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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Verão

Seigen
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Seigen
Vilarejo Atual
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[FILLER - TROCA DE CLÃ] Seigen - em 9/5/2020, 12:01

“Os sussurros de Happosai invadiam minha mente, noite após noite. A marca do Tsuki no Juin doía cada dia mais. E pior, eu sentia nas minhas entranhas que Happosai havia colocado algum outro poder corrupto dentro de mim, desde o nosso último encontro. Eu queria saber, queria entender aquele poder. No início, eu queria me livrar de tudo aquilo, matar aquele velho e voltar à minha vida normal. Fugi da vila e segui sem rumo para encontrá-lo, e isso custou a vida de Isao. Hoje, diferente de antes, não estou com raiva, não estou assustado. Eu estou curioso. O poder que Happosai me deu... me fez querer mais poder. Estou corrompido.

Naquela noite em particular eu segurei mais uma vez o manuscrito negro que me foi deixado, mas algo estava diferente. Eu conseguia entender. As palavras de algarismos estranhos, os símbolos incompreensíveis, de repente dançavam sobre as folhas envelhecidas e formavam palavras no meu idioma. Eu podia ler.

Segurei o livro negro e busquei nele informações que pudessem me ajudar a encontrar respostas. Era simplesmente incrível ter acesso à toda aquela informação, os registros simplesmente eram preciosos demais para que eu pudesse abrir mão de tamanho tesouro. Comecei a ler com cuidado tudo o que remetia a Happosai, em busca de alguma informação relevante. Foi então que coletei o que seria a localização de um templo fiel à aquele demônio, e se havia algum lugar que eu pudesse achar respostas, seria aquele.

Consegui uma autorização com o Kazekage para me ausentar por algum tempo, dissera eu que iria treinar no deserto. Dessa forma, viajei por semanas a fio ate encontrar o lugar descrito no livro. Foi ali que começou o meu pesadelo. E também  minha glória. Olhei para o imenso pico a minha frente, não havia mais areia, eu já me encontrava além do território do país do vento. Tinha que continuar. Ajustei um pano que me cobria o rosto e recomecei a caminhada. Quando a trilha levou-me a um alto desfiladeiro, eu finalmente enxerguei meu destino. Do outro lado de uma grande montanha erguia-se o templo, num penhasco alto uma estrutura de rochas negras, uma construção antiga desaparecendo na densa vegetação.  Me apressei e com a ajuda do byakugan achei a trilha mais fácil de chegar ao local.

Quando finalmente cheguei, depois de vencer todos aqueles obstáculos naturais daquele bioma, parei em frente ao templo e senti algo estranho, como se meu instinto me dissesse para recuar. Mas eu estava cego. Eu queria ir ate o final. E assim o fiz. Cruzei a entrada e dei alguns passos cuidadosos. Foi quando senti areia em meus pés. Muita areia. Um clarão invadiu o local e cegou-me temporariamente. Eu apertava os olhos e tentava aos poucos enxergar à minha volta. De repente, eu não estava mais em um templo. Eu estava em um escaldante deserto. Como? Não sei bem explicar que tipo de maldição eu me aprofundei, mas ali o tempo não passava, o sol era muito mais forte que o normal, e eu caminhava à deriva com a pouca agua que trouxe em meu cantil e na minha mente eu escutava os sussurros e gargalhadas de Happosai.

Eu já estava sucumbindo ao calor, às queimaduras de sol e à sede. Aquele deserto não havia saída, não havia alma viva. Mas eu precisava sobreviver. E sobrevivi, mas eu já não era mais o mesmo. Eu me tornei melhor.”




Seigen já não sabia mais onde estava.  Apenas continuava caminhando, arrastando seus pés contra a areia quente do chão do deserto. Um deserto ainda maior e impiedoso que o de Suna. À sua volta apenas areia e montanhas de pedra moldadas pelo vento. As bolhas em seus pés já haviam estourado e sangrado horas atrás, quando seus calçados  não serviam mais para caminhada alguma. Agora a areia, que devia estar numa temperatura de 46 graus, tinha grudado nas feridas e estancado o sangue de forma dolorosa. Já devia ser tarde. O sol ia se escondendo entre as montanhas mais altas e o céu rosado dava lentamente mais espaço ao cinza. Olhou para cima. Os pigmentos brilhantes iam surgindo. A visão mais espetacular do universo você só consegue ver quando não há luzes. Mas é no deserto que você também pode acabar no inferno.

Sua boca estava seca; podia sentir os lábios se rachando toda vez que passava a língua sobre eles; sua calça esfolava as pernas e seus braços estavam vermelhos por toda exposição ao sol, já que a sua camiseta estava enrolada em volta da cabeça para que, pelo menos seu couro cabeludo não tivesse bolhas. Sentir seu corpo ir se desidratando. Sede e fome. Coisas primordiais para qualquer ser humano. Nunca imaginou que chegaria um dia na sua vida que passaria por isso, uma vez que vive no deserto desde que nasceu. Mas ali era diferente, aquele deserto em especial, era o inferno.

De repente parou de andar, um resquício do sol iluminando alguns metros a sua frente mostrava um pequeno lago - Sua mente devia estar criando peças - Devia ser apenas um reflexo do sol. Como teria água no meio de daquele deserto infernal? Mesmo se chovesse, toda aquela areia sugaria a água para o seu interior. Seu cérebro cansado e traumatizado estava começando a alucinar pela falta de comida. Mesmo assim, seu corpo desesperado reagiu como qualquer outro reagiria. Correu como nunca tinha corrido em direção a sua tábua de salvação. As feridas em seus pés voltando a se abrir, deixando um rastro carmim na areia. A dor não importando. Arrancaria seus dois pés por um pouco de água.

Ajoelhou-se em frente aquele pequeno açude e afundou as mãos sentindo o alívio do líquido gelado. Mergulhou a cabeça e ficou submerso até seus pulmões implorarem por ar. Então começou a beber. Conchas e mais conchas feitas com suas mãos. Cada gole mais prazeroso que o outro. Nada mais importava. Tudo o que queria agora era continuar bebendo aquela água. Foi então que um gosto salgado se espalhou por sua língua e esta se tornou áspera - tinha a impressão de que uma esponja havia se instalado em sua garganta. Em suas mãos, onde antes estivera escorrendo água, agora escorria areia. Começou a tossir e a cuspir, logo estava vomitando, uma mistura barrenta feita de sua bílis e areia do deserto.

Ajoelhado ali Seigen finalmente entendeu que havia chegado ao limite que um ser humano conseguiria manter a sanidade. Não era mais um desespero. Nem o medo. Sentimentos comuns já não eram mais acessíveis quando se chegava a esse estado. Ergueu os olhos para as estrelas. Tão belas enquanto distantes. Se havia alguém vivendo em alguma delas jamais teria conhecimento de alguém num estado tão deplorável ali no meio daquele lugar árido. Nunca chegaria a conhecer como isso aconteceu e em se esse saco de ossos, sangue e insanidade sobreviveu ao deserto que Happosai o condenou. Porque Seigen sabia. Ah! E como sabia! Aquela areia não era um simples pesadelo. Era ele. Happosai. O demônio e sua criação. E foi por saber disso que gritou. Gritou tão alto que seu grito ecoou por todas as montanhas. E quem sabe, pudesse chegar até alguém.

“Para livrar-lhe deste deserto... eu quero os seus olhos!” a voz de Happosai ecoou no céu escaldante.

“ Seus olhos" a voz repetiu.

“Seus olhos e poderá ir para casa, minha criança” insistiu.

Seigen já não aguentava mais. Não sabia quantos dias haviam se passado, pois nunca anoitecia. Era sempre sol, sempre dia. Não tinha fim. Num ato de desespero, o rapaz atendeu ao pedido. De súbito, Seigen aproxima seus dedos do rosto, trêmulos, encharcados de suor. Num único golpe o jovem arranca os próprios olhos. Tudo escureceu, não havia mais luz, só a sensação do sangue quente escorrendo através da pele pálida do Hyuuga.

“Muito bem kukukuku" a voz comemorava e gargalhava.

“Que belo presente... mas você será recompensado. Uma grande recompensa!” Happosai dizia.

Seigen a vida indo embora de seu corpo. A moleza tomando conta dos seus músculoks e ossos. A respiração ficando cada vez mais fraca. De repente, uma estonteante voz invade seus ouvidos. Uma voz que o estremeceu.

"Sou Happosai! Sou Shikyo-Osoi, Akuma, o Poderoso, a morte lenta e a Serpente! Dei poder a demônios muito além de sua imaginação e cobrei o preço certo. Firmei contrato com Shinobis tão poderosos que você sequer imagina. Corri juntamente com os onis ancestrais das planícies. Corrompi homens e me uni a fortes almas em prol da destruição e sofrimento. Estive a espera da morte de todos aqueles que ajudei, até caírem e os chacais se alimentarem da sua carne. Ceifei a alma de cada um. Sou um demônio, sou HAPPOSAI! Não reconheço qualquer amo. Por isso, sou eu quem te dá ordens, garoto. E hoje. A partir de hoje, receba o meu segundo presente! "


Seigen sentiu seus olhos arderem, tanto quanto quando ele os arrancou. Sentiu que podia abri-los, e assim o fez. Eram novos olhos? Assim pareceu. Enxergou a sua volta e eu estava dessa vez em seu quarto. Tudo estava no lugar, como antes, não havia mais areia, nem sol, era mesmo o seu quarto. À sua frente estava o velho, com seu sorriso sádico e olhar carregado de maldade. Seigen olhou no espelho e viu novos olhos prateados, definitivamente não eram mais byakugans, apesar da semelhança.

"A partir de hoje um poder ancestral vai crescer dentro de você. O alimento desse poder foi seus lindos doujutsus. Sente o poder? "a voz do velho parecia ecoar de todos os cantos ao mesmo tempo.

"De fato, eu posso sentir, uma grande quantidade de chakra circulando em meu corpo. É um poder que nunca experimentei. Sento essa energia como uma semente germinando, e eu não consigo perceber um limite para ela. Pelo contrário, sinto que o potencial do meu chakra não pode ser medido."

- Você não é mais Hyuuga Seigen. Agora VOCÊ. É. MEU!


CONTINUA.

Considerações:
- Este Filler se liga ao Filler da Time Skip e aos treinos do Juinjutsu, selo que foi dado à Seigen pelo demônio Happosai.
- Seigen perdeu o doujutsu Hyuuga e passou por uma mudança interna, sentindo um grande aumento de poder. Esse aumento de poder é interpretativo e remete à nova build do personagem, pois nessa nova build o Seigen teve seu chakra quase triplicado e adquiriu a qualidade Grandes Reservas de chakra.
- As futuras manifestações do poder vão aparecer na forma de Jutsus criados e evolução natural da ficha. Ou seja, tudo interpretativo.

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"Você pode se vingar do mal, sem se tornar parte dele?"
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Indra
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Indra
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Re: [FILLER - TROCA DE CLÃ] Seigen - em 9/5/2020, 13:14


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Edição de Natal por Loola e Senko.