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12 Anos Online
Alvorecer
Arco 04
Ano 16 DG
Inverno
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
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Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
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Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
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Sekiro
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[Cena-Solo] O Silêncio dos Inocentes. - Publicado Qui 19 Nov - 0:37


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I

Os passos do Jōnin eram vagarosos, visto que seus ferimentos não haviam se curado por completo. Mantinha as bandagens ao redor da cabeça, o cabelo preso como de praxe, e as vestimentas de um civil, afinal, aquela era sua folga. Diferentemente do que esperava, não havia obtido quaisquer pagamentos da Nuvem pelas missões realizadas – ainda – o que significava que detinha poucas moedas para se alimentar. Dessa forma, seguiu para uma tenda de lámen, pedindo seu apetitoso e nutritivo macarrão instantâneo, enquanto fitava as ruelas.

Pessoas se locomoviam entre a multidão, relembrando-o sobre a agradável sensação de pertencer a um lugar. As viagens lhe trouxeram grande conhecimento, mas mantinha-se indiferente a tudo aquilo; sua paixão era Kumogakure, e nada poderia mudar esse sentimento. De todo modo, ainda distraído, não notou a aproximação de um pequeno pássaro. Este se alocou em seu ombro, ciscando o local, enquanto o rapaz mantinha a alimentação. Desde que se tornara um sábio, aquele tipo de acontecimento era corriqueiro.

Contudo, não esperava que a criatura deixasse uma pequena mensagem ali. A carta era simples e direta, indicando que precisava comparecer imediatamente perante a Força Policial de Kumo. A expressão do mancebo alternou-se para confusão, sendo seguida por notória desmotivação, dado que esperava apenas dormir naquele dia.

Sem muito que ser feito, limitou-se a concluir sua refeição. Pagou por ela e, em um salto, rumou em direção ao endereço lapidado no papel.


HP: 2500/2500 CH: 4000/4000 — ST: 00/07 — CN: 000/400
Quest de Profissão: O Silêncio dos Inocentes (01/10) × Palavras: 234


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Re: [Cena-Solo] O Silêncio dos Inocentes. - Publicado Sex 20 Nov - 14:08


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II

O caminho indicado pela força policial não era tão distante. O mancebo vagou entre as ruelas, saltando de uma estrutura a outra, despreocupadamente. Questionava-se internamente as razões pelas quais fora convocado, mas optou por focar especificamente em seu objetivo. Lia, relia e refletia sobre o conteúdo daquele documento. Aparentemente, o indivíduo nomeado como Urakawa Tachi, desconhecido para si, era quem solicitava o contato.

Yonji seguiu o percurso, alcançando o local. Um pouco distante do centro da vila, mas ainda nas proximidades, um grupo de indivíduos alocava-se. Diversas faixas amarelas cobriam toda a área, e civis se aglomeravam ao redor da Força Policial que tentava contê-los. O Zoldyck não era capaz de denotar nada distinto, mas presumiu tratar-se de uma cena de homicídio, o que intensificava o questionamento: Por que ele estava ali?

Interrompeu seus passos, sentindo as mãos de um shinobi o empurrarem, certamente, para afastar-se das faixas. Os olhos do rapaz centraram-se no indivíduo, embora não fosse capaz de identificar o que diziam, dado que os sons advindos do ambiente eram altos o suficiente para tomar-lhe todo o foco. Pôde notar, contudo, a presença de um homem que outrora estava no epicentro de toda a confusão. Ele aproximou-se do policial, pedindo para que se afastasse.

Zoldyck Yonji? — perguntou, recebendo o fitar de Yone.

Yone. Zoldyck Yone. — corrigiu, dado que a nomenclatura não lhe trazia agrado.

Venha comigo. — disse diretamente, cedendo o espaçamento necessário para que entrasse.


HP: 2500/2500 CH: 4000/4000 — ST: 00/07 — CN: 000/400
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Re: [Cena-Solo] O Silêncio dos Inocentes. - Publicado Sex 20 Nov - 19:50


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III

Yone permaneceu inexpressivo, com os olhos atentos à figura diante de si. Analisou antecipadamente ao mesmo, denotando alguns detalhes particulares. Ele parecia ter o dobro de sua idade, a altura era superior, e suas ações eram excêntricas. Os olhos eram tomados por notável estranheza sobre as olheiras, e seu modo de falar exalava desprezo.

Constatou, sem grandes dificuldades, que aquele era Urakawa Tachi, o mesmo que fizera contato consigo. E, conforme a abertura da faixa fora dada, o rapaz adentrou as delimitações, levando as mãos aos bolsos de sua vestimenta. O policial retirou um maço de cigarros, acendeu-o com destreza e não fez menção a oferecer para o mancebo, dada a sua face de desgosto. Um sorriso, contudo, surgia nos lábios do homem.

Deve estar se perguntando o motivo de estar aqui. Serei simples e direto, pois há muito trabalho a ser feito. — emitiu de forma singular, como se fosse capaz de notar a impaciência de Yone. — Estamos lidando com diversos casos de assassinatos, totalizando cinco deles. Os padrões são bastante específicos, e poéticos.

Assassinatos e poesia parecem mesmo uma boa combinação. — disse com cinismo palpável, voltando ao desprezo pelo homem. Era estranho para si, mas aquela criatura não lhe passava confiança. — Mas pergunto-me, o que estou fazendo aqui?

Alguém importante me indicou um shinobi de ótima dedução. — e soprou a fumaça dos lábios. — Já percebi alguns detalhes em você, então talvez tenha alguma utilidade. Está apto a tal?


HP: 2500/2500 CH: 4000/4000 — ST: 00/07 — CN: 000/400
Quest de Profissão: O Silêncio dos Inocentes (03/10) × Palavras: 238


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Re: [Cena-Solo] O Silêncio dos Inocentes. - Publicado Sex 20 Nov - 21:00


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IV

Embora não fizesse menção em questionar a origem daquele convite, presumiu quem seria a responsável por fazê-lo. Alguém importante o suficiente para sugerir algo a Força Policial, certamente devia ser a líder do vilarejo, ou alguém próximo disso. Em vista das recentes missões que havia realizado, alcançando o sucesso em todas elas, supôs que se tratasse mesmo de Myrah. Portanto, maneou a cabeça positivamente, pois não podia simplesmente ignorar ou recusar a responsabilidade que lhe fora dada.

Urakawa sorriu abertamente com a aceitação do rapaz, apontando para que o seguisse. Conforme se aprofundava ali, percebeu que uma poça de sangue se tornava ainda mais presente, medindo suas cores diante de seus orbes. O perfume de podridão também era intenso, não podendo evitar o movimento natural de cobrir as narinas. O investigador manteve a curvatura nos lábios, como se a infelicidade de Yone o apetecesse.

Sou o investigador Urakawa, imagino que já tenha reconhecido. Disseram-me que você seria uma ótima pedida para trabalhar nas Forças Policiais e de Inteligência, embora me pareça que, diante de seus olhos e postura, seja mais apto a tornar-se um interrogador. — disse, continuando com o seu fumo. O rosto virou-se para o corpo deitado no solo e coberto por um tecido enegrecido. — Foram contadas cinco mortes, todas realizadas de forma sequencial e sempre com mulheres. Os homicídios acontecem durante a madrugada, entre as duas e três horas, bem como apontam cortes bastante similares nos corpos, se não idênticos. Não deseja vê-lo?


HP: 2500/2500 CH: 4000/4000 — ST: 00/07 — CN: 000/400
Quest de Profissão: O Silêncio dos Inocentes (04/10) × Palavras: 243


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Re: [Cena-Solo] O Silêncio dos Inocentes. - Publicado Sab 21 Nov - 0:14


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V

Yonji assentiu, direcionando-se para o corpo. Vagarosamente retirou o pano que o cobria, notando as cicatrizes. Além de claro, o aroma impregnado de podridão que inebriava seus sentidos, e também era o responsável por lhe causar repulsa. O mancebo mordiscou os lábios visando impedir que seu vômito viesse à tona, ao mesmo tempo em que armazenava as informações visualizadas diante de si. A vítima possuía cortes profundos e precisos na área cervical, bem como na região abdominal.

Também houve a remoção de mais algumas partes do corpo. — o mais velho disse, entregando uma carta para Yone. Curiosamente, suspirava de forma orgulhosa. — Não quero que faça o trabalho investigativo, pois há algo mais importante para si. Emiti um rol de testemunhas de duas vítimas, e apesar de não haverem suspeitos, quero que os interrogue. Um deles lhe levará ao caminho correto. — o policial disse, acenando para que se retirasse. Yone o fitou desconfiado, aquilo tudo era ainda muito novo para si, mas algumas particularidades lhe chamavam a atenção.

Em silêncio, seguiu para o endereço disposto. A imagem do corpo não saía de sua cabeça, mas desviou dos pensamentos para alocar-se mais uma vez no centro do vilarejo. Alguns policiais o reconheceram à primeira vista, talvez houvessem sido concedidos dados físicos sobre si, mas permaneceu daquela forma; resguardando sua personalidade para manter-se na postura de um shinobi.

Yone? — um homem o chamou ao adentrar na delegacia. Mantinha um charuto nos lábios, possuía o cabelo acinzentado e certamente estava na casa dos quarenta anos. — Eles estão além da porta. Leia os dados deles e faça o seu trabalho. Como é seu primeiro dia, se precisar de algo... Não me importune. O problema lá é todo teu. — ele disse, virando para tirar aquilo que se assemelhava a um cochilo.


HP: 2500/2500 CH: 4000/4000 — ST: 00/07 — CN: 000/400
Quest de Profissão: O Silêncio dos Inocentes (05/10) × Palavras: 295


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Re: [Cena-Solo] O Silêncio dos Inocentes. - Publicado Sab 21 Nov - 1:19


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VI

Ignorou as palavras rudes do indivíduo, ressaltando que elas não continham tamanha importância. Afinal, Yone sequer era um funcionário da Delegacia, significando que, ao menos naquele instante, o velho não detinha qualquer papel de liderança sobre si. Portanto, o Zoldyck dedicou os minutos seguintes para ler e analisar os dados a sua frente, ponderando a veracidade destes. As duas testemunhas eram homens, na casa dos trinta anos de idade, e não detinham quaisquer vínculos empregatícios. Suas fichas eram sujas, padronizadas em, curiosamente, uma mesma quantidade de furtos e coações.

Mais uma vez retornou os pensamentos a Urakawa, relembrando de um dos comentários dados a si acerca dos padrões "poéticos". De fato, ali havia um deles. O mancebo respirou fundo, massageou as têmporas e então adentrou a saleta. O corredor era razoavelmente claro, em condição da falta de iluminação, também possuindo diversas repartições. A maior parte delas estava vazia, exceto por duas. Ali permaneciam as figuras de outrora, com os mesmos sorrisos lapidados no semblante.

Yone se aproximou, ajeitou uma cadeira para si, e estalou o pescoço, sentando-se em uma postura intimidadora. O semblante obteve a estampa inexpressiva, visando facilitar o seu trabalho. O rapaz não continha experiência na área, tampouco alguma habilidade inata para tal, mas já havia praticado algumas vezes em missões de alto nível. Portanto, objetivando o pragmatismo, fez selos simplórios, tocando o solo. Imediatamente, as paredes da sala desapareceram, dando lugar a unicamente: o esôfago de um sapo.


HP: 2500/2500 CH: 3900/4000 — ST: 01/07 — CN: 000/400
Quest de Profissão: O Silêncio dos Inocentes (06/10) × Palavras: 241


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Re: [Cena-Solo] O Silêncio dos Inocentes. - Publicado Sab 21 Nov - 2:37


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VII

O desespero dos homens foi iminente, embora tentassem não expressar nada. Fitando-os atentamente, Yone pôde notar que há muito agiam daquela forma. Os olhos expressavam o temor latente, enquanto o restante do semblante estampava o sorriso psicótico não condizente com a situação dos mesmos. Afinal, em condição de seu código, não morreriam por suas mãos, mas nada impedia que outros o fizessem. A justiça, por vezes, podia ser obscura.

Yone abriu ambas as grades, atirando-os contra o esôfago do sapo. Da forma que atingiram a camada pegajosa de pele permaneceram, em seguida arrolando-se profundamente ao local.

Seremos práticos. Sou um Zoldyck, e estou aqui em missão. Fui convocado para lidar com os problemas de um suposto assassino em série, a mando de Urakawa. Preciso que falem algo, e acelerarei suas solturas. No máximo, precisarão pagar algum serviço comunitário pelos crimes contra a sociedade. — realizou a oferta, mas a expressão dos homens sequer alterou-se. De fato, eles não demonstraram nenhum tipo de interesse. Um deles, inclusive, cuspiu no chão. — Já que não desejam o caminho fácil... — murmurou, aproximando-se vagarosamente para tocar a testa do segundo indivíduo após realizar selos. Selecionou-o por, conforme os registros, ser aquele que detinha um menor número de informações credíveis sobre o tema.

Restou, dessa forma, apenas um deles, dado que, com seu jutsu particular, o outro interrogado havia se transformado em um sapo, algo que poderia ser sua assinatura especial no futuro. O sorriso não desapareceu do rosto da testemunha, mas nada que um golpe não resolvesse, sendo este bem aplicado no estômago do homem. — Responda-me. — emitiu, intentando evitar a violência desnecessária. A expressão de deleite do indivíduo havia desaparecido, assimilando-se aos poucos àquele estranho olhar.

Centro da vila... Próximo à loja de armas... Durante a noite... Prédio escurecido. Ele estará lá. — disse pausadamente, como se houvesse perdido a capacidade de comunicar-se adequadamente. A seguir, o sorriso excêntrico havia retornado, e Yonji apenas o largou ali, computando as novas coordenadas.


HP: 2500/2500 CH: 3850/4000 — ST: 02/07 — CN: 000/400
Quest de Profissão: O Silêncio dos Inocentes (07/10) × Palavras: 325


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Re: [Cena-Solo] O Silêncio dos Inocentes. - Publicado Sab 21 Nov - 3:57


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VIII

Assinalou para avisar sobre sua saída imediata, de modo que os funcionários se responsabilizassem por limpar a sala após a desativação de suas técnicas. Datava os atos apressados, ao perceber que aos poucos a luz do dia dava lugar ao anoitecer. Contudo, antes de efetuar sua saída totalitária, questionou aos guardas se o detetive de outrora havia comparecido ali, recebendo a total negativa destes. Restou-lhe, portanto, a única alternativa de seguir conforme as coordenadas concedidas pela testemunha.

Não acreditava grandemente nas palavras do homem, embora algo em seus olhos lhe dissesse que se tratava da verdade. Certamente, havia sido coagido para tal, o que levantava a dúvida se, de fato, algo ali fazia sentido. Os pontos não pareciam se conectar, e Yonji, conforme sua própria perspectiva tratava-se apenas uma peça nada fundamental para o andamento do jogo.

Mediante ao pensamento, aproximou-se da localização em um caminhar comedido. O prédio abandonado estava ali, o que o fez revisar os seus armamentos, dado que o local não parecia ser dotado de confiabilidade. Ajustou a Kurosawa no coldre, para facilitar o momento de desembainhá-la, e o adentrou em seguida. Movia-se vagarosamente, evitando emitir ruídos, porquanto seguia a única fonte de luz presente ali.

Notou, principalmente, que não havia um esforço para ocultar a presença do indivíduo que procurava, visto que os sons mantinham-se presentes de forma habitual e despreocupada. Yone, dessa forma, permitiu que as correntes de chakra amarelado surgissem em seus punhos, dando início à sua técnica particular e subindo os degraus da localização.

Vagarosamente, locomoveu-se com os passos leves, alcançando o segundo andar em apenas um minuto. Não podia enxergar muita coisa, mas não deixou de observar o indivíduo de costas a si. Possuía o cabelo negro, era um pouco maior do que o mesmo, e fumava um cigarro. A face, tampouco os demais traços podiam ser notados. Sem pestanejar, Yone deixou que suas correntes percorressem o local, ricocheteando-as contra o corpo do indivíduo, na tentativa de enclausurá-lo à ela, bem como anular quaisquer possibilidades de um contra-ataque.


HP: 2500/2500 CH: 3550/4000 — ST: 03/07 — CN: 000/400
Quest de Profissão: O Silêncio dos Inocentes (08/10) × Palavras: 337


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Re: [Cena-Solo] O Silêncio dos Inocentes. - Publicado Sab 21 Nov - 18:42


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IX

As correntes imediatamente cercaram o corpo do indivíduo, permitindo que o chakra amarelado percorresse por seu corpo, distribuindo a camada que nulificava quaisquer possibilidades de se utilizar técnicas. Yone caminhou vagarosamente, aproximando-se do indivíduo para fitá-lo adequadamente. Assim que pôde ver o seu rosto, os olhos do mancebo se arregalaram por um singular momento, ao constatar que o indivíduo se tratava de Urakawa Tachi, o mesmo detetive de outrora.

Inicialmente não foi capaz de compreender a situação, mantendo-se imóvel e vagarosamente fitando o restante da localização em busca de algo que lhe desviasse daquela concepção que invadia sua mente, contudo, não foi capaz de encontrar nada que desvinculasse suas presunções do fato diante de si. Yone era possuído pela fúria, dado que o interrogatório envolvia a vida de outras pessoas e o principal suspeito era um dos investigadores.

Abstraindo-se dos pensamentos, semicerrou os olhos, desfazendo a postura habitualmente heroica para aproximar-se do detetive e aplicar-lhe um soco à face. O indivíduo que antes sorria foi ao chão. A curvatura, contudo, anteriormente mínima, agora se abria, restando-lhe um semblante dotado de cinismo, bem como desprezo.

Pode entregar o meu cigarro? — perguntou, apontando para o maço sobre uma bancada. O olhar desprezível era mantido sobre Yonji. O rapaz repuxou as correntes que prendiam Urakawa obrigando-o a se levantar, e em seguida atirou o cigarro no chão, pisoteando. — Isso foi caro...

Eu não quero entrar no seu maldito jogo, apenas quero as respostas. — dizia. Naquele momento, não possuía controle de suas palavras ou ações, agindo justamente pelo impulso. O detetive, por outro lado, parecia satisfazer-se com a cena, dificultando o processo. — Você está envolvido com esses crimes? Você é o filho da puta do assassino? — emitiu, e quando Urakawa tentou gargalhar, Yone atingiu outro murro em seus lábios. Os olhos do Zoldyck haviam se obscurecido, restando somente um azul acinzentado.

Estou. — confessou. — E, como afirmei anteriormente, você não possui o faro de um investigador... Mas com os moldes necessários, seria um ótimo interrogador para a Nuvem. — ele disse, estando incomodado pela incapacidade de enxugar o sangue que recaía de seus lábios. — Agora que confessei o crime, fica a questão. O que fará comigo? Repetirá as ações de outrora? Irá me espancar até a morte, cortar meus membros ou quaisquer coisas do tipo? Qual é sua decisão, Zoldyck Yonji?


HP: 2500/2500 CH: 3250/4000 — ST: 04/07 — CN: 000/400
Quest de Profissão: O Silêncio dos Inocentes (09/10) × Palavras: 385


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Re: [Cena-Solo] O Silêncio dos Inocentes. - Publicado Sab 21 Nov - 21:24


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X

Os orbes azuis impregnados de cólera se mantiveram. Yone fitava o policial sem compreender exatamente o sentimento que acendia dentro de si, afinal, jamais se sentiu daquela forma. Contudo, o entendimento de que vidas inocentes haviam sido ceifadas por uma pessoa que deveria protegê-los lhe preenchia da sensação negativista.

Por um momento, pensou mesmo em acabar com aquilo e vingá-lo sob o papel de um algoz, mas o seu Código de Honra o impedia. Aos poucos, voltava à sua sanidade, apenas encurtando a distância e depositando um selo do Hiraishin nas costas de Urakawa, em condição de que sua técnica se encerraria em breve, enquanto concluía o interrogatório.

Não farei nada com você. O meu dever como interrogador é armazenar e retirar as informações para o Departamento de Inteligência, as atitudes devem ser tomadas pela Força Policial. Não sujarei minhas mãos como intenta agora. — murmurou, desfazendo suas Correntes Adamantinas.

O Investigador, agora solto, caminhou vagarosamente, pegando os cigarros pisoteados anteriormente. Acendeu um deles com o isqueiro que permanecia em seus bolsos, ciscando a ponta para logo após fitar Yonji. O olhar de desprezo era alternado para total satisfação.

Parabéns. — murmurou, o tom típico havia retornado. Batia palmas vagarosamente, após apagar o cigarro. — Alcançou o seu objetivo. Como citei anteriormente, você foi convocado, após indicações, para realizar um teste em uma nova profissão. Precisávamos de Interrogadores leais à Kumo, de alta patente e igualmente que contivessem as características que eu, especialmente, procurava. Afinal, não há espaço para amadores. — emitiu, e Yonji o interrompeu.

Portanto, tudo isso foi uma mentira? E a garota? — questionou, e Urakawa maneou a cabeça negativamente.

Não se preocupe. Fora tudo manipulado para que você demonstrasse alguma empatia para com as vítimas. Embora nunca tendo as conhecido, sequer sabendo os seus nomes, você prezou por justiça a elas, enquanto demonstrou a brutalidade e objetividade que precisávamos com os interrogados. — voltou a dizer, fazendo um leve cumprimento à Yone. — Você é o novo Interrogador da Nuvem, Zoldyck Yone. Em breve terá o seu primeiro dia de trabalho. — concluiu, afirmando que mais informações lhe seriam concedidas posteriormente, e assim o cumprimentou.

O mancebo manteve-se olhando para o desaparecer de Urakawa, que sumia com seu selo ainda fixo nas costas. Nada disse, apenas ponderando sobre os acontecimentos. "Fora por pouco. Eu quase destruí o meu código...", pensou, cerrando os punhos. Um longo suspiro viera em seguida, para que um leve sorriso surgisse no rosto.

Interrogador... Talvez eu possa me acostumar com isso.


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Re: [Cena-Solo] O Silêncio dos Inocentes. - Publicado Sab 21 Nov - 21:50


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