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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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mudança de clã: munenori - 28/3/2020, 23:21

Um dia teria lhe dito seu pai que seria positivo praticar sua escrita e caminhada desde novo. Porém, ele olhava o papel e a caneta em sua mão e se perguntava: "será que consigo imprimir qualquer palavra que seja nessa folha?". Sem imaginação, reservou suas energia a uma outra prática: a do entalhe. Com uma kunai, manipulava a madeira em mãos e criava formas diversas, muito embora não fosse habilidoso o suficiente para dar vida a belas obras. Praticando num solado de madeira, observando as nuvens à tarde, não esperava que fosse chover tanto.
— Esculturas, hein? — questionou uma voz adulta, grave e ao mesmo tempo envelhecida. — Seu velho era um bom escultor na juventude. Talvez ainda consiga moldar boas peças com a inspiração correta... — comentou recordando de um passado distante, onde complementava a renda de sua família ao produzir ornamentação em madeira. — Dias difíceis eram aqueles... Mas... A espada foi o suficiente para tornar o meu caminho completamente... — contou-lhe tocando o cabo da katana que carregava à cintura.
O garoto costumava escutar as divagações de seu pai e continuar calado, sem respondê-lo uma palavra sequer. Porém tinha uma estranha vontade de conversar naquele dia, sobretudo porque o homem tocara num assunto que lhe era, em muito, sensível.
— De que dias fala, pai? — indagou enquanto vincava o tronco com a ponta de sua pequena lâmina.
— Do passado, meu garoto... Quando eu morava com seus avós... Eles não eram ricos, nunca o foram. Dávamos duro para nos sustentarmos. Eu os ajudava vendendo "budas" no comércio do vilarejo onde vivíamos. Eram dias complicados, ainda sim sinto uma saudade imensa deles... — disse, com o tom comovido de nostalgia.
Eles continuaram a digressar sobre a filosofia e as batalhas. Tudo corria com a maior tranquilidade, até que o mais velho observou o horizonte com um olhar atento, as sobrancelhas franzidas, os ombros tensos, demonstrando um claro medo.

A água da chuva seguia sem qualquer interrompimento, fluindo no ar. Dos muros que observava o senhor duas sombras surgiram. Em um salto absurdo, pousaram. Trajavam negro, dos pés a cabeça, escondendo os rostos atrás de sobretudos.
— Munenori! — gritou o homem. — Vá para dentro, cuide de sua mãe! — ordenou, pousando a mão sobre o cabo de sua espada.
— Sim, senhor! — obedeceu prontamente o garoto. Apesar de confuso, correu em direção ao interior e foi de encontro a sua mãe. — Mãe! — gritava a voz que sumia.
O mestre-espadachim andou calmamente em direção ao pátio. Olhou para ambas as figuras e sorriu. Embora fosse aquela uma situação adversa, ele demonstrava uma calma absoluta. Sua mente era afiada, e sua postura não tinha qualquer abertura.
— Munetoshi... Ele é um homem assustador. — disse um deles.
— Completamente, Toki-chan... — concordou o outro, uma voz aguda, claramente feminina.
— Crianças tolas... — sacou as espadas da cintura. — Venham, eu vou ensinar a vocês uma lição... Aprenderão a entrar na casa dos outros apenas quando forem convidados... — disse-lhes emanando, agora, uma aura assassina.

De dentro de casa, acompanhado da mãe, ele ouvia o tilintar do metal ao se chocar. A mulher transparecia uma tranquilidade que contrastava bastante com a ocasião.
— Não tema, Munenori. Seu pai está no mesmo nível de uma sombra. Ele não será derrotado, custe o que custar. Por isso, eu ordeno que fique aqui. Eu cuidarei da retaguarda dele. Enquanto isso, aguarda dentro de casa. — ordenou a senhora de cabelos brancos.
— Mas mãe... O papai... — argumentou sem sucesso.
A mulher sorriu, um sorriso caloroso que abraçava o jovem e lhe trazia segurança.
— Já lhe disse. É só uma medida de segurança, seu pai irá acabar com a raça desses desgraçados... — assegurou-lhe.
Das palavras, a mulher deixou o lugar. O jovem observava tudo da janela da sala. Os pingos caíam enquanto o grande samurai segurava as rédeas do combate. Era claro a sua superioridade ante a dupla. O corpo de ambos derramava sangue, enquanto Munetoshi se mantinha sem um único arranhão, simplesmente impecável.
— Munetoshi-senpai! — gritou ela indo em seu encontro.
— Droga, esta é Hatake Aiko. Lutar com Munetoshi não é simples, Toki. Se enfrentarmos ela também não sobreviveremos. Por que Najima-sama nos enviaria nessa missão tão arriscada de sequestrar o filho de duas lendas? — perguntou ao seu parceiro, claramente tomada por desespero.
— Eu também tenho uma carta na manga, Atsuki. — afirmou.

O enfrentamento não durou muito mais. O cansaço abatia os invasores, enquanto os pais de Munenori se mantinham calmos, lutando como se aquilo fosse uma simples brincadeira. E, diante de seus olhos, tudo se escureceu. Uma estranha fumaça negra se formou e engoliu a todos. Invadiu a casa e todos os cômodos dela. Ele apenas respirou um pouco dela e entendeu do que se tratava: veneno.
— Maldição! — urrou, muito embora a força lhe fosse ceifada.
E, sem que percebesse, um toque em sua barriga fez com que ele não mais habitasse aquele plano.
— Vamos, Toki-chan. Já enviei o garoto para o nosso esconderijo. Foi bom praticar um pouco com vocês, Munenori-san, Aiko-san, mas agora temos de sair daqui.
O casal tossia. E, ainda que aquela fumaça não fosse capaz de sugar toda a energia deles, os enfraqueceu o bastante para que os seus adversários conseguissem uma chance de fugir.
— Desgraçados... Pensam que vão fugir assim tão facilmente? — disse com a voz tomada em ódio. Um ar assustador.
— Merda, ele é forte demais. Minha névoa venenosa quase não tem qualquer efeito nele. Vamos, Atsuki, nos tire daqui. — exigiu temendo o pior.
Uma técnica de espaço-tempo bastou. Se viram longe daquele lugar. Retornavam ao seu esconderijo, uma sala totalmente escura e cheia de umidade.

Najima era um homem alto, magro, de pele pálida e olhos penetrantes. Os cabelos eram longos, lisos e alcançavam algo próximo de sua cintura. Ele colocara o garoto sobre um tablado rochoso, amarrando seus pés e suas mãos, amordaçando sua boca e selando seu chakra com uma fórmula especial. Ele estava inerte, sem qualquer força lhe restando, com medo de perecer naquela situação.
— Parece que seus pais esconderam seu segredo muito bem, Hatake Munenori... Ou, melhor dizendo, Hyūga Munenori. O filho de Hyūga Ashin, o falecido líder do clã. Eles são tão poderosos ao ponto de lhe aplicar uma poderosa vedação capaz de selar seus genes... — revelou-lhe. — Mas isso não é bem um problema, eu sei como quebrá-la facilmente... Veja...
O sequestrador repousou ambas as mãos sobre a barriga do rapaz e fez o sangue borbulhar. Ele sentiu uma dor intensa correndo por todo o corpo. Gritou e chorou, entretanto não foi capaz de impedi-la. O alvoroço cessou cerca de metade de uma hora mais tarde, no instante em que o rapaz acordou e viu algo completamente com seus olhos. Agora, ele tinha uma visão em trezentos e sessenta graus, além de conseguir enxergar através da estrutura.
— Vejam esses olhos... Esses olhos os quais serão meus... Quanto tempo eu aguardei por ele? Pelo seu precioso byakugan... O byakugan do filho de Ashin. Eu não vejo a hora de convertê-los a mim.

O asqueroso comemorava enquanto o rapaz tinha uma estranha visão. Do lado de fora, via duas pessoas empunhando espadas ingressar no covil e dois corpos sem vida estendidos no chão. Olhou com mais atenção e percebeu que aquelas silhuetas e rostos pertenciam aos seus pais. Eles correram e, sem que dessem uma chance ao algoz, partiram seu corpo em migalhas, retalhando a carne e os ossos em pedaços menores que dedos.
— Demoramos demais. Nos desculpe, Munenori... — disseram ao resgatá-lo.

A vida lentamente retornou ao normal após todos os acontecimentos. Hatake Munenori agora conhecia seu passado e decidiu assumir o nome de seu verdadeiro pai, o sobrenome Hyūga. "Não se preocupem. Os dois são e sempre serão os meus pais. Ainda sim, também tenho orgulho por aquele que deu a vida para me proteger. E é exatamente por isso que mudarei meu nome... Para honrar o homem que ele foi." dizia à Munetoshi e Aiko, quando eles questionavam do porquê da mudança. No fim, acabou que o rapaz tinha sido entregue, quando ainda um bebê, ao casal que não podia ter filhos pelo grande amigo de Munetoshi, Ashin. Sua linhagem sanguínea e passado foram escondidos, inclusive com ambos tentando fazer com que o menino jamais se tornasse um ninja. No entanto, ele herdara além da kekkei genkai, uma vontade e teimosia que eram características do seu pai biológico quando vivo. E, por isso, jamais se desviaria do pensasse estar certo e do que pensasse ser o melhor a ele.

No mais, coube ao seu protetor e pai adotivo, Munetoshi, entregar-lhe o pergaminho com as técnicas e ensinar a ele o que significava tudo aquilo, inclusive fazendo ele aprender tudo sobre seu clã. Com muito custo, ele dominou a arte do punho suave e os poder dos olhos albinos. Descobriu sobre a história e sobre ser da linhagem principal, que era sempre protegida pela secundária. Sabendo tanto, ele devolveu a espada do clã Hatake a sua mãe. Poderia parecer desdém, entretanto a mulher foi sábia em captar a mensagem por ele passada: "de agora em diante, construirei meu próprio caminho com as minhas pernas...".

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Re: mudança de clã: munenori - 29/3/2020, 11:20

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.