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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Fillers] Suuichi - 22/2/2020, 21:09


[Fillers] Suuichi PFo1oKL
-砂の悪魔と雲の数一-

第1章
A vida é um processo complicado. Muitas pessoas perdem seu tempo tentando encontrar um padrão nesse fenômeno, alguma explicação que justifique sua existência. Não é uma surpresa que jamais conseguiram descobrir, até hoje, tal resposta.

Dada a inexistência de tal explicação, as pessoas espertas o suficiente acabam seguindo um de dois caminhos: há aqueles que isolam-se em um mundo diferente, dotado de lógica, onde tudo pode ser explicado, tudo pode ser justificado; como uma fuga do caos e da imprevisibilidade do mundo real. E há aqueles que aceitam sua existência sem sentido e vivem suas vidas baseando-se puramente no agora, naquilo que o presente traz consigo.

Qual das duas escolas é a mais correta... não é uma pergunta para este relato. Provavelmente as pessoas que trazem à tona esta indagação sequer possuem uma definição rígida do que é o "correto". Independente de qual visão prevalece nesse embate filosófico, esta é uma história onde esses dois lados se encontram; manifestados em dois humanos que, por obra do acaso, não viveram o suficiente para se encontrar no mundo físico.

[...]

ー Ugh... Onde... estou? ー Suuichi perguntava-se, confuso. Estava com uma dor de cabeça latente, que não sentia desde que tentara resolver uma das conjecturas da biblioteca do vilarejo.

O rapaz esfregou os olhos e observou seus arredores. Para a sua surpresa, não estava em seu quarto, tampouco estava dentro da vila. À sua volta, estava tudo preto: um limbo. Abaixo de si residia sua sombra, mas, em contraste com o universo negro ao seu redor, ela era branca e opaca. Não sentia cheiro de nada, nem sentia frio ou calor. Ainda não sabia, mas estava num mundo onde todos os estímulos inexistiam, um lugar indiferente à presença de seres conscientes como ele. Como se fosse um lugar feito para que não houvesse mentes capazes de observá-lo, um lugar feito para não ser descoberto.

ー ...Que tipo de lugar é esse? ー Indagou o rapaz, pondo-se a pensar. Tentou reaver seus passos, mas não conseguia se lembrar de nada que acontecera nos últimos dias. Sentia como se suas memórias recentes foram roubadas de si. ー Será possível que... eu morri? ー Disse, sentindo um leve calafrio. Por mais que, individualmente, não se importasse de morrer, não era como se não tivesse responsabilidades no mundo real. Sua irmã ainda não era uma mulher independente, tão pouco era uma adolescente. Se ele realmente havia se dado ao luxo de deixar o mundo dos vivos antes que ela completasse a idade adulta, não poderia se perdoar pela eternidade. Foi quando uma voz invadiu o silêncio infinito daquele universo:

ー Não, você não está morto. ー Era uma voz feminina. O rapaz não conseguiu distinguir a direção do som. Na verdade, em um mundo como esse, sequer sabia se coisas como som possuíam direção. No entanto, ao virar-se para trás vislumbrou a menina. Estava sentada no chão, ao lado de uma fogueira. Esta, por sua vez, exalava um fogo preto, mas a luz que produzia era branca, como a de uma fogueira comum.

A menina usava um manto preto, sem mangas, deixando boa parte de sua pele alva exposta, que brilhava com a luz do fogo negro à sua frente. Seu cabelo também era branco, quase que prateado. Os fios todos paralelos desciam até o pescoço, para só então fazerem uma curva para dentro. O rapaz não fazia ideia de quem era essa garota, mas não podai deixar de sentir que havia alguma conexão entre os dois.

ー Qual é o seu nome? ー Perguntou o garoto. ー E que lugar é esse?

Suuichi aproximou-se dela. Como havia esperado, não importava o quão perto estivesse daquela fogueira, não sentia calor. Realmente era um mundo estranho, sem sentido.
A expressão da menina permaneceu indiferente. Passaram-se alguns segundos e ela se levantou para respondê-lo:

ー Eu também não sei que lugar é esse. ...Simplesmente acordei aqui, da mesma forma que você. ー Disse. Sua voz era incrivelmente robótica. Como se não houvesse qualquer resquício de emoção em suas palavras. ー Mas eu sei que estou morta. Me lembro muito bem do momento da minha morte. ...Quanto a você, consigo sentir que ainda não está morto. Não sei como, talvez seja influência desse mundo estranho em que estamos inseridos.

O rapaz não recebeu bem a resposta da menina. Ela havia ignorado propositalmente a pergunta que fez sobre o seu nome. Mas não era como se não quisesse responder, nem como se quisesse. ...Ela simplesmente não se importava. E em um cenário como esse, claramente a opção de menos energia prevaleceria.

Suuichi suspirou, vendo-se sem opções. Algum tempo de silêncio se passou... o ninja não entendia como a mente dessa garota funcionava. Quase todas as pessoas se sentem desconfortáveis após um silêncio tão longo logo depois de uma conversa, mas ela, mais uma vez, não demonstrava qualquer sinal de que se importasse. Era um nível extraordinário de desconexão com as outras pessoas. Ela havia conseguido se isolar completamente dentro da sua própria consciência.

[...]

Depois do que parecera ser mais de uma hora de silêncio, ambos se viram sentados perante à pequena fogueira negra. Um objeto peculiar... era literalmente a única "coisa" que havia naquele universo. Um fogo desprovido de calor. Irônico, até.

ー ...Então... quem você era? ...Sabe... quando era viva. ー Perguntou o garoto, tentando puxar assunto. Estava curioso sobre ela, mas a personalidade antipática da menina tirava completamente sua vontade de se entrosar. O real motivo era o tédio que estava começando a se tornar insuportável.

A menina não respondeu. E permaneceu assim por cinco, dez minutos. Um silêncio insano. Quando, enfim, respondeu:

ー Meu nome é Azuka.

O rapaz já havia perdido as esperanças de se comunicar com aquela garota, mas a resposta repentina que recebeu acendeu uma chama de esperança dentro de si. Enfim conseguira o seu nome. Aquilo fora confirmação de que sua espera interminável valeu a pena.

ー Eu sou Suuichi. Prazer...! ー Respondeu por instinto, estendendo a mão para cumprimentá-la. Estava nervoso, poderia perder a atenção que conseguira de Azuka se demorasse demais para dizer algo, por isso, falou a primeira coisa que veio à mente. Mas a menina não moveu um músculo e não disse nada em resposta. Suuichi recolheu sua mão e quase se deu um soco ao perceber o quão idiota ele foi tentando ser tão cordial. "...Era óbvio que ela não ia apertar minha mão... O que diabos eu estou fazendo?", pensou, "Agora vou ter que aturar mais uma hora de absolutamente nada. Não vou aguentar.".

...E então se passou uma hora, mais uma vez. Só que não parou aí. Passaram-se duas horas, três horas... Suuichi já havia perdido a noção do tempo completamente. O tédio estava tão grande que o garoto estava considerando enfiar sua mão na fogueira, apenas para poder sentir alguma coisa. Vez ou outra rolava no chão, levantava, se sentava, pulava, corria. Tudo para tentar trazer algum estímulo ao seu cérebro. Mas aquele mundo era impiedoso demais, era uma câmara de absolutamente nada, um reino vazio, sem nada para fazer, nada para sentir. Apenas um fogo negro, que não emitia calor.

Suuichi olhou para Azuka mais uma vez. "...Não é possível... depois de tanto tempo... ela também tem que estar morrendo por dentro, sendo devorada por esse tédio avassalador.", conjecturou... não, era mais do que isso, tinha certeza. Não havia como um ser humano aguentar tanto tempo sem fazer nada e não perder ao menos parte de sua sanidade. No entanto, contra todas as suas expectativas, ao olhar para a menina a viu na mesma posição em que estava horas atrás. Inacreditavelmente, em todos os momentos que olhou para ela nas últimas horas, ela não havia se movido um músculo, permanecera sentada, imóvel, sem fazer absolutamente nada.

ー Não é possível...! Não pode ser! Como você consegue aguentar tanto tempo sem fazer nada? Por acaso você é a encarnação do Buddha?  ー Perguntou, desesperado. A este ponto, sequer estava a procura de uma resposta coerente. Apenas queria escutar a voz de outro ser humano, ou qualquer som que não fossem os seus pensamentos. ...Foi quando uma ideia surgiu na cabeça do rapaz, uma situação que não havia considerado até então. E quando pôs-se a pensar sobre as consequências desse cenário, sentiu que precisava perguntar sobre isso urgentemente:

ー Azuka... ... ...há quanto tempo você está nesse mundo?

A menina pela primeira vez olhou nos olhos do rapaz para respondê-lo. Com a voz robótica de sempre, foi breve nas palavras:

ー Dez anos.


Coisas:
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[Palavras: 1406]
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Re: [Fillers] Suuichi - 29/2/2020, 23:44


[Fillers] Suuichi PFo1oKL
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第2章
O rapaz viu-se sem palavras por um bom tempo. Dez anos. Dez... anos. Estava esperando algo como semanas, ou até mesmo meses... mas uma década era algo fora da sua compreensão. O simples fato de essa garota conseguir manter sua sanidade estava fora do senso comum. Suas mãos tremeram só de pensar nas consequências que essa informação acabara de trazer para o seu destino. ...E se ele também estivesse fadado a passar anos naquele plano existencial... onde não havia nada? E se não houvesse fim, e sua eternidade já estava escrita neste lugar?

...Olhou mais uma vez para a menina à sua frente. Seus olhos mortos, cinzas. Agora entendia de onde vinha todo o desanimo, toda a falta de sentido. Se ele tivesse vívido dez anos em completo isolamento, provavelmente não conseguiria nem raciocinar direito.

ー Azuka... isso é verdade, mesmo? Você já esta há dez anos nesse lugar?

Perguntou, mas já sabia a resposta. Sua indagação não passava de um ato medíocre de consolo. Uma tentativa fútil de tentar amenizar sua insensibilidade até então, para mostrar que se importava com a condição da menina. No entanto, como sempre, a reposta foi seca e sem cor. A garota virou-se para ele e disse em um só tom:

ー Se você está sentido dó... ...Não é necessário. ー Respondeu a menina, de braços cruzados, olhando para o céu negro. O garoto fez o mesmo, sem entender os motivos. Quando estendia a cabeça totalmente para cima, não conseguia distinguir se estava de olhos fechados ou abertos, visto que o céu era completamente opaco. Uma escuridão sem fim. ー Eu já esperava que algo assim aconteceria... desde o meu tempo como viva. ...Sempre soube que o mundo não fazia sentido, e que não havia porque de o pós vida fazer também.

O rapaz sentou-se mais uma vez ao lado da fogueira negra. Agora, por mais que um pouco, conhecia os sentimentos daquela menina.

ー ...Bom, já que estamos aqui, e não vamos para lugar algum tão cedo... se importaria de me contar sobre sua vida? ー Perguntou o rapaz. Sua curiosidade era genuína. Era a primeira vez que tinha a chance de se comunicar com um falecido. Uma chance que talvez ninguém no mundo shinobi tenha tido até então. ...E ele ainda sentia dentro de si que havia uma conexão entre os dois. Algo mais forte que laços, ou sangue. Uma conexão que transcendia o tempo e lugar. Só não sabia o que era até então.

A menina sentou-se ao lado da fogueira e assentiu com a cabeça. Não se importava de contar sobre sua vida, assim como não se importava de não contar também. No fim, era como um cara ou coroa... não havia como saber se iria, ou não consentir com o pedido do rapaz. Acabou que o acaso escolheu que ela respondesse.

ー ...Você já ouviu falar da Aldeia da Areia? ー Perguntou a garota, olhando para o fogo. O rapaz concordou com a cabeça e Azuka continuou. ー ...Houve uma época onde eu chamava esse lugar de lar. ...Já não me lembro quanto tempo faz. Nessa época, eu ainda era uma criança. Cheia de sonhos, esperanças e desejos.

Enquanto a menina descrevia a sua infância, Suuichi tentava se imaginar no lugar dela. Na vila da Nuvem, onde passou toda a sua vida, sempre foi frio. Frio demais. O topo do mundo não apenas tinha um ar rarefeito, como também trazia consigo ventos congelantes. Para ele, o conceito de um deserto, com temperaturas tão elevadas e um relevo completamente constituído de areia era quase que um conto de fadas. ...Ainda assim, estava ouvindo alguém à sua frente contar-lhe sobre como era o dia-a-dia em um reino fantasioso como esse.

ー ...Foi quando uma catástrofe ocorreu no vilarejo. A primeira de muitas. ...Uma Bijuu saiu do controle e destruiu quase toda a extensão da vila. Eu fui uma das vítimas, e quase morri ainda jovem.

ー Uma Bijuu? ー Indagou o rapaz. ー Nunca ouvi falar desse termo.

ー ...São bestas enormes. Com várias caudas, aparentemente. Dizem que o seu poder é imensurável. Até onde eu sei há nove delas espalhadas pelo mundo.

O rapaz esforçava-se para absorver tantas informações novas em tão pouco tempo. Não só estava conversando com um fantasma, como também ouvira sobre a existência de criaturas fora da sua compreensão.

ー E depois? A besta foi contida?

A menina fez uma pausa tentando relembrar como os fatos se desenrolaram. Não apenas eram memórias de sua infância, como também já morrera há dez anos atrás. Era uma milagre conseguir se lembrar de detalhes.

ー Foi. Fiquei com uma cicatriz no meu corpo... mas no fim a vila voltou ao normal. Foi a partir daí que meus pais me forçaram a me tornar uma ninja. 

ー Você não queria ser uma ninja?

ー Coisas como essa eram perda de tempo para mim. ...Tudo o que eu queria naquela época era ficar na minha oficina criando bonecos.

O rapaz entortou a cabeça, confuso.

ー Você fazia bonecos? Como assim, eram brinquedos?

ー ...Marionetes. ー Respondeu. ー Eram armas para batalha. Vocês não têm muitos desses nos outros vilarejos. ...Acho que pode se dizer que é um estilo de luta bem exótico.

Suuichi não esperava que houvesse tantas coisas que não sabia sobre o mundo. Realmente, ter passado sua vida inteira dentro dos domínios do vilarejo talvez não tivesse sido a melhor das decisões. Quem sabe, um dia, não leve sua irmã para um passeio em escala mundial. O garoto soltou um breve riso pensando nessa ideia.

[...]

A conversa continuou durante um tempo. A menina contou sobre partes da cultura do vilarejo, sobre seus costumes, pensamentos, leis, geografia. Tudo o que o garoto indagava, ela respondia. Como um computador. Era uma conversa peculiar, um clima que não seria possível de ser reproduzido em nenhum outro cenário.

ー ...Mas e então? ...A partir daí, você começou a treinar para se tornar uma ninja, certo? ー  Perguntou, tentando voltar ao foco. Ainda que não tivesse pressa, não queria perder sua linha de pensamento. A garota deu uma breve pausa antes de continuar a falar.

ー ...A partir de agora a história vai ficar um pouco caótica. ー Alertou. ー Se prepare.


Coisas:
Aparência. 100 de status aí obg

[Palavras: 1019]
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Luishturella999
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Luishturella999
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Re: [Fillers] Suuichi - 22/3/2020, 15:14

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.