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Alvorecer
Arco 04
Ano 16 DG
Inverno
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
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Bloodlad
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[GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado Sab 23 Jul - 1:45


Narrador: BLOODLAD

COBIÇA E TRAIÇÃO

@ZIREAEL



ㅤㅤKaiba martelava o a placa de aço recém esfriada com afinco, enquanto Gin observava seu desempenho com muita atenção. O mestre de forja, achara aquele dia ideal para ensinar ao aprendiz como se moldava uma armadura ninja. Era cedo ainda, mas o sol do País do Vento nunca era menos quente, ainda que agora bem menos populoso. Os eventos do Arrebatamento eram mais sentido do que nunca aquela altura, com todo a Areia vendo sua força de trabalho demorando a se reerguer e seus cofres escassos. A movimentação na forja também sofrera um enorme abalo, com Gin imaginando até mesmo fecha-la.

ㅤㅤO velho Gin hidratava-se com um cantil, enquanto o pobre Kaiba derretia com o trabalho braçal intenso.

ㅤㅤ— Continue, não pode aplicar tanta força na placa quanto aplicaria num machado por exemplo, nem num espada. E deve deixa-la plana e levemente concava, porque ela irá na parte peitoral da armadura. — explicou ao aluno.
ㅤㅤ— Acho que entendi. — ele martelou mais uma vez, e a placa o respondeu de forma um pouco melhor. Procurou pelos olhos de aprovação de Gin, mas encontrou apenas o mais velho olhando para a portaria da Forja, alguém estava se aproximando.
ㅤㅤ— Bom dia. — era um ninja da Areia, o velho reconheceu, trajava o uniforme típico de alta patente, além de uma braçadeira no membro direito. — Emiya Shirou está presente? — observou o recinto fumarento por completo.

ㅤㅤKaiba ergueu a vista e também o viu, tinha os ombros largos e cabeça raspada, uma cicatriz de um corte no pescoço, um brinco na orelha esquerda que se ramificava em quatro pingentes, cada um deles com uma fase da lua representada, e olhos profundos de um castanho amendoado, cercado por olheiras aparentes. Não era bem encarado, mas a voz era amistosa.

ㅤㅤ— Não, ele ainda não chegou. — o velho Gin avisou. — Quer que deixe um recado?
ㅤㅤ— Oh, sim. Diga-lhe que o esperam no campo de treinamento, nas dependência da academia ninja de Sunagakure, a própria Altria-sama o requisitou. — enquanto expunha sua mensagem, o mestre ferreiro e seu aprendiz fitaram às suas costas, Emiya.

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fire blacksmith

Zireael
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Zireael
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fire blacksmith

Re: [GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado Dom 24 Jul - 0:10

Os tempos sombrios que haviam se instaurado na Areia eram como uma cortina negra que escondia um passado brilhante e próspero, um período em que a fome e a miséria não atingiam o longínquo continente do Vento. Os dias simplórios de outrora ocasionalmente invadiam a minha mente num clima nostálgico, quando todo o meu ser se devotava ao heroísmo em ambições puras, mas completamente irreais. Abnegação, justiça, altruísmo. Tudo isso fora simplesmente corrompido por um sentimento caliginoso e soturno, um reflexo desalumiado que se alastrava pela minha própria alma pouco a pouco. Seria isso um indício da minha busca por poder? Ou seria um indício da vontade de perseguir meus inimigos, de caçar os meus algozes? Certamente seria um amálgama de ambos, desejos que se conectavam de forma quase que umbilical e se manifestavam até mesmo sobre minha própria carne. As marcas em meu corpo em decorrência da extrema carga de estresse chamavam a atenção da maioria das pessoas. Algumas delas chegavam a arregalar os olhos quando avistavam a mancha escura sobre meu olho esquerdo; outras pareciam ficar curiosas com os fios brancos que caíam ante a franja de meus cabelos. Apesar de tudo, nada disso importava. Enquanto meus passos arrastavam a areia através das ruas do vilarejo, notava os olhares direcionados ao meu ser. Mas eu dava de ombros e seguia adiante.

O calor da fornalha, o cheiro da fuligem, os sons do ferro se chocando contra o aço. Tudo isso esteve me acompanhando durante anos, como corpo e sangue. Mesmo hoje, quando a escassez de recursos minerais afeta o trabalho de grande parte dos artesãos no mundo, eu continuo a trilhar um caminho a favor do meu ofício. Ou ao menos tentar. A fome e a sede eram adversários que eu deveria enfrentar, oponentes tão fortes quanto os meus próprios pensamentos de ódio. Conduzindo meu andar pelas ruas vazias de Sunagakure, pensava em Gin-sama e Kaiba-san; afinal, como eles estavam levando suas vidas em meio àquela crise? Lembro que, nos primeiros meses após o fatídico evento que massacrou os jashinistas na aldeia, tive um breve encontro com os dois e percebi seus desânimos em meio à tensão instaurada. Será que eles estariam com problemas? Precisavam de ajuda? Eram perguntas que vinham à tona. Certa vez, anos atrás, o mestre Gin me visitara em minha forja e me ajudou; e agora, seria a minha vez de devolver a gentileza e tornar a visitá-lo. Um leve ar de nostalgia chegou até meus pulmões, e eu o inspirei com entusiasmo. Eu estaria retornando para a forja onde dei meus primeiros passos como um verdadeiro ferreiro, o lugar onde iniciei meus estudos como tal.


— Gin-sama? Kaiba-san? — As palavras soaram em baixo tom através da porta que dava acesso à forja. O lugar, como tal, continuava o mesmo. A mesma estrutura; a mesma atmosfera. Tudo era igual, exceto pelos sons. Não haviam batidas na bigorna, não haviam gritos trovejantes, e nem mesmo as vozes dos trabalhadores. Apenas o som de uma voz amistosa, em conjunto com a melodia das brasas queimando ao fundo. Assim, coloquei minha cabeça para dentro do espaço e vi três indivíduos. Dois deles eu já conhecia: Kaiba e Gin. Mesmo com o passar do tempo, eles continuavam os mesmos. Talvez Gin tivesse envelhecido um pouquinho, dada a sua barba ter ficado maior e mais imunda de fuligem. Kaiba, por sua vez, embora estivesse trabalhando com a fornalha, continuava igualmente limpo em meio ao oceano de sujeira que uma forja poderia oferecer. Ao lado deles, situava-se outro homem. Tinha um porte físico admirável, grande, largo, e trajado com as vestes típicas dos shinobi da Areia. Não exibia um fio de cabelo sequer e, vendo-o por trás, conseguia notar um pequeno corte na nuca que seguia em direção ao pescoço. Usava brincos, e a voz que ressoava no salão parecia sair de sua pessoa. E ele falava de mim. Rapidamente, deixei o anonimato e me apresentei aos presentes quando ultrapassei a porta. — Obrigado por trazer a mensagem, senhor. Logo estarei me direcionando à academia. — A minha chegada repentina provavelmente causaria alguma surpresa em todos os presentes. Em seguida, direcionaria meu olhar para Gin e Kaiba. — Como estão as coisas? — As palavras soaram rígidas, sem jeito, uma tentativa de replicar o mesmo ar de afeto que outrora eu tive.

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Re: [GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado Dom 24 Jul - 19:36


Narrador: BLOODLAD

COBIÇA E TRAIÇÃO

@ZIREAEL



ㅤㅤ— Ah, ai está você, Emiya-san. — o fitou, olhando para trás. Estendeu a mão para cumprimenta-lo. — Me chamo Papucaia Ogoshi. — apresentou-se, olhando para o jovem chunin com uma feição intrigado e contemplativo. — Me falaram muito bem de você, jovem Emiya, muito... Altria-sama e Resnak, um de seus anciões, me enviaram até aqui, eles o estimam demais. — olhou para os olhos castanhos-dourados do menino em fixação. — Se não estiver ocupado agora, gostaria que seguisse comigo, no caminho posso lhe dar mais detalhes do que me foi pedido. — avisou-o.

ㅤㅤKaiba e Gin só observavam quietos, sabiam que em assuntos ninjas eles não tinham autoridade para se envolverem. Uma vez, sem pensar, o velho Gin tentou ajudar uma jovem kunoichi contra dois outros ninjas, que a perseguiam no meio da noite. Ganhou uma cicatriz de um corte profundo, na parte debaixo de seu braço esquerdo, mas sempre tentava disfarça-lo com algo por para cobrir o ferimento. "Vocês não são assunto meu..." ele refletiu, e por mais que gostasse de Emiya, à sua maneira óbvio, não fez mais do que só observar a interação dos dois shinobis.

ㅤㅤSe o chunin aceitasse, ele e Papucaia seguiriam em direção ao destino sugerido pelo homem, conversando, e diminuindo o estranhamento entre os dois.

ㅤㅤ— Eu sou um tokubetsu jonin, jovem Emiya, fui enviado para lhe testar. — sorriu, mas um sorriso cinzento. Papucaia parecia não ter dormido direito pelos últimos dez anos, suas olheiras ficavam ainda mais evidentes pelo tom claro de sua pele, mas seu porte físico atlético contrastava com sua feição de forma muito peculiar no conjunto de sua aparência. Era um homem estranho, sua voz contudo era muito amigável. — Me disseram que você tem uma herança sanguínea, uma kekkei genkai, e não qualquer uma, o sharingan certo? — indagou, um pouco ansioso, parecia estar animado com a presença do menino ali. — Gostaria muito de vê-lo.

ㅤㅤCom a orientação de Papucaia os dois seguiam para a ala leste de Sunagakure, na direção do portão leste, que ficava entre dois rochedos, formando um pequeno passadiço estreito e muito bem vigiado.

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fire blacksmith

Zireael
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fire blacksmith

Re: [GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado Seg 25 Jul - 0:06

Antes que Gin e Kaiba pudessem dar seus cumprimentos, o careca se antecipou. Ele se virou na minha direção e pude avistar os seus amendoados olhos profundos, bem como a nítida cicatriz que cruzava todo seu pescoço. De forma amistosa, ele se apresentou. Se chamava Papucaia Ogoshi, e havia sido enviado por Altria-sama, a Kazekage, e por Resnak, um dos anciões que comandavam o vilarejo. — Tudo bem, Ogoshi-san. Irei com você. — Disse, tentando esconder o desânimo em minha voz. De fato, eu estava ali para ver os dois ferreiros que eu tanto apreciava, tentar trocar palavras com os mesmos e, quem sabe, aprender um pouco mais. Contudo, o dever me chamava, e isso teria que ficar para depois. A dupla de forjadores, por sua vez, permanecerem calados frente à convocação, apenas assistindo o desenrolar do meu diálogo com Ogoshi. — Eu acabei de chegar e já estou saindo novamente. Peço licença, Gin-sama, Kaiba-san. Quem sabe possamos nos encontrar em breve. Em um bar, pode ser? — Lancei a ideia enquanto projetava as minhas mãos às costas. O velho ferreiro abriu um sorriso e o seu aprendiz lançou um olhar. Parecia que haviam aceitado a proposta. Então, o shinobi da areia me apressou para sairmos, e eu, sem demora, o acompanhei adiante da pequena porta, endireitando a postura.

Meus pés logo voltaram a tocar a areia fina que cobria as ruas vazias de Sunagakure. Enquanto andávamos, Papucaia começava a falar, não tardando para revelar o real motivo da chamada: um teste. Em nome da Areia, ele queria testar a minha força, quiçá para promover a minha graduação. Já faziam muitos anos desde que eu me tornei um chūnin, e somente agora que as minhas capacidades haviam sido reconhecidas. E não somente isso, Ogoshi parecia saber um pouco de minha história, incluindo de minha linhagem sanguínea. Sharingan. O nome alcançou os meus ouvidos, saindo do sorriso acinzentado do shinobi. Eu nunca havia o escutado, mas a valer das palavras do tokubetsu jōnin, ele estaria se referindo aos olhos escarlates que eu havia despertado anos atrás.
— Sharingan? Sim, acho que é isso... quem sabe você tenha a chance de vê-lo... — Desconversei. Uma pulga se instalou atrás de minhas orelhas, uma incerteza sobre a verdadeira identidade daquele homem. Ele seria realmente um ninja, um avaliador, ou seria um integrante do culto da deusa Kiara, que tinha o interesse em meus olhos. Pela sua feição cansada, apesar de seu corpo atlético, ele não aparentava ser uma pessoa ruim. Na verdade, o físico robusto contrastava totalmente de seu semblante abatido, transformando-o em uma verdadeira incógnita. Portanto, eu devia manter a calma enquanto o acompanhasse sozinho através do ermo desértico que havia se instaurado na aldeia.

Apenas alguns minutos foram o suficiente para estarmos em um novo ambiente: um estreito passadiço localizado entre dois rochedos. No alto, alguns sentinelas vigiavam a passagem, e olhos de águia se faziam lançados sobre nós.
— O teste será realizado aqui, Ogoshi-san? — Abandonei o silêncio momentâneo e manifestei a minha dúvida. Aquele lugar era realmente muito apertado, o que dificultaria em muito a minha movimentação. O mesmo sucederia para o shinobi, e até um pouco mais do que a mim, dada a sua estatura elevada. Num instante, pensei em dar uma sugestão de um local que pudéssemos usar, um campo vazio que eu costumava treinar em um passado remoto, mas preferi me manter calado. Inicialmente, obedeceria às ordens do homem e me sujeitaria a qualquer tipo de teste que ele passasse, desde que não extrapolasse os limites do bom senso. No alto do céu, o sol continuava a raiar, e eu conseguia ver alguns pássaros rodeando os rochedos. A temperatura era amena por conta da estação em que nos encontrávamos – inverno –, mas com o cair da noite, tudo esfriaria. Suspirando fundo, olho mais uma vez nos olhos cor-de-amêndoa de Papucaia Ogoshi, aguardando-o.

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Re: [GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado Ter 26 Jul - 0:26


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ㅤㅤ— Ah, não se assuste, Emiya-san, eu li o relatório sobre você nos registros de Sunagakure que me enviaram. — tentou tranquilizar o menino, que claramente se sentiu desconfortável ao ouvi-lo falar de seus olhos vermelhos. Estavam prestes a cruzar pelo centro da aldeia, poucos aldeões podiam ser vistos ao redor, em especial padeiros e pequenos mercadores. Papucaia, tal como Emiya, também havia nascido no País do Vento, e vivido toda sua juventude já sob o regime de Suna. — O teste? Ah, não, não aqui. Um pouco mais adiante. — estavam se aproximando da passagem.

ㅤㅤEra quase como um desfiladeiro, estreito, não tinha mais do que quatro metros de largura, em compensação porém, sua altura passava dos trinta metros. Havia sido construído por engenheiros ninjas, que haviam furado um pequeno monte que circundava a vila da Areia, e aberto aquela passagem. Acima deles, três sentinelas mantinham-se de guarda, porém apenas dois os observavam. Papucaia os olhou lá de baixo, parecia já estar bastante familiarizado com aquele caminho. — As coisas realmente mudaram muito desde que aquele Pastor levou metade das pessoas com ele, não é Emiya-san? — indagou contrito, mostrando seu pesar, querendo não deixar a conversa morrer. — Algum parente seu foi levado também? — perguntou.

ㅤㅤO trajeto apertado tinha cento e vinte metros, e quando chegaram a oitenta metros de onde tinham iniciado, na luz, no fim da passagem, uma sombra pôde ser vista, acenando.

ㅤㅤ— Aquele é Seriko, ele aplicará comigo seu teste, Emiya-san. — o chunin podia ver o ninja balançando os braços para ele. — Pode seguir até ele. — o menino viu que os passos de Papucaia diminuíram, parecia ter um machucado na perna, ou algum mal jeito. Talvez algo que ele não quisesse expor logo de cara. Foi ficando para trás. — Pode seguir até ele, Emiya. É bom que não atraso você. — deu uma risada, mas envergonhado.

ㅤㅤSe Emiya observasse o topo, veria três guardas vigias, estáticos e olhando o horizonte, vigiando os arredores de Sunagakure. Seriko lhe aguardavam acenando os braços.

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Re: [GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado Ter 26 Jul - 11:31

As palavras tranquilizadoras de Ogoshi não me acalmaram; pelo contrário, me deixaram ainda mais atento às suas ações, uma semente de desconfiança que era regada cada vez mais. Não obstante, seguimos adiante pelo longo passadiço, tendo em vista que aquele não era o local do treinamento de fato. Em pouco tempo, nossa caminhada nos levou até outro local: um desfiladeiro, ou quase isso. Suas dimensões eram estreitas, à exceção da altura, que superava os trinta metros, e do próprio comprimento, que excedia os cem metros. Com meus olhos abertos fitando o alto de nossas cabeças, avistei alguns guardas posicionados em pontos estratégicos da localidade, totalizando três destes – onde apenas dois pareciam manter a atenção em nós. No momento enquanto cruzávamos o estreito caminho, a voz de Papucaia ecoou ao longo do passo, preenchendo meus tímpanos com sua fala amistosa. — Não tive grandes problemas naquele episódio, Ogoshi-san... nenhum familiar meu morreu... — Dizia, me referindo ao Arrebatamento que ceifara a vida dos jashinistas. E esta era uma verdade, afinal, toda os meus familiares já se encontravam mortos. — Sendo sincero, perdi dois conhecidos... dois amigos. — Minha voz caía com pesar, lembrando dos semblantes de Himiro e Ronoro, fiéis de Jashin que conheci em minha incursão à Sáron. Era certo que eles haviam sido levados naquela fatídica chacina, embora eu muito quisesse não ter que acreditar nisso. No fim, eu esperava que eles estivessem bem, não importa o lugar onde se encontrassem – seja no mundo físico, seja no post mortem.

Subitamente, surgiu em meio à luz uma silhueta no final da passagem. A sombra tinha a forma de um homem, e acenava para nós com as mãos balançando ao alto de sua cabeça. Junto a mim, Ogoshi rapidamente se atentou à presença e o reconheceu como seu companheiro. Segundo o shinobi, aquele era Seriko – este era seu nome. Em seguida, pediu para que eu seguisse até ele, diminuindo a cadência de seus passos para cuidar de algum coisa presa na sua perna, talvez. A distância entre nós aumentou, e junto a isso, a minha desconfiança para com ele cresceu exponencialmente. Entretanto, dei de ombros e prossegui em meus passos. Agora não havia mais como retornar, mesmo que a incerteza em meus pensamentos me advertisse através de uma palavra simples: “recue”! O espaço que separava eu de Seriko era diminuído pouco a pouco. Setenta, sessenta, cinquenta, quarenta metros... De relance, avistei mais uma vez os guardas nas posições em que se encontravam, vendo-os fitarem fixos o horizonte desértico de Sunagakure. Tudo indicava para uma emboscada; ou esta seria apenas uma suspeita exagerada? No mais, eu logo saberia do que se tratava aquele treinamento.


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Re: [GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado Qui 28 Jul - 3:52


Narrador: @BLOODLAD

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ㅤㅤEmiya seguiu então, dando passos em direção a Seriko e deixando Papucaia para trás. Sua inquietação aumentava, com a desconfiança lhe subindo como mãos a lhe estrangular. O ninja no fim do túnel não deixou de acenar, queria que Emiya visse que estava empolgado para recebe-lo. Os vigias no topo do passadiço não pareciam se importar com o que acontecia lá em baixo, não dando-lhes sequer um mísero olhar. Era difícil vê-los com clareza aquela altura. Foi quando Emiya viu... e então sentiu.

ㅤㅤUm corte lhe passou profundo, próximo à coxa. Uma faca kunai havia lhe rasgado o membro inferior direito, não uma qualquer, a de Papucaia... Quase que simultâneo ao corte, sentia um soco, forte o bastante para empurrar o menino três metros para frente.

ㅤㅤ— Há muito vinhamos lhe observando, garoto Uchiha... — seus brincos balançaram, com as quatro fases da lua se misturando. A voz agora era vil, maldosa, cheia de malicia e intenções ruins. Estava a apenas três metros do menino, agora caído, e enviou até ele seu chakra, para confundi-lo, talvez ameaça-lo, ou até ataca-lo de certa forma. — Não resista, só aceite. Temos algo que precisa dos seus olhos para ser concluído, do seu sangue...

ㅤㅤSacou sua tantö da cintura, empunhando-a com escárnio, como se não acreditasse que Emiya fosse capaz, realizando movimentos despretensiosos na frente do chunin.

ㅤㅤ— É melhor que você não se mexa. — disse a ele, enquanto cada balançar de seu braço era como um corte na pele do Uchiha, dezenas de braços lhe cortando. Ainda vendo as muitas lâminas lhe ferindo a derme, viu às suas costas vultos, e depois acima dele, cada vez mais surgindo, como corujas primeiro, depois como corvos, e por fim como sombras, espectrais em seu entorno, fechando todos os caminhos que lhe poderia servir como uma saída. Aquele era seu fim.

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Re: [GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado Qui 28 Jul - 23:52

Um corte. Um empurrão. Sangue e dor. Houve um misto de acontecimentos que surgiram do nada, uma surpresa que superou a minha desconfiança. Lançado aos ares, caí distante em meio à poeira e pude para finalmente ver o que havia acontecido. E era óbvio o que ocorrera: Papucaia Ogoshi me atacou. Rangendo os dentes enquanto sentia a ardência em minha perna, um ferimento profundo que jorravam filetes de sangue, pude ver o semblante soturno do homem brilhar nas sobras. Seus brincos cintilaram em meio às poucas frestas de luz que atingiam a localidade, enquanto sua voz ecoou ao longo do passadiço e revelou suas verdadeiras intenções malignas. Se não fosse o bastante, a valer das palavras de Ogoshi, todos que eu outrora havia visto eram os meus inimigos. Eles haviam armado uma certeira emboscada contra a minha pessoa e, agora, eu me encontrava em apuros. Mesmo me precavendo, a furtividade do homem se mostrou certeira e conseguiu me ferir profundamente. Então, eu fui deixado à minha própria sorte, sem ser capaz de confiar em minha saúde plena para travar um combate. Quanto às intenções do grupo, eles queriam meus olhos, ou o meu sangue, o que praticamente asseguravam que pertenciam ao culto de Kiara Sessyoin. Enquanto estirado sobre o chão arenoso, não comedi a raiva pulsante em meu íntimo. Aqueles eram os inimigos que eu tanto havia desprezado durante os dias e as noites no passar dos últimos anos. Não importa o que acontecesse comigo, eu iria mata-los. Não importa o quê.

Enquanto o meu ódio era alimentado como uma brasa ardente, Ogoshi antecipou seus movimentos. Se aproximou em passos lentos, tomou posse de sua espada curta que outrora prendia em sua cintura e começou a realizar pequenos balanços com a lâmina. Como se não bastasse isso, uma quantidade imensurável de braços tomou forma diante de meus olhos e começaram a me atacar sem piedade, realizando cortes que corriam ao longo de toda a minha pele. Rosto, pescoço, tronco, pernas. Tudo foi atingido por aqueles clones incansáveis de braços. Ao longo dos minutos que se passaram nesse ciclo, não me restou nada a não ser pensar em como escapar daquela sessão torturante. Mesmo que eu quisesse me erguer e contra-atacar, tudo o que me restava era cobrir meu rosto com as mãos, escondendo-os em desespero. O cheiro de sangue aumentou, e me senti ficar mais fraco. O que era aquilo? Por que eu não podia me levantar? Lutar contra as espadas? Nesse instante, me lembrei de um livro que havia lido na biblioteca de Sunagakure que dizia sobre a arte do Genjutsu e sobre as maneiras que as ilusões afetavam o chakra do atingido e, consequentemente, em suas percepções. Tudo levava a crer que eu estaria imerso em uma ilusão e, para combatê-la, eu deveria interromper o meu próprio fluxo de chakra.
— Kai. — As palavras sairiam sufocadas de minha boca, um som abatido e baixo. Ao mesmo tempo, tentava fechar os olhos para conter o meu próprio fluxo, uma breve sessão de meditação que fez cessar a minha raiva que crescia pouco a pouco.

Se isso fosse o suficiente para conter a ilusão, meu olhar seguiria novamente em direção à Ogoshi. Dessa vez, antes que eu pudesse vê-lo, outras esquisitices apareceriam em campo: vultos, sombras, animais e até mesmo espectros. Aos poucos, a amplitude do desfiladeiro era reduzida às visões dessas criaturas, formando uma cortina obscura diante a minha visão. Assim, surgiriam mais dúvidas: como aquele homem conseguia conjurar tantas técnicas ao mesmo tempo; ou controlar tantos animais e espíritos? Seria ele um invocador? Ou apenas estava abusando de mais ilusões. Preferi confiar na intuição de que aquilo também era um Genjutsu, sendo Ogoshi, provavelmente, versado nesta área de conhecimento ninja. Dessa vez, não seria necessária uma interferência em meu chakra. Uma pequena ardência em minha perna fazia eu me atentar a uma condição em que eu me havia sido deixado, onde aquele profundo ferimento latejava de dor. Fechando os olhos mais uma vez e me recordando da essência do combate de Genjutsu lido naquele tomo da biblioteca, deixo em evidência em meus pensamentos aquela angústia em minha carne, tentando-a tornar palpável o suficiente para me fazer escapar daquela suposta ilusão. Meus dentes rangiam cada vez mais, tamanha era a pressão imposta em minha mandíbula. Ao menos, eu esperava não morrer ali. Não antes de matar todos aqueles monstros um a um.

Na ocasião de minha tentativa se mostrar acertada, eu me veria livre novamente no mundo. Meus olhos, antes alaranjados, seriam saturados pela cor vermelha-sangue, envolvidos por uma pequena vírgula que legitimava a minha linhagem sanguínea. Aquele era o suposto Sharingan, o jutsu ocular de meu clã. Em uma rápida girada de cabeça – para ambos os lados – tentaria avistar todos os inimigos que se encontravam nos arredores, tentando ler as suas ações ou, ao menos, desvendar as suas posições. Em um ato contínuo e rápido, uma chama cresceria em meu âmago, um suspiro que seria expelido sem qualquer uso de selos de mãos. O chakra condensado não tomaria a forma de chamas, pelo contrário, formaria uma imensidão grisalha, um mar de cinzas que tentaria cobrir toda aquela extensão sem qualquer equilíbrio, indo em todas as direções. Ao mesmo tempo, as breves fagulhas da técnica tentariam acertar Ogoshi que se encontrava mais próximo de mim. Seria o suficiente para machucá-lo? Talvez. Para mata-lo? Certamente não. Sem muito tempo para pensar no que eu deveria fazer, olho mais uma vez para o ferimento em minha perna e para as bolhas de sangue que aos poucos se formavam na cavidade. Emitindo um breve xingamento, realizo um trio de selos manuais e deixo, próximo ao lugar que eu me encontrava, um clone ilusório, um bunshin – técnica básica que havia aprendido em minha academia. Estirado sobre o chão, assim como eu me encontrava, ele serviria como uma boa distração para que, enquanto isso, eu pudesse me reposicionar na batalha.

E eu tentaria fazer essa movimentação. Mesmo com dificuldade, tomando cuidado para que os ferimentos não piorassem, tentaria correr para o lado oposto em que Ogoshi se encontrava, tentando sustentar minhas costas na parede de pedras do desfiladeiro enquanto, tomando uma kunai de minha bolsa, esquenta-la sutilmente com o chakra flamejante que eu tinha afinidade. Então, após alguns poucos segundos e me segurando de pé, essa mesma chapa de aço seria levada até a minha carne, precisamente em direção ao ferimento para, em uma tentativa desesperada, cauteriza-lo por inteiro. Assim que fosse feito, independentemente da qualidade da cauterização, meu olhar e minha atenção se voltariam totalmente para o campo de batalha. Mais uma vez com meus olhos de sangue, tentaria decifrar a posição de todos e, quem sabe, identificar mais inimigos que pudessem ter aparecido.


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Re: [GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado Dom 31 Jul - 20:10


Narrador: @BLOODLAD

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ㅤㅤPapucaia viu o corpo do chunin estremecer com suas ilusões, e não esperava que o menino fosse sair delas, não com tanta facilidade. "Esse poder dos Uchihas é realmente esplêndido, agora entendo porque o querem tanto", ele pensou, enquanto saltou para trás, a 18m/s, ao ver o menino se preparando para expelir seu jutsus. 20 Metros separavam ambos agora.
ㅤㅤTeceu o selo do carneiro.
ㅤㅤ— Suiton: Suijinheki! — e expeliu de sua boca uma cascata azulada, como uma torrente, à sua frente, a 30m/s, impedindo que os projéteis de fogo o alcançassem e fazendo emergir uma fumaça densa no caminho estreito que os dois estavam, proveniente da colisão entre os dois elementos. A visibilidade era tênue, quase inexistente.

ㅤㅤPapucaia não tinha experiência em combates às cegas, e preparou sua tantö assim que a fumaça espessa se levantou, fundindo-a ao elemento água (Chakra Nagashi). Com a espada banhada, lançou, a 30m/s, a energia em forma de de jato, condensado e cortante, para frente, um na horizontal e o outro na vertical, criando uma cruz, de 4x4 metros, que acreditava ser veloz e potente suficiente para encerrar o menino dos olhos vermelhos, sem claro, mata-lo. Mesmo que fossem desviadas, as rajadas seriam suficiente para quebrarem parte dos dois rochedos laterais que compunham a passagem,

ㅤㅤFez com que os outros se aproximassem, e se Emiya tivesse sido abatido pelo golpe de água anterior, não veria, mas caso permanecesse e pudesse ver através da fumaça com seu sharingan, veria o tal Seriko diminuindo a distância entre eles. Igualmente os dois guardas no cume do desfiladeiro. Eram todos clones dele, vestidos e disfarçados de guardas, e Seriko de examinador.

ㅤㅤA fumaça começou a se dissipar, dando mais clareza gradativamente aos presentes. Era quatro contra um agora, e aquele não seria um confronto fácil.

ㅤㅤ— Serei condecorado por Kiara se te entregar vivo, Emiya. — a língua de Papucaia deslizou pelos lábios de forma maliciosa.

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Re: [GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado Seg 1 Ago - 23:39

As cinzas que cobriam o desfiladeiro logo foram incrementadas por uma densa cortina de vapor, uma bruma tão carregada que fez parecer impossível avistar um palmo adiante. Por sorte, os olhos vermelhos de minha linhagem sanguínea conseguiam contornar esse empecilho e me faziam ver o espaço ao meu redor com clareza, enquanto eu girava o pescoço em ambos os sentidos para ler as condições do campo de batalha. Ogoshi, o meu inimigo principal, havia se distanciado um pouco mais depois de performar aquela técnica aquática – a mesma que erguera aquela imensidão de vapor; enquanto Seriko, por sua vez, parecia se aproximar de mim – ou melhor, de meu bunshin, minha réplica que apenas tinha intenção de enganar ambos os meus algozes de minha verdadeira posição. Não obstante, as sentinelas que se encontravam posicionadas no topo do lugar não passavam de clones das sombras, era o que parecia indicar a leitura através de meu dōjutsu, e as mesmas também se moviam na direção de meu clone ilusório. Subitamente, ao revirar-me novamente na direção de Ogoshi, algo parecia se formar em sua espada. O chakra se agitou, e em seguida pareceu se condensar na lâmina. O que é aquilo? Eu pensava. Não era bom sinal.

Os meus olhos atentos me avisavam do perigo enquanto um movimento brusco do braço de Papucaia se projetava no ar. E a energia na lâmina se dispersou lentamente, pouco a pouco. Ao menos era o que parecia aos meus olhos. Temendo o choque daquele golpe de chakra, tudo o que fiz foi me preparar com um único selo em ambas as mãos, e em seguida, deixar que o chakra corresse pelo meu corpo, ou melhor, pelas minhas pernas. Por sorte, o ferimento de outrora não sangrava mais como antes, e embora ardesse e queimasse, era possível de se suportar. Então, antes que aquela massa de energia me alcançasse, eu realizo um salto; um pulo alto acrescido pela velocidade de meu Shunshin no Jutsu. Assim, enquanto tentaria cobrir uma altura de dez metros, o impulso também tentaria me lançar na direção de Ogoshi, atravessando as cinzas e a bruma como uma flecha em meio às sombras. Eu seria furtivo o suficiente? Eu não sabia, mas esperava que os demais adversários estivessem concentrados no meu clone ilusório e perdidos em meio à fumaça. Se aterrissasse no chão em segurança, partiria na direção de Ogoshi, lendo-o com as habilidades de meu dōjutsu.

Me aproximando do mesmo até ficar a uma distância de cinco metros, apertaria firme o cabo da kunai em minhas mãos, a mesma kunai que tivera sua lâmina aquecida para cauterizar o ferimento na minha perna. Logo, sem hesitar, lançaria a arma branca na direção de Ogoshi, com a intenção de acertá-lo em na perna esquerda, onde havia uma chance menor de ser defendido pela sua tanto – apesar de duvidar que ele seria capaz de ver algo nitidamente. Se o ataque se provasse acertado, não esperaria nem mais um segundo sequer. Formaria o selo de mão tigre e enviaria o meu chakra na direção de minha kunai, fazendo-a incendiar. O fogo queimaria quase que instantaneamente, ou era isso o que eu esperava, as chamas que diziam purificar as almas dos indignos, um flagelo flamejante. A técnica que eu havia praticado nos meus últimos anos, especialmente dedicada para  esse fim: consumir os cultistas do culto de Kiara Sessyoin.
Zanmai no Shinka. — Diria em tom quase inaúdivel, um tanto assustador e carregado de ódio. Em seguida, se Ogoshi fosse completamente consumido por aquele fogo sagrado, tornaria minha atenção às minhas costas, onde se encontrariam os bunshins inimigos e Seriko. A névoa e as cinzas começariam a se dispersar nesse instante, e finalmente seria o momento de enfrentar os demais inimigos. Papucaia Ogoshi teria seu fim naquelas chamas pungentes, era isso o que eu acreditava.

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Re: [GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado Qua 3 Ago - 4:52


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ㅤㅤAs rochas das laterais cederam ao receberem o forte impacto das rajadas de água de Papucaia, porém Emiya havia saído ileso. Como uma bala, furando os resquícios da fumaça, o chunin avançou na direção de Papucaia e seus clones. O homem não podia vê-lo com clareza devido a cortina espessa e acinzentada, mas viu o menino cortar por entre a fumaça, causando um deslocamento de ar. Ele saltou, oito metros para cima, e quatro metros  para à direita, prendendo as solas na rocha. A faca incandescente cravou na pele de um dos clones, que guinchou de dor, e no outro instante queimou, sendo incinerado pelas chamas especiais do Uchiha. Os outros clones hesitaram em se aproximar.

ㅤㅤO verdadeiro, agora a oito metros acima de Emiya, lançou:

ㅤㅤ— Imagina se essa coisa tivesse me atingido... — disse malicioso. — Essas chamas são provenientes de seus olhos... ou de seu sangue? — ele havia notado que as chamas do Zanmai, eram muito mais quentes e brilhantes do que chamas comuns. — Me levantou uma curiosidade, vamos ver se conseguirei apaga-las. Suiton — reuniu uma quantidade de chakra considerável no estômago — Bakusui Shōha! — e lançou uma torrente através da boca, na intenção de inundar a passagem estreita. Queria ver se as chamas do Uchiha eram realmente poderosas.

ㅤㅤO despejar incessante do suiton, começou a encher o passadiço, e ele não pararia de expeli-la. Ao mesmo tempo que o solo começava a se tornar líquido, Emiya veria um dos clones de Papucaia avançando em sua direção, tendo sua tantö em mãos. Sua velocidade era de 22m/s, e seus ataques visariam a região superior do chunin, mas não só isso, pois enquanto lutavam as águas continuariam a subir.

ㅤㅤO clone, que era examinador, também avançaria contra Emiya, um pouco depois do primeiro e também a 22m/s, com sua tantö em mãos, porém com outros artifícios escondidos sob as mangas. Esse estava com três papéis bombas acoplados ao corpo, dois colados abaixo da vestimenta superior, e um na perna esquerda, e assim que chegasse próximo ao menino ativaria os explosivos, com dez metros de raio de explosão.

ㅤㅤDependendo do tempo que o combate com os clones se estendesse o solo poderia estar a um, dois, e até três metros coberto de água. Independente de qual fosse a densidade, o verdadeiro Papucaia começaria a manipular o suiton facilmente, agora que ele se tornara abundante no cenário. Primeiro, duas lanças foram criadas, uma a dois metros a frente dos clones e de Emya, e a outra na mesma distância mas no lado oposto, ambas a 22m/s. Tinham a intenção de acerta-lo, e estourarem quando o fizessem, impactando o corpo do chunin para longe.

ㅤㅤ— Use seu fogo agora. — provocou.

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Re: [GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado Sab 6 Ago - 21:04

[GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO Z31kjyT
-
Enganado. Feito de bobo, manipulado como uma criança. Aquele homem era para estar morto, mas tudo o que restou de seu corpo imundo foi uma nuvem branca, uma brisa antagonicamente suave que se juntou ao ar pesado do desfiladeiro. Como se não bastasse, a voz impertinente do sujeito chegou até mim, me causando ânsia no mesmo instante. Ele reiterou seu discurso egocêntrico, palavras de desdém que somente pretendiam exaltar o seu poder. Os olhos rubros que consumiam a minha visão rapidamente se viraram na direção do homem no alto. Por trás de seu semblante, eu conseguia ver o verdadeiro Papucaia Ogoshi, meu algoz, e o via gesticular de forma mais suave. Meus olhos haviam mudado? Quem sabe. Depois do rápido discurso do vilão, uma forte torrente d’água começou a despejar da boca de Ogoshi, um jato que caía em direção ao solo como uma intensa cachoeira. E assim, pouco a pouco, formava-se uma poça, um acúmulo de líquido que, mais cedo ou mais tarde, inundaria todo o local. Tsc. Rangia os dentes, sentindo o piso ficar molhado, lamacento. E o ódio crescia. Como aquele homem insistia em falar alguma coisa? Ele não passava de um emissário desprezível, um assecla fracassado de uma deusa sórdida. E como ele continuava a querer tramar contra mim? Talvez ele não merecesse somente a morte. Talvez ele merecesse uma morte cruel, um assassinato doloroso que fará jus à morte de meus familiares. Vingança. Ogoshi será batizado. Batizado com fogo.

A tríplice negra que envolvia o meu pescoço rapidamente se expandiu para além de minha carne; a marca do meu destino, a maldição que me foi concedida por outro daqueles fanáticos de Kiara. Agora estava na hora de usar esse mesmo poder contra eles próprios. Cerrando os punhos, sinto a força me alcançar como uma luz; não um breu ou uma escuridão profunda, mas sim um brilho forte e revigorante. Os músculos se enrijecem no átimo e uma pressão acomete a minha cabeça. Meus cabelos se movem, minha testa se agita, meu nariz estremece, e a minha tez, antes preenchida pela corrosão sombria, agora é tingida em uma palidez cinzenta. Das minhas costas, sinto uma dor. E a dor se transforma em um afago. Sinto as minhas vestimentas se rasgarem, ao mesmo tempo que brotam dois apêndices disformes. À primeira vista, se assemelhavam a asas; mas agora, isso pouco importava. Tudo o que eu queria nesse exato instante era destruir aquele homem. E eu o faria com prazer. Sem perder tempo, sorvo profundamente o ar carregado do desfiladeiro e concentro a energia flamejante em meu âmago. A chama quente, completamente embebida pela energia de meu corpo, é subitamente expelida de minha boca, lançada como um jato flamejante que acometeria o solo de todo o passadiço.
— Katon: Gōka Messhitsu! — Seriam as minhas palavras, se minha boca não estivesse ocupada em performar o jutsu. A intenção da técnica era uma: conceber um inferno que superasse aquelas águas, um fogo tão quente que consumisse cada gota do líquido e anulasse a exibição aquática de Ogoshi. O incêndio seria tamanho que, em virtude de minha maestria com o elemento e de minhas reservas de chakra, tentaria fazê-lo se espalhar completamente através do desfiladeiro, à exceção de meus entornos, criando uma redoma, uma área segura com cerca de cinco metros de raio.

Enquanto a minha boca bafejava as labaredas incandescentes, as minhas mãos mantinham-se rentes ao corpo, as palmas abertas apontadas para minhas laterais. Meus olhos vermelhos – desde o início atentos ao meu redor – já haviam avistado a aproximação de dois inimigos. E assim, antevendo-os com o dōjutsu de minha linhagem sanguínea, tentaria intercepta-los antes que eles chegassem perto o bastante para desferirem seus golpes, manipulando o fogo que era criado através do Gōka Messhitsu para lamber os seus corpos. Apesar de tudo, eu apostava em minhas próprias capacidades, eu acreditava com fervor que minhas chamas seriam o bastante para dominar as águas de Ogoshi; e não somente isso, mas também de manterem-se em campo, transformando o cenário em um verdadeiro inferno, como aquele que, um dia, eu presenciei. Ainda assim, havia uma finalidade oculta por trás de meus movimentos. Enquanto as piras possantes acertam a água no solo, seria criada uma grande nuvem de fumaça, uma bruma tão forte que excederia aquela que havia sido feita anteriormente. E, então, daria espaço para eu preparar a minha próxima ofensiva. Após manipular o fogo na direção dos inimigos que vinham até mim, minha mão direita viajaria até a bolsa em minha cintura, tomando uma faca kunai mais uma vez. E então, viria um salto.

As minhas pernas fortalecidas pela maldição me levariam aos céus em um átimo, enquanto os apêndices em minhas costas, de alguma forma, obedeceriam a minha vontade. As asas bateriam em velocidade, até que eu, finalmente, estivesse na altura exata em que se encontrava o verdadeiro Papucaia Ogoshi, no alto do desfiladeiro, parando no ar a dez metros do mesmo. E então, com o máximo de força, lançaria a kunai em sua direção, pretendendo acertar seu peito. A bruma já havia avançado o suficiente para cobrir a visão por completo, à exceção de minha própria, uma vez que o poder do Sharingan favorecia os meus olhos como uma benção. Tudo aconteceria o mais rápido possível, até mesmo a confecção do selo tigre – somente caso o projétil acertasse o alvo. E então, mais fogo, mais chamas. E, dessa vez, seria acendido um facho de luz puro, um calor proveniente das chamas sagradas do Zanmai no Shinka que consumiriam a carne imunda daquele pecador. Adejando com as asas da maldição, continuaria a batê-las naquela exata posição, mantendo-me no ar, ao mesmo tempo que meus olhos sangrentos assistiam o desenrolar daquela cachina. Daquele batismo.


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Re: [GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado Seg 8 Ago - 4:21


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ㅤㅤQuando o imenso fogaréu colidiu com o suiton de Papucaia, uma cortina de fumaça úmida e extremamente quente emergiu, novamente, mas dessa vez muito mais intensa e fumegante, extremamente incomodante. Tanto o membro do culto de Kiara, quanto o Uchiha, seriam envoltos num ambiente totalmente hostil agora, claustrofóbico, o passagem delgada entre os dois rochedos, era como uma sauna agora. As chamas de Emiya, entretanto, seriam fortes o suficiente para ressecarem as águas trazidas por Papucaia, e aumentar a temperatura ainda mais, atingindo, atingindo 60° célsius, e aumentando cada vez mais. Todos os dois se sentiriam cansados com o calor extremo.

ㅤㅤAssim que percebeu o perigo, o verdadeiro Ogosho subiu, percorrendo o rochedo lateral em que estava até o topo, para tentar se afastar das chamas. Seus clones, acabaram por não terem tanta sorte, e sucumbiram, um a um. "Mais que droga!" Esbravejou em pensamento, agora a quase trinta e cinco metros de distância do chunin, nas ameias. De lá observou quando os lançamentos de chamas incessantes desobstruíram a vista. Não acreditou.

ㅤㅤO menino, que antes fora o Emiya, havia transformado-se, a pele acinzentada e o par de garras às suas costas o fizeram estremecer, mas logo pegou-se excitado noamente. "Estávamos certo desde o inicio..." Teve sua certeza testificada ali, vislumbrando Uchiha Emiya. A língua deslizava pelos lábios como a de um animal faminto. Não conhecia em profundidade as habilidades do Sharingan, mas tinha algumas noções básicas. "Ele consegue me observar por entre objetos, e também consegue ver o meu chakra." Afirmou para si. "Acho que não tenho escolha..." Teria que arriscar.

ㅤㅤ— Torappu! — bradou com um sinal de uma única mão. Do solo arenoso abaixo de Emiya, diversas explosões arroxeadas saltaram para fora, expelindo areia e uma fumaça roxa por toda a fenda estreita, enchendo o lugar. Estando o menino no solo ou em pleno voo, portanto que estivesse na altura dos dois rochedos laterais seria atingido pela fumaça púrpura. — Vamos lá, respire! — ansiou em ver o resultado de sua armadilha.

ㅤㅤCom um inspirar, Emiya sentiria o corpo bambear, zonzo. Um segundo, então sentiria as pálpebras pesadas, e o cérebro lento. No terceiro, cairia. Era bem óbvio ali que Papucaia não queria mata-lo. Para fortalecer ainda mais sua investida, enviaria para baixo um jutsu invisível, que se alcançasse o chunin Uchiha, paralisaria seu corpo, como se tivesse sendo preso por correntes, incapaz de se movimentar. "Cheque-mate, garoto." Seus brincos tilintaram.


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Re: [GRADUAÇÃO] COBIÇA & TRAIÇÃO - Publicado