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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Contos
Estação: Inverno

Kio
Genin
Kio
Vilarejo Atual
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[Filler] Contos de um Ferreiro - 8/4/2020, 23:37

- Kio venha aqui... – A voz de sua mãe transmitia uma tristeza que poderia ser notada por qualquer pessoa. Precisamos conversar. – O jovem levantou da cama de imediato. Olhou pela janela e percebeu que o sol ainda não havia aparecido. “O que será que está acontecendo?!” Questionou mentalmente, enquanto caminhava em direção a sala. Os cômodos estavam escuros e as poucas velas acesas não aqueciam suficientemente os cômodos que os rodeavam. Kio caminhava lentamente, como se estivesse a postergar uma notícia que imaginava ser negativa e a cada passo dado, essa notícia se tornava mais próxima.

Seus olhos fitaram sua mãe sentada em uma das cadeiras. Os cabelos da mulher cobriam seus olhos e ela parecia ter leves espasmos a cada instante de segundos. Eram soluços. – Filho... – A mulher lentamente retirou o cabelo da frente do rosto, revelando olhos vermelhos, cheios de lágrima. – A febre encontrou o seu avô... – A voz ecoava tremida, espaçada. – E ele não está mais entre a gente. – Encerrou de forma breve. A mulher parecia não querer prolongar muito aquele assunto e seus motivos eram óbvios. Sojiro Shin era um símbolo. O ferreiro de maior renome que já nascera pela família, criador de Katanas lendárias que eram portadas por guerreiros das mais nobres famílias de Uzushiogakure. Sua morte era um marco negativo para os Sojiros, uma data que ficaria marcada por muitos anos na vida deles.

- Ele está pronto? – Perguntou o homem para a mãe de Kio. Sojiro Tanjuro era um ser de aparência cansada e também o pai do garoto. Sua voz ressoava grave e firme, como de costume. – Eu ainda não o avisei. – Respondeu a mulher, ainda tremendo. – Vamos Kio, vista logo aquelas roupas e me siga. – Proferiu o homem de uma maneira extremamente direta. O jovem Genin reagiu de imediato e sem demora, vestiu o Kimono vermelho que ali se encontrava e saiu da morada, seguindo apressadamente o seu pai.

A cada passo dado, o jovem se afastava de sua casa e parecia estar cada vez mais próximo dos arredores da vila. Olhava para o céu estrelado enquanto refletia o fato de não ter conseguido sentir tristeza com a notícia que recebera de seu avô. Sojiro Shin era sim uma lenda na família, mas ele não significava para Kio nada além de um símbolo. Nunca esteve presente, nunca proferiu mais do que algumas poucas palavras para o garoto. Não parecia demonstrar apego nenhum com aquelas pessoas, apenas com as armas lendárias que criava. Era um senhor de espírito livre, andarilho, que muito esporadicamente retornava para Uzushiogakure. No fundo de sua alma, Kio sentia a falta de reconhecimento daquele homem que era quase uma entidade para a sua família. Escutava de todos menos dele. O homem não parecia ver em Kio o prodígio que todos viam. Ou ao menos ele não transparecia.

Seu pai, Sojiro Tanjuro, pareceu reduzir o ritmo dos passos com o intuito de fazer Kio alcançá-lo. O homem encarou o seu filho com um olhar que transpareceu o mesmo vazio de sempre. – Filho... Hoje você inicia os seus passos para se tornar um verdadeiro homem da nossa família. Eu quero que você olhe com atenção o que acontecerá essa noite. Absorva o que vai acontecer, sinta com o seu espírito. Seu avô lhe deixou um grande presente e amanhã à noite será você que completará o ritual. – A palavra “ritual” ressoou na sua mente como uma chave que havia destrancado a dúvida do que aquela noite lhe aguardava. Hinokami Kagura era o ritual de passagem feito pela sua família. Uma dança que era performada apenas pelos membros mais renomados e que era realizada em datas marcantes para a família. – Vamos honrar o nome de Sojiro Shin e foi uma escolha dele que você encerrasse o ritual. – Tanjuro continuou a falar. – Em sua última visita, seu avô nos deu essa missão. Ele te enxergava como um sucessor, o próximo detentor da Heruzubaito. Hoje eu começarei, mas amanhã você será o responsável por finalizar a Dança do Deus do Fogo. – Encerrou Tanjuro quando chegaram no local do ritual. Um campo aberto, marcado por 8 tochas acesas posicionadas circularmente. Kio pôde ver mais 7 homens no local, todos vestindo a mesma máscara, parados cada um próximo a uma tocha. – Vá para lá. – Ordenou Tanjuro, apontando em direção a única tocha vazia. Sem demora, o Genin se posicionou no lugar sinalizado e se manteve em silêncio, presenciar aquilo era uma das maiores honras para qualquer membro da família.

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Tanjuro iniciou a dança que representava o Hinokami Kagura e a cada instante que se passava as chamas das tochas pareciam se aquecer mais. Kio podia sentir a intensidade daquilo que acontecia diante de seus olhos de uma forma completamente inesperada. Sentia-se parte de um “todo”, como se ele e aqueles indivíduos que ali se encontravam se mesclassem de maneira indescritiva. O suor corria na sua testa e percebeu seus olhos se fixando de modo sobrenatural em seu pai. Seu espírito aquecia e clamava por mais, mas antes que se desse conta, o sol surgira no horizonte indicando o amanhecer. As chamas apagaram, seu pai finalizou os passos e os homens que acompanhavam o ritual sumiram com a mesma brevidade que haviam surgido. – Vamos descansar, hoje à noite você precisa estar pronto. – Ordenou Tanjuro e seguiu em direção a morada junto a seu filho.

Kio apagou ao chegar em casa, despertando algumas horas depois. O ambiente estava marcado pelo silêncio. O garoto se deparou com o almoço servido em seu prato e seu pai sentado próximo a mesa. – Estava te aguardando... – Disse o homem. – Para finalizar o Hinokami Kagura você precisará realizar a dança do momento em que o sol se pôr agora no fim da tarde até o momento que ele venha a nascer novamente, amanhã pela manhã. – Pausou por um instante e deu continuidade a fala. – O segredo está na sua respiração, filho, você vai sentir isso quando estiver lá. Feche os olhos, sinta o calor a sua volta, sinta o calor sendo emanado pelo seu corpo. Você conhece os passos, todo Sojiro conhece e você não é exceção. – Suas palavras demonstravam um certo orgulho. – Ninguém jamais recebeu tamanha honra tão jovem. Seu avô acreditava muito em você... – Aquelas palavras alimentavam o orgulho de Kio, enquanto paralelamente despertavam um sentimento de culpa por não ter sentido tristeza ao saber da morte de Sojiro Shin. Nunca tivera muito contato com o seu avô mas aparentemente, isso não era mais desculpa suficiente. – Pai... – Disse de maneira breve, como se esperasse uma permissão para falar. – Diga.. – Respondeu o homem. – O que fez Shin-sama ser o que ele era? Como ele se tornou essa lenda? – Tanjuro suspirou, respondendo em seguida. – Seu avô virou uma lenda sendo ele mesmo. Um Ferreiro lendário, um mestre do Katon, grande espadachim, péssimo pai e pior ainda como avô... – Disse. – Ele tinha muitos defeitos, assim como todos nós. O que o diferenciou da maioria foi que em momento nenhum ele se sujeitou a vontade alheia e acho que ele enxergou esse mesmo potencial em você. De se tornar quem você quiser ser e quando quiser ser.

Kio não sabia ainda quem ele queria ser, mas naquele momento o que ele queria ter era o mesmo reconhecimento que o seu avô.

Com a proximidade do pôr do sol, Kio vestiu as mesmas roupas usadas por seu pai na noite anterior e partiu junto a ele para o local do ritual. Sentia-se confiante, tinha certeza que havia nascido para aquele posto. – Estou pronto, pai! – O Genin disse ao se deparar com o local do ritual e seguiu de imediato para o círculo de tochas que já se encontravam acesas.

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O sol se pôs e Kio de imediato deu início a dança. Seus olhos se fecharam e sua respiração tornou-se lenta e constante. Seu Chakra queimava lentamente e aos poucos o Genin podia sentir as chamas das tochas como extensões de seu corpo. Sua compreensão do elemento que o circulava se tornava maior a cada passo dado, a cada instante passado. Era como uma troca sutil entre indivíduo e elemento, eles se tornavam um fluxo circular constante. O fogo alimentava o espírito de Kio enquanto o chakra do Genin intensificava o elemento a sua volta. Com o passar do tempo, a compreensão do jovem para com o ambiente parecia ter atingido um nível além. Estava em transe, nada mais importava além do ritual. Sua energia não tinha descrição e em meio a essa sensação abstrata, Kio pôde sentir algo tomar forma. Sentia a projeção de seu avô a sua frente, ao seu lado, ao seu redor. Como se ele fizesse parte daquilo e pela primeira vez, o jovem e orgulhoso membro daquela família de ferreiros sentiu um sentimento único vindo de Sojiro Shin. Amor.

Horas se passaram como instantes e Kio sabia em seu interior que aquele era o momento de abrir os olhos e encerrar o ritual, assim o fez. Seus olhos ao abrirem despejaram lágrimas armazenadas durante toda a experiência, os singelos feixes de luz iluminavam o local e toda a grama interna ao círculo demarcado por tochas havia se queimado. Seus olhos então se depararam com uma imagem que iria ficar em sua mente pelo resto da sua vida. Não existiam apenas 8 pessoas naquele lugar, como na noite anterior, não estavam ali só os escolhidos. Toda a família Sojiro olhava para o garoto com um semblante de orgulho, toda a família para enxergar nele o potencial de se tornar um símbolo como Sojiro Shin e aquilo alimentava uma sensação até então inédita em Kio. Se tornar melhor não apenas para si mesmo, mas também por eles.

Em meio aos indivíduos, Tanjuro caminhou em direção a Kio com uma Katana em mãos, oferecendo-a em seguida para o seu filho. – Esse foi o presente deixado por seu avô... A lâmina da família Sojiro agora é sua, meu filho. – Kio pegou a espada com o corpo ainda tremendo. Um misto de emoção com o desgaste provocado pelo ritual. – Contemple a Heruzubaito!
Status:

HP: 575
CH: 475
St: 5/5

Comentários sobre o filler:
Filler para adquirir 100 de Status e qualidade de 1 ponto (Mínimo de 1400 palavras)

Status: +100 de Chakra
Qualidade:
Perito Elemental: Katon (1) (Personagem possui a qualidade inata prodígio)

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Ficha
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Kenjiro
Chūnin
Kenjiro
Vilarejo Atual
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Re: [Filler] Contos de um Ferreiro - 9/4/2020, 19:47

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.