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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Hikaro
Tokubetsu Jonin
Hikaro
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[Filler - Troca de Clã] Eu sou um... Hatake? - 30/1/2021, 23:20



jyu viole grace

Então sou um Hatake??

⌠CH⌡ 2100/2100 ⌠HP⌡ 1925/1925⌠Stamina⌡ 000/010
⌠Sanbi⌡ 2500/2500 ⌠Palavras⌡ 2624

Olhou novamente para o papel que tinha em suas mãos. Em meio ao amassado e a tinta quase apagada, o endereço ainda era legível, com a letra garranchosa da pressa em que escrevera aquele pequeno bilhete. Sentiu uma pequena lágrima escorrer, ao voltar o seu olhar para a frente, vendo um casebre em chamas.

Era verdade. A mais pura verdade. Desde que voltara do Exame Chunnin, ficara com aquilo martelando em sua cabeça. Descobrir um pouco mais sobre si era, de fato, um dos caminhos para se tornar verdadeiramente forte e atingir a sua maior ambição. Entretanto, nunca imaginara que aquilo poderia trazer tanta dor, em meio a uma tristeza perdida em lembranças que nem sabia ter.

Caminhou em direção as ruínas, sentindo seu corpo pesando mais do que uma tonelada. Se abaixou, olhando as cinzas que ainda persistiam em ficar lá, em meio as madeiras já podres e escurecidas pelo tempo. Tocou lentamente na terra, na madeira, tentando encontrar alguma lembrança em sua mente sobre o que estava vendo, mas não conseguia encontrar nada. Nada.

Fechou os olhos, sentindo o seu corpo cansado desabar, caindo sentado, enquanto as lembranças dos últimos dias vinha em sua mente como uma torrente, enquanto todo o cenário a sua frente parecia desaparecer...


***


[Isobu]-Tem certeza de que quer fazer isso? - perguntava o bijuu de três caudas, preocupado, afinal, era a primeira vez que via o garoto obstinado a fazer algo naquela magnitude.

[Jyu]-Sim, e você sabe o por que… - respondia, afoito, observando todo o local, com grande seriedade, escondido em um pequeno beco, apenas observando o movimento do prédio do Mizukage.

A noite já ia alto quando o garoto finalmente encontrou o momento que considerou como perfeito. Saiu das sombras e, como um gato, se dirigiu para uma janela a poucos metros de onde se encontrava. Havia quebrado o seu trinco no dia anterior, por isso não teve nenhum problema em abrí-la.

Passou seu corpo para dentro com tranquilidade, enquanto fechava a janela com cuidado, para evitar fazer barulho. Olhou em volta, observando a sala que estivera horas atrás, com suas mesas e escrivaninhas enfileiradas. Se dirigindo para as sombras, não pode deixar de pensar o que, de fato, acontecia naquela sala.

Caminhou lentamente, aproximando o ouvido da porta, tentando captar qualquer pequeno som. Colocou a mão na maçaneta e aguardou por alguns minutos, até se sentir seguro o suficiente para girá-la lentamente. Ao abrir a porta, a mesma rangeu, causando um arrepio no garoto.

[Isobu]-Acho que isso não era para acontecer, não? - perguntou, irônico, produzindo um sorriso no rosto do chunnin.

[Jyu]-Era sim, um pouco de emoção não faz mal, não? - retrucou, mesmo que não acreditasse nem um pouco naquilo. Jamais daria o braço a torcer para um Isobu irônico, que apenas riu da resposta do garoto.

Apesar de tudo, ele ainda era um menino e ninguém entendia mais isso do que o bijuu.

Enquanto a besta de três caudas refletia, Jyu ganhou finalmente o corredor, vazio e escuro. Pensou sobre usar seu chakra para iluminar o local, mas achou melhor não deixar a sua posição a vista. Caminhou lentamente e sem fazer barulho, até dar de cara com a porta que tanto procurava: o Arquivo Central.

Abriu a porta lentamente, desta vez, sem que tivesse qualquer rangido. A fechou com o mesmo cuidado e deixou a sua visão se adaptar com aquela escuridão. Quando finalmente conseguiu ver os inúmeros armários de aço, que criou coragem para sair da entrada.

Caminhou por entre os armários de aço, procurando por aquela que sabia conter a sua ficha como shinobi. Parou quando finalmente alcançou a letra J, abrindo a mesma com velocidade, sem se importar se iria ou não fazer barulho. Rapidamente, dedilhou por entre as pastas suspensas e pegou aquela que continha o seu nome.

Observou-a por um tempo, tomando coragem para abrir a mesma. Entretanto, foram estes pequenos segundos de hesitação que fez uma voz surgir as suas costas, deixando-o arrepiado.

[???]-Acredito que não era  para você estar, não? - e Jyu não pode deixar de reconhecer aquela voz.

A pior pessoa que poderia pegá-lo invadindo o Arquivo Central de Uzushio. Era Renjiro, o desvirtuoso.


***


Não sabia por quanto tempo havia ficado ali. Só sabia que quando abriu os olhos o sol já despontava no horizonte. Havia ficado a noite inteira ali, em meio as cinzas e ao casebre destruído, praticamente sem se mover. Seu corpo doía por inteiro, reclamando de dormir sentado a noite inteira.

Espreguiçando-se, Jyu se levantou, batendo as mãos em suas roupas, finalmente decidido a encontrar uma pista sobre quem ele era. Sem hesitar nem mesmo um segundo, começou a vasculhar a casa, remexer no entulho, a procura de alguma coisa que lhe desse um norte sobre sua verdadeira história, sobre quem ele realmente era.

O sol já praticamente alcançava o seu ápice quando uma sombra chamou a sua atenção. Se virou rapidamente na direção de seu suposto oponente, para, enfim, ficar vermelho de tanta vergonha. A sua frente, uma menininha de cinco ou seis anos de idade, que mal chegava na altura da cintura. Seus cabelos rosados eram curtos, chegando na altura de seu ombros, emoldurando seus olhos castanhos escuros, que o observava de forma curiosa.

[???]-Que que você tá fazendo, moço? - foi sua pergunta, simples e inocente, o que deixou Jyu desnorteado. Sinceramente, ele nunca imaginou ficar em uma situação parecida.

[Jyu]-E-eu... Eu estou... - gaguejava, tentando encontrar a resposta para a garotinha, por mais simples que fosse. Internamente, ouvia as risadas de Isobu em sua cabeça, se divertindo com toda aquela situação.

[???]-Hahaha! Você fala engraçado, moço!! - dizia, rindo da cara dele, enquanto o chunnin sentia o seu rosto arder de vergonha. Por que diabos aquilo estava acontecendo?

[???]-Yachiru, menina! Deixe o rapazinho em paz! - ralhou uma voz diferente, surgindo outra pessoa logo ao lado da menina.

Se a menina foi uma surpresa e tanto para o garoto, a senhora que apareceu ao seu lado não foi nem um pouco diferente. Era uma idosa, com cabelos brancos, em um enorme coque, levando o chunnin a crer que o cabelo branco era incrivelmente grande. Seu vestido azul escuro era longo, que cobria todo o seu corpo, o que não era muito, já que parecia ter menos de 1,60 de altura. Mas, o mais surpreendente, foi ver que a mulher tinha muitas joias. Seu colar de pérolas brancas era tão grande que lhe dava a impressão que ela nem ao menos tinha pescoço. Seus dedos possuíam uma enorme quantidade de anéis e, em suas orelhas, dois enormes brincos de esferas azuis.

[???]-Perdoe minha neta, ela é curiosa demais, não é, Yachiru? – ela falava, fazendo um cafuné na cabeça da garota, enquanto a menina olhava com uma careta para a avó, não gostando daquilo . – De qualquer forma... Você conhece os Graces? Parece um pouco novo para ter conhecido os dois... – dizia, com um sorriso saudoso na face.

[Jyu]-E-eu... – e sentiu seus olhos se encherem de lágrima por um instante, sem conseguir pronunciar qualquer coisa.

[???]-Espera... Não pode ser... – dizia a velha, deixando sua neta para entrar no meio das cinzas e escombros da casa, para chegar perto de Jyu. – Você... Você não pode ser o filho deles, pode...? – perguntou, se aproximando cada vez mais do garoto, enquanto aguardava uma resposta dele.

[Jyu]-Eu... Eu me chamo Jyu Viole Grace e eu... – antes que pudesse terminar de falar alguma coisa, a mulher o abraçou, com força, deixando tanto ele quanto Yachiru, estáticos...

***

Tão logo a voz do Jonin chegou no garoto, o mesmo estremeceu. Sentiu o seu coração acelerar pela adrenalina de ser pego, e ficou por um segundo em silêncio. Não sabia o que dizer, apenas suspirou, enquanto se virava para o Renjiro. Mesmo olhando o shinobi a sua frente, continuou segurando a sua própria pasta, com um pouco mais de força do que precisava.

[Jyu]-Acredito que você já sabe o que eu vim fazer aqui, não, Renjiro? – rebateu, pensando pela primeira vez sobre o que faria naquela situação. Em sua cabeça, ele nunca seria encontrado.

[Renjiro]-Posso até saber, mas como um shinobi da vila, você tem que obedecer as regras e solicitar os documentos que queira como qualquer outro – responder, calmamente, colocando a mão na bainha de sua própria espada. Por algum motivo, aquele mero movimento deu um enorme calafrio no garoto.

[Jyu]- Certo, você me pegou nessa... – disse, com um sorriso, mas sentia um arrepio em seu corpo que indicava que as coisas não acabariam por aí.

[Renjiro]-Deixe o arquivo aí, volte amanhã e solicite a documentação, que daí eu finjo que não te vi por aqui... – dizia, se virando de costas, sem, no entanto, deixar de soltar o cabo de sua espada.

Jyu suspirou, enquanto guardava a ficha. Caminhou lentamente até a janela e a abriu. Colocou o seu corpo por sob a guarda da mesma e, com um pulo, saiu correndo. Deu um sorriso ao olhar em sua mão os papéis que estavam dentro de sua pasta. De alguma forma, conseguiu aproveitar aquela brecha de Renjiro e pegar os papéis.

[Isobu]-E o que vai fazer quando descobrirem sobre a ficha? – perguntou, curioso. Quanto mais tempo passava com o garoto, mais curioso quanto as suas ações ficava.

[Jyu]- As folhas estarão de volta até amanhã cedo, preciso somente ler sobre o dia que me encontraram... – dizia, com um sorriso, enquanto fugia na direção de sua casa.


***


Jyu acabou seguindo a mulher, mesmo sem saber o motivo. Em questão de poucos minutos, ela o levou até sua casa, há poucos metros de onde se encontrava e agora, se encontrava sentado em uma pequena sala, com três pufes e uma mesa de centro e, a frente, uma pequena lareira, que parecia não ser usada há um bom tempo.

Sentado em um dos pufes, observou Yachiru brincando próxima a lareira com uma boneca, enquanto a estranha senhora se aproximava, com duas xícaras fumegantes. Oferecendo uma ao garoto que pegou com jeito, o fez contar tudo o que sabia sobre a sua infância. Quando contou sua história, sem nem mesmo tocar no chá, ficou observando a mulher, que suspirou.

[???]-Sem dúvidas, você é filho dos Graces, meu querido... – dizia, bebericando o chá, calmamente, enquanto ficava um tempo reflexiva.

[Jyu]-A senhora os conhecia? – perguntou, curioso, deixando a sua educação de lado, enquanto a observava calmamente, ainda segurando a xícara de chá, apertando-a lentamente com a curiosidade de saber um pouco mais sobre sua própria história.

[???]-Ah, sim, meu querido, eu os conheci bem... – dizia, com um sorriso. – Sua mãe era uma mulher inteligente e doce, uma menina que todos amavam, cuidadosa e meiga... Ela cozinhava muito bem, era famosa pelos doces dela...

[Jyu]-E... E meu pai? – perguntou, enquanto seu coração batia forte, esperançoso.

[???]-Seu pai... Ele foi um shinobi, de um clã vindo de Konoha... Ele se chamava Hatake Ryujin, era um homem bem quieto... Até hoje não sabemos como dois opostos se juntaram... – dizia, fungando, enquanto bebericava mais um pouco.

[Jyu]-Mas se ele era do clã Hatake, por que eles...

[???]-Por que eles eram chamado de Graces? – dizia, repousando a xícara vazia na mesa de centro, com delicadeza, para só então voltar-se para o garoto – Ele fugiu do seu clã para casar-se com sua mãe... Não me lembro exatamente o nome dela, mas sei que ele adotou o nome da família dela ao se casarem...

[Jyu]-Entendo... – e sorveu um gole de seu chá, pensativo. – E como eles...

[???]-Eles morreram anos atrás quando um outro shinobi renegado chegou a vila. Sua mãe morreu te protegendo e seu pai, em um acesso de fúria, lutou com tudo o que tinha contra o invasor. Ambos se mataram no processo. – dizia, enquanto olhava com carinho o jovem ao seu lado.

[Jyu]-A senhora pode...

[???]-Te contar mais sobre eles? – completou mais uma vez a pergunta do chunnin, fazendo-o rir  do modo como ela sempre descobria o que ele queria. – Claro, meu querido... Eu me lembro como se fosse ontem quando eles chegaram na vila...

E, então, começou a contar pequenas histórias do casal. Contou quando chegaram na vila, com nada mais que as roupas do corpo e alguns retalhos em sacolas. Relatou como a mulher logo ganhou a simpatia de todos ali, assim como com grande esforço, construíram, juntos, aquela pequena casa em que Jyu estava procurando por pistas.

Contou histórias sobre seu pai, como quando ele sozinho encontrou cinco crianças perdidas na floresta próxima e como as mesmas relataram a luta dele contra um javali selvagem, que os atacou no meio do caminho. A cada história, a cada fala, o garoto ia guardando tudo em seu coração, que ficava mais leve a cada momento. Saber que seus pais existiram de fato, que eram reais e não apenas fruto de sua imaginação como pensara diversas vezes durante sua infância, era mais que o suficiente para que o garoto sentisse seu coração mais leve.

As horas foram passando e, com o cair da noite, chegara finalmente a hora da despedida. Sentindo o seu corpo reclamar de cansaço pelo dia, se despediu da mulher, caminhando na direção de Uzushio com uma tranquilidade diferente de tudo o que sentira até então.

[???]-Menino, espere! – gritava a mulher, quando ele já estava a mais de vinte metros da casa.

Surpreso, Jyu se virou para a casa, enquanto a mulher caminhava com um embrulho em suas mãos. Ao seu lado, a pequena Yachiru a acompanhava, com cara de quem o sono logo ia vencer a sua teimosia. Deixou-as se aproximarem, se perguntando o que, de fato, estava acontecendo ali.

[???]-Tome, é para você... – disse, estendendo um embrulho para o garoto, que o pegou acanhado e curioso. Em um movimento, abriu o mesmo, vendo uma espada pequena dentro de uma bainha um tanto quanto desgastada.

[???]-Essa espada era de seu pai... Era a única coisa que ele portava além de roupas... Acho que ele gostaria que ela ficasse com você...

Pela segunda vez naquele dia, as lágrimas subiram na direção de seus olhos e, logo, ganharam espaço para correrem livres por sob sua face. Era tão forte os sentimentos que percorriam o seu corpo que ele nem mesmo conseguia definir o que sentia.

Lentamente, retirou a espada de sua bainha, vendo um chakra branco circundar a lâmina, dando um aspecto fascinante para ela. Colocando-a de novo na bainha, fez uma reverência para a mulher e sua neta, antes de voltar a caminhar. Aquilo era o máximo que conseguia fazer, já que sabia que não conseguiria fazer nenhuma pronúncia de agradecimento...

Sem olhar para trás e segurando com força a espada, partiu, e, pouco a pouco, deixando aquela parte de sua vida para trás, como sempre foi em sua vida e sempre será...


***


[Yachiru]-Você, por que não contou a ele quem você era? – perguntava, curiosa, já deitada em sua cama, com a avó a lhe fazer um leve cafuné em sua cabeça.

[???]-Ás vezes, é melhor deixar alguém que já achou seu caminho segui-lo, mesmo que isso signifique não contar a ele que eu era a mãe do pai dele... – dizia, com um sorriso triste em sua face. – Mas, se um dia ele voltar aqui, não se esqueça de contar a ele sobre mim, Hatake Aika, sim? – dizia, enquanto a garota afirmava com a cabecinha, pegando no sono quase que instantaneamente.

Deixando a garota dormindo, Hatake Aika apagou a pequena vela que iluminava o quarto da menina e foi em direção a sua cama, sentindo-se leve por, ao menos, ter conhecido o seu neto antes de morrer.

Naquela noite, Hatake Aika deixaria o mundo, em meio ao seu sono, com um sorriso no rosto, apenas de saber que Jyu era um rapaz decente e que, de seu próprio modo, lutava para seguir o seu próprio destino...


((Considerações Finais)):
Filler de Troca de Clã - de Sem clã a Hatake - A Explicação!

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Bahko
Jōnin
Bahko
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Re: [Filler - Troca de Clã] Eu sou um... Hatake? - 31/1/2021, 01:16

Ok

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.