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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Verão

vieno
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[FILLERS] virou areia - em 26/12/2020, 19:01

e a onda que se ergueu e que passou

nasceu no mar e na terra se acabou

virou areia:
tópico reservado para todos os fillers do personagem.

música por lenine [link].


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Última edição por vieno em 26/12/2020, 19:22, editado 6 vez(es)
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Re: [FILLERS] virou areia - em 26/12/2020, 19:06


tai ainda não havia se levantado da cama naquele dia. dormira poucas horas durante à noite, ele tinha consciência disso, e não conseguia encontrar outro culpado além dele mesmo. pior ainda, tai não tinha nenhuma justificativa formidável para justificar a falta sono, nenhuma missão dificílima que lhe tomou muito tempo, se quer uma rotina de treinamento exaustivo que o impedisse de descansar por um longo período. tai estava aparentemente bem. mais do que bem, ele acreditava, já que havia acabado de se graduar na academia.

eu sou um genin, repetiu para si mesmo, feliz com a própria conquista. tai não sabia o que significava ser um shinobi para a maioria dos seus colegas, uma vez que não teve acesso a grande maioria deles como inferência de uma infância obscura pautada nas regras sistemáticas de taro miura; mas para tai, sua bandana, a qual ele polia com cuidado e diligência, funcionava como sua carta de alforria. poderia viajar pelo mundo, explorar novos lugares, conhecer pessoas e cultura; mas para além disso, uma vez se feito oficialmente um agente da vila, tai passaria a receber pagamentos como recompensa de seus feitos, que ele torcia para que fossem muitos, e isso permitiria a ele morar sozinho, bem longe do pai. para tai, ser shinobi era sinônimo de ser livre.

dito isso, ele não encontrava explicações convincentes que o impedissem de dormir bem. em sua cabeça pequena borbulhavam expectativas para o futuro, desejos que tinha e objetivos que alcançaria. sonhos, muito sonhos, como é próprio e saudável para alguém de sua idade. o passado com seu genitor, ainda tão próximo e tão vivo quanto sua própria existência, o assombrava igualmente, digladiando ferozmente contra seus sonhos e vontades, tentando sobrepô-los, consumi-los em um vórtice de medo e pessimismo.

tai apertou os olhos, tentando se concentrar, a mente flutuando desenfreadamente entre passado e futuro como um navio à deriva num mar agitado; raramente tai conseguia se manter estritamente no presente, ele notava. sua cabeça funcionava sempre a todo vapor, como as grandes máquinas sobre trilhos dos livros de história que o fascinavam, sempre em busca de um destino possível, nunca satisfeito com um único lugar. tai gostava dessa sensação, dos imediatismos e da necessidade de nunca ficar parado; achava que isso o tornava proativo e inconformado, o que impossibilitaria a sua estagnação em situações que não o agradassem. mesmo assim, o problema persistia – tai não conseguia dormir. decidiu procurar um médico.

~

enquanto caminhava pela vida do redemoinho a passos ágeis, o garoto refletia sobre o que deveria relatar. qual seria a sua queixa, afinal? ele sabia que que médicos curavam machucados físicos, consertavam ossos quebrados e expurgavam venenos e doenças, mas tai não tinha ideia se eles poderiam resolver seu desentendimento com a cama. talvez lhe dessem alguma solução de gosto horrível que o induzisse ao sono, talvez batessem bem forte em sua cabeça com uma panela pesada. esperava que não usassem agulhas, se lembrou; é bem verdade que ele não as temia, mas certamente também não era seu maior fã. ele as detestava, assim como detestava qualquer coisa que fizesse feridas em seu corpo que não fosse ele mesmo.

de repente, percebeu a sua necessidade de se cortar. tai não precisava fazer isso naquele momento, já que ali ele não estava pondo à prova os seus valores inflexíveis, mas mesmo assim não conseguiu controlar a vontade crescente. ele sentia o formigamento começando a subir pelos seus braços, uma coceira incessante que não passaria só com a pura força de vontade; as mãos, fechadas em punho, permitiam que suas unhas fossem forçadas contra as palmas em uma tentativa singela de manter o controle. não obstante, de tão acostumado que estava, tai se limitou a dar de ombros.

sem pensar demais, ele pegou um desvio em seu trajeto para o hospital e entrou num beco estreito. não era um caminho escuro, tampouco assustador, mas tai ajustou a bandana na frente do peito como um sinal de aviso – precaução nunca é demais, ele comentaria. retirou uma das luvas e analisou o local escondido pelo tecido preto, uma fileira de cicatrizes finíssimas cortadas horizontalmente de forma irregular. com o tempo, tai aprendeu o melhor jeito de cortar a própria carne sem que um chafariz de sangue jorrasse para todo lado, e por isso quase sempre fazia os cortes nos mesmos lugares.

ele sacou a kunai da bolsa e a posicionou sobre o pulso; um calafrio subiu pela sua espinha quando a lâmina fria tocou a sua pele. gentilmente o ferro deslizou entre as células e as separou, permitindo que as lágrimas de sangue escorressem pelo braquiorradial. a dor o acalmou de imediato, e tai se deixou levar pela pulsação da ferida por um momento, apertando-a com força para diminuir sangramento, antes de voltar a calçar a luva. adicionou uma nota mental de que deveria higienizar a região adequadamente, mas por ora contaria com a pressão do tecido preto para estancar o material vermelho – ele a havia costurado com regulagem de tamanho no pulso justamente para aquele tipo de situação.

agora já mais centrado e com as ideias um pouco mais esclarecidas, voltou a pegar o mesmo caminho de antes, estranhando um pouco o cenário a sua volta – ele não havia dado a devida atenção ao seu redor até aquele momento. não se importou, no entanto. ele logo chegaria.

não chegaria?

~

– ansiedade.

– o quê?

– você está ansioso.

sentado no pequeno consultório branco, os braços encolhidos sobre o colo, tai tentava processar as palavras da médica. ele tem ansiedade, ela disse, algo que ele se quer sabia que existia. mordeu os lábios, preocupado, as lágrimas nos olhos escondidas pela faixa preta.

– eu vou morrer? – indagou inocentemente, ponderando sobre quem provavelmente iria ao seu velório. pensou nos professores da academia, talvez alguns colegas, talvez seu pai... mas tai não queria morrer; não de forma tão patética, não logo depois de realizar um dos seus sonhos.

– não, você não vai morrer. pelo menos, não aqui – respondeu a mulher, a voz doce um tanto pueril para o padrão dos adultos, mas aveludada o suficiente para emitir calma e segurança. – você está com a cabeça muito cheia. isso significa que você anda pensando demais sobre tudo, sem deixar que a vida se desenvolva por conta própria. tai assentiu, agora menos inquieto; ele entendia o que ela dizia, fazia sentindo frente aos últimos dias – ele sabia que estava realmente ansioso. – não existe medicamento para isso, pelo menos não para um jovenzinho como você... – continuou. – mas há um tratamento que podemos tentar.

de uma das gavetas de sua mesa, a médica retirou um livro de aparência resistente, comprido e grosso – não grosso o suficiente para assustar tai, é claro. ela o entregou com suas mãos gentis e tai deu uma olhada na capa. leu as palavras impressas nela. – consciência e meditação: princípios aplicados ao ninjutsu e à vida... não entendi. – confessou.

– o melhor jeito de lidar com a ansiedade é aprendendo a se concentrar no que está acontecendo a sua volta agora. isso não apenas aliviará os sintomas da ansiedade, como também trará benefício passa as suas atividades como shinobi, como está escrito aí no título, está vendo? – explicou, indicando a palavra ninjutsu com o dedo. tai agradeceu e virou as costas para ir embora, mas antes que fechasse a porta, a ouviu chamar: – não se preocupe tanto com as coisas, taichi, porque um dia tudo vira areia.

~

tai fechou o livro e deixou o corpo tombar de costas na grama. ele podia sentir os olhos ardendo, um tanto quanto secos graças às horas dedicadas exclusivamente à leitura. tendo passado o dia todo na companhia do livro, tai agora não conseguia pensar em mais nada além do novo conhecimento adquirido.

tai descobriu que as vantagens das meditações diárias eram enormes. é bem verdade que ele aprendera algumas coisas na academia, mas na época não deu muita bola para o assunto; tão preocupado em ser produtivo o tempo tudo, tai nunca havia parado para analisar todo o proveito que poderia tirar do simples ato de ficar parado. concentração, foco, até mesmo a capacidade de aumentar suas reservas de chakra era uma possibilidade com a meditação... a sua mente literalmente se expandiria. o livro chamava tudo isso de “conquistar a atenção plena”, baseado nos ensinamentos de uma prática muito antiga chamada budismo. tai não deu tanta importância para a aula teórica das páginas, mas ficou realmente fascinado com as lições extremamente simples para alcançar o suposto dharma.

os olhos cinzentos, que antes fitavam as nuvens distraidamente, estavam agora fechados. tai inclinou o corpo para frente e voltou a sentar em uma posição ereta, pernas cruzadas na chamada posição de lótus. tentou relaxar o corpo, sentindo a tensão dos ombros e o nó da testa se desfazerem à medida que a sua respiração entrava sob seu domínio. debaixo de uma árvore, tai decidira que só sairia dali quando se tornasse o próprio buda.

~

semanas se passaram desde que tai se comprometeu com o novo treinamento. não achou fácil no início. tentava focar na sua respiração, contando e recontando as inspirações e expirações até 100, voltando ao início sempre que se perdia em suas divagações. a culpa pela falta de foco lhe atingiu nos primeiros dias, como o autor do livre disse que aconteceria, mas tai logo a censurou ao entender que as falhas eram normais. aproveite o processo, dia para si mesmo como um mantra todas as manhãs.

ele aprendeu a ouvir o som do riacho e do vento, a sentir a textura da terra e a estudar os detalhes dos objetos. quando finalmente se deu conta de que já conseguia ficar horas em quietude, sem se deixar dominar por cada novo pensamento que surgia em sua mente, ele avançou para o próximo passo do treinamento. em cima da árvore, apoiado em um dos galhos robustos que julgou ser o mais confiável, ele passou a meditar de cabeça para baixo. o princípio era básico e popular entre os ninjas – aplicar corretamente o chakra em uma região, como se fazia para caminhar sobre a água. mas o quadril era bem maior que os pés, e a energia vital deveria ser redistribuída corretamente entre ele e as cochas. os galos na cabeça diminuiriam com o tempo, e eram eles a prova da funcionalidade do treinamento.

~

taichi deu três batidas na porta e entrou em seguida, um sorriso modesto adornando a face. a médica o recebeu com um caloroso abraço, feliz em revê-lo. torceu o nariz para o curativo mal feito na cabeça de tai, no entanto. – e como está a meditação? – perguntou enquanto colocava ataduras limpas sobre o machucado.

– muito bem. – relatou. – já não me perco tanto na minha própria mente, até consigo manter o chakra focado por mais tempo, acho que ele aumentou um pouco, até, mas vim aqui para te devolver o livro. – e estendeu as mãos com o objeto para ela. – obrigado mesmo.

– não há de quê. – respondeu ela, dando-lhe um beijo na testa.
word 01; 1830 | hp 200/200 ch 200/200 st 00/02 satetsu 3000un


referencial:
relatório geral:
intenção: cena de post único para adquirir 100 pontos de chakra e a qualidade mente implacável.

Considerações²: desenvolvi os problemas psicológicos do tai que têm como um dos sintomas a automutilação, um defeito explícito da ficha. o objetivo é começar o desenvolvimento dele neste momento para trabalhar a superação a longo prazo. peço desculpas pelo tamanho e pela demora para chegar nos finalmentes, mas o texto também serviu de terapia para o player aqui, haha.

considerações¹: é o meu primeiro post, sorry pelos possíveis erros nele.
databook | itens:

03 nin | 00 gen | 02 tai | 01 int
00 for | 02 vel | 00 sta | 00 sel

00 reg | 00 rec | 00 sen | 00 shu
00 cur | 00 abs | 00 nin | 00 com
00 ilu

+ grande con. de chakra - inato
+ habilidade em ninjutsu - inato
+ perito elem.: jiton - inato

— molenga
— visão prejudicada
— falta de habilidade social
— vício - automutilação

൦ kemuridama [4un]
൦ kibaku fuudas [12un]
൦ kunais [8un]
൦ hikaridama [5un]
൦ areia de ferro [3000un]
൦ capanga [comum | rank c | imagem]
↳ usada para portar a areia de ferro
jutsus | estilos:







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Bahko
Chūnin
Bahko
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Ícone : -x-

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Re: [FILLERS] virou areia - em 26/12/2020, 21:01

Ok

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|Ficha|GF|Banco|
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vieno
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Re: [FILLERS] virou areia - em 9/1/2021, 19:55



ele havia acabado de chegar de uma missão fora da vila. sentia todos os seus músculos implorarem pela sua cama, e as suas roupas estavam extremamente sujas. taichi precisaria lavá-las na manhã seguinte, percebeu, ou as manchas ficariam permanentemente no tecido. talvez devesse fazer aquilo assim que chegasse em casa, mas duvidava que encontraria forças para fazer qualquer coisa antes de uma boa noite de sono.

ele se sentou em um banco na praça da vila para descansar, e deixou que seus pensamentos vagassem juntos aos transeuntes – sem personalidades, sem rostos, sem identidades. ele não procurava ninguém em especial, assistia a todos igualmente, desinteressado em tudo. naquele momento, taichi só queria não ter que pensar.

o garoto não imaginou que a vida shinobi iria esgotá-lo ao ponto de fazê-lo desejar dormir por três dias seguidos. taichi ainda era muito novo, afinal, e era natural que ele detivesse altos índices de energia e proatividade. ele tinha pique, era o que ele pensava. ainda assim, o trabalho, as missões e os treinamentos consecutivos não eram uma realidade fácil para alguém com menos de um metro e meio.

sem que percebesse, ele se pegou observando alguns garotos da sua idade jogando bola não muito distante dele. estavam todos distraídos, entretidos demais no próprio mundo para se quer notarem o shinobi. talvez tivessem notado, taichi pensou, mas a sua bandana os afastou. é, provavelmente era isso. suspirou.

às vezes, taichi só sentia vontade de ser criança.
  • word 02; 242 ~ hit points 1025 | 1025 • chakra 1025 | 1025 • stamina 00 | 05 • satetsu 2980 | 3000 •  

referencial:
relatório geral:
intenção: filler de desenvolvimento.

databook • itens:

04 nin 00 gen 03 tai
03 int 00 for 03 vel 03 sta 02 sel

00 reg 03 rec 00 sen 00 shu
00 cur 00 abs 05 nin 00 com 00 ilu


+ grande con. de chakra inato
+ habilidade em ninjutsu inato
+ perito elem.: jiton treinável

— molenga
— fobia claustrofobia
— falta de habilidade social
— vício automutilação


൦ kemuridama [4un.]
൦ kibaku fuudas [24un.]
൦ kunais [5un.]
൦ hikaridama [5un.]
൦ areia de ferro [2980un.]
൦ cabaça de ferro [comum rank c]
↳ usada para portar a areia negra
↳ fica atrelada ao cinto


→ chakra otsutsuki ativo.
jutsus • estilos:

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Raves
Juunidaime Raikage
Raves
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Ícone : [FILLERS] virou areia Sem_tz81

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Re: [FILLERS] virou areia - em 10/1/2021, 00:09

@Aprovado. Bom momento.

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[FILLERS] virou areia 85-858761_astolfo-bye-bye-clipart-png-download-astolfo-gif
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F.P | G.F | B.M | M.AG | I.AG | C.J | C.Hab
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Re: [FILLERS] virou areia -

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Edição de Natal por Loola e Senko.