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12 Anos Online
Alvorecer
Arco 04
Ano 16 DG
Inverno
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
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Angell
Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
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Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
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[Cena] O profano. VNYra6x

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[Cena] O profano. - Publicado 2/5/2022, 22:19


風の天才

Uma missão extremamente sigilosa estava para ser decretada pela elite da Areia e somente um Chunin deveria ser encarregado de tal. Procuraram por milhares de nomes sendo que somente um deles chamou a atenção devida. — Kōga, Kōga Hatake — murmurou um deles, apontando para a figura do jovem de cabelos esbranquiçados. — Ele parece ser o mais inteligente diante desses moleques mimados. — complementou o outro, levantando da cadeira por consequência e sinalizando na direção de um mascarado que fazia, pelo visto, a segurança da porta. O mascarado aproximou-se em passos lentos, chegando a exatos um metro de distância do homem da elite. — Leve estas instruções ao prodígio Kōga Hatake. Provável que vá encontra-lo em sua casa, na periferia do vilarejo, apartamento 2 B-1. — as informações foram recitadas e o mascarado, consentindo com a cabeça, sumiu aos olhos treinados dos dois homens da elite, utilizando uma técnica de cintilação corpórea. O sobretudo enegrecido entrava em contato direto com os raios solares de meio dia da Areia, conforme se postava em direção a periferia, utilizando a mesma velocidade de outrora. Não tardou em chegar no prédio, de frente a porta do apartamento B-1. Duas batidas secas foram suficientes para receber uma resposta vinda de dentro do cômodo. — Já vou. — a voz cansada ecoou, galgando aos ouvidos do mascarado. A porta faz seu barulho característico de madeira velha e Seiji, o Salgueiro fitou o homem dos pés à cabeça. — Procuro por Kōga. — foram as únicas palavras do sujeito, em tom sério o suficiente para faze-lo ir na direção do corredor.

— Garoto... — ele me chamava do outro lado do cômodo, com sua voz protuberante, como se fosse um assunto importante. Estava no meio do meu treino de percepção, aonde jogava uma bola pequena, amarela, na direção da parede com extrema força e buscando que rebatesse e voltasse. Independente da direção que iria voltar, tentava perceber sua trajetória e intercepta-la com as ambas as minhas mãos. Assim se sucedeu todo o treino antes de ser interrompido por Seiji. — No meio do treino, velhote? — indaguei-o, com olhos repreensivos. Antes que ele pudesse se justificar, continuei. — Sabe que preciso me concentrar, principalmente nos treinos. Preciso treinar para alcançar meu ápice. Nossa família precisa... — tentei finalizar, mas, os olhos esverdeados dele me repreenderam de imediato. Calei-me. — É um mascarado. Ele procura por você, seu idiota. Anda logo... — disse, por fim, sussurrando conforme buscava o corredor estreito do pequeno apartamento. Consenti com a cabeça, soltando um singelo sorriso, amarelo, de canto de boca. Vagarosamente, movi-me pelo mesmo corredor estreito, indo em direção a sala-cozinha. Fitei o homem mascarado, portanto um sobretudo enegrecido e, nas mãos, ao que tudo indicava, um pergaminho. A bandana da Areia fazia-se presente no bíceps direito dele, quebrando qualquer pensamento sobre ser um invasor ou algo do gênero. — Pode falar, senhor. — levei minha destra até a boca do estômago, inclinando meu corpo como forma de respeito ao superior. Me aproximei mais dele, ficando a exatos três metros da porta, esperando pelas instruções do homem.

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Re: [Cena] O profano. - Publicado 3/5/2022, 01:36


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O mascarado sorriu por dentro da mascara. Via ali, na sua frente, o futuro da Areia, com o corpo completamente exausto de tanto treinar. — Você foi requisitado para uma missão oficial. A elite precisa que fique de olho em um homem chamado Yuri. Ele é suspeito de traficar as crianças do nosso vilarejo para outros vilarejos menores nos arredores do país do Vento. Precisamos que fique atento em todos os movimentos do suspeito e, de forma alguma, aja precipitadamente. Queremos informações cruciais e apenas isso. Não banque o herói, afinal, você não é um. — as palavras dele eram contundentes e fazia com que o jovem Kōga recuasse um pouco, mostrando o semblante de desdenho perante à missão. — Leve essa missão a sério, moleque. Várias famílias dependem da resolução desse caso. Gostaria que sua irmã fosse raptada por um verme igual Yuri? — serviu como um golpe direto ao estômago do Hatake, pensando em como seria caótico ter sua irmã raptada e levada à outra vilarejo, sabe se-la para quais fins. Consentiu, por fim, com a cabeça, servindo como gatilho perfeito para que o mascarado desse lugar à uma complexa cortina de fumaça que se dissipava aos poucos, mostrando que não estava mais parado frente a porta. O pergaminho em mãos encontrava-se no chão e, por sua vez, Kōga se aproximou, pegando-o com ambas as mãos para uma posterior leitura. Seiji estava no centro da pequena sala, analisando o comportamento do prodígio Hatake perante a nova missão. Não conseguiu escutar sobre o que se tratava, mas ver o semblante dele trouxe um ar pesado ao apartamento.

''Sua missão começa amanhã. Trate de documentar todos os passos de Yuri, para onde vai, de onde vem e com quem fala. Tudo, absolutamente tudo é de extrema importância para o resultado final da missão. Ele trabalha na mercearia do Sr. Fukasa, das dez da manhã até às cinco da tarde. Boa sorte, jovem.''

Ri ao término da leitura. É engraçado a forma com que os da elite tratam suas joias no papel, mas, em ações, são os piores ratos desse esgoto a céu aberto que é Sunagakure. — Vou finalizar meu treinamento, Seiji. Não se preocupe, eu mesmo irei matar esse verme. — proferi, caminhando vagarosamente de encontro ao meu quarto, aonde continuaria com o treino de precisão. Dentro do pequeno quarto, meu cubículo pessoal, peguei a mesma bolinha de outrora, arremessando mais uma vez, utilizando minha máxima força no movimento. A bola voou em direção a parede, chocando-se contra ela e, por consequência, indo de encontro a outra parede. Antes que conseguisse colidir contra a outra parede, levei minha mão, tendo total percepção da trajetória que ela iria fazer, interceptando a bolinha utilizando chakra para fazer com que ela flutuasse próxima do encontro com a outra parede. — Fico cada vez melhor nisso aqui. Consigo ler os movimentos da bolinha com precisão e utilizar o chakra para antecipar os movimentos dela, assim, conseguindo controla-la com certa facilidade. — sorri, arqueando a destra para cima, buscando lançar uma vez mais a bolinha. O processo foi o mesmo, durante horas e mais horas até ser atrapalhado por pelo Salgueiro. — Já são onze horas da noite, Kōga. Preciso descansar e você tem um dia atarefado amanhã. — gritou do outro cômodo. Era o sinal perfeito para finalizar o treinamento. — Desculpe. Vou parar por agora. — proferi, com um sorriso de orelha a orelha, fitando as marcas nas paredes provindas do atrito entre a bolinha e elas. — Se ele ver isso aqui, certeza que vou morrer. — sussurrei. Talvez buscar um refino maior no controle sobre meu chakra, a partir da bolinha, fosse o inicio ideal para progredir e melhorar, mas só de pensar na missão que teria de lidar no dia seguinte, deitei na cama com um longo suspiro, olhando pro teto do quarto até pegar no sono.

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Re: [Cena] O profano. - Publicado 3/5/2022, 14:39


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A noite consumiu sua mente e junto dela, os pensamentos mais sombrios acerca de Yuri, o homem que deveria ser investigado pelo Hatake. Imaginar o que ele fazia raptando as crianças, criava certo repúdio em seu âmago mais profundo. O estômago estava embrulhado e sequer o cheiro familiar da rāmen, utilizando a típica massa japonesa, junto de um caldo feito com galinha e especiarias da Areia, que estava sendo preparado pelo Salgueiro, foi suficiente para abrir a apetite. Estava estático, fitando as paredes marcadas pelo treino com a bolinha, utilizando o próprio chakra para interceptar  o caminho natural dela, rangendo os próprios dentes, demonstrando o ódio que sentia pelo principal alvo da missão de investigação. Em imaginar que crianças da mesma idade que sua irmã teria, se ainda estivesse viva, estavam sofrendo nas mãos desse monstro só serviu para um propósito; traçar um plano visando a coleta de informações. Sorriu, tentando idealizar o sucesso e prevendo as próprias mãos sobre o pescoço dele, apertando-o com todas as forças possíveis. Será uma cena para guardar na memória. Pensou, levando a destra sobre os fios esbranquiçados no topo da cabeça, bagunçando o que já estava bagunçado. O rápido movimento de levantar da cama foi feito de imediato ao término do simples movimento com a mão. Andou vagarosamente, buscando o acesso mais rápido do cômodo. Ao chegar no estreito corredor, visualizou Seiji sentado em uma das três cadeiras de madeira, próximas a mesa de jantar, desfrutando de um dos poucos momentos de paz que tinha ali, dando leves garfadas na sopa. Por mais que se porte como um adolescente rebelde, que não liga para nada além de si próprio, ali estava a razão pela qual lutava diariamente, sem hesitar em nada. Viu o semblante de preocupação estampado na face de quem o salvou da morte quando criança.

O Salgueiro olhou em minha direção, sua cria, com o olhar decidido, sabendo em seu interior de que eu estava pronto para sair em missão, uma que era suficientemente relevante para mudar meu semblante de forma abrupta. Com um simples gesto, consentiu com a cabeça, olhando fixamente na minha direção, sendo suficiente para reconforta-me e depositar as esperanças dele em mim. Segui adiante, soltando um singelo sorriso, amarelo, em direção à ele. Não tardei em acessar a porta, movendo a maçaneta de ferro em um movimento único, leve, evitando quebrar algo que já estava. A madeira maciça rangeu, evocando um singelo, mas perturbador, barulho. Por fim, pude ver o frio da noite pairar sobre os prédios do vilarejo, como se estivesse abraçando e reconfortando-os. Servia como um rito de passagem e, devolvendo as graças dos céus, abracei o frio com meu manto enegrecido. Estava coberto quase que completamente, deixando até mesmo o rosto oculto pelo próprio tecido. Suspirei de forma lenta, sentindo os pulmões encherem de ar. A noite já havia consumido o vilarejo e, apesar de ter um pequeno plano em mente, não sabia por onde começar.
— Vou transformar minha aparência utilizando do Henge no Jutsu, mas, pra isso, preciso me portar como uma criança, além de ter a sorte de ser encontrado pelo Yuri. Merda... odeio trabalhar com o fator sorte. — murmurei, em oitavo tom, levando a canhota sobre um dos bolsos do sobretudo. De lá, retirei o maço de cigarro responsável por sustentar meu próprio vício. O trago tardou, mas chegou limpando meu interior. Por fim, soltei o fumo de forma demorada, sentindo-o preencher e abraçar cada parte de meu rosto.

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Re: [Cena] O profano. - Publicado 3/5/2022, 18:17


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Como uma sombra, moveu-se por entre as vielas da Areia, ocultando-se na escuridão. Movia-se como um verdadeiro profissional, apesar da patente não tão alta, utilizando dos elementos do ambiente como forma de passar despercebido. — Se ele rapta crianças, com certeza age na parte periférica do vilarejo, aonde os alvos se tornam inúmeros e completamente vulneráveis. — traçou uma linha de raciocínio que se mostrou bastante fundamentada, com as poucas informações que havia recebido e coletado do Anbu de outrora. Sua atenção perpetuou durante todo o caminho, tentando fitar qualquer vestígio que pudesse leva-lo até o criminoso. De frente ao maior prédio da periferia, suspirou uma vez mais, realizando o ultimo trago no cigarro recém acendido e jogando a bituca ao solo, esfregando com a sola do pé destro. Acumulou uma ínfima parcela do próprio chakra nos solados, suficiente para iniciar o movimento. Com um membro inferior após o outro, se deu inicio à escalada do maior prédio, chegando ao topo após alguns minutos de esforço. Do alto, conseguia analisar todas as vielas próximas, como também, boa parte do centro comercial que, em sua visão, seria o outro ponto de maior facilidade para Yuri cometer seus crimes repugnantes. — Daqui algumas horas os comerciantes vão abrir suas tendas de alimentos, dos mais variados. Ali, diversas crianças pobres ajudam suas famílias e, portanto, deve ser uma boa área para Yuri trabalhar... esse nojento... — o ódio foi suficiente para desferir um soco, seco, na estátua da gárgula a poucos centímetros de distância. Não criou sérias avarias a estátua, porém, foi suficiente para fazer o molde da orelha cair ao solo. Apesar da demonstração de fraqueza, logo se recompôs, mantendo a calma e decidindo por analisar a situação, como estava fazendo. A passagem de tempo, representada pelo Sol se deu de forma gradativa.

Os raios solares, pelo menos alguns, invadiram o vilarejo e alertaram-me de forma imediata. As pequenas tendas estavam armadas, os comerciantes faziam-se presente mais ao sudeste de onde estava, mas, perto o suficiente para ter total percepção do que acontecia. — Essa é a melhor hora para ele agir. — sussurrei, tentando abranger minha percepção ao máximo, cobrindo uma área extensa com os olhos, buscando por atitudes suspeitas. Próximo da viela principal que se sucede ao centro comercial, um homem, encapuzado, alto e de pele pálida se aproximou de forma estranha, no mínimo. Parecia fugir de algo ou alguém, ou até mesmo se escondendo de possíveis observações. Segui o suspeito com os olhos, fitando todos os movimentos dele. Vi o mesmo se aproximar de uma garota, aparentando ter por cerca de seus quatorze anos, o que já anulava a informação de Yuri só raptar crianças. Independentemente, continuei observando o homem, que, próximo da garota, utilizou algum pano embebedado por uma espécie de líquido, suficiente para, ao contato com o nariz dela, faze-la apagar. Por fim, arrastou a garota pelo mesmo beco, sumindo por consequência. — Maldito. — explanei aos ventos realizando um salto simples visando o solo. — Preciso me manter calmo. Vou usar essa garota como isca, infelizmente, mas irei seguir esse homem. — pensei, minimizando minhas próprias emoções e seguindo em direção à ultima viela em que vi o maldito arrastando a jovem pelos cabelos.

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Re: [Cena] O profano. - Publicado 3/5/2022, 21:14


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Segui-lo foi uma tarefa um tanto quanto complexa. Parecia experiente no que fazia e, a todo instante, tentava olhar para trás ou para os lados buscando localizar algum possível perseguidor. Kōga, apesar de novo e com pouca experiência em investigar alvos, mostrou habilidade circunstancial, transformando o próprio corpo, utilizando a técnica básica Henge no Jutsu. Sua aparência, agora, era de um velho carregando uma bengala que na verdade tratava-se de Hakkō Chakura Tō, a própria espada herdada pelos seus ancestrais. Conseguiu seguir Yuri até certo ponto, quando, finalmente, o homem entrava no que parecia ser um galpão gigantesco, arrastando a garota pelos próprios cabelos. — Então é aqui. — pensou, analisando o local. Dois guardas, brutamontes de aparentemente dois metros ou mais de altura, fora os músculos, prostrados na porta principal do local seriam o real desafio do jovem. Precisava optar por uma aproximação sem chamar a devida atenção, então, lidar com aqueles homens, estava fora de cogitação. Buscou analisar o extenso armazém, vendo uma pequena entrada, se é que poderia ser chamada assim. — Esse buraco é grande o suficiente para que meu corpo passe. Estando lá dentro, preciso me infiltrar da melhor forma possível. — arquitetou, analisando uma vez mais os guardas. Eles seriam as novas vítimas de sua transformação.

Elevei a quantidade de chakra substancialmente, acumulando por meio de um único selo, juntando ambas as mãos com os dois indicadores para cima. A energia logo se espalhou em um fumo não muito denso, mas suficiente para mascarar a transformação. Meu corpo que antes parecia com o de um velho possuidor de sérios problemas na coluna, virou um colosso, por assim dizer. Cheio de músculos, um bigode nada apreciativo e careca, sorri, buscando o flanco dos guardas. Fitei a altura do buraco e, consumindo mais uma parcela do próprio chakra no solado, comecei a subida até lá, semelhando ao que foi feito para subir no prédio mais alto do centro comercial da Areia. Não tardei em chegar, agarrando-me pelo buraco com um movimento único, rápido o suficiente. Observei o que parecia ser um sótão, cheio de móveis empilhados um encima do outro, alguns até mesmo protegidos por uma espécie de capa transparente. — Certo. Puta lugar estranho... agora preciso ir com cautela. — murmurei em oitavo tom, fitando a porta de madeira maciça do cômodo colossal. Levando a destra sobre os bolsos, peguei meu maço de dunhill, acendendo um único tabaco e tragando-o. Serviria como um potencializador para pensar no que fazer já dentro do local. O fumo foi exteriorizado, representando uma nova ideia. — Vou me passar por esse guarda, assim como a estratégia original, porém, tentarei me aproximar de Yuri. — pensei sobre, levando a canhota ao queixo retangular.  

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Re: [Cena] O profano. - Publicado 3/5/2022, 23:48


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Os passos do jovem foram vagarosos, com a máxima cautela exigida pela missão. O solo rangia conforme andava. As tábuas de madeira estavam claramente avariadas, podres e, quem sabe, poderiam causar algum tipo de acidente. Não foi o caso. Continuou sua busca minuciosa por Yuri, entre os vários corredores do armazém. Todo cuidado era pouco e assim se manteve. Pode escutar, ao fundo, duas vozes potentes, além de alguns choros. Procurou a aproximação de forma lenta, cuidando para minimizar o máximo dos barulhos que pudesse. Estando próximo o suficiente para escutar de forma clara o assunto dos dois, escondeu-se, focado em descobrir mais. — Eles serão os próximos a entrarem na arena, Yuri. Preparem os dois, coloque algumas armas enferrujadas na mãos deles e deixem que se matem em troca da própria vida. — as afirmações do homem que acompanhada, aparentemente, Yuri, soavam como um soco no estômago de Kōga que sentia o baque no mesmo instante. Os murmurinhos de choro podiam ser escutados, também. Duas vozes doces, talvez de crianças. Então eles fazem uma espécie de rinha com crianças e adolescentes? Finalizou o pensamento deixando o corredor, escondendo-se em uma espécie de banheiro, outro cômodo do local. Suspirou algumas vezes de forma descontrolada, mostrando no próprio semblante o problema em que havia se metido. Além disso a marca que por semanas não se mostrava, começava a latejar e queimar envolta do pescoço do jovem Hatake. Talvez pelo fato do ódio ter lhe consumido.

Não tardou em me surpreender por um movimento brusco na porta. Yuri estava ali, a minha procura, ou melhor, a procura do guarda.
— Vamos, guarda. Temos trabalho a fazer. — vociferou, fitando o corpo transformado. — Claro... sim senhor. — vociferei, ainda ofegante, seguindo os passos do bandido. Fomos com cautela, acessando o andar debaixo. Ali, um hall gigantesco, com uma espécie de gaiola gigante ao centro e sangue espalhado por todo o local. Tentei manter o semblante, sem dar pistas de ser um intruso no meio de tudo aquilo. O caos estava instaurado. Tinha plateia, homens gordos e velhos, carecas, com notas de ryous em mãos. A plateia perfeita para uma rinha de crianças, pude deduzir. — Por aqui, Genji. — Yuri me chamou, apontando para uma passagem ao flanco, com um extenso corredor cheio de celas e nelas, diversas crianças e jovens dentro. — Comece por esses dois. Quando tiverem prontos, me avise. — ordenou e ainda, transformado, segui a ordem sem hesitar. Abri a primeira cela, fitando o semblante da jovem, acuada, no canto. Certifiquei-me de estar sozinho e, com isso, me aproximei. — Calma. Estou aqui para ajudar vocês. Preciso que mantenham a calma. Vou tirar todos daqui, mas preciso de tempo. Ajam como se nada tivesse acontecido. — pedi, fitando uma das jovens que iria entrar em combate. — Vou estar lutando no seu lugar. Consegue utilizar o Henge no Jutsu? Se sim, se transforme nessa aparência aqui e se porte como um guarda. — expliquei, desfazendo a transformação de outrora, voltando ao meu normal. Talvez não fosse a atitude certa a se tomar, ou lidar naquele tipo de situação, mas deixar mais crianças perderem a vida não estava nos meus planos. Busquei esconder tanto a pequena espada quanto a bolsa de armas básicas entre as vestes, de forma que fosse quase impossível alguém ali, naquele submundo, me reconhecer, ainda mais estando sem bandana.

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Re: [Cena] O profano. - Publicado 4/5/2022, 13:38


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Fitou a si próprio por entre alguns cacos de vidro do que pareciam fazer parte, no passado, de um longo espelho. Os corredores extensos levavam-no até a gaiola que seria parte crucial de sua missão. Sua adversária estava ao lado, tremendo, com medo do que aconteceria a sua própria vida após entrar no campo de batalha. Os passos vagarosos, temerários, seguiram-se em silêncio, vendo Yuri de costas, sorrindo para tudo e todos, como se fosse uma espécie de apresentador daquele caos. Kōga respirou fundo, uma, duas vezes consecutivas, procurando limpar sua mente e focar no objetivo final. Se eu tiver que ataca-la, assim será, mas vou tentar ao máximo evitar qualquer embate. Ciente do que deveria ser feito, se prostrou próximo ao meio da arena enjaulada, fitando sua oponente com os olhos castanhos escuros. Uma espécie de gongo soou e, com um grito de Yuri, a luta se iniciava. Não sabia as regras, tão pouco se existiam, mas, ao mesmo tempo que não sabia, não poderia se dar ao luxo de ser atingido, ou de lutar sério e atingir a oponente, esse não era o objetivo daquele caos todo. Posicionou ambas as mãos afrente do corpo, com as palmas amostra na direção da oponente. Por mais que não soubesse muito sobre golpes corpo a corpo, tentaria revidar, apenas. A mulher correu na direção de Kōga, totalmente despreparada, mostrando fortes indícios de que não estava pronta pra participar daquilo, ou sequer tinha qualquer experiência em lutas. A desvantagem estava nítida.

Respondi os golpes dela com uma simples esquiva, levando meu corpo para trás, ganhando mais distância do que ela poderia responder. Com a distância, acumulei uma ínfima quantia de energia sobre meu próprio corpo, exalando-a em forma elemental do vento, criando uma manipulação que viajou na direção da oponente, atingindo o corpo dela como uma espécie de rajada elemental com força suficiente para lança-la à metros de distância. Bateu contra as grades de ferro, gerando um barulho ensurdecedor que logo foi abafado pelos gritos de incentivo vindos da plateia. Fitou Yuri por meros instantes, suficientes para ver o semblante sádico dele. Parecia se divertir com aquilo tudo. O golpe não foi suficiente para garantir o nocaute e, com as atenções no profano, sequer consegui responder a investida da garota que, com uma espada cega tentou perfurar meu braço direito. Se a lâmina estivesse boa, com certeza cortaria fora meu braço, mas não foi o caso e aquele corte significou mais do que um simples machucado. Se não prestasse atenção poderia morrer ali, afinal, tratava-se de uma luta pela vida e independente das habilidades do oponente, ninguém ali queria morrer, era nítido só de olhar no semblante de cada um que fora raptado por Yuri. Não tive outra opção se não acabar com aquela luta. Acumulei a mesma quantidade de chakra da outra vez, fazendo com que o ar do ambiente se misturasse a minha energia, criando duas lâminas pequenas, mas poderosas de vento que logo viajaram na direção da garota. Tive como intenção devolver o corte, mas não só isso, como também nocauteá-la de uma vez por todas.

A manipulação viajou de encontro à ela, e junto delas, os aplausos da plateia tomavam conta do ambiente ao redor da gaiola. Todos ali sabiam a diferença de poder entre um oponente e outro e, sem chances de defesa para a garota, vieram as palavras debochadas de Yuri. Ele se aproximou, contente com o resultado do espetáculo.
— Temos uma joia em meio ao lixo, pessoal. Vamos aplaudir. — carregado de sacarmos, ordenou que o vencedor voltasse ao corredor fétido. Por sua vez, seguiu as ordens até certo ponto e, ao ver que não estava sendo seguido procurou o acesso mais próximo a uma das incontáveis saladas dispostas naquele corredor. O prodígio precisava escolher, seguir as ordens da Areia e reportar todo o ocorrido às unidades competentes ou lidar com aquela situação ele mesmo. A escolha foi meio óbvia e, sendo manipulado pelo ódio, o sorriso característico de seu pai brotou sobre a face esbranquiçada.

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Re: [Cena] O profano. - Publicado 4/5/2022, 19:09


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Arfou duas vezes ao perceber que estava sozinho no cômodo com diversas cadeiras empilhadas e cheias de poeira. — Argh. Argh. — tentou minimizar ao máximo o tom de reclamação ao ver o corte profundo no braço direito. Já teve de lidar com algo parecido, ao cumprir a profecia de Umbral, não pode deixar de lembrar do corte que Luck havia feito em sua barriga. Buscou um dos panos sobre as cadeiras de madeira, rasgando uma pequena parte, suficiente para fazer uma espécie de torniquete com o pano. Não parecia ser suficiente para estancar o sangramento, mas suficiente para trazer mais firmeza ao braço. Os olhos treinados buscaram por uma saída de emergência, talvez uma janela, mas de nada adiantou. A sala estava vedada e, portanto, precisaria voltar ao corredor pútrido, cercado por sangue, corpos e choro. Abriu a porta de forma sorrateira, buscando analisar todo o extenso corredor. Não viu ninguém, apesar de ouvir bastante barulho de longe, vindo mais especificamente da parte da gaiola. Não restava outra alternativa que não arriscar. Antes de qualquer atitude, puxou o ultimo cigarro do maço de dunhill, acendendo e sentindo a nicotina percorrer por todo seu sangue, dançando entre as paredes dos pulmões. Por fim, soltou o fumo no meio do cômodo e, com o indicador da destra, fazendo um circulo no meio da fumaça.

Com a porta já aberta, acessei o corredor indo de encontro aonde os outros ficavam presos em selas separadas. A falta de luz era evidente e, junto dela, alguns sussurros implorando por socorro. Tive de me manter centrado, ignorando os chamados e os pedidos. Foquei na chave das selas, sobre a mesa localizada no centro da enorme sala. Estranhei por alguns meros segundos, mas tomado pela adrenalina, me aproximei da chave, pegando-a com a destra. Não fosse a voz grossa vindo ao meu encontro, talvez tivesse conseguido me sair bem.
— Parece que o ratinho conseguiu sair da jaula, pessoal. — disse Yuri, cerca de quinze metros na minha costas, realizando alguns aplausos. Observei o homem como também os outros quatro capangas atrás dele, com o mesmo olhar de desdenho que ele me desferiu. Só de lembrar de todas as crianças e jovens que morreram nas mãos daquele velho decrepito minha marca começou a latejar incessantemente, fazendo boa parte de meu corpo formigar por decorrência da maldição. Levei o mesmo braço machucado até a marca de três tomoes localizada próxima do pescoço, apertando-a afim de minimizar a dor. Apesar da boa tentativa, de nada adiantava. — Matem-no e levem o corpo pros cachorros. Não temos tempo pra perder, preciso contar o dinheiro das apostas. — desdenhava de minha presença, como se eu fosse qualquer outro garoto de periferia raptado por ele. Felizmente, a prepotência seria a ruina daquele homem.

Hatake Kōga — HP: 625 l Chakra: 875 l ST: 2/6

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Re: [Cena] O profano. - Publicado 4/5/2022, 21:20


風の天才

A dor acabou por tirar boa parte da concentração do jovem Hatake que, aos poucos, sentia todo seu corpo formigar e a marca latejar de poder, fazendo com que seu foco fosse perdido de forma gradativa. Os capangas do Yuri perceberam a brecha no semblante desorientado de Kōga e partiram para cima. Pareciam treinados para aquele tipo de situação e combinando os movimentos, se aproximaram de forma rápida, semelhante à vultos. Um deles, o menor e menos musculoso portava uma espada embebida de elemento raiton, cintilante o suficiente para trazer mais luz ao gigantesco cômodo. Já o outro, mais forte e maior, partiu para a ofensiva, tentando chegar nas costas de Kōga e prende-lo segurando ambos os braços dele com os próprios braços. Assim, seria uma presa fácil pra lâmina de raios que já se encontrava a poucos centímetros do seu destino.

Sequer consegui distinguir a dor do golpe com a da marca, dada a situação em que me encontrava. O golpe fez meu tronco adormecer na hora, sentindo os raios pulsarem em contato com meu sangue. Expurguei boa parte do meu sangue pela boca, também, levando a canhota sobre o corte no meu abdômen, mas ainda assim sem tirar os olhos dos dois oponentes mais próximos. Um na minha costas e o outro na frente. O ódio subiu minha cabeça uma vez mais, mas dessa vez, de forma diferente. Pude sentir poder sendo exalado por ele e transformado em marcas sobre todo o meu corpo, além de uma aura roxa sobre todo meu corpo. Por mais que tentasse manter o controle, fui de forma automática até o oponente da frente que ainda segurava a espada de raiton pronto para realizar mais um ataque. Pude sentir minha velocidade aumentar de forma substancial, conseguindo até mesmo surpreender o primeiro alvo. Exalei a força do ódio em forma de duas lâminas feitas puramente de vento e, com ambas as mãos, sinalizei para que as duas fossem de encontro ao corpo do alvo. Ele tentou resistir, colocando sua espada na frente das duas manipulações mas, de forma ridícula, falhou, fazendo com que uma gargalhada genuína brotasse de meu âmago e fosse exteriorizada ao ver o capanga ser decapitado.

O outro capanga hesitou ao ver seu colega morrer à sua frente, até ter sua atenção chamada por Yuri que não mais mostrava seu ar de deboche, mas sim de preocupação.
— Matem logo esse bastardo. Matem! Matem! Matem! — gritou com todos os três remanescentes, dando leves tapas na cabeça dos dois que ainda mantinham-se próximos do velho.

Permaneci no centro de toda a atenção, sorrindo. O musculoso se moveu na minha direção mas, diferente da outra vez, consegui ver perfeitamente o movimento dele. Ao tentar acessar minhas costas uma vez mais, respondi com um simples giro em sento e oitenta graus, encarando a face do homem frente a frente, com poucos centímetros de distância. O medo exalava pelo semblante dele e, conforme hesitou uma vez mais, tomei a iniciativa. Com a palma da destra aberta, acumulei chakra elemental formando uma bola condensada sobre ela. Aproveitando a pouca distância, me movi em velocidade máxima na direção dele, atingindo o abdômen do mesmo com o chakra condensado, fazendo-o voar metros de distância, batendo de costas em uma das celas e quebrando-a, por consequência.

A cara de espanto de todos os presentes se tornou algo impagável, tanto pela forma com que Kōga sobrepujava com facilidade seus oponentes como pela forma que eles eram mortos, a sangue frio, parecendo que havia sido treinado para matar desde sempre. Talvez fosse verdade, talvez seu pai tivesse feito esse favor a ele após matar toda a sua família, ou talvez fosse algo inato e herdado por seu clã. Mas, quem conseguiria responder? Yuri? Não com sua tentativa estabanada de correr, tentando preservar sua podre vida.


Hatake Kōga — HP: 375 l Chakra: 1075 l ST: 3/6

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Re: [Cena] O profano. - Publicado 5/5/2022, 00:20


風の天才

Enquanto Yuri tentava correr de seu carrasco, os outros dois capangas se puseram na frente do objetivo principal de Kōga que, no ápice do ódio, só pensava em matar aquele sujeito. Por mais corajoso que fosse, o semblante dos dois não demonstrava sequer um pingo de confiança e, assim, não passaram de um supro sendo sobrepujados por uma ventania. Os cortes de vento vieram do nada, de lados inesperados, principalmente dos flancos. As rajadas deceparam todos os membros dos dois capangas que não tiveram muita reação, a não ser pelos gritos ensurdecedores de dor e agonia.

Me aproximei de Yuri como um vulto por conta da velocidade exorbitante provinda da maldição. Com a canhota, segurei sua cabeça com força suficiente para faze-lo se contorcer de dor. Observar os olhos suplicando por socorro foi suficientemente agradável para tirar um simples sorriso de minha face que encontrava-se no mínimo diabólica. A aura roxa continuava pulsando e, após longos segundos observando o quão ridículo é aquele homem, resolvi por fim a vida patética dele. Continuei aplicando força no crânio até ser suficiente para ver seus olhos pularem para fora, de tanta pressão. Ele tentou pedir por ajuda, pedir desculpas ou o que mais tinha para dizer, mas sequer escutei. Cego, surdo e movido pelo ódio da maldição, senti o prazer inigualável daquele ato.

Todos os jovens e crianças espalhados nas incontáveis celas viram a cena com um prazer imensurável, apesar de cruel. Kōga logo se recompôs, vendo as marcas voltarem ao estado natural, perto do pescoço, como também a aura roxa sumir. Apesar da dor agonizante dos dois cortes profundos, não tardou em abrir todas as celas e liberar os incontáveis raptados, pelo menos os que haviam sobrevivido a todo aquele inferno na Areia. Os agradecimentos vinham em forma de auxilio, afinal, o jovem Hatake sequer conseguia ficar de pé após tudo. Os ninjas da Areia não tardaram em chegar, juntos da equipe médica para tanto tratarem de Kōga quanto das crianças e jovens ali presentes.
— Pelo visto você quis pagar de herói, jovem Kōga. — o mesmo homem que havia lhe avisado sobre a missão fez questão de ir ao lado dele puxar sua orelha, apesar de todos ficarem satisfeitos com o resultado da missão. Respondeu com um sorriso amarelo, mais preocupado com os danos sofridos.

Por fim, após todo o caos e a repercussão das minhas atitudes perante a Yuri, voltei caminhando para meu apartamento, com algumas ataduras tanto no braço canhoto como no abdômen, já tendo sido tratado. Só me restava descansar, recuperar as forças e pensar em como a maldição havia tomado conta do meu corpo, atitude que jurei jamais permitir que acontecesse. Por sorte, ninguém que não merecesse se feriu quando perdi a cabeça.


Hatake Kōga — HP: 300 l Chakra: 975 l ST: 4/6

Considerações:
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Re: [Cena] O profano. - Publicado 6/5/2022, 00:21

@ Solo aprovada
Juin nv. 1 treinado, 1 missão rank-B (recompensa máxima) e Qualidade: Bom Controle de Chakra obtida

Feedback: Estilo de narração levemente confuso, mas com costume fica natural de se ler, é interessante.

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Re: [Cena] O profano. - Publicado