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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Akihito
Chūnin
Akihito
Vilarejo Atual
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[FILLERS] Akihito Chinoike - 15/7/2020, 21:14

[FILLER] Superação de Defeito: Tique (1)

Aceito meu legado!



Era noite na Vila Oculta do Som. Eu, como de costume, estava deitado sobre o telhado de minha casa, com meu cachecol envolto em meu pescoço, admirando as estrelas que cintilavam no céu azul-escuro, enquanto mergulhava no profundo de meus pensamentos. A luz do luar era como um abajur natural, que incindia sobre meu rosto de semblante quase sempre pesaroso, iluminando as páginas do livro de minhas memórias, me fazendo recordar de momentos marcantes da minha vida.
A primeira — e inevitável — lembrança desta noite era a da missão recente que tive ao lado de dois outros genins do Som, Diyoza e Kiseki. Muito do que ocorreu naquele dia ainda pairava sobre minha mente. Em especial, lembrava do homem torturado e crucificado de cabeça pra baixo que encontramos nos subterrâneos da vila. Seu rosto de dor e sofrimento permearam meus sonhos por alguns dos dias seguintes, me fazendo acordar às madrugadas e secando meu sono.
E lá estava eu, em mais uma madrugada insone, sobre o telhado de minha casa... mergulhado no profundo de meus pensamentos.


— Isobu... — o nome daquele homem ecoava em minha mente.
Talvez sua imagem ainda me assombrasse, não pelos horrores que presenciei naquela sala, mas pelo fato de eu não ter conseguido salvá-lo; pelo contrário, fui cúmplice de sua morte forçada. Enquanto para alguns — inclusive o próprio Isobu —, aquilo pudesse ser considerado como um ato de misericórdia, pra mim não passava de um assassinato à sangue frio de alguém que precisava de nossa ajuda, de minha ajuda, mas não fui capaz de socorrê-lo.
Neste momento, as palavras de Athros e Diyoza, assim como o silêncio ensurdecedor de Kiseki, reverberaram em minha mente, me fazendo ir ainda mais fundo em meu descontentamento. Eu simplesmente não conseguia entender o porquê. Por que eu me importava tanto com aquilo? Por que eu me importava tanto com um homem que eu se quer conhecia? O homem já estava visivelmente condenado, mas ainda assim eu sentia aquela necessidade quase que irracional de ajudá-lo. Por que? Por que eu sempre colocava o bem-estar dos outros à frente do meu, muitas vezes até mesmo me reprimindo pra não machucar aqueles ao meu redor? Por que? Por que essa maldição?

De repente, como se meu cérebro fosse rebobinado, me percebi revivendo momentos de minha infância. As lembranças me traziam paz, os rostos familiares me despertavam a gostosa sensação de nostalgia, e um rosto em especial... o rosto de minha mãe! Esse me fazia sentir a mais genuína alegria.
Por onde costumavam correr lágrimas de sangue — algo frequente quando eu usava minha kekkei genkai —, agora escorriam lágrimas transparentes, que desciam pela minha bochecha e passavam pelo canto da boca, me permitindo sentir seu gosto salgado. Por que eu estava lembrando de tudo isso? Por que justo agora? Foi então que, mais uma vez, experimentando de um flashback, me vi ao lado de minha mãe.

Desde que me entendia por gente, tinha lembranças de presenciar minha mãe socorrendo àqueles que necessitavam. Sempre com seu sorriso no rosto, minha mãe demonstrava prazer em ajudar os enfermos, mesmo quando não ganhava nada por isso. Seu amor incondicional ao próximo — até mesmo os desconhecidos — talvez fosse sua maior habilidade como ninja médica, maior até mesmo do que sua incomparável perícia em Iryō-Ninjutsu. Aquelas memórias, que preenchiam meu coração e me faziam esboçar um sorriso involuntário, logo foram avançando no tempo, e com isso, também fui lembrando dos acontecimentos seguintes.
Aos poucos meu sorriso se esvaia, aos poucos meu aconchegado coração se perturbava, aos poucos fui recordando de momentos que gostaria de esquecer. Num dia, eu vivia minha vida pacata nos arredores de um pequeno vilarejo qualquer do País do Arroz, no outro... gritos, sangue e morte.
Meu coração se acelerava ainda mais, minha respiração já não estava mais regular.
Avançando ainda mais em minhas lembranças, me via agora ao lado de meus pais, peregrinando pelo País do Arroz, até encontrar abrigo em uma estranha Vila do Som, da qual não sabia nada e não conhecia ninguém. Os dias seguintes foram alimentados por uma falsa sensação de paz...

Gradualmente, vi minha mãe definhando em sua tristeza, seu sorriso característico de quando ela ajudava algum enfermo já não parecia mais tão natural e espontâneo, suas palavras com o tempo foram diminuindo, até se tornarem em silêncio e, por fim, sua tristeza a consumiu de dentro pra fora, ceifando seu fôlego de vida... A última lembrança daquele flashback foi o fatídico dia do funeral de minha mãe, no cemitério de Otogakure.
Subitamente, me levantei, assustado, ofegante e suando tanto quanto nos dias mais quentes de Oto. Me posicionei sentado, apoiado sobre minhas mãos, tentando me acalmar e regular minha respiração. Era como um pesadelo acordado...

Depois de me recompor daquele choque causado pelas memórias do passado, levantei minha mão direita de forma a tapar a luz noturna incidente em meu rosto. Isso fez brilhar em destaque o anel dourado que havia em meu dedo mínimo, uma lembrança que minha mãe havia me dado há muito tempo, e uma lembrança também de seus últimos dias de vida. Eu então movi minha mão esquerda em direção ao anel e comecei a acariciá-lo, sem tirá-lo do dedo.
— Já faz tanto tempo assim? — falei para ninguém, senão mim mesmo, pensando na última vez que visitei o túmulo de minha falecida mãe.
De fato, eu se quer lembrava quando fora a última vez que estive naquele cemitério. Eu raramente ia lá, pois as lembranças daquele doloroso dia sempre me assombravam. Talvez estivesse na hora de passar por cima de tudo isso e fazê-la uma visita.

Levantei-me do telhado e saltei dali em direção à sacada. De lá, pude ver, através da janela, meu pai, que desfrutava de um sono profundo. Tentando fazer o mínimo de barulho para não acordá-lo, desci caminhando pelas paredes externas da casa até o andar de baixo. Posicionei bem meu cachecol, cobrindo um pouco minha boca — que já exalava a cada suspiro o ar frio daquele inverno —, coloquei minhas mãos nos bolsos da calça, e caminhei lentamente em direção ao cemitério da vila.
Chegando ao local, fui cortando caminho entre as lápides de pessoas desconhecidas, até finalmente chegar em uma identificada pelo nome... Yang Chinoike.

Embora eu raramente aparecesse ali, a lápide estava bem conservada, limpa, e com flores brancas ainda nutridas repousando sobre esta.
— Hã? Então papai esteve aqui recentemente...
Olhei para os lados e vi que não havia ninguém — afinal, era madrugada de inverno. Sentei-me em frente à lápide e apoiei minhas mãos sobre a mesma. Abri a boca para proferir palavras, mas apenas lágrimas que regavam aquelas flores, acompanhadas do ar gélido de minha respiração ofegante, se externaram.
— Okaasan... Por que? — falei, com a voz trêmula e chorosa, enquanto mexia no anel em meu dedo.

Neste momento, as memórias de minha mãe se misturaram às memórias daquele homem moribundo, com o corpo dilacerado, crucificado de cabeça pra baixo, e com expressões de terror.
— NÃO! POR QUE? POR QUE ESSA MALDIÇÃO? EU REJEITO ISSO!! — gritava, olhando para a lápide, como se falasse pra minha mãe.
Dirigi meu olhar para aquele adereço que carreguei minha vida toda, inicialmente como uma forma de concentrar meu poder — algo que não passava de uma mera limitação de minha mente —, e posteriormente como uma lembrança dos últimos dias de minha mãe. Meus olhos castanhos foram tomados por um vermelho vívido, um vermelho cor-de-sangue. Agoniado, tirei aquele anel do meu dedo, me levantei e gritei:
— NÃO! EU REJEITO ESSE LEGADO! EU REJEITO ESSA MALDIÇÃO... E EU REJEITO ESSE MALDITO ANEL!

Eu estava decidido. Me posicionei para arremessar o anel o mais longe que conseguisse, mas quando estava prestes a lançá-lo... uma voz falou:
— Akkey!
Aquela voz... aquela doce, suave e familiar voz... era a voz da minha mãe!

O frio do inverno de Otogakure não se comparava ao frio que eu agora sentia subir por minha espinha. Imóvel e extasiado, virei lentamente meu rosto na direção do túmulo. Não havia nada diferente lá.
Será que eu estava delirando? Ou será que eu apenas tinha ouvido a voz uivante dos ventos fortes daquela madrugada? Independente do que tenha sido aquilo, foi suficiente pra quebrar minhas forças. Minhas pernas, trêmulas, já não conseguiam mais me sustentar em pé, então caí de joelhos frente ao túmulo.

Chorando feito uma criança inconsolável, segurei forte o anel em minha mão e disse:
— Okaasan, me desculpe!! Eu não sou forte como a senhora foi... eu não sei se consigo... me desculpe!!
Minhas lágrimas, agora carmesins, pintavam aquelas flores brancas com um vermelho intenso, fazendo-as pareces com rosas. Novamente, o sorriso de minha mãe tomou conta de minha mente, mas agora o sorriso era sincero, era expressivo, era contagiante.
— Entendo... — falei, ainda choroso, enquanto apertava ainda mais forte o anel que estava em minha mão — Perdão por ter sido tão fraco, mãe. Perdão por ter rejeitado seu legado, por tê-lo chamado de maldição! Agora eu entendo... isso não é uma maldição, é a herança que a senhora deixou pra mim!

Eu então me levantei, movi a mão fechada que segurava o anel até meu peito, enxuguei o sangue em meu rosto com a outra mão, e disse:
— A partir de hoje esse anel terá um significado a mais... Será a lembrança da Vontade que herdei da senhora. Será a lembrança da sua força. Da minha força! Será a lembrança de que eu preciso me tornar mais forte a cada dia, assim poderei ajudar a todos que precisarem, exatamente como a senhora dedicou sua vida a fazer.
Dito isso, esbocei um sorriso não tão bonito quanto o de minha mãe, mas expressivo e expontâneo o suficiente para me fazer derramar mais lágrimas.
— E será a lembrança de que preciso lidar com todas essas coisas com um sorriso no rosto!!

Eu então pus o anel de volta no meu dedo mínimo, como de costume, mas agora eu já não sentia aquela vontade inconsciente de ficar mexendo no adereço, apenas sentia uma vontade expontânea e genuína de sorrir, pois olhar para ele agora me trazia boas recordações. Recordações estas que ficariam para sempre gravadas nas páginas do livro das minhas memórias...


——X——

1700 palavras
800/800 HP  || 950/950 Chakra || 00/04Stamina
Considerações:

...
Informações:

Status:

...
Aparência:


(Imagem Ilustrativa)

• Usando um cachecol no pescoço;
• Anel dourado no dedo mindinho direito;
• Cicatriz na mão direita envolta em bandagens brancas levemente machadas de sangue.
Buffs & Afins:

Grande Controle de Chakra (Inato): Reduz todos os consumos de chakra em 25% (exceto quando é um pré-requisito);
Habilidade em Ninjutsu (Inato): Reduz 10 pontos de chakra em qualquer ninjutsu que utlize chakra puro;
Habilidade em Genjutsu (Inato): Capacidade de criar ilusões através de objetos e do próprio corpo.
Habilidades Usadas (02):

Técnicas Básicas (01/--):


Kinobori Shugyō
Rank: E
Descrição: Kinobori Shugyō é um método de treinamento utilizado para obter mais habilidades com controle de chakra. Esta formação envolve focalizar uma quantia fixa de chakra para o fundo do seus pés, e usar isso para subir em uma árvore sem utilizar as mãos. Se o fluxo de chakra é muito fraco, o usuário perderá sua posição na árvore e cair. Se ele for muito forte, o utilizador irá ser empurrada para longe da árvore, fazendo com que a árvore se quebre em torno do ponto de contacto com o utilizador.
Jutsus Ofensivos (00/02):

...
Jutsus Defensivos (00/03):

...
Jutsus Curinga (00/01):

...
Kuchyoses (00/01):

...
Jutsus em Preparo (00/01):

...
Jutsus Passivos (00/02):

...
Jutsus Ativos (01/--):



Ketsuryūgan
Requerimentos: Ser Chinoike.
Descrição: O Ketsuryūgan é um dojutsu kekkei genkai que aparece em certos indivíduos do clã Chinoike. O Ketsuryūgan é reconhecido pela sua cor avermelhada, dando uma aparência especial para os usuários deste dōjutsu, caracterizados como titulares de "olhos tão vermelhos como o sangue". O Ketsuryūgan confere habilidades de genjutsu. Seu poder ganhou comparação com os Três Grandes Dojutsu. O Ketsuryūgan também deu aos usuários a capacidade de manipular o sangue do usuário, ou mais precisamente o ferro no sangue, permitindo que o usuário não apenas manipule seu sangue, mas qualquer líquido com alta concentração de ferro.
Estilos de Luta:



Chōjū Giga [970ml de tinta]
Requerimentos: 4 Ninjutsu, 4 Inteligência & Habilidade em Ninjutsu.
Descrição: O Desenho de Imitação da Super Besta (超獣偽画,Chōjū Giga) é a técnica assinatura de Sai, que lhe permite trazer desenhos de tinta à "vida" e agir conforme as vontades do usuário. O ninja usa tinta infundida em chakra para rapidamente desenhar objetos ou animais em seu pergaminho. No momento em que o pincel é removido, as imagens saltam do papel, crescendo em tamanho natural e agindo de acordo com a vontade do usuário. Por serem feitas de tinta, um único golpe é geralmente suficiente para as dissipar. Para comunicados discretos enquanto disfarçado, Sai é capaz de transformar as palavras que ele escreve em pequenos animais, permitindo-lhes viajar despercebidos para o alvo pretendido, após o qual o animal de tinta exige um deslocamento para reverter na informação escrita. Poucas técnicas rivalizam com ela em termos de versatilidade.
Bolsas (19/20 espaços):

Kunai: 5 un. (5 espaços)
Shuriken: 8 un. (8 espaços)
Fios de Aço: 15 metros (3 espaços)
Kemuridama: 2 un. (2 espaços)
Kibaku Fūda: 4 un. (1 espaço)
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Vilarejo Atual
Ícone : [FILLERS] Akihito Chinoike URkFDZ9

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Re: [FILLERS] Akihito Chinoike - 15/7/2020, 22:46

@WyAlves Aprovado!

Engraçado que sempre nos seus posts eu procuro se tem em algum canto contando o Objetivo, eu olho em observações e não encontro. Nesse Filler aqui eu tiver que abrir sua ficha para checar se era realmente o que eu tinha lido, chequei e só depois quando voltei vi "Filler - Superação de Defeito: Tique" lá em cima. Demorei procurando nas Ranks - D de hoje, erro meu KKKK

Enfim, tudo ok, palavras ok, esse é seu segundo defeito superado, show. Eu gostei do que eu li, achei que fora bem apresentado e não encheu linguiça, realmente você nota a relação entre Mãe e Akihito Chinoike, que está ligado nesse anel, vê a frustração e que aquele tique estava mais ligado ao emocional. Um Filler mais de aceitação, não somente pessoal, mas aceitando a si mesmo e o legado que sua mãe deixara. A OST ficou muito boa, realmente faz uma diferença ler com e sem a OST... Tudo direitinho, aprovado!
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.