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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Filler] ─ Rascunho - 29/2/2020, 23:53



Permiti que uma profunda expiração saísse por minhas narinas enquanto senti um forte alívio perscrutando meu corpo. Havia passado o dia todo fora de casa, treinando junto de meu mestre. Uma tarefa que parece tão simples, mas que salvou a minha vida tantas vezes e de diversas formas diferentes que encontro dificuldade em explicar. E faz sentido eu estar pensando nisto agora, já que a atividade que eu estou prestes a começar revolve em torno disto: Peguei uma das penas, algo que eu já estava acostumado a fazer. Com a ferramenta presa entre meu dedo indicador e o polegar, manejei um pequeno pote de tinta que decorava a mesa ao lado do recipiente que carregava as penas. Abri-o, submergindo a pena de madeira de carvalho algumas vezes no líquido escuro para me certificar de que teria o suficiente para mais de algumas linhas. Tão imerso quanto a pena na tinta, há alguns segundos atrás, está agora a minha própria mente em pensamentos; eles disparavam, corriam e pulavam em minha cabeça. Afinal de contas, eu estava prestes a iniciar um projeto que era muito pessoal e importante para mim: Um livro. Não um livro de fantasias qualquer, entenda bem. Eu gosto deste tipo de livros, mas eu sinto que a minha primeira “obra”, se posso chamá-la assim, deve ser algo mais pessoal do que isto. Então, eu julguei que eu poderia fazer uma espécie de registro. Um “apanhado”, pode-se dizer, de todas as lições importantes que aprendi através de meu mestre, junto com todas as aventuras, os momentos de riso e de pranto que compartilhamos juntos enquanto navegávamos por todo o continente em busca de um melhor entendimento a respeito daquilo que não pode ser visto. Talvez seja uma ideia boba, você, leitor, pode estar pensando. Na verdade, eu não acho que seja uma obra-prima, também. Mas parece certo para mim fazer. E, mesmo que eu não goste deste pequeno projeto, eu ainda pretendo refiná-lo no futuro. Afinal de contas, este será apenas um rascunho do que está por vir.

[...]

Já que passei muito tempo pensando, a tinta havia quase se secado na ponta de minha pena. Desta forma, mergulhei-a novamente, desta vez apenas sob a superfície. E, assim que o fiz, imediatamente comecei a escrever; as palavras provavelmente não seriam muito ordenadas, e, talvez, as frases estivessem fora de ordem já que eu estava escrevendo com o meu coração ao invés de minha mente. Mas, acho que não tem problema, certo? É para isto que rascunhos servem. Minha mente, sempre turbulenta, visitava centenas de memórias de uma única vez, e, portanto, eu precisava me concentrar em uma única experiência para que isto desse certo. – A sua intenção é boa, mas você está agindo errado, En. – Imediatamente ouvi, enquanto as comportas entre o mundo real e o mundo feito com as minhas memórias eram rompidas. Eu tinha dez anos de idade, agora. Estávamos no deserto de Yurai, e eu tinha de me defender, com uma espada, de todos os projéteis que eram disparados contra mim através de armadilhas escondidas debaixo da areia. – Você deve usar a quarta forma, En. A Ataru. – Ele está certo, é claro, mas é muito mais fácil falar do que fazer. Como eu devo me recordar de movimentos específicos com meus pés, mãos, dedos e quadris enquanto dezenas de lâminas cortam o ar em minha direção? Como sempre me foi ensinado, eu deveria respirar fundo em situações amotinadas, e extrair uma visão de fora, não aquela de meu próprio corpo, para me auxiliar. E era isto que eu tentava fazer, com aparente sucesso: eu me lembrava de nossas longas sessões de treinamentos aprendendo todos os meandros de cada uma das formas de luta do templo. Estes eram meticulosos, ditando não apenas aonde suas mãos e seus pés vão, mas também cada uma das juntas dos dedos que empunham a espada e o quão rápido se deve alternar o ponto de foco dos olhos. Quando abri meus olhos novamente, estávamos no deserto escaldante de Yurai mais uma vez. Minha garganta estava seca e ardia, os meus olhos coçavam incessantemente e a areia... bem, parecia entrar em todo lugar. Mas agora, eu me lembrava. Segunda forma, murmurava lentamente, como que reafirmando algo para mim mesmo. Ataru. A partir deste momento, com movimentos completamente diferentes daqueles que eu estava antes demonstrando, eu fui capaz de repelir cada um dos projéteis, desde aqueles que vinham da minha frente até os que atingiriam o meu ponto-cego.


– Isso!! – Comemorei, como qualquer garoto da minha idade faria ao chutar uma bola ou algo do tipo. Bati a minha lâmina contra um pequeno monte de areia para externar a minha felicidade enquanto meu mestre se aproximava. O seu semblante estava sério e instransigente, como sempre. Entretanto, diferente das outras vezes, ele levou sua mão ao meu ombro, demonstrando-me um raro sorriso. – Parabéns, En. Você dominou esta forma! – Disse-me, permitindo que o brilho refletido nos grãos de areia iluminasse os seus olhos orgulhosos. E, naquele momento, independente do quanto faminto, ou com sede, ou sendo castigado pela dor eu estivesse, eu senti uma ótima sensação de felicidade. Um forte aperto em meu coração que irradiava um calor fortalecedor por todo o meu corpo. Quando eu era criança, eu tinha certeza de que aquele era o sentimento de ser “um com a Força”, como eu tanto ouvia. Mas, na verdade, eu poderia estar errado. Provavelmente, aquela era a sensação de ser reconhecido e amado por seu herói, e poder amá-lo de volta. Realmente, o templo me ensinou muito mais do que proteger e manter a paz.

[...]

Seria este um começo razoável para um livro que iniciaria minha obviamente sucedida carreira de escritor? Sorri de minhas próprias asneiras, como eu ocasionalmente o fazia. Entretanto, talvez este sorriso bobo existisse para disfarçar o sorriso de satisfação que tive ao revisitar esta memória tão querida para mim. É engraçado, mas, desde aquele dia, sempre que utilizo a Quarta Forma, me lembro do calor do deserto e, depois, do calor do sorriso de meu mestre e de meu pai adotivo. Sim, acho que este é um ótimo começo para um rascunho.


HP [500/500] | CH [500/500] | ST [0/3]

Considerações:
Mais de mil palavras para me conceder cem pontos de status.
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Última edição por Skywalker em 2/3/2020, 12:09, editado 1 vez(es)
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Re: [Filler] ─ Rascunho - 2/3/2020, 09:39

Edite o post e coloque seus objetivos num spoiler de considerações e depois peça avaliação novamente.
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Re: [Filler] ─ Rascunho - 2/3/2020, 12:16

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Re: [Filler] ─ Rascunho -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.