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Alvorecer
Arco 04
Ano 17 DG
Verão
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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[Timeskip 10 Anos] — The Bird of Hermes D08b07ef0bf98b6b11ca607569f49e1d839f756b

Skywalker
Nukenin A
Skywalker
Vilarejo Atual
[Timeskip 10 Anos] — The Bird of Hermes D08b07ef0bf98b6b11ca607569f49e1d839f756b

[Timeskip 10 Anos] — The Bird of Hermes - Publicado 1/7/2021, 14:26

The Bird of Hermes
HP: 1850 | 1850
CH: 2775 | 2775
ST: 00 | 08

"1 D.G"



Adormeci tão profundamente que havia até mesmo me esquecido dos afazeres do dia seguinte. Despertando em minha confortável cama em um grande casarão digna de um shinobi de alto escalão como eu na glorioso Kirigakure no Sato. Se não fosse por Kiryu, com certeza estaria dormindo até agora. Tive sonhos estranhos, mas acabei me esquecendo deles logo após acordar. Suspirando e olhando no rosto de minha adotiva, passei a mão em seus cabelos e dei um leve sorriso de lado, me levantando da cama enquanto me espreguiçava, trazendo para perto meus trajes formais com uma simples manipulação do Shikigami no Mai, descendo as escadas e me encontrando com meu irmão, Kaigaku e meu amor, Iskal. De fato, após tantas missões juntos, acabamos por nos apaixonar. Havia entendido que não poderia viver sendo refém da miséria e da tristeza para sempre, e acabei por abrir um lado que que já não via há muitos anos. Estávamos nos tornando adultos, e algo que eu sempre quis foi criar uma família - Assim sendo, ela felizmente acabara por engravidar. Estava de quatro meses, se aposentando temporariamente de sua vida como shinobi. Meu irmão cada vez mais perdia sua aparência como um Kizuki, os olhos já estavam claros, e os dentes diminuíam. Minha vida parecia estar finalmente se alinhando de uma vez por todas, mas não poderia baixar a guarda - Pois minha vingança contra Douma ainda estava de pé. Havia eliminado dois daqueles malditos, e por sorte nenhum evento similar aos ataques meticulosamente planejados pela organização malígna ocorrera nestes últimos tempos. Não pude participar da Grande Guerra por estar cumprindo deveres pessoais para a vila como um ANBU, além de também estar me dedicando a minha esposa. No entanto, quando finalmente terminei de tomar o café e devidamente ter finalizado o almoço e me arrumar com os ternos e meu fedora, ao abrir a porta recebi a visita inesperada de uma dupla de homens mascarados - Que, de braços cruzados, iniciaram a fala.

— "Ubayashiki, é urgente. O Gabinete está lotado, então fomos instruídos a lhe passar as informações principais aqui mesmo em sua moradia. Uma missão especial para ti - Parece que o vilarejo possui algum interesse em você, então separaram um dever em específico para provar seu  valor. É uma missão de Nível S - Seu objetivo é bem simples: Um vilarejo menor está sendo ameaçado por um grupo de nukenins de nível equivalentes a um Tokubetsu Jounin. Eles estão ameaçando matar todos os quinhentos moradores do local caso Kirigakure não ceda o que eles querem. Elimine todos e não deixe um único civil ser morto pelas mãos daqueles desgraçados. Estão a oeste, é melhor se apressar." — Eles finalizaram, então deixando o local rapidamente por meio de um Shushin no Jutsu.

Iskal aproximou-se de mim e pousou as mãos sobre meu braço direito, encostando seu rosto no mesmo e se despedindo de mim. Lhe respondi de maneira calma, beijando-a antes de deixar o local ao criar um par de asas de papel para finalmente iniciar os deveres em nome do vilarejo. Era uma provação de nível mais alto, um homem contra um exército. Nunca havia enfrentado tantos oponentes de uma só vez, mas agora que eu tinha pessoa que confiavam em mim e que me amavam, estava mais determinado do que nunca. Diversos pensamentos cruzavam minha mente durante o caminho, mas tinha certeza de que eu seria o verdadeiro vencedor - Como sempre foi. Estava me tornando um homem completo, recuperando meus sentimentos antes renegados pelo coração coberto de ódio e desgraças. O amor é algo inexplicável que não pode ser explicado tão facilmente como uma técnica ou similares. Sabia que várias horas se passariam até que eu finalmente alcançasse o pequeno vilarejo pertencente a Uzushio - Quase nas fronteiras da grande vila oculta da Névoa.

— "Um grupo de nukenins ameaçando um vilarejo e tentando tomar vantagem da situação para tentarem obter algo  vindo diretamente do governo? Cheira a golpe de estado, mas é um plano bem genérico. A não ser que estejam esperando por isso, muito provavelmente são um bando de idiotas iludidos. Sou o mais forte - Impossível se comprarem a alguém de meu nível.  Enfim, vamos ver como será o desfecho disso..." — Pensei, ativando o Byakugan logo depois.

A Névoa era densa e muito possivelmente cobria a visão de todos aqueles desprovidos de olhos especiais dados pela benção divino, como os meus, dados pela minha lendária linhagem Hyuuga em seu potencial máximo. Após cerca de duas horas passando pelos mais diversos tipos de terrenos e adversidades climáticas com o par de asas, o vilarejo e as incontáveis pessoas reféns apareceram em meu radar visual, e após vê-las, baixei as asas e passei a dar diversos rasantes, em aproximando pelo local mais deserto da pequena vila a fim de me esgueirar de maneira a obter uma posição estratégica frente às ameaças de alta periculosidade. Arrumando a gravata e também o fedora, afiei os olhares e me livrei de quaisquer pensamentos referentes a minha vida no vilarejo. Apenas tinha olhos para minha missão no momento atual. Eu salvaria a todos sem deixar ninguém morrer, isto não era um objetivo, e sim uma promessa. Com meus olhos pálidos, pude visualizar ao menos quinze homens mascarados e vestindo túnicas avermelhadas - Todos concentrados ao redor de uma área específica, onde os cidadãos do vilarejo se encontravam como reféns. Cocei o pescoço enquanto pensava em como me aproximar sem ser detectado. Possuía o plano de me infiltrar e me disfarçar entre os reféns para obter informações privilegiadas. Por conta disso, arremessei meu fedora longe e também modifiquei a túnica negra, prendendo-a ao redor de meu pescoço e assumindo o semblante de um trabalhador de status social privilegiado, ocultando minhas armas por dentro da roupa ou em outros locais - E, por sorte, havia deixado Nnoitra em casa. Por conta disso, estava bem menos preocupado e confiante de que minhas habilidades e intelecto fossem o suficiente para cumprir a missão que me fora designada a cumprir. Ao longe, observava cuidadosamente a movimentação dos homens e como eles se comportavam mediante a movimentos minimamente suspeitos nos arredores. Jogavam olhares fixos até mesmo a folhas que caíam a centenas de metros de distância, o que me fazia pensar que eles também poderiam ser detentores de técnicas oculares raras. Por conta disso, se eu ficasse parado esperando, seria muito pior do que arriscar tudo e avançar. Por isso, quando todos estivessem com olhares fora de minha posição, avançaria com auxílio do Shikigami no Mai, atravessando as incontáveis vielas e imediatamente parando a cada vez que a posição de seus rostos cruzassem com minha localização, afinal de contas, não poderia fazer qualquer tipo de barulho ou ter um ponto de chakra em movimento em seus possíveis radares sensoriais. Gotas de suor escorriam de meu rosto por conta da tensão imposta pelo momento, sabendo que o mínimo deslize poderia custar a minha vida - Mas não só a minha, como a todos a minha volta. Deveria ser sutil e agir da maneira certa ao analisar cada situação. Não conhecia meus adversários, por conta disso, estava sob constante pressão e desvantagem, mas não poderia baixar minha cabeça só pelo fato de que eles eram poderosos. Quando finalmente pude alcançar a praça central onde todos os cidadãos estavam localizados, percebi que se encontravam com as mãos atrás de suas cabeças, posicionados a dois metros um do outro e vigiados por cinco homens. Me ajoelhando e transformando parte dos joelhos em papel, deslizei de maneira nada natural até um espaço que estivesse sem ninguém, tomando cuidado para não chamar atenção e também me ocultando nas sombras o máximo de tempo que pudesse para evitar olhares. Todos estavam vendados e de cabeça baixa, e com uma segunda manipulação simples, moldei uma venda de papel ao redor de meus olhos pelo Shikigami, mesmo que fosse inútil, afinal de contas, o Byakugan poderia ver através de tudo. O fluxo de energia de meus inimigos possuía uma coloração avermelhada, enquanto o dos cidadãos eram completamente azulados, destacando a diferença gritante entre o bem e o mal - Até em espírito, o bem sempre seria maior que o malígno.

— "PRESTEM ATENÇÃO, TODOS VOCÊS, MALDITOS VERMES! NÓS SOMOS A FRENTE DE LIBERAÇÃO ESCARLATE - VAMOS NOS VINGAR DE KIRIGAKURE POR TUDO O QUE FIZERAM A NÓS! ÉRAMOS ÓRFÃOS REJEITADOS, FOMOS TRAÍDOS PELO PRÓPRIO VILAREJO QUANDO NOS EXPULSARAM E NOS DEIXARAM PARA MORRER DE FOME NO MEIO DE LUGAR NENHUM! FOMOS ESQUECIDOS, E PENSARAM QUE HAVIAM SE LIVRADO DE 'PESOS' COMO NÓS! VOCÊS SÃO OS CILPADOS, TODOS AQUI CAUSARAM A NOSSA DESGRAÇA! VOCÊS TEM NOÇÃO DE QUANTOS IRMÃOS EU PERDI? SABEM COMO É A DOR DE VER UM FAMILIAR DEFINHAR LENTAMENTE ATÉ A MORTE, AGONIZANDO DE DOR EM SEUS ÚLTIMOS MOMENTOS? SABEM O QUE É COMER CADÁVERES APODRECIDOS, CONTRAIR DOENÇAS E NÃO PODER SE TRATAR? - CHORAR E NÃO TER NINGUÉM PARA TE ABRAÇAR? NÃO TÍNHAMOS PAIS, FAMÍLIA E NADA ALÉM DE NÓS MESMOS. FOMOS ESMAGADOS E IMPOSTOS A UMA VIDA REPLETA DE NADA ALÉM DE ESCURIDÃO E MORTE POR CULPA DE VOCÊS TODOS! MALDITOS ESCRAVOS DO GOVERNO, HOJE É O DIA DE NOSSO RETORNO. VAMOS DAR A VOCÊS A MESMA DOR QUE PROPORCIONARAM A NÓS!!!" — O Aparente líder exclamou, após se revelar.

Abandonados por aqueles que deveriam lhes proteger, vivendo uma vida de miséria e cercados de nada além da doce escuridão. Eu me identificava com o discurso deles, e caso fosse o mesmo eu de alguns anos atrás, talvez até mesmo os apoiaria. Apesar disso, agora estavam delirando. O governo de Kirigakure mudou várias vezes, e as pessoas inocentes de outros lugares não possuíam nada com este sofrimento. Por conta disso e outras razões, era injustificável retirar a vida de centenas por ódio próprio - Todos possuem a chance de seguirem o caminho da luz, mesmo que sua vida seja uma desgraça. Após isso, todos os cidadãos foram ordenados a entrarem na grande igreja local, que estava de portas abertos. Todos nós fomos obrigados a adentrar no local sagrado, que tinha pouco espaço para tanta gente. Todos estavam extremamente apertados e mal podíamos nos mover quanto juntos. Apesar disso, também não havia espaço para nenhum dos membros da  Liberação Escarlate - O que me dava a vantagem. Quando todos se posicionassem dentro da grande capela, imediatamente me esfregaria dentre os cidadãos com auxílio  do Shikigami, alcançando a torre responsável pelo bater do sino o mais rápido que pudesse. Após alcançá-la, subiria pela corta sem bater o sino, visualizando tudo pelas paredes através de meus Byakugan. Suspirei e refleti sobre a vida daqueles pobres homens, que foram consumidos pelo sofrimento, condenados a eternamente vagarem com o ódio latente em seus corações, indispostos a tudo - Exceto se vingarem de um inimigo imaginário. Se culpavam todos os dias, eram almas atormentadas que não tinham culpa, mas também não possuíam razão em fazer o que estavam planejando naquele momento. Após alcançar as grandes janelas que davam visão ao grande sino de aço, caí sobre os telhados da igreja avançando rapidamente contra o mais próximo daqueles espíritos atormentados, perfurando seu coração com um único golpe da Kokuto. Foi eliminado sem nem mesmo sentir dor, uma morte rápida para que pudesse descansar em paz. Após seu corpo cair, fechei seus olhos por baixo da máscara em sinal de respeito pelo seu sofrimento. Apesar disso - Após o desaparecer do sinal de chakra de um dos membros, os demais homens voltaram suas atenções a minha pessoa. Todos - Sem exceção, fixaram seus olhares em mim. Não sentia medo ou ódio, apenas pena pelo que eles haviam se tronado. Suspirando, levantei a voz.

— "Vocês não tem o direito de julgar pessoas inocentes. Respeito o sofrimento de vocês, mas é inadmissível que se ceguem pela vingança e tentem descontar sua raiva em tudo e todos que vierem a sua frente. Eu tenho nojo de escravos - São seres incapazes de reagir, que baixam a cabeça para tudo e todos sem nem mesmo questionar os seus arredores. Vocês foram consumidos por estes sentimentos negativos e se tornaram nada mais do que marionetes do terror e da morte, espectros da maldade. Me perdoem - Mas não posso permitir que vocês continuem a fazer isso. Por isso, lhes dou a chance de se entregarem. Não é necessário matar ninguém, mas isso só depende de vocês." — Ditei em voz alta, lhes dando uma última oportunidade.

— "Você diz que não é necessário matar ninguém, mas perfura um dos nossos. Um hipócrita completa, você é um servo daqueles malditos de Kirigakure?! VAI MORRER! VOCÊ É UM DOS CULPADOS! VEJA OS DEMÔNIOS QUE VOCÊS MESMOS CRIARAM, E QUE AGORA IRÃO SE REVOLTAR E DESTRUIR TUDO AQUILO QUE VOCÊS UM DIA AMARAM! SENTIRÃO A MESMA DOR QUE NÓS, E MORRERÃO TÃO LENTAMENTE QUANTO NOSSOS IRMÃOS!" — Um outro gritou, realizando selos manuais.

Então, arregalei os olhos. Rangi os dentes enquanto avançava sem pensar duas vezes, percebendo que todos eles passariam a atacar de uma só vez. Concentrado o chakra por todo o meu corpo, liberei uma gigantesca quantidade de papéis a fim de me proteger, enquanto lançava técnicas elementais tanto da água como da terra contra os criminosos detentores de trajes escarlates - Manchados pelo próprio sangue. Uma grande batalha se deu início, com uma enxurrada de técnicas. Um único homem contra outros 14 que pareciam estar dispostos a acabar com tudo e todos - Incluindo eles próprios, se fosse em prol da tão desejada vingança. Me destacava dentre todos os combatentes presentes, sendo que permaneci próximo a igreja durante todo o tempo, defendendo-a de qualquer técnica para que os cidadãos não sofressem pela loucura daqueles malditos. Eles lançavam seus próprios ataques de maneira descontrolada e ininterrupta - E por conta disso, possuíam diversas aberturas. Utilizando o Shunshin após o lançamento de uma grande bola de fogo, me movimentei com auxílio de um par de asas e perfurei o pescoço daquele que lançaria a técnica, imediatamente retornando aos telhados da igreja para lançar uma grande barragem de água a fim de impedir o avanço da esfera flamejante, transformando as asas em braços de papel cobertos de explosivos que se desconectaram de meu corpo e viajaram contra dois alvos próximos, detonando em grandes explosões que fizeram tudo estremecer. Estava me cansando relativamente rápido, e poucos haviam sido eliminados até o momento. Diversos ataques também em atingiam, e em meio ao combate invocava dragões para protegerem o local ao mesmo tempo em que deveriam me auxiliar no combate. Várias horas de combate se passavam, e ao fim de tudo, o resultado estava claro. Todo o vilarejo havia sido devastado por conta de nosso combate. Todos os dragões haviam sido nocauteados e a igreja havia sido bastante danificada, mas ainda se encontrava de pé graças a meu sacrifício. Estava gravemente ferido, e apenas um homem da Frente Escarlate se encontrava de pé. Ofegava em sinal de extremo cansaço, mal tinha chakra para liberar uma técnica simples, sendo obrigado a desativar todas as minhas bonificações, incluindo o próprio Byakugan. O outro também estavam em suas últimas, e dando passos lentos em direção ao outro, nos preparávamos para lançar o último golpe.

— "Você ainda pode se render, não me force a lhe matar. Você ainda pode se tronar um homem bom...Veja - Todos os seus irmãos foram mortos pelos seus próprios impulsos de raiva. Mas eu...Eu usei tudo o que tinha, meus companheiros dragões foram nocauteados protegendo aquela igreja...Aquelas vidas inocentes. Eu estaria disposto a morrer para que aquelas pessoas vivessem. Você...Eu...Ninguém tem o direito de julgar o outro sem conhecê-lo. Pare com essa loucura, venha comigo...Ainda há uma maneira de resolver isso! Você não é uma pessoa ruim, eu sinto que você apenas se cegou! Pare...Por favor!" — Exclamei, antes de vomitar sangue. Estava com diversos cortes profundos e outros ferimentos pelo corpo, resultado de meus esforços.

— "Não...Eu não vou parar até que eles paguem. Você é o único cego aqui...Está tentando acobertar aqueles porcos imundos, que também te tratam como um porco. Você não passa de um escravo da vontade do vilarejo, nada além de uma peça em um grande tabuleiro. Não é questão de vingança, e sim de fazer o que é certo. Mas já não faz mais sentido...Todos os meus irmãos estão mortos por sua culpa, eu perdi tudo de novo...Por sua causa. Não é cruel? Aquele que apenas queria ser reconhecido...Afundado em desgraça novamente." — Ele ditou, chorando.

— "Não faça isso..." — Falei, firmemente segurando no cabo de Hyorinmaru, agora despertada.

Mas ele não me deu ouvidos. Com lágrimas escorrendo de seu rosto, avançou contra mim com as forças que lhe restavam - E eu mal poderia reagir de tanto cansaço. No entanto, no silêncio absoluto, antes da morte, ouvi o choro distante de um bebê. Lembrei-me de Iskal, que agora grávida, em breve daria luz a meu primogênito, e aquilo me fez delirar como se meu filho estivesse chorando por mim, mas logo retornei a realidade.

— "Há uma criança chorando em algum lugar. O mundo é um lugar injusto, tirar a vida de alguém que nem mesmo teve a oportunidade de crescer é cruel. Mas ela não precisa se preocupar, pois eu estou aqui...Eu vou...Proteger a todos!" — Pensei, fazendo as veias das mãos saltarem e sorrindo.

Após isso, levantei-me de maneira repentina, colocado o braço a frente de meu corpo. A espada do homem perfurou meu antebraço esquerdo, e desviando a espada ao movê-lo, desferi um último ataque perfurante contra seu peito, rasgando-o ainda mais ao movê-la para o lado esquerdo, o que causou na separação de seu coração em dois segmentos simétricos. Vomitando sangue e com o ferimento fatal feito, caiu no chão, sem forças. Ele chorava, erguendo sua mão na tentativa de me alcançar. Não o respondi, deixando que descansasse ali mesmo. Não havia mais motivo de continuar com tudo aquilo...Foi o fim. Todos os civis estavam a salvo, mas eu sabia que em breve morreria. Não me arrependia de um único segundo, no entanto. Porém, não contava com algo - Uma dupla de ANBU's haviam me seguido e me observavam atentamente durante todo o tempo. Quando finalmente colapsei no chão, sorrindo em direção a capela anunciando minha vitória, aqueles homens trataram de me levar de volta a vila após devidamente atenderem os cidadãos resgatados. No dia seguinte, despertando no hospital, assustei-me ao ver Iskal, meu Irmão e Kiryu.

— "Por um momento achei que você tivesse morrido de verdade, seu idiota. Bem vindo de volta, cabeção." — Kaigaku disse, dando-me um cascudo enquanto sorria.

"Amor..." — Iskal se aproximou, passando a mão em meu rosto, chorando.

— "Vocês...Eu sobrevivi? Não me lembro...Tenho certeza de que apaguei. Havia perdido muito sangue...Os civis estão a salvo?" — Os questionei.

— "Estão, Ubayashiki. Você foi...um verdadeiro herói. Aquelas pessoas não vão se esquecer de ti, disso tenho certeza. Eles choraram quando você caiu, mas os confortei. Você cumpriu seu dever de maneira exemplar e heroica, muito além de nossas expectativas. Por isso, nós decidimos lhe conceder o Rank de Jounin de Kirigakure no Sato. É merecido. Agora, fique aqui mais um pouco. Você deve descansar, ainda não trataram todos os seus ferimentos." — O ANBU ditou.

Abri um grande sorriso no rosto, gargalhando. Eu havia salvado pessoas - Pela primeira vez, pude vingar aquela tragédia. Eu protegi quem era importante para mim, não permiti sequer uma única alma ser tocada pelo mal, mesmo que isso custasse o meu próprio corpo. Permaneceria no hospital, feliz e sem nenhum arrependimento, ao lado de minha família. Enfim, a minha vida...Estava se tornando reluzente.


Informações:


Palavras: 3285






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"I Just live to Fall."

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Bako
Bako
Vilarejo Atual
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Re: [Timeskip 10 Anos] — The Bird of Hermes - Publicado 1/7/2021, 15:09

Situação: Aprovado
Considerações: -x-
Recompensas: Completas.

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[Timeskip 10 Anos] — The Bird of Hermes Assina10Olá, eu sou o Bahko.
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Skywalker
Nukenin A
Skywalker
Vilarejo Atual
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Re: [Timeskip 10 Anos] — The Bird of Hermes - Publicado 1/7/2021, 20:05

The Bird of Hermes
HP: 1850 | 1850
CH: 2775 | 2775
ST: 00 | 08

"3 D.G"



Desde que havia me tornado um Jounin, dois anos se passaram e pouca movimentação ocorrera durante todo esse período. Cinco meses após assumir a patente máxima sinalizando que era um shinobi da elite e agora líder da ANBU, minha filha havia nascida. Dei seu nome como Elizabeth, minha primogênita que não só herdaria todas as minhas habilidades, como também deveria me superar. Estava no melhor período de minha vida, e meu irmão enfim havia se livrado de todas as maldições impostas por Douma quando ainda era um Kizuki. Seu cabelo cresceu novamente, e antes um garoto fechado e extremamente frio doído pelas dores do passado, agora sorria em alegria. Meu coração pulsava em luz, determinado a cuidar daqueles que amava até o último de meus dias. Também acabei por assumir a mesma aparência de meu irmão, permitindo o crescimento de meu cabelo e treinando intensamente para que eu pudesse elevar meu nível até o máximo que o corpo humano pudesse alcançar. Então, enquanto andava pelas ruas com um constante e leve sorriso de canto na boca, havia sido convocado pelo gabinete do Mizukage por mais uma vez, a fim de cumprir novos deveres. Chegando no local com velocidade e bastante preocupado com o que poderia estar ocorrendo, a atendente imediatamente tiraria um grande pergaminho de páginas negros e selado por intermédio de fuinjutsus de médio nível, que logo foram desfeitos pela habilidade da própria atendente, passando-me para as minhas mãos, e antes que pudesse ler, ela decidiu elevar sua voz, a fim de me alertar sobre o conteúdo da missão e alguns outros avisos para que eu pudesse cumprir a missão com maestria.

— "Você deverá escoltar um dos magnatas do vilarejo até as fronteiras do País das Ondas. Sabemos que ele possui diversos inimigos e que muito provavelmente esquadrões inimigos inteiros tentarão matá-lo. Por conta disso, nós o chamamos junto a uma dupla de elite do vilarejo para que vocês possam levá-lo com segurança até o local. Se ele se for morto pelos nossos adversários, a vila e o país sofrerão com consequências devastadoras. Vão! E se lembrem: Jamais mostrem seus rostos, e caso saibam que vão morrem, destruam seus próprios corpos." — Ela ditou, apontando para a porta.

Olhando para trás, via não só a dupla de mascarados como também o magnata de idade avançada, apoiando-se sobre uma bengala de ouro. Estávamos prontos para avançar, e assim fizemos. Após os minutos primários dedicados totalmente à nossa preparação, ativei o Byakugan logo depois de pôr a máscara, não trocando palavra alguma com meus companheiros. Não tínhamos permissão para conversar, nosso dever era nada mais além do que focar nossas atenções completamente no dever de escoltar o rico. Deixando os portões do vilarejo com bastante velocidade e utilizando do Shikigami para transformar meu corpo em papel para aumentar minha velocidade e capacidades gerais, eu tinha certeza de que hora ou outra um evento minimamente trágico ocorreria no local. Suspirava e coçava o pescoço em nervoso, mas deveríamos avançar de qualquer maneira, sem baixar a cabeça uma única vez diante nossos inimigos. Nosso dever único e nossa coragem inabalável. Cerca de quarenta minutos desde o início da missão e seguindo por uma estrada extremamente remota em uma rota alternativa a fim de fornecer total segurança ao magnata, os outros pareciam estar bastante calmos, mas eu sabia que tudo estava calmo demais para ser verdade. Era uma missão de Nível S, impossível algo deste nível ser tão tranquilo. Ppor isso, dentro de pouco tempo, teria uma surpresa.

— "Não vejo ninguém através do meu Byakugan e também não posso sentir chakra ao redor. Que estranho, será que eles realmente não esperavam que nós fôssemos tomar esta rota ou será que estão nos aguardando em um local específico para atacar no momento correto? Não tenho pontos fracos ou cegos - E guardado por outros dois companheiros, eu duvido que eles tenham coragem de nos atacar diretamente. O Magnata é uma figurante extremamente importante para o vilarejo, será que - " — O pensamento foi cortado.

Imediatamente pulei a frente do idoso, sacando as espadas gêmeas do vento e desferindo um ataque em X manipulando os ventos a fim
de criar um grande vendaval - Bloqueando uma enorme quantidade de senbons e kunais dentre outros incontáveis arremessáveis que foram direcionados a nós. Estranhamente, eles possuíam um tamanho diminuto e outros eram simplesmente enormes, e mesmo assim, não conseguia visualizar o atirador. Estava apreensivo e todos entraram em um estado de alerta. Cerca de um minuto se passou desde o ataque e ninguém sequer ouvia algo a distância, e do absoluto nada, a cabeça de um dos ANBU foi simplesmente decepada. Após ver as primeiras gotas de sangue e o pescoço se separando de seu corpo, ataque com toda a minha força e velocidade o perímetro, mas não havia atingido nada e novamente não conseguia sentir nenhuma presença. Agarrei o braço do magnata e meu outro companheiro, criando um par de asas para nos afastarmos do local o mais rapidamente que fosse possível.

— "Que merda foi aquela?! A cabeça do cara foi arrancada, como que isso pode ser possível? Eu não vi nada...Ei, vamos voltar! Você nem pôde visualizar o que ocorreu, é melhor voltarmos para o vilarejo o mais rápido que possamos para que então reforços sejam chamados. Eu tratarei de ficar como uma linha de defesa para você, Ubayashiki. Ouvi falar de seus feitos e sei que é um dos mais fortes do vilarejo, mas parece que nem você consegue compreender o que está acontecendo." — O Anbu ditou.

— "Acalma-te. Eu acho que sei sim o que está acontecendo. Percebi que algumas armas estavam em um tamanho humanamente impossível de serem forjadas, possuindo milímetros e outras sendo gigantescas à distância. Acho que estamos lidando com alguém que consegue manipular as formas sólidas e o tamanho de objetos ou qualquer tipo de ser vivo. Não tenho certeza, mas pude ver pequenos pontos cinzas ao solo se movendo rapidamente, mas não tenho certeza de nada. Não vamos voltar - Você é covarde, por acaso? Um ANBU que teme a morte...Patético!" — Exclamei.

O outro até pensou em contestar minha afirmação, mas era um argumento que estranhamente fazia sentido e possuía uma sustentação bastante firme. Por conta de tal, acabou por manter-se calado. Após pousarmos em um local razoavelmente alto e coberto de árvores e neblina, continuamos o caminho por uma rota alternativa e extremamente perigosa que eu conhecia muito bem. Por conta disso, eu sabia quais seriam os melhores atalhos a serem tomados para que pudéssemos alcançar o País das Ondas o mais rapidamente que fosse possível. Gotas de suor escorriam de meu rosto pois eu tinha certeza de que desta vez, um deslize mínimo custaria não só a minha vida, como toda a missão e pudesse trazer um destino sombrio ao vilarejo. Com velocidade e bastante agilidade, movíamos o magnata de maneira estratégica e decidimos por não poupar esforços e energia, afinal de contas, o inimigo era astuto. Porém, quando adentramos em uma espécie de clareira, o verdadeiro demônio se mostrou novamente. Como um vulto oculto passando pelo Byakugan, em um único movimento foi capaz de perfurar meu outro companheiro, decepando seu braço em um único movimento. Manchado de sangue e invisível, a mancha logo diminuiu de tamanho e então desapareceu. Ordenei para que parassem.

— "Ele tá aqui! Eu sei o que fazer, fiquem quietos e atentos! - Não posso vê-lo e nem o sentir, mas há uma forma de nos precaver de seus próximos ataques. Apesar disso, é necessário ter bastante calma e ter certeza de que estará pronto para ser ferido. Não chora e nem tremule por conta de seu braço, homem! A vitória está clara, apenas precisamos nos atentar a..." — Dizia, antes de ver o corpo do ANBU partido ao meio.

O velho colocava suas mãos sobre a cabeça e diversos cortes leves surgiam em meu corpo do absoluto nada. Apesar disso, muitos deles eram baixos, focados principalmente nos tornozelos. Por conta disso, espalhei uma grande quantidade de papéis e espalhei kibaku fudas pelo solo, arremessando o velhote ao alto enquanto criava um par de asas e detonava todo o chão, agarrando o magnata no ar enquanto a detonação ocorria. Logo após isso, pousamos no mesmo local novamente, e o terreno agora era extremamente falho e outros papéis bomba estavam a postos. Eu sempre fui reconhecido não só pelo talento em ninjutsu - Como também pelo meu intelecto avançado desde pequeno. Me preparando e simplesmente abrindo meu peito para os ataques subsequentes de meu adversários, o outro parecia não entender. Apesar disso, estava assustado demais para conseguir falar. Foi nesse momento em que senti a ponta de uma espada recurva encostando em meu peito. Após isso, desviei-me para direita imediatamente, tendo a carne parcialmente rasgada e fazendo o sangue escorrer. No entanto, o próximo golpe contra minhas pernas foi bastante baixo e a lâmina parecia também estar menor. Meu sangue escorria pelo chão, e outros ferimentos me eram inferidos sem que eu pudesse sequer reagir. Era um jogo injusto, mas eu tinha total controle sob o campo de batalha. Ferimentos gravíssimos, estava ofegante e havia perdido bastante sangue, tentando reagir. O chão estava manchado de vermelho, e foi neste instante em que pudesse realizar um contra-ataque certeiro em que decepou os braços do invisível com um único golpe. Ele gritou de dor, voltando ao normal enquanto tinha sua cabeça completamente detonada peloO Thrust, espalhando partes de seu crânio e cérebro pelo local.

— "Eu deixei que ele me ferisse de propósito. Por meio do sangue, manchei seu corpo - E mais importante do que isso, podia ver suas pegadas sendo deixadas no solo por conta do sangue. E quando se aproximou pelo tato, acabei me acostumando com sua velocidade. Foi até que fácil, para falar a verdade. Eu só se que se não fosse eu...Qualquer outro estaria morto. Esse cara era forte pra caralho, o erro dele foi ficar brincando comigo. Se tivesse mirado no meu pescoço desde o começo, eu estaria morto com toda a certeza." — Ditei.

Sorrindo e conduzindo o magnata até as fronteiras do País das Ondas, eu sabia que havia evoluído muito graças a não só meus treinamentos, como também graças e minha experiência contra oponentes extremamente poderosos, como Gyokko e Kaigaku no passado. Cocei o pescoço enquanto adentrávamos do vilarejo vizinho, deixando o já envelhecido homem no gabinete do local. As pessoas viam meu corpo completamente cortado e o sangue escorrendo, mas aquilo eram marcas que completavam o guerreiro. Eu era um homem, afinal de contas - Não poderia simplesmente choramingar. Sorria e bebia de meu próprio sangue, orgulhoso de minhas feridas. Retornando para o vilarejo, buscava alcançar o gabinete do Mizukage o mais rapidamente que pudesse.

— "Essa missão foi digna de uma Rank S - Que droga, meu corpo está dormente. Tive sorte de não perder tanto sangue como da última vez em que foi posto em uma situação deste nível. De qualquer maneira, enxergo esse objetivo mais como um aprendizado sangrento do que uma missão em si. Agora estou acostumado com as dificuldades e tipos de oponentes que encontrarei ao longo de minha jornada como Jounin. Não me arrependo de nada, afinal de contas. No futuro...Vou montar um time, vou me tornar o maior de todos os shinobis deste mundo!" — Ditei a mim mesmo, fechando o punho.

Após alcançar o gabinete do Mizukage e relatar todos os acontecidos da missão, lamentava a perda dos dois ANBUS que se sacrificaram de maneira honrada para que eu obtivesse os conhecimentos necessários e o tempo suficiente para desenvolver uma estratégia que levasse a minha vitória sobre o oponente invisível. Após marcada a missão como concluída, suspirei e diretamente direcionei meus passos ao hospital do vilarejo para que eu pudesse ser curado de meus ferimentos que se faziam bastante profundos e graves. No entanto, não havia perdido nenhum membro e meus orgãos estavam intactos - Eram meras feridas que compunham um verdadeiro homem. Dever cumprido...Mas para mim, não era nem perto do suficiente.

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Revouv
Tokubetsu Jonin
Revouv
Vilarejo Atual
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Re: [Timeskip 10 Anos] — The Bird of Hermes - Publicado 1/7/2021, 22:06

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Yukikitsune Kaonashi


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Skywalker
Nukenin A
Skywalker
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Re: [Timeskip 10 Anos] — The Bird of Hermes - Publicado 2/7/2021, 07:59

The Bird of Hermes
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"6 D.G"



A verdade é que após todos esses anos, algo ruim havia retornado a mim por mais uma vez. Sentia algo ruim estava prestes a acontecer, mas a julgar pelo ambiente ao meu redor e as coisas que aconteciam - Simplesmente decidi por ignorar este sentimento maldito que crescia cada vez mais dentro de meu coração. Elizabeth estava prestes a completar seis anos de idade e Iskal já havia retornado a atividade como uma shinobi, bem como meu irmão. O que percebi é que Kaigaku havia parado de envelhecer de uma vez, resultado de técnicas proibidas que teve conhecimento e adquiriu em seu período como o Sexto Lua. Minha fisiologia mudava bastante em alta velocidade, me tornando uma pessoa totalmente diferente do que era há alguns anos atrás, como um adolescente birrento. Bateram à porta - E ao atender a possível visita, um Jounin do vilarejo vestindo mantos negros e com uma máscara que relembrava a figura de um leão imponente passou-me um pergaminho.

— "Você precisa ir imediatamente, de preferência eu recomendo que você leve um acompanhante. Este será um dever bastante complicado - Você precisa resgatar este sócio de Kirigakure, que foi feito refém por um grupo de fugitivos que exigem dinheiro do vilarejo. Pelo que sabemos, eles estão relativamente distantes do outro, então podem atacar como vocês quiserem. Mas são alvos muito poderosos, então não ousem subestimá-los." — Ele ditou, deixando o local.

Após isso, a sensação tornou-se ainda mais crescente. Levava a mão até meu peito, olhando para trás enquanto minha filha brincava com minha agora esposa. Kaigaku parecia ter prestado atenção em toda a conversa e levando uma xícara de café, jogava olhares a mim, com um leve sorriso. Aquele cara sempre gostou de ação e nunca se importou em colocar a próprio em perigo, então com certeza não perderia a oportunidade de participar de uma missão deste nível. Andei até sua direção e coloquei a mão sobre seu ombro.

— "Sei que você vem treinando bastante estes últimos, mas estaria disposto a participar dessa missão ao meu lado, Kaigaku?" — O Questionei.

— "E você anda pergunta?" — Ele riu, se levantando. — "Só bora."

Após isso, me aproximei de Iskal e de Elizabeth, me despedindo de ambas e então deixando minha moradia para cumprir tal missão. Nos direcionamos até o local onde o sócio do vilarejo e encontrava. Havia dado um manto ANBU a Kaigaku que eu possuía na reserva, enquanto ajeitava a máscara. Coçando o pescoço mediante a viagem, praticamente não trocamos palavras. Sabíamos que o som era um dos maiores inimigos de um shinobi, que sempre busca uma aproximação silenciosa para que possa ser capaz de eliminar seu adversário sem que o mesmo perceba o que aconteceu. Assassinos de elite, não terroristas. Imediatamente ativando o Shikigami no Mai para que pudesse aumentar ainda mais minha velocidade enquanto meu irmão colocava à prova a velocidade de seus raios negros, nos movíamos em uma velocidade sobre-humana, cruzando as florestas e neblina como se fosse uma pista de corrida. Porém, em um determinado momento - Obviamente haveríamos que nos encontrar com nossos adversários. Escondidos dentre as árvores, podíamos visualizar a grande quantidade de inimigos que nos esperava, espalhados por todo o campo coberto de grandes árvores, somando mais de vinte shinobis renegados que aguardavam pacientemente pela vinda das forças de Kirigakure. Fechamos os punhos e demos um soquinho na mão um do outro, nos separando. Sacando Hyorinmaru com a mão esquerda e a Kokutõ com a destra, nos preparávamos para atacar com força total. Suspirando e finalmente avançando, iniciávamos o confronto sem temor algum, sabendo que apesar de muitos - A Habilidade individual de um único shinobi poderia valer por mais de um esquadrão de medíocres. Aqueles nukenins eram experientes e muito poderosos - Porém não mais do que eu e meu irmão. Concentrando o chakra em sua lâmina e lançando uma sequência de relâmpagos negros através da Respiração do Trovão, eu preferia utilizar das doze formas da Respiração do Vento, criando uma harmonia de técnicas e o oposto total de nossas afinidades elementais em meio ao caos. Por meio do Byakugan que agora se encontrava ativo, podia ver que a distância de nossos inimigos para o local onde o sócio estava sob custódia dos criminosos estava a mais de quinhentos metros desta barreira, que continha todas as forças militares do grupo de fugitivos.

— "Vocês são frágeis e fracos, não dá nem pra me divertir...Vamos, bota mais chakra nisso aí!" — Kaigaku exclamou, gargalhando.

Sua lâmina já estava coberta de sangue, bem com as minhas. A chuva de técnicas de todos os elementos e até mesmo kekkei genkais e outras habilidades lendárias se assemelhava mais a um grande espetáculo caótico do que uma batalha aos olhos de meu irmão. Ele sempre levou sua vida como se fosse um ato artístico, mas nunca deixou sua humanidade de lado. Fora dos campos de batalha ele é uma pessoa gentil, prestativa e benevolente - Mas dentro deles, se assemelha mais a um animal selvagem, uma besta formada totalmente por ódio. Seus movimentos eram extremamente velozes e pareciam se tornar cada vez mais rápidos a medida que utilizava de suas técnicas e Hijutsus únicos envolvendo o Kuroi Kaminari por intermédio de sua lâmina única, capaz de potencializar o poder dos relâmpagos. Mas como nem tudo na vida são flores, também fomos atingidos por diversas técnicas por conta da grande quantidade das mesmas e a velocidade em que se moviam. Era impossível evitar todas, mas fácil se aproximar dos conjuradores. A batalha se estendeu até a distância, deixando um rastro imenso de corpos, sangue e destruição por toda a floresta em um raio de duzentos metros. A batalha marcada por desgraças e o sangue daqueles que ousaram se colocar em nosso caminho parecia estar cada vez mais a favor de nós. Kaigaku, no entanto, parecia ter alcançado seu limite. Ofegante e com as faíscas dos raios negros lentamente desaparecendo - Sua constante expressão risonha havia transformando-se em preocupação. Tinha poucas forças restantes, afinal de contas, seu estilo de luta consome uma gigantesca quantidade de energia em troca de uma força absurda. Eu estava bem próximo de finalizar minha parte, mas ao visualizar que uma grande lança de energia do fogo havia perfurado a coxa esquerda do Ex-Kizuki, imediatamente avancei contra o mesmo, segurando-o dos braços enquanto lançava um Thrust tão veloz e poderoso que foi capaz de atravessar o peito do conjurador Katon com facilidade, fazendo com que suas tripas voassem para todos os lados, antes que caísse morto. Deixei-o atrás de uma grande árvore e imediatamente retornei ao combate, que perduraria por cerca de quinze minutos. Após muitos ferimentos e ter derrotado meus adversários com relativa dificuldade, retornei à posição de Kaigaku vindo do ar, amortecendo a queda com o dobrar de minhas pernas em  conjunto com o braço direito.

— "Eu não me divertia assim há quase três anos. Não é emocionante, meu irmão?" — Ditei.
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Ele sorriu para mim e se levantou, embainhando sua espada. Minha própria pessoa havia mudado, e mesmo após o término do combate, a sensação de que algo estava a acontecer permaneceu, aumentando cada vez mais a cada segundo. No entanto, deixei-a de lado. Nestes três anos, havia deixado meu cabelo crescer bastante da mesma maneira em que fazia meu pai, tomando uma forma mais madura e definida a meu corpo. Se não fossem pelos meus olhos, teriam dificuldades em me reconhecer. Com uma luva inscrita em símbolos macabros, imediatamente nos direcionamos até a casa onde estava sendo mantido o sócio de Kirigakure. Após encontrar o velho, imediatamente desfizemos suas amarras e fizemos questão de levá-lo ao vilarejo oculto da névoa o mais rapidamente que fosse possível, a fim de evitar futuros possíveis conflitos. Alcançando o local sem muitas dificuldades e com Kaigaku imediatamente se direcionando até minha casa por não fazer parte da organização de shinobis do vilarejo, acabei por tomar todos os créditos da missão, mesmo que contra minha vontade. Relatei que havia a cumprido sem nenhuma ajuda externa. A mulher parecia desconfiar, mas eu já havia realizado feitos tão extremos quanto este no passado, então aceitou sem nem mesmo questionar. Após ser recompensado, imediatamente retornei para casa. Os ferimentos não eram tão pesados como das outras vezes, e Iskal poderia facilmente me tratar com suas novas habilidades médicas. Além disso, aquela maldita sensação parecia aumentar ainda mais conforme me aproximava de minha família. Aquilo com toda a certeza era um péssimo sinal, mas eu não sabia dizer o que poderia ocorrer no futuro.


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Palavras: 1449






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Re: [Timeskip 10 Anos] — The Bird of Hermes - Publicado 2/7/2021, 09:14

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"8 D.G"



Cada dia que se passava, cada momento se tornava cada vez mais insuportável. Dois anos se passaram, e eu não fazia ideia da origem desta maldita sensação que tanto me atormenta, dia e noite. Agora - Estava em seu pico e atuação, como se algo fosse acontecer agora. Não era dor física, mas eu tinha certeza de que algo estava errado, apenas não sabia do que se tratava por completo. Acordei de maneira abrupta, desferindo um golpe tão poderoso contra a parede de meu quarto que quase a derrubou, mas pude me controlar logo antes do impacto. Kaigaku foi o primeiro a subir, para verificar o que estava acontecendo. Com a xícara de café ainda em mãos, parecia confuso.

— "Que porra é essa, cara? Você tá bem?" — Ele perguntou, assustado.

— "Tô, eu...Só tive um pesadelo. Não precisa se preocupar, já tô descendo." — Ditei, disfarçando.

Ele deu de ombros e olhou o estrago que eu havia causado, sabendo que ia sobrar pra ele consertar depois. Após devidamente me arrumar com os trajes carmesim e tomando o grande fedora de mesma cor com um par de óculos de lentes alaranjadas, desci para o primeiro andar, onde fui cumprimentado por Iskal e minha filha, Elizabeth. Ela estava crescida - Já estava com oito anos de idade. Era uma garota linda, detentora de longos cabelos negros e olhos vermelhos como os meus. Era bastante atrevida em muitos momentos e parecia possuir hiperatividade, quase um reflexo de minha pessoa. Passei a manhã por conta de minha família. Apesar disso, estava agoniado e bastante apreensivo. Havia cumprido deveres menores nestes últimos tempos por conta da baixa movimentação de inimigos arredores, mas hora ou outra uma tarefa daquele tipo poderia vir. Estava cabisbaixo naquele dia, e não fazia ideia do motivo. Quando bateram a porta e mais uma vez atendi, a própria atendente do gabinete havia vindo até minha casa.

— "Oh, você está com roupas novas? Muito bonitas, por sinal." — Ela ditou, rindo. — "Enfim...É urgente. Não há um pergaminho para esta missão, então vim até aqui lhe relatar os acontecimentos para que você passa cumprir seu dever com maestria. Parece que um único homem está sendo responsável pela destruição de incontáveis vilarejos menores e locais. Ele é um mestre em Jiton, e está louco. Destruiu mais de quatro vilarejos até o momento, e parece não se importar com nada. Mais de mil pessoas já foram mortas por ele, e precisamos que alguém o pare. Ele está a leste, se direcionando para cá!" — Ela ditou.

Após isso, retornou ao gabinete, quando ouviu um Jounin chamá-la à distância. Não houve tempo nem para se despedir - Mas pela descrição, simplesmente não podia acreditar. Um lua havia surgido, simplesmente do nada. Eles haviam enviado o número 4 neste momento de maneira proposital. Fortaleceram seus membros ao máximo neste últimos oito anos. Desde a derrota de Gyokko, não haviam mais dado as caras. Ocultando-se nas sombras - Era jogo sujo, mas inteligente. Logo depois, Iskal aproximou-se de mim.

— "Vou junto de você, meu amor. Por favor, permita que eu vá!" — Ela ditou.

— "Eu vou sozinho. Fique aqui." — A respondi.

— "Eu v-" —

— "EU DISSE QUE É PRA VOCÊ FICAR, PORRA!" — Gritei, me virando para ela.
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Ela nunca havia me visto daquele jeito - Ao menos não em uma situação casual como aquela. Um olhar fixo de ódio, que emanava intenção assassina. Apesar disso, ela não se intimidava. Assim como Kaigaku - Ela sabia que havia algo me incomodando e que eu queria eles não se intrometessem, já que poderiam estar se colocando em perigo. Meu irmão levantou-se da mesa e esmagou a xícara de café com suas próprias mãos, colocando a outra mão sobre meu ombro enquanto embainha sua espada. Os dois estavam dispostos a me ajudar naquela jornada, mas eu não queria. Se algum deles se ferisse, seria minha culpa. Eu não conseguia levantar minha voz contra alguém de meu próprio sangue. Minha filha poderia se cuidar sozinha em casa. Após Iskal lhe dar um beijo de despedida, era hora de partirmos. Cocei o pescoço de maneira raivosa, com nós três deixando os portões do vilarejo e seguindo em direção ao desconhecido. Imediatamente nos direcionamos à direção que nos foi informada pela atendente do gabinete do Mizukage. Ativei o Shikigami no Mai e o Byakugan, enquanto Iskal também o fazia, em conjunto com a Kaminari no Kokyou de meu irmão mais velho. Mais de trinta minutos de viagem se passa até que finalmente pudéssemos nos aproximar do raio onde a destruição corria descontrolada. Com mais de seis quilômetros de comprimento, o rastro de devastação deixado pelo caminho do homem manipulando o Jiton era notório. Seu poder era simplesmente de outro nível, e nós tínhamos pouco tempo para lhe alcançar.

— "Espere, eu sei quem é esse cara. Ele é Tomura...Impossível, ele tá aqui..O Lua Número 1!" — Kaigaku ditou, apreensivo.

— "COMO É QUE É?! NÚMERO 1? NÃO ERA PRA SER O DOUMA?" — Ditei, surpreso. — "FALE LOGO!"

— "Douma não tá na contagem. Merda...O Tomura já era o mais forte há muitos anos, ele deve ter aprimorado suas habilidades ainda mais. Não podemos enfrentá-lo! Vamos recuar, esse cara é um oponente de outra dimensão!" — Meu irmão exclamava, suando frio.

Mas não havia como recuar. Simplesmente dei um toque em sua teste e então viramos nossos olhares novamente a frente. Estávamos todos apreensivos, sabendo que o fim estava próximo. Eu por pouco não havia sido morto pelo número cinco, imagina enfrentando o Número Um - Oito anos depois, fortificando-se a cada dia. Seis minutos depois de uma nova investida, finalmente alcançamos o local onde ele se encontrava, com um cilindro de chakra translúcido em mãos enquanto flutuava no ar. Já tendo percebi nossa presença, baixou seu próprio e virou-se para nós, com um grande sorriso em seu rosto. Dotado de cabelos brancos alongados e uma pele extremamente ressecada com um corpo magro e alto - Ele passava uma estranha sensação de que o futuro era sombrio.

— "QUE SORTE A MINHA! O CARA QUE MATOU GYOKKO E O TRAÍRA! - MARAVILHOSO, MARAVILHOSO! VENHAM TODOS DE UMA VEZ, QUERO SENTIR ESSE PODER!" — Ele exclamou.
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Bem como pedido por Tomura, avançamos. Mesmo detentores de uma velocidade extrema, ele era capaz de se esquivar com muita facilidade. Utilizávamos nossas técnicas mais poderosas de uma só vez por diversos ângulos e das mais variadas distâncias e maneiras, combando todas as nossas habilidades a fim de aniquilar Tomura ao subjugá-lo com nosso poder combinado. Apesar disso, ele, com as mãos no bolso, nem mesmo jogando olhares a nós. Sua velocidade era tão extrema que nem mesmo meu Byakugan podia vê-lo se movimentar. Ainda sorrindo, ele parecia levantar seus dedos pouco a pouco, como se estivesse em uma contagem regressiva. Por dez minutos, continuamos a atacar de maneira ininterrupta, mas nenhum golpe lhe acertou. Não fomos capazes nem mesmo de arranhar seu corpo ou destruir suas roupas. Sendo assim, ele finalmente virou seu rosto - Em direção a Kaigaku. Após isso, no instante seguinte, reapareceu a frente de meu irmão.

— "Não tem perdão pra traidor." — Ditou.
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Após isso, levou sua mão direita até o corpo do mesmo. Após encostar em seu peito, o corpo de Kaigaku começou a se tornar acinzentada. Olhando para mim e deixando lágrimas escorrerem de seu corpo, ele parecia tentar dizer algo. Mas antes que pudesse fazê-lo. Tomura fechou seu punho, destruindo o corpo de meu irmão em migalhas. Se tornando cinzas que se misturavam ao vento, ninguém sequer reagiu. Logo após isso, ele colocou as mãos em seu bolso por mais uma vez - Sorrindo ainda mais abertamente do que antes. Ele havia matado Kaigaku em um instante, e eu não conseguia nem mesmo reagir. Simplesmente paralisei, sem entender nada. Iskal deixava um rio de lágrimas escorrer de seus olhos, mas também não conseguia nem mesmo reagir. Tomura coçou seu próprio pescoço por algumas vezes, e parecia querer me levar ao limite. Logo depois daqueles segundos de terror, ele se moveu tão rápido que pareceu se teleportar - Levando a mão em direção ao rosto de Iskal. Porém, antes que pudesse tocá-la, pulei em sua frente, desferindo uma sequência de golpes com auxílio da Respiração dos Ventos que nem mesmo chegaram perto de arranhá-la. Me segurando no braço esquerdo e me arremessando para longe apenas com o mover de seu braço, voltou suas atenções a Iskal, que antes mesmo de liberar uma poderosa técnica, teve uma surpresa inesperada.

— "Death Image." —
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Em um instante, a carne de Iskal foi arrancada de seu corpo e apenas seu esqueleto restou. Os ossos então se rachavam, sendo reduzidos a nada mais do que cinzas. Observei a morte de meu irmão e minha esposa - Tudo em poucos segundos, sem nem mesmo terem a chance de defesa. Ele me poupou de propósito, talvez uma vingança? Eu não estava mais pensando de maneira racional.  Meu coração morreu, minha alma morreu, eu morri naquele instante. Meus olhos Byakugan se tornaram negros e minha expressão facial tornou-se neutra. Não sentia raiva ou amor, simplesmente não sentia nada. Minha humanidade simplesmente me deixou naquele mesmo instante, e como um animal irracional, passei a atacar sem pensar. Lançava diversos ataques poderosos, incontáveis Cero Oscuras, Lanzas del Relampago e até mesmo Kami no Shinsha, destruindo tudo ao meu redor. Mesmo com seu poder avassalador, não puderem fazer nada além de deixar alguns ferimentos leves no corpo de Tomura, que gargalhava. Meu corpo sem energias simplesmente caiu no chão, sem nem mesmo forças para levantar. No entanto, eu nem mesmo sabia o que estava fazendo. Não sabia o que sentir ou reagir, era algo que eu simplesmente não conseguia compreender. A ficha não havia caído, pensava que era apenas um sonho ruim...Mas era real.

— "QUANTO PODER, KAGAYA! VOCÊ É RARO NESTE MUNDO! QUE ESPETÁCULO MARAVILHOSO, QUERO VÊ-LO NOVAMENTE, MEU AMIGO!  NÃO SE IMPORTE COM A MORTE DAQUELES BONECOS FRÁGEIS, VOCÊ É A ÚNICA COISA QUE IMPORTA! VOCÊ DETÉM CONTROLE DE SUA PRÓPRIA VIDA, VIVA POR SI PRÓPRIO, IGNORE ESSES SERES INFERIORES! VOCÊ É MUITO FORTE, VENHA COMIGO! POSSO TE FAZER UM GRANDE ALIADO NOSSO! Não - Você está caído, parece que nem mesmo consegue me ouvir...MAS E DAÍ? SINTA ÓDIO, SINTA O HORROR DENTRO DE SEU CORAÇÃO! SUCUMBA A MALDADE, JUNTE-SE A NÓS E ABRA SEUS OLHOS PARA OS VERDADEIROS DOMINANTES DESTE MUNDO! SEU PODER LATENTE AINDA ESTÁ EM EVOLUÇÃO, NÃO O DEPERDICE LUTANDO POR ESTA JUSTIÇA INÚTIL! ABANDONE SUA HUMANIDADE, SE TORNE O DEMÔNIO PERFEITO! AGORA...VOU TE LEVAR DE VOLTA, QUERO ENCONTRÁ-LO NOVAMENTE QUANTO ESTIVER AINDA MAIS FORTE! NÃO MORRA, KAGAYA!!!" — Ele exclamava, extremamente eufórico.

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Eu havia sido humilhado e perdido tudo o que tinha, mas Shigaraki não permitiu que eu tivesse sido dado como perdedor. Se transformando em minha próprio pessoa com um henge perfeito assimilado a sua kekkei genkai que copiava até mesmo minha assinatura de chakra, levou-me de volta - Não permitiria que eu desse um passo para trás. Deixando meu corpo inconsciente próximo de  Kirigakure, enquanto adentrava no vilarejo. Copiou até mesmo meu modo de andar e olhar para os outros, direcionando-se até o gabinete. Passando-se por mim com maestria, ele havia tomado parte de minhas memórias temporariamente para que pudesse copiar até mesmo minha personalidade e modo de falar e agir. Ele se passou por mim e forjou um relatório de vitório que fora tão convincente que a atendente nem mesmo desconfiou. Recompensada pelos seus atos falsos, aquele era apenas o início do pesadelo. Eu havia perdido tudo...De novo. Mesmo inconsciente, eu podia sentir que de fato, talvez eu quisesse ir junto dele no momento. Não sentia ódio, havia abandonado minha humanidade - Agora...Eu não sabia mais qual rumo deveria tomar, se é que havia algum rumo a ser tomado após isso.

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Palavras: 2097






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Re: [Timeskip 10 Anos] — The Bird of Hermes - Publicado 2/7/2021, 10:37

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"10 D.G"



— "Ei, pai. Qual foi, coroa? Tá ficando caduco agora, por acaso? Bora dar uma treinada ali fora pô esquece isso ai bicho. Eu to quase virando mulher já e você se bancando aí de adolescente chorão, sai do canto bora dar umas porrada em nego chato ai po. Ei..Tá me escutando?" — Elizabeth disse, em tom irônico.

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— "Caduco o seu cu, porra." — A respondi. — "Beleza, vamo lá. Mas eu tô meio atarefado esses tempos, então não vem ficar pedindo balinha depois do treino não, viu? Você tá muito forte, creio que não precise ficar se preocupando com isso. Já é uma chuunin, foque-se em sua evolução individual." — Ditei a ela.

Dois anos se passaram desde a morte de Kaigaku e Iskal, e a melhor coisa que fiz foi simplesmente me esquecer deles. Me tornei uma criatura sombria e sem coração, que não se importava com nada além de mim mesmo. Enxergava a tudo e todos com exceção de minha primogênita como vermes, insetos que deveriam ser esmagados. Não tinha mais empatia ou compaixão, tudo o que me restou foi uma fonte interminável de ódio, rancor e tristeza que me moldaram como um demônio perfeito. Elizabeth entrou em depressão na época e mudou drasticamente sua aparência e modos. Assumindo um estilo gótico, agora era falava como se fosse uma verdadeira malandra, desrespeitando a todos sem temer as consequências e fazendo oque bem entender. Eu não me importava, prezava a liberdade dela. Era a única pessoa que me impedia de cometer uma loucura, a única ponte entre mim e a humanidade. Se eu a perdesse, eu não sei o que seria capaz de fazer. De qualquer forma, deveria continuar. Sacando uma única espada lendária do vento e utilizando de meus atributos para ser justo com Elizabeth, estava pronto para dar início ao treinamento. A garota era proficiente em Taijutsu e possuindo o Byakugan, era provavelmente mais proficiente do que eu no combate corpo-a-corpo, detentora de uma grande velocidade e inteligência. A jovem avançou, tendo desenvolvido um estilo de luta próprio além do Juken, que era talvez superior ao original. Desferindo diversos golpes por ângulos distantes na tentativa me atingir diversos golpes em pontos de pressão no intuito de paralisar meus membros, me esforçava para defender-me dos ataques de minha filha. Apesar de seu jeito e modos estranhos de se portar, ela era uma menina que se importava muito comigo, sendo bastante sensível. Era a única figura familiar que lhe restara, e além de tudo, era minha última chance de me redimir de todos os meus pecados e erros do passado, que há tanto tempo me assombram.   Por mais cerca de cinco minutos, os ataques de Elizabeth não cessaram, até que finalmente coloquei ordem e contra-ataquei com minha mestria nas espadas, forçando-a a recuar quando pressentiu o perigo. Eu atacava para matar, era assim que deveria ser. Treinamento fingidos sabendo-se que seu  adversário não irá lhe machucar é simplesmente patético. Homem ou mulher, para mim todos deveriam receber um treinamento digno de um guerreiro. Quando pressionada, Elizabeth finalmente ativara a marca que criou em seu punho direito. Por cima das luvas, inscrições de sangue.

— "Eu estou melhorando, papai? Cuidado pra não perder um olho, hein?" — Ela disse, passando a língua pelo canto da boca.

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Aquela era o seu auto intitulado Kekkijutsu. Uma técnica que combinava seu controle absurdo sobre o próprio chakra com adição do próprio sangue - Criando uma variante do Juken capaz de infligir danos mortais a seu adversário caso os ataques sejam bem aplicados. Aumentando drasticamente a velocidade de seus braços em cada ataque com seus Byakugan ativos, fui obrigado a utilizar da Respiração dos Ventos para conter os golpes de minha primogênita, desferindo um golpe da Primeira Forma contra seu palmo. Apesar disso, ela foi capaz de suportar o corte com facilidade e até mesmo chegou a empurrar minha espada para o lado esquerdo, pronta para atingir meu abdome com um golpe perfurante com a mão livre, com intenção assassina. Eu estava orgulhoso, ela se tornou forte e determinada, mesmo que eu desconhecesse suas motivações. Afiando os olhares e utilizando de toda a minha força, rapidamente pousei minha mão sobre seu braço em movimento, segurando-o com força antes que ele pudesse me atingir. Após esta rápida defesa, desferi um chute contra o peito da garota, arremessando-a para cerca de três metros de distância, causando-lhe danos. Ofegante e levando a mão até seu peito, levantou-se após se recuperar do golpe, arregalando os olhos enquanto me observava.

— "Nossa, eu nunca te vi dando um golpe sério assim...Parece que eu tô mesmo chegando perto de você, afinal de contas. E aí, pai? Acho que você deve ter se tornado melhor com esse treinamento. Quando eu me tornar mais forte, quero que você me ensine suas técnicas secretas! Mas assim...O que você pretende fazer no futuro? Você vêm agindo estranho nos últimos tempos, por acaso é a velhice?" — Ela ditou.

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— "Velhice é a puta que a pariu, tu não cansa de encher o saco não? Sou um homem jovem no auge da idade. Sim, você está muito forte e tem potencial de me superar. Não sei como anda seu Ninjutsu, mas creio que você poderá herdar todas as minhas habilidades e se tornar uma shinobi da elite. Enquanto isso não ocorrer, vamos nos contentar com estes treinamentos. Está evoluindo, eu realmente me orgulho de tê-la. Mas não siga o mesmo caminho que..." — Pensei bem antes de falar. — "Esqueça, vamos voltar." — Finalizei

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Após isso, dei as costas e Elizabeth imediatamente se pôs a me seguir, retornando para casa. Tenta esconder meu lado mais macabro, pois tudo o que eu queria no momento era ter sangue banhando em minha lâmina fosse inocente ou culpado. Não existia mais certo ou errado - Apenas o meu julgamento absoluto. Agora, para mim, um grande massacre de inocentes não passava de um passatempo divertido. Sem compaixão, eu farejava o medo de tudo e todos, enlouquecido pela matança e ódio. Consumido pelo espírito da encarnação da morte e destruição, me tornei o contrário do símbolo da justiça - Me tornei o símbolo do medo, ao menos para mim. Em breve...O mundo me conheceria.

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Palavras: 1056






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"I Just live to Fall."

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Re: [Timeskip 10 Anos] — The Bird of Hermes - Publicado 3/7/2021, 01:26

Player: @Skywalker
Situação: Aprovado parcialmente.
Considerações: Desenvolvimento de atributo deste post em questão: [ Time-Skip 10 anos ], reprovado. Não se pode desenvolver o databook em meio a missões.
Recompensas: Missões de Rank S.

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Yukikitsune Kaonashi


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Re: [Timeskip 10 Anos] — The Bird of Hermes - Publicado