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12 Anos Online
Alvorecer
Arco 04
Ano 16 DG
Inverno
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
Shion#7417
Angell
Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
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Indra
Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
Indra#6662
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Erickxws
Genin
Erickxws
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[OnePost] Aprendendo a perder - Publicado Sex 5 Ago - 20:10

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- Falas

Aprendendo a perder


Em toda a minha vida, eu nunca imaginei que poderia sentir tanta dor assim. Aquela sensação... era como ter milhares de agulhas perfurando a minha pele. Então essa que é a dor de perder alguém? Que droga, isso machuca tanto, que nem consigo pensar nisso sem me debulhar em lagrimas. Mesmo que já tenham se passado semanas desde o funeral, de alguma forma, ... ainda dói tanto.

Até que nos primeiros dias eu tentei seguir com a minha vida, mas... era tão difícil. Imagina ter que viver em uma casa onde cada canto dela te desperta uma lembrança com alguém que você acabou de perder; isso sem sombras de dúvida, é a pior parte. Lembranças, lembranças e mais lembranças, aquilo era a única coisa que tinha me restado.

A cada dia que passa, até as tarefas mais corriqueiras estavam começando a demandar muito de mim; levantar da cama, comer, beber e até mesmo o simples ato de andar — era como se tivesse uma força maligna sugando todas as minhas forças. Até o tempo tinha deixado de ser linear, dia, noite, minutos e horas, essas palavras já nem tinham mais um significado para mim; tudo que me restava, era um amontoado de eventos singulares que passavam longe das regras que regiam o tempo. Ah... o tempo, mesmo que não soubesse ainda, ele com certeza era o único que podia me ajudar.

Se eu não me engano, a parte mais difícil pra mim foi durante esses dois primeiros meses, pois durante esse período, a única coisa que conseguia fazer era ficar deitado na cama sentindo pena de mim mesmo. E quanto achei que nunca mais voltaria a ser o mesmo, uma estranha série de acontecimentos fez com que aos poucos eu superasse essa perda. Tudo começou no dia em que decidir juntar os pertences do meu avô para doá-los, como por exemplo, as suas roupas.

Enquanto eu estava no seu quarto — dobrando e encaixotando algumas peças de roupa — um cheiro familiar começou a se espalhar por todo aquele lugar. A princípio, pensei em sair dali e dar um tempo, mas a minha vontade de acabar com aquilo era tamanha, que resolvi continuar naquele cômodo. E antes mesmo que conseguisse perceber, já havia sido consumido novamente pelas lagrimas, que agora escorriam pelo meu rosto.

Apesar de toda a tristeza, eu não conseguia deixar de alimentar aquela raiva que aos poucos ia me consumindo. E especialmente nesse dia — cansado de tentar levar tudo isso “numa boa” — apenas deixei toda a raiva que acumulei durantes esses meses “sair”.

— DROGA, DROGA, DROGA, DROGA! — Como se não fosse o suficiente, comecei a forçar os meus punhos — que estavam cerrados — contra aquele chão de madeira. — De novo não! Vô, porque o senhor me deixou? Eu nunca me importei de ter sido abandonado pelos meus pais, mas com você é diferente... dói tanto. — Nesse momento, eu falava como se ele estivesse ali e pudesse me responder, porém não obtive nenhuma resposta, afinal ele não estava realmente lá. — Eu estou completamente sozinho... sozinho... sozinho... — Ainda com olhos cheios de lagrimas, continuei a pressionar os meus punhos contra o chão, só que agora de formar mais agressiva; até que não aguentei mais e, num acesso de raiva, comecei a dar vários socos naquele chão. — Por que? Por que? Por que? — Devido a isso, acabei danificando algumas das tábuas de madeira que compunham o chão.

Foi nesse momento que, ainda tomado pela raiva, percebi a existência de um compartimento escondido embaixo do piso (um fundo falso). Então, tirando alguns pedaços de madeira da frente, pude finalmente ver o que estava escondido ali — um tanto (Hakkō Chakura Tō) e um pedaço de papel. Sem precisar pensar muito, logo deduzi que aqueles objetos deviam ser do meu avô. — Por que será que ele escondia essas coisas? — Secando as lagrimas dos olhos, me inclinei para pegar aqueles itens.

Sasaki, mesmo não tendo dito isso antes, eu quero que você saiba que me orgulho muito de você. Apesar de todas as nossas desavenças, eu não poderia ser mais grato por ter recebido você em minha vida. E já que eu não consegui te parabenizar do jeito certo a dois anos atrás, pela sua graduação, queria te dar este presente. Feliz aniversário, meu neto.

P.S. Você vai ter que melhorar muito se quiser fazer um bom uso dessa relíquia de família.

Não vou mentir, durante aproximadamente um mês depois de descobrir essa carta, eu ainda estava bastante arrasado com tudo o que tinha acontecido, mas aos poucos as coisas foram melhorando; afinal de contas, agora eu tinha começado encarar de frente o que sentia. Quer saber de algo, talvez eu nunca supere completamente essa perda, mas pelo menos eu posso tentar seguir em frente.

Considerações:

Itens & Bolsa de Armas:

Databook & Qualidades/Defeitos:

Emme


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Bloodlad
Bloodlad
Vilarejo Atual
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Re: [OnePost] Aprendendo a perder - Publicado Sab 6 Ago - 15:06


Situação: Aprovado
Considerações:
Recompensa: Superação do defeito - Luto (1)