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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Contos
Estação: Inverno

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Vilarejo Atual

[Filler] ─ Grimório: Capítulo 01 - 24/2/2020, 00:32


変態
Meu nome é Haseo. Suponho que este não seja o meu verdadeiro nome, já que não foi aquele que minha mãe me deu quando eu nasci; desde que eu e meu clã descemos para este continente, contudo, este foi o nome que recebi. Tatara, um de meus mestres, me disse que este nome havia pertencido a um guerreiro muito forte e temido do vilarejo que nasceu, e que era uma honra eu receber o nome de um homem tão valoroso. Para ser sincero, mesmo que eu ainda preferisse o meu nome verdadeiro, eu gostava de como este nome soava. Parece combinar o suficiente comigo, também, e tem um significado peculiar e incisivo: “Morte atemorizante”. Entretanto, não estou aqui para falar sobre meu nome. Desde que comecei a escrever relatórios periódicos para os meus mestres contando sobre minhas atividades em Iwagakure, percebi que, além de um ávido leitor, eu tenho certa habilidade na arte da escrita. Ainda não sei o quão bom eu sou, tampouco sobre o meu potencial, mas suponho que estas coisas se revelarão com o tempo. E, para ajudar neste processo, iniciei este pequeno livro; creio que eu não tenha outro assunto em mente para escrever, de quaisquer maneiras. Desta forma, decidi escrever sobre os rumores que ouvi, ao longo da minha vida, sobre a organização à qual eu pertenço. Algumas destas histórias vieram de marinheiros bêbados em seu dia de folga na taverna, outras de princesas apaixonadas e algumas de pessoas que, estranhamente, chegaram tão perto da verdade que precisaram ser silenciadas. Creio que fazer parte de um clã tão mistificado e temido trás certa medida de satisfação para alguém como eu, que sempre se viu deslocado da sociedade por ser tão diferente. Ou então, talvez eu esteja escrevendo este pequeno conto como uma maneira de afugentar meus demônios. Mas também, quem sabe, possa ser pelos dois motivos.

[...]

Este será o primeiro dos contos. Caso minha memória não me falhe, estou certo de que ouvi esta história enquanto aguardava a noite cair numa pequena pousada que decidi pernoitar; era confortável o suficiente, os donos eram pessoas simples e, o preço, justo. Alguns dos músicos da pequena cidadezinha aproveitavam esta pousada para demonstrar seus talentos, confiando nos rumores de que muitos homens ricos passavam por ali em busca de músicos talentosos para financiarem. E, conforme a noite se aproximava, os dois primeiros andares da estalagem ─ os que haviam sido adaptados para que simulassem um palco ─ eram gradativamente sufocados pelo grande número de visitantes, fossem eles beberrões, artistas ou quem sabe um homem rico caçando novos talentos. Eu, como de costume, mantive a discrição que me foi ensinada: pedi uma bebida, ocupei uma mesa próxima da janela que só contava com um assento e abri um dos livros que havia trazido para a viagem, embora agora eu não me lembre qual era. Minto, acabo de me lembrar: “Retórica e Lógica”. Uma sequência de livros ─ talvez quatro ou cinco deles ─ de um presunçoso autor que tentava ensinar seus leitores a usar seu senso crítico da maneira correta. Mesmo que a sua própria premissa parecesse infantil, ele era um presente de uma pessoa importante, cuja estima me impelia a ler cabalmente aquele volume. Lia determinada sequência de linhas, bebericava um pouco de minha bebida direto da garrafa e, enquanto o líquido ainda estava em minha boca, voltava minha atenção para o palco, normalmente para ouvir uma cantora ou um instrumentista hábil, embora aquelas melodias não me chamassem a atenção, particularmente.

Como de costume, eu ficaria no primeiro andar até terminar a minha bebida, marcaria a página do livro em que havia parado, o guardaria em minha bolsa, pagaria pelas minhas despesas no balcão e subiria o lance de escadas até o quinto e último andar do estabelecimento, onde meu quarto para aquela noite ficava. Entretanto, eu não selecionaria esta noite como a primeira história desse pequeno livro de contos se esta noite acabasse como qualquer outra, evidentemente. De fato, eu havia acabado a minha bebida. Assim que o recipiente vazio tocou na mesa, estiquei minha mão direita por baixo de meu manto escuro até o centro da mesa, onde o pequeno marca-páginas que eu carregava repousava. Assim que meus dedos tocaram-no, contudo, todo o meu planejamento sistemático havia se findado: ─ Hoje, entoarei uma melodia sobre os assassinos do Chandriano. ─ Comunicou a voz feminina, parando-me exatamente na posição em que eu estava. O clima antes amigável e barulhento da hospedaria transformou-se num ambiente silencioso e tenso enquanto a menina de cabelos ametista fechava os seus olhos e modulava sua respiração. Corri meus olhos por onde eles alcançassem, tentando entender que tipo de reação os demais tinham; murmuravam entre si, altercando os olhares entre seus companheiros de mesa e a cantora que, aparentemente, conhecia um dos nomes de minha entidade. Tomado por uma leve, mas desconfortável, insegurança, repuxei o capuz que me aquecia para a frente, acomodando-me na cadeira enquanto o fazia. Supus que perder mais alguns minutos daquela noite para ouvir uma canção interessante não poderia me fazer mal.

Quando na lareira azula o fogo,
O que fazer? O que fazer
?”

A sua voz era muito bonita. Tanto quanto o seu rosto, talvez. Estes dois versos, contudo, já haviam me entregue o restante da história; esta era uma lenda razoavelmente popular, e, por algum motivo, uma das mais bem elaboradas também. Segundo os relatos, quando um membro do “Chandriano” está por perto, toda fonte de luz que dependa de fogo se torna azul. Para ser sincero, eu não teria criatividade suficiente para inventar um detalhe tão específico assim. De quaisquer formas, a menina continuou:

Correr para fora e se esconder.
Se a luzente espada enferrujar,
Em quem confiar? Em que confiar
?”

Outro detalhe muito interessante que, sempre que ouço de alguém em um tom sério, faz um sorriso se formar no canto de minha boca: Aparentemente, os componentes do Chandriano são imortais, e o único elemento que pode matá-los (nos?) é o ferro. Como os demônios das histórias infantis, presumo. Mas a canção da menina ainda não havia terminado:

Sozinho permaneça; como pedra, enrijeça.
Vês a mulher de neve caiada?
Silente vem e sai calada.
Qual é o seu plano? Qual é o seu plano?
Chandriano. Chandriano
.”

Estes últimos versos, entretanto, eram completamente novos para mim. Eram fruto da imaginação da própria menina? Ou algum tipo de rumor que eu ainda não conhecia? “Mulher de neve caiada” era, indubitavelmente, uma sentença que eu nunca antes tinha ouvido. Era estranho, mas minha curiosidade a respeito deste pequeno detalhe era maior do que o esperado. “Talvez isto sequer tenha algum significado”, pensei. Afinal de contas, músicos são inconstantes; hora desejam compor uma canção verossímil, hora desejam inventar personagens e mundos inteiros sem muita propriedade nem lógica. Mas não, não poderia ser apenas uma invenção aleatória para completar uma música. Todos os versos até aquela parte faziam sentido e eram embasados em crenças populares. Pelo som dos aplausos da platéia enquanto a bonita moça descia do palco, pressupus que eu era o único que estava criando caso com aquelas duas linhas em especial. Assim que percebi quanto tempo estava perdendo pensando a respeito de algo que não agregaria em absolutamente nada, busquei retornar para as minhas ações planejadas, fingindo que nada havia acontecido: posicionei o marcador sobre a página de número trezentos e quatro, fechei o livro, coloquei-o dentro de minha bolsa e me dirigi ao movimentado balcão. Retornei a garrafa vazia para o estalajadeiro junto com algumas moedas que pagariam pelos custos, e, despedindo-me, comecei a subir as escadas para o meu quarto. Já estava atravessando o quarto andar para chegar às escadarias que me levariam para o meu quarto quando uma memória distante invadiu minha mente. “Existem vários nomes que foram dados para a Mãe da Noite, embora eles tenham sido esquecidos com o tempo”. Esta era a voz de... Yugao?! Uma das assassinas que me ensinou durante minha tenra idade. “Alguns deles são Flor de Sangue, Voz do Vazio...” e qual era o outro? “... Mulher de neve caiada”. Meu pé direito estava no quinto andar, enquanto o esquerdo, no último degrau das escadas; esta lembrança me congelou por vários segundos. Eu tinha tantas perguntas correndo entre todos os cantos de minha cabeça que eu era incapaz de formular uma frase. Então, ao invés de pensar, eu corri. Corri de volta para o primeiro andar, é claro. Era onde aquela mulher da canção deveria estar, certo?

Assim que cheguei de volta ao primeiro andar, mantive-me sob alguns degraus na escada, para que a elevação me permitisse ver mais longe. Foi bizarro o fato de que, mesmo com tanto falatório e ruídos de mesas, cadeiras, copos e instrumentos musicais, eu pude ouvir o ranger da porta de madeira. Quando me virei para olhar para a porta, contudo, um calafrio lancinante rasgou o meu corpo. Vi-a ali, parada. Seus olhos pareciam petrificados, e possuía agora um sorriso macabro e perturbador. O fato mais assustador é que, mesmo entre toda a multidão de pessoas, seus olhos estavam fixados em mim. Mesmo que por uma fração de segundo ─ já que a porta terminou de fechar, nos separando permanentemente ─, ela estava olhando para mim. A música que conhecia a Mãe da Noite.



Considerações:
01. Boost ativo, assegurando o dobro no que se refere ao recebimento de pontos de status;
02. Quinhentas e trinta e nove palavras adicionais para me laurear a qualidade de um ponto "Conhecimento Anatômico".


HP ─ 200/200 CH ─ 200/200 ST ─ 03/03
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Convidado
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Anonymous
Vilarejo Atual

Re: [Filler] ─ Grimório: Capítulo 01 - 26/2/2020, 13:26

Com relação ao filler e a aquisição de status, ok. Só tenho um problema sobre a qualidade, afinal, li e reli e não encontrei sequer uma parte sobre a aquisição do conhecimento anatômico. Por mais que tenha atingido as palavras necessárias, sem ter qualquer ligação sobre a qualidade no filler, fica inviável aprovar. Caso tenha, e eu tenha deixado passar - o que pode acontecer, vale ressaltar - me marca aqui mesmo destacando o trecho em quote.
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.