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12 Anos Online
A Noite Mais Escura
Arco 03
Ano 14 DG
Outono
Diante da queda de Moira O'Deorain e a morte de Chisaki Overhaul, todos os olhos dos ninjas presentes em Kiri se voltaram para o Capuz Vermelho, que se revelou uma cópia exata do lendário Sarutobi Shion. Graças a Hyuuga Angell, o mercenário foi capturado, levando a prisão junto com Moira. Tudo aquilo favoreceu um entendimento entre as vilas que lutaram entre si em Oto, fazendo com que eles voltassem a neutralidade. Enquanto Iwa e Suna elegem novos Kages, em Konoha, Sarutobi Kaden se prepara para passar o seu cargo para um ninja mais jovem, ao mesmo tempo em que um novo Senhor Feudal assume em Kumo e o Daimyou de Kiri tenta impedir os ataques dos opositores de Jyu. Com a revelação de Chisaki Overhaul sobre a HYDRA, as ações da empresa acabam sofrendo uma grande queda, gerando indícios de uma enorme crise nas grandes nações. Diante do caos, diversos vilarejos pequenos são varridos do mapa quando uma onda de assassinatos em massa se inicia, ao mesmo tempo em que um grupo de fieis ao Jashinismo começa a se erguer, trazendo uma mensagem de esperança para os corações afligidos pelo sofrimento.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
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Angell
Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
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Oblivion
Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
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Futuramente teremos.
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[Crônica] — Yōkai - Publicado Sex 6 Maio - 0:18





[Crônica] — Yōkai  Mei-Mei-Jujutsu-Kaisen-full-3228885

Nee-chan, por que as pessoas nascem? — Era a voz de Naomi, entoando em não mais do que seus dez anos.
Na época, Mei não teve uma resposta para lhe dar.

[...]

Ogosho olhava para o céu, observando as nuvens carregadas que o vento das montanhas soprava para o Sul. Enquanto caminhava pelo mercado central de Fujisawa seus instintos formigavam conforme eram atiçados pela confluência interminável de odores e cores dos mais variados tipos.Mercadorias, das mais comuns às mais exóticas eram dispostas nas tendas e barracas, variando entre – mas não se limitando à – temperos, tecidos, joias e minérios. Seja qual fosse seu ofício, a visão era um banquete aos olhos de qualquer fabricante.

Sua atenção foi captada por algo se movendo acima da cidade, em voos circulares sobre os telhados. A jounin identificou a ave imediatamente, então, deslizando suavemente para dentro de um beco a fim de sair da visão dos demais, com alguns saltos simples pelas paredes alcançou o topo das construções. Esticou o braço esquerdo e a ave pousou ali, confirmando, pelo pacote que carregava junto a pata, que era um dos falcões mensageiros de Kumogakure.

Ara ara, o que temos aqui — havia passado os olhos pelo conteúdo da mensagem, após desfazer o lacre de fuinjutsu. — E eu que achei que iria aproveitar para relaxar — seu sorriso era ambíguo, mas não escondia a satisfação pelo que havia acabado de ler.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Sex 6 Maio - 6:11





[Crônica] — Yōkai  Mei-Mei-Jujutsu-Kaisen-full-3228885

Segundo as informações disponibilizadas na mensagem, o alvo era uma mulher de vinte e seis anos, natural de Kumogakure no Sato. Seu nome: Mishori Kayako. Ela tinha ingressado na AnBu após se tornar Tokubetsu, mas durante a gestão conturbada do Nidaime Raikage ela havia se aproveitado do caos administrativo para roubar pergaminhos sigilosos do governo e vender para a caótica Sunagakure. Desde então seu paradeiro era um mistério, até pouco tempo atrás quando os investigadores encontraram pistas sobre seu paradeiro no Continente Perdido.

Apesar de sua empolgação inicial, aquilo a estava incomodando, fazendo sua nuca queimar. Afinal, ela conhecia aquele nome, embora pertencesse a um passado muito, muito distânte, mas do qual ela jamais iria se esquecer.

[...]

Nee-chan! Anda logo, ou a gente vai se atrasar!

A pequena Ogosho estava parada na porta da floricultura, a expressão borbulhando de impaciência. Na mão esquerda trazia suspenso o embrulho de panos xadrez onde a mãe das garotas havia colocado o lanche de ambas.

Você é muito impaciente, Naomi-chan — uma cópia idêntica da criança desceu pelas escadas que davam acesso ao piso inferior onde a lojinha se localizava. Seus cabelos prateados refletiam o brilho que penetrava pelas frestas das paredes, como a superfície da Lua espelhando o Sol.

Não finja que não está ansiosa para nosso primeiro dia na Academia, Mei-nee-chan! — A gêmea protestou, cruzando os braços por alguns instantes. Logo em seguida pegou na mão da irmã e a puxou para fora, forçando-a a acompanhar seus passos rápidos pela calçada.

Boa sorte, meninas! Divirtam-se! — Sua mãe lhes gritou, debruçando-se sobre o balcão para vê-las se afastando. Ambas pararam para acenar de volta, sorrindo com entusiasmo antes de prosseguirem.

Quando o dia terminou, a sensação era de ter sido tão assustador quanto qualquer primeiro dia de uma criança na escola. A diferença era que ali não estavam aprendendo apenas Matemática ou História – a Academia existia para formar Genins, jovens prontos para ingressar nas Forças Militares da aldeia.

Mas, apesar dos pesares, foi naquele dia que ela conheceu uma garota de cabelos ruivos e olhos que eram duas pedras de ônix envoltos em magma, escuros e quentes ao se contemplar. De todas as crianças que participaram dos exames admissionais, apenas duas (incluindo aquela garota) tiraram a nota máxima de desempenho.
Ogosho Naomi, e Mishori Kayako.

Embora, por questão de alguns minutos, Mei fosse a gêmea mais velha, durante quase toda sua infância pré-formação, Naomi era a irmã que mais se destacava. Tirava as melhores notas, era tida como a mais esforçada entre ambas e recebia a maior parte dos elogios.

Os Ogosho na época eram uma família tão pequena e pobre que mal podiam chamar a si mesmos de clã. A mãe cuidava da pequena floricultura, enquanto o pai passava a maior parte dos dias fora do vilarejo à procura de espécies raras para cultivar. O dinheiro ia e vinha de forma inconstante, já que o ofício do casal não era realmente alinhado com a realidade de uma aldeia ninja.

A ideia de se tornarem kunoichis partiu de Naomi, que queria ajudar os pais a manter a renda da família. A lógica era simples: todo ano, seis das dez pessoas mais ricas na aldeia eram shinobis de alta patente. Quanto mais alto fosse seu rank e sua importância no país, mais missões de alto nível você receberia com pagamentos excelentes.

Naomi queria se tornar a maior kunoichi do mundo – um plano ambicioso, do tipo que só as crianças podem costurar. Portanto, olhando para sua empolgação, era natural que Mei tivesse decidido se tornar a segunda maior kunoichi do mundo. Não haveria como ser diferente, afinal – até então Mei nunca havia se dedicado a nada realmente, além de fazer os sonhos da irmã se tornarem realidade, por mais infantis e bobos que estes fossem.
Isso mudaria um pouco após conhecer Kayako.

Sua personalidade forte a fazia se destacar entre a multidão. Quando lutava, mesmo durante os treinos amigáveis, a intensidade de seus movimentos colocava todos em transe. Sua principal oponente nos treinos era Naomi, já que eram as duas melhores da classe. Até que certo dia o instrutor da turma trocou as duplas, e Mei acabou por enfrentá-la pela primeira vez.

As memórias daquele embate ainda se faziam vívidas na mente da jounin, mesmo após tantos anos terem se passado. O calor de Kayako fazia o instinto de batalha de Mei ascender, mas o combate não durou nem sequer um minuto completo.
Enquanto olhava para o teto, caída no chão sem saber como fora parar ali, Ogosho pôde ouvir a voz da garota com suas notas de óbvio desdém:

Eu só descobri que você existia quando estudei sua irmã para derrotá-la. Por um momento pensei que seria um problema, mas então, quando entendi você, percebi que sequer valeria meu esforço — a voz ficava mais baixa, com ela se afastando. — Eu jamais perderia para alguém sem um sonho próprio para defender.

Por quê? — Ela se lembra de ter perguntado.

Sem um propósito, você não pode ser minha igual. E apenas os iguais podem ser considerados rivais de mesmo nível.

[...]

Nee-chan, Ohai-sensei, eu sei o que pensariam sobre isso — inconscientemente ela amassou a carta, quase a destruindo entre seus dedos antes de guardá-la em segurança dentro de suas vestes e saltar de volta para a rua, retomando seu caminho pela avenida principal do comércio. — Mas eu vou gostar de cumprir essa missão.
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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Sex 6 Maio - 14:33





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Infelizmente não era tão boa em esconder a raiva como gostaria, principalmente com lembranças do passado retornando subitamente uma atrás da outra, o que acabava por atrair um pouco de atenção indesejada no trajeto. Dois guardas a olhavam de cara fechada enquanto passava, com seus brasões indicando pertencerem à facção Lohai, um grupo político que era contra a permanência de estrangeiros na cidade. Eram eles que faziam a guarda da fronteira e alfândega, e por culpa deles Mei quase não pôde entrar na cidade.

Suspirando, a Ogosho dobrou a rua e entrou em um beco para sair da visão da dupla, onde haviam alguns cartazes de desaparecidos, e foi quando, sem querer, acabou trombando em um grupo de três homens que faziam a rota contrária por ali.

Ei, olha por onde anda, vadia — um deles se queixou. Sua boca exalava um cheiro forte de bebida, e o mesmo poderia ser dito aos outros dois.  

Mei parou, ficando em silêncio por vários segundos antes de enfim responder:

Desculpe — então tentou continuar, mas sentiu uma mão pousando sobre seu ombro esquerdo.

não parece ser daqui. Eu não gosto de quem vem até aqui pra arrumar confu…

Dentre os animais, um dos instintos mais básicos é o de sobrevivência. As criaturas conseguem medir o nível de perigo apenas olhando umas para as outras e então tendem a reagir de quatro maneiras: fugir, congelar, lutar ou desfalecer. No instante em que Ogosho virou o rosto na direção do sujeito, ela liberou seu Sakki, submetendo o homem e quem estava perto a toda a pressão de sua intenção assassina, fazendo com que cada célula em seus corpos gritasse “PERIGO”.

Os que estavam mais distantes conseguiram dar alguns passos para trás antes de ficarem totalmente paralisados, e aquele que a havia tocado caiu de bruços no chão e começou a vomitar. Mei se afastou alguns passos para evitar ser atingida pelos fluidos, olhando para o trio com desprezo.

Tem razão, eu não sou daqui, então preciso que me ajudem, cavalheiros. Poderiam, por favor, me dizer onde fica a casa do magistrado?

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Sex 6 Maio - 16:37





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Ah, senhorita Ogosho, é um prazer enfim conhecê-la — o velho homem lhe disse assim que ela se apresentou.

Estava me esperando, magistrado? — Um meio-sorriso enfeitava seus lábios. Após conseguir fazer os três homens do beco pararem de tremer, eles a informaram como chegar até o prédio do governo.

Posso não ser um shinobi como vocês, mas é meu trabalho estar por dentro do que acontece nessa cidade. A chegada de uma oficial do País do Relâmpago não é o tipo de coisa que passaria despercebido — seu modo de falar era calmo e gentil, com óculos de meia-lua enfeitando seu rosto e colaborando para a postura que tentava passar. — Então, no que posso ser útil?

Sem desviar o olhar ela perscrutou sua face, em busca de qualquer reação que pudesse esboçar naquele momento.

O que sabem sobre uma mulher chamada Mishori Kayako?

Ele não mudou sua expressão, mas retirou um lenço de dentro das vestes e começou a limpar as lentes dos óculos. Sem eles, Mei percebeu como ele parecia muito mais velho que instantes atrás.

A senhorita Kayako… sim, sim, desconfiei que seria isso. Bom, sente-se, por favor — indicou a cadeira defronte à mesa. — Acredito que temos muito o que conversar.



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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Sex 6 Maio - 18:41





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Kayako-san, se me permite chamá-la assim, veio até nós há pouco mais de um ano. Disse ser uma emissária do País do Vento que queria fazer negócios com Fujisawa — Mei se mexeu desconfortável na cadeira. A semelhança entre as histórias era incômoda. — No começo, ninguém desconfiou de nada. Talentosa, sim, e muito, não tardou a ganhar o interesse do chefe da polícia, o senhor Tomioka-san. Soube que ele tentou convencê-la a se juntar ao esquadrão, algo bem incomum para um homem que hoje é um Lohai. Mas enfim, algum tempo depois ela mostrou suas garras e pelo que veio: invadiu o laboratório da aldeia e assassinou a chefe da divisão de pesquisas. Quando fomos investigar, encontramos vários documentos faltando nos ficheiros, mas ninguém sabia dizer o que era. Aparentemente, Tamayo-san estava trabalhando em um projeto secreto, e só ela sabia do que se tratava.

Ganhar a confiança das pessoas, e então as trair deixando um rastro de sangue e caos para trás. Sim, parecia ser coisa da Kayako que Mei conhecia. E se as informações eram verdadeiras, então ela veio ao Continente Perdido para roubar documentos sigilosos, algo que também batia com sua ficha.

A questão era: o que ela roubou? E por quê? Estaria trabalhando com Sunagakure todo esse tempo, ou era apenas mais um de seus disfarces? Algo mais ali não fazia sentido.

Isso faz quanto tempo?

Seis meses, se não me falha a memória. Foi durante um céu sem Lua, uma das noites mais escuras do ano.

A mensagem de Kumogakure dizia que ela ainda estava em Fujisawa, mas por qual razão? Supostamente já tinha o que queria, deveria ter voltado para o Velho Mundo na primeira oportunidade.
Ou, talvez, sua missão ali ainda não estivesse completa.

Agora, se me permite perguntar, Ogosho-san, qual  a relação de Kumogakure com essa mulher? Ou melhor, qual a sua relação com ela?

A súbita pergunta a pegou desprevenida.

O que lhe faz pensar que eu tenho algo a ver com ela?

Ele suspirou, recolocando finalmente os óculos no rosto.

Desde que entrou aqui, eu notei que estava impaciente, embora tenha tentado mascarar isso com uma pose altiva. Quando começamos a falar sobre Kayako-san, sua pressão sanguínea aumentou, algo que pude notar pela cor em sua face.

Não era um shinobi uma ova. Aquele velho tinha os sentidos de um ninja com anos de experiência em investigação.
Mei suspirou. Precisava ganhar a confiança dos locais, afinal, então não haveria por que mentir.



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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Sex 6 Maio - 21:22





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Os integrantes do Time 3 serão Ogosho Naomi, Ogosho Mei e Mishori Kayako. Estejam aqui amanhã às oito horas para conhecerem sua sensei. Por ora estão dispensadas.

Kyaa, isso não é incrível? Finalmente nos formamos oficialmente como Genins! — Naomi era um pequeno e intenso farol que irradiava luz no meio do trio. Estavam caminhando pelo pátio externo em direção aos portões da Academia, pensando no que iriam fazer com o resto do tempo livre até a reunião.

Eu devo ter feito um grande mal ao mundo na vida passada, para ter reencarnado como sua colega de time, Naomi-chan. Agora nunca mais terei um dia de paz sequer! — Kayako disse, com a mão no rosto.

Não tanto quanto eu, que reencarnei como irmã dela! — Mei disse, para então começar a rir com a garota enquanto a outra Ogosho se queixava entre ambas e fingia chorar pela ofensa.

Após a primeira luta entre as duas, Mei começou a se esforçar mais do que o dobro para alcançar a garota. Nunca antes havia sentido aquilo, mas por alguma razão dentro de si crescia o ímpeto de querer se aproximar de Kayako, de estar ao seu lado. “Apenas os iguais podem ser considerados rivais de mesmo nível”, foi o que ela lhe disse naquele dia. A intensidade da ruiva era como um Sol, alto e fulminante, do que ela só podia estender a mão para tentar tocar.

Com o passar do tempo, após meses e meses de esforço, finalmente estavam lutando as três no mesmo nível. E, tão natural quanto o Sol que nasce todas as manhãs, a rotina dos treinos em conjunto fez com que se aproximassem e se tornassem amigas.

No dia seguinte ao da formação chegaram cedo na sala e ficaram em silêncio. Ninguém admitiria, mas seus estômagos reviravam de nervosismo ante a iminência de conhecer a jounin que seria a líder daquele time. Até então nenhuma das garotas havia estado na presença de um Jounin, já que nem as Ogosho e nem Mishori vinham de famílias shinobi.

Quando a porta se abriu, a mulher que entrou deu três passos, acenou para o trio com um sorriso zonzo no rosto, então caiu de cara no chão. Entre calar os gritos de Naomi e socorrer a jounin, levou alguns minutos para perceberem que o forte odor que vinha do corpo dela era álcool, e ela caiu porque estava completamente bêbada.

Olá, garotos! Eu sou a sensei Ohai! — Ela finalmente falou após meia hora, quando acordou e se sentou na cadeira da mesa principal.

Somos garotas — Mei corrigiu.

Olá, garotas! Eu sou a sensei Ohai! — Ela repetiu, acenando com a mão direita. — Sejam bem vindas ao… Cara, minha mão sempre foi tão pequena assim?

As três trocaram olhares, silenciosamente se perguntando o que estava acontecendo.

Enfim, sejam… ahn… Por que estamos aqui mesmo?

Viemos conhecer quem seria a sensei do Time 3 — Kayako disse, em tons impacientes. Ela se pôs em pé e começou a caminhar em direção a porta. — Mas claramente houve um erro aqui, não tem como você ser uma Jounin. Eu vou sair e…

Assim que encostou a mão na maçaneta, uma kunai se alojou entre o vão de seus dedos indicador e anelar, em um ângulo onde não se deveria acertar aquele ponto sem a atingir antes. Mas ali estava um arremesso perfeito, impossível. Ficaram paralisadas, e quando traçaram o olhar até a mulher ela sorria triunfante.

Oh, eu não ouvi o que estava dizendo. Disse que não tem como alguém tão incrível e espetacular como eu ser apenas uma jounin? Concordo! Na verdade, eu já deveria ser Raikage!

[...]

Entendo — o magistrado se debruçou sobre a mesa após Mei concluir seu rápido resumo. — Então, no fim isso também é pessoal, já que você a conhecia. Vocês eram amigas? Por isso a odeia tanto?

A memória daqueles anos queimava sua garganta como veneno e Mei precisa se concentrar em sua respiração para manter a calma. Suspirou, após alguns instantes, na tentativa de se recompor. No fim, antes de deixar a casa do magistrado, Mei olhou para ele nos olhos para responder sua pergunta.

Ela matou nossa sensei.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Dom 8 Maio - 1:27





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Mei agradeceu o magistrado pelas informações e prometeu que o manteria informado sobre o caso. Logo em seguida deixou o prédio, ganhando acesso a rua que a essa hora se encontrava pouco movimentada.

Merda!

Para extravasar a raiva deu um soco contra a árvore que havia na calçada, provocando rachaduras em seu tronco.

"Eu nunca te vi perder a calma dessa maneira", Shukaku falou em sua mente. Mesmo naquele estranho mundo do subconsciente, onde mulher e besta ficavam cara a cara, a bijuu podia ver a raiva atrás dos olhos de Ogosho.

"Não faz sentido ela ainda estar nesse lugar após tanto tempo. Ou já foi embora e ninguém percebeu, ou está muito bem escondida."

"Não que eu me importe", começou, tentando soar desinteressado. "Mas por que não vamos falar com as pessoas que o velhote citou?"

Mei arqueou as sobrancelhas. Não era uma má ideia.

"O chefe de polícia que estava interessado nela, ele deve saber de alguma coisa que nos ajude a encontrá-la."

Segundo o magistrado, seu nome era Tomioka, e deu a entender que o homem já tinha uma certa idade. Mas também disse que ele era um Lohai, o que poderia acabar sendo um problema. Enquanto traçava sua rota para a central de policialmente da cidade, Mei podia apenas torcer para que o sujeito fosse mais moderado que seus companheiros.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Dom 8 Maio - 3:49





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Senhorita Ogosho, por favor me permita lhe acompanhar — o som rítmico da bengala batendo contra o chão anunciava a aproximação do magistrado antes que ela conseguisse se afastar do prédio. Ele usava roupas formais típicas daquela região e trazia um sorriso no rosto.

Senhor magistrado — a jounin o saudou novamente com uma pequena vênia respeitosa. Se sentia incomodada por não ter conseguido manter a compostura na reunião, mesmo com ele sendo tão atencioso e colaborativo. — Me acompanhar?

Ah, por favor, me chame de Quin. — Ele dispensou a formalidade com um aceno. — Você está indo ver Tomioka-san, não está? E não se surpreenda tanto, deduzir assertivamente é meu trabalho como magistrado.

Ela sorriu.

E tem feito um excelente trabalho, ao meu ver. Estou até me sentindo uma mulher muito fácil de ser lida.

Não se preocupe com isso, tenho certeza que qualquer outro paspalhão desses qualquer seria completamente rendido por você — gracejou, rindo. — Tomioka-san não tem sido um homem muito fácil de se lidar nos últimos meses, então acha que minha presença poderá lhe ser útil. Então, podemos?

Mei não conseguiu evitar o sorriso. Andando lado a lado, ambos seguiram pela rua sinuosa, agora começando a encher com as pessoas enfim saindo do trabalho e fazendo o caminho para casa. A mulher ficou a maior parte do tempo em silêncio, apenas se servindo ora ou outra de algum doce que trazia sempre consigo, enquanto Quin parecia se divertir falando sobre Fujisawa.

Está vendo aquele restaurante? — Ele apontava para os prédios por onde passavam. — Aquele lugar faz o melhor Udon de todo o continente, estou te dizendo. Ah, e ali está a melhor casa de chá de todas as nações, sem a menor dúvida. Sabe, deveria visitar esses lugares antes de voltar para casa, sem dúvida será uma experiência inesquecível.

E ele falou muito mais enquanto andavam. Seu tom de voz e sua genuína empolgação eram tão agradáveis que Mei não conseguia se entediar e acabava por ficar interessada no que ele tinha a dizer.
E, finalmente, chegaram no local. Uma grande construção, por onde pessoas entravam e saíam o tempo todo, mesmo agora.

Tem sido muito agitado ultimamente, com todas essas pessoas desaparecendo. Pois bem, vamos entrando, não há tempo a perder.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Seg 9 Maio - 16:44





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Graças a presença do magistrado, foi fácil cortarem por entre a multidão reunida no salão e chegar a até o balcão da recepção. Por coincidência, Quin identificou o chefe da polícia ali, falando com seus homens e os instruindo a como orientar as pessoas. Assim que se aproximaram o magistrado o chamou alegremente e começou a falar, mas no instante em que os olhos do homem pousaram em Mei sua feição mudou.

Eu não tenho nada para falar com uma estrangeira — disse bruscamente, já dando sinais de que iria se afastar.

Tomioka-san — o tom de voz e expressão no rosto do magistrado Quin indicavam seu espanto. — Esses não são modos de se falar com uma visitante que veio de tão longe. Além do mais, ela vai nos ajudar a encontrar a fugitiva que matou a senhorita Tamayo.

O chefe da polícia a olhou de cima abaixo, sem mudar a expressão de desprezo. Quando falou, sua voz grossa atraiu ainda mais a atenção das pessoas que trafegavam ali dentro:

Até onde eu sei, essa estrangeira pode muito bem ser uma colaboradora daquela mulher. O fato de Kayako ainda estar em nosso país indica que não está esperando por alguém que a ajude a sair. Que garantia eu tenho que essa daí não está nos usando para encontrar a amiga e depois fugirem juntas?

Quin pareceu horrorizado com a acusação. Ele abriu a boca para retrucar, mas Mei tomou a frente antes, querendo evitar uma discussão entre as duas autoridades locais.

Está tudo bem, eu entendo a desconfiança — sua voz soava calma e tranquila, embora por dentro estivesse fervendo de raiva. — Sinto muito que pense assim, Tomioka-san. Quero que saiba que desejo levar Kayako a justiça tanto quanto os senhores. — Ela realizou uma leve vênia respeitosa, mas ao perceber o desinteresse do homem apenas suspirou. — Agradeço pela ajuda, magistrado Quin, mas creio que não tenha sido uma boa ideia virmos aqui.


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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Seg 9 Maio - 22:56





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Apenas um momento, gostaria de ter uma conversa com o senhor Tomioka — o magistrado Quin disse, tentando amenizar seu tom com um meio-sorriso trêmulo.

Ela assentiu, entendendo o recado. Sendo o magistrado ele era, afinal , o superior de Tomioka e não podia deixar aquele comportamento passar impune. A jounin decidiu se afastar alguns passos e caminhar em direção a um dos quadros de avisos, onde haviam vários cartazes colados. Alguns eram instruções de conduta e segurança fornecidos pela polícia, mas a maioria parecia ser de pessoas desaparecidas, a grande maioria, ela não pôde deixar de notar, sendo garotas.

PERIGO

Seu instinto a alertou, quase como uma premonição. Mei pôde pressentir o perigo iminente, desviou o olhar para focar em Quin, sua expressão mudando para espanto. Antes que conseguisse dar o alerta, o prédio inteiro explodiu.

A explosão criou um mar de chamas que lambeu todo o salão, incluindo as dezenas de pessoas que haviam ali, enquanto a onda de choque empurrava tudo ao seu redor e provocava o desmoronamento da estrutura.
Mei não pôde ver nada, porém. No instante em que a bomba detonou, a areia correu ao seu socorro, envolvendo seu corpo em uma esfera protetora através da Suna no Yoroi.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Ter 10 Maio - 19:17





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"O que diabos foi isso?", a voz de Shukaku surgiu em sua mente a questionando.

A Suna no Tate ativou-se cobriu seu corpo no instante em que a bomba detonou e a areia havia absorvido todo o choque, impedido que ela sofresse qualquer dano, inclusive dos detritos que caiam sobre a esfera. Entretanto, também a vedava de enxergar o que havia no exterior, de maneira que ela se viu tão perdida quanto a Uma Cauda.

"Quin", ela se lembrou. Através de uma manipulação simples usando a própria areia da Suna no Tate Mei empurrou os destroços que estavam sobre si, liberando o caminho para abaixar as defesas e se liberar. Neste instante, a visão que teve foi de um verdadeiro inferno.

Os corpos – ou o que havia restado deles – de todos que estavam no salão haviam se espalhado no sentido da onda de choque. Onde quer que olhasse havia pedaços de gente, um pandemônio de braços, pernas e pedaços homogêneos de carne queimada. Ela olhou em volta procurando pelo magistrado, e acabou por encontrar a cabeça dele conectada a uma pequena parte do tronco e o braço direito, caídos contra um pedaço da parede que desmoronou.

"Acalme-se, Mei", a bijuu disse, sentindo o chakra começar a ser emanado pelo corpo da jounin.

Shukaku tinha razão. Independente do que estivesse sentindo, não era hora de perder o controle. Ademais, podia ouvir os gritos ali perto da multidão que estava se aproximando do prédio. Era melhor sair dali antes que...

Esse truque é novo, Ogosho-nee-chan.


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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Qua 11 Maio - 1:43





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Cabelos ruivos e longos, que caiam até abaixo da cintura. Olhos que eram duas pedras de ônix eclipsando um brilho ígneo e feroz, difíceis de se desviar o olhar. Ela usava um kimono púrpura, enfeitado com diversas ilustrações de pinheiros matsu acima de um córrego, e quando se movia parecia que as folhas balançavam com o vento. Estava parada sobre um dos destroços, dois metros acima do nível dos olhos da Jounin, com a luz batendo em suas costas.

A filha da puta era simplesmente linda, e Mei a odiava.

Kayako — não se preocupou em esconder o desprezo em cada sílaba. A outra sorriu.

Já faz um tempo, Nee-chan — enquanto falava, ela arremessou um pequeno fragmento de rocha contra a jinchuuriki. Mesmo à distância, Mei pôde identificar o brilho de chakra ao redor do objeto, que foi facilmente bloqueado pela areia da Suna no Tate. No instante do contato ele explodiu, mas sem causar transtornos. — Mas eu tenho certeza que você não usava Jiton naquela época.

Ela sorriu.

Se possível, prefiro que não me chame assim. Embora esteja feliz que tenha me poupado o trabalho de continuar te procurando, prefiro encerrar o assunto sem muita conversa.

Dito isso, uma parte da areia que estava ao seu redor foi moldada em cinco estacas, que ela então fez com que disparassem em direção a fugitiva. A velocidade e força do ataque eram tremendas, mas Kayako sorriu e, assumindo posição de batalha, golpeou para frente com a palma da mão aberta. Uma explosão foi gerada em sentido contrário ao seu ataque, repelindo as estacas e criando uma pequena onda de choque em sua direção, que ela saltou para trás para sair da área de efeito.

Então vamos fazer do seu jeito, perdedora.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Qua 11 Maio - 13:30





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A ruiva avançou em altíssima velocidade, exibindo em seus lábios um sorriso de pura satisfação. Seu punho estava envolto por chakra, porém mais uma vez foi bloqueado pela areia, resultando em uma pequena explosão ao contato. Antes que Mei conseguisse usar os grãos para agarrar seu braço ela gingou pela esquerda, tentando vencer a velocidade de seu ninjutsu e a alcançar para um golpe direito.

Talvez tenha sido seu próprio instinto que a alertou que estava muito fácil, pois no último segundo Kayako mudou de ideia e saltou para trás em um mortal, desviando por um triz da estaca que Ogosho havia projetado da areia do chão na intenção de atingir suas costas.  

Que habilidade irritante — a outra se queixou, balançando a cabeça em desagrado. — Então os boatos são verdadeiros, hein? Você se tornou a jinchuuriki do Ichibi.

"Meu nome é Shukaku, vadia burra.

Eu disse "sem muita conversa" — retrucou, no mesmo instante em que usava a areia residual no chão para formar a Desert Spada, moldando-a em um formato semelhante a uma serra e a enviando pelo chão para cortar a outra ao meio.

Kayako sorriu, então bateu com a palma da mão no solo. Imediatamente rastros de energia se formaram pelas rachaduras, semelhantes aqueles que ela havia visto na pedra jogada pela ruiva mais cedo. Pressentindo o perigo, Mei saltou no ar e conjurou a Sabaku Fuyū, aproveitando que o teto havia desmoronado para se elevar 15 metros acima do chão, alguns instantes antes de todo o solo explodir.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Qua 11 Maio - 15:53





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De alguma forma, a ruiva havia conseguido escapar da própria explosão e agora estava parada sobre um dos pilares que ainda se manteve em pé. Pairando naquela altitude, Mei recebia uma visão privilegiada não só dos arredores, mas também do que havia restado do prédio do quartel da polícia.
Era como se aquele cenário representasse o prelúdio de uma guerra.

Felizmente, a multidão de curiosos havia sido afugentada pelas explosões de Kayako. Mei sabia que qualquer reforço demoraria para chegar ali, uma vez que o pelotão de guardas mais próximo era o que estava no prédio no momento em que foi destruído. Seriam só as duas, tal como era certo.

Eeeeeeei, Nee-chan! — A mulher gritou, usando a palma das mãos ao redor da boca para amplificar o som, forçando uma vo infantil. — Desce aqui pra gente continuar brincando!

"Você está bem?”, Shukaku perguntou, provavelmente por ser capaz de compartilhar de partes das emoções da jounin.

"Vou ficar quando matar ela”, respondeu, puxando um pergaminho e um pincel de dentro da bolsa. Com um pouco de tinta rapidamente fez alguns traços no papel, enquanto Kayako a observava lá de baixo, a cabeça levemente tombada sobre o ombro tentando entender o que a jinchuuriki estava fazendo.

"Tomoe Shishi”, ela comandou, fazendo o selo de confronto sobre o pergaminho. Imediatamente o desenho criou vida e saltou para fora no formato de dois leões, mergulhando em direção ao chão e pousando suavemente alguns metros à frente da nukenin. Discretamente, no segundo em que eles começaram a se formar, Mei os havia marcado com seu selo do Hiraishin, e graças a cor dos mesmos a marca ficava perfeitamente camuflada.  

Seguindo seu comando, o leão da esquerda atacou avançando em um arco de meia-lua, usando os destroços para saltar entre eles e alcançar a ruiva. O da direita usou uma abordagem mais direta, avançando em linha reta.

O plano de Mei era pressionar a mulher a franqueando, para então usar o Hiraishin para a acertar diretamente em seu ponto cego. Estava prestes a executar esse movimento quando…

"Espere”, a bijuu a alertou, travando sua ação.

Kayako sorriu, e, como se não fosse nada, apontou uma mão para cada criatura cruzando os braços na frente do corpo. Uma explosão em larga escala foi liberada de ambas, varrendo não só os leões de tinta como também abrindo grandes fendas pelo chão à frente da mulher. O som de vidro de quebrando pôde ser ouvido por todo o quarteirão, quando todas as casas e prédios tremeram.

"Ela não é como as outras pessoas que enfrentamos”, constatou.

"Não”, Mei desfez a Sabaku Fuyū, pousando no solo. "Eu não realmente ganhei dela sequer uma vez até hoje.”

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Qua 11 Maio - 23:25





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“O quê? NENHUMA VEZ? POR QUE NÃO DISSE ISSO ANTES??”

“Não achei que fosse relevante”

“CLARO QUE É”

Por que você está tão nervosa, Meizinha? Até parece que não está feliz em rever sua velha amiga! — A ruiva bradou, enquanto corria em direção a jounin. — Não estava com saudade das nossas lutas?

À distância de dez metros, Kayako arremessou dez kunais de uma só vez, todas com com nagashi de seu elemento. A defesa absoluta de Mei as bloqueou automaticamente, mas também fez com que a ruiva sumisse de sua visão por alguns instantes.

Ela imaginou que estava tudo bem, já que não precisava ver a ameaça para que a areia agisse. Isso até sentir um tremor no solo, e antes que conseguisse reagir a nukenin emergiu da terra à sua frente, lhe acertando um soco no queixo que a jogou para trás.

A Suna no Tate amparou sua queda, mas um filete de sangue ainda escorria por sua boca. Havia deixado a guarda baixa e poderia estar morta nesse instante se a outra mulher não quisesse brincar com ela.

Você ao menos se lembra dela, Kayako? — A jinchuuriki se colocava novamente em pé, limpando o sangue com as costas do punho. — Você se lembra de Ohai?

Deixou sua fúria transbordar na última frase, comandando a areia através da manipulação para avançar em direção a mulher no formato de uma única e longa estaca. Logo em seguida realizou um rápido conjunto de selos e reuniu ar em seus pulmões, para então cuspir tudo na forma do Futon: Atsugai.

Por sua vez, a ruiva bateu com as mãos no chão e criou uma parede de terra que conteve o primeiro ataque, e escapou do segundo criando uma explosão que a lançou para o alto sobre uma plataforma de terra, enquanto a massa centrífuga de ar centrado destruía tudo onde ela esteve instantes atrás. Enquanto caia pegou sua plataforma e jogou contra a jounin, que a evitou saltando para trás antes da já esperada detonação.

Ah, então é por isso que está com raiva — já no chão a ruiva estalou o pescoço. — Mas é injusto você ficar me culpando até hoje, Mei-chan. Sabe muito bem que foi ela que se matou.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Dom 15 Maio - 13:30





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“Injusto?”

Mei mantinha sempre uma bala doce sob a língua, na tentativa de que a açúcar a ajudasse a manter a calma. Raramente funcionava. Seu punho se fechou, inconscientemente comandando para que a areia no chão formasse a Desert Spada mais uma vez. O ataque mal executado foi facilmente desviado pela ruiva, que sorria.

Ohai-sensei não pôde suportar a dor e a vergonha quando descobriu que uma de suas discipulas havia traído o vilarejo e vendido informações sigilosas ao inimigo, colocando todos em perigo. Na mesma noite, ela cometeu seppuku sem ter ninguém por perto — Mei cerrou os dentes, e quando voltou a falar estava gritando: — POR SUA CAUSA ELA ABRIU SEU ESTÔMAGO SEM NINGUÉM AO SEU LADO PARA A FINALIZAR! ELA AGONIZOU SOZINHA POR HORAS E HORAS EM UMA MORTE LENTA E TERRÍVEL!

Por um momento Kayako ficou em silêncio, sem reação, como se estivesse em choque. Mas, no instante seguinte, sua feição se contorceu em uma gargalhada alta e maliciosa, carregada de divertimento.

Então foi assim que ela morreu? Bom, não que seja problema meu, não é? Se sua determinação era tão fraca para desistir tão fácil, significa que viveu e morreu como lixo. Ohai…

No último instante a mulher de cabelos ruivos inclinou a coluna para trás e conseguiu desviar da estaca de areia que voou em sua direção, não a acertando em cheio entre os olhos por milésimos de segundos.

Não diga o nome dela. Não ouse sujar ainda mais o nome de nossa sensei com essa sua boca imunda — ela não estava gritando. Na verdade, o choque provocado pelas palavras absurdas de Kayako havia sido tão forte que Mei sequer conseguia esboçar uma reação facial. — Como pode dizer algo tão terrível? É como se… como se ela não tivesse sido nada para você.

Sua voz se perdeu aos poucos. Raiva não era mais a palavra correta para se usar, já que nesse ponto os sentimentos de Ogosho por Mishori haviam transcendido essa barreira.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Seg 16 Maio - 0:59





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Ohai-sensei dedicou seus últimos anos a nos tornar kunoichis que pudessem sucedê-la como jounins de Kumogakure. Ela nos passou tudo que sabia e depositou em nós sua esperança. Quando percebeu que teria que caçar uma de nós, seu coração não aguentou, porque nos via como suas filhas.

E mesmo assim, quando eu pedi… Não, quando eu implorei para que ela derrubasse Kagaya e se tornasse a Sandaime Raikage, ela se recusou a mover um músculo! Kumogakure estava se autodestruindo e ela era a sucessora óbvia. Poder, inteligência, capacidade de governar, tudo ela tinha em demasia. Ela teria sido a melhor Raikage que já tivemos, e eu estava disposta a lutar ao seu lado — em um acesso de raiva, Kayaku destruiu a parede à sua esquerda com o antebraço. — PARA O INFERNO, OGOSHO! PARE DE FALAR COMO SE FOSSE A ÚNICA QUE AMAVA A MULHER! Eu teria morrido para colocá-la no trono, e sei que você e sua irmã fariam o mesmo, sem hesitar. Mas ao invés de fazer o que era certo, ela rejeitou minha proposta e disse para que nunca mais falasse algo daquele tipo.

A ruiva apontou o dedo para a jinchuuriki, e naquele momento os olhos cor de ônis da renegada fumegavam como rocha derretida.

Percebe? Foi ELA quem nos traiu e abandonou primeiro. Foi ELA quem deu as costas a Kumogakure quando o vilarejo mais precisava — um meio sorriso, que era uma mescla de raiva e desdém, enfeitava o rosto dela enquanto falava. — Eu soube que aquele Uzumaki Kazuha assumiu no fim das contas, e ele não era mais do que um dos cachorrinhos de Kagaya. Deveria ter sido ela, se não fosse fraca demais para tomar o que era seu por direito.

A sensei nunca começaria uma guerra civil que jogasse o vilarejo contra si mesmo. Você buscava uma solução rápida e suja, mas ela queria uma saída diferente. Ela buscava o melhor para a vila, e provavelmente não queria nos ver lutando contra amigos.

Mas agora, esteja onde estiver, ela verá suas amadas alunas lutando até a morte — a ruiva ergueu o punho direito, fazendo o selo de confronto; já não estava mais sorrindo. — Sangue, ainda que quisesse evitá-lo, este é o legado que Ohai-sensei deixou para trás em sua morte. Eu sou herdeira desse legado, e vou matá-la para provar isso.

Ela ensinou para você tudo que sabia. Desde o dia em que você fugiu, eu jurei que iria matá-la para que não sujasse seu sensinamentos — Ogosho ergueu o punho, imitando o selo de confronto. Até aquele momento a luta de ambas poderia ser comparada a duas crianças brincado; hora derradeira iria começar agora: — O verdadeiro legado de Ohai-sensei é a luta por um futuro onde houvesse paz e segurança. Foi este o desejo que eu herdei de nossa mestre e que tentarei passar a meus alunos, e por isso vou selar essa paz com sua morte.

Sangue e destruição. Paz e esperança.
A verdadeira herdeira dos desejos da sensei seria decidida naquele confronto.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Seg 16 Maio - 15:26





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A ruiva foi quem atacou primeiro, liberando uma enorme explosão em cone com as mãos apontadas para a jounin. Esta, por sua vez, percebendo que sua Suna no Tate não bastaria, realizou um rápido conjunto de selos e bateu com as mãos no chão, fazendo com que diversas paredes de terra surgissem à sua frente através do Doton: Tajū Doryūheki.

Seu contra-ataque veio de imediato; usando a areia ao seu redor, Ogosho atacou em pinça pela esquerda e pela direita, apenas para ser repelida pela renegada. Esta então anaçou em altíssima velocidade contra a jinchuuriki, que, por sua vez, deliberadamente desativou a Suna no Tate. O movimento inesperado confundiu a renegada, que de repente se viu em uma luta corporal.

Oh, então vai ser assim? — A outra mulher sorriu.

Exatamente assim, como nos velhos tempos — respondeu, assumindo uma postura de combate.

"Na mão?!"

Elas correram uma na direção da outra e imediatamente começaram a trocar golpes. Era visível, logo de cara, que nenhuma delas era excepcionalmente boa em taijutsu, já que suas especialidades enquanto kunoichis eram o uso de Ninjutsu. Mas Kayako parecia se sobrepor levemente sobre a de cabeos platinados, demonstrando uma intensidade maior em seus golpes.

Cada contato que seus braços faziam resultava em uma pequena explosão – embora, estranhamente, Mei não parecesse estar sendo afetada, e mantinha a troca sem hesitar.

"Entendi! Isso é Nintaijutsu!"

Ao redor dos braços de ambas havia um fluxo constante de chakra, com as garotas reforçando seus corpos através de suas respectivas Kekkei Genkais. Cada acerto do Bakuton resultava em uma detonação pequena, motivo pelo qual o NinTai da ruiva era absurdamente poderoso; porém, do outro lado desse confronto, Ogosho fluía chakra de Jiton com as propriedades de Suna, o que criava uma camada protetora que superava a força das explosões.

Um soco visando o rosto da jounin, que ela afastou em um movimento rápido com o antebraço, logo em seguida contra-atacando mirando na traqueia da ruiva. Esta segurou sua mão, encerrando o movimento com uma cabeçada que afastou ambas. Sem perder tempo, a renegada correu e tentou uma rasteira, falhando no instante em que Ogosho saltou para cima, escapando do ataque, e aproveitando para girar o corpo no ar e acertar um chute na lateral da cabeça da ruiva.

Ela caiu, mas logo estava de pé novamente, sorrindo.

Parece que melhorou um pouco, mas já se esqueceu? Você não pode me derrotar, Ogosho!

A jinchuuriki suspirou.
Já havia areia o suficiente espalhada pelo campo.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Seg 16 Maio - 17:50





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“Sabe, Kayako, no fim você estava certa sobre aquilo. Durante todo o tempo em que estivemos juntas, em todas as nossas missões e batalhas, só havia um desejo em meu coração”, ela juntou as mãos, formando o selo do Carneiro. Em sua mente vinham os rostos e nomes das pessoas cujas vidas haviam se entrelaçado com a sua. As feições doces e determinadas de sua irmã Naomi, o rosto quentinho e inocente do bebê Megumi, a quem ela havia aceitado proteger. A força e dedicação nas palavras e intenções de seus alunos Yuta, Nezuko e Kawonin, que haviam declarado o desejo de proteger a vila e seus moradores. Kaonashi-san, que parecia adorar falar e lutava sem medo pela aldeia. Lan, o médico que mostrou seu valor ao lutar ao seu lado em meio a um massacre de Chori. A jovem Nora, que progredia rápido e trazia orgulho à Nuvem. E Kazuha-sama, o esforçado Sandaime Raikage, que desde o início confiou em Mei para estar ao seu lado, mesmo quando quase toda a vila lhe deu as costas por ter herdado um demônio. E muitos, muitos outros rostos que cruzaram seu caminho até ali. Shinobis, kunoichis, pessoas comuns e até mesmo crianças, todos que eram parte de sua grande família.
“Eu só precisava provar que não estava desperdiçando minha vida”

Ryoiki Tenkai: Jiba.

Toda a areia espalhada pelo campo de batalha correu para atender ao seu comando, erguendo-se na formação de uma imensa cúpula que confinou ambas em seu interior. Kayoko pela primeira vez até aquele momento demonstrou uma reação de preocupação, possivelmente por não saber o que estava acontecendo. Rangendo os dentes ela decidiu atacar, só então percebendo o que havia acontecido ali.
Não importava quanta força fizesse, não era mais capaz de usar sua velocidade máxima.

A Expansão de Domínio: Campo Magnético entrava tanto na categoria de Kekkaijutsu, por erguer uma barreira altamente resistente de ambos os lados, como também era um Juinjutsu que afetava o Sistema de Circulação de Chakra de todos em seu interior, com exceção da hospedeira do Shukaku, causando letargia em seus movimentos. Como resultado, dentro de seu domínio Ogosho, e apenas ela, era a criatura mais rápida existente.    

Me desculpe, “irmã” — usando toda sua velocidade, combinando os efeitos do Ichibi Chakura Modo com o Shunshin no Jutsu, a Jounin, em um instante, estava com a mão esquerda, envolta pelo manto, atravessando a caixa toráxica da mulher. — Mas isso acaba aqui.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Seg 16 Maio - 19:53





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Seus olhos se encontraram. A expressão no rosto de Kayako era uma mescla de espanto, confusão, e medo.

Isso… não é justo. Eu… que deveria… ser a melhor… — seus olhos então brlharam em fúria e dor, enquanto algumas lágrimas escorriam por eles. — Ela te ensinou um jutsu a mais. Ela te favoreceu, isso não é justo! Não é justo!

Mei puxou o braço, deixando que o corpo da ruiva tombasse no chão. O buraco em seu peito era uma sentença de morte irreversível, pelo menos para qualquer uma das duas. Finalmente sentindo que suas pernas iriam ceder, ela se deixou cair ao seu lado, desativando sua transformação.

Ah, como eu queria que isso fosse verdade. Se ao menos eu conseguisse me enganar, tornaria tudo isso muito mais fácil. Mas nós treinávamos sempre juntas, e nunca, nem sequer uma vez, ela favoreceu uma de nós. A sensei não via diferença em suas alunas, para ela éramos iguais.

Ela havia se preparado para aquele momento. Em seu coração se dedicou a matar o sentimento por Kayako muitos anos antes de enfim se confrontarem pela última vez.
Mas agora se dava conta que era apenas uma mentira que contava a si mesma, pois as lágrimas não paravam de cair. Elas queimavam seu rosto contra o ar gélido da noite, mas nem se comparavam à laceração que sentia em seu interior.

A Expansão de Domínio: Campo Magnético é um jutsu que eu mesma criei. Considere uma evolução do que ela nos ensinou.

A compreensão veio como uma epifania, fazendo a ruiva rir em meio ao choro.

Eu realmente te odeio, Ogosho.

Silêncio. Por tanto tempo, que Mei achou que ela já tinha morrido. Mas então sua voz ecoou pela última vez:

Ei, vou estar te esperando no inferno junto a Ohai. Então vê se não demora.

Mei sorriu. Com a morte de Kayako, tant osua missão quanto seu objetivo pessoal estariam encerrados.

Espere na sombra, desgraça.


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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Sab 21 Maio - 15:47





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O Incidente de Fujiwara, como mais tarde iria se eternizar nos registros, foi divulgado como um atentado terrorista de uma kunoichi renegada em busca de desestabilizar a relação entre o velho e o novo continente. Obviamente, por trás dos panos, o Estado-Maior de ambas as aldeias estaria ciente de que as reais razões por trás do ataque de Kayako ainda não eram claras.

Graças a influência geopolítica da Nação da Relâmpago as tentativas da facção oposicionista ao atual governo de responsabilizar Ogosho Mei pelos danos causados foram impedidos e a Jounin receberia os agradecimentos da liderança de Fujiwara por ter derrotado a nukenin. Nas ruas da cidade o clima era um misto heterogêneo de festejo e luto, comemoração e pesar. O povo de Fujiwara se alegrava pela morte da criminosa que já os havia causado perdas no passado, ao mesmo tempo em que chorava pelos mortos na delegacia e arredores.

Dentre as baixas, o velho magistrado Quin, uma morte que a jinchuuriki se pegou lamentando. Mas não se permitiu ficar de luto; ainda que os nativos quisessem tratar o assunto por encerrado, e por mais que a sua missão para Kumogakure estivesse de fato encerrada, ela ainda não havia terminado.

Então é isso, a custódia do corpo de Kayako ficará sob sua responsabilidade, conforme combinado — o Magistrado Interino era um homem novo, principalmente em comparação ao antigo. Mas seu modo de falar e tom ostentava a alta classe fujiwariana. — Algo mais que possamos fazer por você, senhoria Ogosho?

Sentada sob a cadeira de mogno, com a trança a lhe ocultar metade da face, Mei mantinha as pernas cruzadas uma sobre a outra e o rosto apoiado sobre a mão esquerda. Sob a língua mantinha uma bala açucarada, muito importante para manter a postura calma. Seu sorriso naquele momento era o de quem estivera no aguardo daquela pergunta.

Há mais uma coisa, para ser sincera. Na verdade, fui enviada até esse país para negociar o transporte de mercadorias raras… bom, matérias-primas, melhor dizendo, para Kumogakure.

Ah, sim, é claro — o pequeno sorriso no canto dos lábios do garoto revelava que ele havia se animado com o novo assunto. — E de que tipo de matéria-prima precisaria?

Do tipo que se pode jogar em uma fornalha e transformar em uma espada — sorriu. — Minérios. Joias, talvez, futuramente. Podemos começar com itens de forjaria, e quem sabe que novos negócios poderemos fazer mais para frente.

A conversa se seguiu por um longo tempo; conforme ela veio a descobrir, a família do Magistrado Interino eram comerciantes navais e por essa razão ele ficou feliz em tratar de negócios com ela. No fim, além de cumprir o pedido de Kazuha-sama, Mei aproveitou para comprar um minério de classificação “Raro” usando seu próprio dinheiro.
Muito mais tarde, quando já era noite, enfim deixou o prédio e voltou às ruas

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Sab 21 Maio - 22:00





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Mesmo a esse horário o movimento ainda estava agitado e o ar cheirava a incenso.

“O que houve com o corpo dela?”, era a voz de Shukaku em sua mente.

“Eu pedi para que nossos homens levassem para o navio e mantivessem sob conserva na minha cabine", respondeu, sem esboçar reação. Em parte, era responsabilidade dela levar o corpo de uma nukenin da Nuvem novamente para aldeia, principalmente um contendo uma Kekkei Genkai que nem ela compreendia totalmente. E, em parte…

“Como você está com tudo isso?”

Ela manteve o passo, prestando atenção em todo movimento ao seu redor. Por dentro, sentia-se calma… Calma demais, ela própria sabia disso. Durante toda a operação esteve se deixando levar pela emoção, algo que procurava evitar ao máximo. Nos momentos finais do confronto era como se tivesse regressado no tempo e retornado à época anterior ao governo do Nidaime, quando o Time 3 de sua geração ainda estava completo, e ela e Kayako eram apenas duas colegas disputando em um combate quem era a mais forte.

Do Time 3 original, apenas ela ainda permanecia em Kumogakure. Embora sua irmã gêmea ainda estivesse viva, nunca mais havia tido notícias dela desde que lhe entregou o Shukaku e Megumi, prometendo voltar em breve.

“Você se lembra de Naomi?”, ela perguntou para a besta.

“A mulher irritante que me roubou e me selou dentro de você?” seu tom de voz era claramente de alguém irritado. ”Não, não faço ideia de quem seja”.

“Ela também é uma nukenin. Durante a Era Kagaya tivemos muitas fugas na vila, e a maioria fomos incapazes de impedir.”

Houve silêncio por alguns instantes, onde apenas o som das vozes e passos eram ouvidos.

“Está se perguntando se também terá que matar sua irmã?”

Ela parou. Algumas pessoas que transitavam pela rua a encararam, antes de contornar por longe de seu corpo e se afastar. Quem olhasse diretamente para seu olho poderia facilmente ver um reflexo de sua própria morte, tamanho eram os sentimentos negativos que emanavam da jounin naquele momento.

“Naomi me prometeu que voltaria para Kumogakure. Desde então, eu nunca mais a vi. Minha irmã sempre foi uma garota inconsequente, mas não é do tipo que quebra promessas tão facilmente.”

“Bom, ela traiu a vila uma vez, não foi?”

“Kayako não parava de me chamar de “irmã””

“Hmm… Eu achei que só estivesse querendo te provocar, não?”

“Nós éramos mais próximas, mas ela só chamava Naomi assim. Era seu sarcasmo natural, porque Naomi se referia a ela como sua irmã.”

“O que está querendo dizer, Mei?”, pela expressão da fera, ela estava começando a acompanhar o raciocínio da mulher.



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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Dom 22 Maio - 0:43





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Ela havia apoiado a mão esquerda sobre a parede de uma das casas. Sem que percebesse, seus dedos se fecharam conforme a energia da besta fluía por seu corpo, moendo partes da rocha usada na construção.
Subitamente veio, subitamente se foi. Regulando sua respiração, a jinchuuriki acalmou os nervos, usando de seu grande controle sobre seu chakra para mantê-lo dentro do corpo.

“Em algum momento essas duas se encontraram novamente. Não tenho evidências, mas meu instinto me diz que Kayako não estava trabalhando sozinha. E você disse que Naomi roubou você, certo?”

“É…”, ele concordou, a contragosto. “Mas eu não sei de quem, não me lembro de nada desde meu último hospedeiro”

“Talvez as pessoas de quem ela roubou a urna sejam as mesmas com quem ela trabalhava. E se ela e Kayako mantinham contato, então pode ser que estivessem juntas na organização.”

“Então… você vai mesmo matar ela também?”

“Eu tive que matar Kayako porque era fraca demais para contê-la”, ela internamente se amaldiçoava. Mesmo usando seu poder máximo apenas venceu por um golpe estratégico, tendo criado alguns instantes de vantagem com a Ryoiki Tenkai: Jiba, o suficiente somente para um ataque fatal. Se tentasse prolongar a luta a ruiva a venceria por poder de fogo. “Shukaku, eu preciso me tornar mais forte. Precisamos ir além do Chakura Modo. Existe algo nesse nível?”

Dentro de seu subconsciente, onde a mulher e a besta podiam se olhar cara a cara, a bijuu sorriu. Quando se moveu, as correntes simbólicas que a prendiam fizeram o som ecoar por todo o espaço de sua mente.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Dom 22 Maio - 22:28





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“Se quiser, pode chamar de Shukaku Modo. Durante todo nosso tempo juntos, nós usamos a troca de energia para equilibrar nossas transformações. Chakra, emoções, tudo que nos ligava, ou eu cedia a você, ou nós barganhavamos partes iguais, mantendo o equilíbrio das forças. Essa parceria funcionou graças ao seu incrível controle e determinação, algo raro entre vocês humanos. Mas o que vem a seguir é diferente de tudo que já experienciou, Ogosho Mei”

Shukaku sempre mantinha um tom sarcástico e casual, do tipo que se usa para conversar com alguém que você mais ou menos gosta. Dessa vez não era diferente; em sua mente ele sorria, de uma forma que a lembrou do Magistrado Interino. Eram as feições de alguém que iria gostar do que viria a seguir.

“Continue.”

"Ao invés de trocar nossos chakras, iremos fundi-los. Durante a transformação, nós seremos um. Para isso será preciso que quebre as correntes que me mantem controlado.”


À essa altura a jounin já estava fora dos limites urbanos do vilarejo. Havendo a necessidade de manter sigilo sobre aquilo que viria a seguir, ambos acharam melhor que se afastassem dos olhares curiosos dos aldeões de Fujiwara.

Ouvindo as palavras de Shukaku a mulher se pôs a pensar, refletindo sobre a natureza daquela transformação. Durante a execução do Ichibi Chakura Modo ela separava o chakra da bijuu do seu próprio, ao mesmo tempo em que realizava trocas constantes em um efeito de cabo-de-guerra. Já havendo ali o perigo de se deixar ser tomada completamente pelo chakra do Ichibi, julgando pelo que Shukaku lhe estava pedindo agora…

“Shukaku…”

“Hm?”

“Eu confio em você.”
, disse, com tamanha sinceridade que surpreendeu até a criatura.

Então, fechando os olhos e se concentrando em seu interior, Mei removeu a barreira que mantinha o poder de Shukaku confinado, permitindo que todo seu chakra fluísse por dentro dela.
A partir de agora não haveria mais como voltar atrás.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Seg 23 Maio - 23:55





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Ao longo da sua jornada, Ogosho Mei havia se esquecido de seus motivos para se tornar mais forte. A perda de sua sensei, a separação de sua irmã e a traição de Kayako a fizeram deixar de lado os objetivos que originalmente norteavam seu caminhar; após tais eventos ela havia decidido deixar de lado ideais nobres e qualquer pensamento heroico que um dia tivesse nutrido, para focar única e exclusivamente no que era melhor para si. Por essa razão a segunda metade de sua carreira como kunoichi se traduzia na vaga e, por que não dizer, superficial, tentativa de se tornar a mulher mais rica do mundo – pois dessa forma, e somente assim, sentia que seria capaz de preencher o enorme vazio dentro de sua alma.
Era um placebo. Um objetivo artificial, que lhe servia para manter a mente focada.

Mas, então, ela começou a conhecer pessoas com quem passou a se importar. Pessoas que ela descobriu que gostaria de proteger, por quem valeria a pena lutar. Nessa mesma época conheceu seu demônio interior, e ele a conheceu.
Shukaku, a Besta de Uma-Cauda. Encarnação da Areia, Monstro Tanuki, eram todos títulos que se referiam a mesma criatura, um ser formado por pura energia, uma colossal massa viva de chakra. A primeira vez em que estiveram cara-a-cara jamais sairia de sua mente, a recordação de ter sentido aquela presença esmagadora, sufocante.

À principio a relação entre eles foi tão conturbada quanto se poderia ser. Shukaku sentia ódio por se ver aprisionado, e Mei o tratava como se fosse uma arma, um meio para engrandecer seus poderes. Raros eram os dias em que a besta não ameaça tomar seu corpo, e por semanas ela sequer pôde dormir. Comentários capciosos, provocações mútuas, estes eram apenas o âmago de seus diálogos. A mudança, entretanto, não veio de forma súbita.

Dizem que a única maneira de conhecer alguém de verdade é convivendo com ela. Poderia existir então forma melhor do que dividindo um mesmo corpo? Shukaku passou a reconhecer Ogosho como uma aliada valorosa, e Mei começou a ver a criatura como um ser vivo, com consciência, e não um objeto a ser usado. Através do compartilhamento de sentimentos negativos entre ambos, ela entendeu como que a bijuu se sentia sendo usada por anos, séculos, talvez até milênios. Ambos passaram a se respeitar como aliados, cada qual seguindo suas próprias motivações. Ela ainda desejava se tornar mais forte, e ele queria provar ser o mais poderoso dentre os irmãos. Para Shukaku, Mei era a hospedeira perfeita, aquela que conseguia extrair o máximo de suas habilidades.

E, sem que percebessem, estavam se tratando como amigos. Mei entendia o ódio da bijuu, e agora, após todo aquele tempo juntos e, principalmente, do que presenciou em Fujiwara, Shukaku também entendia a dor que a mulher estava carregando. As razões para ser alguém de sangue frio, que falava pouco e sempre optava por trabalhar sozinha quando possível. Depois desse dia, até a opinião negativa dela para com as crianças havia se tornado mais claro para ele: era porque elas a lembravam de seu passado, daquele tempo onde as três amigas corriam juntas por Kumogakure, transbordando de sonhos, desejos e inocência. Ele a compreendia agora – e estava disposto a ajudá-la.

Quando o poder da criatura foi liberto, era como se o corpo da jinchuuriki estivesse se transformando em chakra. Ia muito além do que havia experienciado com o Ichibi Chakura Modo, a sensação que tinha percorrendo cada fibra de seu corpo era de leveza, força, poder. Ela olhou para suas mãos, dedicando instantes para observar o manto que havia se formado ao redor de si.
De todas as milhares de coisas que ela queria dizer naquele momento, apenas uma escapou por seus lábios:

Obrigada.

"Vamos tentar não nos tornar excessivamente sentimentais", ele a respondeu, mas ela sabia que estava sorrindo. Naquele momento, não apenas chakra, mas emoções eram trocadas entre eles, sentimentos e pensamentos que os conectavam em níveis mais profundos do que era possível com outro ser humano. "Sem tempo a perder, precisamos encontrar sua irmã."

Sim. Estava na hora de voltar para casa.

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado Qua 25 Maio - 15:51

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Re: [Crônica] — Yōkai - Publicado