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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Akihito
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[Prólogo] A Última Esperança - 13/4/2021, 15:58

[Prólogo] A Última Esperança

O Inferno na Terra

Sobrevoando os obstáculos em um grande pássaro alvinegro composto de tinta e chakra, os dois shinobis avançavam diligentemente para Iwagakure. A súbita mudança de paisagem de um terreno verde e nutrido para um rochoso e acidentado os permitia saber que já haviam cruzado a fronteira do País do Fogo e adentrado nos domínios de Ishi no Kuni, o País da Pedra. Diferente do que Akihito havia imaginado, o ambiente não era tão seco e árido e o Sol acima deles não os castigava tanto, pelo contrário, o clima estava úmido e frio e abaixo deles, no solo, era possível ver até mesmo sinais de uma já findada nevasca; certamente não seria assim se não estivessem em pleno inverno. Tatsumaru, por sua vez, já devia estar habituado com aquilo, já que aquela era seu país de origem. De fato, o cenário estava tão natural e cotidiano que tornava-se até difícil de acreditar que aquele país enfrentava um pandemônio. No entanto, conforme se aproximassem da grande Vila da Pedra, o ambiente mais uma vez se alteraria e os sinais de destruição tornar-se-iam mais claros. De longe já seria possível sentir o forte odor de fogo e enxofre impregnado no ar, este porém nem se comparava à grande opressão que emanava daquela Vila. Era como se o chakra que dela irradiava fosse composto da mais podre e corrompida energia existente.

A visão dos dois ninjas era bloqueada pelo cume de uma montanha rochosa que se punha à sua frente, mas ainda assim eles conseguiriam ver nitidamente a grande cortina de fumaça preta e vermelha que se erguia sobre a Vila, como se um conjunto de chaminés bafejassem conjuntamente e a todo vapor. Isto já seria mais que suficiente para deixá-los apreensivos sobre o que enfrentariam detrás daquela montanha, mas nada disso se comparava ao que veriam e sentiriam ao contorná-la.

Imagine algum cadáver asqueroso e pútrido que jazia apodrecendo e se decompondo em sua sepultura. Imagine este cadáver como uma vítima das chamas, devorado pelo fogo de enxofre ardente... E então imagine este fedor nauseante multiplicado um milhão e um milhão de vezes novamente. Este era o cenário.

Corpos espalhados por todos os lados, edifícios em ruínas, sangue manchando todos as paredes, e focos de incêndio servindo como a única iluminação, pois até o próprio Sol se negava a ceder sua luz àquele lugar. Lá embaixo, o som de tormenta e do crepitar das chamas se unia aos grunhidos de criaturas de aparência horrenda e bestial que transitavam livremente entre os cidadãos de Iwa. Estes, por sua vez, andavam sem rumo e direção, com um semblante vazio, pois sua mente já havia sido tomada pela temível Lilith. Somente quando eram tragados por aqueles demônios que sua consciência voltava, apenas para que pudessem sentir toda dor e sofrimento de terem seus corpos dilacerados e feitos de bonecos. A fumaça rubro-negra que Akihito e Tatsumaru tinham visto antes vinha de fogueiras espalhadas por toda cidade, nas quais o combustível usado eram cidadãos, ainda vivos e conscientes, gerando aquele vapor de fuligem mesclado com sangue. Enquanto as vítimas gritavam de desespero por ter sua carne consumida pelas chamas, aquelas criaturas nefastas gritavam e gargalhavam, correndo e saltando ao redor das fogueiras. Para eles aquilo era um verdadeiro festim.

À frente dos portões principais da Vila jaziam alguns corpos de inocentes, dispostos de uma forma bem específica. Qualquer um que entrasse ali a pé — por mais insana e questionável que fosse essa ideia — não perceberia, mas a visão aérea dos garotos lhes permitiria discernir claramente o que aquilo significava. Aqueles corpos mutilados formavam letras e estas letras palavras, que juntas compunham a frase: "Abandone toda a esperança, vós que entrais aqui".

Iwagakure havia se tornado o Inferno na Terra.

[. . .]

Ao ver aquele cenário deplorável, Akihito pareceu ficar sem palavras, mas na verdade ele estava limitando suas palavras para evitar vomitar diante de tanta podridão. — Como é possível que alguém ainda esteja vivo aqui? — pensou o garoto. Sua preocupação era também para com seu parceiro de equipe, pois se o próprio garoto se sentia aflito ao ver tamanha abominação, que dizer de Tastumaru, que presenciava a completa ruína de sua terra natal? O Chinoike e o Senju não eram exatamente o que se poderia chamar de grandes amigos, sua relação nunca tinha passado de algo profissional, talvez sua ligação mais próxima fosse o fato de serem "Irmãos de Causa Mortis". Por isso, mesmo se condoendo de seu aliado, Akihito se limitou a dizer. — Sinto muito...

Ao olhar mais uma vez para o panorama geral da cidade, O Chinoike notou que dois locais em específico apresentavam certa calmaria, se comparados ao pandemônio instaurado em todo o restante, estes locais, inclusive, pareciam ainda intactos. Um deles era o Gabinete do Tsuchikage, localizado no centro da vila. Se fossem espertos o suficiente, não pisariam seus pés lá. Aquele era o local mais óbvio para os piores dos inimigos estarem, incluindo a própria Lilith. Sua missão era clara: resgatar os poucos sobreviventes. O segundo local era o Hospital, que embora ainda intacto, estava cercado de demônios. — Eles só podem estar lá! — disse Akihito. Com cuidado para não serem notados tão cedo, o Chinoike conduziu seu pássaro de tinta passando de largo pela cidade, parando próximo a um dos portões laterais — aquele que apresentava o menor caminho até o Hospital. Dali eles teriam que seguir da forma mais sorrateira possível, para não condenarem sua missão e os sobreviventes restantes.

Apesar da situação que presenciavam ser lastimável, os dois shinobis tinham uma missão a cumprir. Para muitos daqueles cidadãos não havia mais salvação, porém, diferente do que estava escrito na entrada da Vila, para alguns poucos resistentes ainda havia. Akihito e Tatsumaru, dois guerreiros trazidos do pós-vida para lutar por aqueles cuja vida estava por um fio; para aqueles cidadãos que ainda não haviam perecido, estes dois eram A Última Esperança.



Considerações:

• "— Falas"; "— Pensamentos".

• Observações: O personagem narrado é o NPC Akihito Chinoike.
Aparência:

• Aparência de Akihito Kanbara, do anime Kyōkai no Kanata: link;
• Roupas do Tomika Giyū, de Kimtesu no Yaiba (exceto a espada): link;
• Equipado com um Kyodai Sensu nas costas;
• Usando um cachecol no pescoço;
• Bandana de Otogakure na testa.
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Re: [Prólogo] A Última Esperança - 13/4/2021, 22:01

A chegada em Iwagakure foi um tanto quanto impactante. A Vila da Pedra costumava ser recheada de vida, sorrisos e um apressado ritmo de seus habitantes. Gargalhadas se misturando aos sons dos ofícios, criança correndo pelas vielas, shinobis salteando pelos telhados e formações rochosas, eram cenas típicas de um dia qualquer naquela comunidade. Aquela não parecia ser Iwagakure, mas sim o cadáver dela condenado ao inferno.

Pelas ruas, moitas, ou aguas leitosas dos córregos, onde quer que Tatsumaru olhasse, jaziam corpos de cidadãos ainda insepultos, misturados ao sangue, vísceras, cinzas e fogo. O pequeno shinobi franziu o cenho em tristeza, respondendo ao acalento de Akihito com um simples balançar de cabeça. Os olhos marejados do rapaz denunciavam a dor de ver o seu antigo lar acabado, destruído por forças que antagonizam completamente a sua natureza verdejante.

– Então viemos apenas para “pegar o que sobrou”. – disse baixinho. – Não existe mais esperança para Iwagakure... nenhuma criança poderá nascer no mesmo lugar onde o demônio se deleitou. Vamos apenas resgatar aqueles que resistem, e torcer para que no futuro ainda exista um bom lugar para que eles vivam, assim como um dia essa vila foi. – falou com uma expressão séria, como se tentasse manter o seu espírito firme.

Akihito fez uma boa leitura daquele cenário terrível, identificando o provável lugar pela posição dos demônios que ali estavam.

– Concordo, parecem estar de prontidão. Aquela armada certamente é para impedir que saiam ou que entrem... tem que ser ali. – respondeu ao amigo.

Diante de todo caos não foi difícil para os dois cruzarem os muros sem serem notados. Os seres abissais tinham confiança em sua conquista, descartando a hipótese de que alguém retornaria em missão para uma vila destruída. Despreocupados eles gargalhavam, se agrediam e dialogavam em uma língua incomum. Desorganizados, seus posicionamentos eram repletos de brechas e pontos cegos por onde uma dupla de jovens furtivos certamente se aproveitariam para passar.  E assim aconteceu, os dois pousaram e se esguiaram por entre sombras, escombros e fumaça, se ocultando sorrateiramente por trás de uma carroça tombada para observar por entre frestas de madeira.

Tatsumaru analisou um por um daquela armada horrenda, julgando a maioria como servos descartáveis e submissos, seres atrozes e desajeitados que certamente não tinham nenhuma importância política ou hierárquica entre os demônios. A exceção entre eles foi fácil descobrir, pelos muros ao leste se aproximou um indivíduo reptiliano cruzando o meio deles com largas passadas. Dele emanava impressionante selvageria e agressividade, visíveis na expressão feroz e voz poderosa, com autoridade, se portando como o maioral enquanto desfila segurando uma enorme espada rústica.

– Aquele é quem está no comando, o sujeito grande. – apontou para o parceiro. – São muitos adversários, mas eu acho que o elemento surpresa pode nos dar alguma vantagem. Teríamos que fazer de forma rápida e precisa, pois se criarmos um alvoroço isso aqui vai lotar dessas criaturas. Que tal o seu Genjutsu? – disse ele.

Tatsumaru olhou para Akihito esperando alguma resposta.

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"Você pode se vingar do mal, sem se tornar parte dele?"
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Re: [Prólogo] A Última Esperança - 16/4/2021, 22:21

[Prólogo] A Última Esperança

Arte Sangrenta: Akatsuki

Assim que fizeram o reconhecimento aéreo do local e aterrissaram próximo a uma das entradas, os dois ninjas seguiram de forma sorrateira por entre os escombros, cuidadosamente se ocultando daquelas hordas de demônios. O cenário visto de tão perto se tornava ainda mais podre e vil, lastimável. Akihito nunca havia ido a Iwagakure antes e mediante tamanha destruição, o garoto ficava até incrédulo ao imaginar que um dia houve vida ali. Tudo que se via e ouvia agora era destruição e ruína, bem como o estridente gargalhar daqueles seres fétidos.

Ocultos detrás de um dos entulhos que se espalhavam por todo o terreno, o Chinoike e o Senju fizeram uma rápida análise do território, buscando adquirir informações valiosas e identificar pontos de vulnerabilidade. Como Tatsumaru havia observado muito bem, muitas daquelas criaturas nefastas não deviam passar de meros lacaios acéfalos, movidos apenas por seu instinto bestial. Lidar com estes não seria difícil, o desafio se encontrava naquele que se sobressaía dentre todos. Um grande monstro de aparência reptiliana e porte humanoide bloqueava a passagem para onde os shinobis acreditavam estar os sobreviventes. Sua presença era marcante, sua fala ecoava como o som de uma legião de vozes, uma estrondosa como trovão, outra crepitante como chamas, outra terrivelmente gutural... ficava até difícil de discerni-las e separá-las.

Tal como posto pelo Senju, se os dois quisessem obter sucesso naquele resgate, precisariam ser sorrateiros e meticulosos. Um genjutsu seria uma ótima abordagem para se iniciar, mas Akihito temia o desdobramento disto. Como observado anteriormente, aqueles lacaios desajeitados e desprovidos de inteligência provavelmente cairiam facilmente na ilusão, mas eles ainda não sabiam o que esperar do grandalhão. — Vamos lá, espero que isso dê certo! — disse o Chinoike. Akihito então executou uma sequência de selos nunca antes usada pelo garoto e abriu seus braços. — Kekkijutsu: Akatsuki!

Ao dizer isto, todos os poros do corpo do Chinoike se dilataram e sangue começou a jorrar deles. Este sangue, porém, era extremamente volátil e assim que entrava em contato com o ar, evaporava e subia para a atmosfera como um cortina vermelha de fumaça. Em outras ocasiões o jutsu seria facilmente notado, mas como Iwagakure estava repleta de focos de incêndio e cortinas de fumaça rubro-negras, o jutsu do Ninja do Som passou despercebido. Aquela cortina de fumaça continuou subindo, até que nuvens vermelhas se formaram no céu, pairando por cima de todos aqueles demônios. Assim que o campo foi coberto por aquelas nuvens sangrentas, Akihito realizou um selo do tigre e fez com que todas elas precipitassem na forma de uma torrencial chuva de sangue. Aquelas gotas começaram a molhar as criaturas à frente dos dois ninjas, e conforme estas iam sendo atingidas, caíam em sono profundo. Não demoraria muito para que aquelas criaturas começassem a se debater por conta de seus pesadelos, até que enfim morreriam pelo extremo estresse e estrangulamento psicológico. — Vamos, temos pouco tempo! — disse o Chinoike para o seu parceiro.



Considerações:

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• Observações: O personagem narrado é o NPC Akihito Chinoike.
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Re: [Prólogo] A Última Esperança - 18/4/2021, 23:40


Naquele instante o Chinoike se tornara tão assustador quanto aquela horda bestial, demonstrando o poder da sua linhagem avançada em um nível bastante impressionante. Assim como era em vida, Akihito ainda era um exímio mestre nas artes ilusórias, subjugando inúmeros demônios com um único e poderoso genjutsu. Os corpos ao chão despencavam como moscas mortas, mas o líder deles apenas dobrou um dos joelhos, sacudiu a cabeça e rasgou o próprio rosto com suas garras afiadas. Ele apertou firme a empunhadura de sua espada e olhou para Akihito com um ódio quase palpável, forçou a ponta de sua lâmina contra o chão e levantou-se usando-a como uma bengala. O grandalhão esticou as costas e praguejou algo impronunciável.

– O desgraçado resistiu ao genjutsu! – Tatsumaru resmungou.


O Senju sabia bem que aquele inimigo deveria ser vencido de forma rápida e discreta, mas algo lhe dizia que a situação estava prestes a fugir do controle. Uma sensação estranha lhe ocorreu, como se estivesse na presença de algo que está em uma posição acima na cadeia alimentar, frente a frente com seu predador. Os pelos de sua nuca se ouriçaram indicando perigo, e em uma velocidade absurda o demônio investiu em uma rasante furiosa, deslocando alguns corpos caídos apenas com a força do impulso. Em um piscar de olhos a criatura surgiu acima dos dois shinobis, empunhando sua espada com as duas mãos e pronto para desferir um golpe catastrófico.

“Essa não!” pensou.

O vilão escolheu rapidamente quem seria o seu primeiro alvo, e de decisão tomada ele mergulhou com um poderoso golpe em direção a Tatsumaru. Tudo isso aconteceu em um único segundo, um ataque veloz e ao mesmo tempo brutal que muito se assemelhava a um usuário de Hachimon. O Senju apenas teve tempo de cobrir seu corpo com a Mokuton no Yoroi, uma poderosa armadura de madeira que segurou o ataque na altura do peito, livrando-o da morte certa. A lâmina metálica por um instante ficou presa na armadura do rapaz, instigando o adversário a brandir sua arma com violência, desvencilhando-a da armadura ao mesmo tempo em que arremessa o Senju violentamente contra uma parede.

Tatsumaru sentiu seu corpo estremecer com o choque violento, esforçando-se ao máximo para se levantar rapidamente e assumir uma nova posição.

“Eu não vou conseguir lidar com ele sem destruir este bairro inteiro. Se essa batalha continuar...” pensou.

– Akihito! Você precisa cuidar disso! – disse o rapaz.

Quando o gigante ameaçou continuar, várias raízes grossas emergiram pelo solo e se atrelaram aos seus membros inferiores, subindo até agarrarem os braços e o tronco. Ruídos de madeira partindo puderam ser ouvidos imediatamente quando o inimigo se debateu para tentar se libertar, demonstrando que não ficaria preso por mais que alguns segundos.

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Re: [Prólogo] A Última Esperança - 21/4/2021, 00:34

[Prólogo] A Última Esperança

A Ascenção de Tiamat

Como esperado, o genjutsu foi capaz de conquistar as mentes fracas daquelas bestas, subjugando-as e as retirando de batalha. Seu líder, no entanto, não foi pego pelo truque. — Droga, como ele resistiu tão fácil assim?! — Que ele seria capaz de superar a ilusão já era algo esperado, mas o Chinoike esperava ao menos ganhar algum tempo, uma abertura, por menor que fosse, para nocautear seu adversário. O grande reptiliano, porém, não só resistiu ao jutsu como também urrou de forma estridente, pronunciando xenoglossias ininteligíveis. Seu brado havia revelado o posicionamento dos dois garotos, não demoraria muito para uma horda ainda maior de demônios chegar àquele lugar.

Após quebrar a ilusão, o grandalhão encarou Akihito com um olhar fulminante, cheio de ódio e dotado de uma força nefasta e intimidadora. Nesse instante, o Chinoike sentiu um terror apoderar-se de si, fazendo suas pernas tremularem e seu suor escorrer frio. Mais rápido do que os olhos podiam acompanhar, o brutamontes disparou contra os dois ninjas e saltou acima deles para desferir um golpe mortal. Akihito imediatamente teceu alguns selos para tentar se evadir, mas a Intenção Assassina exalada pelo inimigo o fez hesitar por um segundo. Naquele momento, o Shinobi do Som teve a certeza de que morreria, de novo. Porém, por mais improvável que parecesse, a criatura abissal havia escolhido Tatsumaru como alvo.

O Senju havia sido mais astuto — ou talvez apenas não tivesse se abalado tão facilmente — e conseguiu revestir-se com sua Armadura de Madeira a tempo de resistir ao golpe do inimigo, se desvencilhando dele logo em seguida. Isto deu tempo suficiente ao Chinoike para finalizar os selos de seu jutsu e recuar. Um par de asas de sangue se formara em suas costas, permitindo-o evadir-se com bastante agilidade e conquistar alguns metros de distância entre si e seu adversário. Por uns instantes, Akihito achou que seu parceiro havia sido nocauteado com tamanho impacto, então ficou aliviado ao ver Tatsumaru se erguendo e falando. Ele clamava para que o jovem Chinoike lidasse com a criatura, enquanto restringia seus movimentos com raízes de madeira. Esta abordagem, no entanto, serviu apenas para enfurecer ainda mais o reptiliano, que com um rompante de chakra conseguiu se libertar.

— Tolos! Vocês acham que podem me conter?! VOCÊS ACHAM QUE PODEM ME VENCER?! - Até então o Chinoike pensava que seu adversário não passava de uma besta super-poderosa movida por seus instintos ferais, mas logo fora provado que "aquilo" era tão pensante quanto ele e que também era capaz de falar sua língua. — O maior erro de suas vidas foi ter vindo aqui! O que pensaram? Que conseguiriam resgatar este povo imundo do domínio de nossa Amada Mãe? Hahahah! — A gargalhada da besta ecoava por todos os cantos, soando simultaneamente em vários tons, como se diversas vozes gargalhassem juntas. Conforme zombava, aquele ser ia ficando maior e mais forte. Suas vozes iam tornando-se mais graves, sua pele começou a rasgar-se, chifres e escamas começaram a surgir. — Vocês não passarão daqui! QUEIMEM PERANTE A FÚRIA DE TIAMAT, A MÃE DE TODOS OS DRAGÕES!!
— Espera, isso é uma mulher?!




De repente, aquele ser de características humanoides e reptilianas se transformou em uma besta colossal de cinco cabeças e porte monstruoso, fazendo os shinobis parecerem meras formigas perante seus olhos. A grande criatura possuía um enorme corpo revestido de escamas escarlates, exceto por suas cinco cabeças, que possuíam cor e voz individual, cada. Seus dentes e garras eram extremamente afiados, podendo matar um humano com um único golpe. Mesmo sem estar cuspindo fogo, suas narinas exalavam uma constante cortina de fumaça de suas bocas — todas as cinco — emanavam um contínuo brilho de chakra, característico das cinco naturezas elementais.

Com um rugido gutural, Tiamat lançou uma labareda rasante na direção do Chinoike, o qual desviou desta ao alçar voo com suas Asas de Sangue. Sem cessar o fluxo daquele fulgente lança-chamas, a dragonesa continuou tentando incinerar Akihito, que desviava do ataque voando de um lado a outro. Enquanto a cabeça central se ocupava em atacar, as demais falavam de forma intercalada, com uma sempre completando os dizeres das demais.
— Que patético! Olhem para vocês, se esgueirando como ratos! Hahahah! — Uma segunda cabeça de Tiamat — a de coloração albina — bafejou um poderoso tornado horizontal do Estilo Vento, fazendo este se chocar propositalmente com o primeiro ataque. Isto fez com que as labaredas se expandissem e ganhassem mais velocidade; Akihito não conseguiria mais apenas fugir.
— Ninpō: Shichishoku Kekkai! — Diante do ataque iminente e letal, o garoto usou o seu jutsu defensivo mais forte, criando uma barreira de chakra de formato cúbico e coloração prismática; e assim permaneceram por alguns segundos. A criatura atacava e o Chinoike apenas defendia, sentindo-se mais encurralado a cada instante.

Em um dado momento, Akihito se viu mentalmente transportado para outro campo de batalha. O cenário não era mais o de Iwagakure em ruínas, mas sim uma praia deserta; à sua frente não estava mais Tiamat, mas sim a Besta de Três Caudas, Sanbi. Akihito lembrou de sua batalha contra a criatura, lembrou do momento de sua morte, lembrou de toda dor e sofrimento que sentiu ao presenciar, impotente, a extinção de Otogakure. — Não... não... de novo não! Por todos estes inocentes, por todos que já partiram e por todos que ainda têm uma chance neste mundo... — Com sua consciência de volta ao campo de batalha e voando em uma altura tal que ficava olho-a-olhos com Tiamat, Akihito liberou um grito de fúria e fez com que litros do seu próprio sangue jorrassem de seus poros. O sangue do Chinoike se mesclou com o daqueles corpos inocentes jogados por todos os cantos, que juntos deram vida a uma enorme hidra titânica de puro sangue e chakra. O Dragão Carmesim rivalizava com Tiamat em tamanho, mas possuía oito cabeças — que mais se assemelhavam a serpentes — ao invés de cinco. — EU PRECISO LUTAR!

As cabeças serpentinas avançaram de encontro a Tiamat, travando uma verdadeira batalha de gigantes. A dragonesa, por sua vez, se defendia usando de todas as liberações elementais, destruindo as serpentes de sangue com seus potentes golpe. No entanto, assim que uma das cabeças era destruída, outra nascia em seu lugar, encurralando Tiamat por todos os lados. Pela primeira vez em muito tempo a auto-intitulada "Mãe de Todos os Dragões" se sentira pressionada. As mordidas das serpentes de sangue eram vorazes e faziam as duras escamas de Tiamat arderem em dor. Com ataques e movimentos esguios, Akihito conseguiu dominar a dragonesa por alguns instantes, usando as oito serpentes do seu jutsu para conter as cinco de Tiamat.

Os planos dos dois garotos de serem sorrateiros havia ido por água abaixo. Entre eles e seu objetivo — os reféns sobreviventes — havia aquela enorme criatura advinda da Dimensão Infernal e em poucos instantes incontáveis hordas de demônios surgiriam para os atacar. Se antes o Chinoike e o Senju precisavam ser meticulosos, agora precisariam serem ágeis.

— Tatsumaru, agora!! — estava nas mãos do Senju o movimento seguinte.



Considerações:

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Re: [Prólogo] A Última Esperança - 21/4/2021, 20:57

Tatsumaru assistiu estupefato o seu companheiro Chinoike resistir e combater um adversário terrível, o poder de Tiamat era grandioso, mas Akihito tinha um espírito ainda mais louvável, resiliente e destemido diante do perigo. O seu avatar de sangue fez frente ao inimigo, mostrando-o que a Aliança Shinobi ainda respira e se dispõe  com todas as forças a combater o mal, custe o que custar. O Senju se aproveitou para recobrar as forças e analisar com frieza as possibilidades que poderia aproveitar, buscando o momento certo de agir. A batalha entre gigantes certamente já havia atraído um atenção perigosa, e logo os reforços infernais chegariam para auxiliar a mãe dos dragões. Assim, o momento pedia urgência, uma ação rápida e precisa para cumprir a missão.

Mais uma vez, Tatsumaru depositou suas esperanças em Akihito, deixando-o a cargo de segurar a besta por um pouco mais de tempo. Com os olhos voltados ao hospital, o garoto tentaria algo inusitado, mas a situação atual exigia que medidas mais drásticas fossem tomadas.

– Moku bushin no jutsu! – com um único selo, uma cópia exata de si mesmo é criada. O clone se adianta alguns passos, iniciando uma corrida em direção ao portão principal do hospital.

Tatsumaru leva as duas mãos ao seu manto e abre o tecido na altura do peito, concentrando Chakra para o seu próximo movimento.

– Mokuton! Mokujin Head! –do seu tórax surge o rosto icônico do golem de madeira, este que se estica para fora, manifestando a cabeça da enorme estátua Mokuton. O garoto então mira para o mesmo destino do clone, a entrada do hospital.

A Mokujin Head avança ganhando tamanho, partindo na retaguarda do clone até finalmente alcança-lo e literalmente engoli-lo com sua enorme boca. Ela continua seu caminho em frente, aumentando a velocidade de forma exponencial até atingir o portão com bastante força, derrubando-o e, em seguida, literalmente vomita o clone para dentro do hospital.


Tiamat se espanta ao perceber a intenção do garoto, arregalando os olhos com algumas de suas cabeças e soltando um berro que fez o chão tremer. Tatsumaru, por sua vez, encarou-a de volta com um largo sorriso no rosto, ao mesmo tempo em que marcas negras decoraram sua face e revelaram o semblante do Modo Sábio.

– Ainda não terminei, lagartixa. – disse ele.

Reunindo as duas mãos em um único selo, o rapaz reuniu todo o seu chakra em comunhão com uma grande quantidade de energia natural que circulava ao seu redor.

MOKUTON! MOKUTON! JUKAI KOTAN! JUKAI KOTAN! – A voz de Tatsumaru rompeu o ar com firmeza, rivalizando toda a barulheira que o Dragão trazia em seus gestos. Ao mesmo tempo, a voz do clone de madeira podia ser ouvida de dentro do hospital, repetindo as mesmas palavras.

Naquele momento duas florestas se formaram em sincronia, unidas no único objetivo de salvar os reféns.

A Floresta invocada por Tatsumaru circundava, esmagava e rompia toda estrutura do hospital com uma força absurda. Enquanto isso, o clone de madeira orquestrava as raízes, árvores e troncos de uma floresta gêmea que crescia pelo lado de dentro, brotando imponente com o objetivo de aparar os destroços, originar barreiras protetivas e eliminar alguns demônios que mantinham a guarda no interior do hospital. A floresta exterior destruiu o cárcere por completo, enquanto a floresta interior manteve os prisioneiros protegidos com sucesso.

Agora a situação exigia ainda mais dos shinobis, pois haviam reféns a serem evacuados com segurança e, com sua habilidade sensorial, Tatsumaru percebeu que os reforços inimigos já estavam quase chegando.

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Re: [Prólogo] A Última Esperança - 22/4/2021, 22:11

[Prólogo] A Última Esperança

Sacrifício Nobre

Akihito esperava que Tatsumaru se somasse a ele naquela batalha, mas o Senju foi para o lado oposto. O Chinoike ficou confuso por uns segundos, mas logo compreendeu o intuito de seu parceiro. Ele estava priorizando a missão, os reféns, e caberia a Akihito dar-lhe a cobertura necessária. O Ninja do Som continuou seu embate com Tiamat, achando que havia dominado a Mãe de Todos os Dragões, mas com um movimento súbito, seguido de rugidos ensurdecedores proclamados pelas cinco vozes da dragonesa, Tiamat conseguiu libertar-se, desfazendo o jutsu de Akihito. A besta mitológica parecia mais enfurecida do que nunca, principalmente após perceber a intenção de Tatsumaru, mas Akihito não deixaria sua desatenção sair barata. Mais uma vez extrapolando todos os seus limites, o Chinoike reuniu todo aquele sangue jorrado no chão e recriou sua hidra sanguinolenta. Ele estava aplicando constante pressão na dragonesa, impedindo-a de agir contra Tatsumaru.

Enquanto se enfrentavam naquele duelo de gigantes, um grande tremor se instaurou, aquele terremoto poderia ser sentido a quilômetros dali. O Senju havia invocado uma verdadeira floresta no campo de batalha, destroçando toda a estrutura do hospital, mas devidamente protegendo todos os sobreviventes. Lá estavam eles, os últimos focos da Vontade da Pedra. Ao ver que seu objetivo estava ainda mais próximo, Akihito sentiu-se ainda mais motivado. Para o garoto, seu propósito naquela segunda vida estava cumprido, seus pecados estavam remidos; foi para aquilo que ele retornou.

Entregando 200% de si, o Chinoike enviou sua hidra de oito cabeças para mais uma vez encurralar a Tiamat. Se Akihito estava motivado, a dragonesa não poderia estar mais enfurecida. A besta exalava puro ódio, seus olhos ansiavam por morte. Reunindo as cinco cabeças e direcionando-as para um único ponto, Tiamat começou a reunir chakra e conjurar um jutsu que Akihito jurava conhecer. — Aquilo é uma... bijūdama? — Não, não era. Era diferente. Tiamat estava unificando todos os seus cinco elementos em um único e mortal jutsu.

Akihito dedicou toda sua vida — e seu pós-vida — em ajudar e defender o próximo, e agora não seria diferente. Criando quatro Kage Bunshins, todos possuindo as mesmas asas que o Chinoike, o shinobi cercou Tiamat por cinco direção e conjurou sua barreira mais forte.
— Ninpō: Gojū Shichishoku Kekkai! — uma barreira quíntupla, formada a partir de barreiras sobrepostas, usadas para conter a dragonesa e seu jutsu. — Tatsumaru!! — gritou o Chinoike. Quando o Senju o olhasse, ele não diria nada, apenas sorriria.


Considerações:

• "— Falas"; "— Pensamentos".

• Observações: O personagem narrado é o NPC Akihito Chinoike.
Aparência:

• Aparência de Akihito Kanbara, do anime Kyōkai no Kanata: link;
• Roupas do Tomika Giyū, de Kimtesu no Yaiba (exceto a espada): link;
• Equipado com um Kyodai Sensu nas costas;
• Usando um cachecol no pescoço;
• Bandana de Otogakure na testa.
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Re: [Prólogo] A Última Esperança - 23/4/2021, 13:43

Os reféns estavam libertos, finalmente, mas ainda não estavam a salvo. Humanos frágeis a mercê dos reflexos de uma batalha de grandes proporções, eles ainda corriam perigo, e de nada valeria aquela missão se perdessem a vida, afinal, a dupla shinobi não tinha como objetivo o resgate de cadáveres. O Senju olhou para o leste e viu a multidão de demônios, inumanos, orc's e todo tipo de aberração dignas de contos de terror. Olhou para o oeste e viu Tiamat concentrando seu poder perigosamente, pronta para disparar. Akihito levantou sua barreira, mas o dom sensorial de Tatsumaru lhe dizia que aquilo não bastaria para frear o ataque.

Tatsumaru fechou os olhos por um instante e se concentrou, percebendo que ainda havia algo a fazer... a última esperança ainda resistia, bem como a semente de Gaia ainda pulsava em seu corpo reencarnado.


– Eu provavelmente vou morrer se fizer isso... mas, sabe, eu já morri a vez... e nem foi tão ruim assim heh! – disse encarando a besta.

Seu clone de madeira surgiu novamente ao seu lado, pronto novamente para uma ação sincronizada. Os dois se olharam sorrindo, conformados de que aquela ação conjunta seria a última.

SENPU MOKUTON! MOKUTON! SHIN!!! MOKUJIN!!! SŪSENJU!!!!! NO JUTSU!!!!! – Uma explosão de chakra esverdeado iluminou aquele perímetro, ganhando força à medida em que as vozes rugiam juntas pelo ar. Quando a luminosidade cessou, duas enormes estatuas lendárias ocupavam o campo de batalha. De um lado, Mokujin, um gigante Golem de madeira, encarando Tiamat com seus olhos vermelhos em posição de batalha. Do outro, um buda três vezes maior que Mokujin, rodeado por incontáveis braços abertos em leque, imponente em tamanho e confiança.

Tiamat finalmente disparou aquela bola de energia elemental. Destruindo paredes apenas pela força do deslocamento, a esfera se chocou contra a barreira de Akihito, criando um ruído ensurdecedor com o impacto e fazendo construções inteiras desabarem devido à onda de choque. A barreira aguentou firme por alguns instantes, mas inevitavelmente a rompeu e seguiu sua trajetória na direção dos shinobis.

O gigante Mokujin esticou suas mãos e literalmente segurou a esfera, como se a mesma fosse uma bola de praia, mas mesmo o golem gigante não conseguiu se manter firme diante daquela força. Ele dobrou os joelhos ameaçando cair, mas rapidamente o Buda apoiou suas costas com diversos braços. O golem então girou seu corpo e direcionou a trajetória do ataque diretamente para o exército abissal que surgia no horizonte. Um “strike", explodindo e desintegrando centenas de inimigos.

Tiamat rosnou com raiva, mas naquele momento a besta sabia que estava derrotada. A partir dali batalha perdeu seu equilíbrio, uma vez a mãe dos dragões inevitavelmente sucumbiu pelos ataques combinados de Mokujin, Buda e a Hidra gigante de Akihito. No fim, o corpo destroçado da mãe dos dragões passaria a mensagem correta para o exercito inimigo.


Bastante debilitado, Tatsumaru havia usado toda energia possível que tinha acesso, tanto chakra quanto energia natural. Além disso, o pequeno Senju havia ido além, depositando muito além de energia para a realização daqueles jutsus.

– Akihito... o impacto foi grande, mas ai ainda sobraram muitos... – disse apontando para o horizonte. Ao longe era possível ver que centenas de inimigos ainda avançavam em sua direção.

Exausto, Tatsumaru respirou fundo e olhou para o céu. Em meio a fumaça e cinzas, ele sorriu ao notar uma pequena abertura que permitia ver um pouco da cor real do céu. O Senju levou a mão no peito e o penetrou como se sua mão fosse intangível, retirando uma semente verde brilhante. O garoto assobiou e uma das mãos do Buda se esticou para receber a pequena semente através da ponta de um dedo. Mokujin se desfez em um chakra verde e incorporou-se no corpo do Buda.

– É isso! Devidamente abastecido... Vocês agora podem ir embora, aqueles demônios não vão passar daqui por algum tempo. O chakra usado no Mokujin e o meu espírito agora fazem parte do grande Buda. Isso vai garantir que ele fique e lute por algumas horas. Então se apressem e, avisem lá, que da próxima vez que me trouxerem de volta, que seja em um agradável dia de sol... chega de guerras para Senju Tatsumaru hahaha! –
Calmamente o jovem permaneceu sentado olhando para o céu.

Lentamente, suas vestes e sua pele começaram a descascar como um carvalho velho.

– Akihito-san... foi uma honra! – e foram ditas as suas últimas palavras.


O Buda gigante ainda permaneceu de pé em vigília, permanecendo frente ao exercito inimigo e pronto para impedir que avancem. Tatsumaru, no entanto, se foi.

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Re: [Prólogo] A Última Esperança - 24/4/2021, 20:48

[Prólogo] A Última Esperança

Sacrifício Ainda Mais Nobre

O jovem Chinoike já estava conformado de morreria ali mesmo e isto não era um problema, pois entendia que seu dever estava quase completo. Aquelas pessoas ainda corriam risco e Akihito confiou a Tatsumaru a conclusão do seu resgate, enquanto ele tentaria conter Tiamat e a horda de demônios que viria após ela. Mas a quem ele enganaria? Todo aquele poder estava muito além de sua compreensão, ele sozinho não seria capaz de tal feito. Isso, no entanto, não o impediria de tentar! Porém...

Quando Akihito pensou que Tatsumaru já estaria do lado de fora da Vila, o Senju e um clone seu apareceram no campo de visão do Chinoike. — Mas o que ele ainda está fazendo aqui? — questionou o Ninja do Som. Akihito pensou em impedí-lo e fazê-lo ir, mas a ação seguinte do senju desarmou todos os possíveis argumentos do Chinoike. Com um poder incrível e além da limitada compreensão do chunin, Tatsumaru invocou um enorme ser feito de madeira, maior do que tudo que Akihito já havia visto. Além disso, invocou também um outro humanoide um pouco menor, mas igualmente surpreendente. Eles foram capazes de conter e redirecionar o ataque de Tiamat — algo que nem mesmo a defesa mais forte de Akihito fora capaz de fazer.

O Chinoike pensou em questionar Tatsumaru e porque ele estava fazendo aquilo, mas o Senju parecia muito certo e convicto do que faria e isso se refletiu em suas últimas palavras. "Foi uma honra!", ele disse. Akihito pensou em impedí-lo de fazer aquilo, mas o garoto sabia que isto já não era mais possível. — Digo o mesmo, Tatsumaru-kun! — foi tudo que conseguiu dizer. O shinobi então se apressou em retirar todos aqueles civis dali, aproveitando a cobertura criada por Tatsumaru e suas técnicas. Do lado de fora, Akihito e os demais se encontraram com um grupo de apoio enviado pelos Hattori para ajudá-los no resgate. Eles não haviam ousado entrar na Vila, mas aguardavam lá fora para dar-lhes o suporte.

Após todos os civis estarem assegurados, Akihito olhou uma última vez para trás e nesse momento um grande temor lhe dominou. A sensação era semelhante a de quando foi intimidado por Tiamat, porém incontáveis vezes mais forte. Em sua mente, uma sórdida voz feminina gargalhou. — Tolos! — foi tudo que disse. Por mais que aqueles últimos sobreviventes tivessem sido resgatados e por mais que Tatsumaru tivesse feito um enorme sacrifício para enfrentar aquele perigo ainda maior, o terro sentido por Akihito o fez ter a certeza: aquilo tudo não passava de um jogo perto do que estava por vir! Assim que o efeito tenebroso passou, o Chinoike retornou para o acampamento onde havia falado com Shion, acompanhado dos demais.

FIM

Considerações:

• "— Falas"; "— Pensamentos".

• Observações: O personagem narrado é o NPC Akihito Chinoike.

Infelizmente por diversos problemas, acabei não conseguindo encerrar este prólogo dentro do tempo especulado, mas ainda assim gostaria de agradecer ao @Shion por esta grande oportunidade. Narrar este RP teve um grande significado para mim que vai além da participação no evento e na trama, pois pude narrar o meu primeiro personagem. Por mais que o meu personagem atual seja praticamente uma cópia deste (kkk), narrar o Akihito original tem um significado especial pra mim, pois me trás um sentimento nostálgico, me trás algumas boas lembranças. Não sei se o RP em si foi apreciado por todos ou se estava dentro do que alguns esperavam, mas de todo modo agradeço a todos que leram essa parcela de história.
Aparência:

• Aparência de Akihito Kanbara, do anime Kyōkai no Kanata: link;
• Roupas do Tomika Giyū, de Kimtesu no Yaiba (exceto a espada): link;
• Equipado com um Kyodai Sensu nas costas;
• Usando um cachecol no pescoço;
• Bandana de Otogakure na testa.
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Re: [Prólogo] A Última Esperança -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.