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Outubro Rosa
12 Anos Online
Alvorecer
Arco 04
Ano 17 DG
Verão
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
Shion#7417
Angell
Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
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Indra
Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
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Biskath
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BisKath#0666
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{Crônica} — Evangelion. D08b07ef0bf98b6b11ca607569f49e1d839f756b

Skywalker
Nukenin A
Skywalker
Vilarejo Atual
{Crônica} — Evangelion. D08b07ef0bf98b6b11ca607569f49e1d839f756b

{Crônica} — Evangelion. - Publicado 8/8/2022, 22:07

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 00 / 07

A Mensagem nefasta enviada por Kayneth deixou-me perplexo: Há alguns meses atrás, ele havia feito a mesma coisa, prometendo que me usurparia do trono como arauto de Jashin, mas ele era tolo, cego pelas suas próprias ambições. Eu já havia alcançado a iluminação que o homem jamais seria capaz de obter, e como o escolhido, jamais permitira que relés vermes pudessem se pôr em meu caminho. Com o papel em mãos no interior da catedral do vilarejo oculto próximo a Chori no Sato, não alterava a expressão facial, mas esmagava o papiro com a mão destra em sinal de desprezo e ódio, mesmo que por dentro eu estivesse em calmaria. Rose, que me acompanhava, permanecia em silêncio - Observando o que ocorria. Fora ela quem descobrira a mensagem deixada nos arredores, e uma vez que Kayneth sabia de nossa posição, logo me perguntei o motivo de não haver um ataque.

— "Kayneth é...Traiçoeiro, Rose. Devemos tomar cuidado. Aquele homem já foi líder de um falso culto de Jashinistas, o mesmo que me apresentara a este mundo. Ele não possui princípios ou códigos, o que me faz pensar que sua alma já fora perdida há muito tempo. Creio que que sua existência miserável enfim tenha encontrado um propósito longínquo..." — Ditava, como se sentisse pena de meu irmão mais velho.

— "...Seria possível, meu lorde?" — Ela se questionava, me fazendo virar o rosto em sua direção. — "Que ele também saiba sobre o Kollichorn? As mensagens não poderiam ser enviadas por qualquer motivo. Ele deve ter algo em mente. Além disso, soube que ele está junto de seu genitor, não é? O Seu pai..." — Ela baixou o tom de voz, como se temesse suas próprias palavras.

— "...Pai? Não - Aquilo não é..." — Tentei continuar a fala, mas desisti. — "...Esqueça, Rose. Se Kayneth já sabe sobre o Kollichorn, é porque há um traidor entre nós. As escrituras sagradas estavam restritas a este local e somente este, onde um escolhido as encontraria em um futuro distante. Precisamos nos proteger, não subestime a força daquele desgraçado. Kayneth é manipulador, e possui uma força...Assustadora." — A avisei.

Ela olhou-me de maneira ligeiramente preocupada, como se não houvesse bom pressentimento quanto ao futuro que  nos aguardava. Os fiéis que vos seguiam estavam alheios às mensagens de Kayneth, e seguiam seus caminhos devocionais como todos os dias. A noite gélida anunciava o presságio de uma batalha há tanto tempo destinada entre irmãos que trilharam caminhos diferentes: Uma guerra de ideologias, que terminaria com um banho de sangue, não por Jashin - Mas por nós mesmos. No fim, a humanidade se rende aos seus instintos primitivos.

Informações:

| N° de Palavras: 774|

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"I Just live to Fall."

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Skywalker
Nukenin A
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Vilarejo Atual
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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 9/8/2022, 14:00

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 00 / 07

Desde a época em que a Yakuza ruiu em minhas mãos, perguntei-me o que podia ter acontecido com Aysha. Após enfrentar dois dos servos de Azazel, nunca mais tive contato com a garota, o que me deixava preocupado. E a julgar pelo caráter de Kayneth, não descartei em nenhum momento a possibilidade de que ela pudesse estar sob seu domínio. Era uma mulher forte - Mas nada poderia fazer contra uma armada de fanáticos lideradas pelo loiro. Levei minha destra até a bochecha de mesmo lado, pousando o cotovelo sobre a grande mesa de vidro que refletia o prisma colorido moldado na imagem de Jashin no teto da igreja, refletindo sobre o futuro de meu povo. Até que todos os meus adversários fossem consumidos pelo horror de Jashin, não poderia, jamais, me dar como vitorioso. Meu império se ergueria como pacífico, um paraíso eterno para que todas as almas dos devotos a Jashin pudessem descansar. Uma terra onde não há dor, uma terra onde o passado seria esquecido para sempre.

Aysha então retirou-se, entendendo que deveria tomar conhecimento dos fiéis de maior poder bélico para que a primeira inquisição de Kollichorn tomasse rumo até as terras longínquas das fronteiras do norte de Sunagakure, muito além do que a civilização humana conhecia. No mesmo ritmo de calmaria, levantei-me de maneira lenta e relaxada de minha cadeira, colocando as mãos nas costas ao mesmo tempo em que suspirava, jogando olhares para os grandes portões da catedral em que me encontrava. As luzes iluminavam cada canto de minha pequena terra, que logo se transformaria em um grandioso império dourado, para que a memória dos ancestrais pudessem ser honradas. Se as pirâmides invertidas se encontravam ocultas, então logo deveriam vir à tona.

— "Traga-me os mais poderosos entre nossos irmãos, Aysha. Pelo amanhecer, nossa cruzada romperá os céus e o inferno em busca daquilo que nos fora prometido há tanto tempo. E quanto a você, Kayneth..." — Interrompi o pensamento, me aproximando da ponta do morro onde a catedral se encontrava, observando todos os arredores a partir de meus olhos. — "...Seja no céu ou na terra, eu sou o honrado. Só pode haver um arauto!" — Finalizei.

E, cerrando os punhos - Confiava em minha própria força, além da promessa feita por Jashin no arrebatamento. Não permitira que um farsante herético ousasse pôr-se contra o paraíso daquele acima de todos. Era somente uma questão de tempo até que todos nós fôssemos enfim postos um a frente do outro. Eu podia sentir, do fundo de meu coração, que o destino final nos esperava. Kollichorn estava próxima.

Informações:

| N° de Palavras: 441|

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Vilarejo Atual
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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 10/8/2022, 12:04

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 00 / 07

Aguardei por mais de uma hora pelo retorno de Rose em companhia dos mais exemplares fiéis - Somente aqueles com força notável seriam dignos de carregar a tocha que nos dava esperança para um futuro dourado sob a tutela de Jashin. A mulher retornara para a entrada da catedral, seguida por três encapuzados. Todos eles mantinham seus olhares baixos conforme a tradição ordenava, e de um a um, se apresentariam para mim. Dei um sinal em concordância com a sacerdotisa, que logo levantara a voz para que o primeiro dos encapuzados adentrasse o palácio sagrado e me encontrasse à longínqua mesa prismática ao centro do salão principal, tão nobre quanto um edifício real - Ainda que mantivesse o semblante religioso. Em silêncio, o outro sentou-se em uma das cadeiras e baixou o capuz, revelando seu rosto.

— "Foste escolhido para uma missão sagrada, caro fiel. Peço-lhe que se apresente. Quem és tu? Desejo saber tudo sobre ti, para que então possa ter direito a um lugar entre as fileiras sagradas de Jashin. No amanhecer, teu nome será marcado na história. Então, diga-me: Quem será o primeiro digno de carregar esta tocha?" — Lhe dirigi a palavra.

— "É uma honra, Hades-Dono. Meu nome é Kokichi Kusakabe, tenho vinte e cinco anos e sigo o caminho de Jashin desde a minha adolescência, quando primeiro tive contato com templos esquecidos de eras passadas do jashinismo. Minha vida é devota somente a grandeza do senhor do escuro, e se alguém como eu for capaz de fazê-lo satisfeito, então terás todo o meu poder em sua mão, bem como minha própria vida." — Ele deu uma leve pausa para respirar. — "Lutarei por ti, Hades-Dono. Por todos nós, jashinistas!" — Ditou, eufórico, finalizando a fala.

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O Jovem era bastante determinado - Estava disposto a dar tudo, além de seus próprios limites, pela causa do Kollichorn. Como um seguidor fiel, rapidamente calou-se para aguardar a entrada de um outro irmão, que fora recebido primeiramente por Rose. Desta vez, sentou-se logo ao lado de Kokichi, e ao baixar o capuz, era perceptível que se tratava de uma mulher, aparentemente mais jovem do que o próprio Kusakabe. Ele olhou para a mesma com certa surpresa, como se já se conhecessem. De olhares baixos e deprimidos com uma faixa enrolada na testa, levantara a voz mesmo antes que eu lhe concedesse a permissão.

— "Tsumiki, vinte anos. Quero que Jashin note-me para que me livre desta maldição..." — Referiu-se ao que se escondia por debaixo dos panos em sua testa, e calou-se logo na sequência. Apenas fitei a garota, observando-a por alguns momentos antes de ter qualquer reação quanto a sua apresentação. Era bastante estranha, mas não parecia exalar quaisquer intenções malignas de suas palavras.


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O Terceiro logo entrou - Mesmo sem a permissão de Rose, com o capuz escondendo por completo a sua identidade. A sacerdotisa bem que tentou impedi-lo, mas foi ignorada pelo desconhecido. Ele sentou-se à mesa, mas não revelara o seu rosto, mantendo-se escondido por debaixo de seu capuz negro. Mas que grupo mais estranho, não? Me perguntava se Rose realmente estava certa sobre isso...

Informações:

| N° de Palavras: 550|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 10/8/2022, 18:00

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 00 / 07

Manteve-se em silêncio durante todo o tempo, não esboçando qualquer reação, mesmo quando lhe chamava a atenção. Iluminados pelo teto prismático da catedral lendária, fui o primeiro a me levantar. Mesmo que aquele grupo parecesse desorganizado ou mesmo desprovido de qualquer sincronia, era o que tínhamos a nosso dispor. Eram confiados de Rose, e portanto, não questionaria a escolha de minha mais fiel assecla. Se eram seus amigos, então que também fossem considerados os meus. Com um sinal único com a mão destra, pedi para que a mesma se levantasse ao mesmo tempo em que os três à mesa prestassem atenção ao que eu tinha a dizer.

— "Ouçam-me, servos de Jashin!" — Bradei, para chamar a atenção. — "O Dia de amanhã será marcado pelo início de nossa cruzada sagrada em busca das chaves que abrirão os portões de Kollichorn. Devemos seguir com fé no coração escuro do senhor, e derrubar os antigos aspectos que ainda habitam a Necrópole. Porém, estejam avisados: Existem inimigos poderosos que almejam o paraíso jashinista tanto quanto nós, e não temos o direito de deixá-lo pôr suas mãos heréticas em nossas terras santas. Então, levantem-se! Estejam preparados, pois ao amanhecer, deixaremos esta vila rumo ao horizonte infindável." — Finalizei.

— "...Inimigos poderosos, Hades-Dono? Como alguém pôde saber sobre o Kollichorn? Foste tu o único que descobrira como decodificar as inscrições. Há um traidor entre vossos irmãos? Não - Seria absurdo..." — Kokichi questionava-me.

— "Não pode ser um traidor. Não houve alteração no número de fiéis, e ninguém além de nós mesmos sabemos da existência deste lugar." — Tsumiki respondera, com tonalidade monótona.

— "Tsumiki está correta, não é um fiel - Mas sim alguém com quem compartilho do mesmo sangue. Seu nome é Kayneth, e ele é algo diferente do que já enfrentaram no passado. Esqueçam os embates contra renegados e hereges, este homem partilha da mesma linhagem que a minha, e portanto...É alguém que deve ser temido. Há uma chance de o encontrarmos na jornada, então estejam atentos. Enquanto isso não acontecer, seguiremos o caminho. Pelos mapas que pude juntar, o local está a duas semanas de distância daqui, então teremos de levar suprimentos e descansar em pontos estratégicos. Rose, você ficará aqui, como regente." — Expliquei.

Todos ali pareciam concordar, mesmo o encapuzado sem identidade. Na sequência, levantaram-se todos, e partiram para seus respectivos quartos. Todos deveriam estar de pé exatamente às 05:30 da manhã, e ás seis, os primeiros passos seriam dados. Rose então aproximou-se de mim por mais uma vez, pousando sua mão destra sobre o meu braço esquerdo, com um olhar de notória apreensão.

— "Me prometa que voltará, Hades-Sama." — Fora sua única frase.

— "...Hmpf. Não se preocupe, Rose. Eu estou preparado para esta jornada. Nossa cruzada não pode esperar mais." — A Respondi.

E então, deixei-a solitária no salão da catedral, enquanto me direcionava rumo a escadaria que levava ao segundo andar, para que eu próprio pudesse descansar pela última vez, em paz. Não poderia prometê-la o retorno, pois mesmo sob a bênção de Jashin e sua tutela vigilante, percebia que não era invencível. E como Kayneth é meu irmão de sangue, era provável que...Talvez ele também compartilhasse desta bênção.

Informações:

| N° de Palavras: 554|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 11/8/2022, 13:40

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 00 / 07

Deitado em minha cama luxuosa ao centro do quarto principal reservado somente ao posto mais alto do clero - Me sentia vazio. Se eu fosse dois anos mais novos, como naquela época, era muito possível que meu ódio sobrepujasse quaisquer outras minhas emoções, mais do que eu mesmo poderia querer. Antes, eu costuma nutrir de um ódio primordial por Kayneth e prezava pela sua desgraça, mas hoje em dia, deixava algo passar: A tristeza, um aperto do peito por saber que seria obrigado a ceifar a vida de um fraterno. A sensação consumia a minha mente a cada segundo que se passava, considerando que talvez até mesmo os irmãos que me acompanhavam viessem a cair em determinado momento. Enfim havia entendido a melancolia de ser um líder.

— "Não tenho nada a temer - Pelo menos não era para ter, estou deixando passar muitas coisas..." — Refletia comigo mesmo. — "Como um arauto, sigo e luto. Não irei me desvirtuarei deste caminho, jamais!" — Finalizei.

Sabia que seria incapaz de dormir naquela noite, pois o nervosismo me consumia mais do que a própria tristeza. Apreendido pelo temor de ser rejeitado por Jashin, ou não ser digno de alcançar os portões da Necrópole Sagrada. Mesmo assim, deveria continuar avançando, mesmo que custasse a minha honra e vida. Suspirei e fechei os olhos lentamente, e as imagens de meu passado bombardeavam a minha mente. Desde o meu primeiro encontro com Rose, até o arrebatamento e a filosofia distorcida de Griffith e as primeiras palavras que meu irmão dissera a mim.

Ele tinha o objetivo de afundar a humanidade em escuridão, e dera até mesmo a vida de seus seguidores com o único propósito de ser capaz de me alcançar. Eu não tinha o direito de depender somente da fé, e até mesmo Jashin esperava que meu poder viesse a se superar por mais uma vez. Para ser o avatar de Deus nesta terra, teria que profanar tudo aquilo que ousasse se interpor em meus objetivos. Fossem amigos, irmãos ou até mesmo aspectos de outros deuses: Todos deveriam cair pela glória de Jashin. O Tempo passava mais rápido do que podia contar, e o silêncio ensurdecedor me fazia perder a noção de meus arredores. Logo, os primeiros raios dourados do amanhecer glorioso de cada dia vinham acompanhados do cantar de pássaros. A hora havia chegado - Que então as areias fossem manchadas pelo sangue herético.

Informações:

| N° de Palavras: 405|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 11/8/2022, 21:41

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 00 / 07

Subitamente, quando retornei aos sensos - Já estava às portas da grande catedral. Com um olhar ainda cansado e notoriamente aéreo, assustei-me comigo mesmo, como se não possuísse controle sobre minhas próprias ações. Mesmo assim, não tive tempo para sequer ponderar sobre o bombardeio de sentimentos que me possuíram na noite passada, pois os irmãos convocados para cruzada deixaram seus quartos, já devidamente vestidos e carregando consigo armas de assinatura, bem como suprimentos básicos e bolsas de armas. Rose viera logo na sequência, e então rumamos até os portões centrais da pequena aldeia murada, acompanhados pelos olhares dos incontáveis fiéis. Eles não tinham conhecimento da grandiosidade do que procurávamos, e em minha ausência, confiava em Rose para assumir as pendências do lugar.

— "Rose, confio a ti a regência deste lugar. Não deixe que profanem as terras sagradas, e faça o possível para manter os fiéis unidos e convictos de seus objetivos. És uma mulher forte, confiável; E sobretudo leal. Eu...Não - Nós retornaremos triunfantes. Lhe prometo, minha amiga." — Ditei.

— "A-Amiga? Você me considera como alguém digna de ser sua amiga? Oh, Hades-Sama..." — Ela enchia-se de lágrimas, levando as mãos aos rosto para conter o choro de emoção. Mal conseguia formular os agradecimentos, e perdeu-se em sua própria felicidade. Não a julgava, pois realmente era digna de ser reconhecida. — "Voltem em paz! Que a erudição jashinista lhes guie!" — Ela exclamou, sorrindo.

Os outros três viajantes se viraram para a sacerdotisa, e curvaram-se em sinal de respeito. E então, nos afastamos do plano sagrado que vos foi confiado, para rumar para os confins do mundo, além das fronteiras de Sunagakure, do lado obscuro do mundo ninja, onde nem mesmo a luz do sol é capaz de alcançar. Um abismo esquecido, apenas resguardado para os tolos que ousassem perturbar o destino jashinista, ou para aqueles que recebessem A Graça do deus sombrio, para cumprir seus papéis em terra.

As estradas iniciais eram curtas e fáceis de se transitar - E não apressávamos o passo, pois sabíamos que o tempo não era curto. Naquela situação, cada um calou-se até segunda ordem, apenas focados no caminho que era liderado pela minha pessoa. Em meio a solidão da relva selvagem e cercado pois feras impiedosas, perguntava-me sobre Kayneth e o que se passava em sua mente corrupta.

— "Hades-Sama...Poderia nos confiar o Kollichorn? Quem são os aspectos antigos?" — Tsumiki me indagava.

Questionava a crença. No fim, eu não teria opção se não repassar o conhecimento proibido das escrituras sagradas. Não era arrogante o suficeinte para me prender a meros escritos.

Informações:

| N° de Palavras: 443|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 12/8/2022, 14:15

Caçador de Imortais


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Suspirei enquanto seguíamos a trilha antiga e já quase invisível em meio à relva, rumo às fronteiras visíveis de Sunagakure. Os passos então se tornaram mais lentos, e eu joguei o olhar franzido para baixo, alinhando os pensamentos para ter certeza do que falaria com meus seguidores naquele momento. Vinte segundos se passaram desde o questionamento de Tsumiki, que continuava com sua feição inexpressiva e cabisbaixa. Então, após chegarmos até uma ponta que atravessava um pequeno córrego a dez metros de altura, levantei a voz.

— "O Kollichorn é um conhecimento sagrado; De tempos antigos, que leva à Necrópole de mesmo nome. Existem duas pirâmides invertidas guardas por remanescentes do império dourado de séculos atrás. Os guardiões dos tempos de ouro resguardavam as chaves para revelar os portões do reino afundado pelo tempo. E há mais: Os aspectos antigos estão adormecidos em tumbas tão antigas quanto o tempo, e somente ao derrotá-los seremos capazes de tomar o nosso lugar. Somos herdeiros da linhagem, e portanto, é nosso dever concretizar essa profecia. Contente-se com essa explicação." — Ditei sem muitos detalhes, pois não poderia revelar as histórias em sua íntegra.

— "A Águia já se ergueu do túmulo, não é?" — O Encapuzado ditou. Naquele momento, cessei os passos. — "A Pressão de Jashin nsete terra forçou seu despertar." — Finalizou.

— "...Como você sabe sobre os Aspectos?" — Questionei.

— "Eu também sou jashinista. Estou por aqui há pelo menos 150 anos. Descobri algumas coisas sobre isso há muitas décadas atrás, mas nada perto do que você provavelmente sabe a partir dos livros. Porém, eu recuperei um selo que usei como colar....Sem saber que era o coração pulsante da Águia. Com Jashin, ele destruiu-se e lieberou uma massa de chakra azulada, desaparecendo. O tempo é curto, Hades-Sama. Em breve, todos se levantarão!" — Ele finalizou.

Tsumiki e Kusakabe se entreolharam, confusos por não terem noção do que estava sendo dito. Naquele momento, afiei os olhares e rangi os dentes - Havia sido tolo por subestimar o intelecto de meus seguidores, mas ainda mais em desconsiderar a rebelião dos aspectos. Eles me amaldiçoariam, e junto a Kayneth, eu estava em maus lençóis e carente de vantagens. Três lados - Todos lutando pelo trono. Quem seria digno, afinal? Nossa próxima parada seria um vilarejo chamado Heibi - Criado por criminosos. Uma terra perigosa e sem leis, nosso primeiro obstáculo a ser cruzado em busca das pirâmides há tantas gerações esquecidas.

Informações:

| N° de Palavras: 416|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 12/8/2022, 19:20

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 00 / 07

A Viagem fora então tomada pela tensão - O Verbete proferido pelo encapuzado imortal me tomou com um pressentimento negativo de que algo terrível aconteceria no meio de nossa jornada. Se a Águia realmente houvesse nos amaldiçoado, com que firmaria laços para representá-la? Um deus precisa de um arauto. E ele não permitiria que outros ficassem em seu caminho. Em silêncio, cruzamos a ponte e seguimos a trilha até os arredores de Heibi, uma vila tomada pelos pecados capitais e a escória da sociedade. Mendigos - Prostitutas e o que há de pior era feito e mostrado a céu aberto como prova de seu desafio contra as leis divinas. Logo na entrada, duas estacas cravadas no chão exibiam cabeças decepadas empaladas de shinobis de Sunagakure que tentaram contra o vilarejo. Bêbados cruzavam as ruas do pequeno vilarejo de um lado para o outro, que se estendia não somente para a terra, coo também para o subterrâneo e montes próximos.

— "Repulsivo. Um povo herético - Meu senhor, por que estamos cruzando este lugar repugnante? É improvável que estes lixos deixem que nós passemos em paz por este lixão. Veja as mulheres...Veja as crianças...O que diabos está acontecendo neste lugar?" — Kusakabe observava os arredores, enojado.

— "Heibi é o único território fronteiriço que não é vigiado por forças ninjas de Sunagakure. Se passássemos pelas florestas locais ou pelo rio, seríamos interceptados pelos guardiões da areia. É a única opção que temos para alcançar a rota correta até o lado oposto do país. Este lugar também serve como um espantalho para engraçadinhos. Quem cai aqui morre ou vive como um cachorro louco. Mas eles não são perigosos para nós - Fracos demais." — Ditei.

Nosso grupo cruzador alçava pelos becos úmidos e apodrecidos de Heibi, puxando a atenção de todas as pessoas que nos viam. Muitos simplesmente permaneciam paralisados, nos observando com olhos arregalados. Outros simplesmente nos insultavam com palavras de baixo calão, mas ninguém ousava sequer se aproximar. Exceto por um grupo de mercenários que logo encontraríamos. Uma trombeta fora soprada - E com o aviso, seis vagabundos caipiras e mal vestidos nos cercaram, todos segurando facões ou lanças improvisadas, com sorrisos amarelos no rosto.

— "Ó éssas ropa, chefia. E essa muié aí deve ser mo gostosa também. Eita...Demo a sorte grande! Se cê passar isso aí tudo nós deixa cê viver, tendeu? Lei da rua chefia, fica quietinho pra nois não ter problema, bele?" — O Aparente líder do grupo levantou a voz, gargalhando na sequência.

Sequer me dei ao trabalho de respondê-lo. Apenas retirei a Hirakemarei das costas e desferi um corte diagonal no ar, partindo-o em duas metades assimétricas sem que ninguém pudesse ter visto o contato da lâmina com sua carne. O sangue jorrara, banhando a rua em que estávamos com o vermelho vivo. Os outros vagabundos se desesperaram, mas grudaram-se às suas armas, tremendo somente ao cruzar olhares comigo. Então, segui em frente. Os demaism permaneceram em silêncio - Mas o encapuzado abrira um sorriso, aprovando minha atuação. Era um sádico como eu, eu já havia percebido.

Mas sabia que não pararia por aí. Mesmo que pudéssemos lidar com todos os bandidos de Heibi com facilidade - Ainda havia a suspeita de estarmos sendo perseguidos por forças maiores ainda desconhecidas. Por conta disso, decidir que deveríamos passar a primeira noite naquela vila, apenas para averiguar a situação e recuperar as forças perdidas na viagem. Após sair da vista dos vagabundos sub-humanos, ordenei que os demais me seguissem até uma espécie de pousada próxima, e mesmo sabendo das condições do local, todo sacríficio seria pouco comparado à grandeza da conquista do Kollichorn.

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| N° de Palavras: 610|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 12/8/2022, 23:51

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 00 / 07

Heibi era uma vila detestável e nojenta - Repugnante do início ao fim, mas não tínhamos outra opção além de nos hospedarmos em sua única pousada naquela noite. Adentrando o local, logo percebemos a falta de cuidado com a estrutura: Faltavam pisos, e haviam rachaduras pelas paredes, bem como teias de aranha e goteiras que eram ignoradas pelo proprietário. Gordo, baixo e barbudo, o dono viera com passos pesados, sorrindo. Ele possuía más intenções, e isto era claro: Mas não nos rebaixaríamos ao ponto de obedecê-lo. O velho barbado então estendera sua mão destra, levantando a voz para anunciar o seu estabelecimento decadente.

— "Nós faz dois mil ryou por noite, mas se me deixar com essa belezinha aí é de graça, chefia." — Dizia, visivelmente atraído por Tsumiki. A garota permanecia inexpressiva, não demonstrava sequer um traço emotivo - Nem mesmo um erguer da sobrancelha. — "Bom negócio né não? Só uma noite com a muié que cês ficam por conta da casa!" — Ele finalizou.

Apenas virei a cabeça parcialmente na direção do encapuzado imortal, que respondera com um leve sorriso do canto esquerdo de sua boca. No instante seguinte, o gordo estava sendo segurado pelo pescoço, erguido a dois metros de altura e pressionado contra a parede. Imóvel e impotente, ele, em vão, agonizava em dor à medida em que era intimidado pelo asseclo maculado. Não foram necessárias palavras para reverter a situação: Ele liberou a nossa estadia. Largando o velho, o encapuzado tratou de limpar as mãos o quanto antes, temendo que poderia ser infectado pela impureza carnal de tal homem. Com as mãos no pescoço e ainda ofegante, ele lentamente se recuperava.

— "Ah seus desgraça..." — Ditou, tossindo. — "Tá, tá!  Vai logo lá...Não vou falar mais sobre essa tal muié aí não...Mas ainda quero ser pago, hein?!" — Finalizou em notória falta de ar, ainda tossindo.

— "Bom trabalho. Fez bem em não dizer nada, sabe como esta escória é traiçoeira." — Parabenizei o encapuzado.

— "É preciso temer aqueles que osrriem demais, não é?" — Ele respondeu, em entonação séria.

Na sequência, rumamos até o quarto de maior extensão da pousada - Localizado no terceiro andar do edifício, ele, apesar de também antigo e mal cuidado, possuía camas o suficiente para acomodar a cada um de nós. Adentramos no local rapidamente, trancando as portas. Tsumiki, ao tocá-la, criara um reforço de  terra para evitar que fosse aberta ou arrombada. Deveríamos tomar o quanto cuidado pudéssemos naquela situação: Ninguém era confiável. Haviam duas pequenas janelas no quarto, velas acesas e pequenas cômodas e criados mudos. Nada demais, mas os fiéis procuraram por possíveis passagens secretas ou artefatos estranhos, mas sem sucesso. Estava limpo, aparentemente.

(...)

— "Conte-me mais sobre o despertar da Águia. Nós precisamos saber o que irá ocorrer a partir disso. Quais são os objetivos dela em terra? Qual é seu avatar escolhido?" — Questionei o encapuzado.

— "Eu não tenho certeza. A Águia não possui somente um, mas controla vários avatares simultaneamente. Como bens sabe, ela busca a onisciência, e por conta disso, divide sua mente entre vários receptáculos escolhidos. Não acredito que ela possa realmente ver através de seus olhos, enxergo-lhes apenas como um exército pessoal que a obedece fielmente. Ainda selada, a Águia é quase impotente. Porém, precisamos tomar cuidado. Eles com certeza sabem sobre nós." — O Encapuzado explicara. — "E por sinal, o meu nome é Hyo." — Finalizou, enfim apresentando-se.

— "Uma consciência coletiva, você diz? Se for este o caso, não estaremos seguros em nenhum lugar. É impossível discernir um seguidor da Águia de um humano convencional." — Tsumiki dissertou quanto à situação.

— "Deve haver um jeito, sempre tem um jeito! Eles devem estar marcados pela Águia de alguma forma...Em algum lugar do corpo." — Kusakabe teorizou.

(...)

Então, a noite passava lentamente. Tentávamos chegar a uma conclusão definitiva sobre a questão da Águia, mas nada. Era impossível prever os próximos passos do aspecto da onisciência, e portanto, tudo o que poderíamos fazer era simplesmente tomar cuidado e nos precavermos para o pior. Então, um a um de nós adormecera em sono profundo. Durante horas, nossas mentes foram esvaziadas - Limpas da tensão e pressão do dia anterior, somente para sermos despertos por um som peculiar. As janelas se abriram, e o ar gélido da madrugada pairou sobre nós. Fui o primeiro a abrir os olhos, percebendo uma silhueta negra à frente da porta selada. Instintivamente levei a destra até a Hirakemarei posta ao lado de minha cama, mas antes mesmo que pudesse tocá-la, o estranho a tomou para si, analisando-a friamente.

Desferi um chute contra  a parede, despertando a todos imediatamente. Não demoraram sequer um instante para se colocarem em posição de batalha - Todos pareciam estar cientes do que acontecia naquele momento. Tsumiki pôs-se atrás de Kusakabe, que retirava um par de Tantõs afiadas de sua cintura, enquanto Hyo levava sua destra até a altura da boca, canalizando o chakra para liberar uma técnica. Porém, nada daquilo sequer tirara a feição macabra do rosto do estranho. Vestido com robes negras da cabeça aos pés e portando uma enorme espada nas costas, ele se manteve calado até então.

— "...Quem é você?" — Exigi a resposta, notoriamente irritado.

— "...O Arauto, Hades - E seus seguidores fiéis. Hoje suas histórias terão um fim." — O Estranho ditou, levando a mão esquerda até o cabo da espada em suas costas.

{Crônica} — Evangelion. Unknown

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| N° de Palavras: 884|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 13/8/2022, 13:23

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3650 / 3700 || ST: 01 / 07

Declarou-se como um algoz para nossas vidas, e logo de início tínhamos mais do que a certeza de que ele não havia vos perseguido sem motivo. Me conhecia a ponto de me chamar pela alcunha de Arauto, indicando que havíamos encontrado um assassino controlado por um aspecto exterior. Em um único instante, clonou-se em três, e cada cópia avançou contra meus seguidores, enquanto o original focou-se em me desferir um golpe com a Hirakemarei que havia acabado de tomar de minhas mãos. Porém, durante sua investida, lancei um chute lateral contra o punho que erguia a Hirakemarei, desarmando-o no mesmo instante, enquanto saltava por cima do assassino sombrio, tomando a Hirakemarei para mim novamente. Os demais também haviam sido capazes de se defender dos ataques lançados pelos clones, bem como contra atacá-los, desfazendo-os em nuvens de fumaça. O Sujeito então abrira um sorriso — Se contentaria em lutar contra quatro alvos simultaneamente pela glória de sua honra.

— "Zhu Xhiong?!" — Hyo ditou, surpreso. — "Merda, isso é péssimo..." — Finalizou, apreensivo.

— "O que isso significa, Hyo? Conhece este homem?" — O questionei.

— "Zhu Xhiong é a casta de assassinos que serve a Águia! Como vocês podem ter perdurado por tantos séculos? Está sob as ordens daquele aspecto caído, mesmo nos dias de hoje?" — Hyo continuou, explicando.

— "Hahahaha....Vocês são mais inteligentes do que pensei. Sim, nós resistimos. Somos a última linha de defesa restante de nosso senhor - Quando soubemos que despertou em busca de eliminar os arautos dos demais deuses após a chegada de Jashin neste mundo, fui o primeiro a me voluntariar. Meus irmãos irão caçá-los...Todos vocês!" — O Assassino exclamou, eufórico.

Não havíamos sido amaldiçoados pela Águia - E sim marcados para a morte. Quando cessou seus gargalhos, o assassinato da casta esquecida avançara, sacando sua enorme lâmina de duas mãos das costas, desferindo um golpe de força sobrenatural imbuído por chakra flamejante. O Ataque fora poderoso o suficiente para destroçar por completo aquele quarto, mas pudemos nos defender do mesmo com o conjunto defensivo de Tsumiki e Kusakabe, que ergueram uma barreira de terra reforçada por uma camada de água, que evaporou-se só de fazer contato com a espada sombria do assassino. Fomos arremessados para fora do edifício residencial, que logo fora tomado por um incêndio - O toque da lâmina do homem espalhava não apenas caos, como a morte.

Quebrei os pesos que se encontravam em meus tornozelos, e com um único movimento, manipulei as partículas de terra no ar para a formação de uma lança demoníaca - The Devil, consciente e capaz de se esticar. Com uma ponta tão afiada, capaz de perfurar até mesmo o aço e precisão cirúrgica, inicie uma sequência de ataques perfurantes diretos contra o assassino, que os evitava com facilidade, defendendo-se com a espada. Porém, no momento em que a Devil fora repelida  para mais longe do que o habitual, ele avançou, rasgando o chão com um golpe ascendente em diagonal, disparando um montante de fogo que espalhou-se para dez metros a sua frente.

{Crônica} — Evangelion. Unknown

Junto a meus companheiros pudemos desviar - E cada um saltou para uma posição diferente. Kusakabe avançara logo na sequência, imbuindo suas Tantõ curvadas com o chakra aquático, utilizando-se de uma técnica própria que lhe permitia criar dezenas de lâminas de água, desferindo uma tempestade de ataques omnidirecionais contra o assassino sombrio. Porém, sem pestanejar, o homem elevara a temperatura de seu próprio corpo, expelindo fogo puro de todo o seu corpo, e na sequência enforcando o fiel, socando-o no abdome, forte a  ponto de romper alguns ossos e fazê-lo cuspir sangue. Na sequência, o jogou contra uma parede, onde permaneceu, quase inconsciente.

— "KUSAKABE!!!" — Tsumiki exclamou, alterando pela primeira vez a sua expressão: Desespero. — "DESGRAÇADO, O QUE VOCÊ FEZ COM ELE?!" — Ela continuou.

Hyo, que estava quase ao meu lado, observava a situação com um olhar pesado e analítico - Suava frio, pois não conseguia encontrar brechas para atacar o assassino. Para cada ataque que realizasse, Hyo imaginava que o homem seria não apenas capaz de se esquivar, como também contra atacar de maneira letal. Ele sequer estava levando aquilo a sério, afinal? Éramos ameaças para seu poder?

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| N° de Palavras: 731|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 13/8/2022, 22:34

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 02 / 07

Kusakabe lentamente se levantava, com sangue escorrendo de sua boca. Mesmo assim, com ossos rachados, se recusava a cair. O rapaz sonhador levara a mão esquerda ao peito para pressionar os ossos d volta a seus respectivos lugares. Um estalo pudera ser ouvido a vários metros de distância, e um sorriso confiante surgiu no rosto do jovem, que empunhava suas tantõ curvadas com destreza e força. Não as largou nem por um único instante, e estava determinado a seguir até o fim se fosse pela minha glória e honra.

— "Escute, seu assassino de merda..." — Ele ditou, chamando a atenção de todos. — "Só há um deus nesta terra. E só há um honrado. HADES-SAMA...FOI ESCOLHIDO PARA GOVERNAR ACIMA DE TODOS! E Não será um peão fodido como você que irá atrapalhar a jornada dele." — Finalizou.

O Assassino de Zhu Xhiong o encarou com um olhar de completo desprezo, como se não o tratasse como uma ameaça. Enfurecido pela atitude do algoz, Kusakabe avançara com toda a sua velocidade, disposto a dar sua vida. Imediatamente, Tsumiki moveu-se para tentar alcançá-lo, mas antes que pudesse fazê-lo, a espada longa de duas mãos empunhada pelo encapuzado sombrio se moveu em um movimento circular para trás - A centímetros de distância de alcançar o pescoço de Kusakabe e decepá-lo. Ver aquilo me fez sentir um outro aperto no peito - Deixei passar um sentimento de empatia que jamais havia sentido antes. Um companheiro, um irmão...Dar a vida por mim? Pelo meu sonho? Abandonando sua própria existência para enaltecer outra. Um gesto honrado que me fizera ter uma reação instintiva.

Meu corpo moveu-se em tamanha velocidade que não fora acompanhado nem pelos olhos treinados do assassino. O que parecia impossível se tornou uma realidade: Deixando que minha mão destra pousasse sobre o ombro de Kusakabe, o afastei ao utilizar minha força para empurrá-lo. Na sequência, esquivei do ataque ascendente do Zhu Xhiong ao ir levemente para a lateral, deixando-o confuso por não ter acompanhado a minha movimentação. Com a Devil ainda empunhada pela mão esquerda, desferi um ataque direto que lhe na região  do plexo solar, além de arremessá-lo a sete metros de distância.


{Crônica} — Evangelion. Unknown

O Assassino berrou em agonia - Seus intestinos haviam saltado por tamanha força do impacto. O Sangue escorria e jorrava a ponto de formar uma poça ao seu redor. Os órgãos danificados eram espremidos e escorregavam pela fenda aberta em seu corpo. Perdeu as forças - A espada antes firmemente empunhada caíra sobre o sangue de seu próprio portador, que agora, impotente, olhava com globos oculares arregalados de medo em minha direção. Kusakabe, Hyo e Tsumiki permanecerem em silêncio, surpresos por tudo o que havia acontecido. Desde o início, aquele lixo nunca teve chance. Eu que havia decidido me segurar. E isso quase custou a vida de um seguidor. Me aproximei do assassino, que tremulando, estava a beira de se desesperar. Apontei então a lança imperial para seu pescoço, encostando a ponta em seu pomo de Adão.

— "Agora diga-me: Onde está o seu deus?" — Ironizei o seguidor da Águia. — "Me responda, desgraçado: Quem são os Zhu Xhiong? Quais são as outras forças da Águia e o que ela deseja? Vocês por acaso já encontraram as pirâmides submersas, ou apenas vagam como zumbis por estas terras? Responda direito, e sem truques. Se o fizer de tal maneira, lhe deixarei viver sua vida miserável." — O Interroguei. Já pressionado por estar a beira da morte e tomado pelo medo de seu fim estar próximo, o assassino não demonstraria nenhuma resistência. Eu estava cada vez mais perto de descobrir a verdade.

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| N° de Palavras: 634|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 14/8/2022, 12:02

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 02 / 07

As perguntas deixaram o assassino da lendária casta sombria completamente assustado - Ele não parecia ter condições psicológicas para responder aquilo no momento, mas o obrigaria de qualquer forma. Desfazendo a Devil, rasguei a porção superficial da carne de seu pescoço com minhas unhas, causando-lhe ainda mais dor. Só naquele momento ele enfim cedera, segurando seus próprios intestinos caídos enquanto lutava para ao menos conseguir continuar respirando. Com olhares baixos e inquietação visível, o derrotado levantava a voz.

— "Não encontramos nada...Não, não....A Águia nos protege...Ela vai me salvar! Ela vai! Zhu Xhiong jamais vai desaparecer...Ela nos prometeu..." — Ele ditou, delirando em seu psicológico destroçado. — "Meus irmãos...Vão encontrar...O Âmbar Carmesim..." — Ele continuou.

Ver a situação miserável daquele pedaço de lixo fez meu estômago revirar em repulsa. O homem estava completamente insano, a perda de sangue lhe fazia viajar através de delírios e fragmentos de memória - Sua vida passava diante de seus olhos, pois a morte se aproximava rapidamente. Sem pestanejar, desferi um corte horizontal com a Hirakemarei na altura do pescoço do indivíduo, lhe decepando. Não havia coletado sequer uma pista de informação relevante além do tal "Âmbar Carmesim". E como eu nunca havia ouvido falar do mesmo, não havia motivos para me preocupar tanto.

— "Precisamos seguir em frente. Tsumiki, cuide do Kusakabe. Ele sofreu alguns danos maiores, então terá que se recuperar até nossos próximos embates. Nosso próximo destino será alterado, se a casta dos Zhu Xhiong estiver resguardando as áreas de maior interesse. Vamos fazer um desvio pela rota longínqua do Noroeste, até chegarmos em um complexo de montanhas. Há algumas casas abandonadas por lá, era uma pequena vila que há alguns anos eu acabei destruindo. É impossível que saibam de sua existência." — Ditei, tomando a frente por mais uma vez.

— "Meu senhor...Você me protegeu...Por que estava disposto a proteger um mero servo?" — Kusakabe me questionava.

— "Eu prometi a Rose que todos nós voltaríamos com vida. Eu prometi a mim mesmo que todos os nossos irmãos alcançariam o Kollichorn. Não vou admitir nada além disso." — O respondi, sem olhar para trás.

Tsumiki ergueu uma sobrancelha - A jovem considerava-se como portadora de uma maldição, e talvez eu houvesse entendido o que ela quis dizer. Não era por conta de uma técnica ou mártir, e sim porque era refém de um sentimento incontrolável. Sua tristeza revoava ao redor da decepção, e sua felicidade, no amor. E talvez, eu estivesse andando para este mesmo caminho.

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| N° de Palavras: 425|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 14/8/2022, 17:13

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 01 / 07

Kusakabe então calou-se. Via em seus olhos que continha as lágrimas com dificuldade, mas eu não o julgava. Passei a perceber que nutrir de sentimentos humanos lhe tornava alguém melhor. Muito mais do que fui quando pensei que a única maneira de me elevar era abandonar quaisquer traços de humanidade. O quão tolo fui? Refletia enquanto Hyo se aproximava de mim.

 — "Eles não irão parar. Os Zhu Xhiong são uma facção que se considera como família, então a morte de um de seus assassinos com certeza lhes trará desgraça e ódio. É melhor que estejamos preparados, evitar um confronto direto com eles é o ideal. Não se sabe o que escondem, desde os tempos antigos eles são misteriosos." — Hyo alertava.

— "Tens razão, Hyo. Por isso vamos seguir por uma rota alternativa - Deixemos os dias passarem, eles vão perder os nossos rastros." — Ditei.

Ele acenou com a cabeça em sinal de concordância, bem como Tsumiki e Kusakabe. Os dois últimos permanecerem um ao lado do outro, com a garota auxiliando o jovem determinado a continuar sua caminhada, colocando seu braço ao redor dos ombros do mesmo. Então, partimos rumo a estrada alternativa que anteriormente citei. Era um caminho não muito tortuoso, mas labiríntico o suficiente para colocá-lo como mais difícil de se atravessar do que uma montanha íngreme com deslizamentos de terra. Perder-se em meio às areias era fácil, ainda mais quando não se existem pontos de referência a serem perseguidos.

Caminhamos durante horas, até encontrarmos o complexo que levava até montes ocultos por fileiras de areias proeminentes, a mais de cem metros de altura. Ocultos e abandonados além da percepção visual humana, as pequenas casas de madeira que ali ainda existiam se punham da mesma maneira de quando eu as invadi, há três anos. Não demorou mais de vinte minutos até que chegássemos até o ponto destinado. Remanescentes esqueléticos estavam jogados ao chão, abandonados e consumidos pelo tempo. As moradias, destruídas, eram deterioradas e consumidas por cupins. Não havia paz naquele lugar, mesmo após a morte. A lua minguante no céu sem estrelas surgia, com nuvens de chuva carregadas. Deveríamos arranjar um meio de nos colocarmos ali durante a noite.

— "Eu farei a ronda de hoje, se permitir, meu lorde." — Tsumiki ditou. — "Vou garantir que nenhum inimigo venha a nós encontrar, e se eu puder avistá-los, não hesitarei em avisar a todos vocês. E, Kusakabe, por favor, não force o seu corpo. Já fez o suficiente." — Ela finalizou.

— "...Tsc. Tá bom." — O Garoto respondeu, deitando de lado.

Não possuía motivos para ir contra a garota, então lhe concedi a permissão. Ela imediatamente curvou-se em sinal de agradecimento e se pôs na linha de entrada do pequeno  vilarejo esquecido pelo tempo, onde realizaria rondas circulares para garantir a proteção de nosso grupo cruzador. Novos inimigos surgiriram - Mas algo ainda me incomodava: Onde está Kayneth?

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| N° de Palavras: 493|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 14/8/2022, 22:38

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 00 / 07

As horas se passavam, e tudo o que presenciávamos eram as cantorias noturnas dos grilos locais - E do incômodo constante de pernilongos e mosquitos que ousavam pousar sobre nossas peles. Dormir em um local tão fúnebre de fato seria difícil, mas ninguém parecia verdadeiramente disposto a tirar um cochilo depois do incidente da noite passada. Tsumiki não havia percebido nada fora do comum, aparentemente a minha sugestão havia sido provada como um sucesso, uma vez que, ao menos hoje, não seríamos surpreendidos em plena escuridão por um dos assassinos da casta secreta da Águia. Porém, em determinado momento, Hyo caíra no sono. E em seus sonhos, acabara por deixar algumas palavras escaparem, de maneira inconsciente.

— "Nokron...Ainsel..." — Ele ditava, repetidas vezes. — "Salvai-nos, Estrela Caída!" — Exclamou, por fim.

— "O Que...? Ele está delirando?" — Kusakabe ditou, visivelmente perturbado. — "Não... Está pedindo por um bênção. Seria ele um traidor?" — Continuou.

— "Ele possuía ligações fortes com o estudo de aspectos em gerações passadas, bem como está vivo há mais de um século. É possível que tenha se prendido a uma crença antiga, duvido que ele ousaria dar as costas para Jashin. Só espero que esse deus antigo não seja também um daqueles enterrados sob a Necrópole Sagrada." — Ditei, em tom irônico.

Então, a noite prosseguiu. Hyo havia se calado de maneira definitiva, e nenhum verbete fora solto até o raiar do sol. Quando o astro rei subira para além das montanhas distantes, o imortal despertara com um susto, olhando para os lados, como se a luz lhe fosse uma inimiga mortal. Porém, ao notar que estava no mesmo lugar, se acalmou, suspirando em sinal de alívio. Na sequência, Tsumiki retornara, relatando que nem sequer uma única alma passara próxima de nossa região durante o período noturno, e que estávamos livres para continuar. Porém, antes de nos reunirmos novamente para uma segunda viagem rumo ao encalço das pirâmides ocultas, confrontaria Hyo.

— "Nokron? Ainsel? Estrela Caída?" — Ditei ao me aproximar do homem, que jogara olhares surpresos para mim. — "O que isto significa, Hyo? Sabes bem que a heresia não é tolerada pelas crenças de nosso senhor. Hei de se explicar perante o Arauto!" — Exclamei, a fim de extrair seus conhecimentos proibidos. Talvez, com tais informações, pudéssemos estar um pouco mais perto de descobrir a verdade sobre o Kollichorn. Aquele homem carregava segredos, e eu estava disposto a descobrir um a um.

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| N° de Palavras: 514|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 15/8/2022, 15:15

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 00 / 07

Hyo tornou-se apreensivo: Tremulava consigo mesmo, deixando que lágrimas de nervosismo escorressem pela sua pela. Estava visivelmente incomodado, e parecia tentar organizar seus pensamentos para dar uma resposta adequada, ainda que metódica. Não parecia disposto a cooperar da maneira convencional, mas ainda sim nos dava o luxo de ter uma resposta decente.

— "São apenas versos antigos de uma antiga crença; Não se preocupe, não irá se repetir, meu senhor." — Ele engoliu seco. — "São referências a cidades antigas que um dia foram destroçadas por, segundo as crenças, uma estrela malformada que caíra dos céus. É apenas um resquício de memória, nada mais. Não precisa se preocupar, Hades-Sama." — Finalizou.

— "Uma estrela malformada que caíra dos céus? Então era um povo que cultuava meteoritos como deuses? É uma ideia interessante, pena que está presa a um passado distante. Agora, foque-se no presente, homem. Ainda há um longo caminho a ser percorrido." — Lhe respondi, tomando a frente.

— "Não era somente um meteoro..." — Ditou, sussurrando para si próprio.

Não consegui compreender a sua fala naquele momento, uma vez que o volume de sua voz me impedia de escutá-lo claramente. Por conta disso, preferi ignorá-lo naquele instante, focando-me apenas no que estava por vir. Deixamos o vilarejo abandonado ao topo do complexo de montes distantes para seguir a rota oposta a Sunagakure no Sato, que nos levaria até o próximo passo. A viagem seria mais longa do que o habitual, uma vez que cruzaríamos os desertos infindáveis do país dos ventos. Existia um moinho de vento enferrujado próximo da localização destinada, sendo este o único ponto de referência para nós. Lá, um templo religioso antigo esculpido em mármore, agora arruinado, dava passagem a um túnel subterrâneo que poderia nos transportar até as fronteiras do norte, onde enfim poderíamos nos deleitar com a conquista do primeiro passo de Kollichorn.

Tsumiki permaneceu a minha esquerda, Kusakabe à direta e Hyo logo atrás de mim. Ele ainda mantinha o comportamento de nervosismo, mas aos poucos se continha, suspirando para manter a calma. Talvez ele houvesse tido uma premonição ou visão de um futuro incerto - Mas eu estava ciente de que Jashin zelava por todos nós. Nossa preocupação maior naquele momento eram as forças ocultas de Águia e uma possível emboscada de Kayneth. Em determinado momento, todas as facções se encontrariam - Somente para se matarem, em nome da Tumba Sagrada.

Informações:

| N° de Palavras: 410|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 15/8/2022, 22:12

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 00 / 07

E assim, prosseguimos a nossa jornada. Nossos passos marcavam as areias antigas, e mesmo que apressados, o horizonte infinito de areia parecia inalcançável. Nossos pensamentos foram completamente esvaziados, e com a mente calma - Em harmonia definitiva, tivemos a certeza de que estávamos frente a um destino cruzado. A jornada até a chegada no templo arruinado durara mais de dez horas, partindo do amanhecer e chegando apenas no período do fim de tarde. Com o sol já alaranjado e se escondendo por detrás das cordilheiras distantes, a visão sobre o deserto se tornava mais clara e nítida. As primeiras estrelas erguiam-se ao céu, ao lado da lua crescente, enquanto a temperatura ambiente baixava para apenas cinco graus. O frio vos consumia - Mas não mais do que a sensação de mau presságio que advinha da entrada do templo arruinado. Logo ao chegarmos em seus arredores, percebemos a presença de dois assassinos Zhu Xiong, que acompanhavam uma figura humanoide com mais de dois metros de altura, coberta por trajes medievais e uma capa banhada em sangue carmesim, portando uma máscara demoníaca e dois enormes cutelos curvados.

— "Escondam-se, rápido." — Dei a ordem aos sussurros, me posicionando junto aos demais atrás de alguns destroços da construção antiga. — "Não é possível que tenham encontrado este lugar tão rápido. Além disso, aquele mascarado...Me passa uma péssima sensação. O que diabos ele é? Um servo da Águia?" — Questionei.

— "É um Assassino Maculado. Ele foi amaldiçoado por um aspecto antigo, e agora caça em seu nome. Não duvido que seja um dos integrantes da mente coletiva da Águia. Estes assassinos são inumanos em todos os aspectos. Tomemos cuidado." — Hyo explicara.

Além disso, o assassino e seus dois guarda costas estavam investigando alguns corpos mortos no chão - Com roupas carbonizadas e eletrificadas, que remetiam vagamente à silhueta dos Zhu Xiong. Aparentemente, a casta sombria da Águia esteve naquele lugar, mas foram interceptados por uma força exterior, e agora, o reconhecimento viera investigar ou retomar a missão dada pelo aspecto selado na tumba sagrada. Mantive o semblante sério, enquanto observava as forças inimigas adentrarem nos túneis subterrâneos após a análise e coleta dos corpos de seus aliados caídos. Porém, não ousaria avançar enquanto seus olhos e ouvidos estivessem atentos.

— "Aquela coisa...Não possui batimentos cardíacos..." — Tsumiki disse, suando frio. — "Eu não ouvi sequer a sua respiração...Não pode ser humano, aquilo não tem condições de estar vivo! É absurdo! Se realmente estivermos de frente a um avatar da Águia, é melhor evitar um combate. Não sabemos o quão forte ele pode ser." — Ela alertou.

Concordava com a preocupação da mulher. Mesmo assim, não havia uma rota alternativa, e seríamos obrigados a trilhar o mesmo caminho que os agourentos. De qualquer forma, tentaríamos nos manter distantes e ocultos de seu raio de detecção visual ou auditiva, uma vez que possivelmente não detinham habilidades sensoriais, a julgar pela natureza dos mesmos. Aguardaria por mais algum tempo na superfície, antes de mergulharmos na escuridão. A Águia estava se movendo, e aparentemente...Kayneth também.

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| N° de Palavras: 517|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 16/8/2022, 12:27

Caçador de Imortais


HP: 1750 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 00 / 07

Aguardamos por torturantes dez minutos até que enfim eu desse a ordem de partida. Rumamos então, ainda agachados e com passos silenciosos até a entrada do túnel subterrâneo, onde já não mais estavam em vista os possíveis inimigos. O túnel era sombrio e completamente úmido, como se ali houvesse chovido por dias. Tudo estava mofado e em condições precárias, era possível que até mesmo viesse a desabar caso não tomássemos cuidados. Os passos lentos eram seguidos de temor, e durante outros quarenta minutos, nos vimos presos a uma caminhada em linha reta longínqua até o outro lado, onde enfim tivemos nosso retorno à luz. Lá, um enorme campo aberto se punha. Ao fundo, havia uma grande árvore morte e sem folhas, mas com um estranho tronco translúcido que parecia absorver a luz para si. Abaixo da mesma, ruínas de uma civilização esquecida, com incontáveis esqueletos anciãos e outros corpos ensanguentados e completamente desfigurados que haviam acabado de ser postos à prova da espada.

Eram corpos de monges heréticos que carregavam consigo a marca serpentina, que fora abominada pelas crenças ao Kollichorn. O Assassino Maculado lhes ceifava a vida com seus cutelos disformes, banhados pelo sangue do agouro. Acompanhado pelos Zhu Xiong, eles pareciam procurar por alguma coisa em meio à cidade banida nas fronteiras do norte de Sunagakure, e de fato, haviam encontrado: Uma espécie de tabuleta acoplada a um cubo de pedra com vários olhos desenhados. A tabuleta havia sido inscrita em um idioma ilegível, e ao vê-la, imediatamente se portaram a guardá-la sob as vestes do Maculado. Eles haviam encontado a chave.

— "Eles encontraram a primeira peça para abrir os portões da Necrópole Sagrada! Merda, seremos obrigados a lutar por isso! Hyo, Kusakabe, Tsumiki! Vocês cuidam da dupla de assassinos Zhu Xiong. Eu irei encarar aquele monstro." — Ordenei.

Eles pareceram relutantes em acatar as minhas ordens, mas não tinham opção. Liderados por Hyo, ele saltaram como sombras, em velocidade tão exacerbada que poderiam ser facilmente confundidos como uma aparição a olhos humanos pouco treinados. Os três enfrentariam a casta sombria da Águia, enquanto eu lentamente rumei até a posição do Assassino Maculado, que imponente, virou-se em minha direção, cruzando ambos os seus cutelos em forma de X, virados para baixo. Por baixo de sua máscara, os olhos sem vida fixavam-se em meu rosto. As runas inscritas em sua capa e armadura começavam a brilhar em uma tonalidade azulada, bem como as cavidades oculares. Ele carregava consigo a marca da Águia: Era um avatar, ou melhor - O Arauto do aspecto caído. Cerrando os punhos, segurava os cutelos com tamanha força que o chão abaixo de si afundava e rachava, causando um leve tremor somente com sua presença demoníaca naquele lugar. Enfim, tudo estava prestes a começar. A batalha entre dois avatares - Pela glória de seus deuses.


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| N° de Palavras: 474|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 16/8/2022, 21:43

Caçador de Imortais


HP: 1600 / 1750 || CH: 3600 / 3700 || ST: 01 / 07

O Advento que vos separava por míseros dez metros ditava que o sangue deveria banhar as areias áridas de Sunagakure, e assim seria feito. O primeiro movimento fora dado pela criatura que se erguia para mais de dois metros de altura, erguendo o cutelo segurado pela mão direita e avançando em minha direção para um confronto direto. Imediatamente pousei a mão esquerda sobre o manto que trajava, o arremessando na direção do maculado para cobrir a sua visão. Porém, antes mesmo que a roupa pudesse tocá-lo, o braço descera em uma velocidade abrupta, criando uma pequena cratera ao impacto. Eu não havia realizado nenhum ataque, e mesmo assim, ele contraiu todos os seus músculos para afastar uma única peça de roupa. Estava disposto a matar e destruir tudo o que se colocasse em seu caminho.

Ao vê-lo distrair-se pela minha ação, saltei em sua direção, pousando na parte cega da lâmina para desferir um chute giratório contra o queixo do assassino, que rapidamente fizera uma força tremenda, forçando o meu desequilíbrio e arremessando-me para mais de dez metros de distância somente ao balançar o seu braço. Então, abri um leve sorriso em meu rosto, enquanto me desfazia dos pesos em meus tornozelos, sacando também a Hirakemarei, segurando-a com ambas as mãos e cerrando os punhos com a toda que possuía, aplicando tamanha pressão no aperta que fazia o aço da espada lendária se descolorir.

— "Está se contendo, desgraçado? Eu me pergunto se você sequer tem alguma coisa dentro da sua cabeça. Responda-me, avatar da Águia! Quem és?" — O Questionei, recebendo o silêncio como resposta.

Uma criatura enigmática - Uma aberração pensante que ponderava sobre as possibilidades de seu futuro. Para falar a verdade, eu sentia um pouco de medo em estar de frente para algo como aquilo. O Fato de você saber que algo tão monstruoso também é inteligente é muito mais assustador do que enfrentar uma besta irracional. Deixei uma gota de suor escorrer do lado esquerdo de meu rosto, uma vez que não sabia predizer os movimentos de meu adversário. Ele então flexionou as suas pernas, se agachando lentamente. Em determinado momento, avançara com um salto frontal, alcançando a minha posição em 0,2 segundos, trazendo ambos os cutelos para baixo, em um ataque esmagador fatal.

Me defendi com a Hirakemarei com o tempo de reação ínfimo que me fora dado, mas fui incapaz de suportar a pressão de tal golpe. O impacto sobre a lâmina de aço causara uma onda de choque poderosa o suficiente para jogar areia aos céus, além de formar uma enorme cratera por debaixo do solo rochoso. Ele fez aquilo com força bruta. Definitivamente não era humano - E logo, caso eu insistisse em defendê-lo, meus braços também cederiam a pressão. Sem a capacidade de desarmá-lo ou sequer afastá-lo com a força de um humano a qual possuía, me vi obrigado a canalizar o chakra sobre a lâmina lendária da névoa, formando a projeção de uma lâmina curva após banhá-la com meu próprio chakra. O poder do molde da Hirakemarei fora o suficiente para trocar vários golpes em diferentes posições com o assassino maculado, que ainda parecia conter a sua verdadeira força.

Uma ameaça inigualável - Mesmo utilizando somente uma arma sem quaisquer vestígios de chakra, ele era capaz de não apenas fazer frente com um molde de energia lendário, como também superá-lo. O chakra fora rompido, e mais uma vez, a força de seu impacto me jogara para longe, desta vez me arremessando sobre uma pequena mureta de rochas, que fora completamente estilhaçada ao impacto. Sofri danos leves - Mas o suficiente para me deixar no chão durante alguns instantes.

— "Violência...Ele exala pura violência." — Pensei, rapidamente me levantando. — "Que seja. É preciso um monstro para derrotar outro!" — Exclamei na sequência.

Eu me renderia à loucura naquele instante. Se pediram por um demônio, então que recebessem - O Sangue dos Juugo carregava uma maldição que não seria facilmente apaga. O Senninka estava desperto.

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| N° de Palavras: 474|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 17/8/2022, 12:59

Caçador de Imortais


HP: 1600 / 1750 || CH: 4000 / 4100 || ST: 02 / 07

Meu corpo transformou-se de maneira tão anormal que liberara uma essência de chakra roxa, formando uma aura sombria ao meu redor. Os cabelos se alongavam, tornando-se completamente negros, bem como os olhos. A pele escurecia, e os músculos definidos eram tomados por placas irregulares e moldes disformes advindos de minha Kekkei Genkai. O Chakra natural acumulado afetava até mesmo os meus próprios ossos, me dando uma aparência monstruosa e agourenta, tão bem contrastada com o trajado maldito do Assassino a minha frente. Ao ver tal transformação, a criatura pareceu dar uma única risada baixa por detrás de sua máscara, como se estivesse se identificando com a imagem que era concebida a sua frente. Se de primeira o agourento havia tomado a iniciativa, desta vez era o meu turno. Sem quaisquer indícios prévios, avancei em tamanha velocidade que cobri a distância entre nós antes mesmo que o cérebro do outro pudesse ter qualquer tipo de reação, criando pistões em meu cotovelo direito para Impulsionar a força de meu golpe: Kassokuken: Ichishiki!

Os pistões então se abriram, liberando jatos de chakra que ao impacto com o torso da criatura maculada, causara uma enorme explosão de terra graças a onda de choque moldada pela força do ataque. Fora potente o suficiente para não apenas deformar todo o solo ao redor, como também ferir o avatar da Águia, lhe arremessando para mais de trinta metros de distância com a força de minha técnica. Porém, mesmo jogado ao ar, ele fora capaz de se impulsionar de volta para minha posição em menos de um único segundo. Parado, de pé - Com ambos os cutelos baixos, ele continuava a fixar seus olhares em mim. O que estava acontecendo? Ele não sofreu danos?!

— "Você..." — Foram suas primeiras palavras. — "...Irá sucumbir." — Finalizou.

Então, voltou a se calar. Um chute em altíssima velocidade então fora disparado contra meu abdome, e assim como fiz contra ele, não tive chances de reação. A potência do golpe combinada com a força bruta do estranho mascarado rachara os moldes que formavam a minha carne, me causando danos não apenas superficiais, como internos também. Com a força, sangue voou de minha boca, mesmo que em uma quantidade relativamente baixa. Arremessado no ar, formei um enorme machado, a partir de minha própria carne, no antebraço direto, para cair sobre o crânio de meu opositor.

Porém, fora inútil. Com os cutelos, ele repeliu não apenas o primeiro ataque, como também toda a sequência posterior, como se estivesse lidando com nada além de uma mera mosca que lhe causava incômodo. Então, ele seguiu com sua própria sequência de ataques cortantes com ambos os cutelos, que me forçou a recuar, bem como me defender com uso da Hirakemarei e toda a minha habilidade corporal. Em determinado momento, fui capaz de afastá-lo ao utilizar o peso do mascarado contra ele próprio, o que lhe forçou a dar um único passo para trás para manter o equilíbrio. Era o suficiente.

— "Rainbow Dragon." — Ditei, juntando ambas as mãos.

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| N° de Palavras: 508|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 17/8/2022, 18:25

Caçador de Imortais


HP: 1200 / 1750 || CH: 3850 / 4100 || ST: 03 / 07

O Dragão de terra surgira por debaixo de meus pés, erguendo-se para uma altura de mais de oito metros com seu corpo completamente esticado, evitando que eu fosse exposto ao perigo. Na sequência, a cauda do réptil lendário girou em 360º junto ao restante de sua extensão, desferindo um ataque rasteiro de tamanho poder que fora capaz de até mesmo destroçar rochas enormes em seus arredores, bem como pressionar o seu adversário. Mesmo assim, a força do assassino era, novamente, muito superior. Com os cutelos - Ele banhou as lâminas negras com seu chakra ígneo, e girou ao redor de si mesmo, criando um tornado flamejante de proproções médias somente ao combinar sua velocidade ao chakra imbuído nas lâminas, que fora mais do que o suficiente para fazer o corpo do dragão em pedaços.

Imediatamente segui a minha investida com a invocação do Crimson Réquiem, bem como o The Star. O Réquiem se manteve em posição durante alguns instantes, antes de saltar sobre o seu adversário e se colocar às suas costas, enquanto as cobras gêmeas o cercaram, e eu permaneci logo a sua frente, com a Hirakemarei. O Avatar monstruoso olhou ao seu redor, e assumiu, pela primeira, uma postura completamente ofensiva. O Cutelo da direita mantinha acima de sua cabeça, virado em sentido horizontal, enquanto o da mão esquerda mantinha-se virado para baixo, com a parte cortante em vertical virada para mim. Ali, ele permaneceu completamente imóvel, aguardando o meu ataque. E se isso ele desejava, então receberia.

A Ordem fora dada - E todos atacaram simultaneamente o corpo deformado do monstro ígneo que servia ao aspecto caído, mas fora em vão. Os cutelos, embebedados pelo chakra flamejante, se tornaram um só com o elemento, e as tatuagens rúnicas no corpo do avatar brilharam mais fortes do que antes. Com um movimento único, ele desferiu um corte transversal que rasgara até mesmo as nuvens com uma lâmina flamejante de espessura considerável. O Réquiem fora completamente carbonizado somente de ser tocado pela técnica, enquanto o The Star sucumbira à temperatura extremamente elevada. Até tentei manipular a terra ao redor, mas era inútil. Tudo derretia na presença dos cutelos malignos daquele monstro. Seu corpo, de pouco a pouco, também assumia uma coloração alaranjada.

Se por muito mais tempo eu demorasse, ele se tornaria completamente imune a qualquer tipo de dano direto. Seu corpo, assim como o meu Earthen Body, assumia as propriedades do elemento, e o deixava intocável a golpes físicos. Porém, seu fogo era violento o suficiente para repelir até a mais durável investida. Saltei para trás, pois sabia que o perigo iminente poderia tomar a minha vida. Mesmo assim, eu ainda possuía um último truque na manga, mas deveria guardá-lo para o momento certo. Quando o inimigo tivesse certeza de que estaria com a vitória em mãos, este último trunfo seria o meu recurso final, um ultimato para virar o jogo. Porém, por enquanto...Eu era impotente frente a sua defesa.

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| N° de Palavras: 494|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 17/8/2022, 23:19

Caçador de Imortais


HP: 1000 / 1750 || CH: 4050 / 4100 || ST: 04 / 07

A Criatura agourenta deveria estar se revirando de gargalhadas em seu interior - Não havia chances para eu contra atacar, e de fato, não existia. Cogitei utilizar o Earthen Body, mas meu corpo elemental seria rapidamente destroçado, mais do que um de carne. Por conta disso, baixei a Hirakemarei e juntei os dedos da mão esquerda, como se me preparasse para dar um bote surpresa contra meu adversário. Abrindo um sorriso levemente confiante no rosto enquanto mantinha a guarda baixa e escondia as intenções da mão esquerda, lhe forcei a me atacar quando o encarei diretamente nos olhos, em sinal de provocação. O Assassino brutal saltara de maneira tão violenta que o impacto de sua queda formavam pequenos tornados ígneos. Sua força bruta em cada ataque deixava escapar uma projeção elemental de seus cutelos que atravessavam dezenas de metros na vertical, consumindo tudo em seus respectivos caminhos. Tudo continuou, e até mesmo utilizar a sua máscara para cuspir uma tormenta de fogo ele fez. Porém, não lhe respondi de maneira alguma, apenas me mantive distante e me esquivando de todos os ataques possíveis.

Centrado em meu objetivo e com a mente completamente limpa, aguardei o limiar da paciência de meu opositor, que parecia estar chegando em um ritmo acelerado. Ele juntara ambos os cutelos em uma única mão e girou ao redor de si próprio, utilizando a inércia combinada com sua velocidade, força e natureza elemental para desferir um golpe capaz de afundar a própria Terra. A mera pressão de tal técnica fazia tudo ao seu redor queimar e estremecer, e a elevação do chakra se tornava violenta e extremamente perturbadora. Porém, a aproximação do golpes mortal não me intimidava. Levei os dedos da mão esquerda a frente, e projetando a imagem de um dragão lendário em minha mente, toquei ambos os cutelos flamejantes como se fora uma garra.

— "Shõriki Tenhõ." — Proferi, com calma.

E então, as chamas e a própria técnica do avatar foram completamente anuladas - Não apenas isso, mas seu chakra havia sido sugado para meu próprio interior. Meu trunfo havia sido utilizado, e ao conter por completo a potência da técnica suprema do Agouro, tive a brecha perfeita para atacar. Ele pareceu confuso por um instante, então me aproveitei do momento para manipular as partículas de terra não apenas ao meu redor, como também em meu próprio corpo. E então, diversos espinhos surgiram, perfurando a criatura em diversos pontos de seu corpo, finalizando a sequência  com um corte ascendente da Hirakemarei, que rasgara-o na região do tórax, destroçando seus ossos e órgãos internos. Mesmo assim, ele teve a força restante para contra atacar uma última vez, me atingindo diretamente com a guarda de seus cutelos de aço, poderosas o suficiente para me jogar no chão, que afundara. Senti todo o meu corpo tremer com uma dor excruciante e indescritível, tamanha dor que eu nem mesmo tive a capacidade de reagir.

Mesmo assim, completamente afetado pelo último esforço do agouro, o vi dando vários passos para trás, enquanto o sangue escorria de seu peito aberto. As tatuagens rúnicas brilhantes lentamente se esvaíam, mas enquanto a bênção da Águia lhe abandonava, os olhos brilharam, bem como a boca. A Águia em sua própria existência estava se comunicando através dos momentos finais de seu servo.

— "Ouça minhas palavras, servo agourento de Jashin." — A voz ditou, em uma tonalidade distorcida. — "Encolha-te de medo, à noite. As mãos da Águia não terão piedade de ti." — Foram suas palavras.

E então, a vida desvaneceu do corpo anteriormente habitado pela bênção da Águia, que caíra, sem  vida, aos meus pés. Ainda ferido e sangrando, tentei manter a compostura, pois sabia que estava longe de meu objetivo verdadeiro. A Águia haviam me amaldiçoado e colocado uma sentença de morte sobre mim, mas ainda assim, eu deveria continuar. Sem o seu avatar no caminho e com a chave do portão sagrado em mãos, só me restava alcançar...As Terras Proibidas.

Informações:

| N° de Palavras: 664|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 18/8/2022, 15:41

Caçador de Imortais


HP: 1000 / 1750 || CH: 3700 / 3700 || ST: 03 / 07

Todas as minhas técnicas foram desativadas - E eu, ainda com poucas forças restantes, me coloquei de joelhos sobre o solo, completamente exausto e ofegante. O Combate não havia sido duradouro, mas consumiu boa parte de minha resistência. A Tensão em cada golpe e a pressão da força brutal do avatar derrotado da Águia fazia cada célula de meu corpo tremer, e os órgãos internos chacoalhavam dentro de meu corpo. Era como se eu estivesse sendo esmagado por uma esfera de aço maciça a cada instante. Porém, com boas notícias: Meus companheiros também foram capazes de derrotar a dupla sombria dos Zhu Xiong, mesmo que os três estivessem com alguns ferimentos, mas nada grave.

— "Parece que vocês conseguiram, afinal. É uma ótima notícia. Eu também fui capaz de derrotar este aqui...Ele era o avatar da Águia." — Dei uma pausa, me levantando lentamente. — "No final, o aspecto me colocou uma sentença de morte. Eles virão atrás de nós novamente, de novo e de novo. Porém, eu recuperei a chave. Está aqui." — Concluí, mostrando o artefato relicário.

— "Eu senti a temperatura das chamas daquele monstro a dezenas de metros de distância. Me impressiona o quão forte és, Hades-Sama. Nenhum de nós duraria sequer dez segundos contra uma besta daquele calibre. Porém, temos a chave em mãos. A vitória é nossa, correto?" — Tsumiki me congratulava, seguindo com um questionamento.

— "Bem, em partes, sim. Apenas nós poderemos abrir a Necrópole, mas ainda precisamos encontrar a localização da pirâmide e derrotar o guardião da linhagem dourada que lá protege. Está a cerca de cinco dias daqui, então temos tempo de sobra para pensarmos em uma maneira de combatê-lo. Ao que parece, o inimigo maior está longe de nós." — Ditei, com uma tonalidade levemente melancólica.

E de fato - Não haviam mais ameaças próximas. Com a queda do arauto da Águia, suas forças controladas foram dispersas e ficaram sem rumo, uma vez que o avatar liberava uma espécie de sinal de chakra para todos os assassinos sombrios, bem como outros aliados externos. Tínhamos a chance de nos recuperarmos do combate, bem como tomar a vitória para nós enquanto ainda havia tempo. Eu tinha certeza de que já havíamos ganho, mas, no final, será mesmo que estávamos próximos de completar a nossa missão? Em minha visão...Ainda parecia faltar algo. Não poderia ser tão fácil. Mesmo que os portõees fossem abertos, o que viria depois?

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| N° de Palavras: 411|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 18/8/2022, 21:41

Caçador de Imortais


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As terras proibidas eram distantes - Um local longínquo que se encontrava além das fronteiras de Sunagakure, em um pequeno e esquecido país que já não é mais habitado por ninguém. Tal país possuía o tamanho de, talvez, Chori no Sato. Ele fora destruído há séculos atrás, e tudo o que restou do mesmo foram ruínas, montanhas e um solo infértil marcado pelo banho de sangue que ali se pôs no passado. Poucas pessoas sabiam de sua existência e menos ainda tinha qualquer interesse em explorar um lugar tão melancólico e solitário, mas nós sabíamos que lá se encontrava a resposta para tudo o que precisávamos. Ele ainda fazia parte do território oficial de Sunagakure, mas aparentemente ninguém se deu ao trabalho de averiguá-lo. E com isso, tínhamos a capacidade de avançar através das areias para alcançar o que restou de um antigo território sagrado.

— "Kusakabe, você está se sentindo bem?" — Hyo lhe perguntou.

— "Não se preocupe comigo, oras! Sei me virar." — O Outro respondera, com as mãos no abdome.

O Rapaz hiperativo havia sido atingido por um dos ataques dos Zhu Xiong, que quase lhe arrancara os intestinos. Com a pele rasgada e sangrando levemente, ele parecia estar pálido, com sua força cada vez mais decrescente. O que lhe impedia de cair era a sua própria força de vontade, bem como a fé em Jashin. Observei-o durantes alguns instantes durante nossa caminhada, e tanto Tsumiki quanto Hyo pareciam extremamente preocupados quanto a situação do jovem, uma vez que não tínhamos nenhum shinobi médico nas proximidades. Deveríamos continuar avançando, pois eram mais dois dias de viagem até alcançarmos as Terras Proibidas.

Na distância, acabamos por traçar uma rota que nos levou até um antigo caminho povoado por árvores e animais selvagens - Um paraíso natural intocado pelo homem, que poderia nos levar até onde queríamos. Porém, em meio a expedição entre a separação das terras arenosas do vívido verde, acabamos por encontrar uma pequena cabana de madeira abandonada. Ao seu lado, cercas e algumas ferramentas antigas. Não havia nada em seu interior além de uma mesa e algumas tábuas. Parecia ter sido abandonado há muito tempo, mas era o que tínhamos no momento para descansar. Dei a ordem para que todos ali se colocassem. Hyo sentou-se junto a Tsumiki, enquanto Kusakabe se manteve próximo de mim.

— "É preciso fazer uma fogueira. Nestas terras, as temperaturas negativas são muito comuns. Lembrem-se que ainda teremos de lutar contra um oponente muito mais poderoso do que qualquer Zhu Xiong. Eu prometi que lhes traria de volta vivos, então não permitirei que entrem na batalha com feridas passadas. Vamos nos recuperar aqui por enquanto, eu duvido que alguém vá nos perturbar nesta região." — Ditei, com um leve sorriso em meu rosto.

Tê-los naquele momento me fazia feliz. Eu iria cumprir a minha promessa, custe o que custar.

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| N° de Palavras: 484|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 19/8/2022, 16:03

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Todos pareceram concordar com minha fala anterior, e portanto, logo se prontificaram a deixar pronta uma fogueira simples para que ao menos pudéssemos nos aquecer durante aquela noite. Não fora difícil fazê-la, uma vez que havia grande abundância de árvores nas redondezas, além de que Hyo era usuário do Katon. Quando a pequena fogueira fora montada, Tsumiki gerou algumas rochas ao seu redor e abaixo da mesma para impedir as chamas se espalhassem pelo piso de madeira antiga da cabana, e funcionara com maestria. Manteríamos os animais afastados, e sem o risco de um ataque surpresa, poderíamos descansar naquela noite.

— "Estamos cada vez mais próximos, não é? Hades-Sama...O que há além dos portões do Kollichorn? Basta os abrir para que tenhamos acesso ao Paraíso?" — Tsumiki questionou.

— "Não, Tsumiki. O Kollichorn é a parte mais baixa, a Necrópole fora enterrada sob o Reino Dourado. Precisaremos derrubar os três aspectos e o próprio Campeão da Morte para que tenhamos controle do paraíso prometido. E tenha certeza...De que entre todas estas criaturas, aquele quem guarda a tumba dos deuses caídos é com certeza o mais poderoso." — Ditei.

— "Eles não são deuses de verdade. A Águia, Jaguar e Serpente estão na busca de se tornarem deuses. Mas o Campeão da Morte....Eu tenho plena convicção de que ele é. Dizem que ele foi o escolhido de Jashin há séculos atrás, e que até hoje mantém a bênção. Para derrotar os três aspectos da Linhagem Dourada simultaneamente é necessário um poder muito além do humano." — Hyo continuou.

O Que ele dizia era verdade. Poderíamos considerar os três aspectos como humanos que buscam a transgressão, mas eles com certeza estavam muito mais divinos do que humanos. Não é a toa que os três se tornaram imortais e tiveram de ser selados em um abismo eterno onde seu chakra seria selado para que jamais pudessem escapar. Os três traíram Jashin, e buscaram se tornar entidades por si mesmos. Um objetivo tolo para um humano comum, mas quase essencial para aqueles que contém a dádiva dos céus. Era claro que qualquer um deles causaria um desequilíbrio em todo o planeta só por existir.

Porém, talvez não fosse a hora de nos preocupar tanto com o futuro dos aspectos. Em breve teríamos de nos encontrar com os mesmos sob a terra, nas tumbas esquecidas, então...Que ao menos naquele moimento, pudéssemos ter momentos de paz. Ainda tínhamos um dia de viagem pela frente, não poderíamos chegar até lá com a mente pesada.

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| N° de Palavras: 426|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 19/8/2022, 22:21

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— "O Que você pretende fazer após alcançarmos o Kollichorn, Hades-Sama? Pretende cessar sua jornada e habituar-se ao paraíso subterrâneo, ou irá expandir o território Jashinista? Teu poder está muito além da escala comum, deixar de usá-lo seria um desperdício, não acha? És o Arauto, mas ainda tens de cumprir com teus deveres." — Kusakabe levantou a voz, após horas de silêncio.

— "Eu prometi um paraíso para todos os meus seguidores, não para mim." — O Respondi, com tonalidade pesada.

O Clima tornou-se mórbido com minha fala. Os demais pareceram simplesmente baixar os olhares, pensando em meu futuro. Eu não pretendia deixar de lutar por Jashin até que sua graça me abandonasse, e portanto, seguiria este caminho até que minha existência já não mais fizesse parte do mundo material dos homens. Até lá, no entanto, não poderia me permitir cair. Não enquanto o povo de Jashin não encontrasse o paraíso há tanto tempo prometido pelas escrituras sagradas deixadas pela esquecida Linhagem Dourada. Kusakabe se calou, e pareceu refletir quanto ao meu comentário. Eu havia me martirizado pelo povo Jashinista, e ele parecia ter interesse em fazê-lo também. Mas não ainda; Seria tolice. Eu sou o único que deve carregar a tocha, e este fardo jamais deveria ser passado a um outro alguém. Era a minha luta. A minha dor.

E então, o tempo se passou. O Canto dos corvos e abutres famintos ecoava enquanto rodeavam nossa cabana, aguardando pelo cessar da chama. Éramos a única luz entre a selvageria desregrada da selva. Intrusos desconhecidos - Assim como éramos a eles, também deveríamos ser aqueles que tentassem contra nossa honra. Quando o sol ergueu-se por mais um dia, tive a certeza de que o que há de maior estaria por vir. Ordenei que todos se levantassem imediatamente, e assim o fizeram. Ainda sonolentos e levemente desgastados ou indispostos, eles se levantaram, um a um, deixando nada além da fogueira para trás. Então, apontei o dedo indicador da destra rumo ao horizonte, onde, ao fundo, além das enormes nuvens carregadas, se encontrava o campo de batalha final que resultou na queda do Kollichorn.

Deveríamos prosseguir.

— "Além destas terras se encontra um sonho antigo; Uma lenda que fora passada de geração em geração, até ser completamente esquecida e abandonada. Por baixo da Terra, eles ainda permanecem. Os corações divinos batem de maneira ardente, e o chamado de Jashin pode ser ouvido. Lembrem-se por que estamos aqui, meus fiéis seguidores! Estamos aqui pela glória de Jashin! E pela Restauração de seu império!" — Exclamei.

— "É isso...Nós estamos tão  perto..." — Tsumiki disse.

Ao contrário dos outros, Hyo parecia um pouco apreensivo. Ele estava pensando no que ele próprio havia dito há alguns dias atrás: Quanto a lenda da Estrela Cadente que devastara uma civilização inteira. Uma criatura abissal que agora se encontra selada nos confins da existência deste mundo, mas que ainda hei de despertar. Soava como uma história impossível, mas vê-lo de tal forma...Será que além do Kollichorn, estaríamos lidando contra uma força além do alcance terreno?

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| N° de Palavras: 527|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 20/8/2022, 15:05

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Pensei comigo mesmo - Ainda que levássemos mais um dia completo para chegar até o local, tínhamos a certeza de que estaríamos acompanhados por uma má presença. Kayneth até o momento não havia se apresentado, e, portanto, me preocupava que sua ameaça fosse em relação ao mesmo trajeto que estávamos a seguir. Sabia que ele não seria tolo o suficiente para se submeter a um dos aspectos, mas ainda era uma perigosa possibilidade. Seguindo o caminho através da tortuosa floresta das Terras Proibidas, seguia em busca de alcançar o posto há tanto tempo almejado pelo nosso povo. As horas se passaram - Da manhã até a madrugada, as temperaturas oscilaram, bem como os obstáculos naturais que se punham em nosso caminho. Tudo o que estávamos cruzando parecia ter sido colocado de propósito, como se a natureza estivesse tentando, de fato, nos impedir de continuar. Porém, se havia algo que não tínhamos o direito, era de desistir e voltar atrás. Mais um dia se passou, mas felizmente fomos capazes de atravessar a fronteira final e chegar até as bordas do campo de batalha que deu origem ao Kollichorn. Era extenso - Talvez maior do que um pequeno país, então teríamos alguma dificuldade em encontrar o ponto exato, uma vez que o terreno desolado misturava-se a montanhas áridas, planícies verdejantes e campos inférteis, desprovidos de vida. Armas e corpos decompostos de tempos antigos eram vistos por todos os lados, pois as manchas da guerra não poderiam ser facilmente apagadas.

— "Estamos perto, posso sentir isso. Vamos seguir mais a frente rumo aqueles campos inférteis, é provável que tenha sido o lugar de descanso final do Império Dourado. Porém, podemos estar errados. Investiguemos, sim? Kusakabe, Tsumiki, Hyo. Lhes peço que vasculhem toda a área ao redor, e me contatem se encontrarem qualquer coisa foram do normal ou peculiar." — Dei a ordem.

Eles acenaram a cabeça em sinal de concordância e então se afastaram, como sombras. Cada um seguiu para uma direção diferente, enquanto eu fui rumo aos campos antigos providos de desgraça. Cada passo adentro eu podia me sentir mais pesado e sem esperança, como se os lamentos dos guerreiros caídos ainda se perpetuassem através do solo amaldiçoado pelo sangue daqueles que caíram. Era como um cemitério que retia a alma daqueles ali foram derrotados, o que me dava a impressão de que poderia ser o lugar certo. A pirâmide nada mais era do que um ponto de acesso, e era provável que nem mesmo aqui Kollichorn se encontrasse de verdade, e sim somente a chave para que pudéssemos acessá-la...Onde quer que estivesse.

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| N° de Palavras: 423|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 20/8/2022, 22:44

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A minha busca incessante pela entrada que levaria aos portões sagrados perdurara por mais de duas horas - Mas como nada poderia escapar dos olhos treinados do Arauto de Jashin, não demorei muito mais após este tempo até perceber que em determinados pontos do terreno ao redor haviam inscrições rúnicas que formavam um desenho, que levavam a um ponto central. Chegando neste ponto e forçando meu chakra para a terra reagente, fiz com que linhas azuladas brilhassem por debaixo do solo sagrado, se espalhando para as seis extremidades anteriormente desenhadas, efetivamente quebrando os selos que impediam o Kollichorn de ser acessado. E, de pouco a pouco, um tremor de terra violento pudera ser sentido. As árvores eram sacudidas e o solo se abria com gigantescas rachaduras que atravessavam dezenas de metros, criando fendas abissais sem que o fundo pudesse ser visto a olho nu.

Me afastei imediatamente, saltando entre as fendas cadentes e das rochas que fugiam para o refúgio da escuridão eterna. A pirâmide se erguia da terra - Arruinando todo o campo de batalha ancestral, e se impondo para mais de cinquenta metros de altura. Observei o monumento sagrado cessar a movimentação mecânica, com diversos selos de chakra extremamente poderosos postos em cada centímetro de sua estrutura colossal. Ao centro, era possível ver que um dos blocos estava faltando, justamente aquele que eu carregava: Ele era a chave há tanto tempo esquecida. Me aproximei lentamente do construto legendário. Estava na hora de pôr minha fé a prova.

— "Durante todos esses anos eu busquei por aquilo que nosso povo por tanto tempo almejara. Agora; Estamos libertos. Assim como prometestes, Jashin-Sama. Eu não vou permitir que os seus seguidores em terra sejam privados de um paraíso lendário. É para isso que ficamos. Sua glória se perpetuará por mais incontáveis gerações...A partir deste instante!" — Pensei, prestes a encaixar o mecanismo.

Porém, algo me impedira. De maneira abrupta, cessei todos os meus movimentos, e lentamente joguei olhares para trás. Quando disse que estaríamos acompanhados por uma má presença, não me enganei. No fim de tudo - Era óbvio que não seríamos permitidos avançar com tanta facilidade. A vitória exigia uma provação de sangue. Acima de uma das grandes formações rochosas a cerca de trinta metros de distância, uma figura esguia com mantos cinzentos se posicionava, com pele pálida - Inexpressivo, segurando uma enorme foice quebrada em sua mão esquerda. O Açoitador - Aquele quem guardava o templo sagrado estava desperto.

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| N° de Palavras: 410|

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Re: {Crônica} — Evangelion. - Publicado 21/8/2022, 14:56

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Porém, algo me chamara a atenção: Havia um quase imperceptível corte no torso do guardião em diagonal que ia do lado esquerdo de sua cintura até o ombro direito, mas dele, nem uma sequer gota de sangue saíra. Ele permaneceu completamente imóvel, até que o corpo se projetou para a frente, dividindo-se em duas metades irregulares. E atrás do mesmo, uma figura masculina alta e esguia estava presente, acompanhado de uma outra figura feminina, oculta pelas sombras. Arregalei os olhos pela surpresa de saber que o guardião que por tanto tempo protegera estas terras lendárias havia sido derrubado.

— "Vejo que realmente se fortaleceu, bastardo. Desde que nos encontramos há dois anos atrás, vim procurando pelo momento em que finalmente poderia usurpar o teu lugar. Não és digno de representar a vontade maior, e cá estou. Pronto para colocar um fim em sua história, seu pedaço de merda." — A Figura masculina ditou, se aproximando da borda da grande rocha.

{Crônica} — Evangelion. Fate_zero_kayneth_cherche_kiritsugu-510x486

Kayneth. Enfim ele havia resolvido se apresentar - Já estava começando a me perguntar se ele realmente não estaria blefando quando enviou a mensagem. Mas, na verdade, ele já havia concluído todo o caminho e derrotado o guardião dourado, somente para nos surpreender neste mesmo local. Era um rato traiçoeiro, que me deixava enojado só de ouvir sua voz. Porém, ele ainda era meu irmão de sangue. Matá-lo não seria tarefa fácil, fosse pela sua força...Ou pelo peso em minha consciência.

— "Então é aqui que você estava se escondendo. Mas não importa, eu já reivindiquei estas terras. Não será alguém como você que irá contrariar a vontade de Jashin! Se ousar se aproximar de mim novamente, lhe farei arrepender-se pelos seus pecados nas profundezas do inferno. Não terei piedade de teu corpo ou alma, traidor." — Lhe proferi a palavra, com notória fúria em meu tom de voz. — "Que traga teus ratos seguidores, os matarei sem remorso. Assim como farei contigo." — Continuei.

— "Hehehehe..." — Ele gargalhou. — "Você fala demais para um bastardo de sangue impuro. Se tens tanta confiança em sua própria fé, então comece matando esta daqui. Quero ver se conseguirá se sustentar em seus ideais, Senki." — Ele ditou, agarrando a mulher atrás do mesmo pelos cabelos e a jogando da rocha onde estava, fazendo-a cair.

Imediatamente a reconheci. Jamais poderia me esquecer daqueles cabelos negros como a noite. Sua presença imediatamente me fez baixar a guarda, como se não estivesse crendo em meus próprios olhos. Aquela por qual tanto tempo procurei e prezei pela segurança havia se aliado a Kayneth? Era impossível.

— "...Aysha? Você...Por quê?" — Estava confuso.

— "..." — Ela não respondeu. Apenas permaneceu me observando...Com olhos vazios e opacos...Desprovidos de vida e esperança.

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