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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Filler] Prazer, Kaguya Aelin - 6/7/2020, 17:35


Prazer, Kaguya Aelin
Desde que se formou na Academia Ninja e se tornou uma genin, Aelin Galathynius tem vivenciado experiências que nunca sequer imaginaria passar. Tímida e de poucas palavras, agora precisava falar. Não gosta de causar dor as pessoas, agora tem que matar. A vida de um shinobi não é fácil. Você precisa ser forte, física e mentalmente. Você precisa estar em constante evolução, e a kunoichi estava. Aprendera técnicas novas, aprimorou sua Kekkei Genkai, estava mais rápida, mais forte, entre outras coisas. Mas, estava vazia. Vazia não de chakra e sim por não saber quem de fato ela realmente era.  

Acordou cedo naquela manhã. A verdade é que quase não conseguiu dormir, apenas um cochilo ou outro de alguns minutos. Rapidamente se levantou, vestiu a primeira roupa que viu, comeu e saiu para treinar. Esta era a única coisa que fazia a alguns dias, não andava tendo muitas missões. Treinou incansavelmente a manhã inteira, mas nem seu progresso foi capaz de animá-la este dia. “Talvez uma bela tigela de lámen consiga me animar” – Pensava. Era possível alguém ficar triste comendo?

O restaurante estava quase vazio quando chegou, tinha acabado de abrir. Fez seu pedido – uma tigela dupla de lámen com tudo que tinha direito – e sentou-se em uma mesa mais afastada enquanto esperava, não estava afim de contato com as pessoas. Não demorou muito para ficar pronto, cerca de dez minutos e ele já estava ali sobre sua mesa. Estavam lindos. Aquele monte de macarrão mergulhado em um molho que tinha uma tonalidade ótima, carnes e ovos boiando e um toque de ervas para dar um contrates de cor. Sem mencionar, claro, o aroma que exalavam. Os olhos de Aelin brilhavam e a boca salivava, era o primeiro sinal de alegria que sentia a dias.

– Vejo que o velho Gansey cuidou bem de você. – Um velho, sem nem pedir licença, sentou-se à sua mesa, como se já a conhecesse.

– E você é? – Perguntou, sem desviar a atenção das suas tigelas de lámen.

– Um velho amigo de Gansey e conhecido de seu pai. Me chamo Genzo.

Por um momento, Aelin ficou completamente paralisada. Não por ouvir daquele senhor que ele era amigo de Gansey, afinal ele era velho, mas por citar o seu pai. Não sabia se acreditava nele ou se mandava-o embora dali. Afastou a primeira tigela, que acabara de terminar, e encarou Genzo pela primeira vez. O homem era careca, seus olhos eram pequenos e preto e tinha uma longa barba grisalha, mais pra branco que para preto. Ele estava vestido com um kimono amarelo e vermelho escuro, por cima de uma calça na mesma tonalidade de vermelho e sandálias. Encostada à mesa, estava uma bengala branca que parecia com um osso.

– Você já está com quantos anos?– Voltou a falar, ao ver que a jovem não disse nada. – Acho que já está na hora de você saber algumas coisas sobre você e sobre sua família. Claro, se quiser ouvir e acreditar em mim... Mas antes termine de comer, uma tigela de lámen como esta seria uma desonra comê-la fria.

– Quente ou não... – Não se deu ao trabalho de terminar a frase. Voltou a comer como se aquele senhor não estivesse ali. Assim que a kunoichi terminou, Genzo levantou-se e se foi até a saída do restaurante. Aelin demorou um pouco para decidir o que fazer, mas curiosa com as palavras do velho, optou por segui-lo e ouvir um pouco mais.

Alguns minutos de caminhada, silenciosa, foram o suficiente para chegarem a um local em que Aelin esteve raríssimas vezes. O local estava repleto de depressões magníficas e de rara vegetação. Alguns resquícios de poeira e areia circulavam pelo ar, nada muito diferente do que eles estavam acostumados dentro da vila. O velho tratou logo de se acomodar, sentando sobre uma pedra e encostando em um paredão, que fazia uma sombra relativamente grande. Fez um gesto com a mão, convidando a jovem para fazer o mesmo.

– Bem, deve ser estranho alguém que você nunca viu na vida chegar em você e falar que conhece o velho Gansey e seus pais, que nem mesmo você chegou a conhecer, não é mesmo? – Começava a se explicar. Ele tinha uma voz suave e falava calmamente. – O motivo de eu saber de tudo é porque eu sou seu avô. – Aelin arregalou os olhos, incrédula. – É, eu já imaginava essa expressão. Acho que preciso mostrar algo para você acreditar em mim.

Levantou-se, afastando um pouco o kimono do seu ombro esquerdo. Com a mão direita, começou a puxar um de seus ossos, exatamente como a kunoichi fazia em uma de suas técnicas. Mais uma vez arregalou os olhos, em tom de surpresa, nunca tinha visto alguém fazendo as mesmas coisas que ela.

– Então... Não muito comum, não é mesmo? Aliás, como é que te chamam, eu fui embora da vila antes mesmo de saber o seu nome.

– A-Aelin, Aelin Galathynius. – Não sabia nem como reagir tamanha a surpresa. Falou seu nome com dificuldade, apenas ele.

– Ora, um nome um tanto quanto exótico. Não me recordo do seu pai falando-o para mim. – Sentou-se novamente, ajeitando o kimono. – Então, essa nossa habilidade de manipular os ossos se chama Shikotsumyaku. É uma Kekkei Genkai bem particular do nosso clã, Kaguya. Nome este que acompanha o meu, o do seu pai, o de sua mãe e outros dos nosso clã. – Parou por um instante, encarando a garota, que continuava paralisada. – Eu ouvi falar sobre você e como você lida com essa habilidade mesmo tão nova, me impressiona você ter aprendido sozinha. Fiquei sabendo que você conseguiu até mesmo derrotar aquele espadachim... Como é o nome dele mesmo? Sei que ele era bem forte.

– Yakushi Nyorai. Não foi uma luta muito justa, eu o peguei desprevenido. Se tivesse que lutar frente a frente com ele eu provavelmente não estaria falando aqui com você... Meus pais, como eles se chamavam? – Começava a demonstrar sinais claros de ansiedade.

– Kaguya Kenzou e Kaguya Aiko. Eles eram ótimas pessoas e apaixonados pela vila. Seu pai era meio lerdo e orgulhoso, acho que essa é a melhor descrição para ele. Já sua mãe, ela não possui a Kekkei Genkai do nosso clã, como seu pai, mas era uma ninja médica esplêndida. É realmente uma pena termos perdido os dois. – Por um momento, um ar de tristeza tomou conta de Genzo. Só de estar perto dele e de ouvir sua voz quando falava sobre o assunto era possível de perceber o quanto ele ainda sofria por aquilo. – Sabe, não tem um dia que eu não me culpo pelo que aconteceu naquele dia. Seus pais terem morrido foi minha culpa. Eu não era um bom líder, nem um bom pai, nem um bom sogro, muito menos um bom avô.

– Me conte como, por favor. – Pediu a jovem.

– A vila daquele Nyorai, nós entramos em conflitos com eles constantemente, desde muito tempo atrás. Certa vez, recebemos uma missão de nos infiltrar lá e coletar algumas informações. Eu era o líder e seu pai era um dos escalados. Assim que entramos no território deles, fomos surpreendidos por uma armadilha. De alguma forma, eles sabiam que estaríamos ali naquele dia. Seu pai me alertou sobre essa possibilidade, mas eu não dei ouvidos a ele. Conseguimos escapar, menos Kenzou que foi pego por um espadachim, sendo morto com apenas um golpe. – O velho começou a chorar e a ter dificuldades para falar. – Quando retornamos a vila, fui conversar com sua mãe. Ela não acreditou que ele estaria morto e foi sozinha atrás dele. Ela ficou desaparecida por três dias, até uma equipe passar próximo ao local onde fomos pegos e encontrarem o corpo dela.

Aelin, pela primeira vez desde que consegue se lembrar, chorou em frente a outra pessoa. Lágrimas, muitas lágrimas. Não conseguia se conter.

– Você tinha acabado de nascer. – Continuou. – A primeira vez que te vi foi na noite em que fui contar a Aiko sobre a morte de Kenzou, eu sequer sabia o seu nome. Fiquei com você ali, por três dias, até que fui informado sobre sua mãe. Naquele dia, eu deixei-a sob os cuidados de um casal de amigos e deixei a vila, precisava de um tempo para refletir e queria caçar o espadachim que matou seu pai. – Deu mais uma pausa. – Me desculpa, eu tirei os seus pais de você e depois te abandonei por todo esse tempo. Não ligo se não quiser me perdoar, mas eu precisava te contar, você tinha esse direito de saber sobre eles.

– Não o culpo, somos shinobis, estamos fadados a isso. – Começou a falar, se recompondo, depois de uns minutos de silêncio. – A única coisa que eu te culpo é por ter me deixado, você não faz ideia de tudo que tive que passar até chegar aqui. Eu tive sorte que Gansey me encontrou. O mínimo que você deveria ter feito pelos meus pais era cuidar de mim. Mas, de qualquer forma, muito obrigada por voltar e me contar tudo. – A atitude de Aelin surpreendeu Genzo. – E o espadachim, você o encontrou?

– Sim, mas não fui capaz de matá-lo. – O velho tirou o kimono, deixando o peito a mostra e nele estava estampado a marca do seu fracasso. Uma enorme cicatriz, feita pelo mesmo que havia tirado a vida de seu filho.

– Entendo... Você vai deixar a vila novamente? – Perguntou.

– Não pretendo, a menos que você queira que vá.


– Só preciso de um tempo sozinha... Para pensar. – O velho se levantou, atendendo ao pedido da kunoichi, saindo do local lentamente, sem dizer uma palavra. – Obrigada, vô! – No fundo, ela estava feliz pro encontrar alguém de sua família depois de tantos anos sozinha.

Daquele dia em diante, os dois passaram a se encontrar frequentemente naquele mesmo restaurante da primeira vez. Eram horas e horas juntos. Aelin ouviu muitas histórias sobre seus pais e sobre seu próprio avô. Aquele sentimento de vazio que outrora a acompanhava, passo a passo ia se preenchendo. Ela encontrara outra motivação, ganhara uma família.


[...]


– Você tem certeza disso? – Perguntou, Genzo.

– Absoluta! – Respondeu, confiante, com um sorriso no rosto. Neste momento, entraram em uma espécie de cartório, um local específico para registros de nascimentos e mortes da vila, entre outras funções legais.

Era uma mudança que significaria muito na vida daquela menina. Deste dia em diante, estaria estampando o nome de seu clã e sua família em seu próprio nome. Saindo daquele local, passaria a se chamar Kaguya Aelin.

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HP 700/700
CH 850/850
ST 00/03

Considerações:
> Filler de Desenvolvimento

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Última edição por Gabz em 6/7/2020, 23:28, editado 1 vez(es)
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Re: [Filler] Prazer, Kaguya Aelin - 6/7/2020, 23:18

@Ohhh muito top! xD Me sinto sortudo por ter lido. :3

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.