangue aqui deves marcar, mas saiba que uma vez feito o contrato nunca mais poderá escapar.” O corvo lhe disse.

Poético por si só o menino achou grassa e comodidade nas palavras vindas do além e sem medo algum mordiscou o polegar direito e então com os dedos daquela mão escreveu seu nome, dois Kanjis somente marcavam seu nome principal – Yago – e outros kanjis marcavam o restante. Por último marcou os cinco dedos com sangue no pergaminho que se fechou e desapareceu; o corvo em sua cabeça bateu as asas e pousou no galho.

“Não se acanhe em nos chamar, pois agora um filho dos corvos você é.” O corvo falou e bateu as asas voando para o horizonte deixando o rapaz ali.

Cansado o menino desmaiou no meio da imensidão branca. Dormiu e não sonhou, pois todos seus pesadelos já tinham acontecido.

Kuchiyose
Kuchiyose: Karasu
Rank: B
Descrição: O shinobi invoca centenas de corvos com finalidade de desviar a atenção e piorar a visibilidade do seu inimigo, e também camuflar diversos ataques como mostrado no anime.


Última edição por Y. Snow em 31/12/2013, 17:08, editado 1 vez(es)
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Re: 力; em 16/12/2013, 19:30

Aprovado; Invocarás corvos a partir de agora.

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Re: 力; em 1/1/2014, 18:30



スノー Snow

----- As areias do tempo não mudavam em nada as lembranças do pobre bastardo do clã Hattori. O tempo passava e tudo aquilo ia ficando para trás na lembrança de tantas pessoas, menos nas de Snow; mas isso não era inteiramente ruim, pelo contrário tinha uma parcela de positividade.

----- Duas semanas passadas do incidente que matou boa parte da linhagem das florestas gélidas, o rei e irmão mais velho de Snow lhe deu a permissão de viajar até o vilarejo oculto da folha com a premissa de encontrar sua mãe Uchiha e se tornar um shinobi. O bastardo não pensou duas vezes e aceitou ir embora dali no mesmo dia; mais precisamente quando a noite caísse. Decidiu então que por uma última vez se despediria de todos que gostaria de se despedir, mesmo que fossem poucos. Desceu uma última vez do topo do castelo de gelo até o solo macio e branco tomado pelos cristais de gelo conhecidos como neve e se pôs a caminhar vestindo seu casaco pesado de penas negras.

----- Passou por uma das ruas com enormes casas daquele distrito, o mais nobre distrito das Florestas Gélidas; lá vivia a família de sua amiga falecida Mei, pessoas a quem ele devia perdões. Mesmo em duas semanas ele não tivera tido coragem o suficiente para ir até a mãe de sua amiga, era algo difícil demais para ele. Porém no seu último dia de estadia naquele reino por assim dizer, o rapaz ganhara a coragem para falar diretamente com a mulher. Bateu levemente na porta da casa da mulher, não esperava ser bem atendido, mas a queria ao menos pedir perdão. Não demorou muito e a porta se abriu, os olhares se encontraram; os dele cheios de tristeza e culpa e os dela cheios de veneno e ódio. Rapidamente ele se abaixou, ficou de joelhos como quem pede perdão eterno para uma pessoa, mas a resposta que recebeu foi rude; a mulher esmagou seu rosto contra a neve com ódio.

----- – Não preciso do perdão de um bastardo. – ela fez mais força e depois o soltou, ele se ergueu segurando as lágrimas por ainda ser uma criança e deu as costas para ela tirando a neve do rosto, quando ela gritou.

----- – Yago...

----- Ele queria se mover, mas seu corpo se paralisou, pois nem ela nem ninguém o chamara pelo nome normalmente, nem mesmo seus irmãos o chamavam pelo nome. Ele virou seu rosto tentando olha-la nos olhos, eram olhos profundos e tristes e os lábios rosados da moça se moveram falando: – Deveria ter sido você e não ela.

----- O rapaz assentiu com lágrimas escorrendo por suas bochechas e aquecendo seu rosto frio derretendo os poucos flocos de neve que ainda estavam por ali. Forçando as pernas ele se moveu deixando a mulher tristonha parada o encarando com raiva, suas pegadas na neve ficavam como de qualquer outro.

----- Uma fina tempestade de neve começou a cair, bloqueava a visão longa que o rapaz tinha deixando-o atento a tudo próximo de si, mas ele não desistia de suas despedidas tinha que ir até um lugar dentro da redoma de árvores cristais da floresta, o lugar chamado como Cemitério de Gelo. Era lá que todos os Hattoris eram enterrados, ou pelo menos todos de sangue puro; nunca foi visto ninguém nas lápides bem ornamentadas  alcunha de Snow. Chegando no lugar sombrio e fúnebre o rapaz passou pelas inúmeras lápides esculpidas em mármore e gelo - símbolo da pureza Hattori - até chegar em um em especial que gravava o nome de Mei Hattori. As lágrimas antes secas em seu rosto começaram a novamente deslizar por suas bochechas, seus cabelos dançavam ao ritmo do vento caindo sobre seu rosto choroso e seus olhos com a visão embaçada tentava olhar a lápide mesmo com todas as imagens da menina vindo-lhe a cabeça.

----- – Adeus. Me perdoe Mei... – sussurrou aos ventos como se o espírito da menina pudesse ouvi-lo e dali partiu no meio a nevasca.

----- Naquela mesma noite o jovem bastardo com seus sete anos preparou-se para abandonar seu lar; moradia que nunca lhe confortou como um verdadeiro lar. Enquanto arrumava suas coisas em uma pequena mochila de couro as areias do tempo mais uma vez caíam fazendo-o relembrar do passado. Todas as pessoas que nunca quiseram que o rapaz vivesse entre eles por ser um mestiço impuro. Nunca nem mesmo recebera a condecoração de ser um Hattori, não mesmo a única maneira que era chamada era de "Snow", um título imundo dentro daquele clã. Vestiu o container em suas costas e jogou por cima do corpo o enorme casaco negro de penas, uma peça única.

----- Dentro do castelo de gelo ele olhou para as ruas extensas que eram tudo patrimônio do clã; as casas em suas simplicidades com telhados de palha e estruturadas com madeira e algumas até mesmo gelo. Na noite a única luz que emergia por dentre as ruelas era a da lua, esta mesma lua que estava no topo do céu quando ele decidiu ir embora. Desceu as escadarias e quando alcançou a base do castelo um de seus irmãos estava lá, seu nome: Hitsugi. Os olhos negros do irmão caíram sobre seu corpo, fitava ele por completo; o corpo pequeno e frágil ainda de criança dele. Ambos ficaram parados se olhando, os olhos do pequeno bastardo encaravam direto os de seu irmão sangue puro.

----- – Acho que é um adeus, Snow. – falou Hitsugi encarando-o. – Não penso que será diferente lá fora, mas é sua decisão. – o rapaz terminou de falar aquilo e se aproximou do irmão dando-lhe um abraço, puxou sua cabeça contra seu peito e o ajeitou beijando-lhe a cabeça.

----- – Por vezes, estradas diferentes vão dar no mesmo castelo, certo irmão? – sussurrou a criança uma das frases que seu irmão lhe dissera uma vez e assim os dois se soltaram. – Adeus Hattori. – pronunciou estufando o peito.

----- – Adeus Snow. – respondeu com um sorriso no rosto e assim o pequeno bastardo passou por ele dando adeus ao castelo.

----- De frente para a grande muralha de gelo que separava o clã do País do Fogo o rapaz suspirou fechando o olho se virou uma última vez e fitou bem todo aquele lugar; as árvores congeladas e cristalinas que reluziam o brilho da lua, as casas escuras e frias, a névoa que levantava da neve fofa e branca no chão. Tudo aquilo ele estava deixando para trás apenas por raiva. Sim, pois era raiva o que ele sentia por todos no clã; raiva por ter sido tratado como um lixo desde seu nascimento; raiva por não terem ouvido-o e agora a única pessoa que gostou dele estar morta.

----- Virando seu olhar de volta para frente e sem arrependimentos o bastardo começou sua caminhada rumo ao novo destino, um destino que lhe traria com toda certeza mais glória que dentro daquela família, uma vez que era um bastardo e nunca poderia crescer no meio dos sangues puros. Um sorriso melancólico se projetou no canto da boca do rapaz e como um prisioneiro que dá adeus a prisão ele atravessou a enorme muralha de gelo em direção ao vilarejo da folha onde agora viveria.

----- Longos minutos se transformaram em horas de caminhada no meio da noite escura, as nuvens cobriam bem as estrelas do céu e muitas vezes a própria lua cheia o que deixava tudo mais sombrio; passar por dentro daquelas florestas enormes que rodeavam o vilarejo era ainda mais sinistro na madrugada. Mesmo tendo somente sete anos o bastardo não sentia medo, ao contrário das demais crianças Hattori ele foi treinado desde os cinco anos para se tornar um guerreiro que pudesse se proteger sozinho. Treinado das mais diversas maneiras, algumas vezes torturados como quando tinha seis anos e foi submetido ao frio do dos bosques frios onde a temperatura atinge facilmente os quarenta graus negativos no inverno; inverno que era devastador na cultura Hattori. Por muitas e muitas vezes ele pensou que aquilo fosse uma forma de puni-lo por ser um bastardo já que todos que passavam por aqueles treinamentos só tinham inicio aos seus doze anos, porém sempre lhe foi dito que era tudo para deixá-lo mais forte já que não tinha o sangue puro. Na verdade aquilo era uma tradição do clã, os novos guerreiros treinavam seus corpos para se acostumarem ao frio mais extremo possível ganhando uma incrível resistência posteriormente graças à mudança da temperatura corpórea.

----- As muralhas de pedra bem erguidas, altas e que cercavam todo o vilarejo finalmente foi vislumbrado pelos olhos do garoto bastardo. Estava longe de fato, mas ele já podia ver não somente as muralhas da vila como também a segurança pesada dela; muitos homens trajando coletes verdes e bandanas negras ficavam no topo do paredão que separava as casas, os civis e os outros ninjas do resto da floresta. Respirando fundo o menino ajeitou o casaco único que vestia, era feito de penas negras e longas como as de milhares de corvos, era pesado e cobria todo seu corpo até os pés e arrastava-se pelo chão. Terminando seu longo suspiro de coragem o menino moveu o pé direito para frente e abriu seus olhos dando de cara com um homem alto de cabelos negros que se vestia como um Jonin do vilarejo.

----- – O que está fazendo aqui criança? – falou o homem com um timbre de voz rouco e alto, tão alto que os guardas sobre a muralha ouviram; talvez pelo fato do silêncio da noite a voz dele tenha aumentado o volume.

----- – Estou aqui atrás de minha mãe. Sou...

----- – Snow. – um um segundo homem interrompeu a criança de falar, este era Satoshi um dos Sanins do vilarejo naquela época; um homem alto de cabelos grisalhos e corpo robusto de tanto festejar pela falsa paz que reinava nos países. – Deixe-o comigo, venha garoto – retrucou ao guarda e à criança fintando-os e dando meia volta de volta em direção aos portões do vilarejo.

----- Mesmo que um pouco irritado pelo nome que fora chamado o bastardo acompanhou o homem deixando o guarda para trás com a cabeça erguida de forma arrogante, uma pena caiu de seu casaco ficando no chão ao lado do guarda e ninguém se importou. Snow só prestava atenção às costas do homem que o guiava para dentro do vilarejo e posteriormente para as enormes portas que se abriam para a passagem deles e, principalmente, dos guardas que o encaravam desconfiados.

----- – Eu sei o que você está buscando Snow, mas infelizmente não encontrará aqui; ela se foi há muito tempo. Ninguém sabe nada sobre ela. – o homem falou ainda estando à frente do rapaz e o levando pelas ruas da vila. – Mesmo assim não foi inteiramente perca de tempo sua ter vindo aqui, eu já planejava convidá-lo para se juntar ao centro de treinamento de Konoha, imagino como deve ter sido difícil sua vida como um bastardo.

----- – Quem exatamente é você? Como sabe sobre ela e como sabe sobre mim? – descontente com a situação o garoto indagava aquilo de maneira brusca, como se estivesse prestes a explodir de raiva, sua testa se franzia de maneira que só acontecia quando alguém falava mal de seu sangue.

----- – Perdoe-me, esqueci de me apresentar. Sou Hattori "Snow" Satoshi. Sanin do vilarejo da folha e também seu padrinho e líder do esquadrão de treinamento de Konoha chamado de "Patrulha da Folha". – ele disse aquilo se virando para o menino e se curvando para ele como um súdito se referencia para seu mestre, mesmo que fosse o contrário ali.

----- O rapaz não acreditou no que estava ouvindo, não somente pela parte de outro "Snow" como ele estar vivo e em uma posição tão alta de um dos maiores vilarejos ninja, mas sim por ele ser seu padrinho; aquilo representava uma proximidade com seu pai ou com sua mãe. Desviou os olhos por um momento e os apertou tentando não mostrar as lágrimas de felicidade que surgiram repentinamente, com a voz baixa e rouca quase chorosa ele respondeu:  – O que é a patrulha da folha?

----- – Um centro de treinamento para crianças se tornarem exímios shinobis no futuro. Eu realmente acho que você terá mais futuro lá do que no meio dos Hattoris, já que ainda tens idade insuficiente para adentrar na academia da vila. – o homem falou aquilo como se não se preocupasse com a resposta do rapaz, inclusive voltou a caminhar fazendo o menino bastardo o seguir.

----- – Levando pela premissa que você é o dono, existem outros como nós? – a maneira inteligente e arrogante de falar do jovem Snow era incrível para uma criança de sete anos de idade, suas palavras sempre saíam de maneira perfeita em tom bem audível, além disto, ele conseguia conversar normalmente com pessoas mais velhas e experientes que ele como um adulto.

----- – Bastardo Hattori? Existe um, mas ele não recebeu o título de Snow, pois nunca viveu no reino do gelo. Você o reconhecerá pelo lobo branco. – falou o homem que em seguida parou em frente a uma enorme construção negra, um dojo provavelmente; as luzes ainda estavam acessas mesmo sendo madrugada. O homem caminhou até a porta e abriu lá dentro várias crianças estavam juntas, umas conversavam e outras lutavam amistosamente; Snow olhou aquilo e seus olhos se arregalaram com um tom de esperança, buscando o lobo branco.

----- Fitando todas aquelas crianças ele viu ao fundo alguém deitado, os cabelos pareciam vermelhos vivos diferentes do que ele estava acostumado a ver dentro das florestas gélidas - onde todos tinham cabelos negros - e junto dele uma criatura de pelos brancos estava deitado encostada as suas costas. Inevitavelmente o rapaz usou uma habilidade que ele tinha adquirido um ano antes, o poder de sentir o chakra de outras pessoas; analisou o rapaz deitado e se surpreendeu pelo poder dele e de seu lobo. Entrou no dojo sem medo algum e antes que pudesse seguir em frente foi parado pela mão de Satoshi que lhe agarrou o ombro.

----- – Hoje temos um novo patrulheiro, seu nome é Hattori...

----- – Eu não sou um Hattori. – retrucou olhando para o homem virando sua cabeça para o lado todos pararam seus afazeres e ao ouvir aquela frase vinda do garoto o menino que parecia antes estar dormindo com seu lobo agora se virou para ele olhando-o no fundo dos olhos. – Meu nome é Snow. – terminou de se apresentar e encarou de volta o menino de cabelos vermelhos.

----- Quatro longos anos se passaram, o bastardo agora estava com onze anos de idade e próximo de seu aniversário o qual faria o décimo segundo ano de vida. Sua amizade com o rapaz de cabelos vermelhos chamado Hashi tinha crescido nos últimos anos, eram como irmãos os dois tinham um laço único que Snow nunca tivera experimentado; inclusive Hashi o chamava pelo nome. Naquele dia o mestre do Dojo, Satoshi falou sobre uma missão especial para os três - Hashi, Snow e ele. Segundo ele seria a chance do rapaz bastardo conhecer sua mãe se assim conseguissem. Não foi preciso dizer mais nada para que ele se aprontasse para a primeira missão de sua vida; mesmo não tendo o título de shinobi ainda já sabia algumas técnicas e táticas.

----- Os quatros saíram em campanha naquela noite, vestindo trajes negros que cobriam-lhe totalmente os corpos; Snow vestia seu casaco de penas negras costumeiro. Os três teriam que sair do vilarejo e ir até uma vila vizinha e pequena onde estaria a suposta mãe de Snow, algo curioso para ele foi que nos quase cinco anos que passou com Satoshi todas as vezes que ele perguntava sobre sua mãe ele evitava responder. Ele tinha desistido das perguntas e agora recebera o aviso que teria chances de revê-la, ele realmente ficou incomodado com aquilo.

----- Os dois com títulos de Snow subiram em seus cavalos e o outro rapaz em seu enorme lobo, um lobo único no mundo chamado de Lupus. A viagem era de no mínimo trinta minutos e a neve que caía por causa do inverno fez com que se prolongasse por mais outros longos trinta minutos; tempo este que o rapaz bastardo intitulado Snow não conseguiu se acalmar, inquieto queria descobrir o que encontraria naquela missão, tinha medo de não ser sua mãe e da mesma forma tinha medo de ser. Seria o primeiro encontro em quase doze anos, para ele um momento memorável, mas talvez para sua mãe nem tanto. Alguns aldeões do distrito Hattori lhe disseram uma vez que por ter salvo sua vida a mulher sua mãe transou com Hanzo como recompensa e assim ele nasceu; mesmo que aquilo fizesse pouco sentido no motivo de Hanzo ter levado ele para a Floresta Gélida ele acreditava um pouco naquilo.

----- Quando o rapaz voltou de seus devaneios viu seu mentor mandando pararem por terem chegado finalmente ao destino; um vilarejo pobre. Descendo dos cavalos e do lobo os três foram caminhando em direção a uma enorme casa de madeira com dois andares, tinha muitas plantas enroscadas pelos alicerces que seguravam e mantinham a casa em pé. O homem lhe disse que ali poderia estar sua mãe e fez com que o pobre bastardo criasse infinitas esperanças que cessaram assim que eles se aproximaram da casa. Um estouro surgiu formando chamas por toda extensão da casa, nem mesmo a nevasca que caía do céu podia fazer algo contra o fogo extenso da casa; um grito de socorro surgiu de dentro e Snow sem pensar duas vezes correu em direção à voz. As chamas eram muito quentes e a madeira não suportou muito e começou a desmoronar, obrigado o rapaz a ter que tirar de seu caminho com as própria mãos; os outros dois tentaram avisá-lo para não ir, mas não adiantava. Com as mãos nuas o menino agarrou os pedaços de madeira que ardiam em sua mão arrasando a pele e queimando-a profundamente, mas ele não ligava e continuava tentando. Suas mãos doeram tanto que ele perdeu a força e só assim para os outros dois puxarem ele para fora do alcance das chamas o salvando e deixando-o vendo a casa cair em escombros e cinzas trazendo-lhe o desespero de ter possivelmente perdido sua mãe.

----- Com o menino longe das chamas e com as mãos queimadas o líder da equipe usou técnicas para encerrar as fortes chamas e deixar somente a estrutura. Snow estava chorando sentado ao chão olhando suas mãos feridas e para a construção destruída. Satoshi caminhou em direção aos escombros e levantou tudo encontrando um corpo carbonizado de maneira que era impossível saber quem estava ali; ele falou estas palavras para Snow que começou a chorar ainda mais, suas lágrimas escorriam pelas bochechas e tocavam as mãos quentes  causando ainda mais dor física a ele.

----- Estas lembranças vieram a tona e Snow acordou em sua cama, sem camiseta e com meio corpo coberto ensopado de suor. Mais um de seus pesadelos diários por causa das lembranças perturbadoras que assolavam sua mente. Ele olhou a cicatriz em suas mãos queimadas ajeitou seus cabelos e voltou a dormir, torcendo para que seus pesadelos não mais voltassem até sua mente.



Treino para pegar os pontos de Gennin, em torno de três mil palavras, acho que está bom.


Última edição por Lord Snow em 18/1/2014, 19:08, editado 1 vez(es)
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Re: 力; em 1/1/2014, 18:48

Aprovado, Full Genin.

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Re: 力;

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