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12 Anos Online
Alvorecer
Arco 04
Ano 16 DG
Inverno
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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[Capítulo] Descendentes vermelhos. VNYra6x

Coca
Jōnin
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[Capítulo] Descendentes vermelhos. VNYra6x

[Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Sab 7 Maio - 19:01


風の天才

Mais uma tarde ensolarada abraçou a Areia como uma mãe abraça seu filho. — Precisamos lidar com esses filhos da puta... mas como? — uma voz rouca dançou por entre as quatro paredes do grande cômodo. Diversos papeis espalhados pelo chão, como também pelas duas mesas de madeira maciça. Um ninja da aldeia permanecia com a sobrancelha arqueada e a destra sobre o queixo, parecia pensar em como e em quem confiar a mais nova missão. Entretanto, não se tratava de uma missão normal, seguindo os padrões, mas sim de uma missão que superava até mesmo os conhecimentos do homem calvo. — Durante todos esses anos, nunca presenciamos algo assim. Quem eu devo mandar para o covil dos leões? — ele buscava sussurrar e encontrar em sua memória qual ninja seria o mais adequado para aquela função. — Temos Kōga, Hatake Kōga. As ultimas missões dele tiveram similaridade em se infiltrar e acabar com criminosos, como foi o caso de Yuri, apesar dos pesares. Mas possivelmente lidar com duzentos homens? Talvez seja demais até pra ele. — as duvidas permearam a mente dele por alguns minutos até que, com um singelo movimento, chocou a destra semicerrada na madeira da mesa central. — Não temos outra opção, vou ter que confiar nas habilidades desse mancebo. Só espero que ele não tente enfrentar todos eles, como aconteceu com Yuri e seus capangas. Não pretendo enterrar mais uma joia da Areia. — disse, colocando a canhota sobre um papel em branco, infundindo chakra no mesmo, vendo palavras e frases serem formadas a partir do simples gesto.

Se aproximou de um dos incontáveis guardas presentes no Centro Militar, concedendo a ele a tarefa de levar o pergaminho com os detalhes da missão para o Hatake. O homem não levou menos do que dez minutos para transitar de um lado ao outro do vilarejo, partindo em direção à periferia, mais especificamente ao apartamento 2 B-1. Segurou o pergaminho como se fosse parte do próprio corpo, com tamanha cautela que a missão demandava.
— Kōga! — a voz contundente veio junto de duas batidas secas na porta de madeira enegrecida.

O mancebo não demorou mais do que um minuto para abrir a porta, se deparando com o homem alto de pele clara e barba por fazer.
— Mais uma missão? — se antecipou a fala do outro, tentando adivinhar do que se tratava aquela visita, além de arquear a sobrancelha como sinal de surpresa. — Isso mesmo. Todos os detalhes estão descritos aqui. Boa sorte, jovem Kōga. — conforme lançou o pergaminho no ar, sumiu, deixando um singelo rastro de fumo branco sobre o ambiente.    

Hatake Kōga — HP: 1300 l Chakra: 1750 l ST: 0/8

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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Sab 7 Maio - 21:32


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Recolheu o pergaminho sem deixa-lo cair no chão. O semblante debochado logo deu licença pra um sério ao ler o conteúdo descrito na folha. Que merda é essa. Pensou ao analisar a situação e ver o quão difícil seria a missão de se infiltrar no, ao que tudo indicava, uma seita por um falso deus. Lembrou de Minerva no mesmo instante. Talvez fosse mais uma obra dela, outra profecia ou algo do gênero, apesar de não ter entrado em contato com o mancebo nem mesmo em seus sonhos. Não fosse só a seita instaurada dentro da Areia, tinha também que lidar, caso necessário, com mais de duzentos homens que, de acordo com o descrito, são uma milícia pessoal do alvo principal da investigação.

Andou por entre os cômodos sem rumo durante longos minutos, suficientes para faze-lo pensar sobre.
— Então esse tal de Serroy é o líder de uma vertente ligada ao jashinismo? Será que a pronuncia é essa? — soltou um riso bobo, pegando um copo cristalino, junto de uma garrafa amarronzada com uísque dentro. bebericou o líquido, acendendo também um dunhill vermelho para acompanhar os pensamentos em como começar com a missão, afinal, encontrava-se perdido. O fumo deu licença ao gole e o gole trouxe algumas ideias serem debatidas consigo mesmo.

Mais um fumo se sucedeu depois do gole, enquanto sentia o líquido arder todo o interior de seu estômago.
— Como eu vou me infiltrar nisso? Não sei nem como me passar por algum fiel ou algo do gênero. Fora que alguns já conhecem meus feitos dentro do vilarejo, apesar de não conhecerem bem a minha aparência... — pausou uma vez mais o raciocínio para tragar novamente o cigarro, sentindo a fumaça encher seus pulmões de uma forma aquecedora. — Merda! — sentou na poltrona próxima da pequena janela, buscando analisar todo o movimento da periferia, as crianças brincando, os adultos tentando vender algumas especiarias nas suas bancas e, claro, muitos bêbados amontoados em diversos bares.

Não fosse um prodígio e talvez os incontáveis sermões de Seiji, Kōga seria mais um das centenas de bêbados da Areia, trabalhando em algumas missões nada importantes. Mas, o destino resolveu abraçar o mancebo que tanto sofreu na infância para ser considerado um dos poucos futuro do vilarejo. Os feitos eram notáveis e junto dele, as conquistas de diferentes poderes latentes. Pensou por alguns instantes que talvez fosse capaz de enfrentar os duzentos homens, assim como Serroy, apesar de saber que seria impossível. Sorriu, voltando as atenções ao pequeno pergaminho. Buscou por alguma informação sobre aparência do velho e, também, sobre os dias que os
Descendentes Vermelhos se juntam para rezar pelo falso deus, ou seja lá o que faziam. Nem uma, nem outra informação foi obtida, mas um estalo foi suficiente para fazer com que o mancebo soubesse como começar.

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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Seg 9 Maio - 13:09


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Não demorou para juntar todas as armas básicas na pequena bolsa ninja, como também o novo baralho adquirido no centro do vilarejo, possuindo características únicas de absorver informações de terceiros, ótima função para fins de adquirir conhecimento, pensou ao comprar aquele item raro vendido por um falso cartomante. Não havia testado, mas levou consigo mesmo assim. Um último trago no cigarro foi suficiente para que a bituca voasse pela janela semiaberta. Sua saída do apartamento se deu de forma rápida, sem pausa alguma, visando encarar as vielas cheias da periferia.

Andar com toda aquela gente envolta fazia Kōga repensar pelo menos duas vezes sobre a pequena ideia que havia tido. Por mais que quisesse desistir, continuou, sobrepondo todos os comerciantes inconvenientes e aquele calor insuportável característico da Areia. A intenção foi chegar em um dos três bares localizados a uma quadra de seu apartamento. A faixada poluída significava um ótimo lugar para buscar informações de bêbados e desinteressados. Entrar no bar do Takayuma foi a parte mais difícil até então, precisando se esquivar de dois bêbados vomitando logo na entrada, além de mais uns dois pedindo dinheiro para comprar mais cerveja.

Não tardou em se aproximar do balcão, visando a única atendente ali. Ela, em contrapartida, veio com sua voz doce indagar o jovem sobre o que ele queria para beber.
— Boa tarde. O senhor pretende beber o que? — Kōga mostrou certa indiferença à simpatia dela, sendo curto o suficiente para aquele momento. — Uma dose de uísque com duas pedras de gelo.e, da mesma forma carismática com que ela havia lhe atendido, saiu, buscando o corpo cristalino e enchendo-o de um líquido amarelado, junto de duas pedras sólidas de água.

— Aqui. — ela retornou com o pedido, com o mesmo sorriso simples mas encantador. A mulher de um metro e sessenta e cinca, com longos cabelos negros e olhos esmeraldinos ficou próxima do balcão esperando por mais algum pedido. Analisando todo o ambiente, o mancebo pode ver um clima caótico, dispersado entre vários homens, algumas mulheres e, sem novidade nenhuma, todos bêbados, gargalhando, sorrindo e desperdiçando o pouco dinheiro que ganhavam, seja com missões básicas ou até mesmo vendendo especiarias e coisas do gênero.

Entre alguns goles tentou buscar por alguém que realmente chamasse sua atenção, voltado ao imaginário de como seria Serroy ou qualquer seguidor do mesmo. A balconista percebeu a busca do jovem, ao se aproximar uma vez mais de dele.
— Aceita algum petisco? Temos lagarto no espeto, lamens dos mais variados tipos, amendoins e alguns assados de carne de porco. — se contentou em recusar com a destra sobre a mesa mas, por mais contundente que fosse, a mulher não perdeu oportunidade. — Ou quem sabe alguma informação? — ela sussurrou e as palavras dançaram nos ouvidos de Kōga que soltou um singelo sorriso em sua face.

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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Seg 9 Maio - 14:44


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Talvez fosse o momento perfeito para por em prática sua ideia, não fosse a facilidade com que aquela mulher quisesse ajudar. Estranhando de começo, ergueu a sobrancelha esquerda ao analisar melhor o estereotipo da balconista. — Você é dona daqui? Filha do dono, algo do gênero. — indagou-a, dando mais um gole na bebida ardente, sentindo seu estômago queimar. A resposta veio de forma rápida, com um simples balançar de cabeça, seguida de doces palavras. — Meu pai é dono, no caso. — ela soltou um riso ao término, aguardando por novas perguntas, ao debruçar parte do tronco sobre o balcão. Kōga se perdeu por alguns segundos no corpo atraente dela, mas logo retomou o raciocínio. — Entendo. Legal o local, mas além de procurar por uma boa bebida ou talvez uma companhia, quem sabe, estou em busca de algo mais pessoal, entende? — a mulher olhou nos olhos do prodígio, encarando-o por alguns segundos, reparando no fio acinzentado que teimava em cair sobre a testa. — Te entendo. Talvez eu esteja na procura de uma companhia, ou só queria vender alguma informação mesmo. — ela soltou uma risada frouxa, baixa o suficiente para que somente os dois escutassem.

Ao escutar as palavras dela, o mancebo sabia que precisaria pagar, de um jeito ou de outro, por mais informações. Mas, antes de qualquer coisa, precisava arar o terreno de forma suficiente para que não demonstrasse tanto interesse na seita de Serroy.
— É, talvez companhia seja o principal pedido para essa noite, não? — por mais sem jeito que fosse em convidar uma mulher para sair, teve ciência de que foi bem ao ver a mulher rir uma vez mais, dessa vez aparentemente sem graça. — Me chamo Asuna, obrigado por perguntar. — disse o próprio nome, levando o indicador da destra até os fios enegrecidos, enrolando-os como uma espécie de tique. Kōga riu, puxando um cigarro do maço de dunhill. — Não trem problema fumar aqui dentro, né? Alias, sou Teppei. Que horas você sai do serviço? — direto ao ponto, devolveu a educação mentindo sobre seu nome, afinal, não poderia dize-lo assim, facilmente, ainda mais estando em uma missão de cunho investigativo. Ela corou na mesma hora ao escutar a indagação do Hatake, olhando para o lado, mais especificamente para o relógio de parede disposto um pouco longe. — Umas oito da noite, eu acho. Posso te esperar na entrada do bar? — por mais desconfiado que fosse, consentiu com a cabeça sabendo que precisaria dela para tentar tirar alguma informação e nada melhor que uma balconista para tal.

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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Seg 9 Maio - 16:27


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Dois tragos, seguidos de um ultimo gole no uísque. Devolveu um sorriso de volta a mulher, levantando do banco de madeira. — Tá, te busco por volta desse horário, Asuna. Pensa em onde vamos, ok? — disse à ela, virando de costas e caminhando vagarosamente na direção da saída do bar. Aproveitou pra analisar meticulosamente as pessoas ali presentes, antes de, de fato, sair. Em sua maioria, nenhum parecia diferente do comum e talvez esse fosse o problema. Procurar pelo incomum sendo que talvez o comum fosse suficiente para participar de uma seita notoriamente contra as ideologias de Sunagakure. Empurrou a porta com um único movimento, protegendo os olhos dos raios de sol ao colocar parte do braço e mão direita entre eles.

Tinha meio caminho andado, apesar de não saber ao certo se iria conseguir alguma informação pertinente à missão, da mulher. Independente, ainda assim havia conseguido um encontro, talvez suficiente para faze-lo parar de pensar em Pan e no sumiço repentino dela. Por mais que pensar pelo menos um pouco na garota já fosse suficiente para sentir saudades dela. Encarou o sol uma vez mais, desta vez sem colocar o braço na frente, pensando na garota. Não sabia como explicar, tão pouco havia sentido algo assim por qualquer outra pessoa, mas a kunoichi possui um lugar no coração do prodígio, suficiente para faze-lo sentir falta dos mínimos detalhes junto dela.

Seguiu de volta ao apartamento, ainda focado mesmo que ligeiramente menos no objetivo principal da missão. Por entre as vielas, viu uma espécie de cartaz convidando pessoas de todos os gêneros e cores para participarem de um culto, todas as quartas de noite, por volta das vinte e duas horas. Não tinha nome, tão pouco descrição, apenas o endereço de um galpão pequeno localizado mais ao centro do vilarejo, cerca de quinze minutos da periferia. Talvez não significasse nada, ou talvez significasse tudo. Por via das dúvidas, se contentou em retirar o papel preso a parede arenosa, dobrando-o algumas vezes para caber no bolso da calça.
— Quem sabe... — sussurrou, voltando a caminhar na direção do apartamento.

Bastava agora esperar até o horário marcado com Asuna e, sem ter mais no que fazer, somente pensar, buscou um rápido acesso ao seu quarto por meio do corredor central, visualizando a cama bagunçada da noite anterior. Seiji não estava, como de costume. Sequer sabia aonde ele havia ido, com o passar dos anos perdeu boa parte da preocupação, afinal, ele sempre voltava, independente das dificuldades.


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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Seg 9 Maio - 17:58


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Em casa e analisando o cartaz sobre o culto, procurando por alguma pista, o mancebo se manteve com uma xícara de porcelana repleta de café e um cigarro recém acendido com seu fumo impregnando toda a casa. A ilustração do cartaz era simples, com um quadrado separando a imagem das informações sobre dia, hora e local. Focado mais na imagem que parecia ser desenhada a mão, pode notar alguns pontos interessantes, mas pouco questionáveis. Um palco grande desenhado na cor cinza, um homem no centro e uma pequena mesa alta, feita ao que parecia, de vidro. Aos lados, alguns outros homens, poucas mulheres, dispostas uns do lado dos outros de forma coordenada. Não obstante, incontáveis fileiras de cadeiras afrente do palco tão grande quanto todo o resto. Além dos pequenos detalhes, um símbolo estranho; um triângulo equilátero circunscrito que nada mais é do que um triângulo de cabeça para baixo com um círculo em torno dele, estampado sobre a parede atrás do grandioso palco. — Ahhhhhh!! — gritou tentando tirar toda a frustração de seu âmago. Não conseguia decifrar nada daquilo, talvez o cartaz fosse só um grupo de pessoas querendo espalhar palavras de paz pelo vilarejo, como de costume.

As horas se passaram de forma lenta, talvez pelo café que havia tomado anteriormente, deixando-o elétrico o suficiente para não conseguir esperar ate o horário do encontro. O cartaz não foi descartado, apesar de não ter ajudado em nada na busca do mancebo por respostas. A noite já havia abraçado a Areia e junto dela o frio característico. A periferia estava calma, conforme observava de sua janela com visual panorâmico pra boa parte da região. No automático e pilhado, conseguiu fumar cerca de um maço inteiro em tão pouco tempo de espera que a noite havia dado um fim. Separou sua melhor roupa, no caso, as mesmas de sempre, só que limpa. Arrumou o cabelo levemente bagunçado e saiu uma vez mais, agora, para encontrar com Asuna.

Caminhou de forma vagarosa até o bar de outrora, passando por cerca de três vielas e uma grande rua. Analisou todos os cartazes, pessoas e até mesmo as crianças que voltavam da escola. Nada criava uma sensação de suspeito em seu interior e isso o incomodava ao extremo. Pode ver a sacada do bar de longe, como também os mesmos bêbados de mais cedo mendigando algumas moedas para mais pinga. Optou por ignorar todos os pedidos, afinal, sequer tinha vontade de sustentar o vício dos outros já tendo o seu próprio para manter.


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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Seg 9 Maio - 21:16


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Asuna, de longe, ao ver o jovem Hatake acenou com a destra, retirando o avental enegrecido e deixando-o sobre o alongado balcão do bar. As roupas simples dela chamavam certa atenção de Kōga que, por mais que soubesse de sua beleza, não imaginava que seria tanta. Talvez ela não tivesse serventia alguma pro resultado da missão e de desvendar a tal seita de Serroy, mas com certeza teria um bom encontro, pelo menos. Ele devolveu o aceno, de forma tímida, deixando sua destra na altura do peitoral com a palma aberta, sinalizando que havia visto-a. Ela parou alguns minutos para falar com uma outra atendente, enquanto que ele saia do bar, esperando-a do lado de fora, sendo abraçado pelo frio implacável da noite do deserto. Enquanto esperava, acendeu mais um cigarro demonstrando dessa vez não só seu vício, como também um nervosismo tradicional de alguém que possui um trato muito baixo com pessoas.

— Demorei? — ela se aproximou calmamente, ficando poucos centímetros das costas do jovem, pegando-o de surpresa. O fumo do cigarro saiu de forma desproporcional, conforme arqueava a sobrancelha e se virava, observando Asuna. — Não, eu cheguei cedo demais... você fuma? — talvez essa fosse a parte mais difícil da missão, um idiota tentando conversar com uma mulher e tirar informações dela, mesmo não sabendo conversar direito. Ela sorriu, consentindo com a cabeça e pegando o cigarro das mãos do jovem, de forma inesperada mas demonstrando bastante personalidade. — As vezes sim. — deu o primeiro trago, forçando a voz para manter o fumo dentro de seus pulmões. — Trabalhar no bar do meu pai me deixa bastante estressada, as vezes. Dai eu fumo um ou dois cigarros por dia, não mais que isso. Será que sou viciada? — ela sorriu de forma genuína e Kōga respondeu da mesma forma, com um sorriso discreto, mas suficiente. — Olha... eu fumo cerca de um ou dois maços por dia... então digamos que sim, você é uma viciada. — gargalhou, tirando mais um cigarro do maço de dunhill vermelho.

Caminharam por alguns minutos, entre alguns assuntos inesperados mas, ao se tocarem que caminhavam sem rumo algum, a mulher parou perguntando a Toppin, nome falso dado por  Kōga para onde iriam.
— Não consegui pensar em nada ou nenhum lugar para irmos. Tem alguma sugestão, Toppin? — perguntou, pegando no braço do jovem, agarrando sobre o próprio corpo. Kōga pensou por alguns segundos, tentando achar uma forma de não colocar tudo a perder. — Comer algo, talvez? Você deve tá morrendo de fome. De lá podemos conversar e decidirmos pra onde ir, certo? — por incrível que pareça, ele havia mandado bem na resposta, bem o suficiente para que Asuna concordasse sem se opor, ainda mantendo o braço do Hatake colado ao seu corpo.

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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Seg 9 Maio - 22:51


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Mais alguns minutos foram necessários para encontrarem o restaurante perfeito, se é que poderiam chamar assim. Mais parecido com uma carrocinha de beira de rua, o casal se aproximou da senhora atrás do vidro, observando o que ela produzia ali. — Bolinho frito de porco? — Asuna perguntou se voltando a Kōga que, incapaz de precisar do que eram feitas aquelas frituras, resolveu se aproximar um pouco mais, buscando uma ajuda da senhora. — Boa noite. São feitos de que? — conforme perguntava, apontou na direção do vidro e, consequentemente, dos bolinhos fritos. A voz estridente dela tomou conta do ambiente. — Boa noite jovem. Então, são feitos de porco com limão e algumas especiarias da Areia, como curry e afins. — disse ela, abrindo parte do vidro para que o cheiro se impregnasse nas narinas dos dois. — Que cheiro delicioso. — disse Asuna com sua voz doce. — Me vê dois desses então, por favor. — o mancebo contou as notas analisando o preço estampado no cartaz ao lado da carrocinha. Pegou a quantia certa, colocando as notas sobre o pequeno balcão metálico, aguardando a velha embrulhar os dois salgados.

Caminharam alguns metros com os salgados em mãos, sentando em um banco feito de barro.
— Bem bom, né? — pode se certificar após dar duas mordidas, sentido o aroma do vapor saindo pelo bolinho frito. Asuna consentiu, conforme ainda mastigava sua única mordida. — Então, deve ser meio problemático trabalhar em um bar, não? Lidar com tantos malucos... — tentou puxar assunto, sempre visando o objetivo principal. Não, não beijar a garota, mas sim conseguir informações da seita. — No começo sim, mas eles são bem respeitosos, então não tenho muito o que reclamar. Meu pai tem aquele bar fazem quase vinte anos, todos ali o conhecem e consequentemente, me conhecem e respeitam. — ela disse com um tom empolgado nas palavras, parecia estar gostando da companhia de Toppin. Digo, Kōga. — E você? Nunca te vi por lá... faz o que da vida? — as perguntas eram inevitáveis e demorar para responder não era uma opção. — Sou um ninja, faço algumas missão pro vilarejo e nada mais do que isso. Me mudei a pouco tempo pra perto do bar, moro a quase dois quarteirões de lá. Inclusive, andando pelos quarteirões próximos, encontrei um cartaz e me interessei bastante. — disse, retirando o cartaz dobrado do bolso, mostrando para ela. — Sabe do que se trata isso aqui? — ela pegou com as próprias mãos, analisando melhor as informações descritas no papel. — Claro que sei. É do senhor Serroy e se trata dos Descendentes Vermelhos. Não que eu ligue muito, mas meus pais frequentam os cultos semanais. Prefiro curtir a vida, sabe? — deu mais uma mordida no bolinho e encarando os olhos castanhos de seu acompanhante. — Entendo. Talvez eu dê uma passada lá, o que você acha? — retirar informações dela havia sido mais fácil do que o jovem tinha imaginado, com toa certeza do mundo.

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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Ter 10 Maio - 12:40


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Asuna não demonstrou muito interesse no culto de Serroy, mas sorriu ao escutar o desejo de Kōga em ir visitar a sede dos Descendentes Vermelhos. Se a garota aceitasse, seria o disfarce perfeito para que o mancebo conseguisse se infiltrar na seita devota à Jashin. — Não gosto muito, mas podemos ir hoje se você quiser. Te levo até lá. — fomentou um sorriso genuíno na face do jovem que não conseguiu esconder a excitação daquelas palavras. — Hm… pode ser então, se você não se importar, Asuna. — finalizou com mais uma mordida no salgado, dessa vez a última, sentindo o gosto forte do porco misturado ao ácido do limão preencher sua boca.

Permaneceram no mesmo banco conversando por longos minutos, falando sobre suas vidas, pretenções pro futuro, até mesmo rindo de um jeito abestalhado, coisas que Kōga não faria nem mesmo com Pan. Talvez estivesse gostando da situação, não só de utilizar Asuna para completar sua missão, mas da mulher em si. O tempo passou como um piscar de olhos e Asuna se levantou, se direcionando até uma lixeira mais próxima jogando o papel do bolinho de porco. — Então vamos, caso contrário chegaremos atrasados. É cerca de quinze minutos caminhando até a Catedral. — ordenou, fazendo com que Kōga levantasse também, seguindo os passos dela de forma vagarosa.

Conseguiram ver, ainda de longe, a magnitude da construção a algumas vielas de diferença. O topo da catedral, ornamentado de ouro podia ser visto, conforme andavam um pouco mais na direção dela. — Estamos perto. — ela apontou na direção ao qual deveriam seguir. — Parece bem bonita, não? — Kōga, ainda focado na grandeza daquela construção, mesmo só conseguindo ver uma irrisória parte dela, indagou a mulher, que consentiu com a cabeça pegando no braço do mancebo uma vez mais, semelhante a outra, ficando mais perto dele. Estranho novamente, mas deixou com que ela ficasse confortável o suficiente.

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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Ter 10 Maio - 14:47


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De perto a construção fazia-se muito mais imponente que de longe, mostrando toda a grandiosidade da fé pelo falso deus de Serroy. Antes de entrarem, Kōga parou por alguns instantes, buscando mais um cigarro em seu maço vermelho. Asuna olhou com um olhar de repreensão. — Estamos atrasados. — tentou puxar o corpo do jovem que sequer se moveu. — É rápido, só saciar meu vício. — retrucou, olhando a tentativa falha dela em carrega-lo para dentro. Puxou fumo, sentindo aquecer seu pulmão e consequentemente seu corpo, como se fosse prazeroso o suficiente para esquecer de todos os problemas e compromissos. Mais quatro ou cinco tragos em cerca de três minutos foram suficientes para jogar metade do cigarro ao solo, utilizando o solado do sapato para apaga-lo. — Vamos. — disse, voltando a olhar fixamente nos olhos esmeraldinos e pele esbranquiçada de Asuna.

Dentro, pode ter total ciência da grandeza e de quão problemático era aquele lugar; repleto de castiçais de ouro, bancos de madeira, um altar grande com uma espécie de mesa central revestida por ouro e alguns detalhes em brilhante. Antes que pudesse analisar tudo, foram surpreendidos por um homem velho, com algumas cicatrizes na altura da boca, em ambas as bochechas. Cabelo negro mediano, ligeiramente bagunçado, além de uma veste bastante ortodoxa, enegrecida, cobrindo boa parte do corpo. — Prazer em revê-la, Asuna, quanto tempo. E vejo que trouxe um amigo... finalmente resolver seguir os passos de sua família e se aproximar do grande Salvador. Fico muito feliz. — o sorriso genuíno dele trazia uma ânsia de vómito inexplicável no jovem Hatake, porém, manteve-se firme, seguindo o fluxo das coisas. — Sou Toppin, um... bem, digamos que um amigo de Asuna. Prazer. — disse, olhando de forma fixa nos olhos do sujeito. — Serroy, responsável por esse templo voltado ao nosso Salvador. Fico feliz que tenha conseguido arrastar essa mocinha até aqui. — respondeu de forma cordial. — O culto está prestes a começar. Podem ficar a vontade. Conversamos melhor depois. — e rapidamente se despediu, indo na direção do altar.

Ambos se sentaram em uma das ultimas fileiras de bancos distribuídos próximos do altar. Conforme o culto começava, Kōga tentava buscar analisar por completo o local, olhando aos arredores de onde estava, como também prestando atenção nas palavras de Serroy.
— Boa noite irmãos e irmãs. Sejam bem vindos a mais um culto destinado ao nosso senhor Salvador, Jashin. — conforme falava, andava por toda a extensão do altar, buscando uma espécie de pingente. Levou ambas as mãos pro alto, segurando o pingente e mostrando ao público. — Jashin e meu pastor,e ele me guiara! — repetia incansáveis vezes, sendo seguido por todos que estavam ali. Em poucos segundos, virou um coro de pessoas completamente alucinadas. — JASHIN É MEU PASTOR, E ELE ME GUIARA! JASHIN É MEU PASTOR, E ELE ME GUIARA! JASHIN É MEU PASTOR, E ELE ME GUIARA! JASHIN É MEU PASTOR, E ELE ME GUIARA! — todos levantaram dos bancos, mas Kōga e Asuna resolveram continuar sentados. — Minha visão está prestes a acontecer, senhores. Nosso menino... nosso rei... nosso Salvador... nosso Deus... ah, nosso Jashin... sinto a presença dele cada dia mais forte, não só em nosso âmago, mas abraçando todo o vilarejo da Areia em questão de tempos. — os gritos tomaram conta do local, os fieis se deleitavam com as palavras de Serroy.

Hatake Kōga — HP: 1300 l Chakra: 1750 l ST: 0/8

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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Ter 10 Maio - 16:28


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O culto permaneceu da mesma forma estranha da qual começou e, Kōga observando toda aquela loucura, não teve outra opção se não arrumar alguma desculpa para aprofundar ainda mais sua investigação. — Preciso ir ao banheiro. Sabe aonde é? — perguntou a Asuna, sussurrando, sem atrapalhar os devotos. Ela apontou pra um corredor estreito, sem muitas luzes, mas suficiente para que conseguisse fugir dali. Levantou de forma vagarosa, aproveitando de toda confusão e histeria criada pelos fieis para ir na direção apontada pela mulher.

O corredor possuía algumas portas em toda sua extensão e, ao final, uma sala um pouco maior, com uma mesa no canto e algumas prateleiras cercadas de livro. Conseguiu ver isso de longe, conforme girava a maçaneta para entrar no banheiro, deixando a porta semiaberta. Durante a ação, acumulou certa parcela de chakra sobre todo o corpo, controlando o reflexo da luz sobre o próprio corpo, tornando-se invisível a olho nu. Pela grande habilidade na arte de Ninjutsu, até mesmo o cheiro de Kōga havia sumido, dificultando ainda mais ser encontrado por qualquer seguidor de Jashin.

Transitou novamente pelo corredor, agora, visando entrar no cômodo sem porta, buscando analisar os livros, talvez alguns papeis que pudessem estar sobre ou guardados em alguma das gavetas da mesa. Se aproximou da primeira estante, vendo o título de todos os livros ali. Alguns, pelo que os nomes sugerem, tratavam-se de contos sobre Jashin, outros, sobre economia, gestão de pessoas e até mesmo um ou outro sobre ditaduras.

Seguindo, olhou os documentos acima da mesa, vendo alguns registros de banco, como também alguns papeis contendo informações sobre pessoas importantes da Areia.
— Então quer dizer que eles observam a maioria dos ninjas de patente alta, ou pessoas que possuem relevância dentro do vilarejo. Interessante... — pensou, tentando e falhando em abrir as duas gavetas. Estavam trancadas, mas os papeis da mesa eram suficientes para uma analise mais apurada do caso. — Aqui tem algumas escrituras de diferentes imóveis, além de contratos de pessoas passando os imóveis do nome deles pro nome de Serroy. — conforme folheava, pensou em como ele estava manipulando aquelas pessoas. Outros papeis foram analisados, sendo um deles chamando totalmente atenção. — Ele tem isso tudo de ninjas? — se espantou ao ver a lista de nomes de todos os ninjas que o seguiam, seguindo, consequentemente, Jashin.

Escutou alguns passos vindo em sua direção e, mesmo camuflado pela técnica Meisaigakure no Jutsu, tratou de se esconder entre o vão de uma estante e outra, observando dois homens de corpos musculosos, um careca e barbado, outro com longos cabelos, como se estivessem procurando por algo ou alguém. Talvez Kōga tivesse feito barulho, ou até mesmo os homens tinham formas diferentes de rastrear o jovem, mas se manteve estático, esperando que eles fossem embora. Não aconteceu, por sua falta de sorte.


Hatake Kōga — HP: 1300 l Chakra: 1665 l ST: 1/8

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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Ter 10 Maio - 18:18


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— Parece que temos um ratinho invasor. — disse um deles, olhando fixamente para onde Kōga estava, apesar da técnica que o tornava invisível. Ficou sem saber como reagir, acreditando que fosse um blefe do homem mas, ao ver os dois se aproximando mais e mais, até que conseguiram dar um soco no estômago no mancebo que desfez sua técnica na hora, caindo de joelhos sobre o solo de madeira. — Argh. — reclamou, observando os dois.

Pegaram Kōga pelos braços, em partes o Hatake deixou ser levado, seria suficiente para provar as merdas que Serroy fazia. Cerca de meia hora se passaram e finalmente o velho decrepito apareceu na salinha com uma única cadeira ao centro, aonde o jovem permanecia sentado, preso por cordas. Uma única luz se acendia, acima dele, conforme conseguia escutar as palmas debochadas do velho.
— Toppin? Duvido... — ele sabia quem Kōga de fato era, assim como sabia sua importância para o vilarejo. — Hatake Kōga, certo? — o jovem respondeu com um sorriso sarcástico e nada além disso. — Posso saber que uma pedra da Areia faz perdido por aqui? Bisbilhotando por ai, olhando meus documentos. Quem te mandou? — optou por permanecer em silêncio e, viu o velho retirar uma kunai com o fio degradado pelo tempo. Sequer hesitou, realizando um corte na barriga de Kōga, pequeno, mas suficiente para faze-lo sentir muita dor.  

Hatake Kōga — HP: 1250 l Chakra: 1665 l ST: 1/8

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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Ter 10 Maio - 20:41


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Serroy deixou com que alguns minutos de agonia se passassem, conforme todos da pequena sala escutavam o pingar das gotas de sangue de Kōga chocar-se contra o solo arenoso. Ele ordenou com um simples mover de mãos que ambos os capangas dessem diversos socos tanto na face quanto no abdômen do mancebo, fazendo-o gritar de dor a cada golpe desferido contra ele. Por mais que a dor falasse mais alto, seus olhos mantinham-se fixos no alvo, no corpo do velho, como se pudesse mata-lo a qualquer instante. De fato, não parecia que Serroy fosse grandes coisas, mas o poder da palavra caminhava lado a lado com aquele corpo decrepito e velho.

Kōga mostrou sua resistência com tamanha perseverança, deixando com que o seguidor de Jashin se estressasse ainda mais.
— Vamos maldito, fale quem lhe mandou aqui. Foi a puta da Altria? — gritou de forma descontrolada, citando o nome da sombra da Areia como se não fosse nada, sem medo algum de morrer por tais palavras. Kōga gargalhou, recebendo mais um soco direto na boca, fazendo sair mais sangue. — Jashin me enviou, caro Serroy. Você não soube? Achei que tinham uma ligação especial... — desdenhou da fé do homem, atitude impensada e completamente descuidada, não fosse sua confiança em conseguir sair daquele problema.

A face do velho mudou de imediato ao escutar as palavras do mancebo, indo direto ao encontro dele, com ambos os punhos semicerrados. Aproveitou da iniciativa do alvo para realizar uma técnica simples, mas bastante poderosa em seus efeitos. Acumulou uma quantia ínfima de chakra, soltando-a no ambiente em forma de pura pressão. Talvez entendessem aquilo como ódio, ou força, mas seus corpos foram aprisionados por espécie de cordas invisíveis, enquanto que Kōga utilizava de sua força para romper as cordas que o imobilizava.

Levantou de forma calma, mostrando toda a superioridade que possuía. Retirou a Hakkō Chakura Tō das costas, analisando o fio da lâmina enquanto pensava quem mataria primeiro. A decisão foi óbvio e, indo vagarosamente de encontro aos capangas, matou um por um, degolando-os. Só sobrou o velho, com o semblante incrédulo, tentando rezar para seu falso deus de todas as formas cabíveis. Kōga se aproximou dele, colocando sua canhota sobre a testa do homem, fazendo com que seu pescoço ficasse em evidencia.
— Sente esse cheiro, ratinho? — perguntou ao velho, fingindo respirar fundo duas vezes. — É medo, Serroy. Agora fica imaginando, como Jashin pode deixar com que você tenha medo? — gargalhou uma vez mais, desdenhando do deus.

Fez força para que o velho levantasse, quebrando o Kanashibari no Jutsu no consequência, mantendo a pequena espada sobre o pescoço dele, como uma espécie de refém. Forçou-o a andar conforme também andava vagarosamente pela saída do cômodo e pelo corredor estreito. O culto continuava de forma automática, com os fieis ajoelhados próximos ao altar e um homem encapuzado fazendo uma espécie de prece para todos ali. Asuna estava sentada em um dos últimos bancos e foi a primeira a ver aquela cena. Kōga mantendo Serroy como refém, carregado de machucados e cortes, com boa parte do corpo banhado por sangue. Ela deu um grito de imediato, fazendo com que todos os fieis se virassem para observar aquela cena de filme.


Hatake Kōga — HP: 950 l Chakra: 1665 l ST: 2/8

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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Qua 11 Maio - 14:20


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Alguns tentaram se aproximar, conforme Kōga dava mais alguns passos para trás, ficando próximo da entrada principal da Catedral. A pequena espada permanecia no pescoço do velho, enquanto que ele mantinha um semblante de nervosismo, até mesmo suando, conforme percebia algumas gotas de suar escorrendo sobre sua face enrugada. — Se vocês se aproximarem, ele morre. — gritou o mancebo Hatake, fazendo com que o ímpeto dos fieis diminuísse aos poucos. Asuna, por contrapartida, tentou se aproximar um pouco mais para conversar com Kōga sobre o que estava acontecendo. — Toppin, não faça isso. Você será preso, na melhor das hipóteses. — Serroy sorriu de forma descontrolada e dissimulada. — Toppin? Não seja tola, garota. Ele se chama Kōga, Hatake Kōga, um ninja da Areia. Não é novidade que eles queiram nos calar, mas não imaginei que utilizariam da força bruta pra isso. Não se preocupem amigos, Jashin está no controle de tudo. — fomentou a fé naquela situação, por mais que ele mesmo duvidasse de suas próprias palavras. O rosto de espanto da Asuna deu lugar a um breve choro, conforme se distanciou dando alguns passos para trás.

Kōga se manteve frio apesar da situação adversa, ainda sobre controle da vida do velho.
— Foi necessário, Asuna. Sim, sou um ninja da Areia, um Tokubetsu Jōnin para ser mais exato. Recebi uma missão a alguns dias atrás para investigar sobre Serroy e sua seita, afinal, não acharam que suas atitudes passariam batidas, certo, velhote? — tentou se explicar, por mais que fosse uma situação delicada. Algumas pausas foram necessárias graças aos cortes e socos que havia levado anteriormente. Do seu abdômen ainda pingava uma grande quantidade de sangue e, apesar de dois cortes na destra, pouco sangue saia dali. — Não estou aqui para machucar nenhum de vocês, muito pelo contrário, mas preciso levar esse homem para ser julgado por seus crimes contra o vilarejo e aqueles que se puserem em meu caminho, infelizmente, ou serão levados juntos ou morrerão tentando ajudar esse velho decrépito. — ameaçou os fieis que se mostraram com os ânimos mais agitados e, apesar de tentar dialogar com todos, mantinha-se atento a tudo, principalmente aos flancos para não ser atacado de surpresa.

Serroy sorriu uma vez mais ao escutar as palavras do mancebo.
— Jashin está do meu lado, pobre Kōga. Ele não me largará, tão pouco largará os fieis Descendentes Vermelhos. Não tenham medo, amigos. Nosso senhor Jashin aparecerá para nos salvar, sem sombra de dúvidas. — não conseguiu terminar suas palavras destiladas de veneno por conta de um soco seco nas costelas, vindo de Kōga. Aquela ação tornou tudo mais difícil do que já estava, fez com que os fieis se aproximassem como forma de retaliação ao golpe, implorando para que soltasse Serroy. Sequer deu atenção, conseguindo ver de longe um deles correndo em sua direção de forma desengonçada. Talvez o medo fosse um mal necessário para acalmar os ânimos dos fieis e, acreditando nisso, formou utilizando-se do vento ao seu redor um molde de lâmina, com seus um metro de largura, indo de encontro ao homem. Todos viram o corpo sendo retalhado a sangue frio, conforme metade caia no solo, próximo aos fieis e outra metade do corpo caia próximo aos dois, Kōga e Serroy. — Como eu havia dito... tentar salvar esse velho está fora de cogitação. Será que esse homem morreu por Jashin ou por uma pessoa que fez lavagem cerebral em todos vocês? — indagou-os, afim de tentar criar dúvidas sobre a fé deles.

Alguns guardas tentaram se aproximar, mas logo foram ordenados para que não fizessem nada com um simples gesto de Serroy.
— E então, vou poder leva-lo preso ou terei que matar todos os seus seguidores? — Kōga sussurrou, conforme observava a quantidade de guardas aumentar de forma gradativa. — Sabe, Serroy. Se você não teme nada, sequer errou, por que teme tanto ser levado à justiça? Logo será solto, não? — dessa vez aumentou o tom de voz para que todos escutasse, mesmo aqueles que entraram em estado de choque ao ver um homem ser cortado ao meio com extrema facilidade. O semblante do velho mudou de uma hora pra outra, mostrando frieza em suas palavras. — Se eu for levado, outros aparecerão, Kōga. A Areia não vai se livrar assim tão fácil de Jashin. Eu sou só um dos incontáveis portadores de seu conhecimento e amor. Por favor, caros amigos... não se precipitem. O vilarejo, Altria, fará de tudo para nos parar, mas será em vão, podem ter certeza. Confiem no nosso senhor, façam motins, lutem por nós... — antes mesmo que conseguisse terminar seu discurso, levou um soco na boca, fazendo com que um de seus dentes caísse ao solo, junto de uma poça de sangue como resultado do golpe.

Os fieis já não mais tentaram impedir Kōga, se confortaram e conformaram com as palavras desmedidas de Serroy. Por mais que o caminho parecesse livre, o mancebo continuou de olho em tudo, principalmente nos seus arredores, conforme mantinha o velho como refém e dava passos para trás, saindo da Catedral por consequência. A rua já não se encontrava tão movimentada assim, apesar de ter alguns ninjas realizando as rondas noturnas, como também bêbados espalhados pelos bares do centro. Um dos responsáveis pela ronda noturna se aproximou de Kōga, reconhecendo-o.
— Chame reforços. Precisamos levar esse homem até o Centro Militar. — ordenou o jovem Hatake, vendo o ninja chamar mais alguns para ajuda-los. Não demoraram em chegar no prédio do Centro Militar, relatando todo o ocorrido pro oficial responsável. — Esse é Serroy, homem suspeito de realizar motins contra nossa líder, além de roubar, matar e pregar seus crimes em prol de Jashin, um falso deus dele. Mais informações vocês devem conseguir ao tortura-lo. Esse ai merece. — relatou, deixando o velho decrépito nas mãos dos oficiais. Voltando para casa, ainda preocupado com Asuna e todo o ocorrido.

Próximo o suficiente, passando perto do bar da família de Asuna, Kōga viu a mulher voltando cabisbaixa para casa. Se aproximou de forma cautelosa.
— Desculpe por tudo, Asuna. Tive que fazer isso pelo bem da Areia. — disse ele, fitando os olhos esmeraldinos da bela mulher. — Eu sei, Kōga. Não me importo com o que você fez com Serroy, no final das contas, ele merecia. Meu próprio pai quase deu o bar para ele, de tão lunático que está ao crer nesse falso deus. Mas você podias ter sido sincero, pelo menos. — sua voz tremulou em algumas partes, mas ainda assim repetiu o mesmo gesto de algumas vezes, se aproximando do braço do mancebo e o agarrando próximo a seu corpo. — Kōga é melhor que Toppin, devo confessar. Inclusive, que dia vamos sair? De um jeito verdadeiro, dessa vez. — riu ao indaga-lo que respondeu com um sorriso genuíno sobre a face. — Vamos marcar. Só passei aqui para lhe pedir desculpas e cuidado, não sei quais serão as consequências do que rolou hoje. Qualquer coisa você sabe aonde me procurar. — se despediu da sua forma, caminhando novamente na direção do apartamento, dando leves tragos no ultimo cigarro de seu maço.

Hatake Kōga — HP: 700 l Chakra: 1465 l ST: 3/8

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Revouv
Tokubetsu Jonin
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Re: [Capítulo] Descendentes vermelhos. - Publicado Qua 11 Maio - 23:18

Player: @Coca.
Situação: Aprovado.
Considerações: Vide regra → É obrigatório colocar o contador de Status indicando os pontos ATUAIS/TOTAIS, nunca podendo colocar apenas um dos dois valores. Atente-se só a acrescentar o contador corretamente, pode ocasionar em penalidade grave.
Recompensa: 2 Missões de Rank: A e aquisição da qualidade Mestre Elemental.

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Yukikitsune Kaonashi


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