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Alvorecer
Arco 04
Ano 17 DG
Verão
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
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[Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Página 2 W1d991V

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Tokubetsu Jonin
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[Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Página 2 W1d991V

[Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Publicado Ter 24 Mar - 16:16

Relembrando a primeira mensagem :

Um Jogo Mental
A sala de jantar exalava bons perfumes. Cheiros de dar água na boca. Contudo, Fuyuki não aguentava mais. Suspirou, satisfeito, e pediu permissão para se retirar. Após um aceno de sua mãe, o menino se levantou com os utensílios que havia usado em mãos, e partiu até a cozinha para lavá-los. Cantarolou baixinho uma melodia que seu pai costumava cantar para o irmão na hora de dormir, baixo o bastante para que o irmão e a mãe, no cômodo vizinho, não entreouvissem. Pois sabia que isso não seria bom. Não ainda. Ren compreendia isso muito bem. Ele também não havia conseguido superar a morte de seu pai, e pela dor que sentia no peito às vezes, tinha dúvidas se um dia realmente conseguiria. A saudade às vezes era tamanha, que o menino sentia até dificuldade de respirar.

Com um sorriso no rosto, beijou a mãe na face esquerda, bagunçou o cabelo de seu irmão, e saiu. Fuyuki conhecia bem a expressão que trazia em seu rosto. Um sorriso tão transparente e cristalino quanto uma vidraça. Brilhante por fora, mas totalmente vazio por dentro. Assim que saiu da casa, o sorriso se desfez. Caminhou pelas ruas do bairro residencial em que morava olhando para o chão, pensativo. No entanto, assim que se aproximou do portão da vila e avistou, ao longe, uma figura de estatura anormalmente grande, o menino não pode deixar de sorrir. Aproximou-se de seu avô com passos apressados, e foi envolvido em um poderoso abraço de urso.

Após ser devolvido ao solo, felizmente intacto, fez sua reverência. — Olá vovô, é bom vê-lo. Mamãe disse para ir visitá-la quando tiver algum tempo, e Kenjiro pediu para levar aquele doce gosmento de Kiri, quando conseguir algum. – Falou em tom de conversa, enquanto eles caminhavam, seguindo para fora da Vila rumo às montanhas ao norte. Não iriam longe, nunca iam. Apenas o suficiente para terem algum espaço para treinar, e ficarem longe de olhos curiosos. O avô, porém, desviou um pouco do curso habitual, sorrindo enquanto ouvia as palavras do neto, até chegarem a um lago de tamanho médio.

— Certo, Ren, o treino hoje será um pouco diferente. – Disse o velho, enquanto começava a se alongar. Nesse momento, o menino temeu por sua vida. Estaria o avô pensando em lutar com ele? Se sim, isso definitivamente não poderia terminar bem. Fuyuki sabia, por experiência própria – uma dolorosa experiência, diga-se de passagem – que o avô não sabia controlar a força colossal que possuía, nem em brincadeiras. Contudo, sua preocupação se desfez em um suspiro ao ouvir o restante da explicação de seu avô. — Correremos no interior do lago, dando voltas na extremidade interna. Enquanto isso, você deve memorizar tudo o que for dito, e quando eu disser para que repita, não quero que deixe nada de fora, nem sequer uma vírgula.

Ren acenou em concordância, elevando uma sobrancelha, hesitante.

Frente à reação do neto, o sorriso de seu avô se alargou. Satisfeito.

Talvez você não compreenda o motivo da hesitação do menino. Claro, a princípio esse pode parecer um simples treino de memorização. No entanto, ser capaz de lembrar cada palavra dita em uma conversa, pausas e entonações inclusas, exige não apenas inteligência, como também extrema concentração e capacidade de memorização. Algo que estava completamente fora das habilidades atuais de Fuyuki. Além disso, correr sobre a face do lago iria exigir sua própria parcela de atenção, além de uma considerável quantidade de chakra, se esse treinamento se estendesse demais.

Sem tempo para questionar, começaram a correr.

O controle de chakra para andar sobre o lago era algo trivial para Fuyuki. O menino sempre possuiu um controle anormalmente bom para sua idade. Contudo, não se pode afirmar que ele podia executar a tarefa sem pensar ainda. Seu avô, porém, não parecia se importar. Começou a recitar trechos de histórias. Poemas. Letras de músicas. E então, a qualquer momento, seja no fim ou no meio de uma sentença, ele pararia de falar subitamente e diria a palavra que Fuyuki estava começando a temer: — Repita.

Eles repetiram o processo centenas de vezes. No começo o avô pedia para que ele repetisse após uma pequena quantidade de informação ter sido discutida, mas aos poucos e gradativamente os espaços entre cada repetição foram aumentando, lenta e inexoravelmente. Horas se passaram. O menino transpirava, os olhos girando, tentando memorizar tudo o que era dito, sem vacilar. Então: — Repita. – E ele o fazia. Foi incrível! Isso ia muito além de simples memorização. Era a habilidade de fazer e pensar em várias coisas ao mesmo tempo. Processar informações mais rapidamente e não apenas compreender sobre o que falavam, mas também absorver cada detalhe.

Os assuntos começaram a variar ainda mais. Em um momento, o avô estava lhe falando sobre a teoria de tempo e espaço, coisas das quais Fuyuki jamais havia sequer pensado – mas que até faziam sentido – E no instante seguinte, falava sobre o amor, como conquistar uma mulher e escolher a companheira certa para se casar. Ou então, falava sobre alguma religião diferente, de um país ou lugar distante, para em seguida contar uma piada que fazia os dois explodirem em gargalhadas incontroláveis. Contudo, mesmo com todas essas dificuldades a mais que seu avô foi adicionando durante o processo de treinamento de sua mente, Ren não vacilou sequer uma vez.

Sempre que o velho grandalhão resmungava a palavra ‘repita’, Fuyuki simplesmente fechava os olhos por um breve momento, e então as palavras começavam, a jorrar de seu interior. Pausas e entonações. Tudo exatamente como havia sido pronunciado, desde o inicio. Até mesmo seu avô tinha dificuldades para esconder a surpresa, no inicio, mas ao ver que o neto conseguia suportar, começou a complicar cada vez mais. Falava sobre datas de eventos. Uma lista de compras, com quantidades irritantemente precisas. E sempre sem aviso: — Repita.

O treino de chakra também estava acumulando bagagem sobre o menino. Ele sentia que já chegava à metade de suas reservas totais, e não parecia nem de longe que seu avô estava planejando parar. Corriam em um ritmo confortável para ambos, então sua estamina não seria um problema. O maior desafio, agora, era sua mente. Aquele exercício mental que seu avô estava lhe submetendo era incrivelmente estressante. E a quantidade de informações que tinha de armazenar apenas aumentava. Além disso, eram assuntos totalmente desconexos uns dos outros.

Mas Fuyuki não sentia mal. Nem frustrado em qualquer sentido. Sentia-se incrível, na verdade. Sua mente agora era como um músculo sendo trabalhado, ou uma arma com a lâmina deslizando contra a pedra de amolar. Ele quase podia sentir seu sistema cognitivo tornando-se mais forte, mais amplo e poderoso. Com o tempo a tarefa de memorizar as palavras de seu avô começou a tornar-se uma tarefa mais natural, quase inconsciente. Já demandava menos atenção ou concentração. Sua memória estava ficando mais afiada do que nunca.

Após cerca de quatro horas de treino, Fuyuki estava completamente esgotado, tanto física quanto mentalmente. Ele desmaiou na beira do lago com um sorriso satisfeito no rosto, quase tão largo quanto o sorriso de orgulho que o avô exibia. Sem forças para conseguir sequer caminhar, com suas reservas de chakra quase vazias, o avô de Ren o pegou nos braços e seguiu caminhando na direção da vila.

Midorikawa deu poucos passos, e Ren já dormia tranquilo, aninhado contra seu peitoral. Como se não tivesse nenhuma preocupação no mundo todo. Às vezes, pelo modo como o menino se expressava, e as coisas que é capaz de fazer, o velho quase se esquecia do quão jovem seu neto realmente era. Quase.

Olhando para a criança, dormindo em seus braços, tão pequena e inocente no sono, o velho shinobi sentia-se feliz por terem sido agraciados com tamanha sorte. O neto era forte. Crianças normais, de sua idade, jamais sequer se dariam ao trabalho de tentar um desafio como aqueles. Mas não Fuyuki, ele odiava admitir derrota. E também odiava admitir que não conseguisse solucionar um desafio.

Bem, a verdade é que o velho não esperava realmente que o neto fosse mesmo conseguir. Mas depois de vê-lo tentar com todo o coração e mente, não pode recuar, e se viu recitando cada vez uma palavra ou duas a mais. Tentando descobrir o limite das habilidades mentais do neto, tentando encontrar a quantidade máxima de sua pequena mente. No fim, quem se surpreendeu mais foi o próprio Midorikawa. Ficaram naquilo por quatro horas, e nada de limite. A mente de Fuyuki mais parecia um buraco negro, absorvendo tudo que lhe era lançado.

Sim, seu neto havia ficado mais forte.

— Viu isso Hajime? Seu filho está crescendo bem. – Disse, olhando para o céu, sorrindo.




OFF: Treinando Chakra e tentando aprender a qualidade Mente Implacável. Fazendo uso na narração do NPC Nara Midorikawa, avô do personagem.



Qualidade Aprendida:

Jutsus usados:


Palavras: 1436.

Status
HP: 225
CH: 225
Limite de Cansaço: 4 Posts.

Qualidades
✓ Inteligência Aguçada Inata
✓ Grande Controle de Chakra Inata
✓ Grande Durabilidade Inata
✓ Resistência Toxicológica Inata
Defeitos
X Sempre Jovem
X Luto Pai
X Código de Honra - Derrota


1
Arredores da Vila


Última edição por LastJoke em Ter 21 Abr - 14:56, editado 2 vez(es)

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[Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Página 2 W1d991V

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Tokubetsu Jonin
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Re: [Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Publicado Sab 27 Jun - 11:28

Filler
Relâmpago Branco


Desceu as escadas saltando dois degraus de cada vez. Pés descalços deslizando no assoalho de madeira, Ren parou por um breve momento ao passar pela cozinha, beijou a mãe na face e deu um peteleco brincalhão na orelha de seu irmão mais novo, então seguiu rumo à porta principal da casa. Calçou as sandálias na entrada e saiu.

Respirou fundo, deixando o ar frio enevoado inundar seus pulmões por completo. Fez alguns alongamentos para aquecer o corpo e em seguida sacou uma kunai em sua bolsa de armas. A arma possuía uma marca do caos na lâmina, quase imperceptível devido à coloração escura da marca que se camuflava tão bem quando combinada a tonalidade do metal. Aquela era a sua âncora para o uso do Hiraishin, a técnica que iria usar para treinar hoje.

Em um instante o menino lançou a kunai para o céu, contou em sua mente, e cerca de cinco segundos mais tarde estava a quase cem metros de distância do solo. Agarrou o projétil e sem hesitar voltou a lançá-lo para cima, e de novo, e de novo, indo cada vez mais alto, até uma altitude que podia ver o horizonte se expandir até o infinito. Até um ponto tão alto que a névoa sempre presente de Uzushio foi superada e deixada para trás, trazendo sobre a pele pálida de Fuyuki o calor reconfortante do sol.

E então ele começou a cair mais uma vez, em direção a névoa de sua terra natal. “O sol é tão bonito.” Pensou, sem qualquer motivo em especial. Mas o treinamento apenas havia começado. O jovem Hatake alterou sua estratégia, e ao invés de ir para cima, começou a seguir na direção do prédio do Kage. Cada avanço com o Hiraishin devorava suas reservas de chakra aos poucos. Ele ainda tinha a vantagem de poder usar as asas de sua maldição, caso algo saísse do controle, mas queria se concentrar apenas no Hiraishin hoje.

Durante sua última missão com Squall e Jiro, apenas o uso preciso dessa técnica foi o que acabou garantindo não apenas a segurança de seus aliados em momentos críticos, como também a versatilidade na estratégia do time, tornando a possibilidade de criar planos de combate muito mais amplos e bem coordenados. Ainda assim, sentia que precisava ganhar maior familiaridade com esse jutsu tão poderoso o quanto antes.

Mesmo que para isso fosse necessário se desgastar até o limite de suas reservas de chakra. O consumo do Hiraishin em curtas distâncias era quase nulo, mas Ren tinha a esperança de ser capaz de atravessar grandes distâncias em um único salto, contanto que conseguisse posicionar algumas marcas em pontos específicos do mundo shinobi. Esse era seu objetivo, ao menos por enquanto.

Após chegar ao topo do prédio do Mizukage, o jovem Hatake se sentou por um momento e começou a meditar de olhos fechados, a fim de recuperar um pouco de seu chakra com um descanso breve. O ferimento em seu ombro já não o incomodava. Aquela era a única cicatriz que tinha em seu corpo, e aquela foi a primeira vez que se sentiu tão desesperado e fraco. O inimigo era um monstro de verdade, e Ren sabia que existiam outros.

Lobos Hattori vindos em seus barcos voadores, à espreita, apenas esperando uma chance para tentar invadir seu lar e crucificar ainda mais inocentes. Além do mistério da onda gigante que varreu grande parte das terras de Uzushio. O que havia causado uma movimentação tão grande ao ponto de ocasionar algo assim? Pensou nos demônios de cauda, e realmente soava plausível, mas se sentiria mais confortável se o pirata tivesse reagido a suas palavras.

Soltou um suspiro e se levantou novamente.

— Não vai mudar nada continuar pensando nisso. Concentre-se! – Afirmou para si mesmo, mas aquela não era a primeira vez que pensava no assunto, e certamente não seria a última. Deu um passo para frente e saltou do prédio. Lançou sua kunai e começou a avançar pelo ar de ponto em ponto, sem jamais tocar o solo. Atravessou toda a extensão da vila em poucos segundos. A velocidade não era maior que uma corrida normal, mas sem obstáculos ou sequer a necessidade de fazer curvas, percorreu a mesma distância muito mais rápido do que mesmo um corredor mais rápido faria.

Parou nas muralhas da vila, ofegante com os gastos de chakra incessantes. Então aproveitou a solidão para aliviar a bexiga rapidamente. Sentia que sua habilidade com o hiraishin estava se desenvolvendo bem, mesmo que em passinhos de tartaruga. Irônico, não? Mas era isso. Um sorriso separou seus lábios, e mais uma vez o menino desapareceu.

Agarrou a kunai e a lançou de novo. E mais uma vez. Mas dessa vez indo para longe da vila. Se distanciando cada vez mais. Podia sentir seu chakra sendo drenado por cada salto. Ainda assim seguiu em frente, cortando a distância em instantes até o centro de uma floresta não tão longe das muralhas que costumava treinar vez ou outra no passado, mas que já há muito tempo não visitava.

Ao chegar ali, já estava completamente exaurido e ofegante. Não conseguiria sequer ficar de pé naquele instante, mesmo se sua vida dependesse disso! Ainda assim, estava satisfeito. Seu dia havia sido bastante proveitoso, já que agora não apenas havia desenvolvido melhor suas capacidades usando o Hiraishin, como também sabia o limite de suas reservas de chakra atuais, mesmo que o maior problema fosse sua stamina no momento.

“Sim, posso até ter uma pequena parcela de chakra restando, por menor que seja. Mas o maior problema aqui é minha stamina. Sem resistência, terei dificuldades para combater inimigos poderosos, caso a luta se estenda demais.” Teria que pensar sobre esse aspecto com maior cuidado. Lembrava com clareza da luta contra o líder dos inimigos durante a invasão, e como chegou aos limites de suas forças para que pudesse finalmente vencer.

Foi por tão pouco. De forma que, se algo não tivesse dado certo, se não tivessem tido sorte o bastante, poderiam ter sido eles os derrotados. E mortos, provavelmente.

Continuou a descansar por algumas horas, dormiu e acordou. Bateu nas calças e sem qualquer traço de hesitação, voltou a treinar.




—X—




Status:
HP: 1200/1200
CH: 0050/1850 -1800 (Hiraishin)

Stamina: 06/06

Resumo das Ações: --.

OFF: +100CH.

Palavras: 1027.

Informações:

1
Cão da Tempestade • Storm Hound • Arashi no Ryōken

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Kaden
Jōnin
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Re: [Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Publicado Dom 28 Jun - 22:04


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Tokubetsu Jonin
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Re: [Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Publicado Qui 2 Jul - 5:56

Filler
Precisão Cirúrgica


Aquela era uma manhã fria e enevoada. Assim como a maioria das manhãs em Uzushio, para ser sincero. Ainda assim, o jovem Hatake acordou com uma sensação ótima, saltou da cama e correu até o banheiro com passos leves. Sem camisa, não pode deixar de notar em seu reflexo no espelho, a cicatriz avermelhada em seu ombro esquerdo, a qual havia recebido do pirata, o tal lobo Hattori, na tentativa de invasão dos barcos voadores em Uzu. O garoto não conseguia deixar de pensar sobre aquele encontro, e como jamais teria sido capaz de vencer aquele monstro sem a ajuda de Squall, o Mizukage, e Jiro, um jovem que ainda tinha esperanças de estreitar os laços de amizade.

Saiu do banheiro com sua higiene pessoal feita. Fora a cicatriz no ombro esquerdo, seu corpo estava uma verdadeira obra de artes, cheia de rabiscos. Havia o losango do Byakugou In em sua testa, a marca da maldição do céu no lado direito de seu peito, sobre o coração, sua própria assinatura do Caos, com a qual usava o Hiraishin, no lado esquerdo de seu peito, e o Infuuin Kai em seu abdômen, para cancelar algum fuinjutsu inimigo. A tinta negra em sua pele clara se destacava, mas as roupas negras que o jovem Tokujo costumava usar logo acabaram com esse problema. Ainda antes de terminar de se vestir, Fuyuki notou o som de batidas contra o vidro de sua janela. Ao olhar para cima, avistou um corvo o encarando.

Terminou de passar a camiseta pela cabeça e saltou sobre a cômoda, pegando a pequena mensagem do bico do pássaro. Era uma marca do Hiraishin de seu mestre, Hiei. O menino sorriu e fechou a janela, então voltou para terminar de vestir suas roupas. Após verificar rapidamente se tudo estava em ordem, sem sequer sair de seu quarto, gritou para sua mãe que logo voltaria e desapareceu. O Hatake começava a pensar em alugar um apartamento somente para si em um futuro próximo, já que morar com sua mãe e seu irmão poderia ser uma faca de dois gumes. Se por um lado estar perto tornava mais fácil de protegê-los, estando próximo demais poderia torná-los em alvos fáceis. Ainda estava pensando sobre isso, mas já se sentia bem mais tranquilo por todos os seus familiares terem o deixado lhes marcar com seu selo do Hiraishin.

No mesmo instante o garoto surgiu na residência que seu mestre havia alugado bem próximo de sua própria casa. O menino fez uma reverência formal para Hiei, então correu para abraçar o mestre sem cerimônias, que deu palmadinhas no topo de sua cabeça, nada acostumado com aquele tipo de tratamento tão próximo de seus amigos. Não que ele parecesse infeliz. Ren via em Hiei a imagem de seu falecido pai, assim como a relação de amizade que tinha com seu pai antes de o mesmo falecer. Sabia que um jamais substituiria o outro, mas apreciava ter alguém assim em sua vida, e Hiei parecia pensar da mesma forma, mesmo que por seus próprios motivos secretos.

Após se afastar, o garoto arqueou uma sobrancelha. Diante da cena que apenas então notou: havia uma cama e um cadáver sobre ela. Vendo a surpresa por parte do pupilo, o Corvo riu e fez sinal para que Ren se aproximasse mais.

— Você havia falado sobre desejar aprender mais sobre os pontos vitais do corpo humano, então arrumei um tempo para te dar uma aula. Está pronto?

Mas o sorriso de animação no rosto de Fuyuki já era indicação mais que suficiente para o mestre. Com outra risada, Hiei começou a explicar em detalhes a anatomia humana, usando o cadáver fresco como material de estudos. Ele começou pelos pontos mais básicos. Falando sobre articulações, o sistema nervoso e os membros comuns de qualquer ser humano normal. Dois braços, duas pernas, uma genitália, o tronco e a cabeça. Em seguida falou sobre os ossos. Duzentos e seis. Um por vez. Em seguida foi a vez dos órgãos internos, e em seguida dos órgãos vitais.

O professor também discorreu sobre os sistemas que compõem o corpo humano. Ao fim da aula, o cadáver estava parcialmente sem peles em várias partes de seu copo, para exibir a musculatura que existia por baixo. Ambos já haviam aberto o tronco do alto do peito até abaixo do umbigo, a fim de analisar cada órgão em primeira mão. Ren estava adorando aprender e mais ainda meter a mão na massa. Seu professor não parecia se importar minimamente de estar ensinando coisas tão sangrentas para uma criança de apenas onze anos, o que era ótimo para Fuyuki, para dizer a verdade. O menino odiava ser tratado como uma criança, mesmo que, por acaso, ele o fosse.

Após muitas duvidas serem respondidas, com relação à anatomia, Hiei e Fuyuki foram lavar as mãos, dando como encerrada aquela pequena aula. Ren, que antes não tinha conhecimento algum, agora já tinha ao menos alguma informação por onde se nortear em seus estudos futuros. Na verdade, muitas ideias surgiram em sua cabeça, enquanto pensava no que havia aprendido. Seu professor, porém, logo deixou claro que a aula ainda não havia terminado. Um ataque súbito da direita, um soco, Ren notou pelo canto do olho, ao mesmo tempo em que deixava uma kunai voar de seus dedos se teleportando para fora do caminho do ataque no último instante. Apenas para ver a kunai de seu mestre vindo em sua direção, e o próprio Hiei surgir bem diante de seus olhos.

Os minutos seguintes foram gastos assim, com os dois brincando de pega-pega com kunais e Hiraishin pela área residencial inteira. No início Ren usava apenas uma kunai, mas logo passou para duas e então três. Fazendo um verdadeiro malabarismo com suas armas, já que esse parecia ser o único modo de evitar acabar sendo pego pelas estratégias mirabolantes de seu mestre.

Fuyuki conseguiu se manter a frente de Hiei por muito pouco, mas após esgotar suas reservas de chakra quase até o limite, ao ponto de não ter mais o suficiente para sequer realizar outro transporte dimensional, foi a hora de liberar a marca da maldição e deixar o poder invadir seu corpo outra vez. Sentindo-se renovado, dessa vez o menino partiu para o ataque sem se conter minimamente. E foi a vez de seu mestre fugir com o Hiraishin, parecendo estar sempre um passo a frente de suas investidas furiosas. As reservas de chakra de Hiei pareciam não ter fim, enquanto o poder extra, concedido pelo selo da maldição do céu se esgotava rapidamente. O menino estava usando seis kunais, com sua velocidade e força aumentadas, mas ainda não era o suficiente para alcançar o mestre.

Ele até pensou em recorrer ao chakra do Byakugou, mas pensou melhor. No fim, estava ofegante e completamente exaurido, deitado no chão de barriga para cima, com um largo sorriso em seu rosto. O professor o observava com uma expressão amistosa. Estendeu a mão e ajudou Fuyuki a se levantar. Em seguida eles foram comer em uma banquinha de ramen próxima, onde o professor pagou pela refeição dos dois. Enquanto eles comiam, ambos discutiam sobre a anatomia humana em detalhes, aproveitando que não havia outros clientes, mas sem saber que o cozinheiro estava enjoado e horrorizado com as palavras dos dois clientes malucos.

Após muito comerem e aproveitarem a companhia um do outro, Ren se despediu de seu mestre e voltou para casa caminhando. Estava com o chakra no limite, de forma que não poderia voltar usando um Hiraishin, como havia feito para vir até ali. Felizmente, a noite parecia bastante tranquila.

Enquanto caminhava meio a névoa, pensou na possibilidade de pedir a sua avó paterna, Nyeve, para lhe ajudar com um jutsu que havia visto a velha senhora usar dias atrás. Um jutsu que, aparentemente, necessitava de algumas alterações anatômicas. Porém, isso era assunto para outro dia. Após a última batalha contra aquele maldito Lobo Hattori, o Hatake estava se empenhando em seus treinamentos mais do que nunca, tentando adquirir o máximo de conhecimentos e habilidades que pudesse. Não queria ser deixado para trás por seus amigos, Squall e Jiro, ou acabar se tornando um peso para eles.

Se acabassem lutando juntos novamente, queria, mais uma vez, ser de alguma utilidade para ambos e para sua amada vila. Sua família podia até priorizar sua segurança, mas ele jamais iria deixar de priorizar a deles com tudo o que tinha. Após chegar a sua casa, abraçou sua mãe e seu irmão mais novo com força. Havia saído há apenas algumas horas, então eles ficaram surpresos com tantas saudades. Mas a simples lembrança da chance de perdê-los tinha aquele efeito em Fuyuki.

Ele tinha que ficar mais forte. E rápido.




—X—




Status:
HP: 1350/1500 -10% (Juin)
CH: 0025/2425 -2400 (Hiraishin).
BI: 500

Stamina: 06/06

Resumo das Ações:

OFF: +100CH e Qualidade Conhecimento Anatômico (1).

Palavras: 1452.

Informações:
[/spoiler]

1
Cão da Tempestade • Storm Hound • Arashi no Ryōken

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Jōnin
Takane
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Re: [Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Publicado Sex 3 Jul - 2:52

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[Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Página 2 Untitled-2
Que se inicie o caos pois a rocha continuara firme!
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Tokubetsu Jonin
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Re: [Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Publicado Sex 10 Jul - 15:51

Filler
Independência ou Morte!


Um dia de mudanças. Mesmo tendo apenas onze anos, quase doze, o menino havia decidido que já estava na hora de ter seu próprio espaço. Sua família tinha opiniões divididas. Enquanto sua mãe e irmão eram contra, o seu avô e avó eram a favor, mesmo que por motivos e razões diferentes. Mas, no fim, a decisão era de Fuyuki. Aproveitando de um dia de folga, o tokujo vestiu roupas comuns, uma camiseta de tecido leve, uma calça jeans, tênis e um blusão bem quente, pois ainda estavam no inverno, e saiu para procurar uma casa para alugar.

No fim da tarde do primeiro dia já havia encontrado o lugar perfeito. O aluguel parecia ser bastante justo e o espaço era ótimo. Gostou especialmente da visão que teria de seu novo quarto, e ficava na parte de cima de uma floricultura, o que lhe rendia perfumes exóticos e agradáveis totalmente de graça. Após assinar o contrato e pagar pelo aluguel do primeiro mês, o menino voltou para sua casa para buscar suas coisas. De imediato usou o Bunretsu no jutsu para se dividir em dois, tornando-se então, mais uma vez, em Sturm e Hond, os quais não hesitaram em criar cinco kage bunshins cada. Uma verdadeira multidão.

Então o trabalho finalmente teve início. Ao amanhecer do dia seguinte, o apartamento estava totalmente mobilhado, arrumado e limpo, enquanto o jovem Hatake dormia confortavelmente em sua cama, roncando baixinho.

Acordou no início da tarde do segundo dia, saltou da cama e correu para o banheiro. Após fazer sua higiene pessoal e trocar de roupas, o menino saiu de casa e trancou a porta do apartamento atrás de si. Correu até sua casa em um trote rápido, então parou diante da porta apenas pelo tempo para abri-la e entrou. Seu irmão veio correndo e o menino o abraçou com força, dando um beijo em sua bochecha gorducha. A mãe estava na cozinha, preparando o café da manhã, então ele foi até lá e a beijou na face também, dizendo que a amava. Gesto que ela retribuiu com palavras igualmente doces.

Tomaram café da manhã todos juntos, como se ainda vivessem sob o mesmo teto. Assim como se nada tivesse acontecido, e Fuyuki jamais tivesse sequer pensado em sair de casa. Após terem terminado de comer, o Hatake tratou de limpar a mesa, recolher a louça e lavar tudo com esmero, agradecendo pela excelente refeição preparada por sua mãe.

Após ele ter terminado, Natsume estalou os dedos, o pescoço e os ombros. Retirou o avental que normalmente usava enquanto realizava as tarefas de casa, e indagou se Ren estava pronto para começarem. O que ele anuiu com uma expressão determinada. Kenjirou, o irmão mais novo de Fuyuki, permaneceu em silêncio, sem se mover, quase sem nem sequer respirar. Como se tivesse medo de que, caso fosse notado por sua mãe, parte da fúria fria e silenciosa dela pudesse acabar sendo direcionada também para si.

Fuyuki e a mãe saíram da casa.

Eles não trocaram palavras. A mulher respirou fundo e soltou o ar lentamente. Sua mãe havia sido uma kunoichi talentosa anos antes de ele nascer, mas escolheu se aposentar depois de se tornar mãe. Ainda assim, a aposentadoria não havia a enferrujado minimamente. Em um instante ela estava diante de seus olhos, no seguinte o solo explodiu sob os pés da mulher e ela estava bem diante dos olhos de Ren, com um poderoso soco de direita carregado de chakra prestes a lhe atingir. E então ele desapareceu, ressurgindo cerca de quinze metros de distância, para a direita.

Sua mãe sorriu. E tudo recomeçou. Ela o atacava sem pausa, avançando feito um touro rumo ao alvo, executando ataques destruidores que fariam o filho em pedaços caso realmente o acertasse. Mas mesmo não sendo tão rápido ou forte quanto sua mãe, o jovem Hatake possuía sentidos aguçados, uma mente especialmente afiada e a melhor vantagem de todas: O seu hiraishin. O jutsu impossível que o permitia se transportar instantaneamente para as suas marcações do Caos.

Contudo, o menino sabia, não importava o quanto corresse e desviasse dos ataques, sua mãe não iria desistir tão facilmente, e provavelmente não aceitaria o fato de não poder acertá-lo como uma garantia de que ele poderia se defender sozinho caso algo realmente viesse a acontecer. Obviamente excluindo o fato de ele já ter participado até mesmo de uma missão de Rank S junto do próprio Uzumaki Squall, o Mizukage. Então o menino parou de correr e fez o que precisava ser feito.

Travou os dentes e se preparou para o impacto.

O qual nunca veio. Quando ele finalmente conseguiu reunir coragem e abriu os olhos, viu que o punho ameaçador de sua mãe havia parado a milímetros de seu rosto. E que a mulher estava chorando. Em seguida eles se abraçaram. E após muitas promessas de vir visitar todos os dias, de não ficar acordado até tarde e não comer apenas porcarias, de deixá-la visitar sempre que ela quisesse e mais um milhão de exigências sem sentido, Natsume finalmente concordou em permitir que Ren começasse a morar sozinho no apartamento que ele já havia alugado com o próprio dinheiro. E que já estava totalmente arrumado a seu gosto.

Ainda assim, Fuyuki estava satisfeito. Ele odiaria que algo tão simples e natural quanto sair de casa, e querer seu próprio espaço, fosse razão para entristecer a pessoa que ele mais amava no mundo inteiro.

Exausto e ainda com as pernas trêmulas, o garoto se despediu de sua família e voltou caminhando para seu apartamento. No caminho passou pelo cemitério da vila, onde fez uma breve oração diante do túmulo de seu pai, então contou a novidade com um sorriso sincero em seu rosto. Sentia-se mais forte; mais capaz. Suas habilidades estavam crescendo em um ritmo agradável, de forma que agora sentia realmente como se pudesse oferecer alguma proteção à vila e as pessoas que tanto amava.

Após terminar de partilhar suas últimas aventuras e descobertas com seu amado pai, o menino se despediu e retornou para casa. Sua casa; seu novo lar.

E ali aproveitou um tempo de qualidade com um excelente livro.




—X—




Status:
HP: 1525/1525
CH: 2024/2475 -300CH (Hiraishin) -75 (Bunretsu) -76 (KB)
BI: 500

Stamina: 05/06

Resumo das Ações: --.

OFF: +100HP.

Palavras: 1024

Informações:

1
Cão da Tempestade • Storm Hound • Arashi no Ryōken

_______________________

[Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Página 2 URkFDZ9

Lollipoppy
Chūnin
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Vilarejo Atual
[Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Página 2 URkFDZ9

Re: [Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Publicado Sex 10 Jul - 17:50

@LastJoke Aprovado

PS: Sempre muito bom, adorei o final! ;3
[Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Página 2 W1d991V

LastJoke
Tokubetsu Jonin
LastJoke
Vilarejo Atual
[Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Página 2 W1d991V

Re: [Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Publicado Qua 15 Jul - 3:36

Filler
O Hatake de Olhos Brancos


No meio da madrugada, o menino foi despertado pelo som de batidas na porta principal de seu apartamento. Os olhos se abriram na escuridão do quarto, fitando os arredores rapidamente; sentindo-se desconfortável. Chutou os cobertores que afastavam o frio ar noturno, sentou-se na cama e em seguida se levantou. Abriu a porta que dava para o corredor e foi até a entrada, onde destrancou rapidamente e abriu a porta, onde avistou uma figura familiar. O garoto deu um sorriso sincero para o avô, Hatake Midorikawa, o qual, estranhamente, não foi retribuído. Algo que Ren encarou com extrema estranheza, já que seu avô era sempre tão caloroso e amigável com ele.


— Olá Fuyuki, desculpe vir tão tarde, mas foi necessário. Precisamos conversar. – Ele fez que ia entrar, então esperou até que o menino desse a permissão, algo que também deixou o menino surpreso, e bastante preocupado. Após sentarem no sofá, Midorikawa começou a explicar do que se tratava aquela visita tão repentina no meio da noite, e, a cada nova sentença proferida, a expressão de Ren se tornava ainda mais perplexa.

— Ren. – O velho shinobi soltou um longo suspiro. Cansado. — Tenho que lhe contar algo. Mas antes, quero que entenda que nós, os mais velhos, tivemos motivos para fazer o que fizemos. Para tomar as decisões que tomamos. Sei que nada justifica a mentira, mas espero do fundo do coração que possa nos perdoar.

A essa altura o Hatake já estava com as sobrancelhas franzidas até o limite, sem entender bulhufas do que seu avô estava falando, mas temendo enormemente o momento em que viria a descobrir. Então a porta de sua casa se abriu, e dali entrou sua avó paterna e em seguida sua mãe; essa última estava com os olhos marcados de tanto chorar, com a face vermelha e o nariz levemente inchado. A avó lhe deu um sorriso fraco, enquanto sua mãe sequer teve coragem de olhar em seus olhos. Agora Ren estava totalmente apavorado.

O menino tentou se levantar, tentou formular as palavras, a fim de expressar suas dúvidas, seus questionamentos, mas as palavras não vieram. A verdade é que ele não sabia se realmente queria descobrir. E, o pior, é que não achava que tinha escolha. O que quer que sua família estivesse escondendo dele até aquele momento, viria à tona agora, ele querendo ou não. Então permaneceu sentado e aguardou.

— Alguns anos antes de você nascer, seu pai e sua mãe se conheceram e se apaixonaram. Eles estavam em uma missão importante, mas eram shinobis de vilas inimigas. – O velho começou a narrar a história, atraindo a atenção de Ren com as informações novas sobre seus pais. — Seu pai já era um ninja talentoso na época, mesmo que já mostrasse sinais da doença que, mais tarde, infelizmente viria a tirá-lo de nós. Sua mãe era igualmente talentosa, mas o seu verdadeiro poder provinha de seus olhos, e de sua kekkei genkai.

Nesse momento o menino inclinou a cabeça para o lado, sem entender. Sua mãe não possuía kekkei genkai alguma, ao menos até onde sabia. E os olhos dela eram mesmo tão especiais? E foi quando Natsume levou a mão aos olhos e retirou as lentes de contato azul claras, revelando que seus olhos eram, na verdade, totalmente brancos. Ren não sabia exatamente o que aquilo significava.

Midorikawa também levou a mão aos olhos e retirou suas próprias lentes de contato, fazendo com que seus olhos também ficassem brancos como o leite, antes de continuar a narrar a história.

— Nós somos originários do clã Hyuuga, e não do Hatake. E nosso sangue também corre em suas veias. – O velho olhou para a avó de Ren, Nyeve, a qual acenou em concordância e avançou na direção do menino, postando-se diante do jovem Hatake com uma expressão carinhosa e acolhedora, típica de sua avó. Então ela executou alguns selos de mão e tocou a testa do menino, o qual sentiu uma dor excruciante e gritou, enquanto sete agulhas eram dolorosamente retiradas de seu cérebro.

Nesse momento, os olhos tingidos de vermelho do Hatake eram invadidos pela brancura, perdendo qualquer resquício da cor castanho-avermelhada que até então possuíra. Enquanto em sua mente, o menino sentia como se uma grande barreira fosse subitamente retirada, deixando que ele enxergasse a si mesmo por completo, pela primeira vez em toda a sua vida. Não, não exatamente pela primeira vez. Agora ele já conseguia se lembrar melhor.

— Vocês suprimiram minha kekkei genkai quando eu tinha três anos. Por medo que o clã de minha mãe viesse atrás de mim, para me reivindicar. Se eu não tivesse os olhos, era um Hatake. Mas com o Byakugan... – Ele era um Hyuuga. Mas sua mãe jamais teria deixado que o levassem de bom grado. Ela preferiria morrer a viver sem seu filho, e preferia que o filho vivesse uma mentira a voltar para o clã e deixar o amor de sua vida. Era uma situação complicada.

O silêncio se estendeu por vários minutos, até que o menino finalmente soltou um longo suspiro e se concentrou. O seu byakugan se ativou de imediato, e o menino viu os seus arredores com aquela visão tão ampla e impossível. Ele exibiu o mais leve dos sorrisos, então seus olhos retornaram ao normal em seguida. Então se levantou e seguiu até a mãe, a qual ainda não o encarava, com a cabeça baixa.

Sem hesitar ele a abraçou. E Natsume chorou nos braços do filho, enquanto pedia perdão. Ren chorou também, e disse que não era necessário, pois ele compreendia. Apenas pediu que ela entendesse seus motivos, para continuar a usar o sobrenome de seu pai, já que, em seu coração, jamais deixaria de tentar alcançar seu amado pai. A mulher deu um sorriso para ele, acariciando seu rosto, enquanto acenava em concordância.

— Certo, então agora acho que é com você, vovô. Entendo que terem escolhido me contar agora não foi algo aleatório. Vocês estão preocupados com a guerra. – Não foi uma pergunta.

O avô se levantou e acenou, confirmando. — Vou treiná-lo no estilo dos Hyuuga, e ajudá-lo a se acostumar aos seus novos olhos antes que vá para o combate real. Não sei se sobrará tempo para aprender alguma técnica de combate, ou se você realmente seria capaz de dominá-las agora, mas vamos um passo de cada vez.

Ren sorriu e concordou.

Então partiram.

Eles saíram de Uzushio e seguiram viagem para os desertos de Kumo, onde o clima era totalmente diferente do que o garoto estava habituado, o que, por si só, foi um treinamento à parte. O menino ganhou um bronzeado saudável, e até fez mais algumas tatuagens em seu corpo, a fim de disfarçar todas as marcas de chakra que já possuía entre as falsas apenas para sua vaidade. Viajaram por quase um mês, treinando todos os dias, do nascer ao pôr do sol.

A princípio o menino tinha dificuldades para manter seu Byakugan ativo por muito tempo, ou mesmo em controlar o fluxo de chakra para ativá-lo ou desativá-lo em rápidas sucessões. Mas após alguns dias, o jovem Hatake já era mais capaz no controle do doujutsu, enquanto em paralelo aprendia a liberar chakra por cada um de seus tenketsus, a fim de aprender o uso do estilo de luta dos Hyuugas.

Felizmente seu avô era um professor nato e muito paciente. E, mais do que nunca, agora Fuyuki era capaz de compreender completamente por que Midorikawa era tão eficiente em combate desarmado, e quanto mais treinava no estilo de luta do seu clã natural, mais o menino sentia que suas próprias habilidades de combate apenas agora estavam seguindo em direção ao seu real potencial destrutivo.

O menino aprendeu rapidamente a posição de todos os trezentos e sessenta e um pontos especiais do corpo humano, e a maneira como fechá-los, abri-los e causar dano através deles aos órgãos adjacentes. O Hatake não deixou de treinar arduamente um dia sequer durante sua longa viagem de um mês com seu avô, aprendendo muito sobre a história dos hyuugas, sobre o estilo de luta dos punhos suaves, sobre o byakugan.

No fim de seu treinamento, eles finalmente retornaram para Uzushiogakure no sato.

O primeiro lugar que Ren quis ir visitar, porém, foi o túmulo de seu pai.

Ao chegar ali, o tokujo se sentou diante da lápide, com a espada que havia herdado de Hatake Hajime. A sua amada Hakko Chakura To. Então a colocou sobre a pedra fria e se abaixou, de joelhos, com as mãos ao lado do corpo, e a sua testa encostada no chão, com lágrimas em seus olhos.

— Perdão, pai. Por algum tempo, lutarei com meus punhos. Por algum tempo, usarei esses olhos. Não sei por quanto tempo, é verdade. Mas, hoje, a vila e Squall precisam de todo o poder que pudermos reunir. Então, por favor, me perdoe por não seguir como um verdadeiro Hatake do redemoinho. – Implorou, chorando e soluçando. Então ergueu sua cabeça e ficou em pé, fazendo uma reverência formal. Em seguida, sorriu para o pai, limpando os olhos e o nariz. Então contou sobre a viagem. Falou sobre as tatuagens novas, sobre tudo o que havia aprendido e vivido com seu avô.

No fim, parte do peso que carregava em seu coração havia sido retirada, e o nó em sua garganta que quase o deixou sem ar em certos momentos durante a viagem estava totalmente desatado.




—X—




Status:
HP: 1525/1525
CH: 2475/2475
BI: 500

Stamina: 00/06

Resumo das Ações:

OFF: Filler de troca de clã.

Palavras: 1559.

Informações:

1
Cão da Tempestade • Storm Hound • Arashi no Ryōken

_______________________

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Re: [Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Publicado Qua 15 Jul - 6:43

@LastJoke Aprovado...

PS: Gostei da revelação de clã, bacana ;3
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Re: [Fillers] Hatake 'Ren' Fuyuki - Publicado

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