>
Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 10:
RemanescentesAno: 69DG
Hanatarō olha para a vila do topo do prédio do Departamento de Pesquisa. Há dois anos era uma salinha no fim do laboratório geral da vila, agora tinha seu próprio prédio tão alto quanto o próprio escritório do Kazekage. Hanatarō sorri vendo as pessoas andando felizes na nova vila construída graças aos avanços científicos realizados com a inteligência de Takura, sua mentora. Antes, ele só via uma vila pobre, com construções de areia frágeis, com um horizonte desértico, dependendo de outras vilas, inclusive de Konoha, para conseguir sobreviver, mas agora... Sunagakure estava grandiosa novamente e tinha comprado sua independência. As construções ainda tinham porções de areia, mas eram forjadas em metais nobres, em ouro, em prata, criando grandes casas e prédios. As lojas estavam cheias de especiarias únicas, pois o trabalho de encontrar certos ingredientes se tornou muito mais prático desde que a vegetação voltou a florescer nos arredores da vila; onde antes era só deserto agora possuía vielas de relva, florestas, rios e uma fauna cheia de roedores, mamíferos e carnívoros.
Sumário
Mapa
Staff
Discord
Facebook
Contos
Estação: Primavera

Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

Ponta. - em 23/1/2019, 13:08

A força vem somente mediante esforço. Bem sabia.

Esfregou os olhos ainda com as costas contra o macio colchão branco, sentindo ainda a areia sobre sua visão. Abriu a muito custo um dos olhos, mantendo o outro semicerrado pela sensibilidade diante da luz. Observou os feixes que atravessavam com furor as frestas entre a cortina e a janela, perguntando-se se algum humano poderia medir com precisão a velocidade que a luz imprimia em suas viagens. Espreguiçou-se esticando os braços acima da cabeça, tocando levemente a cabeceira da cama ao fazê-lo, sentindo-se mais desperta. Piscou. Relanceou novamente para a janela, tentando precisar a hora do dia pela posição que o astro solar desempenhava no alto do céu; não o via pela janela, mas era uma questão de ângulo, pois nessa exata hora deveria estar ele no seu ponto mais alto, portanto ainda era meio dia. Um horário inapropriado para se acordar, alguns diriam, mas a jovem era praticamente uma adulta por idade — por saber se cuidar e estar sozinha por conta própria há tanto já poderia ser considera uma mesmo sem ter idade suficiente — e não havia ali ninguém, mais velho ou não, que poderia repreende-la por este ato de indisciplina. A liberdade veio a mim e estou usando-a, pensou. Colocou um sorriso no rosto e preparou-se para levantar, erguendo o tronco com o apoio de ambas as mãos que se afundavam no macio colchão, impulsionando seu corpo para cima e a colocando sentada na beirada da cama. Os cabelos desengrenhados caiam sobre o rosto, cobrindo tudo do olho esquerdo até a orelha. Ao afasta-los percebeu que tinha a testa um pouco úmida de suor, fato que deixou alguns fios teimosos presos bem rente a testa, grudados contra a pele alva e lisa. Desembaraçou estes, balançando a cabeça logo a seguir, esperando que o caos pudesse por ordem em sua cabeleira. Eles caíram pesados sobre os ombros desnudados, escondendo a alça da camisola. Tinham uma textura que não era natural nem usual, estavam sujos, é claro. Precisaria lava-los antes de qualquer tarefa que pretendesse desempenhar do lado de fora de sua casa. Aprendera bem cedo que boa aparência passava confiava e respeito; status. Agora que pensara sobre, o que seria sua tarefa naquele dia? O que a afastaria do enfado rotineiro? Algum treino físico, concluiu.

Espiou através da cortina para ver se ninguém bisbilhotava por sua janela e então dei uma corridinha da beira da cama até o peitoril, fechando completamente a cortina para despir-se. Tirou a camisola pela cabeça, revelando o corpo nu e jovial. Com a janela fechada veio, de algum lugar, uma lufada de vento gelado que eriçou alguns fios em sua nuca, tornando rijos os bicos de seus seios. Caminhou com os pés descalços sobre as tábuas de madeira, como se desfilasse sobre uma passarela diante da plateia, apenas para alcançar a porta que saia no quarto e apresentava o banheiro logo à direita. Lavou o rosto, mergulhando este nas palmas de ambas as mãos enquanto se debruçava sobre a pia, sentindo a água lavar o suor que tinha testa e purificar as demais impurezas que não percebia. Escovou os dentes com esmero, demorando alguns minutos e então entrou na banheira. Lavou-se com esmero, dando a devida atenção a cada parte do corpo e então saiu e se secou. Pegou vestes limpas e frescas, diferente do pesado pijama que carregava seu suor e sonolência. Trajou as roupas negras e se olhou no espelho, além dos traços belos e delicados de sua face, para o corpo esbelto e justo consigo mesmo, preciso nas curvas e detalhes. Vestida daquele modo não parecia de uma beleza pueril e inofensiva, estava mais próxima de uma ceifadora.

[...]

Transportou seu corpo energizado pela ânsia de um treinamento até o lado de fora da residência, tendo um vislumbre do burburinho perto do comércio. Preciso ser rápida como vento para sobreviver neste mundo cão, constatou. Chegou nessa conclusão fazendo alguma metáfora que só ela entendia, através da observação de comerciantes vendendo seu pão de cada dia através de gritos e amostras grátis sobre barracas erguidas em estacas de madeira.

Conhecia uma academia ali perto que tratava de ensinar e aplicar artes marciais das mais diversas, coisa que não a interessava, mas ao menos era o suficiente para praticar sua agilidade e aumenta-la. Passou pelas ruas já movimentadas — “já” talvez fosse expressão pessoal, pois do tempo que acordara até o momento atual passaram-se uma hora e meia, portanto o dia beirara às duas horas da tarde — entre sons estridentes de bicicletas sendo freias, latidos de cachorros, gritos de anúncios e conversas aos brados. Sabia de cor a localização do lugar almejado e tentou se livrar de qualquer percepção extra que não fosse ajuda-la a chegar até lá. Não tardou a estar diante da porta, olhando para um arco nos limites da propriedade que dizia algo ao qual ela não deu atenção. Apenas entrou. Pisou descalça no tatame e foi recebida com olhares curioso, alguns até mesmo hostis diante de sua figura feminina e aparentemente frágil, mesmo nas vestes de ceifadora. Apanhou nas mãos um bastão de madeira e testou seu peso, girando-o entre os dedos. Aparentemente levava jeito pra coisa. Foi abordada por um homem grande e forte que tinha seus dedos nodosos também envoltos num bastão de madeira. Sem palavras de anuncio, fosse para regras ou ao menos aceitar algum desafio silencioso, o embate começou. O homem forte pisou adiante e moveu seu bastão girando contra a coxa direita da ruiva, que se afastou dando um ligeiro salto para trás. Teve de escapar de outras ofensivas que vieram da mesma maneira, presa ao ato de esquivar-se somente, sem tempo algum para o contra-ataque ou até mesmo respirar e tomar de volta o fôlego perdido. Estava sendo acuada por aquele brutamonte sem jeito. Decidiu acalmar-se para buscar uma solução, aproveitar enquanto recuava passo por passo e evitar o bastão de madeira para analisar os aspectos que envolviam a movimentação da enorme figura. Percebeu como sempre deixava grandes áreas expostas a cada vez que avançava, como sua velocidade era de fato o grande fator contra ele. Era grande e forte, indubitavelmente, mas era lento como o passar dos anos. A garota esperou e esperou, fingindo contentar-se em estar acuada no canto do tatame, repelindo ataques com seu bastão e dançando para lá e pra cá, até que avançou por debaixo do braço de seu atacante, aproveitando sua estatura menor, e desferiu um golpe com a extremidade da arma de madeira no calcanhar do mesmo. Ele parou, sobressaltado com aquilo, e depositou no chão seu objeto. Juntou as palmas e se curvou ligeiramente, agradecendo o embate. Ela fez o mesmo, sentindo-se satisfeita com o tempo passado ali.

Ao voltar para casa, sentiu os músculos rígidos e pesados do esforço. Tocou na parte interior de suas coxas e em baixo dos braços. Duros como pedra. Mas mesmo assim sentiu que não deveria parar por aí, alongando-se — coisa que deveria ter feito antes e não depois — metodicamente sobre as placas de madeira, perscrutando com o olhar tudo que estava para além dos vidros cristalinos de sua janela. As vezes só percebia a madeira e os entalhes que existiam ao redor, não tomando conhecimento de mais nada. Afastou do rosto os fios ruivos e enxugou a testa com o dorso da mão, limpando também o suor nas demais regiões que pode sentir úmidas. Pensou em atirar-se diretamente sobre a cama, mas estava suja demais para tal. Fechou os olhos e refez mentalmente seus passos, relembrando a luta e seus movimentos, sua agilidade em evitar os golpes lançados.

Hp: 225; Ck: 225; RC: 500. Estamina: 0/4.

1268 palavras, +2(4) em Velocidade.
-
Shiro
Tokubetsu Jonin
Shiro
Vilarejo Atual
Ícone : Ponta. 100x100

http://narutorpgakatsuki.net

Re: Ponta. - em 23/1/2019, 13:48

Não é mole treinar com um fortão não D:

@

_______________________

-


Layout por @Akeido Themes, @Loola Resources e Naru.